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Ciência & Saúde Coletiva

Print version ISSN 1413-8123On-line version ISSN 1678-4561

Ciênc. saúde coletiva vol.25 no.9 Rio de Janeiro Sept. 2020  Epub Aug 28, 2020

https://doi.org/10.1590/1413-81232020259.14552020 

ARTIGO

Estimativas de impacto da COVID-19 na mortalidade de idosos institucionalizados no Brasil

Carla Jorge Machado1 
http://orcid.org/0000-0002-6871-0709

Claudia Cristina de Aguiar Pereira2 
http://orcid.org/0000-0003-1389-9214

Bernardo de Mattos Viana3 
http://orcid.org/0000-0001-8792-2996

Graziella Lage Oliveira1 
http://orcid.org/0000-0002-3387-3583

Daniel Carvalho Melo4 
http://orcid.org/0000-0001-7354-623X

Jáder Freitas Maciel Garcia de Carvalho5 
http://orcid.org/0000-0002-1053-3236

Flávia Lanna de Moraes6 
http://orcid.org/0000-0002-2638-0553

Edgar Nunes de Moraes7 
http://orcid.org/0000-0002-8923-1029

1Departamento de Medicina Preventiva e Social, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). carlajmachado@gmail.com

2Departamento de Administração e Planejamento em Saúde, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fiocruz. Rio de Janeiro RJ Brasil.

3Departamento de Saúde Mental, Faculdade de Medicina, UFMG.

4MedLogic. Belo Horizonte MG Brasil.

5Hospital das Clínicas, UFMG. Belo Horizonte MG Brasil.

6Secretaria Municipal de Saúde, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. Belo Horizonte MG Brasil.

7Departamento de Clínica Médica, UFMG. Belo Horizonte MG Brasil.


Resumo

O presente estudo tem como objetivo estimar o impacto da COVID-19 na mortalidade de idosos institucionalizados no Brasil. Foram estimados números de óbitos pela doença para o País, Unidades da Federação e Regiões, com base nas estimativas calculadas e efetuadas neste trabalho do percentual de óbitos de idosos que ocorreriam em instituições de longa permanência de acordo com os totais. Essa estimativa foi baseada em informações disponíveis para uma série de países. O percentual ponderado foi de 44,7%. Estimaram-se 107.538 óbitos de idosos nestas instituições no Brasil em 2020, por COVID-19. São previstos maiores números de óbitos na Região Sudeste (48.779 óbitos), seguida da Região Nordeste (28.451 óbitos); São Paulo é a Unidade da Federação que na estimativa será mais afetada (24.500 óbitos). Fica claro o forte impacto da COVID-19 na população idosa residente em instituições de longa permanência para idosos. As estimativas ultrapassam para o país 100 mil idosos, potencialmente os mais frágeis e vulneráveis, e são baseadas em número de óbitos totais conservador, tendo em vista outras estimativas e a situação alarmante de crescimento dos números de óbitos no Brasil.

Palavras-chave Infecções por coronavírus; Simulação; Saúde do idoso institucionalizado; Idoso fragilizado; Estudos transversais

Abstract

The COVID-19 pandemic poses difficulties for long-term care institutions for the elderly, with increased mortality rates for the residents. This study aims to estimate the impact of COVID-19 on mortality of institutionalized elderly in Brazil. Estimates of the percentage of elderly deaths occurring in care homes were calculated for Brazil, States and Regions using estimates for the total number of deaths. The estimation was based upon information available for other countries. The weighted percentage was 44.7% and 107,538 COVID-19 deaths were estimated for the elderly in these institutions in Brazil in 2020. Higher numbers of deaths were expected in the Southeast Region (48,779 deaths), followed by the Northeast Region (28,451 deaths); São Paulo was the most affected State (24,500 deaths). The strong impact of COVID-19 on the elderly population living in long-term care facilities is clear. Estimates for the country exceeded 100,000 elderly people, potentially the most fragile and vulnerable, and are based upon a conservative number of total deaths, in view of other estimates and the alarming situation of death growth in Brazil from COVID-19.

Key words Coronavirus infections; Simulation; Health of institutionalized elderly; Frail elderly; Cross-sectional studies

Introdução

Altas letalidades por SARS-CoV-2 têm sido, em sua maior parte, associadas a pacientes idosos ou à presença de comorbidades mais comuns nestes pacientes1-3, sendo superiores a um quinto dos acometidos com mais de 80 anos, tanto na China (21,9%) como na Itália (20,2%)3. A pandemia de COVID-19 constitui um desafio para as insti­tuições de longa permanência para idosos, dado o pertencimento dos institucionalizados aos grupos de maior susceptibilidade para a COVID-19 em suas formas mais graves, as quais podem resultar nos piores desfechos às infecções por SARS-CoV-2, incluindo o óbito4.

Instituições de longa permanência para idosos concentram pessoas com maior risco e, ademais, o fato de viverem muito próximas pode atuar como um agravante na propagação das infecções por SARS-CoV-22,3. Embora haja estimativas do total de óbitos de residentes de instituições de longa permanência para idosos em alguns países5,6, foram encontradas estimativas de letalidade da COVID-19 em idosos institucionalizados apenas nos Estados Unidos e em Cingapura. Nos Estados Unidos (Condado de King, estado de Washington)4 a letalidade foi de 33,7% e, em Cingapura7, a estimativa é indireta, mas indica que óbitos de idosos institucionalizados pela COVID-19 responderam por cerca de 14% da letalidade em todas as idades7.

Existem esforços em alguns países de se estimar o impacto da mortalidade5,6, porém, no Brasil não se sabe ao certo o número de idosos residentes em instituições de longa permanência nem em que medida a COVID-19 tem afetado a mortalidade dos residentes nestes estabelecimentos. Assim, dada a lacuna no conhecimento da mortalidade essa população idosa institucionalizada, o presente estudo tem como objetivo estimar o impacto da COVID-19 na mortalidade de idosos institucionalizados no Brasil.

Método

Trata-se de estudo transversal e de simulação. As estimativas apresentadas neste trabalho foram calculadas em duas etapas. Na primeira etapa, estimaram-se os óbitos totais em idosos por COVID-19 e na segunda, aplicou-se a esses óbitos uma porcentagem ponderada obtida com base em indicadores de mortalidade proporcional advindas de dados oficiais de óbitos em instituições de longa permanência para idosos de diferentes países – como China, Itália e Coréia do Sul – ao Brasil. A mortalidade proporcional se constitui, nesse caso, nos óbitos residentes em care homes por COVID-19 em relação aos óbitos totais em cada uma das diferentes localidades.

Em relação à primeira fase das estimativas, os óbitos totais em idosos por COVID-19 provieram da estimativa mínima sugerida por Martinez et al.8, que utilizaram a plataforma Corona-older9. Esta plataforma permite estimar o número de mortes esperadas por COVID-19, por idade, para o Brasil, Unidades da Federação (estados e Distrito Federal), a partir de estimativas populacionais de 2020. Permite, ainda, que pesquisadores trabalhem com taxas variáveis de infecção e letalidade de casos baseadas no que aconteceu em países como China, Itália ou Coreia do Sul. A opção, neste trabalho, em se trabalhar com base nas estimativas de Martinez et al.8, que selecionaram uma taxa de infecção de 10,0% e taxas de letalidade dos casos por grupos etários observadas na China, obtendo-se um número de óbitos totais de 240.281, foi considerada razoável e conservadora frente à estimativa de 452.694 de Dowd et al.10, que verificaram, em detalhe, não apenas o comportamento da epidemia, mas também a estrutura etária do Brasil.

Em relação à segunda fase das estimativas, que sucedeu à definição do número de óbitos por COVID-19, com o objetivo de realizar as estimativas de óbitos em instituições de longa permanência para idosos no Brasil, utilizaram-se dados de pesquisas internacionais recentes sobre COVID-19 com dados oficiais de onze diferentes países, em datas próximas, publicadas por Comas-Herrera et al.5. As estimativas, acompanhadas de sua localização temporal e geográfica5, estão dispostas na Tabela 1.

Tabela 1 Informações utilizadas para as estimativas do percentual ponderado de óbitos de idosos em instituições de longa permanência para idosos no Brasil, com base em estudos de Comas-Herrera et al.5 e Chidambaram6

País Datas referentes às informações de ocorrência do óbito
(dia/mês/ano)
(N1)
Número de óbitos por COVID-19 nos países com informação
(N2)
Número de óbitos de residentes de care home por COVID-19 nos países com informação
(N3) = (N2)/(N1) (em %)
Proporção de óbitos de residentes de care home por COVID-19 em relação ao número de óbitos totais por COVID-19*
Austrália 25/abril/2020 80 15 19,0%
Bélgica 26/abril/2020 3.685 373 10,0%
Canadá 25/abril/2020 2.465 1.769 72,0%
França 25/abril/2020 22.614 8.564 51,0%
Hungria 18/abril/2020 172 33 19,0%
Irlanda 24/abril/2020 829 452 55,0%
Israel 26/abril/2020 200 65 33,0%
Noruega 25/abril/2020 193 122 63,0%
Portugal 23/abril/2020 820 327 40,0%
Singapura 16/abril/2020 10 2 20,0%
Espanha (2) 22 ou 23/abril/20 19.580 9.789 50,0%
Estados Unidos da América 23/abril/2020 10.378 2.386 27,0%
Total e estimativa para o Brasil ---- 61.026 23.897* 44,7%*

Nota:

*para os totais (N2) e (N3) foram calculadas médias ponderadas por (N1).

Quanto aos dados da Tabela 1, ressalte-se: em primeiro lugar, utilizaram-se, sempre que possível, estimativas de óbitos confirmados, por COVID-19, para o país – essa escolha foi feita para evitar incluir indivíduos falso-positivos para COVID-19 que vieram a óbito posteriormente (Bélgica e Irlanda teriam, caso fossem utilizados os dados de óbitos de pessoas por causa COVID-19 como provável, 100,0% e 56,9%, nas mesmas datas apresentadas na Tabela 1); em segundo lugar, foi obtida informação para os Estados Unidos com base em dados de 38 dos 50 estados norte-americanos6; finalmente, a informação para a Espanha foi obtida com base nas 6 das 17 comunidades autônomas e o percentual foi calculado diretamente pelos autores com base nas informações disponibilizadas em Comas-Herrera et al.5.

O percentual ponderado de óbitos de residentes de care homes em relação ao total foi estimado como o somatório do número de óbitos por COVID-19 nos países com informação multiplicado pela proporção de óbitos de residentes de care homes por COVID-19 (N1) em relação ao número de óbitos totais por COVID-19, para todos os países (N3), divido pela soma de (N1) para todos os países:

PercentualPonderado=[80x19,0+3.685x10,0+2,465x72,0+22.614x51,0+172x19,0+829x55,0+200x33,0+193x63,0+820x40,0+10x20,0+19.580x50,0+10.378x27,0]/80+3.685+2.465+22.614+172+829+200+193+820+10+19.580+10.378=44,7

Foram obtidos intervalos de 95,0% de confiança para o número de óbitos por COVID-19 estimados para idosos institucionalizados.

Resultados

Na Tabela 2 estão apresentadas as estimativas por Unidades da Federação, Regiões e para o Brasil. Dos 240.287 óbitos por COVID-19 considerados, ocorreriam em instituições de longa permanência para idosos um total de 107.528 mortes em idosos nestas instituições (intervalo de 95,0% de confiança de 107.269 a 107.788). Esses óbitos perfazem 61,9% de todos os 175.435 óbitos por COVID-19 em idosos. A Região Sudeste concentraria a maior parte dos óbitos do Brasil, equivalendo a 48.779 mortes (intervalo de 95,0% de confiança de 48.661 a 48.898), seguida de Região Nordeste, que teve 28.451 mortes (intervalo de 95,0% de confiança de 28.382 a 28.520), conforme a Figura 1.

Tabela 2 Número de óbitos por COVID-19 estimados em idosos vivendo em instituições de longa permanência para idosos, para Brasil, Regiões, e Unidades da Federação, 2020. 

Estados/Distrito Federal/Regiões/Brasil (N1)
Número total de óbitos (todas as idades) considerados por COVID-19
(N2)=(N1)*0,447
Número Estimado de Óbitos em instituições de longa permanência para idosos
Intervalo de 95% de Confiança
limite inferior limite superior
Rondônia 1.516 678 677 680
Acre 640 286 286 287
Amazonas 2.917 1.305 1.302 1.309
Roraima 366 164 163 164
Pará 7.092 3.174 3.166 3.181
Amapá 522 234 233 234
Tocantins 1.481 663 661 664
Maranhão 6.921 3.097 3.090 3.105
Piauí 3.897 1.743 1.740 1.748
Ceará 10.636 4.760 4.748 4.771
Rio Grande do Norte 4.022 1.800 1.796 1.804
Paraíba 4.969 2.224 2.218 2.229
Pernambuco 10.530 4.712 4.701 4.723
Alagoas 3.316 1.484 1.480 1.487
Sergipe 2.275 1.018 1.016 1.021
Bahia 17.012 7.613 7.595 7.631
Minas Gerais 27.024 12.093 12.064 12.122
Espírito Santo 4.471 2.001 1.996 2.006
Rio de Janeiro 22.912 10.253 10.228 10.278
São Paulo 54.748 24.500 24.441 24.556
Paraná 13.384 5.990 5.975 6.004
Santa Catarina 8.040 3.598 3.589 3.607
Rio Grande do Sul 15.960 7.142 7.125 7.159
Mato Grosso do Sul 2.928 1.310 1.307 1.313
Mato Grosso 3.206 1.434 1.431 1.438
Goiás 6.947 3.109 3.101 3.116
Distrito Federal 2.556 1.143 1.141 1.147
Regiões
Norte 14.533 6.504 6.488 6.519
Nordeste 63.578 28.451 28.382 28.520
Sudeste 109.156 48.779 48.661 48.898
Sul 37.384 16.729 16.689 16.790
Centro-Oeste 15.636 6.997 6.980 7.014
Brasil 240.287 107.528 107.269 107.788

Figura 1 . Número de óbitos por COVID-19 para todas as idades e para idosos vivendo em instituições de longa permanência para idosos, para Brasil e Regiões, 2020. 

Em relação às Unidades da Federação, observa-se que São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul, seriam os estados com o maior número de óbitos por COVID-19, tanto óbitos em todas as idades, quanto de idosos institucionalizados (Figura 2).

Figura 2 . Número de óbitos por COVID-19 para todas as idades e para idosos vivendo em instituições de longa permanência para idosos, para Estados e Distrito Federal, 2020. 

Discussão

Os achados do presente estudo indicaram que quase a metade (44,7%) dos óbitos por COVID-19 ocorrerá entre os idosos institucionalizados e que mais de 100 mil idosos (107.528 óbitos) serão fatalmente atingidos no País. Mais do que as estimativas em si, que podem mudar e, desejavelmente, diminuírem caso haja políticas destinadas para tal, chamar a atenção para a questão dos idosos em instituições de longa permanência é fundamental.

As limitações do estudo podem ter afetado os resultados, pois a estimativa de óbitos por COVID-19 em idosos institucionalizados não considerou a estrutura etária ou a oferta de vagas nestas instituições por Unidades da Federação. Assim, esperar-se-ia maior número de óbitos em instituições de longa permanência para idosos na Região Sudeste pelo maior contingente populacional, elevada proporção de idosos (16,1%) em relação à população total11, pelo percentual mais elevado de idosos institucionalizados e, finalmente, devido ao número de óbitos totais por COVID-19 que vem sendo observado nas últimas semanas epidemiológicas na Região12. Ao longo do tempo, serão necessários ajustamentos nas estimativas para aferir se as estimativas iniciais estariam em concordância com o que de fato vem sendo verificado. Para tanto, são necessários também estudos específicos com idosos institucionalizados no Brasil no que se refere à letalidade por COVID-19.

Outra limitação se refere à própria indisponibilidade de dados sobre o quantitativo de idosos residentes em instituições e de estatísticas oficiais sobre a mortalidade nestes estabelecimentos, o que tornou inviável e pouco mais que especulativa a tentativa de calcular taxas de mortalidade para esta população. Com efeito, dados precisos sobre residentes em instituições de longa permanência para idosos são escassos e países e regiões como o Reino Unido também trabalham com estimativas13. Tendo em vista essa dificuldade, nossa opção, portanto, foi estimar apenas o número de óbitos.

As simulações apontam para o impacto devastador da COVID-19 em idosos institucionalizados, assim como ocorreu em países como Itália14 e Estados Unidos4.

Cabrero15, com base em experiência na Espanha, destaca haver causas para o impacto da pandemia por COVID-19 em idosos institucionalizados, quais sejam, negligência e discriminação causada em parte pela sobrecarga da pandemia nos serviços de saúde; insuficiência de recursos humanos e materiais; falta de controle e legislação voltados para estes idosos no início da crise. Assim, recomendam-se medidas que promovam a redução de riscos como restrição de visitantes às instituições; triagem para identificar sintomas em qualquer indivíduo que necessite entrar; uso de equipamentos de proteção individual e ampliação da testagem nesses estabelecimentos. Essas medidas foram implementadas em Cingapura7 que, embora tenha tido casos e mesmo óbitos, tiveram sucesso na contenção de surtos por COVID-19 em idosos institucionalizados7.

Discriminação e estigma de idosos institucionalizados correm o risco de acontecer e essa também deve ser uma preocupação dos formuladores de políticas. Documento das Nações Unidas, datado de maio de 202016, chama a atenção para o discurso público e em mídias sociais, ressaltando que nesses tempos da pandemia por COVID-19, expressões de ressentimento intergeracional têm ocorrido. Políticas, programas e comunicações devem fornecer imagem diferenciada, mas não distorcida, do impacto da pandemia nos idosos, promovendo o envolvimento mais amplo da comunidade com a questão dos idosos, seus riscos diferenciados e, especialmente, chamando a atenção para aqueles institucionalizados. Essa atitude programática pode promover solidariedade intergeracional, fundamental para a união entre as pessoas, especialmente em momentos de crise16.

Os achados da presente pesquisa podem ser utilizados por outros estudiosos para que possam efetuar estimativas de número de óbitos por COVID-19 em idosos em outros países. Tais simulações são extremamente importantes em momentos críticos como o presente, onde há escassez de informações diretas, trazendo a possibilidade de nortear o planejamento de ações de políticas públicas.

Referências

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Recebido: 12 de Maio de 2020; Aceito: 26 de Junho de 2020; Publicado: 28 de Junho de 2020

Colaboradores

CJ Machado e CCA Pereira: concepção do artigo; análise de dados; escreveram o artigo; leram e aprovaram a versão final. BM Viana: concepção do artigo; auxílio com análise de dados; escreveu o artigo; leu e aprovou a versão final. GL Oliveira e DC Melo: auxílio com análise de dados; escreveram o artigo; leram e aprovaram a versão final. JFMG Carvalho e FL Moraes: escreveram o artigo; leram e aprovaram a versão final. EM Moraes: coordenador do estudo principal com idosos institucionalizados; concepção do artigo; escreveu o artigo; leu e aprovou a versão final.

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