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Interface - Comunicação, Saúde, Educação
Print version ISSN 1414-3283
Interface (Botucatu) vol.3 no.5 Botucatu Aug. 1999
http://dx.doi.org/10.1590/S1414-32831999000200016
DEBATES
Em uma Universidade Pública... calouros...
... e trote
Luciana Lunardi
Pedagoga, professora do Departamento de Educação, Instituto de Biociências de Botucatu/Unesp.
Que tempos medonhos chegam,
depois de tão dura prova?
Quem vai saber, no futuro,
o que se aprova ou reprova?
De que alma é que vai ser feita
essa humanidade nova?
Cecília Meirelles
fragmentos*...
Integração aluno-veterano-docente-universidade..
É apenas uma brincadeira e é assim que deve ser encarado, mas não deve passar dos limites.
Para alguns, é a forma que eles têm de se relacionar com os bichos, agora para outros é a forma que eles encontram para se acharem superiores.
Uma maneira de integração, a certo ponto desnecessária e por outro lado divertida, claro que tem que ser controlado.
Deve ser sempre um caminho para novas amizades, não um pretexto para humilhações e falta de respeito.
É uma forma de integração em que não há necessidade de violência ou humilhação.
É uma maneira de integração equivocada.
É um misto entre brincadeira e humilhação e que necessita ter os limites necessários.
Um ritual necessário para os calouros perceberem e sentirem que passam para um novo estágio ... uma festa comemorativa depois de passar do exaustivo vestibular.
Prática saudável e necessária, que serve para integrar e iniciar o calouro na faculdade. É válido, pois o calouro tem oportunidade de conhecer e conviver com seus "veteranos"; fazer novas amizades.
Uma atividade integradora que visa estabelecer amizade entre veteranos e bixos.
Uma maneira de os veteranos humilharem os bixos com a desculpa de integrá-los à faculdade.
Totalmente desnecessário e primitivo.
É um meio pelo qual os calouros se integram à faculdade, passando a se sentir parte dela.
Algo inútil e imbecil. Um poder que não deveria ser entregue a veteranos retardados que não sabem se relacionar de forma amistosa.
É uma brincadeira para integração, dentro dos limites de aceitação de quem vai levar o trote. Integração não é escrever o nome de um bixo em sua testa durante cinco segundos e passar para o próximo bixo: é parar por alguns instantes e, se for escrever no bixo, conversar com ele.
* Extraído de questionários aos calouros do campus da Unesp de Botucatu, maio/98.











