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Ciência & Saúde Coletiva

Print version ISSN 1413-8123On-line version ISSN 1678-4561

Ciênc. saúde coletiva vol.25 no.12 Rio de Janeiro Dec. 2020  Epub Dec 04, 2020

https://doi.org/10.1590/1413-812320202512.19112020 

ARTIGO

Uma proposta de ontologia para a Assistência Farmacêutica a partir das páginas da Revista Ciência & Saúde Coletiva

Claudia Garcia Serpa Osorio-de-Castro1 
http://orcid.org/0000-0003-4875-7216

Tatiana de Jesus Nascimento Ferreira1 
http://orcid.org/0000-0002-9857-9852

Mario Jorge Sobreira da Silva2 
http://orcid.org/0000-0002-0477-8595

Elaine Silva Miranda3 
http://orcid.org/0000-0002-6204-5023

Cristiane Roberta dos Santos Teodoro4 
http://orcid.org/0000-0001-6147-0987

Elaine Lazzaroni Moraes2 
http://orcid.org/0000-0002-7903-5550

Elisangela da Costa Lima5 
http://orcid.org/0000-0002-0101-790X

Cláudia Du Bocage Santos-Pinto6 
http://orcid.org/0000-0002-5478-4977

1 Departamento de Política de Medicamentos e Assistência Farmacêutica, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz. R. Leopoldo Bulhões 1480, Manguinhos. 21041-210 Rio de Janeiro RJ Brasil. claudiaosorio.soc@gmail.com

2 Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva. Rio de Janeiro RJ Brasil.

3 Departamento de Farmácia e Administração Farmacêutica, Faculdade de Farmácia, Universidade Federal Fluminense. Niterói RJ Brasil.

4 Instituto de Psiquiatria, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Rio de Janeiro RJ Brasil.

5Faculdade de Farmácia, UFRJ. Rio de Janeiro RJ Brasil.

6Instituto Integrado de Saúde, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande MS Brasil.


Resumo

A Assistência Farmacêutica (AF) é um campo em expansão no Brasil e nos últimos 25 anos vem se consolidando também através da publicação científica. O objetivo deste trabalho foi investigar a evolução da AF como campo na Revista Ciência & Saúde Coletiva. Uma revisão de escopo, em quatro períodos, 1996-2003, 2004-2010, 2011-2015, 2016-2019, foi realizada por duplas de pesquisadores, buscando palavras e termos de busca nos títulos. As inclusões foram totalizadas por ano de publicação, suas características descritas quanto ao tipo de artigo, idioma, local e instituição de origem do primeiro autor e classificadas por temáticas principais, secundárias e especificidades. Foram resgatados 307 artigos e incluídos 260. Os resultados refletiram aumento de publicações ao longo do tempo, participação majoritária de artigos de tema livre e originais, em português, de autores das regiões Sul e Sudeste, de universidades públicas e da Fiocruz. Os temas principais foram Utilização de Medicamentos (161 artigos), Gestão (56) e Temas Tangenciais ao Ciclo da AF (43). A partir da classificação foi elaborada uma ontologia própria da AF. O campo reúne política pública a atividades gerenciais e de cuidados em saúde à população. Espera-se que essa variada gama de interrelações venha a se expressar cada vez mais na publicação científica.

Palavras-chave: Assistência Farmacêutica; Publicações; Revisão

Abstract

Pharmaceutical Services (PS) is a growing field which has established itself over the last 25 years in Brazil through scientific publications. This work investigates the evolution of the field in the Brazilian periodical Journal Ciência & Saúde Coletiva. We conducted a scoping review of relevant literature produced in four separate periods (1996-2003, 2004-2010, 2011-2015, and 2016-2019). A search for articles that contained one or more of the pre-established key words in the title was performed by separate pairs of reviewers. The search resulted in 307 articles, 260 of which were included. The findings show that the number of publications increased steadily over the study period. The papers were predominantly open-topic and original articles and written in Portuguese. Most of the lead authors were from the South and Southeastern regions of Brazil and from public universities and Fiocruz. The predominant primary theme was medicine utilization (161 articles), followed by management (56), and tangential aspects of the PM cycle (43). An ontology of PS was created based on the classification of the articles. The findings show that the field of PS encompasses public policy and management and frontline activities involved in the delivery of health care to the population. It is hoped that the diverse range of interrelations in the field of PS will be increasingly addressed in future publications.

Key words: Pharmaceutical Services; Publications; Review

Introdução

A Assistência Farmacêutica (AF) é um campo teórico-prático relativamente recente dentro do escopo das Ciências Farmacêuticas, que, tradicionalmente foram moldadas pelas ciências ditas básicas, tais como física, química, bioquímica, fisiologia etc. As ciências básicas, por sua vez, caracterizaram a forma como a Farmácia foi ensinada e consequentemente o perfil dos profissionais atuantes na academia ou nos serviços assistenciais. Ao longo das últimas décadas, as questões sociais ligadas ao medicamento passaram a ter maior importância, visto que as ciências naturais, por si só, não são capazes de explicar ou aprofundar aspectos que envolvem a relação do medicamento com indivíduos, famílias, comunidades ou mesmo com a prática profissional1,2.

No Brasil, a Lei Orgânica da Saúde, que regula as ações e serviços de saúde, determina como campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), a formulação da política de medicamentos, e atribui ao setor saúde a responsabilidade pela execução de ações de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica3. Entretanto, a AF, só começa a ser efetivamente delineada a partir na publicação da Política Nacional de Medicamentos (PNM) em 19984. No que tange a gestão pública de medicamentos, em 1999 iniciou-se o processo de descentralização da Assistência Farmacêutica5, com definição das responsabilidades cabíveis a cada nível de gestão - ao federal a formulação e implementação da Política, ao estadual, primordialmente, coordenação, execução, acompanhamento e avaliação da Política, e ao municipal as funções primordiais de provisão3.

Outro marco estabelecido foi a Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF), no ano de 2004, que aponta para o profissional farmacêutico, no campo da AF, possibilidades de atuação na promoção, proteção e recuperação da saúde. Também direciona perspectivas de desenvolvimento da AF na inovação e produção de medicamentos e insumos, favorecendo a inclusão da Assistência Farmacêutica na Agenda Nacional de prioridades para pesquisas em saúde de 20046.

Desde o início do estabelecimento da AF dentro do marco da PNM, foi adotado como modelo organizacional o “ciclo da AF”. Desenvolvido em meados dos anos 1990 pelo Management Sciences for Health7, esse marco vem sendo revisitado ao longo do tempo, para refletir as mudanças do campo que impactariam na organização das atividades da AF8. Para o ciclo da AF, podem ser descritos três grandes núcleos de atividades: aqueles que antecedem o ciclo em si, tangenciais e envolvendo atores e atividades que extrapolam o campo da AF; as atividades de gestão; e as atividades relacionada à utilização dos medicamentos9.

Estima-se que a produção científica reflita os arcabouços político, normativo e técnico, não apenas nos momentos do desenvolvimento do campo, mas também na sua maturação técnica e no envolvimento profissional. Como parte integrante da Saúde Coletiva (SC), a AF tem em sua essência a articulação de saberes vinculados à prática nos serviços de saúde e engloba várias disciplinas das Ciências Farmacêuticas, mas com grande influência das ciências sociais10. A literatura vem apontando mudanças importantes na AF ao longo do tempo, refletindo sobre os grandes temas e sobre o papel da AF no SUS11.

Partindo do pressuposto de que os grandes temas da SC estão presentes na discussão do campo e na evolução do cenário da AF no Brasil, o presente artigo busca fazer uma análise da produção em assistência farmacêutica, pelas páginas da Revista Ciência & Saúde Coletiva (RC&SC), de forma a propor uma ontologia própria da AF, inédita no campo.

Métodos

Foi realizada uma revisão de escopo do tema da AF na RC&SC12,13. O período proposto de análise, de 1996 a 2019, foi dividido em quatro blocos temporais circundados por políticas importantes na área da AF4-6,14-20, e por volume de publicações, a saber, 1996-2003, 2004-2010, 2011-2015 e 2016-2019.

Cada bloco de tempo ficou ao encargo de uma dupla de pesquisadores para busca dos artigos pertinentes do campo da AF. A identificação foi feita de modo independente por cada indivíduo componente da dupla e depois em consenso, nas duplas e no grupo, para verificação e decisão sobre dúvidas ou inconsistências.

A identificação dos artigos, em cada número, foi feita a partir da página de RC&SC. Na busca, levou-se em consideração a presença de um ou mais dos termos: assistência farmacêutica, medicamentos, política de medicamentos, farmacêuticos, setor farmacêutico, indústria farmacêutica, farmácia hospitalar, serviços farmacêuticos. Após identificação pelo título, resgatamos o texto completo através do sítio de internet do SciELO. Uma vez feita a identificação, foi feita a leitura dos resumos, na fase de verificação, de modo a estabelecer que estes termos também estavam presentes.

Na fase de elegibilidade, a partir da leitura dos textos, foram excluídos aqueles artigos que tratavam de temas não afeitos diretamente à assistência farmacêutica ou à terapêutica medicamentosa. Destas exclusões resultou a seleção final de artigos para o estudo.

Para cada artigo selecionado, foram extraídas as seguintes informações: ano de publicação, autor(es), afiliação do autor principal e local, Digital Object Identifier (DOI), seção da publicação, tipo de artigo, resumo, palavras-chave. Foi formado um banco de dados organizado de forma sequencial, incluindo todos os artigos selecionados.

Na análise, o conjunto de artigos foi descrito a partir da linha de tempo, por número, autoria, local e afiliação do primeiro autor, idioma da publicação, tipo de artigo. As características temáticas dos artigos foram descritas por meio de categorização prévia, que considerou o racional da organização do campo que é utilizada no Brasil8,9,21. Os trabalhos foram classificados por uma temática principal (delimitadas inicialmente como Aspectos tangenciais ao Ciclo da AF; Gestão; e Utilização), uma temática secundária (aspecto da temática principal, que pode se configurar como atividade, condução normativa ou discussão conceitual) e uma especificidade (tema de fundo, que pode refletir objeto ou lócus da investigação). Foi feito esforço no sentido de explicitar as relações de dependência entre as temáticas principais, as temáticas secundárias e as especificidades, de modo a formar uma ontologia própria da AF nas páginas da RC&SC.

Resultados

Foram recuperados 307 artigos, retornados da busca após leitura de títulos (Figura 1). Uma vez feita a leitura dos resumos, foram excluídos 47 trabalhos acerca de políticas de saúde, gastos em saúde, alocação de recursos em saúde, financiamento em saúde, assistência à saúde, diagnósticos, toxicologia, práticas médicas, medicalização (não afeita necessariamente à terapêutica medicamentosa), tabagismo, uso de drogas ilícitas, práticas contraceptivas não medicamentosas, materiais médico-hospitalares, terapias não medicamentosas, qualidade de vida e suplementação de nutrientes. Todos considerados não diretamente relacionadas ao tema da AF. Ao final foram incluídos 260 artigos (Quadro 1).

Quadro 1 Relação dos artigos selecionados para análise do campo teórico-prático da Assistência Farmacêutica nas páginas da Revista Ciência & Saúde Coletiva, 1996-2019. RC&SC, 2020. 

Quantidade Ano Idioma Local (Estado ou país) 1º autor Título Sessão da publicação
1 1999 POR SP Noto, AR O uso de drogas psicotrópicas e a prevenção no Brasil Revisão
2 1999 POR MS Castro, LLC Farmacoepidemiologia no Brasil: evolução e perspectivas Opinião
3 2002 POR PE Barros, JAC Anúncios de medicamentos em revistas médicas: ajudando a promover a boa prescrição? Original
4 2003 POR SC Leite, SN Adesão à terapêutica medicamentosa: elementos para a discussão de conceitos e pressupostos adotados na literatura Revisão
5 2003 POR RJ Silva, LK Avaliação tecnológica e análise custo-efetividade em saúde: a incorporação de tecnologias e a produção de diretrizes clínicas para o SUS Original
6 2004 POR SP Pereira, LRL Avaliação da utilização de medicamentos em pacientes idosos por meio de conceitos de farmacoepidemiologia e farmacovigilância Tema Livre
7 2004 POR RJ Osorio-de-Castro, CGS O uso de medicamentos na gravidez Tema Livre
8 2005 POR RJ Nascimento, MC Medicamentos, comunicação e cultura Original
9 2005 POR SP Secoli, SR Farmacoeconomia: perspectiva emergente no processo de tomada de decisão Original
10 2007 POR DF Fagundes, MJD Análise bioética da propaganda e publicidade de medicamentos Tema Livre
11 2007 POR PR Melo, EB Histórico das tentativas de liberação da venda de medicamentos em estabelecimentos leigos no Brasil a partir da implantação do Plano Real Opinião
12 2007 POR RJ Neves, BG Percepções e atitudes de responsáveis por crianças frente ao uso de medicamentos infantis e sua relação com cárie e erosão dentária Original
13 2008 POR DF Bortolon, PC Análise do perfil de automedicação em mulheres idosas brasileiras Original
14 2008 POR RJ Costa-Couto, MH Assimetria nas relações internacionais, propriedade industrial e medicamentos anti-aids Original
15 2008 POR MG Abrantes, PM A qualidade da prescrição de antimicrobianos em ambulatórios públicos da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, MG Original
16 2008 POR RJ Alves, NDC Avaliação da adequação técnica de indústrias de medicamentos fitoterápicos e oficinais do Estado do Rio de Janeiro Original
17 2008 POR MG Angonesi, D Dispensação farmacêutica: uma análise de diferentes conceitos e modelos Original
18 2008 POR PE Aquino, DS Por que o uso racional de medicamentos deve ser uma prioridade? Original
19 2008 POR MG Araújo, ALA Perfil da assistência farmacêutica na atenção primária do Sistema Único de Saúde Original
20 2008 SPN MG Barros, JAC Nuevas tendencias de la medicalización Original
21 2008 POR RJ Rozenfeld, S Farmacêutico: profissional de saúde e cidadão Debate
22 2008 POR MG Barros, JAC Comentário ao texto “Farmacêutico: profissional de saúde e cidadão Debate
23 2008 POR SP Bergsten-Mendes, G Uso racional de medicamentos: o papel fundamental do farmacêutico Debate
24 2008 POR RJ Osorio-de-Castro, CGS Farmacêutico: ser profissional de saúde e cidadão exige responsabilização Debate
25 2008 POR RJ Elda Falqueto, E Gerenciamento de resíduos oriundos da fabricação e distribuição do medicamento Diazepam para o município de São Mateus, ES Original
26 2008 POR SP Fleith, VD Perfil de utilização de medicamentos em usuários da rede básica de saúde de Lorena, SP Original
27 2008 POR SP Huertas, MKZ Apelos racionais e emocionais na propaganda de medicamentos de prescrição: estudo de um remédio para emagrecer Original
28 2008 POR SC Kulkamp, IC Percepção de profissionais da saúde sobre aspectos relacionados à dor e utilização de opióides: um estudo qualitativo Original
29 2008 POR DF Mota, DM Uso racional de medicamentos: uma abordagem econômica para tomada de decisões Original
30 2008 POR SP Nicolini, P Fatores relacionados à prescrição médica de antibióticos em farmácia pública da região Oeste da cidade de São Paulo Original
31 2008 POR RJ Cristiane Quental, C Medicamentos genéricos no Brasil: impactos das políticas públicas sobre a indústria nacional Original
32 2008 POR DF Reis, AMM Desabastecimento de medicamentos: determinantes, conseqüências e gerenciamento Original
33 2008 POR DF Carvalho, PB Rotulagem de suplementos vitamínicos e minerais: uma revisão das normas federais Revisão
34 2008 POR SC Leite, SN Estudos de utilização de medicamentos: uma síntese de artigos publicados no Brasil e América Latina Revisão
35 2008 POR RJ Loyola, MA Medicamentos e saúde pública em tempos de AIDS: metamorfoses de uma política dependente Revisão
36 2008 POR RS Rocha, CH Adesão à prescrição médica em idosos de Porto Alegre, RS Original
37 2008 POR PE Silva, RA Fatores associados à automedicação em dor de dente: análise a partir dos profissionais dos estabelecimentos farmacêuticos da cidade do Recife, PE Original
38 2008 POR RJ Soares, JCRS “Quando o anúncio é bom, todo mundo compra.” O Projeto MonitorAÇÃO e a propaganda de medicamentos no Brasil Original
39 2008 POR RS Vitor, RS Padrão de consumo de medicamentos sem prescrição médica na cidade de Porto Alegre, RS Original
40 2008 ENG/POR RJ Rozenfeld, S Medicamentos, profissionais e atenção a saúde Editorial
41 2008 POR MT Reiners, AAO Produção bibliográfica sobre adesão/não-adesão de pessoas ao tratamento de saúde Revisão
42 2009 ENG/POR RJ Nascimento, AC Propaganda de medicamentos no Brasil. É possível regular? Original
43 2009 ENG RJ Emmerick, ICM Pharmaceutical services evaluation in Brazil: broadening the results of a WHO methodology Tema Livre
44 2010 POR DF Polejack, L Monitoramento e avaliação da adesão ao tratamento antirretroviral para HIV/aids: desafios e possibilidades
45 2010 POR RS Rodrigues, FA Perfil da utilização de antimicrobianos em um hospital privado Original
46 2010 POR CE Torres, DVM Enfuvirtida para o tratamento do paciente com aids: o divisor de águas
47 2010 POR RJ Falqueto, E Como realizar o correto descarte de resíduos de medicamentos? Tema Livre
48 2010 POR MG Angonesi, D Atenção Farmacêutica: fundamentação conceitual e crítica para um modelo brasileiro Tema Livre
49 2010 POR RJ Bastos, CRG As percepções dos farmacêuticos sobre seu trabalho nas farmácias comunitárias em uma região do estado do Rio de Janeiro Tema Livre
50 2010 POR SP Cintra, FA Adesão medicamentosa em idosos em seguimento ambulatorial Tema Livre
51 2010 POR DF Gava, CM Novos medicamentos registrados no Brasil: podem ser considerados como avanço terapêutico? Original
52 2010 POR PR Knappmann, AL Qualidade de medicamentos isentos de prescrição: um estudo com marcas de dipirona comercializadas em uma drogaria de Cascavel (PR, Brasil) Tema Livre
53 2010 POR RJ Lago, RF Dilemas da política de distribuição de medicamentos antirretrovirais no Brasil Tema Livre
54 2010 POR PI Lima, GB Uso de medicamentos armazenados em domicílio em uma população atendida pelo Programa Saúde da Família Tema Livre
55 2010 POR SE Lyra, DPJ Influência da propaganda na utilização de medicamentos em um grupo de idosos atendidos em uma unidade básica de saúde em Aracaju (SE, Brasil) Tema Livre
56 2010 POR RJ Nascimento, AC Propaganda de medicamentos para grande público: parâmetros conceituais de uma prática produtora de risco Original
57 2010 POR BA Oliveira, LCF Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde: da Política Nacional de Medicamentos à Atenção Básica à Saúde Tema Livre
58 2010 POR SC Pereira, JR Análise das demandas judiciais para o fornecimento de medicamentos pela Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina nos anos de 2003 e 2004 Tema Livre
59 2010 POR PB Portela, AS Prescrição médica: orientações adequadas para o uso de medicamentos? Tema Livre
60 2010 POR PA Sebastião, PCA A visão de distintos atores sobre o controle sanitário da importação de substâncias psicotrópicas no Brasil Original
61 2010 POR RJ Silva, ACP Desafios para a rede nacional de laboratórios de vigilância sanitária: o caso dos medicamentos manipulados Original
62 2010 POR RS Souza, MV Medicamentos de alto custo para doenças raras no Brasil: o exemplo das doenças lisossômicas Revisão
63 2010 POR SC Trevisol, DJ A propaganda de medicamentos em escola de medicina do Sul do Brasil Tema Livre
64 2010 POR DF Mota, DM Uso abusivo de benzidamina no Brasil: uma abordagem em farmacovigilância Original
65 2010 POR PE Aquino, DS A automedicação e os acadêmicos da área de saúde Tema Livre
66 2010 POR RJ Pepe, VLE A judicialização da saúde e os novos desafios da gestão da assistência farmacêutica Original
67 2010 POR SC Galato, D Estudo de utilização de medicamentos em idosos residentes em uma cidade do sul de Santa Catarina (Brasil): um olhar sobre a polimedicação Tema Livre
68 2010 POR SE Lyra, DPJ Bulas de medicamentos usados por idosos com hipertensão: adequação da informação à regulamentação sanitária e possíveis implicações para a saúde Original
69 2010 POR SP Carvalho, VAP Nível de conhecimento dos cirurgiões-dentistas de São José dos Campos sobre o uso de anti-inflamatórios não esteróides Original
70 2010 POR DF Naves, JOS Automedicação: uma abordagem qualitativa de suas motivações Original
71 2010 POR DF Leite, SN Que direito? Trajetórias e percepções dos usuários no processo de acesso a medicamentos por mandados judiciais em Santa Catarina Original
72 2011 POR RS Rosa, C Representações e intenção de uso de fitoterapia na atenção básica à saúde Tema Livre
73 2011 ENG RJ Esher, A Logic models from an evaluability assessment of pharmaceutical services for people living with HIV/AIDS Tema Livre
74 2011 POR RS Frohlich, SE Os indicadores de qualidade da prescrição de medicamentos da Organização Mundial da Saúde ainda são válidos? Tema Livre
75 2011 POR MG Saturnino, LTM O Internato Rural na formação do profissional farmacêutico para a atuação no Sistema Único de Saúde Tema Livre
76 2011 POR RS Brum, LFS Utilização de medicamentos por gestantes usuárias do Sistema Único de Saúde no município de Santa Rosa (RS, Brasil) Temático
77 2011 POR MG Gomes, PD Contracepção hormonal: uma comparação entre pacientes das redes pública e privada de saúde Temático
78 2011 POR MG Melo, CM O uso de inibidores de apetite por mulheres: um olhar a partir da perspectiva de gênero Temático
79 2011 POR RJ Paula, PAB O uso do medicamento na percepção do usuário do Programa Hiperdia Tema Livre
80 2011 SPN ESP Iñesta, A La indústria farmacéutica y la sostenibilidad de los sistemas de salud en países desarrollados y América Latina Temático
81 2011 POR RJ Santos-Pinto, CDB Quem acessa o Programa Farmácia Popular do Brasil? Aspectos do fornecimento público de medicamentos Tema Livre
82 2011 POR DF Medeiros, EFF Intervenção interdisciplinar enquanto estratégia para o Uso Racional de Medicamentos em idosos. Temático
83 2011 POR SC Oenning, D Conhecimento dos pacientes sobre os medicamentos prescritos após consulta médica e dispensação Tema Livre
84 2011 POR RJ Rocha, DR Transgênicos - Plantas Produtoras de Fármacos (PPF) Tema Livre
85 2011 POR BA Bastos, AA Fatores facilitadores e dificuldades no exercício da vigilância sanitária de farmácias em Salvador-Bahia Tema Livre
86 2011 POR MG Daniela, A Dispensação farmacêutica: proposta de um modelo para a prática Tema Livre
87 2011 POR PB Sá, LD Implantação da estratégia DOTS no controle da Tuberculose na Paraíba: entre o compromisso político e o envolvimento das equipes do programa saúde da família (1999-2004) Tema Livre
88 2011 POR BA Alencar, TOS Assistência Farmacêutica no Programa Saúde da Família: encontros e desencontros do processo de organização Tema Livre
89 2011 POR RN Araújo, PTB Avaliação da qualidade da prescrição de medicamentos de um hospital de ensino Tema Livre
90 2011 POR RJ Santana, RAL Sistema nacional de informações tóxico-farmacológicas: o desafio da padronização dos dados. Tema Livre
91 2011 POR RS Costa, SM Conhecimento dos clientes com tuberculose pulmonar e seus familiares sobre adesão ao tratamento e fatores associados, no município do Rio Grande (RS). Tema Livre
92 2011 POR RJ Osorio-de-Castro, CGS Conhecimentos, práticas e percepções de profissionais de saúde sobre o tratamento de malária não complicada em municípios de alto risco da Amazônia Legal. Tema Livre
93 2011 POR PR Vosgerau, MZS Consumo de medicamentos entre adultos na área de abrangência de uma Unidade de Saúde da Família. Tema Livre
94 2011 POR CE Silva, IM Automedicação na adolescência: um desafio para a educação em saúde Tema Livre
95 2012 POR DF Mota, DM Perfil da mortalidade por intoxicação com medicamentos no Brasil, 1996-2005: retrato de uma década Temático
96 2012 POR SC Blatt, CR Conhecimento popular e utilização dos medicamentos genéricos na população do município de Tubarão, SC Temático
97 2012 POR MG Firmino, KF Utilização de benzodiazepínicos no Serviço Municipal de Saúde de Coronel Fabriciano, Minas Gerais Temático
98 2012 POR RJ Esher, A Construindo Critérios de Julgamento em Avaliação: especialistas e satisfação dos usuários com a dispensação do tratamento do HIV/Aids Temático
99 2012 ENG/POR RS Rohden, F Capturados pelo sexo: a medicalização da sexualidade masculina em dois momentos Temático
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101 2012 POR RS Junior, DS Judicialização do acesso ao tratamento de doenças genéticas raras: a doença de Fabry no Rio Grande do Sul. Tema Livre
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105 2012 POR RS Bianchin, MD Avaliação da qualidade de comprimidos de propranolol e enalapril distribuídos no sistema público de saúde em uma cidade do sul do Brasil. Tema Livre
106 2012 POR MG Luz, TCB Consumo de medicamentos por trabalhadores de hospital Tema Livre
107 2012 POR SC Alano, GM Indicadores do Serviço de Atenção Farmacêutica (SAF) da Universidade do Sul de Santa Catarina Tema Livre
108 2012 SPN ARG Colautti, MA Las personas que vivencon VIH/SIDA y su vínculo com los antirretrovirales provistos por el Programa Nacional en Argentina Temático
109 2012 POR SC Dandolini, BW Uso racional de antibióticos: uma experiência para educação em saúde com escolares Tema Livre
110 2012 POR RJ Corrêa, MCDV Aborto e misoprostol: usos médicos, práticas de saúde e controvérsia científica Temático
111 2012 POR DF Diniz, D Cytotec e aborto: a polícia, os vendedores e as mulheres Temático
112 2012 POR PI Carvalho, ALM Adesão ao tratamento medicamentoso em usuários cadastrados no Programa Hiperdia no município de Teresina (PI) Tema Livre
113 2012 POR RJ Lima-Dellamora, EC Dispensação de medicamentos do componente especializado em polos no Estado do Rio de Janeiro Tema Livre
114 2012 POR SC Alano, GM Conhecimento, consumo e acesso à contracepção de emergência entre mulheres universitárias no sul do Estado de Santa Catarina Tema Livre
115 2012 POR RJ Brito, MA Medicalização da Vida: Ética, Saúde Pública e Indústria Farmacêutica Resenha
116 2013 POR SP Campos, RTO A Gestão Autônoma da Medicação: uma intervenção analisadora de serviços em saúde mental Temático
117 2013 POR GO Braoios, A Uso de antimicrobianos pela população da cidade de Jataí - GO, Brasil Tema Livre
118 2013 ENG PR Guidoni, CM Analysis of treatment of comorbidities and the profile of medical consultations for diabetes mellitus Tema Livre
119 2013 POR RJ Corrêa, AD Uma Abordagem sobre o Uso de Medicamentos nos Livros Didáticos de Biologia como Estratégia de Promoção de Saúde Tema Livre
120 2013 POR MG Sousa, CV Análise da decisão de compra de medicamentos frente a existência de produtos substitutos: um estudo no município de Belo Horizonte Tema Livre
121 2013 ENG RJ Paumgartten, FJR Clinical use and control on thalidomide dispensing in Brasilia-DF, Brazil, from 2001 to 2012 Tema Livre
122 2013 POR RS Rocha BS Psicofármacos na Estratégia Saúde da Família: perfil de utilização, acesso e estratégias para a promoção do uso racional Tema Livre
123 2013 POR RJ Silva, MJS Avaliação dos serviços de farmácia dos hospitais estaduais do Rio de Janeiro Tema Livre
124 2013 POR RS Moraes, CG Utilização de medicamentos entre crianças de zero a seis anos: um estudo de base populacional no sul do Brasil Tema Livre
125 2013 POR SP Ferreira, TR Analgésicos, antipiréticos e anti-inflamatórios não esteroidais em prescrições pediátricas Tema Livre
126 2013 ENG MG Luz, TCB Social capital and under-utilization of medication for financial reasons among elderly women: evidence from two Brazilian health surveys Tema Livre
127 2013 POR ESP e BRA Rubio, JS Adaptação intercultural para português europeu do questionário “Conocimiento del Paciente sobre sus Medicamentos” (CPM-ES-ES) Tema Livre
128 2013 POR SC Cruzeta, APS Fatores associados à compreensão da prescrição médica no Sistema Único de Saúde de um município do Sul do Brasil Tema Livre
129 2013 POR RN Batista, AM Avaliação da propaganda de medicamentos veiculada em emissoras de rádio Tema Livre
130 2013 POR RJ Itaborahy, C O metifenidato no Brasil: uma década de publicações Tema Livre
131 2013 POR RJ Nobre, PFS Prescrição Off-Label no Brasil e nos EUA: aspectos legais e paradoxos Tema Livre
132 2013 POR SP Marchi, KC Adesão à medicação em pacientes com doença de Parkinson atendidos em ambulatório especializado Tema Livre
133 2013 POR RJ Falqueto, E Diretrizes para um Programa de Recolhimento de Medicamentos Vencidos no Brasil Tema Livre
134 2013 POR DF Oliveira, MPF Perfil socioeconômico, epidemiológico e farmacoterapêutico de idosos institucionalizados de Brasília, Brasil Tema Livre
135 2013 POR DF Medeiros, M A tese da judicialização da saúde pelas elites: os medicamentos para mucopolissacaridose Tema Livre
136 2013 POR SP Souza, ARL Contextos e padrões do uso indevido de benzodiazepínicos entre mulheres Tema Livre
137 2013 POR SP Takitane, J Uso de anfetaminas por motoristas de caminhão em rodovias do Estado de São Paulo: um risco à ocorrência de acidentes de trânsito? Temático
138 2013 POR PR Girotto, E Adesão ao tratamento farmacológico e não farmacológico e fatores associados na atenção primária da hipertensão arterial Tema Livre
139 2013 POR RS Motter, FR Conhecimento sobre a farmacoterapia em portadores de Hipertensão Arterial Sistêmica usuários da Farmácia Básica de uma cidade no Sul do Brasil Tema Livre
140 2013 POR PI Fontenele, RP A fitoterapia na Atenção Básica: olhares dos gestores e profissionais da estratégia saúde da família de Teresina - Piauí. Tema Livre
141 2013 SPN ARG Alonso, JP Cuidados paliativos: entre la humanización y la medicalización del final de la vida Tema Livre
142 2014 POR BA Leão, DFL Avaliação de interações medicamentosas potenciais em prescrições da atenção primária de Vitória da Conquista-BA Tema Livre
143 2014 ENG SP Francisco, PMSB The use of medication and associated factors among adults living in Campinas, São Paulo, Brazil: differences between men and women Tema Livre
144 2014 POR RJ Lima, MAFD Contradições das políticas públicas voltadas para doenças raras: o exemplo do programa de tratamento da Osteogenese Imperfeita no SUS. Opinião
145 2014 POR RJ Pádula, M Atenção Farmacêutica e Atenção Flutuante: formações de compromisso entre Farmácia e Psicanálise Tema Livre
146 2014 SPN ESP e BRA Rubio, JS Validación del cuestionario de medida del conocimiento del paciente sobre su medicamento adaptado al portugués. Tema Livre
147 2014 POR PR Takahama, CH Perfil das exposições a medicamentos por mulheres em idade reprodutiva atendidas por um Centro de Informações toxicológicas. Tema Livre
148 2014 POR RS Mota, DM Há irracionalidades no consumo de inibidores de apetite no Brasil? Uma análise farmacoeconométrica de dados em painel Tema Livre
149 2014 POR RJ Mendes, LVP Uso Racional de Medicamentos entre indivíduos com Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial no Município do Rio de Janeiro, Brasil. Tema Livre
150 2014 POR SP Ribeiro, AG Antidepressivos: uso, adesão e conhecimento entre estudantes de medicina Tema Livre
151 2014 POR PE Procopio, EVP Representação social da violência sexual e sua relação com a adesão ao protocolo de quimioprofilaxia do HIV em mulheres jovens e adolescentes Tema Livre
152 2014 POR RJ Batista, AJS Os Desafios da Nanotecnologia para a Vigilância Sanitária de Medicamentos Tema Livre
153 2014 POR BA Silva, TO Descarte de medicamentos: Uma análise da prática no programa saúde da família Tema Livre
154 2014 POR PA Cuentro, VS Prescrições medicamentosas de pacientes atendidos no ambulatório de geriatria de um hospital universitário: Estudo transversal descritivo Original
155 2014 POR RJ Souza, PP Preparação da assistência farmacêutica para desastres: um estudo em cinco municípios brasileiros Temático
156 2014 POR RJ Magarinos-Torres, R Medicamentos essenciais e processo de seleção em práticas de gestão da Assistência Farmacêutica em estados e municípios brasileiros Tema Livre
157 2015 ENG/SPN/POR ESP/POR Rubio, JS Medida del conocimiento del paciente sobre su medicamento em farmácia comunitária en Portugal Tema Livre
158 2015 ENG/POR RJ Silva, RM Programa “Farmácia Popular do Brasil”: caracterização e evolução entre 2004-2012 Original
159 2015 POR DF Soares, K Bioequivalência de medicamentos tópicos dermatológicos: o cenário brasileiro e os desafios para a vigilância sanitária Tema Livre
160 2015 ENG MG Vicente, ART Antidepressant use and associated factors among the elderly: the Bambuí Project Original
161 2015 POR RJ Costa, RDF Aquisição de medicamentos para a Doença de Alzheimer no Brasil: uma análise no sistema federal de compras, 2008 a 2013 Original
162 2015 ENG/POR MG Botelho, SF Planos de minimização de riscos em farmacovigilância: uma ação de saúde pública para promoção da segurança de medicamentos Tema Livre
163 2015 POR SP Zanella, CG Atuação do farmacêutico na dispensação de medicamentos em Centros de Atenção Psicossocial Adulto no Município de São Paulo, SP Original
164 2015 ENG/POR SP Monteiro, CN Cobertura de serviços públicos de saúde para gastos com medicamentos e vacinas na população com diabetes mellitus Tema Livre
165 2015 ENG/POR SP Fonseca, E Federalismo, Complexo Econômico-Industrial da Saúde e Assistência Farmacêutica de Alto custo no Brasil Tema Livre
166 2015 ENG RS Trevisan, LM Access to treatment for phenylketonuria by judicial means in Rio Grande do Sul, Brazil Tema Livre
167 2015 ENG/POR GO Costa, SHN Prevalência do uso de drogas psicotrópicas em unidades da polícia militar Tema Livre
168 2015 ENG POR Pires, C Brand names of Portuguese medication: understanding the importance of their linguistic structure and regulatory issues Tema Livre
169 2015 POR CE Silva, CDC Por uma filosofia do medicamento Tema Livre
170 2016 POR RN Azevedo, AJP Consumo de ansiolíticos benzodiazepínicos: uma correlação entre dados do SNGPC e indicadores sociodemográficos nas capitais brasileiras Original
171 2016 POR DF Alexandre, RF Componente Especializado da Assistência Farmacêutica: pacto federativo para a garantia da integralidade do tratamento medicamentoso no SUS Carta
172 2016 POR SP Naloto, DCC Prescrição de benzodiazepínicos para adultos e idosos de um ambulatório de saúde mental Tema Livre
173 2016 POR SC Nakamura, CA A construção do processo de trabalho no Núcleo de Apoio à Saúde da Família: a experiência dos farmacêuticos em um município do sul do Brasil Tema Livre
174 2016 ENG/POR RJ Silva, RM Assistência farmacêutica no município do Rio de Janeiro, Brasil: evolução em aspectos selecionados de 2008 a 2014 Original
175 2016 ENG/POR MG Pinto, IVL Avaliação da compreensão da farmacoterapia entre idosos atendidos na Atenção Primária à Saúde de Belo Horizonte, MG, Brasil Original
176 2016 ENG/POR SP Prado, MAMB Diabetes em idosos: uso de medicamentos e risco de interação medicamentosa Original
177 2016 ENG/POR MG Lopes, LM Utilização de medicamentos potencialmente inapropriados por idosos em domicílio Original
178 2016 POR PR Petris, AJ Participação do setor público no fornecimento de medicamentos para dislipidemias em estudo de base populacional Tema Livre
179 2016 ENG/POR PR Girotto, E Uso contínuo de medicamentos e condições de trabalho entre motoristas de caminhão Original
180 2016 POR RS Dresch, AP Conhecimento dos pacientes sobre medicamentos prescritos por odontólogos no sul do Brasil Tema Livre
181 2017 ENG/POR RJ Pimentel, A A breve vida do Norplant® no Brasil: controvérsias e reagregações entre ciência, sociedade e Estado Temático
182 2017 ENG/POR SP Melo, DP A contribuição do farmacêutico para a promoção do acesso e uso racional de medicamentos essenciais no SUS Tema Livre
183 2017 ENG/POR RJ Bonan, C Absorção e metabolização dos hormônios sexuais e sua transformação em tecnologias contraceptivas: percursos do pensamento médico no Brasil Temático
184 2017 ENG/POR MG Garcia, MM Avaliação econômica dos Programas Rede Farmácia de Minas do SUS versus Farmácia Popular do Brasil Tema Livre
185 2017 ENG/POR SP Melo, DO Capacitação e intervenções de técnicos de farmácia na dispensação de medicamentos em Atenção Primária à Saúde Tema Livre
186 2017 POR SP Yamauti, SM Essencialidade e racionalidade da relação nacional de medicamentos essenciais do Brasil Tema Livre
187 2017 ENG/POR DF Araújo, SQ A organização dos serviços farmacêuticos no sistema único de saúde em regiões de saúde Temático
188 2017 ENG/POR MG Martins, MAP Adaptação Transcultural do Oral Anticoagulation Knowledge Test para o Português do Brasil Tema Livre
189 2017 ENG/POR SP Caccia-Bava, MCGG Disponibilidade de medicamentos fitoterápicos e plantas medicinais nas unidades de atenção básica do Estado de São Paulo: resultados do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) Tema Livre
190 2017 ENG/POR DF Santana, RS Registro e incorporação de tecnologias no SUS: barreiras de acesso a medicamentos para doenças da pobreza? Original
191 2017 POR MG Silva, SN Assistência Farmacêutica na Saúde Mental: um diagnóstico dos Centros de Atenção Psicossocial Tema Livre
192 2017 ENG/POR BA Lisboa, ES Por que as pessoas recorrem ao Judiciário para obter o acesso aos medicamentos? O caso das insulinas análogas na Bahia Original
193 2017 ENG/POR/SPN RJ Luiza, VL Desafios de uma parceria para o desenvolvimento de produtos: o caso de um tratamento para malária Temático
194 2017 ENG/POR/SPN SP Fedatto, MS Epidemia da AIDS e a Sociedade Moçambicana de Medicamentos: análise da cooperação brasileira Temático
195 2017 ENG RN Costa, VS Prescription medication by physiotherapists: a Brazilian view of the United Kingdom, Canada, Australia and New Zealand Revisão
196 2017 ENG/POR/SPN SP Lima, JHS Saúde global e política externa brasileira: negociações referentes à inovação e propriedade intelectual Temático
197 2017 ENG/POR RJ Hasenclever, L A indústria de fitoterápicos brasileira: desafios e oportunidades Original
198 2017 ENG/POR DF Pontes, MA Aplicação de recursos financeiros para aquisição de medicamentos para atenção básica em municípios brasileiros Original
199 2017 ENG/POR RJ Osorio-de-Castro, CGS Assistência Farmacêutica: um campo em consolidação Editoral
200 2017 ENG/POR SC Rover, MRM Avaliação da capacidade de gestão do componente especializado da assistência farmacêutica Original
201 2017 ENG/POR MG Barbosa, MM Avaliação da infraestrutura da Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde em Minas Gerais Original
202 2017 ENG/POR RJ Chaves, GC Compras públicas de medicamentos para hepatite C no Brasil no período de 2005 a 2015 Original
203 2017 ENG RJ Bermudez, JZ Contemporary challenges on access to medicines: beyond the UNSG High-Level Panel Debate
204 2017 SPN/POR SP Costa, KS Coordinación entre servicios farmacéuticos para una farmacoterapia integrada: el caso de Cataluña Original
205 2017 ENG/POR RJ Vidal TJ Demandas judiciais por medicamentos antineoplásicos: a ponta de um iceberg? Original
206 2017 ENG RJ Silva, RM Farmácia Popular Program: pharmaceutical Market analysis of antihypertensive acting on the renin-angiotensin system medicines Original
207 2017 ENG/POR RS Guttier, MC Impacto de intervenções para promoção do uso de medicamentos genéricos: revisão sistemática Temático
208 2017 ENG/POR RJ Caetano, R Incorporação de novos medicamentos pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS, 2012 a junho de 2016 Original
209 2017 ENG RJ Paumgartten, FJR Non bioequivalent prescription drug interchangeability, concerns on patient safety and drug market dynamics in Brazil Original
210 2017 ENG/POR RJ Mendoza-Ruiz, A Organización Panamericana de la Salud. Conceptos, estrategias y herramientas para una política farmacéutica nacional em las Américas. Washington, DC: OPS, Unidad de Medicamentos y Tecnologías Sanitarias Resenha
211 2017 ENG MG Luz, TCB Pharmaceutical Services in Primary Health Care: are pharmacists and users on the same page? Original
212 2017 ENG/POR RJ Vasconcelos, DMM Política Nacional de Medicamentos em retrospectiva: um balanço de (quase) 20 anos de implementação Opinião
213 2017 ENG/POR AM Gomes, VP Prevalência do consumo de medicamentos em adultos brasileiros: uma revisão sistemática Revisão
214 2017 ENG EUA Abbott, FM Reflections on the Report of the UN Secretary General’s High Level Panelon Access to Medicines Debate
215 2017 ENG RJ Azeredo, TB Sustainability of ARV provision in developing countries: challenging a framework based on program history Temático
216 2017 ENG/POR RJ Esher, A Uso racional de medicamentos, farmaceuticalização e usos do metilfenidato Original
217 2017 POR SC Zeni, ALB Utilização de plantas medicinais como remédio caseiro na Atenção Primária em Blumenau-SC Tema Livre
218 2017 ENG/POR SP Oliveira, JFM Tendência da mortalidade por intoxicação medicamentosa entre gêneros e faixas etárias no Estado de São Paulo, 1996-2012 Temático
219 2018 ENG/POR MG Botelho, SF Análise de medicamentos novos registrados no Brasil na perspectiva do Sistema Único de Saúde e da carga de doença Tema Livre
220 2018 ENG SP Okumura, LM A Glance in Hepatitis C Policy in Brazil: Access and Performance Carta
221 2018 POR ES Bonadiman, RL Nível de satisfação dos usuários e verificação do conhecimento dos farmacêuticos em farmácias públicas do Espírito Santo, Brasil Tema Livre
222 2018 ENG/POR PE Borba, AKOT Fatores associados à adesão terapêutica em idosos diabéticos assistidos na atenção primária de saúde Tema Livre
223 2018 ENG MG Vicente, ART Religiousness, social support and the use of antidepressants among the elderly: A population-based study Tema Livre
224 2018 POR MG Silva, GD Perfil de gastos com o tratamento da Artrite Reumatoide para pacientes do Sistema Único de Saúde em Minas Gerais, Brasil, de 2008 a 2013 Tema Livre
225 20118 POR RS Alves, SP O perfil dos cuidadores de pacientes pediátricos com fibrose cística Original
226 2018 ENG RS Tramontina, MY Comorbidades, medicamentos potencialmente perigosos e de baixo índice terapêutico: fatores associados à busca da emergência hospitalar Original
227 2018 POR CE Costa, AC Satisfação dos pacientes com doença de Chagas atendidos por um serviço de atenção farmacêutica no estado do Ceará, Brasil Temático
228 2018 ENG/POR RJ Bermudez, JAZ Assistência Farmacêutica nos 30 anos do SUS na perspectiva da integralidade Temático
229 2018 ENG/POR ITA Sachy, M Assistência Farmacêutica em Moçambique: a ajuda externa na provisão pública de medicamentos Temático
230 2018 ENG/POR RJ Freitas, PS Uso de serviços de saúde e de medicamentos por portadores de Hipertensão e Diabetes no Município do Rio de Janeiro, Brasil Tema Livre
231 2018 ENG/POR MG Silva, MRR Uso de medicamentos e fatores associados à polifarmácia em indivíduos com diabetes mellitus em Minas Gerais, Brasil Temático
232 2018 ENG MA Lessa, CCR Prevalence and factors associated with surfactant use in Brazilian Neonatal Intensive Care Units: A multilevel analysis Tema Livre
233 2018 POR RS Mota, DM Recomendação de códigos da CID-10 para vigilância de reações adversas e intoxicações a medicamentos Tema Livre
234 2018 POR SC Martinhago, F TDAH e Ritalina: neuronarrativas em uma comunidade virtual da Rede Social Facebook Temático
235 2018 POR RS Mota, DM Análise da preferência digital de idade no sistema de farmacovigilância do Brasil, 2008-2013 Tema Livre
236 2018 POR RJ Madruga, LGSL Aspectos relacionados à utilização de antirretrovirais em pacientes de alta complexidade no estado do Rio de Janeiro, Brasil Tema Livre
237 2018 POR SC Mattos, G Plantas medicinais e fitoterápicos na Atenção Primária em Saúde: percepção dos profissionais Tema Livre
238 2018 ENG/POR SP Nagai, KL Uso de rastreadores para busca de reações adversas a medicamentos como motivo de admissão de idosos em pronto-socorro Tema Livre
239 2018 ENG/POR SC Leite, SN Ciência, Tecnologia e Assistência Farmacêutica em pauta: contribuições da sociedade para a 16ª Conferência Nacional de Saúde Opinião
240 2019 ENG/POR MG Veloso, RCSG Fatores associados às interações medicamentosas em idosos internados em hospital de alta complexidade Original
241 2019 POR RS Raminelli, M Medicamentos na amamentação: quais as evidências? Revisão
242 2019 ENG RJ Silva, MJS Origin-destination flows in chemotherapy for breast cancer in Brazil: implications for pharmaceutical services Tema Livre
243 2019 POR SC Nascimento, DZ Alternativas para identificar interações medicamentosas entre as reações adversas a medicamentos em unidades hospitalares Carta
244 2019 POR GO Cardoso, BS O uso da fitoterapia durante a gestação: um panorama global Tema Livre
245 2019 POR RJ Ribeiro, LHL Análise dos programas de plantas medicinais e fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS) sob a perspectiva territorial Original
246 2019 ENG ESP/BRA Iniesta-Navalón, C Potential and clinical relevant drug-drug interactions among elderly from nursing homes: a multicentre study in Murcia, Spain Tema Livre
247 2019 ENG/POR RJ Lima, SGG O processo de incorporação de tecnologias em saúde no brasil em uma perspectiva internacional Tema Livre
248 2019 ENG PR Muller, EV Risk factors for cardiovascular disease in HIV/AIDS patients treated with highly active antiretroviral therapy (HAART) in the central-southern region of the state of Paraná - Brazil Tema Livre
249 2019 ENG/POR MG Carvalho, PP Fatores associados à adesão à Terapia Antirretroviral em adultos: revisão integrativa de literatura Original
250 2019 ENG/POR RJ Zorzanelli, RT Consumo do benzodiazepínico clonazepam (Rivotril®) no estado do Rio de Janeiro, Brasil, 2009-2013: estudo ecológico Tema Livre
251 2019 ENG/POR PE Barbosa, VFB Medicalização e Saúde Indígena: uma análise do consumo de psicotrópicos pelos índios Xukuru de Cimbres Tema Livre
252 2019 POR RJ Oliveira, NR Revisão dos dispositivos legais e normativos internacionais e nacionais sobre gestão de medicamentos e de seus resíduos Tema Livre
253 2019 ENG/POR CE Santos, VF Uso do telefone para adesão de pessoas vivendo com hiv/aids à terapia antirretroviral: Revisão sistemática Revisão
254 2019 POR SP Didone, TVN Validação do questionário “Conocimiento del Paciente sobre sus Medicamentos” (CPM-ES-ES) Tema Livre
255 2019 ENG SP Molino, CGRC Comparison of the methodological quality and transparency of Brazilian practice guidelines Tema Livre
256 2019 ENG/POR SP Santimaria, MR Falha no diagnóstico e no tratamento medicamentoso da hipertensão arterial em idosos brasileiros - Estudo FIBRA Tema Livre
257 2019 ENG/POR DF Barberato, LC O farmacêutico na atenção primária no Brasil: uma inserção em construção Revisão
258 2019 ENG RJ Paumgartten, FJR The tale of lenalidomide clinical superiority over thalidomide and regulatory and cost-effectiveness issues Tema Livre
259 2019 POR RJ Santos, JS Interações medicamentosas potenciais em adultos e idosos na atenção primária Tema Livre
260 2019 POR RJ Ferreira, DP Adesão de adolescentes com fibrose cística a terapia de reposição enzimática: fatores associados Tema Livre

Nota: Idioma (ENG: Inglês, POR: Português, SPN: Espanhol. Abreviatura dos idiomas de acordo com a Associação Brasileira do ISBN).

Fonte: Elaboração própria, 2020.

Fonte. Elaboração própria, 2020.

Figura 1 Fluxograma de seleção dos artigos publicados na Revista Ciência & Saúde Coletiva, de 1996 a 2019, com destaque para o campo teórico-prático da Assistência Farmacêutica. RC&SC, 2020. 

A busca envolveu o período compreendido entre o primeiro volume da Revista (1996) e o último de 2019. No entanto, no ano de 1996 não foi publicado artigo que estivesse dentro dos critérios de elegibilidade. Ao longo dos últimos 24 anos, as publicações no campo teórico-prático da AF tiveram considerável incremento, sobretudo a partir de 2008, como pode ser observado na Figura 2.

Nota: eixo da esquerda mostra número total de artigos publicados na RC&SC e o da direita o número de artigos em Assistência Farmacêutica (AF), em números absolutos.

Fonte: Elaboração própria.

Figura 2 Número de artigos publicados na Revista Ciência & Saúde Coletiva, de 1996 a 2019, com destaque para o campo teórico-prático da Assistência Farmacêutica. RC&SC, 2020. 

Em abril de 2008, foi lançado o primeiro número temático de medicamentos o que representou um aumento de 29 artigos. Desde então, a quantidade de publicações anuais no tema manteve-se entre 11 e 38.

Embora o número de artigos apresentasse crescimento consistente no período, as características dos artigos mostraram-se variadas (Figura 3).

Nota: O local de origem do primeiro autor foi classificado por regiões do Brasil, a saber: Região Sul (S); Região Sudeste (SE); Região Nordeste (NE); Região Norte (N); Região Centro-Oeste (CO). Estudo de origem estrangeira: ESTRANG. CRF: Conselho Regional de Farmácia; SES: Secretaria Estadual de Saúde e Anvisa: Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Fonte: Elaboração própria, 2020.

Figura 3 Características de artigos publicados na Revista Ciência & Saúde Coletiva, de 1996 a 2019, no campo teórico-prático da Assistência Farmacêutica, quanto a (A) tipo de artigo, (B) idioma de publicação, (C) tipo de instituição de origem do primeiro autor e (D) local de origem do primeiro autor. RC&SC, 2020. 

Em relação à tipologia (A), os artigos de tema livre foram os mais publicados, seguido pelos artigos originais (que segundo os critérios da Revista trata-se de trabalho empírico); este último tipo teve expressão principalmente entre 2004-2010 (37) e, também, entre 2016-2019 (25). Os totais da classificação ‘temático’ não refletem exatamente os números temáticos do campo (que ocorreram em 2008 e 2017). As revisões foram de pequena monta e as demais categorias não tiveram muito expressão. Os debates aconteceram nos anos em que houve publicação dos números temáticos.

Em relação ao idioma (B), a grande maioria dos trabalhos segue sendo publicada em português. Os trabalhos em inglês ou em ambos os idiomas parece ter maior expressão nos anos 2016-2019. A universidade pública foi o tipo de instituição de origem (C) que mais contribuiu ao tema na RC&SC (141), em todos os anos examinados, seguido pela Fiocruz (48). As contribuições de ambas foram também crescendo ao longo do período. A universidade privada (35) e as instituições estrangeiras (10) diminuíram as contribuições ao longo do período. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária contribuiu em 2004-2010 (6) e em 2011-2015 (1).

Da região Sudeste vieram a maioria dos primeiros autores dos artigos publicados (D), ao longo de todo o período, e as contribuições mostram-se crescentes. Em ordem decrescente em número de artigos, a região Sul, seguida de Nordeste e Centro-Oeste, apresentaram primeiros autores nas páginas da Revista, mas o número de artigos não cresceu no decorrer do tempo. A adesão de autores da Região Norte permanece um desafio, bem como de autores estrangeiros, cuja contribuição é modesta no tema dentro da Revista, tendo decrescido no último período (2016-2019).

Uma primeira abordagem quanto aos temas dos artigos veio da análise das palavras-chave. Os 260 artigo selecionados trouxeram 909 palavras-chave. Eliminadas as duplicadas, permaneceram 550 palavras-chave. No entanto, 406 (74%) apareceram apenas uma vez. As dez mais frequentes já existem como descritores: assistência farmacêutica (38), medicamento (sinonímia do descritor ‘Preparações Farmacêuticas’) (35), uso de medicamentos (23), Sistema único de Saúde (20), atenção primária em saúde (18), farmacoepidemiologia (17), vigilância sanitária (13), e idoso (12).

Os artigos mostraram-se distribuídos em três grandes temáticas principais estabelecidas pelo marco teórico da AF no Brasil7-9. A Figura 4 mostra a evolução ao longo do tempo.

Fonte: Elaboração própria, 2020.

Figura 4 Porcentagem de artigos publicados na Revista Ciência & Saúde Coletiva, por temática principal do campo teórico-prático da Assistência Farmacêutica, de 1996 a 2019. RC&SC, 2020. 

A Figura 5 apresenta a distribuição das temáticas principais, em percentual, nos quatro períodos de observação. O grande tema Utilização foi consistentemente o mais frequente dentre as temáticas publicadas na RC&SC ao longo de todo o tempo examinado e em todos os períodos, com 161 artigos. Gestão vem em segundo lugar como temática principal, com 56 artigos e temáticas tangenciais ao Ciclo da AF representaram 43 artigos no total.

Fonte: Elaboração própria, 2020.

Figura 5A e B Temáticas secundárias de artigos publicados na Revista Ciência & Saúde Coletiva, por temática principal do campo teórico-prático da Assistência Farmacêutica (AF) (A) Gestão, (B) Tangencial ao Ciclo, (C) Utilização, de 1996 a 2019. RC&SC, 2020. 

Fonte: Elaboração própria, 2020.

Figura 5C Temáticas secundárias de artigos publicados na Revista Ciência & Saúde Coletiva, por temática principal do campo teórico-prático da Assistência Farmacêutica (AF). (A) Gestão, (B) Tangencial ao Ciclo, (C) Utilização, de 1996 a 2019. RC&SC, 2020. 

Em relação às temáticas secundárias, sua variedade foi crescendo ao longo do tempo e por período. Temáticas secundárias foram também expressas sob diferentes temáticas principais, como pode ser observado na Figura 5 .

A Figura 5 mostra que ao longo do tempo o escopo das publicações no campo torna-se cada vez mais complexo, com entrada de múltiplos temas secundários. A maior variedade está ligada ao grande tema utilização (A), com menor densidade entre 1996 e 2003, mas com aumento ao longo dos demais períodos.

A gestão (B) concentra muitos artigos no tema secundários da política de medicamentos, mas ao longo dos períodos de observação muitos novos temas surgem, como provisão pública, compras públicas, avaliação de tecnologias, serviços de AF. O grande tema que inclui os aspectos tangenciais ao ciclo da AF (C) englobou em todos os períodos de observação temas secundários relacionados à regulação sanitária; no entanto, no último período, temas ligados à Saúde Global, registro, avaliação de tecnologias e pesquisa e desenvolvimento se estabeleceram.

Com a classificação dos artigos em temáticas principais, secundárias e especificidades, foi possível construir uma ontologia da AF nas páginas da RC&SC, que está retratada no Quadro 2.

Quadro 2 Ontologia da Assistência Farmacêutica nas páginas da Revista Ciência & Saúde Coletiva de 1996 a 2019. RC&SC, 2020. 

Temática Principal Temática Secundária Especificidade
Aspectos tangenciais ao Ciclo da Assistência Farmacêutica (43) Avaliação de Tecnologia em Saúde (2) Incorporação de Medicamentos (2)
Gerenciamento de resíduos de medicamentos (1) Marcos e Conceitos (1)
Indústria Farmacêutica (4) Fitoterápicos (2); Genéricos (1) Biotecnologia (1)
Pesquisa e Desenvolvimento (1) Antimalárico (1)
Política de Medicamentos (7) Antirretrovirais (2); Genéricos (1); Marcos e Conceitos (2); Saúde Global (2)
Propaganda de Medicamentos (1) Marcos e Conceitos (1)
Propriedade Intelectual (1) Antirretrovirais (1)
Registro (1) Incorporação de Medicamentos (1)
Regulação Sanitária (23) Comercialização de Medicamentos (1); Controle de Qualidade de Medicamentos (1); Farmacovigilância (1); Genéricos (1); Gerenciamento de Resíduos de Medicamentos (2); Informação sobre Medicamentos (2); Marcos e Conceitos (2); Medicamentos Manipulados (2); Nanotecnologia (1); Psicofármacos (1); Propaganda de Medicamentos (5); Registro (2); Rotulagem de Medicamentos (1); Serviços de Assistência Farmacêutica (1)
Saúde Global/Cooperação Internacional (2) Antirretrovirais (1); Propriedade Intelectual (1)
Aspectos de Gestão (56) Acesso (3) Hipertensão e/ou Diabetes (2); Programa Farmácia Popular (1)
Aquisição (2) Compras Públicas (2)
Atenção Primária à Saúde (3) Avaliação Assistência Farmacêutica (1); Marcos e Conceitos (2)
Avaliação Assistência Farmacêutica (7) Atenção Farmacêutica (1); Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (2); Farmácia Hospitalar (1); Marcos e Conceitos (1); Serviços de Assistência Farmacêutica (2)
Avaliação de Tecnologia em Saúde (2) Marcos e Conceitos (1); Guia de Prática Clínica e Terapêutica (1)
Compras Públicas (1) Hepatite C (1)
Desabastecimento de Medicamentos (1) Acesso (1)
Desastres e Emergências (1) Preparação (1)
Farmacoeconomia (3) Marcos e Conceitos (2); Programa Farmácia Popular (1)
Gerenciamento de Resíduos de Medicamentos (2) Atenção Primária à Saúde (1); Marcos e Conceitos (1)
Judicialização de Medicamentos (8) Antineoplásicos (1); Direito à Saúde (1); Doenças Raras (3); Insulina (1); Itinerário Terapêutico (1); Provisão de Medicamentos (1)
Papel do Profissional Farmacêutico (1) Ensino de Farmácia (1)
Política de Medicamentos (12) Antimicrobiano (1); Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (2); Doenças Raras (1); Fitoterápico (1); Hepatite C (1); Marcos e Conceitos (4); Programa Farmácia Popular (1); Serviços de Assistência Farmacêutica (1)
Programa Farmácia Popular (1) Anti-hipertensivo (1)
Provisão Pública (2) Dislipidemia (1); Medicamentos Estratégicos (1)
Satisfação do Usuário (1) Dispensação de Medicamentos (1)
Seleção de Medicamentos (2) Medicamentos Essenciais (2)
Serviços de Assistência Farmacêutica (4) Atenção Primária à Saúde (1); Antineoplásicos (1); Saúde Mental (1), Regionalização (1)
Aspectos de Utilização (161) Acesso (2) Genéricos (1); Fitoterápicos (1)
Adesão Medicamentosa (14) Antiparkinsonianos (1); Antirretrovirais (4); Doenças Raras (1); Hipertensão e/ou Diabetes (2); Idosos (3); Marcos e Conceitos (2); Violência Sexual (1)
Atenção Farmacêutica (5) Marcos e Conceitos (2); Serviços de Assistência Farmacêutica (1); Idosos (1); Satisfação do Usuário (1)
Atenção Primária à Saúde (5) Fitoterápico (3); Itinerário Terapêutico (1); Hipertensão e/ou Diabetes (1)
Automedicação (4) Analgésicos (1); Idosos (1); Estudantes (1); Comercialização de Medicamentos (1)
Conhecimento sobre medicamentos (26) Adaptação transcultural (4); Adesão (1); Antiinflamatório (1); Antimalárico (1); Antimicrobiano (1); Antirretrovirais (1); Armazenamento (1); Atenção Primária à Saúde (3); Contraceptivos (1); Doenças Raras (1); Fitoterápicos (1); Genéricos (1); Hipertensão e/ou Diabetes (2); Idosos (2); Pediatria/Neonatologia (1); Prescrição (1); Promoção da Saúde(1); Psicofármacos (2)
Consumo de Medicamentos (16) Adultos (2); Atenção Primária à Saúde (1); Automedicação (1); Genéricos (1); Idosos (3); Pediatria/Neonatologia (2); Propaganda de Medicamentos (1); Psicofármacos (5)
Dispensação de Medicamentos (3) Marcos e Conceitos (2); Atenção Primária a Saúde (1)
Farmacoeconomia (2) Anorexígenos (1); Artrite Reumatoide (1)
Farmacoepidemiologia (26) Anorexígenos (1); Antimicrobiano (2); Antirretrovirais (1); Atenção Primária à Saúde (2); Contraceptivos (2); Gênero (1); Gestantes (2); Hipertensão e/ou Diabetes (2); Idosos (3); Intoxicação Medicamentosa (1); Psicofármacos (3); Talidomida (1); Marcos e Conceitos (2); Pediatria/Neonatologia (2); Trabalhadores na Saúde (1)
Farmacovigilância (4) Psicofármacos (1); Interação Medicamentosa (1); Intoxicação Medicamentosa (1); Idosos (1)
Fitoterápicos (1) Gestantes (1)
Informação sobre Medicamentos (1) Metilfenidato (1)
Interação Medicamentosa (5) Idosos (4); Farmacovigilância (1)
Intoxicação Medicamentosa (1) Gênero (1)
Medicalização e Farmaceuticalização (18) Adolescente (1); Anorexígenos (2); Antirretrovirais (1); Automedicação (1); Contraceptivos (1); Cuidados Paliativos (1); Gênero (1); Marcos e Conceitos (4); Metilfenidato (1); Misoprostol (1); Psicofármacos (3); Representação Social do Medicamento (1)
Papel do Profissional Farmacêutico (10) Atenção Primária à Saúde (4); Marcos e Conceitos (4); Saúde Mental (1); Satisfação do Usuário (1)
Política de Medicamentos (1) Doenças Raras (1)
Prescrição de Medicamentos (10) Antimicrobianos (2); Avaliação da Assistência Farmacêutica (1); Farmácia Hospitalar (1); Conhecimentos sobre Medicamentos (1); Fitoterápicos (1); Idosos (1); Marcos e Conceitos (1); Psicofármacos (1); Regulação Sanitária (1)
Propaganda de Medicamentos (1) Prescrição de Medicamentos (1)
Psicofármacos (1) Política de Medicamentos (1)
Regulação Sanitária (1) Misoprostol (1)
Sistema de Informação (3) Farmacovigilância (2); Intoxicação Medicamentosa (1)

Fonte: Elaboração própria, 2020.

O quadro mostra para cada tema principal os temas secundários e especificidades dependentes, e sua frequência. Há duas características marcantes do quadro: a primeira é que temas secundários e especificidades estão presentes em diferentes temáticas principais, a depender da abordagem do trabalho. A segunda é que temas secundários também aparecem como especificidades - no caso em que são o objeto do trabalho. Nas especificidades, destaca-se que o objeto genérico “marcos e conceitos” diminui ao longo do tempo, enquanto que “idosos”, “psicofármacos” e “atenção primária em saúde” são especificidades que se estabelecem como relevantes nas publicações. Um destaque pode ser dado ao número de artigos de tema secundário classificado como conhecimento sobre medicamentos (26 artigos) farmacoepidemiologia (26), medicalização e farmaceuticalização (18).

Na temática principal “tangencial ao ciclo” aparecem 10 temáticas secundárias e 21 especificidades; na “gestão”, 18 e 31 especificidades; e na utilização, 24 secundárias e 50 especificidades. O quadro também mostra a interligação entre dada temática principal, secundária e especificidades, pelo número de artigos relacionados.

Discussão

É notável o crescimento do tema da AF nas páginas da RC&SC nos últimos anos. Se houve algum registro de artigos no tema nos anos de 1999, e até 2007, a inflexão na curva se deu pela publicação do Número Temático sobre Medicamentos, em 2008, o que parece ter despertado interesse na área para o tema.

Muitas revistas na área de Ciências Farmacêuticas refletem produção biomédica - seja de bancada, farmacológica ou clínica. Esta organização é acompanhada pelo fato de que a maior parte dos cursos de pós-graduação na área de Ciências Farmacêuticas não está no arcabouço da Saúde Coletiva, mas da Farmácia22,23..

No entanto, ao longo do tempo, faz se notar o desenvolvimento de estudos voltados para descrição e apresentação de resultados de serviços farmacêuticos no processo de utilização de medicamentos nos serviços de saúde, que podem estar refletindo as discussões e mudanças no campo nos últimos anos. O aumento no número de trabalhos era esperado, considerando-se sobretudo a publicação de novas diretrizes curriculares nacionais para cursos de graduação em Farmácia, em 2002 e 2017. As diretrizes curriculares reforçaram que os conteúdos essenciais para a formação do profissional farmacêutico estivessem relacionados ao processo saúde-doença no âmbito do usuário, da família e da comunidade, contemplando as ciências humanas e sociais24-26.

A AF vem ganhando espaço de publicação, seja pelo desenvolvimento do SUS11,27, seja pelos temas que impactam na saúde mas também nas contas públicas28,29, pelo desenvolvimento da farmacoepidemiologia30,31, e pela vocação para discussão de atividades e elaboração de procedimentos voltados a atender às necessidades da população32,33. Muito embora a expressão de artigos sobre AF esteja em crescimento em outros periódicos nacionais, as revistas de Saúde Coletiva, como a RC&SC, ainda concentram a produção voltada aos aspectos ditos “sociais” das Ciências Farmacêuticas. Percebe-se ainda que a RC&SC se revela como um espaço de importante divulgação da temática, tendo sido responsável por um grande número de artigos, mantendo uma proporção de 5 a 10% de artigos em AF, frente ao total publicado, ao longo dos últimos onze anos.

No contexto internacional, há uma série de periódicos voltados para a produção das Ciências Farmacêuticas e outros tantos para a Saúde Pública. Assim como no país, a produção científica no tema tende a se dicotomizar entre biomedicina e ciências sociais. No entanto, um dos aspectos que ainda desafia a apropriação do tema entre países e que influi na publicação do campo da AF, são as diferenças conceituais relacionadas ao termo AF, e adotadas nos descritores utilizados no exterior e no Brasil. Assistência Farmacêutica tem sido traduzida por uma variedade de termos. Uma primeira tradução para língua inglesa nos remete a pharmaceutical care. Entretanto, a literatura internacional o aponta como um elemento do Cuidado, que se relaciona aos aspectos da interação entre o profissional farmacêutico e o paciente, contribuindo para sua qualidade de vida34. Nesse sentido, percebe-se que o termo remete à Atenção Farmacêutica. Por outro lado, a livre versão do termo para o inglês, retorna pharmaceutical assistance. Este termo na língua inglesa remete a outro conceito, o de “benefício farmacêutico”, sendo, portanto, completamente inadequado como descritor do tema.

No contexto das Américas, no âmbito das discussões sobre sistemas de saúde locais, surge o termo pharmaceutical services35. Ainda que o termo não obtenha completa unanimidade, pois pode ser relacionado a serviços de forma pontual36-38, é necessário destacar que a Bireme adota como sinonímia do termo Assistência Farmacêutica os termos pharmaceutical services (inglês) e servicios farmacéuticos (espanhol)39. Deste modo, ainda que os termos sejam aproximados e não idênticos, é necessário o esforço de alinhar-se a uma sinonímia comum, oficial. O uso dos mesmos descritores é estratégia para consolidação do campo e comunhão na publicação científica. Nas páginas da RC&SC, este esforço vem apresentando retorno, e raros foram os episódios de má tradução ou má versão do termo AF, mormente depois de 2010.

Os artigos de tipo tema-livre, e mais recentemente os artigos originais, têm expressão, refletindo a prática em instituições e unidades de saúde, hospitais, e práticas de gestão. O campo da AF ainda conta com relativamente poucas revisões de cunho mais específico, sejam sistemáticas, narrativas, de escopo, ou revisões qualitativas. Esse pode ser um sintoma do crescimento recente do campo e da necessidade ainda não atendida, de amealhar suficiente quantidade de referências, em um mesmo tema, para proporcionar uma revisão robusta40-44.

O inglês vem crescendo como idioma de artigos apresentados à publicação. A estratégia da RC&SC e de outras tantas, a partir de determinação do SciELO, de traduzir artigos e de aceitar artigos já escritos em inglês, espanhol, tem ajudado não apenas a disseminar o conhecimento, mas a situar os autores em uma posição de melhor diálogo com pares e parceiros internacionais. Os aspectos trazidos por artigos da AF estão cada vez mais adotando temáticas que encontram identidade compartilhada no exterior, como farmacoepidemiologia, alocação de recursos, avaliação de tecnologias, entre outros. Além disso, o estudo dos avanços do SUS - direito à saúde e acesso universal, motivam o estudo das disparidades trazidas pelo contexto e fenômenos disruptivos ou distorções, geradores de iniquidades - como a judicialização para acesso a medicamentos - e que despertam o interesse da comunidade internacional45-48.

As instituições acadêmicas, como universidades e a Fiocruz, abrigam os primeiros autores de forma preponderante, mostrando que o tema está disseminado e gera produção de conhecimento. No entanto, são as universidades públicas que dominam o cenário das publicações em AF. As instituições estrangeiras, bem como autores estrangeiros, vêm contribuindo pouco ao longo do tempo.

A produção ainda está concentrada na principal região de produção científica no país, o Sudeste. Essa concentração reflete outras tantas “concentrações”, como grupos de pesquisa, financiamento da pesquisa, centros de tomada de decisão e pujança na alocação de recursos para a saúde e para a AF49.

Em todos os períodos o tema da Utilização foi o que apresentou sempre maior proporção dentre as publicações. A utilização envolve questões muitas vezes relacionadas a características dos medicamentos ou mesmo dos profissionais - prescritores, dispensadores - e pacientes, e nesse sentido seu desenvolvimento parte, principalmente, da necessidade de compreensão sobre as consequências positivas e/ou negativas do uso de medicamentos, da relação com a regulação sanitária, além da real obrigação de se fornecer subsídios para o manejo adequado desses insumos.

O primeiro período de observação envolve o início da AF no recém criado SUS e a publicação da PNM. Não é por coincidência que artigos de temas livres, voltados para marcos teóricos e conceitos foram mais frequentes. É recente a história do arcabouço normativo que delineia a assistência farmacêutica em nosso país. Apesar da PNM, de 1998, todas as normas infralegais que passaram a reger a AF vieram em período posterior. A crise da fraude de medicamentos, naquele mesmo ano, estabeleceu um foco temático nos temas de Vigilância Sanitária e Regulação de Medicamentos. O sistema, desafiado a reestruturar-se, voltou-se para a garantia de qualidade de insumos e produtos, obrigando a readequação dos serviços farmacêuticos públicos e privados a fim de garantir a origem dos produtos ofertados ao público50. Esses fatos trouxeram temas da regulação para as páginas da RC&SC.

Outra fase tem como exemplo o pacto pela Saúde, lançado em 200651,52. O Pacto trouxe um conjunto de reformas institucionais para o SUS, com uma série de inovações nos processos e instrumentos de gestão, incluindo aí o financiamento da AF. Isto suscitou a apropriação, tanto por gestores, quanto por acadêmicos, das novas regras e de seus “impactos” sobre a população e sobre o sistema.

No segundo período de observação, 2004-2010, o país vivenciou a expansão do SUS e o estabelecimento dos programas de AF - os trabalhos originais passam a ter expressão. Nesse sentido, trabalhos que abordam temas ligados aos Componentes para o financiamento da AF, trabalhos sobre programas de acesso a medicamentos, tais como Farmácia Popular, e também temas como a judicialização, só passaram a ser publicados a partir do delineamento dos limites e possibilidades da AF e do SUS. Se o tema da Utilização continua sempre dominando, a Gestão passa a ter importância relativa à medida que o tempo passa, uma vez que reflete a prática profissional na organização do SUS53-57. Durante o período de 2011-2015 a AF viveu a turbulência da modificação conceitual da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), tendo como consequências, entre outras, sua redução, de conjunto de medicamentos de baixa, média e alta complexidade para atender às necessidades sanitárias, a um agregado de listas de financiamento de medicamentos sob demanda55.

O temas tangenciais ao Ciclo, como regulação sanitária, propriedade intelectual, que foram estruturantes ao campo em um primeiro momento, como na luta por acesso a medicamentos de Pessoas Vivendo com HIV/Aids, por exemplo, diminuem proporcionalmente em número de publicações, e surgem, nesta mesma temática, outros temas, como Saúde Global e Cooperação Internacional58,59. Destaca-se, no entanto, o último quadriênio examinado foi observado um maior número de estudos publicados nessa grande temática principal, o que pode significar que estes temas mais inovadores e globalizados do campo da AF serão os mais discutidos e explorados nos próximos anos.

A ontologia60 revela toda a diversidade temática da AF nas páginas da RC&SC. Reúne temáticas secundárias variadas e recorrentes nos artigos, bem como novas temáticas, como a Saúde Global/Cooperação Internacional e outras que passam a ter uma presença mais marcante, como a farmacoepidemiologia, a farmacoeconomia, a avaliação de tecnologias em saúde, a farmaceuticalização e medicalização; além disso há os temas emergentes, como emergências sanitárias e desastres. As especificidades são inúmeras e apresentam a característica de serem transversais aos temas - podem ser discutidas ou abordadas em várias temáticas secundárias e principais. É esta variedade e esse conjunto de “olhares” que promove a disseminação de variados pontos de vista sobre um mesmo assunto, trazendo elaboração, solidez conceitual e apontando novos caminhos de análise e novo conhecimento. A ontologia da AF nos mostra que o campo não é estático, é dinâmico e, mais importante, está integrado, podendo oferecer utilidade para averiguação de relações de interdependência entre temas e para futuras indexações de termos próprios da AF.

Este estudo contou com algumas limitações. Todo o grupo de pesquisadores foi responsável pelo resgate dos trabalhos e, ainda que tenha havido um processo cuidadoso de busca e de deliberação sobre dúvidas em relação aos artigos elegíveis, sem dúvida houve alguma diversidade de critérios. Espera-se que a cooperação no trabalho e os ajustes em grupo tenham possibilitado uma adequada resolução dessas divergências. Outro desafio se deu no momento de realizar a classificação em temáticas principais, secundárias e especificidades. A visão de cada um sobre os temas e suas interdependências obrigou a um julgamento objetivo de classificação, o que pode ter resultado em uma decisão reducionista acerca dos temas dos trabalhos. Mesmo assim, estima-se que a diversidade do campo tenha sido retratada pela ontologia.

Por fim, uma limitação foi a busca inicial pelo site do SciELO. Os descritores utilizados, inicialmente, não favoreceram uma busca fidedigna. Houve uma série de falhas de informação; o êxito da busca só se confirmou quando refeita e validada pelo site da RC&SC. Esta situação mostra, por sua vez, a utilidade e fidedignidade do sítio de internet da RC&SC, como recurso futuro para estudos de revisão que usem os números da Revista.

Conclusão

Ao longo dos últimos 24 anos, o estudo refletiu a expansão e dinamismo do campo teórico-prático da AF nas páginas da RC&SC. Houve crescimento real da AF, como grande temática, no bojo da publicação, ao longo do tempo. Ainda que com a participação de todas as regiões brasileiras, há que se trabalhar para aumentar a participação de autores do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste e ainda, autores do exterior. As universidades públicas foram majoritariamente as instituições que mais contribuíram para este avanço, como também a Fiocruz.

Os temas publicados se inseriram dentro de grandes temáticas principais, quais sejam, Utilização de Medicamentos, Gestão e Temas Tangenciais ao Ciclo da AF; temas secundários e especificidades complementaram a classificação de estudos publicados, o que possibilitou verificar a diversidade e a interrelação entre os temas, explícitos na ontologia produzida.

Diferentes fenômenos que tiveram impacto na saúde pública ao longo desses anos apresentaram maior ou menor presença dentro da publicação em AF na RC&SC. Vimos que a AF refletiu o conhecimento emergente dentro do escopo dos medicamentos e da terapêutica medicamentosa. Foi a AF que trouxe à tona o tema da judicialização; foi a AF que trouxe para discussão os temas do acesso a medicamentos e da propriedade intelectual. Aguardar-se-á novos e desafiantes trabalhos no tema, direcionados à RC&SC.

A AF é um campo em expansão. Traz a complexidade da política pública aliada às atividades gerenciais e de ponta, no cuidado em saúde à população. Produz uma gama variada de interrelações e espera-se que essas venham a se expressar cada vez mais na publicação científica.

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Recebido: 15 de Abril de 2020; Aceito: 08 de Junho de 2020; Publicado: 10 de Junho de 2020

Colaboradores

Todos os autores participaram do trabalho em todas as suas etapas, incluindo sua concepção e planejamento, coleta e análise dos dados, assim como da elaboração do texto e figuras, e da revisão e aprovação da versão final do manuscrito.

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