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Psico-USF

versão On-line ISSN 2175-3563

Psico-USF vol.19 no.1 Itatiba jan./abr. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-82712014000100010 

ARTIGO

 

Mitos e verdades no ensino de técnicas projetivas

 

Myths and facts in teaching of projective techniques

 

Mitos y verdades en la enseñanza de técnicas proyectivas

 

 

Fabiano Koich Miguel

Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná

Contato com as autoras

 

 


RESUMO

O objetivo do presente estudo foi esclarecer mal entendidos comumente encontrados no ensino de técnicas projetivas. Foram desenvolvidos três temas: o mito da exclusividade da psicanálise sobre esses instrumentos, a reavaliação da nomenclatura das técnicas e o mito da ausência de validade. Encontrou-se que há publicações que dão suporte à utilização dessas técnicas por psicólogos de diversas abordagens, exemplificando com um teste desenvolvido pelo behaviorista Skinner. A possibilidade de uma nova terminologia, questionada por outros pesquisadores, foi apresentada. Além disso, a revisão concluiu que as técnicas demonstram cientificidade em diversos contextos da Psicologia.

Palavras chave: Avaliação psicológica; Técnicas projetivas; Validade.


ABSTRACT

The aim of this study was to clarify misunderstandings commonly found in the teaching of projective techniques. Three themes were developed: the myth of psychoanalysis' exclusivity on these instruments, the revaluation of the naming of the techniques, and the myth of lack of validity. It was found that there are publications supporting the use of such techniques by psychologists of various approaches, exemplifying with a test developed by behaviorist Skinner. The possibility of a new terminology, questioned by other researchers, was presented. In addition, the review concluded that the techniques demonstrated scientific criteria in various contexts of Psychology.

Keywords: Psychological assessment; Projective techniques; Validity.


RESUMEN

El objetivo de este estudio fue aclarar los malentendidos que se encuentran comúnmente en la enseñanza de las técnicas proyectivas. Tres temas fueron desarrollados: el mito de la exclusividad del psicoanálisis sobre los instrumentos, la reevaluación de la nomenclatura de las técnicas, y el mito de la ausencia de validez. Se encontró que hay publicaciones que apoyan el uso de esas técnicas por los psicólogos de diversos enfoques, ejemplificando con una prueba desarrollada por el behaviorista Skinner. La posibilidad de una nueva terminología, cuestionada por otros investigadores, fue presentada. Además, la revisión concluyó que las técnicas demuestran cientificidad en los diversos contextos de la psicología.

Palabras clave: Evaluación psicológica; Técnicas proyectivas; Validez.


 

 

Introdução

O início do século XXI foi marcado por um período de transformações na área de avaliação psicólogica, em que se enfrentava o problema da utilização inadequada de diversos testes e instrumentos (Noronha e cols., 2002; Primi, 2010; Wechsler, 2012). Vários resultados surgiram das ações tomadas naquele momento com o objetivo de reverter a precária situação então vigente, como debates, eventos científicos, aumento do número de pesquisas publicadas em periódicos reconhecidos, entre outros. No meio dessas ações, o Conselho Federal de Psicologia publicou a resolução 2/2003, que definiu o que são testes psicológicos e estabeleceu critérios mínimos para utilização profissional dos mesmos (Anache & Corrêa, 2010; CFP, 2003). Ainda, o CFP estabeleceu o ano temático de 2011-2012 como Ano da Avaliação Psicológica, promovendo atividades voltadas a discussão, reflexão e divulgação da área, além de publicações esclarecedoras nos conselhos regionais.

Apesar desse movimento e as mudanças alcançadas especialmente no âmbito científico, diversos autores ainda demonstram preocupação com a formação do psicólogo em avaliação psicológica durante a graduação (Bandeira, 2011; Castro, 2001; Fonseca, 2011; Löhr, 2011; Noronha, Carvalho, Miguel, Souza, & Santos, 2010; Nunes e cols., 2012). Entre as dificuldades elencadas, pode-se destacar o ensino por professores com pouca qualificação na área e disciplinas com duração insuficiente, resultando em uma formação mecanicista e pouco aprofundada da avaliação e da aplicação de testes. Soma-se a isso a visão leiga sobre os instrumentos psicológicos, por vezes equivocadamente divulgados como formas de acesso aos segredos mais íntimos das pessoas, ou ferramentas capazes de descrever um sujeito por completo. Exemplos de matérias em revistas incluem, entre outros abusos, apresentar interpretações falsas para formas de avaliação, fazer críticas superficiais ou parciais sobre a validade e o contexto de aplicação, e até estampar manchas do Rorschach na revista Superinteressante (Garattoni, 2009; Manso, 2012) ou em artigos da Wikipedia.

Diante desse problema ainda presente e continuamente sendo abordado por pesquisadores da área, o objetivo deste artigo é esclarecer algumas questões potencialmente mal compreendidas e que costumam aparecer durante o ensino na graduação por meio de uma revisão da literatura relacionada ao tema. O foco será nas técnicas projetivas, que formam um grupo dentro dos procedimentos de avaliação psicológica. De acordo com a experiência no ensino de avaliação psicológica do autor, três mitos mais frequentes serão analisados: a exclusividade da psicanálise sobre as técnicas, a nomenclatura dos testes e a sua falta de validade.

Definição de técnicas projetivas

As técnicas projetivas se caracterizam pela apresentação de estímulos pouco estruturados, o que permite uma ampla variedade de respostas, maior foco nos aspectos qualitativos do desempenho e uma maior interação do psicólogo com o avaliando (Fensterseifer & Werlang, 2008). O seu ensino na graduação se justifica, portanto, para além de simplesmente serem testes psicológicos, mas como exercício da observação e interação clínica.

Comumente associa-se a utilização de técnicas projetivas a psicólogos de orientação psicanalítica ou derivadas desta, como instrumentos destinados a avaliar aspectos inconscientes (Chabert, 2004; Fensterseifer & Werlang, 2008; D. P. Schultz & Schultz, 2011; Telles, 2000). Essa interpretação provavelmente se mantém devido ao próprio nome das técnicas, provindo do mecanismo de defesa do ego chamado projeção. A primeira menção da situação de projetar no mundo externo ideias incompatíveis com o ego foi proposta em 1895 por Freud (1950/2006a) em uma carta a Fliess sobre paranoia. O conceito desse mecanismo foi desenvolvido em outros momentos de sua obra até a proposta final, em "Totem e Tabu" (Freud, 1913/2006b), de que a projeção não é utilizada unicamente em situações onde há conflito, mas sim que é um mecanismo normal que faz com que a percepção de mundo seja alterada de acordo com as vivências afetivas anteriores, sejam elas agradáveis ou não.

A criação do termo "técnicas projetivas" deve-se a Frank (1939), ao analisar os testes para avaliação da personalidade disponíveis então – associação de palavras de Jung, Rorschach e TAT – e propor que o mecanismo de projeção estava subjacente à atividade, e que essas técnicas permitiam uma apreciação dinâmica e global do indivíduo. Desde aquela época até hoje, um corpo grande de publicações e pesquisas com esses instrumentos por parte de psicólogos de orientação psicanalítica possivelmente explique a associação comum entre os instrumentos e a abordagem. Nesse sentido, podem ser encontradas na literatura sugestões de que o psicólogo seja coerente com a fundamentação teórica do instrumento e não utilize técnicas projetivas se segue abordagens diferentes da psicanálise (Chabert, 2004; Keefe, Kopel, & Gordon, 1980; Oliveira, Noronha, & Dantas, 2006).

Essa interpretação pode ser um pouco precipitada. Sugere-se aqui que o mais apropriado seria entender a existência de um fenômeno (a resposta do indivíduo ao teste) e a compreensão desse fenômeno por meio de uma abordagem teórica. Dessa maneira, se excluiria a noção equivocada de que, quando uma abordagem explica o desempenho num teste, ela "toma para si" o construto, impedindo que outras teorias compreendam aquela situação de acordo com seus princípios. Na verdade, psicólogos de outras abordagens têm estudado o que acontece na situação de testagem. Um exemplo marcante é Skinner, um dos principais representantes do behaviorismo, apresentado a seguir.

O uso de técnicas projetivas em outras abordagens

Na metade da década de 1930, Skinner (1936) desenvolveu uma técnica para estudo de comportamentos verbais latentes. Em sua autobiografia, o autor explicou que se encontrava fechado em seu laboratório numa bela manhã de domingo e que, após algum tempo, o barulho persistente de um mecanismo parecia estar repetindo "you'll never get out" (você jamais sairá). Considerando que esse fenômeno tinha importância "no sentido freudiano" e comparando-o a "borrões de tinta auditivos" (Skinner, 1979, p. 175), ele foi incentivado por Murray – que na época estava desenvolvendo o TAT (Rutherford, 2003) – a criar o que foi chamado de somador verbal. Esse teste reproduzia sequências de sílabas sem sentido, narradas pelo próprio Skinner1. Segundo o autor, após certo número de repetições, as pessoas começavam a identificar palavras naqueles sons. Ao sujeito, essas palavras poderiam parecer apenas repetições do estímulo auditivo, mas as variáveis que as originaram, mesmo não presentes em seu ambiente próximo e no momento da avaliação, poderiam ser encontradas na sua história de vida (Skinner, 1953/2003).

Em um tópico chamado "A ausência de autoconhecimento", Skinner (1953/2003) justificou que esse fenômeno é o mesmo que ocorre na utilização de testes projetivos no diagnóstico clínico, ou seja, permite revelar as variáveis desconhecidas pelo sujeito. O autor explicou, embasado em sua teoria, como um indivíduo pode desconhecer que está fazendo ou que está tendendo a fazer algo, ou até mesmo desconhecer as variáveis que influenciam no seu comportamento.

Nas décadas seguintes, algumas pesquisas foram feitas por outros autores com o Somador Verbal, posteriormente renomeado para Tautofone, contudo o instrumento acabou desaparecendo do rol de testes para avaliação da personalidade (Burns, Heiby, & Tharp, 1983; Catania, 2008; Grings, 1942; Impellizzeri, 1970; Morris, 1978; Shakow & Resenzweig, 1940; Trussell, 1939). Skinner, contudo, ainda demonstrou interesse nas técnicas de avaliação, inclusive sendo avaliado pelo Rorschach e TAT em 1953, como parte de uma pesquisa com diversos cientistas, com a condição de que seus nomes fossem revelados apenas após a morte (Grønnerød, Overskeid, & Hartmann, 2012). Ele produziu um número surpreendente de 196 respostas no Rorschach.

Outros autores behavioristas fizeram considerações quanto ao uso de técnicas para avaliação comportamental, com os mesmos questionamentos quanto aos benefícios e limites encontrados na literatura de avaliação psicológica. Algumas dessas técnicas, como o uso da fantasia na produção verbal ou de desenhos, têm um procedimento muito semelhante ao que outras abordagens chamariam de "projetivas" (Banaco, 1997; Regra, 1997, 1999).

Além do behaviorismo, podem ser encontradas publicações de autores que sugerem outras abordagens para compreensão do fenômeno que ocorre na resposta aos testes. Como exemplo, pode-se citar o trabalho de Bunchaft e Vasoncellos (1998) com análise transacional; a proposta da análise fenômeno-estrutural do TAT e Roschach (Antúnez & Amparo, 2008a; Antúnez & Santoantonio, 2008b); a inclusão de aspectos cognitivos na interpretação do teste (Cattell, 1978; Exner Jr., 1989; Exner Jr. & Sendín, 1999); como ferramentas na avaliação neuropsicológica (Vieira, Fay, & Neiva-Silva, 2007); e até o foco em aspectos da percepção no TAT (Telles, 2000) e no Rorschach (Meyer, Viglione, Mihura, Erard, & Erdberg, 2011), permitindo sua interpretação pelas diversas abordagens na psicologia.

A adequação do termo "projetivas"

Um possível passo para a desvinculação das técnicas projetivas de apenas uma abordagem e utilização por outras na psicologia seria a adoção de uma nova nomenclatura. Meyer e Kurtz (2006) propuseram substituir por técnicas de desempenho, de resposta livre, expressivas, implícitas, a fim de evitar a má interpretação de termos não muito claros, como testes "objetivos" e "psicométricos" – englobando os inventários de personalidade – opostos aos "projetivos".

O termo "objetivos" pode gerar dois problemas de compreensão. Primeiro, pode levar à falsa noção de objetividade e segurança dos escores obtidos, quando na verdade os inventários dependem grandemente de uma adequada percepção do indivíduo sobre si mesmo, o que pesquisas vêm demonstrando que nem sempre ocorre (Cousineau & Shedler, 2006; Shedler, Mayman, & Manis, 1993). Segundo, as técnicas projetivas automaticamente seriam localizadas no outro extremo, ou seja, como não objetivas ou subjetivas, uma atribuição comum (Pasquali, 2001; Villemor-Amaral & Pasqualini-Casado, 2006; Wood, Garb, Lilienfeld, & Nezworski, 2002) que não condiz com a realidade. Alguns sistemas foram desenvolvidos a fim de evitar a variabilidade de interpretações entre psicólogos, permitindo procedimentos claros e inequívocos de codificação e transformação do desempenho no teste em números, como o sistema compreensivo do Rorschach e Zulliger ou a frequência de cores no Pfister.

Nesse mesmo sentido, os manuais apresentam estudos de precisão entre juízes, ou seja, o grau de concordância entre psicólogos avaliando os mesmos protocolos independentemente. Os resultados demonstram índices elevados, refutando a hipótese de que a própria subjetividade do psicólogo conduza a resultados discrepantes ou absurdos. Obviamente, as técnicas projetivas não são instrumento simples, sendo necessária uma formação sólida para que se utilizem corretamente os códigos de interpretação.

Além disso, a oposição de "psicométricos" a "projetivos" também pode gerar má interpretação das técnicas. Se teste psicométrico é baseado em teorias da medida e em normas estatísticas, então nestes poderiam ser incluídos o Pfister, Rorschach e Zulliger, uma vez que são pontuados e os resultados interpretados a partir de tabelas normativas.

A validade das técnicas projetivas

No que diz respeito à validade, ou seja, o quanto os instrumentos são capazes de medir aquilo a que se propõem, Villemor-Amaral e Werlang (2008) consideram que é possível observar dois polos de julgamento: a supervalorização e a desconfiança. Ambos podem ser prejudiciais para a utilização das técnicas. O primeiro caso pode acarretar na utilização sem crítica das ferramentas, confiando excessivamente no resultado do teste e prestando menos atenção a outras fontes de informação igualmente ou mais importantes.

Já no segundo caso, é possível encontrar tanto literaturas acadêmicas (D. P. Schultz & Schultz, 2011; Wood e cols., 2002) quanto leigas (Garattoni, 2009; Lilienfeld, Wood, Garb, & Wagenaar, 2005; Manso, 2012) afirmando que têm nenhuma ou pouca validade. Referindo-se especificamente à técnica de Rorschach, Mihura, Meyer, Dumitrascu e Bombel (2013) rebateram essas críticas, considerando que o fato de certo número de pesquisas apontarem para resultados diversificados pode ter levado críticos a simplesmente considerarem a técnica como inválida, o que pode ser uma interpretação apressada. Os autores realizaram uma extensa meta-análise, englobando 2.467 publicações de 1974 a 2011, encontrando evidências de validade para diversas variáveis do teste.

No âmbito nacional, a extensa produção científica com técnicas projetivas tem apresentado estudos que atestam as adequadas características psicométricas de validade e precisão dos instrumentos. Além disso, é possível encontrar pesquisas avaliando características psicológicas que vão além das tradicionais correlações entre construtos semelhantes, incluindo aspectos de vida importantes para o trabalho do psicólogo. Por exemplo, existem estudos com as Pirâmides Coloridas de Pfister para avaliação de alcoolismo (Villemor-Amaral, Silva, & Primi, 2003), compulsão alimentar (Machado, Zilberstein, Cecconello, & Monteiro, 2008), depressão (Villemor-Amaral, Primi, e cols., 2004), esquizofrenia (Villemor-Amaral e cols., 2005), estresse ocupacional de policiais militares (Aguiar, 2007), funções executivas em idosos (Formighieri, 2007), ideação suicida (Patutti, 2004), irritabilidade e agressividade em motoristas (Tawamoto & Capitão, 2010), organização cognitiva de crianças surdas (Cardoso & Capitão, 2007), toxicomania (Franco & Villemor-Amaral, 2012), transtorno dissociativo de identidade (Faria, 2008), transtorno do pânico (Villemor-Amaral, Farah, & Primi, 2004), entre outros.

Nesse mesmo sentido, as pesquisas com o teste das manchas de tinta de Zulliger, tanto no sistema compreensivo quanto no Klopfer, incluem avaliação da afetividade de pessoas surdas (Angelini & Oliveira, 2003), afetividade em síndrome de Down (Rodrigues & Alchieri, 2009), características emocionais na síndrome pré-menstrual (Montes & Vaz, 2003), controle emocional de motoristas de transporte público (Rodriguez, 2009), depressão (Villemor-Amaral & Machado, 2011), desempenho organizacional (Ferreira & Villemor-Amaral, 2005), habilidades sociais (Grazziotin & Scortegagna, 2012), inteligência (Candiani, Souza, Camilo, & Candiani, 2003), toxicomania (Franco & Villemor-Amaral, 2012), entre diversas outras.

O TAT apresenta pesquisas com avaliação de abuso sexual (Serafim, Saffi, Achá, & Barros, 2011), afetividade na obesidade (Mishima & Barbieri, 2009), aspectos emocionais de mulheres em hemodiálise (Medeiros, 2007), aspectos psicológicos na recidiva do câncer de mama (Peres, 2008), características dos casamentos duradouros (Paiva & Gomes, 2006), desejo materno antes e após nascimento do filho (Barros, 2010), impacto de atributos físicos em decisões de recursos humanos (Souza, 2010), preocupação com desempenho sexual de doentes cardíacos (Lima, 2009), entre outras.

Alguns exemplos de estudos com Rorschach incluem avaliação de abuso sexual infantil (Scortegagna & Villemor-Amaral, 2009), adolescentes homicidas (Resende, 2011), autismo (Araújo, Nascimento, & Assumpção Jr., 2011), bulimia e anorexia nervosas (Oliveira-Cardoso & Santos, 2012), compulsão alimentar (Passos, Yazigi, & Claudino, 2008), esquizofrenia (Resende & Argimon, 2012), gerentes de alto desempenho (Santos, 2009), inteligência emocional (Miguel & Amaro, 2012), pacientes em tratamento de obesidade (Pinto, 2011), efetividade de terapia psicodinâmica (Yazigi, Amaro, Fiore, & Semer, 2010), síndrome de Tourette (Bastos & Vaz, 2009), tentativas de suicídio clinicamente graves (Vaz, 2010), transtorno do pânico (Castro, 2012), entre muitos outros.

Os exemplos citados não compõem a totalidade de pesquisas realizadas nos últimos anos, mas sim um recorte de algumas entre diversas características psicológicas passíveis de serem avaliadas e estudadas por meio das técnicas. Portanto, afirmar que não possuem validade é ignorar uma extensa produção científica. Logicamente, deve-se atentar para o contexto e os limites da aplicação, como deveria ser com qualquer instrumento de avaliação psicológica.

 

Considerações finais

O objetivo desse artigo foi esclarecer alguns mal-entendidos que costumam aparecer durante o ensino de técnicas projetivas na graduação. Foi empregado o método de revisão da literatura nacional a partir de 2003, focando nas técnicas projetivas de Pfister, Zulliger, TAT e Rorschach, sendo que, no caso deste último, dada a extensa produção, foi feito um recorte das publicações desde 2008. Os estudos mostraram que esses instrumentos têm demonstrado cientificidade na avaliação de características psicológicas em diversos contextos. Deve-se ressaltar que a literatura pesquisada não representa a totalidade de pesquisas disponíveis. Pretendeu-se, ao referenciar estudos com temas tão diversificados – por exemplo, transtornos alimentares, transtorno dissociativo de identidade, síndrome pré-menstrual, câncer de mama, entre outros – dar uma amostra da ampla gama de contextos em que o psicólogo pode atuar e contar com estudos de instrumentos para avaliação.

Ainda, foi feito levantamento de referências sugerindo que as técnicas projetivas podem ser utilizadas por psicólogos de orientação teórica diferente da psicanálise. Em específico, a aversão de alguns behavioristas à utilização de testes para avaliação, especialmente técnicas projetivas, parece incongruente, uma vez que o próprio Skinner demonstrou aceitação a esses instrumentos, tendo inclusive desenvolvido um próprio.

Este artigo não teve o propósito de desconsiderar as contribuições da psicanálise para as técnicas projetivas, que certamente possuem valor tanto histórico quanto contemporâneo, com publicações atuais (Chabert, 2004; Fensterseifer & Werlang, 2008; Formiga & Mello, 2000; Werlang & Macedo, 2008). Muitas das pesquisas citadas no tópico sobre validade foram realizadas seguindo uma abordagem psicanalítica.

Também não houve intenção de comparar as teorias de Freud e Skinner. Para considerações nesse sentido, sugere-se a leitura de Grønnerød e cols. (2012) e Overskeid (2007). Contudo, teve a pretensão de se juntar ao grupo de autores que sugerem a possibilidade de utilização dessas preciosas formas de avaliação por outras abordagens, com o objetivo de ampliar os recursos científicos disponíveis aos psicólogos.

Em relação à possibilidade de utilização de uma nomenclatura mais adequada, existem sugestões na literatura, mas ainda não se chegou a um consenso quanto ao melhor termo. No Brasil, é possível encontrar autores empregando o termo "impressionistas" (Pasquali, 2001), "intuitivas" (Cunha, 2000) ou "autoexpressivas" (Villemor-Amaral & Primi, 2012), contudo ainda junto de "projetivas". Sugere-se aqui a convergência para termos como "autoexpressivas" ou "técnicas de resposta livre", por aparentarem maior clareza quanto ao significado e possibilidade de adequação em diversas abordagens.

Como sugestão de futuros estudos, recomenda-se a exploração e divulgação de outros mitos que a presente pesquisa não teve a oportunidade de analisar. Como sugestões, pode-se citar o grau de influência que o conhecimento prévio dos estímulos das técnicas projetivas – seja pela internet ou outros meios de divulgação – pode ter na avaliação. Esse questionamento já foi iniciado por Schultz e Loving (2012), que encontraram informações potencialmente prejudiciais para usuários e psicólogos com a divulgação das manchas do Rorschach. Considerando-se as técnicas individualmente, outros mitos também podem ser encontrados e necessitam ser analisados. Por exemplo, Parada e Barbieri (2011) relataram experiências clínicas para demonstrar que o fato das pranchas do TAT remeterem a épocas mais antigas não dificulta a mobilização afetiva e as associações que surgem durante o desenvolvimento das histórias. Porém, as autoras evidenciaram a necessidade de pesquisas que abordem esse questionamento em participantes de várias idades.

 

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Contato com o autor:
Departamento de Psicologia e Psicanálise – CCB – UEL
Campus Universitário – Caixa Postal 6001
Londrina-PR, 86051-980
E-mail: fabiano@avalpsi.com.br

Recebido em: 05/02/2013
Reformulado em: 23/05/2013
Aprovado em: 18/09/2013

 

 

Sobre o autor:
Fabiano Koich Miguel possui graduação em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2002), concluiu mestrado (2006) e doutorado (2010) em Avaliação Psicológica pela Universidade São Francisco. Atualmente é professor adjunto da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

1 No website da B. F. Skinner Foundation (www.bfskinner.org) é possível fazer o download de uma faixa do Somador Verbal.

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