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Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science

versão impressa ISSN 1413-9596

Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci. v.41 n.4 São Paulo jul./ago. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-95962004000400001 

Índice mitótico em células epiteliais da brânquia de Guaru (Poecilia vivipara) tratados com frações da casca do caule e da folha de Pequi (Caryocar brasiliensis)

 

Mitotic index of epithelia cells in gills of Guppy (Poecilia vivipara) exposed to fractions of the leaf and bark of Pequi (Caryocar brasiliensis)

 

 

Motter, M.D.S.I; Silva, L. D.I; Rodinelli Borges-de-OliveiraI; Áureo Tatsumi YamadaII; Santos, S.C.III; Simone Maria Teixeira Sabóia-MoraisI

ILaboratório de Comportamento Celular do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás, Goiânia - GO
IILaboratório de Citoquímica e Imunocitoquímica do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas, Campinas - SP
IIILaboratório de Produtos Naturais do Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás, Goiânia - GO

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Várias plantas nativas do bioma Cerrado são utilizadas como plantas medicinais. Dentre elas, o pequi possuí ação moluscicida utilizada no combate a esquistossomose. Objetivamos neste trabalho a verificação da toxicidade de frações de pequi sobre outros organismos aquáticos, antes da utilização destas em mananciais. Para isso, analisamos alterações no índice mitótico das células epiteliais das brânquias de Guaru (Poecilia vivipara) expostas às frações da folha e da casca do caule de pequi extraídas com acetato de etila. Constatamos que nenhuma das frações se mostrou letal aos peixes. Os animais expostos à fração acetato de etila da folha não apresentaram modificações significativas no índice mitótico em relação ao grupo controle, mas os animais expostos à fração acetato de etila da casca do caule apresentaram aumento do índice mitótico das células epiteliais em duas regiões dos filamentos branquiais. Desta forma, a fração acetato de etila da folha poderia ser utilizada como moluscicida em mananciais, enquanto que a fração acetato de etila da casca do caule necessitaria passar por outros testes mais específicos.

Palavras-chave: Brânquias. Células epiteliais. Frações de Pequi. Índice mitótico. Toxicidade.


ABSTRACT

Many wild plants of the Cerrado bioma are used as medicinal plants. The pequi (Caryocar brasiliensis) is representative of those equipped with molluscicidal action against schistosomiasis. This paper sets out to verify the toxic action of pequi fractions in other aquatic animals before they are used in rivers or lakes. Analysis were made of the alterations to the mitotic index of epithelia cells in the gills of guppy (Poecilia vivipara) exposed to ethyl-acetate fraction of leaf pequi and bark. Animals exposed to ethyl-acetate fraction (leaf), no significant change was observed in the mitotic index when compared with the control group, whereas in fish exposed to ethyl-acetate fraction (bark) we detected an increase in mitotic index of the epithelia cells in two regions of the branchial filaments. Thus, ethyl-acetate fractions (leaf) could be used against schistosomiasis, given their high efficacy and low action as piscicide.

Key-words: Gills. Epithelia cells. Mitotic index. Fractions of pequi. Toxicity.


 

 

Introdução

A biodiversidade de espécies vegetais do Cerrado é enorme e o potencial de pesquisa científica igualmente vasto. Muitos estudos têm demonstrado que a avaliação da bioatividade de plantas medicinais do Cerrado fornece subsídios para utilizá-las como fármacos pelo homem 1,25. Dentre estas espécies encontra-se o pequi , utilizado para alimentação e para tratamento de várias enfermidades, devido aos seus diferentes efeitos medicinais.1,2

Com o intuito de se averiguar novas possibilidades de utilização das plantas do Cerrado, Bezerra et al.3 verificaram a ação moluscicida dos extratos da folha e casca do caule de pequi . Este estudo teve o propósito de verificar uma possível erradicação da esquistossomose pela eliminação do molusco Biomphalaria glabrata, hospedeiro intermediário do parasito Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose. Como resultado encontraram mortalidade de 90% do molusco Biomphalaria glabrata, a partir de 12 horas de exposição aos extratos da folha e casca do caule de pequi a uma concentração de 100 ppm. Desta forma, extratos como o da folha e casca do caule de pequi seriam utilizados próximos a manaciais de água, provável nicho ecológico destes moluscos4.

Porém, análises laboratoriais complementares se fazem necessárias para verificar a bioatividade destas substâncias frente a outros organismos aquáticos. Agentes tóxicos como este podem promover reações adversas as quais podem ser detectadas por meio de análise morfológica dos tecidos que estejam em contato com eles. Uma das possíveis reações celulares frente a substâncias externas seria o aumento ou a diminuição dos índices proliferativos. Para identificar as respostas do comportamento de proliferação celular foi proposta a averiguação do índice mitótico das células epiteliais da brânquia do guaru tratadas por frações da folha e casca do caule de pequi extraídas com acetato de etila.

O guaru é um teleósteo eurialino que possui grande capacidade adaptativa, tornando-se assim um modelo biológico bastante utilizado para estudos dos efeitos das variações ambientais sobre o organismo do peixe.5,6,7,8

Os caracteres merísticos, morfométricos e anatômicos das estruturas encontradas nas brânquias estão relacionadas com o meio ambiente em que o peixe vive, com o seu hábito alimentar e, possivelmente, com sua posição na escala evolutiva.9,10,11,12,13 A importância das brânquias na respiração e na regulação iônica dos peixes tem levado a numerosas investigações sobre os efeitos causados a este órgão resultantes de alterações nos fatores ambientais. Relativa abundância e mudanças na morfologia das células do cloro, hiperplasia das células epiteliais e fusão das lamelas secundárias14 são algumas das alterações apresentadas por este órgão em resposta a ação de substâncias tóxicas presentes no meio externo. Por esta razão, foram escolhidas para verificação do índice mitótico, as células epiteliais das brânquias do guaru.

A análise do índice mitótico de células epiteliais de órgãos como brânquias, fígado, rins, tratos gastro-intestinais e gônadas é bastante utilizada em estudos de toxicidade aquática.15,16,17 Estes parâmetros servem como indícios de proliferação celular nesses órgãos e, conseqüentemente, podem representar o desenvolvimento de tumores a longo prazo nesses órgãos, mesmo quando os animais são expostos a poluentes ambientais em baixas concentrações ou mesmo em espécies aquáticas relativamente insensíveis a poluentes já comprovadamente prejudiciais aos organismos de outros peixes.18

 

Materiais e Métodos

Obtenção do material para experimento:

O material botânico foi coletado na cidade de Goiânia (GO), (S16° 34´ 24" / W48° 56´ 17"; 769m). As frações utilizadas foram obtidas no Laboratório de Produtos Naturais do Instituto de Química da UFG. Para tanto, as folhas foram expostas à temperatura ambiente por 2 a 3 dias para secar, enquanto que a casca do caule foi colocada para secar em estufa a 40°C com ventilação forçada e a moagem do material botânico foi efetuada em moinho de faca com granulação definida. Na seqüência sofreram percolação a frio em etanol 96%, sob agitação. Filtração do sobrenadante e evaporação do solvente à pressão reduzida, conduziu ao extrato bruto etanólico. Parte do extrato bruto foi diluído em água destilada, no funil de separação, e acrescentou-se éter etílico resultando em uma proporção 1:1. Separação por polaridade, conduziu a fração etérea, enquanto que a porção aquosa, livre de graxas e clorofilas, foi transferida para outro funil de separação e acrescentou-se acetato de etila (1:1), o que resultou na fração acetato de etila. Esta fração foi evaporada, e o resíduo submetido ao congelamento e, finalmente liofilizado.

O ensaio utilizou 15 peixes, de ambos os sexos, adultos, pertencentes à ordem Cyprinodontiforme, família Poeciliidae e espécie Poecilia vivipara. Estes 15 animais foram separados em 3 (três) grupos:

Grupo 1: Cinco animais submetidos a água em condição padrão (Grupo Controle) pelo período de 2 horas.

Grupo 2: Cinco animais tratados pela fração acetato de etila da folha de pequi à concentração de 20 ppm*, pelo período de 2 horas.

Grupo 3: Cinco animais tratados pela fração acetato de etila da casca do caule de pequi à concentração de 20 ppm*, pelo período de 2 horas.

*(concentração recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para liberação de substâncias em mananciais (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1978)).

Preparação dos tecidos para análise

Após este período, os animais foram decapitados e suas brânquias dissecadas. As brânquias foram fixadas em Karnovsky modificado (gluteraldeído a 2% e solução de paraformaldeído a 4% em tampão fosfato de sódio pH 7,2 - 0,1M). A seguir, o material foi desidratado em concentrações crescentes de etanol e incluído em historresina (LKB-2218). Cortes de 4 micrômetros de espessura foram corados em Azul de Toluidina a 1%.

Uso das amostras para obtenção de dados estatísticos

Para cada animal de cada grupo foram confeccionadas 10 lâminas contendo 3 cortes cada uma. Foram escolhidas as lâminas ímpares de cada animal para a contagem das células. Posteriormente, foram sorteados um corte de cada lâmina e três filamentos branquiais (Figura 1) de cada corte como alvo de contagem. Cada filamento foi dividido em três regiões (Basal, Intermediária e Apical) e a partir deste momento foram contados os núcleos de todas as células epiteliais de cada região do filamento. Também foram contados apenas os núcleos que apresentavam sinais de mitose, isto é, com a cromatina condensada, com os cromossomos evidenciados ou até mesmo sem a carioteca.

 

 

A contagem foi realizada através de observação visual, contando-se primeiramente as células presentes no lado esquerdo do filamento em corte e posteriormente as células presentes no lado direito, somando-se então o numero total de células por região do filamento. O material foi observado em microscopia fotônica, com aumento final de 400 vezes.

Com base nesses dados colhidos foram calculados os índices mitóticos de todos os filamentos observados. O índice mitótico (IM) foi obtido a partir da seguinte fórmula:

IM = Nº cm / Nºct

Onde, Nº cm representa o número de células em divisão mitótica por filamento e Nºct o número de células totais por filamento.

Foram calculadas as médias dos índices mitóticos encontrados nos três filamentos observados por lâmina e nas cinco lâminas observadas por animal, calculando-se separadamente as três regiões do filamento (Basal, Intermediária e Apical). Estas médias foram analisadas pelo teste estatístico ANOVA (Análise de Variância) e do teste de comparação de médias de Duncan ao nível de probabilidade de 0,05.

 

Resultados

Todos os animais sobreviveram ao tratamento por frações dos extratos durante as 2 horas testadas. Os resultados da comparação entre os índices mitóticos das células branquiais dos animais tratados por extratos de pequi estão apresentados na tabela 1.

 

 

Com base nos resultados apresentados na tabela 1, podemos detectar que o índice mitótico das células epiteliais das brânquias dos animais tratados pela fração acetato de etila da folha de pequi não apresentou diferença estatística em relação ao grupo controle, para o nível de significância de 5%, em nenhuma das três regiões do filamento branquial (Basal, Intermediária e Apical), evidenciando que não ocorreu significativa alteração da proliferação celular nas brânquias destes animais (Figura 2).

Entretanto, o índice mitótico das células epiteliais das brânquias dos animais tratados pela fração acetato de etila da casca do caule de pequi diferiu estatisticamente do valor encontrado no grupo controle, para o nível de significância de 5%, em duas regiões do filamento branquial (Basal e Apical), evidenciando que ocorreu significativo aumento da proliferação celular nas brânquias destes animais. (Figuras 3 e 4).

 

 

 

 

Além disso, quando comparados com o grupo controle, os filamentos branquiais dos animais tratados pela fração acetato de etila da casca do caule de pequi apresentavam expressiva dilatação dos vasos sanguíneos com conseqüente aumento de volume nas lamelas branquiais.

 

Discussão e Conclusão

Alguns estudos anteriores testaram outras espécies de plantas medicinais e suas respectivas ações moluscicidas. Chiofundera, Baluku e Mashinango15 testaram extratos aquosos e etanólicos de cinco espécies de plantas medicinais típicas do Zaire e atestaram que todas possuíam ação moluscicida contra os moluscos Biomphalaria pfeifferi e Lymnaea natalensis. Porém, estes extratos também mostraram efeito tóxico em peixes e insetos aquáticos, inviabilizando sua utilização em mananciais.

Outros estudos demonstraram que os extratos brutos de pequi à concentração de 20ppm não causaram mortalidade nos guarus expostos por 24 horas.20 Mesmo os extratos fracionados de pequi à concentração de 20 ppm, também não foram letais a esses peixes, com exceção da fração aquosa da folha.7 Isto significa que todos esses extratos, com exceção da fração aquosa da folha, poderiam ser utilizados em mananciais para combater a esquistossomose pela eliminação do molusco Biomphalaria glabrata, hospedeiro intermediário do Schistosoma mansoni, sem que isso afetasse o restante da vida aquática nesses mananciais.

Nosso estudo observou que a fração acetato de etila da casca do caule de pequi causou mudanças significativas no epitélio branquial, não chegando a ser letal aos peixes. O aumento do índice mitótico das células epiteliais nas regiões basal e apical dos filamentos branquiais caracteriza aumento da proliferação celular. Isto significa que provavelmente as modificações físico-químicas do meio externo, provocadas pela ação deste extrato, causaram uma resposta morfológica do epitélio branquial, a fim de se proteger de uma substância agressiva.

As células mucosas podem ter se proliferado com o intuito de aumentar a camada surfactante que protege as lamelas branquiais, como também as células do cloro podem ter se proliferado para aumentar a troca iônica e manter a homeostasia do animal19. Silva et al.7 analisaram um aumento da densidade numérica de células do cloro nas regiões apical e basal do filamento branquial de guaru tratadas pela fração acetato de etila da casca do caule de pequi , embasando esta hipótese.

Entretanto, necessitamos de estudos mais profundos para analisarmos se esta proliferação é apenas uma resposta morfológica às mudanças do meio externo. Devemos saber quais tipos de células epiteliais estão se ploriferando ou até mesmo se estas células estão se diferenciando em outras. O aumento da atividade mitótica em células epiteliais expostas a poluentes ambientais pode promover o desenvolvimento de tumores nesses órgãos, mesmo o organismo sendo relativamente insensível ao efeito tóxico deste poluente, como já observado em outros estudos de ecotoxicidade18.

Provavelmente, o acetato de etila concentra a quantidade de taninos presente na casca do caule de pequi. De acordo com Ribeiro et al.21, a casca da árvore do pequi apresenta 1,6% de taninos. Os taninos são responsáveis por inúmeras atividades biológicas devido principalmente à capacidade de se complexar com proteínas, polissacarídeos, alcalóides, íons metálicos e por apresentarem atividade antioxidante e seqüestradora de radicais livres. Estas substâncias contribuem para a defesa das plantas contra o ataque de insetos e tem sido relacionadas com inibição do crescimento de microrganismos.22,23 Estes taninos podem ser os agentes químicos causadores dessas alterações apresentadas no epitélio branquial dos guarus.

Os dados obtidos nos permitem concluir que a fração acetato de etila da folha de pequi na concentração de 20 ppm, pode ser utilizada como moluscicida em mananciais, sem afetar drasticamente a morfologia do epitélio branquial do guaru e provavelmente de outras espécies de peixes. Entretanto, a fração acetato de etila da casca do caule de pequi na concentração de 20 ppm, necessitaria passar por testes mais específicos antes de ser utilizada em mananciais.

 

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Endereço para correspondência
SIMONE MARIA TEIXEIRA DE SABÓIA-MORAIS
Instituto de Ciências Biológicas
Departamento de Morfologia
Laboratório de Comportamento Celular
Universidade Federal de Goiás
Campus - ICB-IV
Caixa Postal 131
74001-970 – Goiânia – GO
saboias@terra.com.br

Recebido para publicação: 29/05/2003
Aprovado para publicação: 18/05/2004