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Interface - Comunicação, Saúde, Educação

versão impressa ISSN 1414-3283versão On-line ISSN 1807-5762

Interface (Botucatu) vol.13 no.30 Botucatu jul./set. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1414-32832009000300019 

LIVROS

 

 

 

Messias Basques

Laboratório de Antropologia da Ciência e da Tecnologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro (LACT-UFRJ). messias.basques@gmail.com

 

 

 

REBOLLO, R.A. Ciência e metafísica na homeopatia de Samuel Hahnemann. São Paulo: Associação Filosófica Scientiae Studia, 2008.

Em Prefácio ao livro de Regina Andrés Rebollo, o filósofo Maurício de Carvalho Ramos nos apresenta uma breve e instigante introdução, propondo que um dos méritos da autora se refere ao tratamento por ela dispensado à compreensão do papel do vitalismo na origem, na constituição e no desenvolvimento das ciências modernas. Segundo Ramos, o livro parece corroborar uma impressão também sua a respeito do fato de que o uso de uma imagem vitalista da ciência continua indispensável para organizar nossa compreensão das ciências da vida e da saúde em sua articulação com a cultura científica moderna, pelo menos da perspectiva de uma epistemologia histórica que se interessa pelo aspecto orgânico dessa cultura (Ramos apud Rebollo, 2008).

E a leitura deste belo livro propicia a apreensão da convergência (ou "aglutinação") de valores díspares no cerne de um sistema médico como a homeopatia, além de abrir a possibilidade para entrevermos aquilo que soçobrou em face do primado das ciências ditas modernas, ávidas por objetividade e em constante luta para extirpar de suas práticas qualquer apelo a noções tais como: "metafísica", "espírito", "efeito placebo" e "eficácia simbólica". Ramos nos fala das possibilidades de se instaurar, nesses meandros, uma antropologia da ciência que faça da homeopatia um prisma a partir do qual possamos vislumbrar as relações (sempre tensas) entre o sonho de uma eficácia integralmente objetiva e as práticas dos ditos charlatães que não param de pôr em cena outras culturas terapêuticas, avessas à austeridade da ciência e sua legitimidade (Marras, 2004, Stengers, Nathan, 1995; Lévi-Strauss, 2003, 1949).

Poderíamos sugerir, então, que uma inquietação percorrerá todo o livro de Rebollo, a saber: como foi possível aceitar princípios e entidades francamente espirituais, dinâmicas e vitais como fundamentos de uma medicina que se pretendia fiel ao método newtoniano, a certo empirismo radical e a uma farmacologia experimental? Tal como notou Maurício Ramos, esta é a questão que Rebollo procurou problematizar em sua reconstrução racional da história das ciências da vida sob uma perspectiva epistemológica histórica, já que é neste ponto que enfrentamos diretamente o problema da cientificidade de atividades e teorias modernas que se afastaram do eixo física-matemática ou, o que parece ser o caso da homeopatia, a ele se alinharam de maneira heterodoxa (Rebollo, 2008). Em suma, Rebollo nos fala de uma homeopatia hahnemanniana que poderia ser caracterizada como uma tecnologia vitalista, que cria uma desarmonia artificial destinada a restabelecer a harmonia das forças naturais do organismo, enquanto suas medicinas rivais pretendiam dominar essas forças naturais para criar uma harmonia artificial (Rebollo, 2008).

Antes de falar dos capítulos que compõem o livro, cabe aqui apresentar, ao leitor, a terapêutica em questão. A homeopatia é um sistema médico criado entre os anos de 1796 e 1810 pelo médico e químico alemão Samuel Christian Friedrich Hahnemann. Formado em medicina em Erlangen, em 1779, Hahnemann lecionou na Universidade de Leipzig de 1812 a 1821. Por discordar basicamente do programa médico da época, do uso nem sempre controlado dos métodos terapêuticos e da utilização indiscriminada de "substâncias nocivas" ao organismo humano, Hahnemann lançou, em 1810, as bases de sua doutrina médica com a publicação do Organon da medicina racional (Rebollo, 2008).

Regina Rebollo nos diz que os princípios da homeopatia foram teorizados a partir de 1790, mas que somente em 1810 Hahnemann apresentaria a teoria de forma sistemática e completa. Durante essas duas décadas, trabalhou exaustivamente, reunindo traduções e estudos médicos, informações, experiências químicas, farmacêuticas e clínicas que pudessem servir como matéria para a elaboração de seu novo sistema. O projeto científico de Samuel Hahnemann destinava-se à criação de um sistema médico e terapêutico inteiramente fundado na "verdade experimental" e que pudesse substituir os saberes legados do século XVIII e início do século XIX, considerados, por ele, "excessivamente hipotéticos". E a autora nos revela que optou justamente por uma análise das bases científicas e metafísicas da homeopatia, assim como elas se apresentam na sua versão final na sexta e última edição do Organon da arte de curar, inteira e detalhadamente revisada por Hahnemann em 1842, um ano antes de sua morte (Rebollo, 2008).

O primeiro capítulo do livro de Regina Rebollo foi intitulado Medicina e Método, e tem início com um aforismo do Organon da arte de curar, no qual Samuel Hahnemann afirma que o médico deve ter a cura como a sua missão fundamental, e não a construção de teorias ou sistemas médicos que forneçam pouca ou nenhuma ação eficaz do ponto de vista da clínica. Alçando o estatuto de "ciência experimental", sua homeopatia postulava a criação de um método de cura certo e seguro, baseado na observação e na experiência, numa arte ou maestria de curar que deveria proceder de forma rápida, suave e duradoura, e na qual o tratamento deveria, portanto, ser menos doloroso e menos prejudicial do que a própria doença (Hahnemann apud Rebollo, 2008). Donde a prescrição do medicamento necessariamente deveria ser precedida por uma avaliação das singularidades da doença. E sua farmacologia fundamenta-se, assim, em três princípios básicos: a lei do semelhante, as doses infinitesimais, e a prescrição individualizada.

Para cumprir tais princípios, Hahnemann põe em prática um programa de pesquisa cuja arquitetura metodológica é inteiramente construída com base em elementos metafísicos, epistemológicos e metodológicos extraídos de vários autores, dentre eles médicos e filósofos naturais da época e dos séculos anteriores. De toda maneira, o problema central da medicina do período era basicamente o de ajustar teoricamente a ação terapêutica, isto é, apresentar uma explicação racional da intervenção médica que tivesse sido elaborada com base num conhecimento perfeitamente estruturado, cujo modelo era o "conhecimento experimental e observacional isento de hipóteses metafísicas". A homeopatia de Hahnemann tinha o anseio de se tornar uma ciência inteiramente fundada em observações sistemáticas (Rebollo, 2008).

Para Hahnemann, o método ideal seria aquele que, tal como preconizado por Hipócrates, Francis Bacon, Thomas Sydenham e Albrecht von Haller, conjugasse a observação e a experiência e cuja verdade fosse extraída dos fenômenos observáveis e generalizada pela indução. Mesmo tendo aderido ao quadro geral de interpretação mecânico-corpuscular, Sydenham (1621-1689) aceitara a noção de physis, de uma natureza autorreguladora que regeria de maneira teleológica a economia interna dos fenômenos (Rebollo, 2008). As causas teleológicas gerariam fenômenos dinâmicos e, dessa forma, a doença não era concebida como ausência da ordem, mas como reorganização (do estado fisiológico). No que concerne a Haller (1708-1777), foi de suas observações controladas de animais vivisseccionados que se erigiu o modelo de experimentação almejado pelos médicos do século XVIII. E foi inspirado no legado newtonianista que Hahnemann também endossou o famoso imperativo "não faço hipóteses" [hypotheses non fingo], uma vez que procurava incessantemente aproximar a ciência médica da ciência matemática, buscando o mesmo nível de certeza e verdade desta. Mas qual seria, afinal, o modelo de ciência da "observação e da experiência" que Hahnemann tinha em mente? Justamente aquele praticado no campo das ciências da vida, por exemplo, na fisiologia de Haller e Bichat e na química farmacológica de Cullen e Lavoisier (Rebollo, 2008).

Foi assim que sua homeopatia pôde postular que, se a força vital se encontra em desequilíbrio, alterada, o estado implicaria doença, caracterizando-se pela presença de um agente mórbido hostil: os miasmas. Estes eram entendidos como forças dinâmicas imateriais e apenas observados a partir dos efeitos que provocavam no organismo. Por conseguinte, há que ressaltar que quando Hahnemann concebia seus medicamentos como substâncias capazes de alterar o dinamismo dos organismos, ele estava, na verdade, inferindo causas inobserváveis diretamente de efeitos dinâmicos observáveis, os fenômenos propriamente ditos. E na interpretação de Rebollo, isso nos conduz a uma possível identidade entre Newton, Haller e Hahnemann: a natureza dinâmica dos fenômenos por eles estudados. Descontente com os sistemas médicos de sua época, Hahnemann passou anos e anos de sua vida às voltas com o desafio de elaborar uma teoria médica capaz de tratar dos fenômenos vitais.

No segundo capítulo, Medicina e Vitalismo, a autora debate o princípio vital de Hahnemann, enquanto causa primeira e mantenedora da vida, e que se constitui no objeto central das explicações dos estados de saúde (fisiologia básica vitalista), doença (etiologia das forças hostis à vida); no processo da cura (onde se revela, aos sentidos, a verdadeira natureza da força vital), e na morte (quando há uma ausência total da força vital). E é nesse sentido que Rebollo afirma que o princípio vital residiria na base da teoria homeopática, sendo um de seus principais conceitos primitivos (Rebollo, 2008). A seu modo, Hahnemann tentou acomodar os avanços da química e da física a uma concepção médicofisiológica emergente. E a noção de homem que permitia esse diálogo evocava uma figura ternária, isto é, um filho de um "criador bondoso e providencial", portador de um corpo material, animado por um princípio vital e uma alma, ou espírito. O corpo era pensado como a sede de uma rede de músculos e nervos que carregam no seu interior um tipo de energia dinâmica, que o colocaria em movimento. Ainda assim, Hahnemann defendia que a força vital, por si só, não poderia explicar os fenômenos vitais, pois era preciso estudar os seus efeitos e organizá-los em leis gerais que pudessem fornecer resultados práticos ou clínicos.

No capítulo seguinte, intitulado A Patologia Hahnemanniana, Regina Rebollo trata da elaboração teórica que respaldou essa visão da saúde e da doença, e que culminou numa nosologia de espécies morbosas de natureza não material (fluídica, sutil ou dinâmica) apresentada na tese dos miasmas. Entidades de caráter nocivo e hostil à saúde, os miasmas foram concebidos por Hahnemann como a causa desencadeadora das doenças. A este respeito, Rebollo pondera que sua patologia contém sérios problemas de coerência e de adequação teórica e empírica, uma vez que concebia o contágio das doenças epidêmicas a partir da idéia de "contato imaterial", por si só uma contradição. Neste capítulo, a autora nos apresenta as principais concepções etiopatológicas da época e, em seguida, a visão particular que Hahnemann tinha das mesmas.

É interessante notar que a busca do agente hostil de natureza material se constituiu no principal programa médico-patológico do final do século XVIII e no início do XIX, culminando na descoberta dos micróbios. Todavia, Hahnemann, ao conceber a origem das doenças como o resultado de um agente etiológico de caráter não material, não somente elaborou uma explicação etiológica particular, mas opôs-se à mentalidade de sua época, que buscava a causa morbis ocasionales de natureza material no interior do corpo doente a partir de exames livros anatomopatológicos pós-morte. Hahnemann recusava-se a aderir a tal mentalidade como fundamentação da teoria patológica, já que considerava que as lesões encontradas nos órgãos dos corpos dissecados eram efeitos da força vital alterada, e não causas que teriam tirado a vida do doente (Rebollo, 2008).

Neste sentido, toda doença seria uma manifestação particular e individual. Seria a forma pela qual a força vital tentaria se desvencilhar de um agente hostil, o miasma agudo ou crônico. Logo, não existiriam doenças, mas apenas doentes. E, ainda, para Hahnemann, as doenças crônicas seriam o resultado final de medidas terapêuticas equivocadas que possibilitavam que os miasmas evoluíssem - e o miasma da psora ganhou, assim, o estatuto de mais antigo, universal e destrutivo, sendo a causa originária de todas as doenças. Assim, o médico homeopata deveria ter como finalidade terapêutica última a descoberta da presença deste miasma num doente crônico.

Podemos conjecturar que este seja um antecedente, nos domínios da homeopatia, daquilo que tornaria Louis Pasteur uma celebridade no rol das ciências modernas. Isto é, trata-se do "faz-fazer", do "fazer a natureza falar", de que nos fala Bruno Latour a respeito das relações entre o fermento e Louis Pasteur: "No curso do experimento, Pasteur e seu fermento intercambiaram e mutuamente aprimoraram suas propriedades: Pasteur ajudou o fermento a mostrar quem era, o fermento 'ajudou' Pasteur a ganhar uma de suas muitas medalhas" (Latour, 2001, p.145). Vemos assim o incipiente despertar do protagonismo de psoras, fermentos e micróbios ante o seu público: médicos e doentes.

No próximo capítulo, o leitor poderá acompanhar a imersão que Regina Rebollo fez nos escritos de Samuel Hahnemann em busca das bases terapêuticas de sua homeopatia. Para Hahnemann, a saúde seria basicamente a ausência de sintomas, ou melhor, a força ou o princípio vital trabalhando "em silêncio", em harmonia ou equilíbrio. Uma vez que a doença fora por ele definida como a alteração desse equilíbrio natural, a intervenção terapêutica, isto é, a arte de curar, deveria buscar de forma suave e indolor a eliminação de sinais e sintomas clínicos de natureza física, mental e emocional. E, ao estudar detalhadamente os registros toxicológicos das matérias médicas da época, Hahnemann notou que determinados sintomas morbosos eram surpreendentemente eliminados após a ingestão acidental ou criminosa (envenenamento e tentativas de suicídio) de uma substância cujos efeitos principais assemelhavam-se aos sintomas morbosos em questão. E doravante, passaria a ingerir, ele próprio, substâncias vegetais, animais e minerais, registrando sistematicamente os sintomas por elas provocados em seu organismo. Em seguida, testou cada uma das substâncias em um indivíduo doente cuja totalidade dos sintomas coincidia exatamente com a totalidade dos sintomas ou efeitos por ela provocados. Hahnemann afirmou ter observado, como resultado, o desaparecimento total dos sintomas morbosos e deduziu, desta observação, a existência de uma "lei de caráter natural", a lei do semelhante.

Ao utilizar o princípio ou a lei do semelhante, Hahnemann distanciou-se de seus contemporâneos galenistas, os quais, partindo da "lei terapêutica dos contrários" ou do princípio contraria contrariis curantur, faziam intervir medicamentos concentrados, por cujos efeitos principais acreditavam ser capazes de anular os sintomas morbosos. Crítico incansável das medidas terapêuticas utilizadas na época, Hahnemann condenava as sangrias e a aplicação de sanguessugas, os purgativos, os vômitos e toda sorte de "apoio curativo" utilizado pela chamada medicina heróica, já na época conhecida por fazer dos doentes verdadeiros heróis, caso sobrevivessem aos procedimentos terapêuticos a que eram submetidos. Seria preciso, portanto, criar uma nova tecnologia terapêutica que pudesse atingir o dinamismo da força vital morbosamente alterada e que não agisse somente "de maneira mecânica em razão de seu peso" (Rebollo, 2008, p.118).

Inspirado em suas concepções vitalistas acerca da natureza das doenças e convencido de que os medicamentos e as medidas terapêuticas utilizadas pelos galenistas não contribuíam para a cura, Hahnemann desenvolveu uma série de substâncias gradualmente menores, diluídas, "dinamizadas" e "potencializadas", registrando, com todo o rigor possível, os seus efeitos. Sua terapêutica postulava a individualização, isto é, a personalização de doses e medicamentos em função de um quadro sintomático individual em oposição às doses e medicamentos prescritos em função de patologias específicas. As doses, por sua vez, eram prescritas em função da resposta individual do paciente ao medicamento escolhido, resultando também numa personalização das potências. Ao reagir contra a ação medicamentosa, a força vital reagiria contra a ação miasmática provocando a cura homeopática. Essa abordagem exigia do médico homeopata uma anamnese extremamente detalhada, minuciosa e rigorosa, na qual se constrói um quadro das alterações mentais, emocionais e físicas dentro de um contexto sociocultural e geoclimático (moradia, trabalho, hábitos alimentares, casamento, vida familiar, cidade e região de habitação).

Por fim, a autora situa Hahnemann e a Ciência de seu Tempo, e defende uma aproximação do método newtoniano à orientação empregada por Hahnemann em sua investigação da natureza, ou melhor, na realização de experimentos e na extração de conclusões a partir deles. Trata-se do método indutivo-experimental e da negação de hipóteses metafísicas em ciência. A seu ver, o vitalismo dinâmico hahnemanniano poderia ser explicado como um dos tantos resultados, no século XVIII, da dinâmica corpuscular inglesa newtoniana, quando aplicada às ciências da vida (Rebollo, 2008). A particularidade de Hahnemann repousaria no fato de que, na maior parte dos casos, ele "interpretava" os dados observacionais mediante recurso a hipóteses altamente metafísicas. Mas em que medida tais interpretações comprometeram o caráter "científico" da homeopatia, tão apregoado por Hahnemann? Como bem notou a filósofa Isabelle Stengers, a controvérsia em torno da cientificidade da homeopatia nos dá mostras de que não é de hoje que os médicos evitam, a qualquer preço, as semelhanças com aqueles tidos como charlatães e, por isso, vivem com malestar a dimensão taumatúrgica de sua atividade. O paciente, acusado de irracionalidade, intimado a se curar pelas 'boas' razões, hesita. Mas onde, nesse emaranhado de problemas, de interesses, de constrangimentos, de temores, de imagens, estaria a objetividade? O argumento 'em nome da ciência' se encontra por toda parte, mas não para de mudar de sentido (Stengers, 2002).

 

Referências

LATOUR, B. A esperança de Pandora: ensaios sobre a realidade dos estudos científicos. Bauru: Edusc, 2001.         [ Links ]

LÉVI-STRAUSS, C. A eficácia simbólica. In: ______. Antropologia estrutural. 6.ed. São Paulo: Tempo Brasileiro, 2003. p.215-36.

______. O feiticeiro e a sua magia. Les Temps Modernes, v.4, n.41, p.3-24, 1949.         [ Links ]

MARRAS, S. A propósito de águas virtuosas: formação e ocorrências de uma estação balneária no Brasil. Belo Horizonte: UFMG, 2004.         [ Links ]

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STENGERS, I. A invenção das ciências modernas. São Paulo: Editora 34, 2002.         [ Links ]

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