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Interface - Comunicação, Saúde, Educação

versión impresa ISSN 1414-3283versión On-line ISSN 1807-5762

Interface (Botucatu) v.8 n.15 Botucatu marzo/ago. 2004

https://doi.org/10.1590/S1414-32832004000200018 

TESES

 

Saúde e envelhecimento: o autocuidado como questão

 

Healthcare and aging: the issue of caring for one's self

 

Ângela Maria Machado de Lima

Tese de Doutorado, 2003. Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo <sertao@usp.br>

 

 


Palavras-chave: Saúde; cuidado; promoção de saúde.


Key words: Health; care; health promotion;


Palabras clave: Salud; cuidado; promoción de la salud.


 

 

Neste estudo examinamos as relações entre autocuidado e envelhecimento, nas narrativas de idosos favelados da cidade de São Paulo. Partimos da premissa de que assistimos, nas sociedades ocidentais contemporâneas, a modos heterogêneos de conceber, de experimentar e de gerir o envelhecimento. Com base nesse pressuposto geral, procuramos revisitar os conceitos de velhice, cuidado, autocuidado e promoção da saúde no envelhecimento.

A gestão da velhice, durante muito tempo considerada como própria da vida privada e familiar, nos meados do século XX ganhou expressão e legitimidade no campo das preocupações sociais e transformou-se em uma questão da esfera pública. Porém, recentemente, o avanço das idades sofreu um processo de reprivatização, que recoloca o envelhecer e seus destinos sobre a responsabilidade individual, abrindo espaço, então, para que a velhice seja relativizada no leque das preocupações sociais do momento. No que se refere ao provimento de cuidados, esses processos tensionam o poder público, mas também a outras instituições e organizações da sociedade civil, tais como as comunidades e as famílias.

Trata-se de estudo qualitativo no qual investigamos as formas de autocuidado adotadas pelos entrevistados, com ênfase na relação com os serviços de saúde.

Defendemos que o autocuidado não pode ser compreendido como simples adoção de saberes técnicos para a promoção da saúde, mas como uma atitude prática, relacionada à experiência de envelhecer, às condições de vida e às interações familiar e comunitária. Propomos a necessidade de resistir à tendência de responsabilização individual do idoso pela sua saúde, freqüentemente associada às propostas de autocuidado.

 

 

Recebido para publicação em 03/08/04. Aprovado para publicação em 11/08/04.

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