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Perspectivas em Ciência da Informação

versão On-line ISSN 1981-5344

Perspect. ciênc. inf. vol.18 no.4 Belo Horizonte dez. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-99362013000400010 

ARTIGOS

 

Inteligência coletiva: um olhar sobre a produção de Pierre Lévy

 

Collective Intelligence: an overview on Pierre Lévy's production

 

 

Angela Halen Claro BembemI; Plácida Leopoldina V. Amorim da Costa SantosII

IUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
IIUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília. Livre Docente em Catalogação, Professora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação

 

 


RESUMO

A inteligência coletiva é tema interdisciplinar e tem sido explorado pelas mais diversas áreas do conhecimento. Como proposta totalmente ligada ao conceito de informação e às tecnologias da informação e comunicação, considera-se como pertinente a discussão do tema no escopo da Ciência da Informação. Para tanto, realizou-se um estudo descritivo e exploratório a partir da obra de Pierre Lévy, identificando os preceitos sobre inteligência coletiva, suas ambiências e implicações. A pesquisa é de cunho documental e se foca em determinar o estado da arte da produção sobre inteligência coletiva, verificando o que tem sido produzido por Pierre Lévy e por outros autores sobre o tema, a fim de apontar quais as possíveis intervenções da Ciência da Informação nos estudos acerca de inteligência coletiva. O estudo mostrou que no campo de Ciência da Informação existem poucas investigações de nível teórico sobre inteligência coletiva. Apesar disso, discussões sobre a representação e organização da inteligência coletiva em ambientes digitais têm sido recorrentes na atualidade, abrindo assim novos campos de aproximação entre a Ciência da Informação e a investigação conceitual e prática em inteligência coletiva.

Palavras-chave: Informação e tecnologia; Inteligência coletiva; Ciência da Informação.


ABSTRACT

Collective intelligence is an interdisciplinary subject and it has been explored for many different knowledge areas. As a proposal totally tied to the concept of information and information technologies and communication, it is considered as relevant the discussion about the topic within the scope of Information Science. Therefore, a descriptive and exploratory study was carried out from Pierre Levy's work, identifying the precepts of collective intelligence and its ambiences and implications. The research is documental, focusing on determining the state of the art of the production about collective intelligence, verifying what was produced by Pierre Lévy and by other authors about the subject, in order to point out what possible interventions of Information Science on studies about collective intelligence. The research showed that that in the field of Information Science there is little research on the theoretical level about collective intelligence. Nevertheless, discussions about the representation and organization of collective intelligence in digital environments have been recurrent in the present, thus opening new fields of approach between Information Science and conceptual research and practice in collective intelligence.

Key-words: Information and technology; Collective intelligence; Information Science.


 

 

1 Introdução

Em Ciência da Informação, no campo da Informação e Tecnologia, há o propósito de se investigar temas relacionados à geração e transferência da informação nos ambientes tecnológicos, associando-os a métodos e instrumentos viabilizados pelas tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Esse campo de estudo se propõe a investigar os mecanismos de otimização dos ambientes informacionais digitais, valendo-se dos novos paradigmas de espaço-tempo da informação. É nessa ambiência que se inserem os estudos dos aspectos sociais e culturais das tecnologias em informação, tais como: empoderamento informacional, inclusão infodigital e inteligência coletiva, sendo o último o objeto de investigação deste artigo.

Tecnologia da informação, segundo Le Coadic (2004, p. 84), é o estudo científico das técnicas de informação - conjuntos de processos metódicos, os quais baseiam-se ou não "[...] em conhecimentos científicos, empregados na produção, tratamento, comunicação, uso e armazenamento de informações". Atualmente, é impossível não relacionar tais ações à proposta de inteligência coletiva.

Segundo Lévy (2003, p. 28), a inteligência coletiva é "[...] uma inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em uma mobilização efetiva das competências". Ela visa ao reconhecimento das habilidades que se distribuem nos individuos, a fim de coordená-las para serem usadas em prol da coletividade. A coordenação dos inteligentes coletivos ocorre com a utilização das tecnologias da informação e comunicação.

Nota-se que as questões referentes ao trabalho colaborativo estão presentes no contexto da Ciência da Informação. Essa temática pode ser observada nas modificações paradigmáticas que essa ciência atravessou. Le Coadic (2004) mostra que as mudanças de paradigmas implicaram em alterações no ciclo da informação, as quais interferiram de forma direta no tempo da produção da informação, no tempo da comunicação e no tempo do uso da informação. Se outrora as técnicas e práticas em informação eram baseadas no trabalho individual e o gerenciamento de informação ocorria em acervos tradicionais orientados aos gestores, no novo paradigma o trabalho torna-se coletivo, as informações são encaminhadas em fluxos e estão orientadas aos usuários.

O trabalho coletivo permitiu o desenvolvimento de redes, o intercâmbio de informações e novas formas de acesso, construção e compartilhamento de conhecimentos com o auxílio do computador.

Essas novas formas de construção cooperativa do conhecimento, coordenadas pelas tecnologias da informacão e comunicação, carecem de uma real atenção da Ciência da Informação, tento em vista que a área se preocupa com "[...] o estudo dos fluxos da informação desde sua criação até a sua utilização, e a sua transmissão ao receptor em uma variedade de formas, através de uma variedade de canais" (BARRETO, 2002, p. 23). Vê-se que as preocupações da área de Ciências da Informação, apontadas por Barreto (2002), e das Tecnologias da informação, destacadas por Le Coadic (2004) são diretamente influenciadas pelas práticas em inteligência coletiva.

Essas influências podem ser comprovadas na observação dos ambientes colaborativos da Web 2.01, isso porque, como mostra Santos (2008), os processos de aprendizagem e os serviços de colaboração e cooperação implicam no envolvimento e no comprometimento de se fortalecer uma inteligência coletiva.

Nos ambientes colaborativos da Web 2.0, é possível ao próprio usuário colaborador fazer a representação de informações, por exemplo, pela atribuição de tags aos conteúdos. Além disso, nesses ambientes a comunicação ocorre de todos para todos, a informação torna-se compartilhada e o armazenamento de informações ocorre em estoques de informação cada vez mais descentralizados.

Apesar de considerável presença da proposta de inteligência coletiva na contemporaneidade, as designações acerca da inteligência coletiva, suas características e proposições ainda não são muito claras no âmbito da Ciência da Informação, como, também, não são claras quais seriam as contribuições da área para a temática em questão.

Para tanto, optou-se pela análise exploratória e descritiva sobre o tema inteligência coletiva, com base nas proposições de Pierre Lévy. O estudo é de caráter bibliográfico e documental, o qual se pauta em realizar o estado da arte da inteligência coletiva. O material publicado por Pierre Lévy, em primeiro plano, e, também, o que outros autores relevantes produziram sobre o tema serão considerados como universo estudado. O intervalo de tempo para o recolhimento das informações sobre a produção acerca da inteligência coletiva é de 1994, data da publicação de "A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço" - principal obra de Lévy sobre o tema, até o ano de 2011.

 

2 A inteligência coletiva

Para Lévy (2003), a inteligência coletiva é aquela que se distribui entre todos os indivíduos, que não está restrita para poucos privilegiados. O saber está na humanidade e todos os indivíduos podem oferecer conhecimento; não há ninguém que seja nulo nesse contexto. Por essa razão, o autor afirma que a inteligência coletiva deve ser incessantemente valorizada. Deve-se procurar encontrar o contexto em que o saber do indivíduo pode ser considerado valioso e importante para o desenvolvimento de um determinado grupo.

Os intelectuais coletivos só poderão se reunir em um mesmo ambiente a partir da mediação das tecnologias da informação e comunicação. Com tais tecnologias, os saberes dos indivíduos poderão estar em sinergia. A coordenação dos saberes pode ocorrer no ciberespaço, o qual não é apenas composto por tecnologias e instrumentos de infraestrutura, mas também é habitado pelos saberes e pelos indivíduos que os possuem (LÉVY, 2000). O ciberespaço permite que os indivíduos mantenham-se interligados independentemente do local geográfico em que se situam. Ele desterritorializa os saberes e funciona como suporte ao desenvolvimento da inteligência coletiva.

Quanto à mobilização efetiva das competências, Lévy (2003) mostra que um fator importante para que ela ocorra é conseguir identificar as competências dos sujeitos e compreendê-las em suas multiplicidades.

O projeto da inteligência coletiva, cunhado por Lévy, não é apenas uma proposta ligada à cognição, mas é um projeto global que pressupõe ações práticas que se destinem à mobilização das competências dos indivíduos e que busquem, de fato, a base e o objetivo da inteligência coletiva, que é o reconhecimento e o enriquecimento mútuo daqueles que se envolvem nessa proposta (LÉVY, 2003).

No período em que Lévy publicou as primeiras reflexões acerca da inteligência coletiva, o mundo desvinculava-se de uma duradoura divisão ideológica. Os países e os indivíduos eram identificados por sua opção política. Eram socialistas ou capitalistas. Rompida essa segregação formal, os indivíduos viam suas identidades ruírem. Nesse contexto, compreende-se a persistência de Lévy (2003) em ressaltar a importância de existirem outros caminhos de inserção dos indivíduos em comunidades que não sejam caracterizadas por identidades étnicas, nacionais ou religiosas.

O caminho apontado por Lévy (2003) é a construção do laço social baseado no saber. Para ele, "o núcleo da engenharia do laço social é a economia das qualidades humanas" (LÉVY, 2003, p. 32). O que reuniria os indivíduos não seria mais a pertença a um lugar ou a uma ideologia, mas, sim, as capacidades de compartilhamento dos saberes individuais, uma vez que as identidades passariam a ser identidades do saber (LÉVY, 2003).

O saber referido não é o saber científico, mas o saber coextensivo à vida, diretamente relacionado aos conceitos savoir-vivre ou vivre-savoir, que quer dizer saber viver e viver saber, respectivamente (LÉVY, 2003).

A inteligência coletiva visa a tornar o saber a base principal, a infraestrutura das relações humanas. Ela só poderá de fato ocorrer em um determinado espaço, o qual Lévy (2003) nomeia como Espaço do saber. Nesse, as relações humanas são baseadas na valorização dos sujeitos e de suas habilidades. Lévy (2003) aponta que esse espaço ainda é virtual. Todavia, levando em conta o contexto atual, consideramos que o Espaço do saber encontra-se em construção e que ainda não se efetiva em sua plenitude, como proposto por Lévy (2003). Diz-se que ele ainda está em construção, pois há tecnologias disponíveis para colocar os sujeitos em sinergia e efetivar de fato o Espaço do saber. Entretanto, a efetivação do Espaço do saber vai além dessas tecnologias, uma vez que requer mudanças nas esferas política, social e, principalmente, no plano educacional.

 

3 O estado da arte da produção sobre inteligência coletiva

Publicações relevantes sobre o tema, tanto de autoria de Pierre Lévy, como de outros autores, dentre elas, monografias, artigos, conferências e entrevista, que datam de 1994 até 2011, foram consideradas para identificar a inteligência coletiva e o seu contexto.

Para a explicitação dos resultados da investigação, no quadro 1 é apresentada a descrição de monografias, artigos e conferências que tratam do tema inteligência coletiva e, no quadro 2, as entrevistas dadas por Pierre Lévy, nas quais se aborda o tema inteligência coletiva.

Pode-se observar que o tema inteligência coletiva é tema interdisciplinar. Isso reflete uma das características da inteligência coletiva - o primor pela diversidade e valorização dessa.

Nota-se que as publicações da década de 90 discorrem de forma mais teórica sobre a inteligência coletiva e sobre seus temas adjacentes, como o desenvolvimento do ciberespaço e o surgimento da cibercultura. Atualmente, pode-se observar que as publicações direcionam-se às manifestações e implicações práticas da inteligência coletiva. Em sua maioria, tratam dos ambientes Web, que possibilitam a interação e a criação colaborativa de conteúdos.

A fim de complementar a análise proposta, utilizamos a ferramenta Google Trends, que permite a verificação da incidência de buscas de um determinado termo, em um período de tempo. A ferramenta permite a verificação dos termos a partir de 2004. Analisamos o período de 2004 a 2011, considerando o termo inteligência coletiva nos idiomas português, inglês e francês, os quais levamos em conta para o levantamento do estado da arte sobre o tema.

O termo inteligência coletiva obteve máxima de volume de pesquisa nos anos de 2008, 2009 e 2010, sendo a maioria das buscas realizadas no Brasil. Já a maior incidência do termo collective intelligence ocorreu em 2006, 2007 e 2008. A frequência de busca do termo em inglês foi mais expressiva nos Estados Unidos e Reino Unido. Curiosamente - pelo fato de Pierre Lévy ser percursor do conceito e ter realizado importantes estudos na França e lecionado em universidades francesas -, o termo l'intelligence collective não apresentou volume de pesquisa suficiente para a exibição dos resultados. Os resultados obtidos pela utilização do Google Trends podem ser observados no Gráfico 1.

Os dados apresentados pelo Google Trends confirmam que a investigação acerca da proposta da inteligência coletiva foi, inicialmente, mais requerida no contexto internacional. O que confirma alguns aspectos detectados no levantamento do estado da arte, o qual mostrou certa resistência inicial dos pesquisadores brasileiros na aceitação das propostas de Pierre Lévy.

Na academia, inicialmente, havia resistência às considerações de Lévy; no contexto atual, em especial a partir de 2009, vê-se uma abertura da mídia às propostas de Lévy. Supõe-se que isso tenha ocorrido pelo fato de as tecnologias da informação e comunicação, principalmente as disponíveis na Web 2.0, como blogs, social bookmarking e wikis tornarem explícitas a proposta da inteligência coletiva, trazendo aplicações práticas para o que outrora ocorria apenas no plano teórico.

Além disso, notou-se, de forma clara, que a inteligência coletiva está totalmente associada a questionamentos nos planos social, político e econômico, o que confirma o exposto de Lévy (2003), ao considerar que a inteligência coletiva é uma proposta global e que vai além do plano cognitivo.

As publicações recentes de Pierre Lévy sobre a inteligência coletiva mostram sua preocupação em criar um mecanismo de coordenação, de caráter semântico, que independa das linguagens naturais e que seja capaz de relacionar os conteúdos presentes nos ambientes digitais. Isso demonstra uma evolução nos estudos relacionados à inteligência coletiva, uma vez que passam a ser visualizadas preocupações com o funcionamento da memória dos coletivos inteligentes nos ambientes digitais até então despercebidas. A atenção aos problemas de interoperabilidade semântica, mediante ao uso da Information Economy MetaLanguage (IEML) [Metalinguagem da Economia da Informação], poderá otimizar as práticas de inteligência coletiva e permitirá observar tais práticas de forma empírica (LÉVY, 2007).

No universo estudado, observou-se que não há estudos sobre inteligência coletiva na área de Ciência da Informação. Apesar disso, percebe-se que a representação da inteligência coletiva é uma das principais preocupações existentes na atualidade relacionadas ao tema. Além disso, temas como a desterritorialização dos acervos bibliográficos, democratização da informação e construção do conhecimento também estão incluídos na temática central.

 

4 Considerações finais

Ao analisar os aspectos da proposta da inteligência coletiva, percebeu-se que ela é uma forma de valorização das capacidades individuais, a qual se propõe a colocar em sinergia os indivíduos por meio da utilização das tecnologias, a fim de reuni-los para que compartilhem aquilo que de mais precioso possuem - a inteligência.

A organização de uma sociedade mais democrática e inclusiva, na qual as identidades dos indivíduos são construídas no saber, permitirá o encaminhamento a uma real democratização da informação.

O levantamento do estado da arte das publicações sobre o tema inteligência coletiva permitiu observar que os aspectos teóricos do tema não são tão explorados pela área Ciência da Informação de uma forma geral. Supõe-se que isso ocorra pelo fato de a inteligência coletiva parte do campo de estudo de seu percussor, Pierre Lévy, que é a Filosofia.

Entretanto, a interdisciplinaridade presente na área de Ciência da Informação, a qual também busca, no campo da Filosofia, auxílio para as investigações acerca de assuntos como a epistemologia, também poderia se propor a buscar, na Filosofia, apoio para o início de uma discussão concreta acerca da construção da inteligência coletiva, tanto no que se refere a sua concepção quanto no que diz respeito ao seu desenvolvimento. Propõe-se que a conciliação entre as duas áreas seja mais que uma interdisciplinaridade, mas uma transdisciplinaridade, a qual pode favorecer a conexão das partes ao conjunto como um todo, sendo a investigação acerca do tema "ao mesmo tempo em todas as disciplinas, através das diferentes disciplinas e para além de qualquer disciplina", como aponta Nicolescu (2001, p. 2) citado por Santos e Vidotti (2009, p. 5).

Há a necessidade de um olhar mais atento a essa temática, uma vez que as práticas de inteligência coletiva têm influenciado de maneira considerável as formas de distribuição, acesso e construção do conhecimento em ambientes digitais.

Assim, a área de Ciência da Informação necessita discutir com maior profundidade os aspectos conceituais e práticos acerca da inteligência coletiva. A investigação teórica poderá auxilinar na implementação real dos princípios dessa proposta nos ambintes de colaboração em meio digital.

Quanto à prática em inteligência coletiva, a atual preocupação de Lévy é a representação e organização da inteligência coletiva nos ambientes digitais. Assim, consideramos campo propício à discussão em Ciência da Informação, haja vista que essa ciência e suas subáreas, em especial a Biblioteconomia, já têm como principais atividades a representação da informação e a organização da informação, tanto em ambientes tradicionais como, também, nos digitais.

Ainda no plano prático, acerca das questões de inserção dos sujeitos em propostas que visem ao aproveitamento da inteligência coletiva, consideramos que a maior inserção de indivíduos nos ambientes de colaboração em meio digital pode ocorrer pelo direcionamento dos esforços dos profissionais da informação no fornecimento de competências aos usuários colaboradores, para que esses tenham suas necessidades informacionais satisfeitas e alcancem autonomia nas atuações em rede. E isso, de fato, poderá permitir a realização de um dos principais aspectos da inteligência coletiva - o encaminhamento a uma verdadeira democratização da informação.

 

Referências

BARRETO, A. A. O tempo e o espaço da Ciência da Informação. Transinformação, Campinas, v. 14, n. 1, p. 17-24, jan./jun. 2002. Disponível em: <http://repositorio.ibict.br/bitstream/123456789/179/1/BarretoTransinforma%C3%A7%C3%A3o2002.pdf>. Acesso em: 28 set. 2012        [ Links ]

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Recebido em 06.11.2012
Aceito em 02.07.2013

 

 

1 Entende-se como Web 2.0 a segunda geração dos serviços disponibilizados pela Internet, e tem como características principais a potencialização das formas de publicação, compartilhamento e organização das informações, e a ampliação dos espaços de promoção de interações entre os participantes (PRIMO, 2007).
2 Disponível em:<http://migre.me/aUblp>. Acesso em: 28 set. 2012.

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