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Perspectivas em Ciência da Informação

versão On-line ISSN 1981-5344

Perspect. ciênc. inf. vol.17 no.2 Belo Horizonte abr./jun. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-99362012000200004 

ARTIGOS

 

Produção científica sobre inteligência competitiva da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília

 

Scientific production about competitive intelligence of the School of Science Information of Brasília University

 

 

Valmira PerucchiI; Rogério Henrique de Araújo JúniorII

IDoutoranda em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (UNB). Bibliotecária do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba
II
Doutor em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCinf) da Faculdade de Ciência da Informação

 

 


RESUMO

A atual conjuntura tem gerado a necessidade das organizações manterem as melhores práticas de Inteligência Competitiva (IC). A IC é a atividade que objetiva a obtenção, análise e disseminação de informações, para auxiliar no processo decisório. Esta pesquisa foi desenvolvida para visualizar o cenário da produção científica sobre IC na Faculdade de Ciência da Informação (FCI) da Universidade de Brasília (UnB). Fazem parte da FCI os cursos de graduação em Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia, além do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCinf), que oferta Mestrado e Doutorado. A pesquisa é descritiva e o levantamento da produção científica foi realizado por meio da bibliometria, que se utiliza de técnicas quantitativas para mensurar a produção e disseminação do conhecimento científico. As informações foram coletadas manualmente, através de um formulário no Repositório Institucional da UnB, por intermédio da palavra-chave: "Inteligência Competitiva". Constam no repositório 350 documentos produzidos pela FCI, dos quais 37 documentos de produção científica sobre IC foram recuperados: 17 são artigos publicados em periódicos; quatro são trabalhos apresentados e publicados em anais de eventos; dez são dissertações; e seis são teses. Essa produção demonstra que a FCI produz conhecimento e publica os resultados em IC, área que está em desenvolvimento e se consolidando no Brasil.

Palavras-chave: Inteligência competitiva; Produção científica; Faculdade de Ciência da Informação; Universidade de Brasília.


ABSTRACT

Organizations are being demanded to maintain the best Competitive Intelligence (CI) practices due to modern times. CI is the activity that aims obtaining, analysing and disseminating information in order to help decision-making processes. The present research was conducted to view the scenario of scientific production on Competitive Intelligence at the School of Information Science (FCI) of Brasilia University (UnB). FCI offers the undergraduate courses in Archive Science, Librarianship, Museology, in addition to the Graduate Program in Information Science, which offers Master and Doctorate degrees. The research is characterized as descriptive and the scientific production survey was accomplished using the bibliometric method. This makes use of quantitative techniques to measure production and dissemination of scientific knowledge. Data were collected by means of a form through the UnB Institutional Repository, using the keyword "Competitive Intelligence". A total of 350 documents produced by the School of Information Science were were recovered, in the institutional repository, from which 37 were about Competitive Intelligence: 17 were articles published in academic periodic journals; four were papers presented and published in conference proceedings; 10 were dissertations, and six were theses. This production shows that FCI has been producing knowledge on IC, a developing area on its way to consolidation in Brazil, and publishing the results.

Keywords: Competitive Intelligence; Scientific Production; School of Information Science; University of Brasília.


 

 

1 Introdução

O ambiente globalizado e os avanços tecnológicos estão provocando mudanças rápidas no ambiente competitivo. Esse ambiente caracteriza-se pelo alto grau de incerteza quanto ao desenvolvimento futuro das corporações, fato que dificulta as tomadas de decisão que, quando erradas, podem acarretar transtornos de várias ordens. Para a implementação de estratégias de crescimento nesta ambiência, as organizações devem lançar mão de um sistema de Inteligência Competitiva (IC) que subsidie com informações relevantes todo o processo decisório, garantindo a formulação de alternativas seguras, favorecendo, assim, a sobrevivência das organizações.

A IC está relacionada às atividades que permitem o monitoramento do ambiente organizacional por meio da busca, análise e disseminação de informações. Por ser uma ferramenta auxiliar no processo de tomada de decisão, a IC não é mais um privilégio de inteligência militar, como o era até bem pouco tempo, mas uma necessidade das organizações. Este cenário tem despertado o interesse por estudos que envolvam a IC, seja no âmbito das organizações ou das universidades que têm cursos ou disciplinas na área e formam profissionais qualificados para desempenhar tal função nas organizações.

Com o crescimento da pesquisa científica nas diversas áreas do conhecimento, inclusive na de IC, a necessidade intrínseca e premente da comunicação de seus resultados acarretou um aumento significativo das publicações científicas, fenômeno identificado como explosão da informação (PACKER; MENEGHINI, 2006). Desta forma, a realização de pesquisas e sua comunicação são atividades inseparáveis (MEADOWS, 1999).

No dizer de Pinheiro (2005), o mundo mudou, as transformações contemporâneas atingiram o Brasil e a emergência da IC é decorrência de transformações paradigmáticas. A sociedade da informação e do conhecimento, por sua vez, tem a sua origem associada à emergência das novas tecnologias de informação e comunicação, na qual o ativo informação assume papel central. Valentim et al. (2003) complementam a ideia anterior ao afirmarem que, na atual conjuntura, é necessário acompanhar as mudanças diante de um contexto fortemente marcado por avanços tecnológicos, que sugerem a evolução das formas de estruturação/representação da informação e do conhecimento, uma vez que as organizações exigem agilidade, rapidez, flexibilidade e qualidade.

A IC, para Pinheiro (2005), é uma área interdisciplinar e sua constituição epistemológica e aplicada recorre principalmente a conhecimentos de administração, ciência da informação, ciência da computação e economia. É uma disciplina relativamente nova, tanto no exterior quanto no Brasil, onde é mais recente ainda. Dessa forma, é natural que os conceitos estejam, também, em processo de elaboração e ainda não consolidados. Embora reconheçamos que na sua também natural evolução, todo campo do conhecimento, área ou disciplina passe por adaptações e mudanças de conceito ao longo do tempo.

Estudo realizado por Amaral (2010) mostra que as iniciativas brasileiras de IC estão concentradas nas áreas de administração, ciência da informação e engenharia da produção; áreas do conhecimento responsáveis por 82% das publicações. Estas áreas abordam temas como estratégia, marketing, concorrência, agronegócio e gestão estratégica da informação e do conhecimento.

Considerando o estágio atual da IC, ainda em fase de construção como disciplina da ciência da informação, e para saber qual é a contribuição da Faculdade de Ciência da Informação (FCI) para a IC em termos de produção científica, este trabalho se propõe a verificar a produção científica sobre IC na FCI da Universidade de Brasília (UnB), a partir dos documentos que constam no Repositório Institucional da UnB (RIUnB). Uma pesquisa com esse objetivo justifica-se porque mostra quem, como, o que e quando o conhecimento foi produzido.

A valorização da pesquisa na FCI é um elemento fundamental no processo de ensino-aprendizagem e na consolidação do desenvolvimento do país. A interação entre a pós-graduação e a graduação é incentivada. O resultado efetivo pode ser constatado com a orientação de alunos da graduação em projetos de pesquisa na iniciação científica, e na participação das equipes de projetos de pesquisa coordenados por docentes do FCI (UnB, 2010).

Para identificação da inserção da IC na ciência da informação, foram analisados os documentos que constam no RIUnB. Este se caracteriza por ser um conjunto de serviços oferecidos pela Biblioteca Central para a gestão e disseminação da produção científica e acadêmica da UnB. Todos os seus conteúdos estão disponíveis publicamente e, por estarem amplamente acessíveis, proporcionam maior visibilidade e impacto da produção científica da instituição.

Integram seu acervo, além das teses e dissertações defendidas na UnB, artigos científicos, livros eletrônicos, capítulos de livros e trabalhos apresentados em eventos pelos professores e pesquisadores (REPOSITÓRIO, 2008).

Para Mugnaini, Carvalho e Campanatti-Ostiz (2006), estudos quantitativos de produção científica têm contribuído para que se tenha essencialmente uma visão de uma área de estudo que produza informação, a mensurar de forma a oferecer elementos importantes na avaliação da produção científica.

 

2 Inteligência competitiva e a Ciência da Informação

Entende-se IC como a atividade exercida com o objetivo de produzir informação de interesse de determinada organização, visto que a IC e a ciência da informação estão direcionadas para o mesmo objeto, isto é, a informação. O profissional de IC objetiva produzir informação, bem como pode fazer parte do processo de IC em organizações. O profissional da informação, para Valentim et al. (2003), é fundamental para o êxito do processo de IC em organizações, pois desenvolve um trabalho voltado ao trinômio dados, informação e conhecimento, visando apoiar as atividades da organização, gerando, desse modo, sustentação das diversas atividades desenvolvidas pelos indivíduos que nela atuam.

Segundo Pinheiro (2005), embora alguns autores apontem que as primeiras manifestações de IC ocorreram nas décadas de 1960 e 1970, e outros relatem que datam dos anos 1980, nos Estados Unidos, na ciência da informação ela surge como disciplina na década de 1980.

Para Amaral (2010), diferente do que ocorreu nos Estados Unidos, Europa e Japão, a discussão sobre IC no Brasil não foi introduzida por ex-agentes de serviço de inteligência e sim por profissionais da ciência da informação. O movimento desses profissionais da informação, para o autor, além de corajoso, foi de extrema importância para a promoção e desenvolvimento da IC no Brasil. Fatos que comprovam a relevância da IC para a ciência da informação e que estimulam, cada vez mais, o desenvolvimento de pesquisas que englobam a IC e a ciência da informação.

De acordo com a Associação Brasileira dos Analistas de Inteligência Competitiva (ABRAIC, 2010), o processo de IC tem sua origem nos métodos utilizados pelos órgãos de inteligência governamentais, que visavam basicamente identificar e avaliar informações ligadas à defesa nacional. Essas ferramentas foram adaptadas à realidade empresarial e à nova ordem mundial, sendo incorporadas a esse processo informacional as técnicas utilizadas pela ciência da informação, principalmente no que diz respeito ao gerenciamento de informações formais; pela tecnologia da informação, dando ênfase às suas ferramentas de gerenciamento de redes e informações e às ferramentas de mineração de dados; e pela administração, representada por suas áreas de estratégia, marketing e gestão.

Assim, para Oliveira e Lacerda (2007), as empresas estão cada vez mais preocupadas em monitorar os movimentos dos seus competidores atuais e futuros. Para isso, elas têm investido em infraestrutura de IC e no treinamento e desenvolvimento dos seus profissionais de IC em captação, interpretação e disseminação de produtos de inteligência sobre os seus ambientes competitivos.

Este cenário sugere algumas perguntas úteis à reflexão quanto ao futuro da IC, que segundo Marcial (2005, p. 254), são: 

A atividade conseguirá se firmar? Haverá reconhecimento e utilização do processo e do produto de IC no apoio à decisão nas organizações brasileiras? Como o profissional de IC irá comprovar a sua qualificação? Por meio de certificação, por formação em nível de especialização, ou por cursos de curta duração?

Para Valentim (2002), a IC está focada nas estratégias da organização ao desenvolver a capacidade criativa do capital intelectual, com prospecção, seleção e filtragem de informações estratégicas nos fluxos informacionais formais e informais. Agrega, também, valor a tais informações, para serem utilizadas pelo sistema de informação estratégico, criando e disponibilizando produtos e serviços voltados à tomada de decisão. Em outras palavras, podemos afirmar que a IC é a capacidade técnica que possui uma organização de adquirir informações, interpretar, julgar e adaptar-se ao meio ambiente, por meio do desenvolvimento de estratégias que permitam desempenho competitivo na ação empresarial.

Para Marcial (2005), a IC é a atividade de inteligência cujo objetivo é a manutenção ou o aumento da competitividade das organizações. Seu ciclo de produção engloba as fases de planejamento, coleta, análise e disseminação da informação.

A IC, segundo a ABRAIC [2010], é um processo informacional proativo que conduz à melhor tomada de decisão, seja ela estratégica ou operacional. É um processo sistemático, que visa descobrir as forças que regem os negócios, reduzir o risco e conduzir o tomador de decisão a agir antecipadamente, bem como proteger o conhecimento gerado.

Dentre as prioridades da IC, segundo Araújo Júnior (2001), podemos citar:

  • permitir à organização, visualizar o melhor contexto de atuação estratégica, por meio do conhecimento das melhores práticas organizacionais;
  • permitir à organização, a partir do uso das informações, o estabelecimento de vantagem competitiva a médio e longo prazo;
  • permitir à organização a possibilidade de aprimoramento dos sistemas componentes da estrutura organizacional;
  • permitir à organização a identificação, em outras empresas, de avanços tecnológicos desconhecidos até então; e
  • propiciar à atividade do planejamento, informações que melhor definam o papel da estratégia na inserção das organizações no mercado.

Valentim et al. (2003) dizem que o profissional da informação, no processo de IC, necessita conhecer o setor produtivo, observar as tendências econômicas e mercadológicas de seu país e de outras regiões do mundo, vinculadas ao segmento econômico, bem como avaliar constantemente sua competência, potencialidade e conhecimentos sobre a cadeia de produção em que atua.

Para Marcial (2005), nos últimos anos, a atividade de IC no Brasil tem crescido em número de cursos e seminários que debatem o tema para atender à demanda crescente, por parte das organizações, de profissionais com formação específica. Além disso, a necessidade de aprendizado constante leva muitos profissionais a buscarem novos cursos, inclusive para a incorporação de novos métodos, o que também pode levar ao desenvolvimento de pesquisas e a publicação das mesmas.

Nas últimas décadas, de acordo com Vanti (2002), tornou-se cada vez mais evidente a necessidade de avaliar e determinar os avanços alcançados pelas diversas disciplinas do conhecimento. Assim, mensurar a produção científica deve ser um dos elementos principais para o estabelecimento e acompanhamento de uma política nacional de ensino e pesquisa, independente da área de conhecimento, uma vez que permite um diagnóstico das reais potencialidades de determinados grupos e/ou instituições.

Para Mugnaini, Carvalho e Campanatti-Ostiz (2006), a amplitude da ciência produzida em um país pode ser apontada pela mensuração de sua produção bibliográfica e a representação deste tipo de dado é um dos papéis da Ciência da Informação. Quando se fala em uma quantidade de informação neste âmbito, a necessidade de classificar, organizar e resumir é evidente, assim como a análise quantitativa pode minimizar os custos e tempo de execução.

Na realização de tais estudos, a bibliometria, de acordo com Guedes e Borschiver (2005), é um conjunto de leis e princípios empíricos que contribuem para estabelecer os fundamentos da ciência da informação. É um estudo realizado principalmente por meio da contagem de documentos publicados.

De acordo com Tague-Sutcliffe (1992, p. 1, tradução nossa), a bibliometria "é o estudo dos aspectos quantitativos da produção, disseminação e uso da informação registrada. Desenvolve padrões e modelos matemáticos para medir esses processos [...]".

Segundo Vanti (2002), uma das possibilidades para realizar um diagnóstico sobre determinada área do conhecimento, consiste na utilização de métodos, técnicas específicas de avaliação que podem ser quantitativas ou qualitativas, ou mesmo uma combinação entre ambas. Assim, a bibliometria é uma técnica quantitativa utilizada para medir a difusão do conhecimento científico e o fluxo da informação, sob diversos enfoques.

A comunicação de pesquisas desenvolvidas e o estudo delas é parte inerente do desenvolvimento da ciência. O conhecimento, para ser legítimo, deve ser divulgado, verificado e comprovado, como, também, não comprovado, pelos cientistas, e esse processo só é possível através da comunicação. Meadows (1999) afirma que a comunicação está situada no coração da ciência. Ela é tão vital quanto a própria pesquisa, pois à ciência não cabe reivindicar com legitimidade este nome enquanto não houver sido analisada e aceita pelos pares, exigência para a comunicação.

Dessa forma, um dos indicadores mais importantes para a medida da atividade de pesquisa de uma instituição é a contabilização do número de artigos e trabalhos científicos publicados e o impacto dessas publicações entre os pares. A publicação é o meio mais reconhecido pela comunidade científica e por instituições que avaliam qualitativa e quantitativamente a produção de uma determinada área do conhecimento.

 

3 Procedimentos Metodológicos

A pesquisa é descritiva, envolvendo levantamentos bibliográficos e documentais. O levantamento da produção será realizado por meio dos estudos bibliométricos, que consistem em métodos de investigação aplicados quantitativamente, complementados qualitativamente no que couber, para conhecer a produção científica sobre IC, na FCI da UnB.

A bibliometria, segundo Pinheiro (2005), é um conjunto de métodos quantitativos e estatísticos, constituindo leis e princípios inicialmente aplicados na ciência e, no Brasil, com dados trabalhados manualmente.

Para Vanti (2002), a bibliometria também é utilizada para avaliar a produtividade e a qualidade da pesquisa dos cientistas, por meio da medição, com base nos números de publicações dos diversos pesquisadores.

De acordo com Guedes e Borschiver (2005), a bibliometria utiliza métodos matemáticos e estatísticos para investigar e quantificar os processos de comunicação científica. Para as autoras, são parâmetros observáveis em estudos bibliométricos: publicações, autores, palavras-chave, usuários, citações de periódicos. No caso desta pesquisa, vamos utilizar a contagem de publicações.

Para identificar o quanto uma área em especial está se desenvolvendo, estudos têm sido realizados. Os vários parâmetros utilizados para se conhecer estes aspectos provêm do uso de indicadores bibliométricos, que permitem determinar o crescimento de qualquer campo da ciência, por meio da variação cronológica do número de trabalhos publicados (MUGNAINI; CARVALHO; CAMPANATTI-OSTIZ, 2006)

As informações, disponíveis no site1, foram coletadas do RIUnB,  por meio de um formulário. A recuperação dos documentos deu-se através da palavra-chave "Inteligência Competitiva", sendo recuperadas 37 publicações, que são o universo e o objeto de estudo desta pesquisa. A análise dos dados está contida nas tabelas.

O RIUnB, lançado em 2008, é um conjunto de serviços oferecidos pela Biblioteca Central para a gestão e disseminação da produção científica e acadêmica da UnB. Este importante instrumento de apoio à gestão da informação e do conhecimento contribui para o aumento da visibilidade e do impacto da produção científica da UnB (REPOSITÓRIO, 2008).

O RIUnB participa do movimento de acesso aberto ao conhecimento e seus objetivos são armazenar, preservar, divulgar e garantir acesso à produção científica e acadêmica da UnB, em formato digital; proporcionar visibilidade à produção científica da instituição; apoiar as atividades de pesquisa e criação do conhecimento científico; e apoiar o processo de ensino-aprendizagem, por meio do acesso facilitado ao conhecimento (REPOSITÓRIO, 2008).

O Repositório (2008) é constituído de Comunidades e Subcomunidades, as quais organizam seus conteúdos em Coleções, que constituem unidades armazenadoras dos documentos depositados. As Comunidades representam as unidades acadêmicas da UnB (faculdades, institutos, centros, núcleos de ensino de graduação e pós-graduação).

3.1 Campo de Estudo

A FCI foi criada em 2010, a partir do Departamento de Ciência da Informação e Documentação (CID), que integrava a Faculdade de Administração, Economia, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação (FACE) (UnB, 2010).

Integram a FCI, os cursos de graduação em Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia, além do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCinf), que oferta Mestrado e Doutorado em Ciência da Informação.

Criado na UnB, em 1990, em nível de Bacharelado em Arquivologia, com respeitável produção científica na área, o curso é caracterizado pela busca constante da informação e inovação tecnológica; visão interdisciplinar da realidade; garantia e ampliação dos direitos e deveres dos cidadãos, dos grupos sociais e comunidades. O perfil do profissional graduado em Arquivologia deve ser o de questionar, agir, buscar soluções racionais, criativas e inovadoras, para garantir a preservação e o acesso aos documentos arquivísticos e atender às novas demandas sociais (UnB, 2010).

Criado em 1965, em nível de Bacharelado em Biblioteconomia, também com respeitável produção científica na área, o curso forma profissionais aptos a trabalhar com a informação, independente do local, podendo atuar em centros de informação ou bibliotecas, institutos de pesquisa, videotecas, provedores de informação, banco de dados, portais, entre outros (UnB, 2010).

Em 2009, foi criado em nível de Bacharelado o Curso de Museologia, demonstrando o amplo universo de ações possíveis na medida em que introduz o conceito de patrimônio natural e cultural. A atuação desse profissional ampliou-se para além dos museus tradicionais, com outras opções de trabalho ligadas à preservação do patrimônio cultural e natural (UnB, 2010).

O PPGCinF, da UnB, tem dois cursos: o Mestrado, que foi criado em 1978, e o de Doutorado em Ciência da Informação, criado em 1992. O Programa tem como objetivo geral aprofundar os conhecimentos adquiridos por graduados e pós-graduados em cursos superiores formais, com interesses afins, dando-lhes oportunidade de desenvolver a capacidade profissional e criadora e a competência científica em Ciência da Informação, formando pesquisadores, professores e profissionais com capacidade de desenvolver pesquisas e realizar inovações nessa área do saber. Os primeiros grupos de pesquisa relacionados à Ciência da Informação, na UnB, surgiram nos últimos anos do século XX (UnB, 2010).

De acordo com o PPGCinF, as pesquisas desenvolvidas pelos mestrandos e doutorandos buscam alta qualidade, atualidade científica e relevância sociocultural, na qual a tecnologia desempenha papel de suporte aos processos de gênese, organização, recuperação e comunicação da informação e são abordadas, de forma equilibrada, as questões filosófico-epistemológicas relacionadas com a informação, bem como as de ordem científica e as de ordem prática. A área de concentração, das pesquisas desenvolvidas pelo PPGCinF, é a "transferência da informação na sociedade". Em torno desta base conceitual se articulam duas linhas de pesquisa: Organização da Informação e Comunicação e Mediação da Informação (UnB, 2010).

 

4 Produção Científica sobre Inteligência Competitiva na FCI

A amplitude da ciência produzida pode ser apontada pela mensuração de sua produção bibliográfica e a representação deste tipo de dado é um dos papéis da Ciência da Informação. Quando se fala em uma quantidade de informação neste âmbito, a necessidade de classificar, organizar, resumir é evidente e a análise quantitativa pode minimizar custos e tempo de execução (MUGNAINI; CARVALHO; CAMPANATTI-OSTIZ, 2006).

A análise dos dados se faz pela abordagem quantitativa, por meio dos estudos bibliométricos, complementada, no que couber, pelas interpretações e relações com o campo do estudo, o que reverte em uma abordagem qualitativa. Há, nos estudos bibliométricos, indicadores de produtividade empregados na análise, para fornecer um perfil da produção científica em IC, na FCI, da UnB. Esses visam disponibilizar elementos a fim de que a FCI possa desenhar suas políticas e avaliar suas ações no que tange ao desenvolvimento da área de IC.

Constam, no RIUnB, trezentos e cinquenta (350) documentos produzidos nas áreas em que são desenvolvidas atividades na FCI. Eles estão distribuídos, conforme a seguir: artigos publicados em periódicos (120); livros e capítulos de livros (24); teses e dissertações de docentes (1); trabalhos apresentados em eventos (45); teses e dissertações de discentes (160).

Após detectar as publicações no RIUnB, reflexo do que foi produzido sobre IC na FCI, recuperaram-se trinta e sete (37) documentos com a palavra-chave "Inteligência Competitiva", totalizando 10,6%. Destes documentos recuperados, temos: dezessete (17) são artigos publicados em periódico; quatro (4) trabalhos apresentados e publicados em anais de eventos; dez (10) dissertações; e seis (6) teses, como demonstra a Tabela 1.

 

 

De acordo com a Tabela 2, os documentos recuperados estão assim distribuídos: artigos publicados em periódicos correspondem a dezessete (17) (45,9%); trabalhos apresentados e publicados em anais de eventos são quatro (4) (10,8%); dissertações são dez (10) (27%); e teses são seis (6) (16,3%).

 

 

Para os dezessete (17) artigos publicados em periódico que trata de IC (lista das referências – Anexo I), é interessante notar que: quinze (15) estão publicados em português, um (1) em espanhol e um (1) em inglês, pois a língua da produção e disseminação das pesquisas, resultante na produção científica, é indicador relevante entre os cientistas e seu público.

Outro fato interessante é que dez (10) artigos são escritos por mais de um autor. Isso demonstra que no desenvolvimento das pesquisas, que resultam em produção científica, a quantidade de pesquisadores envolvidos pode ser fator enriquecedor para o seu sucesso. A autoria múltipla ganha força a partir da Segunda Guerra Mundial, alcançando seu pico nas instituições de ensino e pesquisa da sociedade pós-moderna, com a valorização do trabalho coletivo, sendo, inclusive, uma política atual das agências de fomento. Na atualidade, grande parte das publicações é resultante do esforço conjunto, que enriquece as publicações com as diversidades de conhecimentos dos especialistas que fazem da pesquisa.

A Tabela 3 traz os artigos publicados em periódicos por ano. Assim, temos o primeiro artigo publicado em 1999, e os demais anos com publicação até 2007. Acredita-se que não há uma justificativa plausível para ter artigos publicados até 2007 no RIUnB.

 

 

Para os artigos apresentados e publicados em anais de eventos (lista das referências – Anexo II), foram encontrados apenas quatro (4) que atendem à temática da IC. Consideramos que uma comunicação em evento é um debut de um resultado de pesquisa que se apresenta à comunidade científica, oferecendo-lhe a oportunidade de apresentar críticas. A partir do que se incorporam as sugestões, apresentando-o a um periódico para ser publicado em forma de artigo que na atualidade as agências de fomento estimulam que isso ocorra. Os pesquisadores da FCI devem ser estimulados para que apresentem e publiquem artigos em eventos, principalmente os resultados parciais das teses e dissertações.

Notamos que do mesmo modo que para os artigos publicados em periódicos, também para os artigos apresentados e publicados em anais de eventos são desenvolvidos por mais de um autor. Esse é um fato que chama a atenção de forma positiva, pois demonstra que os pesquisadores da FCI desenvolvem suas atividades de pesquisa em grupo. 

A Tabela 4 demonstra os trabalhos apresentados e publicados em anais de eventos, com o primeiro em 2005 até 2007.

 

 

A dissertação consiste em um requisito importante para obtenção do título de mestre. A Tabela 5 apresenta as dissertações (lista das referências – Anexo III) por ano de defesa. Chama a atenção que a primeira dissertação foi defendida em 1999, década de implantação da IC no Brasil. A partir de 2006, cresceu o número de pesquisas que foram desenvolvidas e resultaram em dissertação.

 

 

A tese de doutorado é considerada o mais representativo e consistente trabalho científico. Foram recuperadas seis (6) teses de doutorado (lista de referências – Anexo IV), que tratam de IC.

A Tabela 6 traz as teses defendidas por ano sobre IC, e demonstra que o interesse dos doutorandos em desenvolver pesquisa na área de IC é bemrecente.

 

 

Por conferir graus e títulos, essas produções não recebem a destinação adequada e a devida importância, apesar de seu valor acadêmico indiscutível. Um número significativo das dissertações e teses fica esquecido em arquivos institucionais, o que limita a difusão e a utilização em benefício do progresso.

Vale ressaltar o quantitativo de dissertações e teses que tratam de IC defendidas no período de 2006 a 2010. Evidenciamos, também, que os artigos publicados em periódicos estão no RIUnB até 2007. Não é demais lembrar que as teses e dissertações que foram defendidas, podem ser convertidas em artigos, para serem publicados em periódicos.

Para a realização da dissertação e da tese é necessário que o estudante tenha a orientação de um professor responsável. E o que nos chamou a atenção foi o número significativo de autores, de artigos publicados em periódicos, que orientaram as teses e dissertações. Com destaque para: Emir José Suaiden; Marisa Bräscher Basílio Medeiros; Suzana Pinheiro Machado Mueller; Sofia Galvão Baptista; Sely Maria de Souza Costa e Kira Tarapanoff.

Ao apresentarmos a produção científica sobre IC, produzida na FCI, percebemos que o desenvolvimento da IC na UnB está de acordo com o que diz a literatura sobre a evolução desse campo do conhecimento. Evolução essa, que tende ao crescimento, com as pesquisas que estão sendo desenvolvidas na FCI.

 

5 Considerações Finais

A ciência evoluiu através de mudanças de paradigmas. Assim, disseminar resultados da produção científica, além de ser uma etapa da pesquisa, contribui, também, para que novos paradigmas sejam conhecidos. Por meio do novo conhecimento, possibilita-se a confirmação ou contestação desses, gerando, dessa forma, novas pesquisas, que tornam o ciclo indefinido, bem como o crescimento e desenvolvimento da ciência. Para Meadows (1999), uma pesquisa pressupõe execução e consequente divulgação dos resultados. Os resultados aqui apresentados demonstram isso.

Com o desenvolvimento da IC no Brasil, além da necessidade de criar cursos na área, também é necessário conhecer o que vem sendo produzido no Brasil, sobre IC.

Um dos parâmetros para conhecermos o quanto uma área do conhecimento está crescendo é através do número de trabalhos publicados. A IC, como área e disciplina nova no Brasil, e por estar relacionada interdisciplinarmente a áreas como administração, ciência da informação, ciência da computação e economia, tem despertado o interesse por estudos.

Assim, nesta pesquisa, buscou-se verificar a produção científica em IC na FCI, para visualizar o que vem sendo produzido em IC na Ciência da Informação. Os resultados obtidos demonstram que a FCI produz conhecimento em IC e dissemina esse conhecimento através de publicações. A tendência futura é de que essas publicações aumentem em quantidade, o que contribuirá para o estado da arte da área.

O futuro sempre será incerto, porém, analisar cenários bem construídos pode colaborar no desenvolvimento de competências relacionadas à pró-atividade, ao planejamento estratégico e à visão de futuro, tão necessária para o crescimento de uma área em expansão como a IC.

 

Referências

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Anexo I - Referências dos artigos publicados em periódicos pelo ano de publicação

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Anexo II - Referências dos artigos apresentados e publicados em anais de eventos pelo ano de publicação

ARAÚJO JÚNIOR, Rogério Henrique de. O planejamento em unidades arquivísticas: o uso da técnica swot na elaboração do diagnóstico estratégico. In: CONGRESSO DE ARQUIVOLOGIA DO MERCOSUL, 6., 2005, Campos do Jordão. Anais... Campos do Jordão: SIARQ/UNICAMP, 2005.         [ Links ]

MIRANDA, Antonio; SIMEÃO, Elmira. Arquitetura e implementação de conteúdos através da tecnologia EVM.net no portal do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília (CID/UnB). In: COLÓQUIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS, 13., 2006, Guadalajara. Anais... Guadalajara: Universidad de Guadalajara, 2006.         [ Links ]

LEITE, Fernando César Lima; COSTA, Sely M. S. Repositórios institucionais sob a perspectiva da gestão do conhecimento científico. In: CONFERÊNCIA IBEROAMERICANA DE PUBLICAÇÕES ELETRÔNICAS NO CONTEXTO DA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA, 1., 2006, Brasília. Anais... Brasília: Universidade de Brasília, 2006.         [ Links ]

BATISTA, Fábio Ferreira; COSTA, Sely M. S.; ALVARES, Lillian. Gestão do conhecimento: a realização da proposta de Brookes para a ciência da informação? In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 8., 2007, Salvador. Anais... Salvador: ENANCIB, 2007.         [ Links ]

 

Anexo III – Referências das dissertações de mestrado pelo ano de defesa

MIRANDA, Roberto Campos da Rocha. Informações estratégicas: estudo de caso aplicado a ECT. 1999. 138 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 1999.         [ Links ]

FERREIRA, Jenner Luís Puía. Inteligência competitiva e gestão de informação estratégica na regulação do serviço de fornecimento de energia elétrica no Estado de Mato Grosso do Sul. 2006. 108 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2006.         [ Links ]

MATTA, Rodrigo Octávio Beton. Oferta e demanda de informação financeira pessoal: o Programa de Educação Financeira do Banco Central do Brasil e os universitários do Distrito Federal. 2007. 201 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.         [ Links ]

MARCIAL, Elaine Coutinho. Utilização de modelo multivariado para identificação dos elementos-chave que compõem sistemas de inteligência competitiva. 2007. 163 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.         [ Links ]

SCHIESSL, José Marcelo. Descoberta de conhecimento em texto aplicada a um sistema de atendimento ao consumidor. 2007. 106 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.         [ Links ]

SCHEINPFLUG, Gisela. Relações entre compartilhamento da informação e conflitos em grupos de trabalho. 2007. 117 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.         [ Links ]

FEITOSA, Paula Andréa Cochrane. Divulgação da informação sobre produtos e tecnologias pela Embrapa Hortaliças para os produtores orgânicos de hortaliças do Distrito Federal. 2008. 174 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Departamento de Ciência da Informação e Documentação, Universidade de Brasília, Brasília, 2008.         [ Links ]

RAMOS, Hélia de Sousa Chaves. Análise do conteúdo de um sistema de informação destinado à microempresa brasileira por meio de aplicação da descoberta de conhecimento em textos. 2008. 124 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.         [ Links ]

NASCIMENTO, Marta Sianes Oliveira do. Proteção ao conhecimento: uma proposta de fundamentação teórica. 2008. 181 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.         [ Links ]

SILVA, Cristiane Vieira da. Processo de transferência de conhecimento na interação universidade-empresa: programas de incubação do Distrito Federal. 2010. 253 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.         [ Links ]

 

Anexo IV - Referências das teses pelo ano de defesa

MORESI, Eduardo Amadeu Dutra. Monitoração ambiental e complexidade. 2001. 191 f . Tese (Doutorado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2001.         [ Links ]

RIECKEN, Rinalda Francesca. Governo eletrônico em administrações locais brasileiras: avaliação de progresso, fatores intervenientes e critérios de priorização de iniciativas. 2008. 1076 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.         [ Links ]

GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias. O pensamento reflexivo na busca e no uso da informação na comunicação científica. 2008. 242 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.         [ Links ]

CRUZ JÚNIOR, Adalberto Felinto da. Informação, moeda e sociedade: uma análise das dimensões informacionais da governança da autoridade monetária no Brasil. 2010. 391 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.         [ Links ]

ALVARES, Lillian Maria Araújo de Rezende. Telecentros de informação e negócio como veículo de educação corporativa nas microempresas e empresas de pequeno porte. 2010. xx, 250, 21 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação e Sciences de l'Information et de la Communication)-Universidade de Brasília, Université du Sud ToulonVar, Brasília, 2010.         [ Links ]

CAPUANO, Ethel Airton. Mineração e modelagem de conceitos como praxis de gestão do conhecimento para inteligência competitiva. 2010. 214 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.         [ Links ]

 

 

Recebido em 29.07.2011
Aceito em 02.04.2012

 

 

1 Disponível em: <http://repositorio.bce.unb.br/handle/10482/4807>. Acesso em: 5 maio 2011.

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