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Psicologia Escolar e Educacional

Print version ISSN 1413-8557

Psicol. Esc. Educ. (Impr.) vol.4 no.2 Campinas Dec. 2000

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-85572000000200006 

ARTIGOS

 

A formação do psicólogo escolar e a educação no terceiro milênio

 

The school psychologist formation and the 3rd milennium education

 

 

 

Maria Cristina Rodrigues Azevedo Joly1;*

Universidade São Francisco

 

 


RESUMO

Faz-se necessário caracterizar a atuação do Psicólogo Escolar frente às demandas socioeducacionais do próximo milênio; portanto, esse artigo visa analisar a formação desse profissional numa perspectiva histórica buscando repensar seu papel e compromisso social. Identificam-se grandes áreas de trabalho possíveis na Psicologia Escolar, não somente em instituições formais de ensino desde a Educação Infantil até a Universidade, mas também em diferentes espaços educacionais que visem promover o desenvolvimento e aprendizagem dos indivíduos. Focalizam-se, também, as Universidades, as Associações e Entidades de Classe enquanto segmentos profissionais formadores desses profissionais, responsáveis por sua constante atualização e pelo exercício crítico e ético da profissão.

Palavras-chave: Atuação, Profissão e ética.


ABSTRACT

It has been necessary to define the School Psychologist action in front of the social educational demands to the next millennium, and this article will analyze this professional formation in a historical perspective trying to think about its identity and social compromise. We can identify major possible work areas in the School Psychology, not only in Schools since the child education through the University, but also in any educational space to promote the people developmerít 'and learning. We are focusing also on the professional associations responsible for the formation, constant actualization and professional ethics.

Keywords: Action, Profession and ethics.


 

 

A Psicologia enquanto ciência, formação e mercado de trabalho tem sido, principalmente na última década, tema de interesse de pesquisadores e estudiosos nacionais e internacionais (Gonçalves, 1994; Yukimitsu, 1999).

Faz-se necessário repensar, principalmente, a formação do psicólogo visando ao desenvolvimento de habilidades científicas, teóricas e práticas, que lhe capacitem para atuar profissionalmente na identificação, intervenção e solução de problemas de relevância social para a realidade do terceiro milênio. Segundo Gonçalves (1999), é urgente uma reformulação curricular dos cursos de Psicologia tornando-os um conjunto harmônico de áreas de conhecimento integradas e interdisciplinarmente aplicadas e relacionadas à realidade sociocultural.

No tocante à Psicologia Escolar, voltada para a análise e intervenção em contextos educacionais e entendida como área de aplicação da Psicologia, na medida em que o reconhecimento legal das áreas de especialização não se encontra definido, a formação, de acordo com resultados de investigações recentes, deve estar pautada tanto na relação saber-poder-fazer equilibrada, que viabilize um crescimento significativo no conhecimento, quanto na dimensão do saber ser, articulando o profissional ao compromisso social, aos padrões éticos e valores que nortearão uma prática adequada e colocarão o psicólogo escolar como um agente social e cultural de mudanças (Wechsler, 1996; Pfromm Netto, 1996; Gonçalves,1999). Além disso, discutir-se um novo paradigma para a formação do psicólogo escolar implica, segundo Guzzo (1999), analisar-se como vem sendo formado e como tem atuado esse profissional no Brasil, comparando-se essas informações a dados de outros países nos quais o psicólogo escolar tem um espaço reconhecido no sistema educacional com papéis e funções bem definidas e diferenciadas.

Focalizando-se as áreas específicas de atuação, a Psicologia Escolar está a serviço de todos os que são educados ou influenciam o processo de desenvolvimento do educando sob todos os aspectos, considerando-se, de modo geral, o processo ensino-aprendizagem baseado no desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social, a estrutura curricular, a orientação e formação continuada de professores e o estabelecimento de parcerias com as famílias desde a Educação Infantil ao Ensino Universitário.

Segundo os estatutos da Associação Brasileira de Psicologia Escolar - ABRAPEE (1991),

"entende por psicólogos escolares e educacionais aqueles profissionais, que devido a sua preparação universitária em Psicologia e experiências subseqüentes nas áreas escolar e/ou educacional, trabalham para melhorar o processo ensino-aprendizagem no seu aspecto global (cognitivo, emocional, social e motor) através de serviços oferecidos a indivíduos, grupos, famílias e organizações" (p. 1).

Dessa forma, segundo Witter (1977) e Maluf (1994), o exercício profissional do psicólogo escolar é determinado pela influência de variáveis decorrentes de sua própria formação e opção teórica e caracterizado pelas seguintes possibilidades de atuação a nível preventivo: Especialista Educacional: aplicar conhecimentos psicológicos na escola, concernentes ao processo ensinoaprendizagem, ao desenvolvimento humano, às relações interpessoais e à integração família - comunidade - escola através de atuação em equipe interdisciplinar dentro da escola, assim como administrar conflitos sociais em relação ao sistema de ensino e ao planejamento curricular geral a nível de macro sistema educacional; Assessor e Consultor: prestação de serviços diretos e indiretos aos agentes educacionais e orientando programas de apoio administrativos e educacionais como profissional independente; Ergonomista: desenvolver estudos e analisar as relações homemambiente físico- material quanto ao processo ensino-aprendizagem e produtividade educacional; Ecólogo: desenvolver programas visando à qualidade de vida e aos cuidados indispensáveis às atividades acadêmicas; Modificador de Comportamento: implementar programas para alterar comportamentos e hábitos mal adaptados no contexto escolar, além de desenvolver habilidades básicas para aquisição de conhecimento e desenvolvimento humano; Avaliador: atuar não somente na avaliação do processo ensino-aprendizagem usando e validando instrumentos e testes psicológicos adequados e fidedignos, mas também fornecer subsídios para o replanejamento e reformulação do plano escolar, ajustes e orientações à equipe escolar, avaliação da eficiência dos programas educacionais; Pesquisador: pesquisar dados sobre a realidade da escola em seus múltiplos aspectos visando desenvolver o conhecimento científico.

Considerando-se pois as características da atuação escolar do psicólogo, Witter (1999) apresenta vários estudos que foram realizados com o intuito de determinar quais aspectos deveriam ser priorizados na formação desse profissional. Segundo Gonçalves (1999), as seguintes áreas de estudo foram destacadas como prioritárias: Aprendizagem e Desenvolvimento Humano, Educação Especial, Avaliação Psicoeducacional, Organização e Funcionamento Escolar, Técnicas de Aconselhamento, Técnicas de Modificação do Comportamento e Organização e Administração de Serviços. Apesar dessas disciplinas serem oferecidas pela maioria dos cursos de graduação existentes no país, a formação é insuficiente para o exercício da profissão, pois, além do domínio da técnica através das informações acadêmicas forneci das, a capacitação para a prática é essencial. Esta é oportunizada principalmente através dos estágios supervisionados, em geral, presentes apenas no último ano com carga horária pequena frente à demanda e abrangência de questões de caráter ético, social e educacional a serem discutidas visando uma atuação do Psicólogo Escolar em equipe multidisciplinar com uma visão interdisciplinar do processo de aprendizagem e aquisição de conhecimento adequada à nossa população escolar com toda a sua diversidade social, econômica, cultural, geográfica e étnica (Maluf, 1994; Witter, 1999; Gomes, 1999).

Atualmente, portanto, faz-se necessário repensar não somente a formação do Psicólogo, mas o papel das instituições de ensino. Possibilitar que a aprendizagem das habilidades básicas esteja inserida num contexto cultural e histórico com fins sociais pode ser uma das principais metas a serem atingidas para garantirmos educação de qualidade aos nossos alunos para o próximo milênio (Anderson, 1991; M yers, 1992; Cioffi, 1992; Joly, 1999).

O rápido progresso da ciência e da tecnologia, além das constatações sobre o cenário educacional, determina, segundo Alencar (1992), que o ensino deve estar voltado para preparar o aluno para questionar, refletir, mudar e criar a partir do melhor aproveitamento de seu talento e potencial, observando-se um consenso crescente entre pesquisadores de vários países quanto à necessidade de se criarem condições mais favoráveis ao desenvolvimento da criatividade.

A literatura indica a necessidade de ampliar-se o espaço escolar para o desenvolvimento da criatividade, preparando o aluno para o mundo de amanhã, buscando soluções para os problemas futuros, ensinando-o a pensar criativamente e a construir um autoconceito positivo (Alencar, 1992; Nogueira, 1992; Wechsler, 1993).

Segundo Perkins (1992), o ensino atual deve estar voltado para a aquisição, compreensão e aplicação de um conhecimento genérico à vida prática do aluno, garantindo-lhe a possibilidade de exercer ativamente seu papel enquanto profissional e cidadão.

Monson & Monson (1994) indicam a necessidade de redefinição dos currículos escolares a fim de que se voltem para, a aprendizagem interdisciplinar, através do uso de múltiplas estratégias para aquisição do conhecimento e processamento da informação disponível em nossa sociedade globalizada deste final de século.

Focalizar o aluno como participante ativo do processo ensino-aprendizagem, segundo Weinstein & Mayer (1986), tem sido uma constante nas pesquisas educacionais recentes. As evidências obtidas sugerem que os efeitos do ensino e a aprendizagem adquirida dependem muito do conhecimento que o aluno já possui, de como ele prioriza o conhecimento, de quais estratégias de aprendizagem utiliza e de como o aluno processa o novo conhecimento adquirido, principalmente se considerarmos que esse aluno será o profissional responsável pela formação de outros - professores e alunos num futuro próximo.

Guthrie & McCann (1997) acreditam que não apenas o envolvimento dos alunos com sua própria aprendizagem, em termos de motivação, curiosidade, mobilização emocional, autocontrole, persistência e reconhecimento das suas necessidades, mas, também, a utilização de estratégias efetivas de participação deste aluno em sala de aula, considerando-o como parceiro no processo, criam um contexto instrucional que favorece a aquisição e o crescimento constante de sua competência geral. Esta proposta, para ser efetiva, implica no estabelecimento de conexões vitais entre atributos cognitivos, motivacionais e sociais do aluno e o conteúdo educacional a ser ensinado, a saber: (1) integração interdisciplinar do currículo a partir de temáticas transversais; (2) utilização de estratégias para aprendizagem, tais como observação, pesquisa, compreensão, interpretação, composição, análise e organização de dados, visando possibilitar o desenvolvimento da atenção, participação, colaboração, pensamento lógico, generalização e aplicação da aprendizagem; (3) integração entre atividades educacionais em situação escolar que promovam e suportem o desenvolvimento cognitivo, social e motivacional do aluno e sua conseqüente aplicação prática.

Neste contexto educacional de formação do Psicólogo Escolar e dos novos parâmetros curriculares para o ensino, deve-se focalizar também a ampliação de seu campo de atuação do ensino fundamental à Universidade com a promulgação da LDB - Lei no. 9394/ 96, tanto como assessor quanto como pesquisador, principalmente na rede pública de ensino, refletindo o surgimento de novos espaços e tempos educativos.

Considerando-se como ensino fundamental, segundo a LDB, a educação infantil, o ensino fundamental (1ª- a 8ª série) e o ensino médio, cabe destacar a programação e avaliação de ensino, estrutura curricular, projetos educacionais, estratégias de aprendizagem, avaliação visando à construção de um projeto pedagógico que possa ser assumido pelos agentes educacionais de cada escola e favoreça a interface desta com a família e a comunidade, formação continuada de professores, orientação educacional e profissional, elaboração de programas especiais voltados para dificuldades de aprendizagem e a inclusão de alunos com necessidades especiais ao ensino regular são atribuições que legitimam a prática em Psicologia Escolar, atribuindo ao psicólogo escolar tarefa de grande responsabilidade - favorecer a formação de pessoas críticas, criativas e atuantes em seu meio, considerando-se o momento histórico atual e conscientes de seu papel de atores dessa história (Oel Prette,1999; Novaes, 1999).

No tocante ao ensino superior, Witter (1999) analisa as diferentes possibilidades de atuação do psicólogo escolar dentro das Instituições de Ensino Superior segundo os artigos e disposições da LOB, a saber: docente, pesquisador, orientador de bolsistas de iniciação científica e alunos de programas de pós-graduação lato e strictu sensu, assessor educacional para planejamento, implementação e avaliação de projetos e programas educativos destinados aos docentes, discentes e comunidade em geral, assessor na administração acadêmica, produtor e consumidor crítico da ciência e tecnologia, psicólogo nos Serviços de Orientação ao Estudante, agente modificador da cultura, dentre outras.

De acordo com o exposto anteriormente, ficam implícitas na LDB inúmeras possibilidades de atuação do Psicólogo Escolar desde a educação infantil até a Universidade, destacando-se para tanto que é imprescindível e urgente a capacitação ética, flexível e competente desses profissionais nos cursos de graduação, assegurando-se universidades de qualidade e estabelecendo-se como metas a pós-graduação e a pesquisa num processo de formação continuada, a fim de que possam desempenhar adequadamente e com excelência esses múltiplos papéis e funções, pois apesar de haver produção científica razoável no Brasil, segundo Gomes (1999), sua aplicação prática ainda é precária, requerendo-se desenvolver políticas e estratégias mais eficientes.

Além das Universidades, as associações e entidades de classe têm-se preocupado muito com a qualidade de atuação dos profissionais na área de psicologia. A ABRAPEE, por exemplo, no tocante especificamente à Psicologia Escolar, desde sua fundação oficial em 1991, tem sido um agente de mudanças que investe: na profissionalização do psicólogo escolar, incentivando a criação de uma legislação que garanta a existência de serviços psicológicos na escola apoiados em uma conduta ética e atualizada; na organização, através do Informativo ABRAPEE, Revista de Psicologia Escolar e Educacional, Congressos Nacionais e Internacionais, Seminários, Jornadas, Palestras, de canais de divulgação da produção científica na área e experiências relevantes que possam contribuir para a formação continuada dos psicólogos escolares; no intercâmbio entre os profissionais; fomentando a criação de um banco de dados sobre pesquisas e estudos referentes às diferentes áreas de atuação da psicologia escolar; organizando um registro nacional sobre os psicólogos escolares e educacionais brasileiros, recuperando e preservando a história da psicologia escolar no país; estimulando e apoiando a formação de núcleos regionais.

Todas essas preocupações anteriormente destacadas com a formação e o exercício profissional do psicólogo escolar são significativas pelo crescente aumento de profissionais atuando nessa especialidade aliado às reais necessidades do cenário educacional brasileiro quanto à formação de indivíduos críticos e competentes para serem agentes de mudanças e geração de novos contextos de vida nas sociedades do século XXI.

 

Referências

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Recebido em 16/11/2000
Aprovado em 15/01/2001

 

 

* Mestre e Doutora em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo. Docente da Universidade São Francisco e assessora de instituições educacionais de ensino como psicóloga escolar
1 Rua Luiz Galdim, 106 Village Visconde de ltamaracá 12378231 - Valinhos/SP E-mail: cristina@trtec.com.br