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Psicologia Escolar e Educacional

versión impresa ISSN 1413-8557

Psicol. Esc. Educ. vol.15 no.2 Maringá dic. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-85572011000200001 

EDITORIAL

 

 

Participei, no mês de novembro, do XIII Encontro Nacional de Editores Científicos e do IV Seminário Satélite para Editores Plenos, em Gramado-RS. Em meio às hortênsias - flor característica dessa cidade -, aos enfeites de natal e ao som das canções natalinas, discutimos sobre a integridade e ética na publicação científica. Nesse evento, uma das palestrantes, Rosario Rogel-Salazar - diretora editorial da RedALyC, México - afirmou que "a ciência que não se vê, não existe". Tal comentário propiciou várias reflexões e nos fez pensar nas pesquisas que estão sendo realizadas no âmbito da Psicologia e Educação.

Se compreendermos que o curso de Psicologia no Brasil, desde a sua aprovação, está beirando os 50 anos, desde a sua formalização, e que o Psicólogo atua mais diretamente na escola desde 1970, podemos considerar que muitas produções já foram realizadas, no entanto, nem sempre relatadas e publicadas. Estamos em um período de maturidade, época de refletir sobre o que estamos fazendo e o que estamos produzindo.

Rosario, no nosso entender, tem razão. Se produzimos conhecimentos e não divulgamos, estes parecem não existir ou ficam restritos a um número pequeno de pessoas. A publicação em periódicos, contrariamente, faz chegar, para muitos profissionais e estudiosos, aquilo que de mais recente tem sido pesquisado e elaborado cientificamente. Estes podem se apropriar dos conhecimentos e, a partir disso, produzir novas objetivações que serão novamente apropriadas, fazendo a ciência avançar.

Nesse evento, também se comentou que o portal da SciELO é muito consultado. Um número extraordinário de navegadores da Internet está, a todo segundo, buscando informações em artigos editados! Pensando que temos, ainda, outras formas de acesso aos periódicos, podemos considerar que a ciência está sendo divulgada e que a Revista Psicologia Escolar e Educacional está contribuindo para tanto.

Essa contribuição pode ser constatada nesse número de nossa revista. Temas como a relação desenvolvimento e aprendizagem, desempenho na leitura e escrita, mediação do professor, educação especial, adolescência, criatividade, entre outros, são apresentados, tomando como referência fundamentos teóricos de correntes diversificadas da Psicologia. Isso mostra a pluralidade de objetos de investigação e aportes teóricos veiculados que tem sido uma marca característica desse periódico.

Também, neste número, contamos com artigos de pesquisadores cubanos, chilenos e russos. O artigo russo é apresentado traduzido para o espanhol, o que nos permite acesso a produções de países que, embora distantes, podem contribuir para o fazer e o pensar da Psicologia na sua relação com a Educação.

Finalizando, podemos compreender que, realmente, a ciência deve ser socializada, por isso esperamos que este número chegue aos leitores e contribua para que possamos fazer ciência, atendendo às necessidades históricas que, a todo o momento, exigem que a Psicologia explique fenômenos produzidos pelos homens!

Boa leitura.

 

Marilda Gonçalves Dias Facci
Editora Responsável

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