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Interface - Comunicação, Saúde, Educação

Print version ISSN 1414-3283On-line version ISSN 1807-5762

Interface (Botucatu) vol.13 no.30 Botucatu July/Sept. 2009

https://doi.org/10.1590/S1414-32832009000300021 

TESES

 

Representações sociais de usuários sobre o Programa Saúde da Família

 

The social representations of the users about the Family Health Program

 

 

Ana Paula Azevedo Hemmi

Dissertação de Mestrado (2008) Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte anahemmi@gmail.com

 

 


Palavras-chave: Saúde da família. Sistema Único de Saúde. Representações sociais. Participação comunitária. Acesso aos serviços de saúde.


Keywords: Family health. National Health Programs. Social representations. Consumer participation. Health services accessibility.


Palabras clave: Programa de Salud Familiar. Sistema Básico de la Salud. Representaciones sociales. Participación de la comunidad. Acceso a los servicios de la salud.


 

 

Trata-se de um estudo de caso com abordagem qualitativa, fundamentado na teoria das Representações Sociais, com o objetivo de apreender as representações sociais de usuários sobre o Programa Saúde da Família. Os sujeitos da pesquisa foram sete usuários, sendo dois homens e cinco mulheres, com a média de idade de 70 anos, moradores, há aproximadamente dez anos, da área de abrangência de uma Unidade Básica de Belo Horizonte, localizada no distrito Noroeste. Realizou-se entrevista aberta com base na seguinte questão norteadora: "o que você entende sobre o Programa Saúde da Família?". As entrevistas foram encerradas no momento da saturação dos dados. Utilizou-se a análise de discurso para a interpretação dos dados. Fez-se a leitura sistematizada das entrevistas para definição do corpus e apreensão das representações dos usuários sobre o Programa Saúde da Família. Os dados foram organizados em duas categorias: 1 - no tempo em que acesso significava espera e falta; 2 - novas formas de fazer saúde, novas formas de representá-la. A primeira refere-se às representações sociais da atenção à saúde no período anterior à implantação do Programa em Belo Horizonte, enquanto a segunda mostra as representações no momento atual. Com base nessas categorias, percebe-se que há mudanças reconhecidas no discurso dos usuários, com outro olhar sobre as ações desenvolvidas pelos profissionais na Unidade Básica. As representações dos usuários sobre o Programa Saúde da Família não são definidas pelo reconhecimento do nome ou da sigla estabelecida pelo Setor Saúde e por seus trabalhadores, mas por aproximações e noções construídas no cotidiano das relações que vivenciam quando procuram atendimento. Os usuários percebem o momento de transição que o Setor Saúde vivencia, o que reflete sobre novas formas de representação do Programa apesar de haver resquícios, em sua memória, do atendimento que recebiam antes da implantação do atual modelo. Destacam a garantia de acesso ao Serviço com o término das filas, a construção de vínculos com os profissionais que os atendem, além de identificarem a Unidade Básica de Saúde como espaço social onde podem desenvolver atividades de promoção da saúde. Espera-se que este estudo proporcione reflexões, por parte de profissionais e gestores, sobre a importância de conhecermos os valores e crenças dos usuários quanto à organização do Serviço e sobre a parceria com os usuários para que os princípios da estratégia de Saúde da Família sejam alcançados integralmente.

 

 

texto na íntegra disponível em: http://www.enf.ufmg.br/mestrado/dissertacoes/AnaPaulaHemmi.pdf.

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