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Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior (Campinas)

Print version ISSN 1414-4077On-line version ISSN 1982-5765

Avaliação (Campinas) vol.23 no.1 Sorocaba Mar. 2018

http://dx.doi.org/10.1590/s1414-40772018000100006 

Articles

Perfil das universidades brasileiras de e com potencial de classe mundial

Profile of Brazilian World Class and potential World Class universities

Luiz Alberto Pilatti1 
http://orcid.org/0000-0003-2679-9191

Marizete Righi Cechin2 
http://orcid.org/0000-0001-7651-8082

1Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia Ponta Grossa, PR, Brasil. Contato: lapilatti@utfpr.edu.br

2 Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia Ponta Grossa, PR, Brasil Contato: mrcechin@utfpr.edu.br

Resumo:

O texto tem por objetivo analisar o perfil das universidades brasileiras que estão na condição de Universidade de Classe Mundial (UCM) e as com potencial para atingir essa condição. O estudo é documental com características exploratórias. O corpus documental é composto pelos rankings Academic Ranking of World Universities (ARWU), Times Highter Education Ranking (THE) e Quacquarelli Symonds World University Ranking (QS), divulgados no período de 2011-2015; pelos dados fornecidos pela rede mundial de computadores nos anuários da UERJ, UNICAMP, USP e UNESP; no orçamento de São Paulo 2014, nos dados da CAPES (2015), no INEP e nos sítios das universidades. Constata-se três universidades consolidadas na condição de UCM (USP, Unicamp e UFRJ) e três em consolidação (UNESP, UFRGS e UFMG). A UNESP, a UFRGS e a UFRJ têm tendência ascendente nos rankings; a USP, a Unicamp e a UFMG têm tendência descendente. Constata-se potencial para atingir a condição de UCM em 11 universidades: PUC-RJ, PUC-RS, UERJ, UFBA, UFPR, UFSC, UFSCar, UTV, UnB, PUC-SP e a Unifesp. As UCM brasileiras são públicas, com média de idade de 72 anos e com percentual de 76,49 de alunos na graduação e 23,51% na pós-graduação. O estado de São Paulo apresenta o maior percentual de alunos de pós-graduação e um nível mais elevado de investimento (custo anual por aluno). Conclui-se que as universidades que pertencem à Classe Mundial apresentam em comum publicações em periódicos indexados em base de dados como a SCIE, a SSCI, a Thomson Reuters e o Scopus.

Palavras-chave: Universidade; Critérios dos ranking; Classe mundial.

Abstract:

The text aims to analyze the profile of Brazilian universities that are in the World Class University condition (UCM) and the potential to achieve this condition. The study is document-based with exploratory features. The documental corpus consists of the Academic Ranking of World Universities (ARWU), the Times Highter Education Rankings (THE) and the Quacquarelli Symonds World University Ranking (QS), disclosed in the 2011-2015 period; the data provided by the World Wide Web in the yearbooks of UERJ, Unicamp, USP and UNESP; the budget of São Paulo in 2014, data from CAPES (2015), INEP and the websites of the universities. We note that there are three consolidated universities provided UCM (USP, Unicamp and UFRJ) and three in consolidation (UNESP, UFRGS and UFMG). UNESP, UFRGS and the UFRJ have upward trend in the rankings; USP, Unicamp and UFMG have downward trend. It finds potential to reach the UCM condition in 11 universities: PUC-RJ, PUC-RS, UERJ, UFBA, UFPR, UFSC, UFSCar, UTV, UNB, PUC-SP and Unifesp. Brazilian UCM are public, with a mean age of 72 years and with a percentage of 76.49 students in undergraduate and 23.51% in graduate school. The state of São Paulo has the highest percentage of graduate students and a higher level of investment (annual cost per student). The study found that universities that belong to the World Class have in common publications in journals indexed in databases like SCIE, the SSCI, Thomson Reuters and Scopus.

Key words: University; Rankings criteria; World class

1 Introdução

As estratégias das universidades europeias, de forma significativa, neste século, são determinadas pela busca de melhores posicionamentos em rankings internacionais, instaurando uma competição global por talentos e deslocando o foco das ações para aspectos mensuráveis (SURSOCK; SMIDT, 2010).

Os rankings universitários mundiais produziram a referência da Universidade de Classe Mundial (UCM) em pesquisa científica. Uma UCM é uma instituição competitiva mundialmente que apresenta maiores probabilidades de receber melhores alunos e professores, de obter investimentos substantivos, de ter a aprovação da comunidade, entre outros benefícios (CALDERÓN; PFISTER; FRANÇA, 2015; SANTOS, 2015).

Estudos envolvendo rankings universitários mundiais, embora recentes, a partir da virada deste século, já são constantes no meio acadêmico.

Ao se utilizar o ranking como instrumento avaliativo em escala mundial, nivela-se universidades de continentes opostos e de realidades diferentes, nivela-se também modos particulares de conceber a finalidade da educação. Esse nivelamento tem recebido críticas de autores como Dias Sobrinho (2004, 2008) e Barreyro (2008). Se de um aspecto os argumentos defendem o uso dos rankings para oferecer informações sobre a instituição auxiliando na facilidade de mobilidade acadêmica, nos critérios de intercâmbio de pesquisadores, na distribuição de fundos públicos e investimentos privados mais fundamentados, na autoanálise institucional; por outro aspecto, realça um lado econômico da educação sem precedentes. Os índices, nesse segundo aspecto, seguem a lógica do mercado, exercem função de controle, de seleção social e de restrição à autonomia institucional.

O assunto ranking oferece vários aspectos para análise. Há artigos que discutem os critérios adotados pelos rankings (USHER; SAVINO, 2006; ORDORIKA; RODRIGUEZ GOMEZ, 2010; CHEN; LIAO, 2012), outros apresentam universidades que atuam em função dos critérios dos rankings mundiais (POBLETE, 2006; VINCKE, 2012; TAN; GOH, 2014; SCHWEKENDIEK, 2015), há os que analisam os rankings com questionamentos dos critérios e evidenciando os efeitos persuasivos (HUANG, 2012; VALLE, 2006), sugerindo novos critérios para os rankings (BENGOETXEA; BUELA-CASAL, 2013, ROBINSON-GARCÍA et al., 2014), questionando os interesses por trás os rankings (DIAS SOBRINHO, 2004; BARREYRO, 2008), entre outros focos. Constata-se, no entanto, que artigos considerando as universidades brasileiras no cenário mundial ainda são incipientes.

Atualmente, os rankings de maior visibilidade internacional são o Academic Ranking of World Universities (ARWU), Times Highter Education Ranking (THE), Quacquarelli Symonds Wold University Ranking (QS), National Taiwan University Ranking (NTU), Ranking Leiden e Ranking Webometrics. No presente estudo serão examinados os três rankings mundiais mais antigos, o ARWU (2015a, b e c), o THE (2015a, b, e c) e o QS (2015a, b, c e d), entre 2011 e 2015, tendo como escopo as universidades públicas brasileiras.

O estudo objetiva analisar o perfil das universidades brasileiras que estão na condição de Universidade de Classe Mundial (UCM) e as com potencial para atingir essa condição.

O texto, em função dos procedimentos técnicos, caracteriza-se como documental. Trata-se de um estudo de natureza exploratória com abordagem quantitativa. Os dados levantados no corpus documental foram tratados por meio de estatísticas descritivas (medidas de tendência central e medidas de dispersão). As variáveis foram comparadas entre si quanto aos rankings, sendo considerada a média, representatividade e evolução, relacionando ou confrontando as variáveis em cada grupo de informações. Os dados foram submetidos a testes de normalidade de Kolmogorov-Smirnov (KS) e Shapiro-Wilk (SW) para orientar na escolha entre teste paramétrico ou não paramétricos para análise de variância.

2 Rankings Universitários Mundiais

A palavra ranking remete a classificação estatística de algo ou alguém, seguindo critérios. Em termos educacionais, a classificação não apenas coloca as universidades numa posição numérica, ela tem uma carga semântica avaliativa de qualidade. As mídias, as universidades e a sociedade agregam a ideia de qualidade superior a instituição com posição mais privilegiada na classificação. Questiona-se de que qualidade se trata? Dias Sobrinho (2008, p.818) afirma que não e expande a indagação: “Mas, que é, mesmo, qualidade? Qual qualidade, quem a define e para quem?”. A crítica ultrapassa o fato de se quantificar a qualidade, atribuindo-lhe um selo, e chega a autonomia universitária, uma vez que a avaliação se limita a controlar, medir, certificar e regular a partir de parâmetros impostos externamente, assim, a comunidade acadêmica fica à margem, pois não há processo participativo e formativo de reflexão nesse modelo de avalição (DIAS SOBRINHO, 2008).

Barreyro (2008) reforça a ideia de que os rankings se aproximam de avalições mercadológicas e afastam-se da avaliação da qualidade, entendida como atribuição de valor e produção de sentido.

Apesar das críticas à avalição e à classificação, “a avaliação é o principal instrumento para assegurar o êxito e a direção das reformas” (DIAS SOBRINHO, 2004, p. 719) e mesmo sendo corriqueira a visibilidade publicitária oriunda dos rankings, o conhecimento de como são construídos pode atenuar as simplificações midiáticas sobre eles.

2.1 Academic Ranking of World Universities (ARWU)

O ranking Academic Ranking of World Universities (ARWU), confeccionado pela Shanghai Jiao Tong University, é considerado o primeiro ranking universitário mundial. Divulgado desde 2003, o ARWU foi concebido para comparar as condições das universidades chinesas em relação às universidades do restante do mundo. A primeira publicação do ranking produziu tensão, particularmente na Europa, em função de que instituições dos Estados Unidos e do Reino Unido predominaram nas listas das 20 entre as 100 melhores universidades do mundo (NASSI-CALÒ, 2013).

A periodicidade do ARWU é anual. Há a divulgação do Ranking Geral (World top 500 universities), por áreas (ARWU-Field) e por disciplinas (ARWU-Subject). A cada ano são selecionadas aproximadamente 2000 universidades, são classificadas 1200 universidades de cerca de 30 países com critérios objetivos e dados de terceiros (ARWU, 2015a). São divulgados apenas os 500 primeiros nomes de universidades no Ranking Geral, os 200 primeiros nomes no ranking por área (World top 200 universities em Ciências Naturais e Matemática - SCI, Engenharia/Tecnologia e Ciência da Computação - ENG, Ciências da Vida e Ciência Agrária - LIFE, Medicina Clínica e Farmácia - MED e Ciências Sociais - SOC) e 200 por disciplina (World top 200 universities em Matemática, Física, Química, Computador e Economia/Comércio). O ranking por área começou a ser divulgado em 2007 e o por disciplina em 2009.

Os dados para a elaboração do ranking são coletados de instituições independentes (Prêmio Nobel e Medalha Fields), de base de dados da Thomson Reuters e de entidades nacionais, como Ministério da Educação Nacional, Instituto Nacional de Estatísticas, Associação Nacional de Universidades e Colégios e Conferência Nacional do Reitor (ARWU, 2015a, b). Embora o site da ARWU não informe como essas informações são coletadas, percebe-se características subjetivas.

Para a edição de 2015 (ARWU, 2015c), a ARWU considerou seis indicadores distribuídos em quatro categorias: Critérios de qualidade da educação; qualidade da instituição; resultados de pesquisa; desempenho per capto. O quadro 1 apresenta as categorias, o código do indicador e uma breve descrição do indicador e seu peso.

Quadro 1 Indicadores da ARWU Ranking Geral na edição 2015 

CATEGORIAS CÓDIGO DO INDICADOR DESCRIÇÃO PESO
Qualidade da Educação Alumni Número de Prêmios Nobel e Medalhas Fields obtidos por (ex-)alunos da instituição. Para o cálculo, o peso de 100% é dado para os que obtiveram grau de 2001 a 2010 (de 2011 até 2015 não foi considerado); 90% do peso para àqueles que o grau foi concedido no período de 1991 a 2000; 80% do peso para os que obtiveram grau de 1981 a 1990, e assim por diante até chegar em 10% para o peso daqueles que obtiveram grau de 1911 a 1920. Caso uma pessoa obtenha mais de um grau, credita-se apenas uma vez para a instituição. 10% 10%
Qualidade da instituição Award Número total de servidores/funcionários que atuam em determinada instituição no ano que ganharam Prêmios Nobel em Física, Química, Medicina ou Economia ou ainda que ganharam Medalha Fields em matemática. Os pesos variam de acordo com o período que o prêmio foi entregue. O peso é de 100% para os vencedores depois de 2011; de 90% para os vencedores entre 2001 e 2010; 80% para os vencedores entre 1991 e 2000; 70% para os vencedores entre 1981 e 1990; e assim por diante até chegar em 10% para os vencedores entre 1921 e 1930. Caso um vencedor seja afiliado a mais de uma instituição, cada instituição recebe uma pontuação (o site não deixa claro como o percentual é calculado). Caso um prêmio Nobel seja compartilhado por mais de uma pessoa, há ajustes nos pesos para os vencedores, respeitando a proporção do prêmio. 20% 40%
HiCi Pesquisadores altamente citados em 21 categorias de assuntos gerais, selecionados por uma lista da Thomson Reuters. A edição de 2015 é uma média de duas listas, a de 2001, contando com 6.000 nomes, usada até 2013, e a nova lista, com metodologia distinta da de 2001, possui 3.000 nomes. 20%
Resultados de pesquisa N&S Afere o número de artigos (resultados de pesquisa) publicados nas revistas Nature e Science nos últimos 5 anos. Para o cálculo do indicador, é atribuído o peso de 100% para o primeiro autor, 50% para o segundo autor, 25% para o terceiro autor e 10% para os outros autores. 20% 40%
PUB Quantifica o número total de artigos indexados no Science Citation Index Expanded (SCIE) e no Science Citation Index Social (SSCI), no ano anterior. No cálculo dos artigos indexados na base SSCI é atribuído peso dois. 20%
Desempenho per capto PCP Ponderação dos cinco indicadores dividido pelo número de professores de tempo integral. Na ausência do número de docentes de tempo integral, a ARWU considera apenas os escores ponderados dos cinco indicadores. 10% 10%

Fonte: Adaptado de ARWU (2015a, b).

Para fazer parte da lista da ARWU é preciso que a universidade tenha pelo menos uma das seguintes características: ter aluno, ex-aluno ou servidor que recebeu prêmio Nobel Laureates ou Medalha Fields; ter pesquisadores altamente citados; ter artigos publicados na Nature ou Science; ter quantidade significativa de artigos indexados pelo Science Citation Index Expanded (SCIE) e pelo Science Citation Index Social (SSCI).

Os critérios de inclusão da ARWU apresentados no sítio disponível na Rede Mundial de Computadores não apresentam parâmetros mensuráveis para definir pesquisadores altamente citados ou quantificar o número mínimo de artigos publicados na Nature ou na Science e também não esclarece o que entende por quantidade significativa de artigos indexados.

O site da ARWU disponibiliza a consulta a todos os rankings divulgados desde 2003 e as estatísticas por região (América, Europa, Ásia/Pacífico, África) e país, disponibilizando os Top 20, Top 100, Top 200, Top 300, Top 400 e o Top 500 das universidades.

Na edição de 2015, o Brasil tem seis universidades no Ranking Top 500: Universidade de São Paulo (USP) (101-150), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) (301-400), Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) (301-400), Universidade de Campinas (Unicamp) (301-400), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (401-500) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) (401-500). No Ranking Fields, das cinco áreas, a única que não aparece uma universidade brasileira é a SOC. Nas demais, a USP aparece entre 101-150. O Ranking Subject traz nas listas da Matemática e da Ciência da Computação a USP (76-100 e 151-200) e a Unicamp (151-200 e 101-150); no ranking de Física e Química aparece apenas a USP (151-200) e na disciplina de Economia e Negócios não há representante brasileiro.

A classificação das universidades no Top 500 se dá até a posição 100, após a classificação passa a ser por ordem alfabética em grupos de 50 até a posição 200, segue grupos de 100 até a posição 500. A classificação da Top 200 Field e Subject é feita até a posição 50, após há a classificação por ordem alfabética em grupo de 25 até a posição 100, após em grupo de 50 até a posição 200.

A ARWU surgiu para comparar as universidades chinesas com o resto do mundo, isso faria com que os chineses soubessem para onde enviar seus estudantes e o governo teria parâmetros para estabelecer no país UCMs (SANTOS, 2015). Pelos critérios adotados pela ARWU, percebe-se um elevado padrão de qualidade em pesquisa. São critérios rigorosos para a realidade brasileira. Tem-se uma única Medalha Fields no país, o ganhador é naturalizado francês e não é professor universitário. A participação do Brasil se dá pela atuação nos outros indicadores. Mesmo com uma pontuação máxima de 70% da nota, o Brasil está no Ranking Geral desde a primeira edição. De 2003 até 2006 com quatro universidades (USP, UFRJ, Unicamp, UNESP), em 2007, com a UFMG, foram cinco, em 2008 somaram seis, com a participação da UFRGS. De lá até 2015, o Brasil manteve-se com esses seis nomes na lista, exceção feita em 2011, que atingiu sete nomes, com a UNIFESP.

2.2 Times Higher Education World University Rankings (THE)

O Times Higher Education World University Rankings (THE) nasceu como um suplemento do Jornal The Times, divulgando o nome das 200 universidades ranqueadas como as melhores do mundo. De 2004 até 2009 o ranking tinha parceria com a empresa britânica Quacquarelli Symonds (QS). Por conta das críticas, o THE ajustou sua metodologia em 2005, 2007, 2008 e 2009, até desfazer a parceria com a QS, em outubro de 2009, e passar a ter os dados para o ranking fornecido pela Thomson Reuters. Com a parceria desfeita, a QS passou a produzir seu próprio ranking, o QS World University Rankings, e, por deter a propriedade intelectual e metodológica do ranking THE-QS, detém também os rankings desde 2004 (SANTOS, 2015).

Com a parceria da Thomson Reuters, desde 2010, o ranking THE adotou nova metodologia, que permanece inalterada desde a edição 2010-2011, proporcionando uma série histórica. O ranking tem periodicidade anual. Publica, desde 2011, o Ranking Global (THE Wold University Rankings) com o nome das 400 melhores universidades. Na edição 2015-2016 esse número passou para 800. Também desde 2011 é publicado o Ranking Reputação (World Reputation Rankings), desde 2012, o ranking 100 abaixo dos 50 (100 under 50), que na edição de 2016 passou a ser 150 abaixo dos 50 (150 under 50). Desde 2013 a THE publica o Ranking das Universidades da Ásia (Asia University Rankings), todos com 100 nomes de universidades. Desde 2014, o Ranking BRICS e Economias Emergentes (BRICS & Emerging Economies Rankings), com 200 nomes na lista (QS, 2015d).

As 800 universidades do Ranking Global também estão classificadas em seis áreas, podendo ser consultadas no Ranking by Subject - Artes e Humanidades; Ciências Clínicas, Pré-clínicas e da Saúde; Engenharia e Tecnologia; Ciências da Vida; Ciências Físicas e Ciências Sociais. É possível a consulta ao desempenho de cada universidade nos cinco critérios de avaliação da THE (ensino; pesquisa; citação; perspectiva internacional; captação de investimentos da indústria) e à estatística em quatro indicadores (número equivalente a estudantes de tempo integral na universidade; proporção entre aluno/equipe acadêmica; percentual de estudantes estrangeiros; proporção entre os sexos feminino e masculino). Os dados da estatística são fornecidos pelas universidades para a THE, e podem se alterar de ano a ano. Os dados do ranking 2015/2016 foram coletados em 2013.

A edição do Ranking Global 2015-2016 é a primeira, desde 2009, a utilizar citações de periódicos acadêmicos da base Scopus da Elsevier (BOTHWELL, 2015a) e a dobrar o número de universidades divulgadas (BOTHWELL, 2015b).

A THE adota critérios de análise das instituições baseados nas missões fundamentais de uma universidade: ensino, investigação, transferência de conhecimento e perspectiva internacional (THE, 2015a, b).

A metodologia da edição de 2015-2016 do Ranking Global da THE considera treze indicadores distribuídos em cinco categorias (ensino: ambiente de aprendizado; pesquisa: reputação, orçamento e volume; citação: influência da pesquisa; perspectiva internacional; investimento da indústria) (Quadro 2):

Quadro 2 Indicadores da THE Ranking Global da edição 2015-2016 

CATEGORIA INDICADOR DESCRIÇÃO PESO
Ensino: ambiente de aprendizagem Reputação acadêmica Resultados obtidos por meio de pesquisa de opinião entre acadêmicos, sobre o prestígio e reputação das instituições de ensino. Dados coletados em dezembro de 2014 e janeiro de 2015 em variados lugares do mundo e diversificadas pessoas. 15,0% 30,0%
Doutores Relaciona o número de doutorados de uma instituição com o número total do corpo docente. A relação justifica-se pela crença de que uma instituição com muitos doutores esteja preocupada com a nova geração de acadêmicos e que, o fato de ter muitos doutores, proporcione um nível mais alto de ensino. 6,0%
Alunos / equipe acadêmica Proporção entre o número de alunos de graduação admitidos em relação ao número de docentes. Essa relação supõe que quanto maior o número de alunos, mais numerosa deve ser a equipe que dará suporte para o aluno, promovendo ensino de qualidade. A relação é calculada como um proxy simples (variável para substituir outra de difícil mensuração). 4,5%
Orçamento Relação entre o orçamento da instituição e o número de docentes. É um valor ajustado pela Paridade do Poder de Compra (PPC). O PPC ajusta o valor que se obtém da relação do orçamento com o corpo docente de uma universidade de um determinado país com o valor obtido por outra universidade de outro país que tenha moeda diferente; assim todas as nações podem competir em igualdade de condições. 2,25%
Doutores / bacharel Proporção entre o número de doutorandos e a de bacharelados concedidos. O site não fornece detalhes para saber como o indicador é calculado, sabe-se que a lógica usada defende que instituições com maior concentração de estudantes de pesquisa apresentam mais conhecimento e que uma instituição com uma comunidade de pós-graduação ativa tem um ambiente de ensino e de pesquisa mais valorizado por alunos de graduação e pós-graduação. 2,25%
Pesquisa: reputação, orçamento e volume Reputação em pesquisa Resultados obtidos por meio da pesquisa de opinião entre os acadêmicos, sobre o prestígio e reputação das instituições em pesquisa. 18,0% 30,0%
Investimento em pesquisa Relação entre o orçamento destinado à pesquisa e o número de docentes, os dados são balizados pelo PPC. Usa-se o PPC para se ter o mesmo parâmetro entre países e disciplinas ditas “ciências duras” comparadas com outras (é comum haver valores maiores de bolsa para aquelas em relação a essas). 6,0%
Publicação Medida simples de produtividade em pesquisa: a relação de artigos publicados nos periódicos acadêmicos indexados pela base de dados Scopus da Elsevier pelo número de docentes, escalonado para o tamanho total da universidade e também normalizada por assunto. Esse procedimento aproxima as condições de publicação entre universidade. 6,0%
Citação: influência da pesquisa Citação Capta o número de vezes que trabalhos publicados de uma universidade é citado comparando com o número de citações que se espera ter de uma publicação de similar tipo e assunto. A Elsevier examinou mais de 51 milhões de citações, de 11,3 milhões de artigos de revistas, publicados ao longo de cinco anos. Os dados foram extraídos dos 23.000 periódicos acadêmicos indexados pela base de dados Scopus da Elsevier e incluiu todos os periódicos indexados, publicados entre 2010 e 2014; também inclui as citações, dos últimos seis anos (2010-2015), dos três tipos de publicações consideradas: artigos de periódicos, anais de conferências e avaliações. Os dados são normalizados para equiparar o volume de citação entre diferentes áreas do conhecimento, isso evita que áreas tradicionalmente de elevada citação não beneficie instituições. 30,0% 30,0%
Perspectiva internacional Estudantes estrangeiros / Nacionais Proporção de estudantes estrangeiros em relação ao número de estudantes nacionais da instituição. A relação evidenciará que a capacidade da universidade em atrair alunos de graduação e pós-graduados de todo o planeta é um diferencial para seu sucesso no cenário mundial. 2,5% 7,5%
Docentes estrangeiros / Nacionais Proporção de docentes estrangeiros em relação ao número de docentes nacionais da instituição. A THE acredita que tanto maior será o sucesso de uma instituição mundialmente quanto maior será o número de intercâmbio de pessoas. 2,5%
Colaboração internacional Proporção do total de publicações em revistas de pesquisa da universidade, nos últimos 5 anos, com pelo menos um autor estrangeiro. 2,5%
Investimento da indústria: inovação Recursos da indústria Medida dos recursos destinados à pesquisa proveniente da indústria em relação ao número de acadêmicos. É um indicador que visa captar "transferência de conhecimento", sugere que uma instituição tem qualidade se ela consegue atrair financiamento do mercado privado e se esse valor é significativo/elevado. 2,5% 2,5%

Fonte: Autoria própria (2015).

Os percentuais dos indicadores adotados pelo THE Subject Ranking são diferenciados do Ranking Global, embora os critérios sejam os mesmos. Os critérios de inclusão para uma universidade fazer parte da lista mudam em relação ao Ranking Global. A exigência de 200 artigos por ano nos últimos cinco anos altera-se para 100 artigos por ano para assuntos que geram um alto volume de publicações e 50 por ano em disciplinas como Ciências Sociais e Artes e Humanidades, onde o volume tende a ser menor (THE, 2015a), além disso, exige-se que 5% do corpo docente atuem em uma das seis áreas do ranking.

Quanto a metodologia usada nos outros rankings da THE, os indicadores são os mesmos, há, entretanto, sutilezas e alterações nos percentuais comparados com o Ranking Global.

O World Reputation Rankings emprega pesquisa de opinião acadêmica. São convidados peritos considerados de alto nível para indicarem nomes de universidades. O THE Reputation é um ranking de julgamento subjetivo.

O THE 100 Under 50 foi criado para mostrar universidades jovens que apresentam grande potencial. A metodologia empregada contempla os mesmos treze indicadores usados pelo World University Rankings, mas com ajustes nos pesos, recalibrados para refletir as características especiais das universidades mais jovens, desse modo, indicadores de reputação têm menor peso.

O Ásia University Rankings também usa os mesmos treze indicadores de desempenho do World University Rankings com ajustes adequados. Visa fornecer comparações abrangentes e equilibrados, confiáveis a estudantes, acadêmicos, líderes universitários, indústria e governos.

O mesmo procedimento de ajuste metodológico foi usado para o BRICS & Emerging Economies (QS, 2015d), em que o ajuste é dado para sistemas de investigação menos maduros e para diferentes prioridades de desenvolvimento.

A THE disponibiliza todas as edições do ranking, possibilitando comparativos.

Na edição 2015-2016 do THE Ranking Geral, com a divulgação de 800 universidades (na edição 2014-2015 eram 400), o Brasil passou de duas para 17 universidades ranqueadas (Quadro 3).

Quadro 3 Posição das universidades brasileiras no Ranking Geral da THE 2015-2016 

POSIÇÃO UNIVERSIDADE
251-300 USP.
351-400 Unicamp.
501-600 UFRJ; Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio).
601-800 Universidade de Brasília (UnB); Universidade Federal da Bahia (UFBA); UFMG; Universidade Federal do Paraná (UFPR); UFRGS; Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR); Universidade Federal de Viçosa (UFV); Universidade Federal de Lavras (UFLA); Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC PR); PUC do Rio Grande do Sul (PUC RS); Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ); Universidade do Estado de São Paulo (UNESP).

Fonte: Adaptado do THE (2015c).

Obs.: O THE classifica a primeira universidade até a posição 200, depois as universidades são apresentadas por ordem alfabética em grupos de 50 até a posição 400, em grupos de 100 até a posição 600 e, por último, em grupos de 200 até a posição 800.

Na edição 2015/2016 do Ranking by Subject o Brasil não tem universidade na lista. Na edição de 2014/2015 a USP representava o Brasil na posição 79 na área de Ciências Clínicas, Pré-clínicas e da Saúde e na posição 92 em Ciências da Vida. As áreas de Engenharia e Tecnologia; Ciências Físicas; Artes e Humanidades e Ciências Sociais, o Brasil também não tinha universidade na lista.

A edição 2015/2016 do BRICS & Emerging Economics Rankings tem 14 universidades brasileiras na lista. A USP é a universidade melhor classificada com a 9ª posição, seguida da Unicamp (=24), PUC-RJ (43), UFRJ (89), UFV (102), UFMG (=118), UNESP (=122), PUC-RS (=125), UFRGS (=130), UFSC (148), UFSCar (167), PUC-PR (168), UFLA (=185), UERJ (=197). Na edição de 2014/2015 desse mesmo ranking, o Brasil tinha apenas quatro universidades na lista. A USP ocupava a 10ª posição, a Unicamp a 27ª, a UFRJ a 61ª e a UNESP a 97ª.

Na edição 2016 do ranking Reputação a representante é a USP (91-100) e do ranking 150 abaixo de 50 é a Unicamp (61).

Para uma universidade participar do THE é necessário não estar enquadrada nos critérios de exclusão: universidades que não ofereçam graduação, que atuam em câmpus excessivamente especializado e que tenham menos de 1000 artigos publicados entre 2008 e 2012 (200 por ano) (THE, 2015a, b).

A THE tem como característica dados qualitativos (pesquisa de opinião) e quantitativos (indicadores de desempenho). Claramente a educação e a pesquisa são o foco deste ranking. O maior percentual de indicador (30%) é a citação de base WoS, que fornece dados de citação e volume de produção. Essas características da THE parecem favorecer a representatividade das universidades brasileiras, comparada com a ARWU. Conclusão equivocada, pelo menos até 2014. No início da fase independente da THE, em 2010, o Brasil não teve representatividade. De 2011 até 2014 o Brasil teve a USP e a Unicamp como únicas representantes. Para a THE, o reconhecimento da sociedade tem um alto índice na pontuação, e o Brasil, na edição de 2015/2016, cresceu nesse reconhecimento dos pares.

2.3 Quacquarelli Symonds World University Rankings - QS

O Quacquarelli Symonds surgiu no mundo dos rankings em 2004. Em 2010 começou a fase independente da THE. A edição do ranking QS é anual, geralmente lançada no mês de setembro.

A QS elabora seis rankings: o Ranking Mundial (QS World University Rankings), o Ranking Mundial por Disciplinas (QS World University Ranking by Subject), o Ranking Mundial por Área (QS World University Ranking by Faculty), o Ranking por Região (QS University Ranking by Region), o Ranking das Melhores Cidades para o Aluno (QS Best Student Cities) e o Ranking 50 Abaixo de 50 (QS Top 50 Under 50).

A edição 2015/2016 do Ranking Mundial (QS, 2015c) analisou cerca de 3000 universidades para divulgar o nome de 800. Os resultados são apresentados em uma tabela de classificação interativa, que podem ser filtrados por região, por país, por área (Artes e Humanidades; Engenharia e Tecnologia; Ciências da vida e Medicina; Ciências Naturais; Ciências Sociais e Gestão) e por cada um dos seis indicadores de desempenho usados pela QS (Reputação acadêmica; reputação entre empregadores; estudante por professor; professores estrangeiros; estudantes estrangeiros; citação por professor).

É divulgada uma lista com 300 nomes de universidades no Ranking Mundial por Área e no Ranking por Região (Ásia, América Latina e BRICS), exceção feita para a Região Árabe, que acontece a divulgação de 100 universidades e a Região EECA (Emerging Europe & Central), com 150 universidades, 200 nomes no Ranking Mundial por Disciplinas, 100 nomes de universidade com menos de 50 anos e 75 nomes de cidades no ranking das melhores cidades.

O QS Ranking Mundial tem por objetivo principal ajudar os alunos a fazer comparações informadas das principais universidades do mundo. A metodologia avalia as universidades em quatro áreas: pesquisa, ensino, empregabilidade e internacionalização (QS, 2015a, b), considerando seis indicadores (Quadro 4):

Quadro 4 Indicadores da QS Ranking Mundial da edição 2015-2016 

CRITÉRIOS INDICADOR DESCRIÇÃO PESO
Reputação Reputação Acadêmica Pontos obtidos pelas instituições na pesquisa de opinião global, em que os pares acadêmicos identificam as instituições, excetuando-se a própria, dentro de sua área, em que acreditam que o melhor trabalho esteja acontecendo. Para a edição 2015/2016 foram compilados um pouco menos de 76.800 respostas, considerando os últimos cinco anos, entretanto, as respostas mais recentes é que foram usadas. Para evitar discrepâncias, a QS usa ponderações regionais. 40% 50%
Reputação entre Empregadores Pontos obtidos pelas instituições na pesquisa de opinião global, em que os empregadores identificam as instituições que produzem os melhores graduados. A edição 2015/2016 obteve mais de 44.200 respostas dos empregadores. 10%
Qualidade do ensino Estudantes por Professor Proporção simples do número de estudantes por professor da instituição. A ideia é mais professores, menos alunos por turma, maior supervisão individual para cada aluno. 20% 20%
Impacto Citação por Docente Total de citações na base Scopus no período de 5 anos dividido pelo número de docentes da instituição. 20% 20%
Internacionalização Professores Estrangeiros Proporção de pesquisadores estrangeiros no corpo docente da instituição. 5% 10%
Estudantes Estrangeiros Proporção de estudantes estrangeiros matriculados na instituição. 5%

Fonte: Autoria própria (2015).

Observa-se que metade da nota advém de dados concretos (‘hard’ data) e a outra de questionários globais. O objetivo do indicador Reputação Acadêmica é mostrar a opinião da comunidade acadêmica internacional sobre a credibilidade da instituição. Já o objetivo da Reputação entre Empregadores é mostrar como as universidades são vistas pela empresa, instituições que absorverão os estudantes.

Para Huang (2012), no texto Opening the black box of QS World University, o indicador Reputação deve ser mais questionado pela comunidade acadêmica por razões de problemas na taxa de retorno dos questionários, pela desigualdade dos questionários desenvolvidos, pela presença e ausência de nomes de universidades na lista dos questionários, pela avaliação de algumas universidades apenas por respondentes nacionais, entre outros pontos.

Os indicadores para o Ranking por Região variam sutilmente dos contidos no Ranking Mundial, entretanto, mantém-se os 50% de dados subjetivos, excetua-se o QS Ásia, onde soma 40%.

Na edição 2015-2016 do QS Ranking Mundial, o Brasil apresenta o mesmo número da edição 2014-2015, 22 universidades (Quadro 5).

Quadro 5 Posição das universidades brasileiras no QS Ranking Mundial, edição 2015-2016 

POSIÇÃO UNIVERSIDADE
143 USP
195 Unicamp
323 UFRJ
451-460 UFRGS
481-490 UNESP
491-500 UnB; Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP)
501-550 PUCSP; PUCRJ
551-600 UFMG
651-700 UERJ; UFSCAR
701+ PUCRS; Universidade Estadual de Londrina (UEL); UFBA; UFSC; UFSM; UFV; UFC; UFPR; UFPE; Universidade Federal Fluminense (UFF)

Fonte: Adaptado de QS (2015c).

Obs.: A classificação do QS Ranking Mundial acontece até a posição 400, depois as universidades são apresentadas por ordem alfabética em grupos de dez até a posição 500, em grupos de 50 até a posição 700 e, por fim, é usado o código 701+ até a posição 800.

As universidades brasileiras aparecem nas 36 disciplinas do Ranking Mundial por Disciplinas, em algumas delas entre as 50 melhores do mundo. Destaque para a USP, classificada nas 36 disciplinas. Outras presenças destacadas são: Unicamp classificada em 26 disciplinas, UFRJ em 25, UFMG em 19, UFRGS em 18, PUC-RJ e UNESP em 11, UFSCar em oito e UnB e UFSC em sete. Entre as 50 melhores do mundo aparecem: USP em oito disciplinas, Unicamp em três, UNESP em duas e UFRJ em uma.

A presença de universidades brasileiras no Ranking Mundial por Áreas acontece em quatro das cinco áreas avaliadas. A exceção é a área de Ciências Sociais e Administração. Os destaques são USP, Unicamp, UFRJ e UFMG presentes em quatro áreas e UFRGS em três. Entre as 100 primeiras classificadas, a USP, em três áreas, é a única universidade brasileira ranqueada.

No QS Ranking por Região América Latina são considerados 20 países. O Brasil têm 89 universidades no ranking na edição 2016, o mesmo número da edição 2014/2015. No Quadro 6 são apresentadas as universidades classificadas até a posição 100.

Quadro 6 Classificação das universidades brasileiras no QS Ranking por Região América Latina, edição 2016 

POSIÇÃO UNIVERSIDADE
1 USP
2 Unicamp
5 UFRJ
9 UnB
12-20 UNESP, UFMG; PUC-RJ, UFRGS
21-30 UFSC, UNIFESP, UFSCar
31-40 UFPR, PUC-SP
41-50 PUC-RS; UFPE, UERJ, UFF
51-100 UFBA, UEL, Universidade Federal do Ceará (UFC), UFV, PUC-Campinas, Universidade Federal de Goiás (UFG), UFSM

Fonte: Adaptado de QS (2016).

Obs.: Para fins de apresentação foram agrupadas as universidades classificadas entre 51-100 e omitidas as universidades colocadas em 101 até 300+.

No QS Ranking por Região BRICS, o Brasil apresenta 40 universidades inseridas na última edição do ranking. As universidades classificadas até a posição 100 são apresentadas no Quadro 7.

Quadro 7 Classificação das universidades brasileiras no QS Ranking por Região BRICS, edição 2014/2015 

POSIÇÃO UNIVERSIDADE
9 USP
12 Unicamp
25 UFRJ
27 UNESP
37 UNIFESP
41 UFMG
42 UFRGS
47 PUCSP; PUCRJ
51-100 UnB; UFSC; UFPR; UFPE; UFF; UERJ; PUC-RS; UFV

Fonte: Adaptado de QS (2015d).

Obs.: Para fins de apresentação foram agrupadas as universidades classificadas entre 51-100 e omitidas as universidades colocadas em 101 e 200.

Na edição 2016 do Ranking das Melhores Cidades para o Aluno, o Brasil tem a cidade de São Paulo como representante, em 63º lugar. Na edição 2015, o Brasil não tinha representante. Da edição 2015 para a 2016 houve um aumento de 25 nomes de cidades na lista, de 50 nomes passou para 75.

Na edição 2015 do QS Ranking 50 Abaixo de 50, a Unicamp ocupa a 11ª posição e a UNESP está entre a 71ª-80ª posição. Na edição de 2014, a Unicamp era a única representante nacional, ocupando a 15ª posição. Da edição de 2014 para a de 2015, o QS Top 50 Under 50 duplicou o número de universidades da lista, de 50 nomes passou para 100.

Para fazer parte do banco da QS, há quatro possibilidades de seleção: a universidade precisa pertencer a rankings nacionais, ser mencionada em pesquisa de opinião (Reputação Acadêmica e Reputação entre Empregadores), constar na lista de instituição do país ou região de sua sede, passar na análise da equipe da QS, se solicitou sua inclusão para avaliação, nesse caso, a universidade é analisada segundo alguns critérios e desempenhos de alguns indicadores comparados com o desempenho de outras universidades já constantes na lista (QS, 2015a).

O ranking QS combina critérios objetivos (Indicadores de Desempenho) com subjetivos (Pesquisa de Opinião), apresentando para a sociedade universidades que se preocupam com o estudo e com o mercado de trabalho, uma vez que é considerada a opinião do empregador na pontuação, avaliando profissionais qualificados para atuarem após a universidade.

A QS, por ter critérios mais amplos de inserção no ranking, como desempenho das universidades em rankings nacionais, balanceamento geográfico e a inscrição pela própria universidade, pode oferecer uma variedade de nomes de universidades mais diversificados que os que constam nas listas dos rankings ARWU e THE. Além disso, com 50% dos indicadores sendo de fonte subjetiva, vindas da opinião dos entrevistados, pode-se pensar que há maiores chances de universidades brasileiras estarem na lista. Outra modificação que contribui para aumentar as possibilidades de universidades nacionais na lista da QS World University Rankings é o número de universidades na lista. Nos últimos cinco anos a QS passou de 500 nomes (2010, 2011), para 700 em 2012 e, desde 2013, vem divulgando 800 nomes.

Na fase THE-QS, os indicadores eram diferentes dos da fase independente da QS, mas a participação das universidades brasileiras já se mostrou crescente. Em 2004, nenhuma representatividade do Brasil, em 2005 e 2006, a USP representou o país. Em 2007 foram duas universidades, USP e Unicamp. Em 2008 e 2009, foram três universidades, a UFRJ entrou no ranking. Na fase independente da QS, em 2010, o Brasil tinha três universidades (USP, Unicamp, UFRJ) no Ranking Geral QS, em 2011, passou para quatro, com a chegada da UNIFESP a lista. Em 2012, com a ampliação da lista, o Brasil triplica a representatividade, são 12 universidades na lista QS, de 2013 até 2015 a lista se mantém com 22 universidades brasileiras.

3 Universidades Brasileiras de Classe Mundial

Para a escritura deste texto, considerou-se universidade brasileira de Classe Mundial as universidades brasileiras classificadas no Ranking Geral da ARWU, no Ranking Global da THE e no Ranking Mundial da QS. O critério de inclusão foi a inserção nos três rankings. As universidades foram pontuadas considerando sua classificação (1º lugar - 1; [...] 500º lugar - 500). Para classificações em bloco, utilizou-se o valor médio (por exemplo - 101-150 - 125,5). Após, foi feita a média das três pontuações para classificar as universidades. A classificação, adaptando procedimento adotado pelo ranking ARWU, aconteceu em: Top 20, Top 100, Top 200, Top 300, Top 400, Top 500 e Top 500+. Foram classificadas como UCMs as classificadas até Top 500. As universidades alocadas em Top 500+ foram classificadas como em consolidação.

Ao se mencionar que uma universidade brasileira tem potencial para atingir a condição de Universidade de Classe Mundial, o texto considerou as universidades brasileiras classificadas no Ranking Geral da ARWU, no Ranking Global da THE e no Ranking Mundial da QS. O critério de inclusão foi a inserção em pelo menos dois rankings ou inserção em um ranking até a posição 500. As universidades já classificadas como UCM foram excluídas.

Com os critérios propostos no presente estudo, tem-se que uma universidade é de Classe Mundial quando aparece nos três principais rankings internacionais (no geral). As universidades brasileiras que atendem esse critério são apresentadas no Quadro 8:

Quadro 8 Universidades brasileiras de Classe Mundial 

CLASSIFICAÇÃO POSIÇÃO RELATIVA UNIVERSIDADE
Top 20 - -
Top 100 - -
Top 200 181,33 USP.
Top 300 - -
Top 400 307,00 Unicamp.
Top 500 408,00 UFRJ.
Top 500+ 512,17 535,50 575,50 UNESP. UFRGS. UFMG.

Fonte: Autoria própria (2016).

Pautado ainda na classificação proposta, têm-se no Brasil três universidades consolidadas (USP, Unicamp e UFRJ) e três em consolidação (UNESP, UFRGS e UFMG). É importante destacar que nenhuma universidade brasileira está classificada nos rankings ARWU, THE e QS entre as 100 melhores do mundo. A USP, com a posição relativa 181,33 no ranking geral, é a única universidade que aparece entre as 100 melhores do mundo nos rankings por área: nas cinco áreas avaliadas no QS edição 2016 (Artes e Humanidades; Engenharia e Tecnologia; Ciências da Vida e Medicina; Ciências Sociais e Negócios e em Ciências Naturais), no THE, na edição 2014-2015 em duas áreas (Ciências da Vida; Ciências Clínicas, Pré-clínicas e de Saúde), não aparecendo na edição 2015-2016; no ARWU, das cinco áreas avaliadas, mesmo não estando entre as 100 melhores, aparece entre 101-150 em quatro áreas (Ciências Naturais e Matemática; Engenharia/Tecnologia e Ciências da Computação; Ciências da Vida e Ciência Agrária; Medicina Clínica e Farmácia).

Considerando as universidades brasileiras de Classe Mundial, procurou-se identificar a movimentação das mesmas nesses rankings num período de cinco anos (Quadro 9).

Quadro 9 Classificação das universidades brasileiras de Classe Mundial nos rankings ARWU, THE e QS no período de 2011-2015 

ARWU THE QS
IES 2011 2012 2013 2014 2015 2011 2012 2013 2014 2015 2011 2012 2013 2014 2015
USP 102 101 101 101 101 178 158 226 201 251 169 139 127 132 143
150 150 150 150 150 250 225 300
UNICAMP 201 201 301 301 301 276 251 301 301 351 235 228 215 206 195
300 300 400 400 400 300 275 350 350 400
UFRJ 301 301 301 301 301 - - - - 501 381 333 284 271 323
400 400 400 400 400 600
UNESP 301 301 301 301 301 - - - - 601 - 551 491 421 481
400 400 400 400 400 800 600 500 430 490
UFRGS 401 401 401 401 401 - - - - 601 - 501 501 471 451
500 500 500 500 500 800 550 550 480 460
UFMG 301 301 301 301 400 - - - - 601 - 451 481 451 551
400 400 400 400 500 800 500 490 460 600

Fonte: Autoria própria (2016).

Percebe-se que no ARWU, as seis universidades consideradas estão presentes no período delimitado. No THE, o mais exigente dos rankings, apenas a USP e a Unicamp faziam parte desde 2011. A inserção da UFRJ, UNESP, UFRGS e UFMG aconteceu com a ampliação do número de universidades ranqueadas, estando todas situadas além da posição 500, que era o limite anterior. Quadro similar é encontrado no QS. Apenas a USP, a Unicamp e a UFRJ aparecem desde 2011. Com a ampliação do número de universidades inseridas no ranking em 2012, a UNESP, a UFRGS e a UFMG aparecem e permanecem em todas as edições subsequentes. A principal diferença com o resultado do THE é que a UNESP (em 2013, 2014 e 2015), a UFRGS (em 2014 e 2015) e a UFMG (em 2012, 2013 e 2014) aparecem entre as 500. Considerando o período 2011-2015, tem-se a posição inicial e atual das universidades brasileiras de Classe Mundial e a tendência das mesmas (Quadro 10):

Quadro 10 Posição relativa das universidades brasileiras de Classe Mundial nos rankings ARWU, THE e QS em 2011 e 2015 e tendência 

UNIVERSIDADE POSIÇÃO RELATIVA INICIAL (2011) POSIÇÃO RELATIVA ATUAL (2015) TENDÊNCIA
USP 157,67 181,33 T- (-23,66)
UNICAMP 257,83 307,00 T- (-49,70)
UFRJ 427,33 408,00 T+ (19,33)
UNESP 542,17 512,17 T+ (30,00)
UFRGS 558,83 535,50 T+ (23,33)
UFMG 508,83 575,50 T- (-66,67)

Fonte: Autoria própria (2015).

Ainda que a perda de posições não indique necessariamente diminuição da qualidade, em função de que a classificação depende das demais universidades avaliadas, é notório um decréscimo importante das duas principais universidades brasileiras, principalmente na Unicamp. A tendência negativa mais acentuada entre as seis universidades é a da UFMG. A UNESP, a UFRGS e a UFRJ apresentam tendência positiva. Mantida a tendência, UNESP e UFRGS alcançarão, nos próximos cinco anos, a consolidação de UCM.

Seguindo o objetivo proposto, foi constituído um segundo grupo de universidades, o das universidades com potencial para se tornarem de Classe Mundial. Ao se referir a tendência das universidades brasileiras de Classe Mundial, considerou a posição das universidades brasileiras de Classe Mundial no Ranking Geral da ARWU, no Ranking Global da THE e no Ranking Mundial da QS nos anos de 2011 e 2015. Nos casos em que uma universidade não apresentava resultado em 2011, foram adotados os seguintes critérios: (i) considerar o resultado mais antigo; (ii) repetir o resultado de 2015. As universidades foram pontuadas da mesma maneira que na variável Universidades de Classe Mundial brasileiras. Foi estabelecida a posição relativa das universidades em 2011 e 2015 através da média dos três rankings. O resultado de 2011 foi subtraído do resultado de 2015 para obter a variação média no período. Resultados positivos foram classificados como tendência positiva (T+); igual a zero como tendência neutra (TN); negativos com tendência negativa (T-). Nesse grupo foram incluídas 11 universidades: PUC-RJ; PUC-RS; UERJ; UFBA; UFPR; UFSC; UFSCar; UFV; UnB, PUC-SP; Unifesp (Quadro11).

Quadro 11 Classificação das universidades brasileiras acima da 500ª posição nos rankings ARWU, THE e QS no período de 2011-2015 

ARWU THE QS
IES 2 0 1 1 2 0 1 2 2 0 1 3 2 0 1 4 2 0 1 5 2 0 1 1 2 0 1 2 2 0 1 3 2 0 1 4 2 0 1 5 2 0 1 1 2 0 1 2 2 0 1 3 2 0 1 4 2 0 1 5
PUC-RJ - - - - - - - - - 501 600 - 551 600 551 600 501 550 501 550
PUC-RS - - - - - - - - - 601 800 - - 651 700 651 700 701+
UERJ - - - - - - - - - 601 800 - - 701+ 701+ 651 700
UFBA - - - - - - - - - 601 800 - - 601 650 601 650 701+
UFPR - - - - - - - - - 601 800 - - 651 700 651 700 701+
UFSC - - - - - - - - - 601 800 - 601+ 651 700 651 700 701+
UFCar - - - - - - - - - 601 800 - 601+ 601 650 551 600 651 700
UFV - - - - - - - - - 601 800 - - 601 650 701+ 701+
UnB - - - - - - - - - 601 800 - 551 600 551 600 551 600 491 500
PUC-SP - - - - - - - - - - - 551 600 551 600 551 600 501 550
Unifesp 401 500 - - - - - - - - - 401 500 401 500 411 420 421 430 491 500

Fonte: Autoria própria (2016).

No Quadro 12 é apresentada a natureza jurídica das universidades que compõe os grupos UCM be universidade com potencial para se tornar de Classe Mundial.

Considerando o art. 19 da Lei no 9.394/1996, as universidades selecionadas foram classificadas em: públicas (criadas ou incorporadas, mantidas e administradas pelo Poder Público) e privadas (mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado). As instituições públicas foram classificadas, considerando o mantenedor, em: federal, estadual (incluindo o Distrito Federal) e municipal. As instituições privadas em: particulares em sentido estrito (instituídas e mantidas por uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas de direito privado que não apresentem as características das demais instituições privadas); comunitárias (instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas, inclusive cooperativas de professores e alunos que incluam na sua entidade mantenedora representantes da comunidade); confessionais (instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas que atendem a orientação confessional e ideologia específicas e atendam o exigido para as comunitárias); filantrópicas (na forma da lei).

O grupo UCM, na coluna Condição, é apresentado subdividido em consolidado e em consolidação.

Quadro 12 Natureza jurídica das universidades brasileiras de Classe Mundial e com potencial para se tornarem de Classe Mundial 

CONDIÇÃO UNIVERSIDADE NATUREZA JURÍDICA
Universidade de Classe Mundial consolidada USP Pública, Estadual (São Paulo)
Unicamp Pública, Estadual (São Paulo)
UFRJ Pública, Federal
Universidade de Classe Mundial em consolidação UNESP Pública, Estadual (São Paulo)
UFRGS Pública, Federal
UFMG Pública, Federal
Universidade com potencial para se tornar de Classe Mundial PUC-RJ Privada, Confessional / Filantrópica
PUC-RS Privada, Confessional / Filantrópica
UERJ Pública, Estadual (Rio de Janeiro)
UFBA Pública, Federal
UFPR Pública, Federal
UFSC Pública, Federal
UFSCar Pública, Federal
UFV Pública, Federal
UnB Pública, Federal
PUC-SP Privada, Confessional / Filantrópica
Unifesp Pública, Federal

Fonte: Autoria própria (2015).

Constata-se que a maioria (n=14; 82,35%) das 17 universidades é pública. Das públicas, 10 são federais (71,43%) e quatro estaduais (28,57%), três localizadas no Estado de São Paulo e uma no Rio de Janeiro. Todas as UCMs (n=6; 100%) são públicas. Entre as consolidadas, as duas estaduais de São Paulo (66,67%) ocupam as duas primeiras posições. Nas em consolidação, encontram-se duas federais (66,67%) e uma estadual paulista (33,33%). Nas universidades com potencial para se tornarem de Classe Mundial, oito públicas (72,73%), sendo sete federais e uma estadual do Rio de Janeiro, e três privadas (27,27%), todas da PUC.

A relação entre o ano de fundação da universidade e o potencial da universidade para se tornar instituição de Classe Mundial é o foco do próximo quadro (Quadro 13). Considerou-se o ano em que as universidades estudadas foram fundadas, classificadas com referência ao ano de 2015, em quatro grupos: mais de 100 anos; entre 76 e 100 anos; entre 51 e 75 anos; menos de 50 anos.

Quadro 13 Ano de criação das universidades brasileiras de Classe Mundial e com potencial para se tornarem de Classe Mundial 

EXISTÊNCIA (EM ANOS) UNIVERSIDADE
Mais de 100 anos UFPR (1912).
Entre 76 e 100 anos UFRJ (1920); UFV (1922); UFMG (1927); Unifesp (1933); USP (1934); UFRGS (1934); PUC-RJ (1940)
Entre 51 e 75 anos PUC-SP (1946); UFBA (1946); PUC-RS (1948); UERJ (1950); UFSC (1960); UnB (1962).
Menos de 50 anos UNICAMP (1966); UFSCar (1968); UNESP (1976).

Fonte: Sítios das universidades na rede mundial de computadores (2015).

A média do tempo de existência das UCMs é de 72,17 (dp=22,65) anos, enquanto das universidades com potencial para se tornarem de Classe Mundial é de 67,50 (dp=13,80) anos. Os dois grupos foram submetidos e aprovados nos testes de normalidade de KS e SW (p>0,10). Em seguida foram submetidos a análise de variância, através do teste T, com correção de Welch por não apresentam desvios padrões não equivalentes. E verificou-se inexistência de diferenças significativas entre as médias dos grupos (p=0,6619; p>0,05), o que sugeri que o tempo de existência não é determinante para categorizar os grupos. Duas universidades do Estado de São Paulo (Unicamp e UNESP) reduziram a média do tempo de existência e aumentaram o desvio padrão no grupo UCM. Unicamp e UNESP possuem menos de 50 anos de história. Merece menção que, no QS ranking 50 abaixo de 50, a UNICAMP ocupa a décima primeira posição, o que a coloca como uma das mais importantes universidades jovens do mundo. Em outros termos, apesar desses grupos comportarem algumas das universidades mais antigas do Brasil, incluindo a UFRJ que pode ser considerada a mais antiga formalizada (CUNHA, 1980), tem-se um conjunto de universidades ainda muito jovens. As universidades mais tradicionais do mundo bem mais que um século. Dessas, algumas são milenares.

Na Quadro 14 é apresentado o quantitativo de alunos de graduação, de pós-graduação e o total de alunos das universidades estudadas, bem como os respectivos percentuais.

Considerou-se o número de alunos de graduação e de pós-graduação no ano de 2014 e os respectivos percentuais no total. Os alunos do Ensino a Distância (EaD) não foram computados. Apresentou-se apenas as universidades públicas, escopo do presente estudo. As universidades públicas representam a totalidades das UCMs brasileiras e a maioria, considerando também as universidades com potencial para atingirem a Classe Mundial (n= 14; 82,35%).

Quadro 14 Número e percentual de alunos de graduação e de pós-graduação das universidades brasileiras de Classe Mundial e com potencial para se tornarem de Classe Mundial em 2014 

UNIVERSIDADE GRADUAÇÃO (PERCENTUAL DO TOTAL) PÓS-GRADUAÇÃO (M+D+MP) (PERCENTUAL DO TOTAL) TOTAL
USP 59.081 (71,58%)1 23.455 (9.959+13.028+468) (28,42%)6 82.536
Unicamp 18.698 (68,96%)2 8.416 (3.341+4.943+132) (31,04%)6 27.114
UFRJ 39.887 (80,26%)3 9.811 (4.049+5.011+751) (19,74%)6 49.698
UNESP 37.388 (80,53%)4 9.041 (4.111+4.716+214) (19,47%)6 46.429
UFRGS 26.980 (75,47%)3 8.768 (3.838+4.718+221) (24,53%)6 35.748
UFMG 32.103 (82,12%)3 6.989 (3.052+3.776+161) (17,88%)6 39.092
UERJ 26.145 (86,26%)5 4.164 (1.908+1.957+299) (13,74%)6 30.309
UFBA 27.789 (85,50%)3 4.714 (2.248+2.127+339) (14,50%)6 32.503
UFPR 26.666 (87,56%)3 3.790 (2.349+976+465) (12,44%)6 30.456
UFSC 26.454 (81,10%)3 6.167 (2.804+3.088+275) (18,90%)6 32.621
UFSCar 11.332 (77,97%)3 3.201 (1.451+1.489+261) (22,03%)6 14.533
UFV 13.537 (84,70%)3 2.445 (1.217+1.156+72) (15,30%)6 15.982
UnB 31.348 (83,75%)3 6.083 (2.907+2.863+313) (16,25%)6 37.431
Unifesp 9.589 (73,68%)3 3.425 (1.615+1.491+319) (26,32%)6 13.014

Legenda: M - Mestrado; D - Doutorado; MP - Mestrado Profissional.

Fonte: 1USP (2015); 2UNICAMP (2015); 3Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP (2015); 4UNESP (2015); 5UERJ (2015); 6Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - (CAPES, 2015).

Considerando as UCMs, tem-se um percentual médio de 76,49 de alunos de graduação e 23,51% de pós-graduação (dp=5,37). No grupo das universidades com potencial, o percentual médio de alunos de graduação é 82,57 e de pós-graduação é 17,43 (dp=4,71). Ambos os grupos passaram no teste de normalidade de KS e SW (p>0,10). Através do Teste T de Studant, constatou-se diferenças significativas entre as médias dos grupos (p<0,05), ou seja, um maior percentual de alunos de pós-graduação influencia positivamente na obtenção da condição de UCM. No grupo das UCMs, considerando as universidades do Estado de São Paulo, têm-se um percentual ainda maior de alunos de pós-graduação (26,31%; dp=6,07), o que explica o posicionamento das mesmas nos diferentes rankings.

No quadro 15 é apresentado o orçamento de 2014 das universidades consolidadas como Classe Mundial (públicas) e custo anual aproximado do aluno. Para a análise, considerou-se o número de alunos de graduação e de pós-graduação no ano de 2014 e os respectivos percentuais no total. Os alunos do Ensino a Distância (EaD) não foram computados. Evidentemente, quando se trabalha com orçamento, tem-se um dado impreciso. Nem sempre os valores constantes do orçamento são os efetivamente liberados. Com essa perspectiva, optou-se em utilizar o termo aproximado. Ademais, mesmo sendo a principal fonte de financiamento das universidades públicas, o orçamento não é a única fonte. Com efeito, o custo anual do aluno é, cumprido integralmente o orçamento, superior ao valor apresentado, e em função disso, mesmo apresentando valores exatos, optou-se por utilizar o termo aproximado. Ressalta-se também que os orçamentos das universidades federais e estaduais são conformados com critérios distintos. Pegando como exemplo as universidades federais, verifica-se que o número total de alunos não é uma variável utilizada na composição da matriz orçamentária. Utiliza-se o aluno equivalente (considerando o curso realizado) e um conjunto de outras variáveis como: curso novo, duração padrão, fator de retenção, turno, sede, número de ingressantes e concluintes.

Quadro 15 Orçamento 2014 e custo anual aproximado do aluno das universidades brasileiras de Classe Mundial e com potencial para se tornarem de Classe Mundial 

UNIVERSIDADE ORÇAMENTO 2014 (EM BILHÃO DE REAIS) CUSTO ANUAL APROXIMADO DO ALUNO (EM REAL)
USP 5,029500 1 60.937,05
UNICAMP 2,195800 1 80.983,99
UFRJ 2,358770 2 47.462,07
UNESP 2,344700 1 50.500,76
UFRGS 1,381441 2 38.643,87
UFMG 1,542242 2 39.451,60
UERJ 1,130000 3 37.282,66
UFBA 1,125007 2 34.612,41
UFPR 1,114517 2 36.594,33
UFSC 1,099516 2 33.705,77
UFSCAR 0,472771 2 32.530,86
UFV 0,647019 2 40.484,23
UnB 1,575450 2 42.089,44
Unifesp 0,720846 2 55.390,04

Fonte: 1SÃO PAULO (2014); 2INEP (2015); 3UERJ (2015).

O custo médio anual do aluno nas universidades de Estado de São Paulo (R$ 64.140,60; dp=15.492,06) é maior que nas universidades federais (R$ 40.096,46; dp=6.953,92). Submetendo os grupos aos testes de normalidade, os valores das universidades do Estado de São Paulo não passaram no teste de normalidade de KS, mas passaram no teste de normalidade de SW. Com a utilização do teste não-paramétrico de Mann-Whitney, confirma-se a existência de diferenças significativas (p=0,0140; p<0,05) entre os grupos estabelecidos.

Na composição do orçamento, os valores despendidos com pessoal, principalmente ativo, são os mais representativos. Para ilustrar, no Quadro 16 é apresentada a composição dos orçamentos das federais no ano de 2014, a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2014 e o executado em 2013.

Quadro 16 Composição do orçamento 2014, LOA 2014 e valores executados do orçamento 2013 

IES PESSOAL ATIVO 2014 PESSOAL INATIVO 2014 ORÇAMENTO, DESPESAS E CUSTEIO 2014 INVESTIMENTO 2014 LOA 2014 EXECUTADO EM 2013
UFRJ 1.095.754.119 760.622.706 447.386.650 55.007.332 2.358.770.807 2.385.861.692
UFRGS 664.429.117 423.839.775 239.175.319 53.997.548 1.381.441.759 1.326.283.799
UFMG 716.942.678 447.367.793 296.318.670 81.613.011 1.542.242.152 1.510.769.135
UFBA 508.586.264 370.877.915 204.818.476 40.725.087 1.125.007.742 1.122.106.987
UFPR 506.084.232 328.415.064 216.405.761 63.612.050 1.114.517.107 1.054.627.468
UFSC 531.460.046 284.449.302 225.728.479 57.879.044 1.099.516.871 1.056.348.781
UFSCAR 268.695.530 66.858.298 80.991.128 56.227.021 472.771.977 470.075.208
UFV 344.305.091 159.136.243 105.151.834 38.426.654 647.019.822 645.691.086
UNB 701.716.177 252.431.868 509.216.183 112.086.657 1.575.450.885 1.685.383.780
UNIFESP 415.841.792 138.870.416 96.380.198 69.753.868 720.846.274 702.610.918

Fonte: INEP (2015).

Considerando as universidades federais estudadas, tem-se que, em média, o pessoal ativo corresponde a R$ 575.381.504,60 (dp=235.442.900,00; 47,80%), o pessoal inativo a R$ 323.286.938,00 (dp=197.849.567,00; 26,86%), o orçamento, despesas e custeio a R$ 242.157.269,80 (dp=143.257.775,00; 20,11%) e investimento a R$ 62.932.827,20 (dp=21.392.973,00; 5,23%). Somado o valor do pessoal ativo com o inativo, tem-se um percentual de aproximadamente 75% de gastos com a folha de pagamento.

A situação não é diferente nas três universidades paulistas que apresentam altos níveis de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento. Desde 1989, as universidades do Estado de São Paulo, diferentemente das universidades federais, possuem autonomia da gestão financeira. Os orçamentos são vinculados com um percentual da arrecadação líquida do Estado, estipulado anualmente pelo executivo estadual e aprovado pela Assembleia Legislativa (atualmente, 9,57% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS). Na USP, historicamente, o gasto dos seus repasses com a folha de pagamento é de 85%. Esse percentual, em períodos de queda de arrecadação do Estado de São Paulo, chega a ultrapassar os 100% do orçamento. Mesmo com um comprometimento pouco menor, a situação da Unicamp e da UNESP é bastante similar.

Ainda que convivam com o mesmo quadro de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento das federais, o modelo de autonomia, único no Brasil, permitiu que as universidades do Estado de São Paulo se expandissem e alcançassem níveis de excelências no ensino e na pesquisa, com riscos reduzidos na gestão administrativa e financeira. Mesmo o comprometimento sendo um problema, é necessário ter em vista que a condição de UCM das universidades paulistas deve-se muito a sua capacidade de retenção em seus quadros das melhores mentes. E a retenção é feita, principalmente, com condições de trabalho e remuneração mais elevada.

4 Considerações Finais

As universidades brasileiras na categoria de Classe Mundial consolidadas, segundo os critérios deste estudo, são a USP, a Unicamp e a UFRJ, as em consolidação são a UNESP, a UFRGS e a UFMG. A tendência ascendente e descente das universidades brasileiras se manterem na condição de UCM foi analisada a partir do movimento das posições das universidades, no recorte temporal de 2011 a 2015, classificadas no Ranking Geral da ARWU, no Ranking Global da THE e no Ranking Mundial da QS. A UNESP, a UFRGS e a UFRJ têm tendência ascendente, já a USP, a Unicamp e a UFMG têm tendência descendente. Revelou-se que 11 universidades brasileiras (PUC-RJ, PUC-RS, UERJ, UFBA, UFPR, UFSC, UFSCar, UTV, UnB, PUC-SP e a Unifesp) têm potencial para atingir a condição de UCM. 100% das UCM brasileiras são públicas, com média de idade de 72 anos e com 76,49% de alunos na graduação e 23,51% na pós-graduação. O orçamento anual em 2014 da Unicamp somado ao da UFRJ não chega ao da USP, entretanto, o custo anual do aluno na Unicamp atinge quase 81 mil reais, enquanto que na USP o valor é quase 61 mil e na UFRJ esse valor fica próximo a 88 mil reais. O estado de São Paulo apresenta o maior percentual de alunos de pós-graduação e um nível mais elevado de investimento (custo anual por aluno), sugerindo que essas variáveis marcam mais robustamente o perfil de condição de UCM brasileira.

Considerando-se que os rankings, enquanto instrumentos avaliativos, apresentam enfoque nivelador, e considerando que o contexto atual das instituições de ensino envolve estar presente nos rankings, a crítica mercadologica dos rankigns pode ser atenuada se o controle e a avaliação, como atribuição de valor e produção de sentido educacional, estiverem trabalhando juntos para avaliação educativa. Assim, pesquisas institucionais precisam ser divulgadas em periódicos indexados em base de dados como a SCIE, a SSCI, a Thomson Reuters e o Scopus, é ali que as UCM publicam.

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Received: July 27, 2016; Accepted: June 06, 2017

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