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Interface - Comunicação, Saúde, Educação

versão On-line ISSN 1807-5762

Interface (Botucatu) vol.18 no.51 Botucatu out./dez. 2014

https://doi.org/10.1590/1807-57622014.0583 

teses

Programa saúde na escola: limites e possibilidades intersetoriais

School health program: limits and intersectoral possibilities

Programa de salud en la escuela: límites y posibilidades intersectoriales

Aristides José da Silva Junior1 

1Tese (Doutorado), 2014, Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Mato Grosso. aristides@ufmt.br


Palavras-Chave: Saúde na escola; Intersetorialidade; Autocuidado; Educação e saúde

Palabras-clave: Salud en la escuela; Enfoque intersectorial; Autocuidado; Educación y salud

Key words: Health in the school; Intersectoral approach; Self care; Education and health

A busca por ações integradas e com abordagens intersetoriais tem sido a estratégia adotada por políticas públicas para o desenvolvimento de ações de promoção à saúde de escolares, na tentativa de contingenciar as vulnerabilidades as quais esta população está exposta. Ao fazer a aproximação das áreas de Educação e de Saúde, intentando abordar uma ação intersetorial nessas áreas, elegemos o Programa Saúde na Escola (PSE), cujo desígnio é o de promover ações de promoção de saúde a estudantes das escolas públicas brasileiras, com abordagem intersetorial. Por meio do PSE, construímos o objetivo geral desta pesquisa: refletir sobre os limites e possibilidades intersetoriais para o desenvolvimento do autocuidado na escola.

Com uma abordagem qualitativa, utilizamos a entrevista semiestruturada, bem assim a análise ressonante das narrativas. Em um segundo movimento, para abordar os diálogos intersetoriais, narramos nossa experiência na execução de ações intersetoriais. Os resultados patenteiam a necessidade da execução de políticas de enfrentamento aos agravos à saúde, existentes na escola, no entanto as ações intersetoriais ainda sucedem de forma incipiente

Ao pesquisar a execução do Programa Saúde na Escola como política intersetorial, encontramos dicotomias, em que o programa é prescrito pelo setor de saúde para ser executado pelo setor de educação, ocorrendo desta forma uma visão setorial do programa intersetorial. A falta de ações articuladas e integradas entre os gestores dos diversos setores do governo, bem como dos profissionais, encarta inúmeras limitações: a burocratização dos serviços; o desperdício de tempo de recursos financeiros e humanos, igualmente a duplicidade de ações, o que leva ao não atendimento dos objetivos do programa. A escola pode ser o cenário onde se promove o autocuidado, mas, para isso, diversos movimentos ainda precisam viabilizar; valorização e formação dos trabalhadores da saúde e da educação, investimento em infraestrutura, melhoria do acesso aos serviços e assistência à saúde. Ações como essas são imprescindíveis para atingir os objetivos da intersetorialidade e, consequentemente, promover a saúde na escola.

Recebido: 05 de Agosto de 2014; Aceito: 29 de Agosto de 2014

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