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Interface - Comunicação, Saúde, Educação

versión impresa ISSN 1414-3283versión On-line ISSN 1807-5762

Interface (Botucatu) v.8 n.15 Botucatu marzo/ago. 2004

https://doi.org/10.1590/S1414-32832004000200016 

TESES

 

Uma clínica no coletivo: experimentações no programa de saúde da família

 

An integrated clinic: experimentations on family health program

 

 

Vera Lúcia Ferreira Mendes

Tese de Doutorado, 2004. Psicologia Clínica, Núcleo de Subjetividades Contemporâneas, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo <veralfm@uol.com.br>

 

 


Palavras-chave: Saúde pública; serviços básicos de saúde; saúde da família.


Key words: Public health; basic health services; family health.


Palabras clave: Salud public; servicios basicos de salud; salud de la familia.


 

 

A tese trata da clínica no coletivo, por meio da incidência do plano clínico no campo da saúde pública, nomeadamente na atenção básica integral. O coletivo é pensado aqui como composição multifacetada de elementos e fluxos heterogênicos: pessoais, institucionais etc. Neste sentido, a incidência do plano clínico - não de uma ou outra disciplina clínica - diz respeito ao acionamento da potência de tratar os problemas de saúde em função das variáveis e dos processos que os constituem.

O problema de pesquisa constituiu em investigar a viabilidade e a pertinência desta posição clínica no âmbito de uma política pública de atenção básica integral à saúde. Trata-se de um estudo de caso sobre as experiências clínicas (entre 1998 e 2003) das equipes de saúde da família no Qualis II – Programa da Saúde da Família realizado na cidade de São Paulo por meio de parceria inicialmente entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Fundação Zerbini e, atualmente, desta última com a Secretaria Municipal de Saúde.

Foi possível concluir pelo caráter produtivo da assunção de perspectivas clínicas no campo da atenção básica e, por meio delas, em outros níveis de assistência e gestão. No entanto, fica bastante claro, também, que não se trata de substituição de estratégias de intervenção e/ou de modelos de assistência. Ao contrário, a clínica se revela potente para produzir aberturas prospectivas e de (re)singularização individual e/ou coletiva no âmbito das práticas de saúde, porque dispõe ao imprevisível e ao intempestivo dos processos de adoecimento e de cura. Daí não se prestar à condição de modelo ou a formulações macropolíticas.

 

 

Recebido para publicação em 27/07/04. Aprovado para publicação em 05/08/04.

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