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Psico-USF

Print version ISSN 1413-8271

Psico-USF (Impr.) vol.15 no.3 Itatiba Sept./Dec. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-82712010000300001 

EDITORIAL

 

 

Chegamos ao final de 2010 com o sentimento de dever cumprido, pois conseguimos atender a todas as exigências e demandas esperadas para uma revista de qualidade como a Psico-USF. Isso pode ser constatado nos três números publicados neste ano, nos quais mantivemos uma representatividade de regiões, assim como também a média de publicações por número e a exigência na qualidade dos trabalhos.

Como nos números anteriores, não poderia deixar de agradecer a todos os autores que submeteram seus manuscritos para apreciação dos Conselhos Editorial e Consultivo da Psico-USF, e a todos os pareceristas ad hoc, cuja colaboração possibilita a manutenção da qualidade da revista. Vale ressaltar a importância da cooperação daqueles que estão mais diretamente envolvidos com o dia a dia da revista, como o editor associado, Prof. Dr. Cláudio Garcia Capitão, e os assistentes editoriais, Lariana Paula Pinto, Thatiana Helena de Lima, Robisom Carlos de Lima e Adriana Munhoz Carneiro, que além dos afazeres como alunos da graduação e pós-graduação, conseguem ainda disponibilizar boa parte de seu tempo aos trabalhos junto à revista.

Aproveitamos também o espaço deste editorial para compartilhar com todos os nossos leitores a boa-nova sobre o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia da Universidade São Francisco, que obteve a nota 6 na última avaliação trienal realizada pela CAPES. Esse resultado coloca o programa entre os quatro melhores da área da psicologia no Brasil e essa conquista é por nós percebida como relevante, pois o programa é responsável pela editoração da Psico-USF, que traz neste último número doze artigos científicos e duas resenhas que certamente trarão ao leitor valiosas contribuições.

O primeiro trabalho, intitulado Avaliação de um programa computadorizado para intervenção fônica na dislexia do desenvolvimento, de autoria de Darlene Godoy de Oliveira, Katerina Lukasova e Elizeu Coutinho de Macedo, verificou a eficácia de um instrumento na promoção de consciência fonológica e correspondências grafofonêmicas em disléxicos. Os resultados mostraram que a intervenção por meio do instrumento trouxe benefícios para a leitura das crianças disléxicas.

Por sua vez, Silvana Batista Gaino, Manoel Henrique Salgado e Fernanda Dreux Miranda Fernandes elaboraram uma lista de verificação em comunicação e linguagem para avaliar as especificidades de um grupo de transtornos do espectro autístico, evidenciando nos seus resultados a viabilidade de utilização desse instrumento para auxiliar na detecção desse tipo de transtorno. O título do trabalho é Desenvolvimento de uma Lista de Verificação em Comunicação e Linguagem para os Transtornos do Espectro Autístico.

O artigo Habilidades sociais educativas de mães separadas e sua relação com o comportamento de pré-escolares objetivou caracterizar as habilidades sociais de uma amostra de mães e filhos de famílias separadas, como também verificar a relação entre as habilidades sociais educativas dessas mães e o comportamento de seus filhos e comparar um grupo clínico e um não-clínico no que se refere ao repertório comportamental. No trabalho, as autoras Ana Carolina Villares Barral Villas Boas e Alessandra Turini Bolsoni-Silva discutem como as habilidades sociais maternas podem influenciar o comportamento dos filhos em famílias separadas.

O quarto trabalho, de autoria de Cheila de Oliveira Bueno, Miriam Raquel Wachholz Strelhow e Sheila Gonçalves Câmara, se intitula Inserção em grupos formais e qualidade de vida entre adolescentes e discute a relação entre afiliação a grupos formais e sexo e auto-estima, assim como a satisfação com a vida e propósito de vida, enquanto componentes da qualidade de vida de adolescentes. As autoras destacam a importância da participação em grupos formais como um indicativo de saúde positiva e um aspecto relevante para a promoção da saúde.

O artigo seguinte, Problemas de saúde mental na adolescência: características familiares, eventos traumáticos e violência, de autoria de Silvia Pereira da Cruz Benetti, Adriana Pizetta, Cristian Baqui Schwartz, Raíssa de Azevedo Hass e Vera Lúcia Melo procurou identificar as situações individuais, familiares e contextuais associadas às manifestações de problemas de saúde mental em adolescentes. Dentre suas considerações, os autores destacam a necessidade de implantação de ações preventivas e de atenção em saúde mental na infância e adolescência.

A produção de Giselle Pianowski e Anna Elisa de Villemor-Amaral, intitulada Localização e qualidade formal do Rorschach-SC no Brasil: validade com não-pacientes, procurou buscar evidências de validade para o Atlas de Localização e a Lista de Qualidade Formal brasileiros para o Rorschach-SC. Com base nas análises estatísticas realizadas, as autoras concluíram pela existência de evidências de validade para o Atlas elaborado no Brasil.

Por sua vez, Neir Moreira e Adriano Holanda se propuseram a analisar o sentido do sofrimento em logoterapia por meio das convergências nas dimensões espiritual e religiosa. Os autores discutem que a Logoterapia, ao resgatar o conceito de homo religiosus, permite a possibilidade da superação da existência humana para além da essência do homo patiens, considerando a resiliência como um fator determinante na identificação e enfrentamento do sofrimento inerente à vida humana e partícipe do seu sentido. O titulo do trabalho é Logoterapia e o sentido do sofrimento: convergências nas dimensões espiritual e religiosa.

No oitavo trabalho, Significados atribuídos ao envelhecimento: idoso, velho e idoso ativo, as autoras Olívia Galvão Lucena Ferreira, Silvana Carneiro Maciel, Antonia Oliveira Silva, Roseane Christina da Nova Sá e Maria Adelaide Silva Moreira tiveram como objetivo se apropriar dos significados atribuídos ao envelhecimento elaborados por idosos funcionalmente independentes. Dentre os resultados observaram que os estímulos "idoso" e "velho" foram associados a aspectos com conotações mais negativas, enquanto no estímulo "idoso ativo" os significados positivos foram mais enfocados pelos idosos investigados.

O objetivo do nono artigo foi comparar as práticas de estimulação e promoção do desenvolvimento numa comunidade indígena do México, por meio da comparação de mães que falavam a língua "mayo" e participavam de um programa educativo para estimular o desenvolvimento, com mães que não falavam a língua "mayo" e também não participavam de tal programa. Os resultados evidenciaram que a população não falante e sem educação inicial apresentou baixa frequência de problemas de desenvolvimento e estimulação da criança no lar. O trabalho é de autoria de José Ángel Vera Noriega, Miguel Ángel Torres Ávila, Claudia Karina Rodríguez Carbajal e José Pablo Siqueiros Aguilera, e se intitula Prácticas de estimulación y promoción del desarrollo infantil en la etnia mayo.

No trabalho de Ricardo Primi, Lucas Francisco de Carvalho, Fabiano Koich Miguel e Marjorie Cristina Rocha da Silva, cujo título é Análise do funcionamento diferencial dos itens do Exame Nacional do Estudante (ENADE) de Psicologia de 2006, os autores realizaram uma análise dos itens da prova do ENADE de Psicologia aplicada em 2006, como objetivo de detectar itens com Funcionamento Diferencial (DIF).

Os resultados mostraram que 11 dos 30 itens que compunham a prova apresentaram DIF.

Por sua vez, o titulo do manuscrito apresentado por Juliana Burges Sbicigo, Denise Ruschel Bandeira e Débora Dalbosco Dell'Aglio foi Escala de Autoestima de Rosenberg (EAR): validade fatorial e consistência interna. O objetivo foi investigar as propriedades psicométricas dessa escala numa amostra de adolescentes, tendo sido verificado que a EAR apresentou boas qualidades psicométricas, podendo ser um instrumento utilizado para a avaliação da autoestima em adolescentes brasileiros.

Por fim, o último artigo deste número se intitula Inventário de Fatores de Estresse nos alunos do 12º ano: construção e validação de um instrumento e é apresentado por Cândida Silva e Susana Caires. O objetivo foi construir e validar o Inventário de Fatores de Estresse – 12º ano. Os resultados revelaram que as propriedades psicométricas do instrumento foram adequadas, podendo ser considerado um instrumento válido na identificação da prevalência e intensidade dos fatores de estresse entre alunos do 12º ano.

Neste número são apresentadas ainda duas resenhas. A primeira, de autoria de Lariana Paula Pinto, faz um resumo criterioso do livro Perspectivas em avaliação psicológica. Por sua vez, a resenha de Juliana Oliveira Gomes apresenta o manual do Teste de Atenção Dividida e Teste de Atenção Alternada.

Desejamos a todos os leitores um bom proveito dos conhecimentos veiculados neste número da Psico-USF, pois a diversidade de assuntos e perspectivas abordadas permitirá uma leitura de temas observados sob diferentes visões teóricas e pertinentes a vários campos de aplicação da psicologia. Ainda, gostaríamos de desejar um ótimo começo de ano para 2011.

 

 

Fabián Javier Marín Rueda
Editor
Dezembro de 2010

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