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Cadernos Saúde Coletiva

versão impressa ISSN 1414-462Xversão On-line ISSN 2358-291X

Cad. saúde colet. vol.23 no.2 Rio de Janeiro abr./jun. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1414-462X201500020030 

Artigos Originais

Vacinação contra hepatite B e Anti-HBS entre trabalhadores da saúde

Hepatitis B and Anti-HBS vaccination among health workers

Fernanda de Oliveira Souza 1  

Paloma de Sousa Pinho Freitas 2  

Tânia Maria de Araújo 3  

Mariana Rabelo Gomes 4  

1Mestranda em Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) - Feira de Santana (BA), Brasil.

2Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Professora Assistente da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) - Santo Antônio de Jesus (BA), Brasil.

3Pós-Doutora em Estresse Ocupacional pela University of Massachusetts. Professora titular do Departamento de Saúde da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) - Feira de Santana (BA), Brasil.

4Mestranda em Saúde, Ambiente e Trabalho da Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Salvador (BA), Brasil.

Resumo

Objetivo

Avaliar a prevalência de vacinação para hepatite B e os fatores associados entre trabalhadores da atenção primária e da média complexidade do setor saúde.

Metodologia

Estudo transversal com 506 trabalhadores do setor saúde de um município do Recôncavo Baiano. Utilizou-se questionário para investigar situação vacinal para hepatite B. Análises uni e bivariada foram utilizadas para avaliação dos fatores associados à vacinação.

Resultados

Houve predomínio do sexo feminino (78,3%) e do vínculo de trabalho permanente (63,8%); além disso, 78,1% dos trabalhadores fizeram uma avaliação positiva da saúde. A maioria referiu ter recebido três doses da vacina contra hepatite B (59,9%). Enfermeiras, técnicas e médicos estiveram mais imunizados (91,8%). Os fatores associados à vacinação foram: sexo, idade, escolaridade, uso de equipamento de proteção individual e contato com material biológico.

Discussão

A prevalência da vacinação completa contra hepatite B foi de 59,9%, indicando uma cobertura baixa. É preciso estimular os profissionais que não desenvolveram um nível de anticorpos adequado após o esquema vacinal primário a refazer uma quarta dose.

Considerações

Indivíduos que não estão imunes à doença devem ser informados que são suscetíveis ao VHB até que tenham comprovação imunológica. Questões sobre biossegurança nos currículos acadêmicos colaboraram para incorporação de atitudes mais positivas frente à adesão à vacinação.

Palavras-chave: atenção à saúde do trabalhador; vigilância em saúde do trabalhador; vacinação

Abstract

Objective

To evaluate Hepatitis B vaccination coverage and its associated factors among health workers.

Methodology

It is a cross-sectional study conducted with 506 primary care and medium complexity health workers in a municipality of the ‘Recôncavo’ region of Bahia state, Brazil. A questionnaire was applied to assess the vaccination status for Hepatitis B and the sociodemographic and occupational characteristics of health workers. Univariate and bivariate analyses were used to evaluate the factors associated with vaccination.

Results

The population studied was predominately female (78.3%) composed of individuals with steady employment (63.8%) and who rated themselves in good or very good health (78.1%). The majority reported having received three doses of the vaccine against Hepatitis B (59.9%). Nurses, technicians, and physicians were the most immunized (91.8%). The following factors were associated with self-reported Hepatitis B vaccination: sex, age, educational level, use of individual protection equipment (IPE), and contact with biological material.

Discussion

A low coverage of complete Hepatitis B vaccination was observed (59.9%). Health professionals who did not develop an adequate level of antibodies after vaccination should be encouraged to complete a fourth dose (booster).

Considerations

Those without immunity should be informed of their susceptibility to VHB until they present evidence of immune response. Biosecurity should be incorporated into academic curriculums to create positive attitudes regarding adhesion to vaccination.

Keywords:  workers’ health; worker’s health surveillance; vaccination

INTRODUÇÃO

Dentre as doenças endêmico-epidêmicas, que representam problemas importantes de saúde pública no Brasil, destacam-se as hepatites virais, cujo comportamento epidemiológico, no país e no mundo, tem sofrido grandes mudanças nos últimos anos1. Em 2004, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou que cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo já haviam tido contato com o vírus da hepatite B (VHB) e que 325 milhões tornaram-se portadores crônicos. No entanto, em 2010, constatou-se que 360 milhões de pessoas eram portadoras crônicas da hepatite B2.

No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) estima que 15% da população já foi exposta ao VHB e que 1% sofra de hepatite crônica3. No ano de 2011, na região Nordeste, registrou-se uma taxa de 2,8 e no Brasil de 7,6 casos para cada 100 mil habitantes. Na Bahia, a taxa de detecção de casos, em 2009, foi de 2,9 por 100 mil habitantes4.

A infecção pelo VHB pode ocorrer em qualquer indivíduo, no entanto existem grupos que estão, consideravelmente, mais expostos, como os recém-nascidos de mães portadoras do AgHBs, pacientes em diálise e trabalhadores da saúde5. Devido às exposições percutâneas ou de mucosas ao sangue de indivíduos infectados pelo vírus, o trabalho em saúde representa a principal fonte de transmissão ocupacional6.

Para Milani et al.7, acidentes que ocorrem dentro do lócus de trabalho envolvendo material biológico e profissionais da área da saúde vêm sendo foco crescente de pesquisas, uma vez que a exposição a patógenos veiculados pelo sangue pode levá-los a contrair infecções e, consequentemente, sérios agravos à saúde.

Em 2014, noticiou-se a ocorrência de casos, entre profissionais de saúde, de febre hemorrágica relacionada ao vírus Ebola (altamente letal), cuja transmissão também se dá mediante exposição da mucosa ao sangue de indivíduos contaminados, evidenciando o quanto os trabalhadores da saúde estão expostos à contaminação por material biológico. Sabe-se que para essa afecção (ebola) ainda não se dispõe de vacinação e as medidas de controle estão relacionadas à prevenção de contato. No entanto, para o VHB, apesar de ter mecanismo de transmissão similar ao vírus do Ebola e ser considerado, hoje, aquele que possui maior possibilidade de transmissão ocupacional, já há proteção garantida pelo imunizante. Esses dados revelam a vulnerabilidade dos trabalhadores de saúde para contrair doenças durante o exercício de suas atividades profissionais e reforçam a necessidade de monitoramento permanente.

A vacina contra hepatite B é segura e de eficácia reconhecida, pois 95% dos indivíduos vacinados respondem com níveis adequados de anticorpos protetores8. Porém, para ter a garantia de proteção, é necessário que os trabalhadores, além de imunizados, realizem exame sorológico para detecção de anticorpos circulantes que conferem proteção para hepatite B, já que nem todos os indivíduos vacinados soroconvertem-se.

A imunização, por meio de três doses da vacina contra a hepatite B, é a medida de prevenção da doença. Essa vacinação está prevista no calendário vacinal do adulto do MS para indivíduos entre 19 e 49 anos, de acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI)9. Para os trabalhadores da saúde, o MS recomenda, além da vacinação completa, que, 30 dias após a completude do esquema, sejam realizados exames sorológicos (Anti-Hbs) para verificação da soroconversão e da proteção segura3.

A comprovação sorológica dos profissionais é essencial para a prevenção da transmissão ocupacional da doença. Alguns estudos demonstram que o teste sorológico que determina o Anti-Hbs, após a infecção ou a vacinação pelo VHB, é o único meio para verificar a eficácia da vacina10,11.

Nos últimos dez anos, as investigações relacionadas à vacinação para hepatite B estiveram relacionadas aos trabalhadores da área de odontologia e ao contexto hospitalar. Pesquisas relacionadas aos profissionais da atenção primária vêm ganhando relevância, enquanto a investigação referente aos trabalhadores da média complexidade ainda é incipiente.

Este estudo tem por objetivo avaliar a prevalência e os fatores associados à vacinação para hepatite B entre trabalhadores da atenção primária e da média complexidade do setor saúde de um município da Bahia. Apesar de configurar um estudo de caso (realizado no nível municipal), espera-se que o impacto deste estudo seja amplo, uma vez que a situação do município estudado assemelha-se a situações vivenciadas por boa parte dos municípios brasileiros de mesmo porte. Os dados encontrados poderão orientar medidas de educação em serviço para os trabalhadores do setor saúde da Bahia e do Brasil, tendo em vista a quebra da cadeia do VHB e o fortalecimento das políticas ministeriais que têm como diretrizes utilizar informações epidemiológicas relacionadas às doenças e aos acidentes de trabalho para subsidiar o planejamento e as ações da atenção à saúde do trabalhador do Sistema Único de Saúde (SUS)12.

MATERIAIS E MÉTODOS

Um estudo de corte transversal foi realizado com trabalhadores da atenção primária e da média complexidade do setor saúde da cidade de Santo Antônio de Jesus, no Estado da Bahia. O estudo multicêntrico “Condições de trabalho, condições de emprego e saúde dos trabalhadores da saúde na Bahia”, que teve a finalidade de identificar aspectos relacionados ao trabalho e à saúde dos trabalhadores da saúde nos serviços de atenção primária e de média complexidade de cinco cidades do Estado da Bahia.

Para o cálculo do tamanho da amostra, foram considerados: o total de trabalhadores no período (707), precisão de 3% e prevalência do evento de interesse de 79,2%2, obtendo-se tamanho amostral de 412 indivíduos. No entanto, foram acrescidos 20% para possíveis perdas ou recusas, totalizando uma amostra de 492 trabalhadores, necessária para a factibilidade do estudo.

Os participantes atuavam em unidades de Saúde da Família, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidades Básicas de Saúde, Policlínica, Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST). Ao final do estudo, 506 trabalhadores, aceitaram participar do estudo, número maior do que o previsto no cálculo amostral necessário, dentre eles: enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, médicos, outros profissionais de nível superior, agentes comunitários de saúde, técnicos de nível médio, auxiliares administrativos e serviços gerais.

A coleta de dados foi realizada no ano de 2011 por meio de um instrumento estruturado contendo oito blocos de questões, incluindo questões referentes a aspectos relacionados à saúde, condições de trabalho e vacinação. Os dados foram coletados mediante questionário autoaplicável para profissionais de nível superior; para aqueles de nível médio, o formulário foi preenchido pelo entrevistador.

Tomou-se como variável dependente o esquema vacinal completo, o qual só foi considerado quando o trabalhador referiu ter recebido três doses da vacina para hepatite B. A situação vacinal foi descrita segundo características sociodemográficas (sexo, situação conjugal, cor da pele, idade, escolaridade e ocupação) e realização de exame Anti-HBs, após completude do esquema.

As análises estatísticas foram realizadas utilizando o Programa Estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 15.0, para Windows. Após a análise univariada, de caráter descritivo, foi realizada a análise bivariada para estimar associação entre as variáveis de interesse e a resposta vacinal referente à completude do esquema. Calculou-se, para isso, a razão de prevalência e adotou-se intervalo de confiança de 95% como medida de significância estatística.

As entrevistas foram realizadas após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O estudo foi realizado de acordo com os princípios éticos que constam na Resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, tendo recebido aprovação prévia do Comitê de Ética da Universidade Estadual de Feira de Santana sob número de protocolo 081/2009.

RESULTADOS

O número total de trabalhadores entrevistados foi de 506 do total de 707 trabalhadores elegíveis para o estudo, obtendo-se uma taxa de resposta de 71,57%. A análise dos dados evidenciou que a situação sociodemográfica da população estudada esteve representada por: 396 (78,3%) mulheres; 271 (53,6%) informaram ter companheiro; a idade variou entre 20 a 50 anos, sendo a média de 36,6 anos; 129 (25,6%) referiram possuir ensino superior completo ou pós-graduação.

Com relação às características relacionadas à ocupação, o vínculo de trabalho permanente (municipal concursado) foi o mais prevalente (63,8%). Apenas 24,0% dos trabalhadores possuíam carga horária menor que 30 horas semanais e a maioria (56,5%) relatou ter mais de 48 meses realizando atividades no setor saúde. Quanto à autoavaliação da saúde, 78,1% dos trabalhadores fizeram uma avaliação positiva (muito boa e boa) (Tabela 1).

Tabela 1 Número de observações e de frequências nas categorias das variáveis estudadas entre trabalhadores da atenção primária e da média complexidade. Santo Antônio de Jesus, Bahia, 2011 

Variáveis N
%
Sexo (N= 506)
Feminino 396 78,3
Masculino 110 21,7
Cor da pele (N=505)*
Branco 92 18,2
Não branco 413 81,7
Idade (N=504)*
20 a 49 anos 306 60,7
Mais de 50 anos 198 39,3
Escolaridade (N=504)*
Até ensino médio incompleto 44 8,7
Ensino médio ou superior incompleto 331 65,7
Superior completo ou pós-graduação 129 25,6
Situação conjugal (N=506)
Sem companheiro 235 46,4
Com companheiro 271 53,6
Filhos (N=504)*
Sim 318 63,1
Não 186 36,9
Tipo de vínculo no trabalho (N=505)*
Permanente 322 63,8
Temporário 183 36,2
Tempo de trabalho (meses) (N=506)
Até 48 220 43,5
Mais de 48 286 56,5
Jornada semanal (horas) (N=506)
Até 30 121 24,0
Mais de 30 385 76,0
Contato com material biológico (N=506)
Não 296 58,5
Sim 210 41,5
Uso do EPI (N=271)
Sim 223 82,3
Não 48 17,7
Autoavaliação da saúde (N=506)
Positiva 395 78,1
Negativa 111 21,9

*O número de resposta variou devido a perdas no banco de dados

A Figura 1 apresenta o fluxograma indicando a imunidade referida pelos trabalhadores com esquema vacinal completo. A partir da análise de todos os 506 trabalhadores, 434 (85,7%) referiram ter recebido pelo menos uma dose da vacina para hepatite B. No entanto, 303 (59,9%) referiram ter recebido três doses, ou seja, completaram o esquema previsto pelo MS.

Figura 1 Imunidade referida pelos trabalhadores da atenção primária e da média complexidade com esquema vacinal completo para hepatite B (n=506). Santo Antônio de Jesus, Bahia, 2011 

Apenas 61,7% dos trabalhadores que completaram o esquema com três doses realizaram exame para verificar a imunidade após a vacinação, sendo que somente 86,6% deles mencionaram resposta protetora com a formação de anticorpos contra o HBsAg (antígeno que representa o VHB). Logo, para 13,4% não houve soroconversão.

Na Figura 2 estão apresentadas as prevalências dos esquemas para hepatite B entre os trabalhadores da atenção primária e da média complexidade do setor saúde, de acordo com a ocupação. A maior prevalência de vacinação completa para hepatite B foi encontrada entre enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos (91,8%). No entanto, a prevalência de vacinação completa entre servidores que desenvolviam serviços de ordem administrativa, serviços gerais ou outras representaram a categoria profissional com menor vacinação (41,3%). Em contrapartida, 34,7% dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) informaram esquema vacinal incompleto para hepatite B.

Figura 2 Prevalências de esquemas vacinais completos e incompletos para hepatite B, analisados segundo categorias dos trabalhadores da atenção primária e da média complexidade (n=506). Santo Antônio de Jesus, Bahia, 2011. 

Os fatores associados ao relato de vacinação contra hepatite B na análise bivariada foram: sexo, idade, escolaridade, uso de equipamento de proteção individual (EPI) e contato com material biológico (Tabela 2).

Tabela 2 Análise bivariada da associação entre vacinação completa para hepatite B e variáveis sociodemográficas, ocupacionais e autoavaliação da saúde dos trabalhadores da atenção primária e da média complexidade. Santo Antônio de Jesus, Bahia, 2011 

Variáveis Prevalência da vacinação completa (%) RP IC 95%
Sexo (N= 506)
Masculino 45,5 1,00
Feminino 63,9 1,40 1,13-1,74
Cor da pele (N=506)
Branco 67,4 1,00
Não branco 58,4 0,86 0,57-1,07
Idade (N=504)
20 a 49 anos 63,7 1,00
Mais de 50 anos 53,5 0,84 0,71-0,98
Escolaridade (N=504)
Até ensino médio incompleto 34,1 1,00
Ensino médio ou superior incompleto 58,6 2,10 1,38-3,23
Superior completo ou pós-graduação 72,1 1,71 1,12-2,61
Situação conjugal (N=506)
Sem companheiro 59,4 1,00
Com companheiro 60,4 1,01 0,88-1,17
Filhos (N=504)
Sim 58,2 1,00
Não 62,4 1,07 0,92-1,24
Tipo de vínculo no trabalho (N=505)
Permanente 60,9 1,00
Temporário 57,9 0,95 0,81-1,10
Tempo de trabalho (meses) (N=506)
Até 48 59,6 1,00
Mais de 48 60,3 0,98 0,85-1,14
Jornada semanal (horas) (N=506)
Até 30 55,4 1,00
Mais de 30 61,3 1,10 0,92-1,32
Contato com material biológico (N=506)
Não 55,1 1,00
Sim 66,7 1,20 1,05-1,39
Uso do EPI (N=271)
Sim 69,5 1,00
Não 56,3 0,80 0,62-0,97
Autoavaliação da saúde (N=505)
Positiva 61,8 1,00
Negativa 53,2 0,88 0,71-1,04

DISCUSSÃO

Um dos grandes avanços na prevenção e na promoção em saúde tem sido romper os elos da cadeia de transmissão de doenças por meio da administração de imunobiológicos. Dentre os instrumentos de política de saúde pública, a vacina ocupa um lugar de destaque, e, no Brasil, as estratégias de vacinação têm alcançado altos índices de eficiência e servido de parâmetro para iniciativas semelhantes em outros países13.

A prevalência da vacinação completa contra hepatite B foi de 59,9%, o que indica uma cobertura baixa e inferior àquela encontrada por Assunção et al.2, que, em estudo realizado em Belo Horizonte, em Minas Gerais, com trabalhadores do SUS, encontraram prevalência de vacinação completa de 74,9%. Martins e Barreto5 e Garcia e Facchini14 também encontraram prevalências maiores, 74,9% e 64,6%, respectivamente. Portanto, se os dados em geral evidenciam que a cobertura vacinal contra hepatite B ainda é um problema em todo o país, com base nos estudos citados, a situação é ainda mais relevante no grupo estudado, uma vez que mais de 40% dos trabalhadores da saúde não estavam imunizados.

A maior prevalência de vacinação entre profissionais de enfermagem e médicos pode relacionar-se ao fato de o grupo ter maior escolaridade e mais contato com fluídos corporais de pacientes e de usuários dos serviços de atenção primária e da média complexidade; assim, estão mais atentos à contaminação por doenças virais do que outros grupos ocupacionais que, mesmo expostos, desconsideram ou não dão a devida importância ao risco existente. O fato de não ver relação direta entre o tipo de atividade realizada e a exposição ao material biológico pode ser um fator associado a essa percepção.

Apesar do baixo contato com material biológico entre os trabalhadores da área administrativa, estes devem completar vacinação preconizada para hepatite B não apenas por conviverem com outros profissionais do setor saúde, mas, sobretudo, por estarem dentro da faixa etária de vacinação do adulto (20 a 49 anos), prevista pelo MS.

Martins e Barreto5 apontam a maior necessidade de informação como a principal razão para a não vacinação de trabalhadores. Em Belo Horizonte, Assunção et al.2, apesar de encontrarem também menor prevalência (27,8%) para a categoria profissional administrativa, atribuíram a esse achado o menor contato desses trabalhadores com material orgânico de usuários da atenção primária à saúde. No entanto, ressalta-se a possibilidade de contato com superfícies potencialmente contaminadas.

Apesar de o trabalho do ACS ser realizado em ambientes abertos, nos quais o risco marcante é o social, entende-se que esse profissional representa um personagem-chave na organização da assistência preventiva. Por isso são necessárias propostas de sensibilização para vacinação desse grupo, tendo em vista a baixa prevalência de vacinação encontrada. É preciso considerar a posição social que esse trabalhador ocupa, por ser morador da comunidade, o papel de multiplicador de ações em saúde que ele desenvolve e que, a partir da sua conscientização, estas podem se dar de forma mais efetiva15.

O risco de transmissão do VHB aos profissionais da área da saúde é de três a cinco vezes maior que na comunidade geral. Sendo assim, a vacinação com esquemas completos está indicada pelo MS à população geral até 49 anos e em qualquer idade a todo profissional de saúde com risco potencial de contato com sangue e/ou seus derivados9. O papel do trabalhador relacionado ao setor saúde, como transmissor de doenças infecciosas na prática clínica, não pode ser desprezado. Deve-se levar em conta que esses trabalhadores estão mais expostos às doenças transmissíveis e, por isso, devem estar adequadamente imunizados, além de ter sua imunidade confirmada por meio da realização do exame Anti-HBs.

A investigação das respostas positivas para recebimento da vacina, esquema completo e realização do exame sorológico para verificação da imunidade contra hepatite B tem sua importância reconhecida, uma vez que 5% da população vacinada não soroconvertem-se8.

Apesar de a maioria dos trabalhadores ter recebido três doses da vacina, pouco mais da metade realizou exame Anti-HBs. No estudo de Garcia e Facchini14, 79,1% dos profissionais referiram ter recebido vacina contra hepatite B, dos quais 32,9% realizaram exame para verificar a imunidade e 5,6% detectaram não ter ficado imunizados. Portanto o percentual de ausência de soroconversão, neste estudo, foi quase três vezes maior do que o sinalizado no estudo de Garcia e Facchini14 ou observado por Chávez et al.8, alcançando 13,4%. Desse modo, reforça-se a necessidade de que, além do incentivo à realização do esquema completo de vacinação, devem ser desenvolvidos esforços também para a realização de exame Anti-HBs. É preciso, assim, estimular os profissionais que não desenvolveram um nível de anticorpos adequado após o esquema vacinal primário a refazer uma quarta dose (booster) em até 30 dias e reavaliar a formação de anticorpos com um novo exame.

Souza16 também avaliou a situação vacinal para hepatite B entre trabalhadores (profissionais da saúde e outros profissionais), assim como a prevalência de resposta positiva relacionada à soroconversão após o recebimento das doses. Dentre os trabalhadores entrevistados, 70,3% afirmaram ter recebido vacinação para hepatite B, e apenas 41,7%, as três doses previstas para o esquema considerado completo. Daqueles profissionais que receberam o imunobiológico, somente 30,9% mencionaram ter feito exame sorológico para avaliar se desenvolveram anticorpos para o VHB e 85,2% sabiam que estavam imunizados. Logo, nessa referida pesquisa, a prevalência de resposta negativa para soroconversão foi quase também três vezes maior (14,8%) do que os demais estudos, assemelhando-se ao dado encontrado neste trabalho.

Coelho et al.17, para investigação de resposta imunológica para vacinação, após intervenção realizada (oferta de vacinação), identificaram que, dos 113 profissionais avaliados, 102 foram considerados protegidos contra o VHB. Os demais, considerados não protegidos, foram aconselhados a se submeterem a uma quarta dose da vacina. A eficácia na produção de anticorpos esteve presente em 90,3% dos profissionais avaliados. Desse modo, é necessária a divulgação na comunidade trabalhadora sobre a importância de receber a quarta dose da vacina para casos em que não ocorra a soroconversão.

Em síntese, os dados obtidos reforçam a necessidade de se manter processos contínuos e permanentes de educação e de sensibilização para a vacinação de todos os trabalhadores da saúde, independente do tipo de atividade realizada. Além disso, deve-se alertar para os riscos presentes no ambiente de trabalho e para a necessidade de realizar o esquema com três doses (completo), pois muitos trabalhadores ainda acreditam que uma única dose já é suficiente para conferir proteção18.

Considera-se relevantes as questões relacionadas ao gênero quando se discutem ações de autocuidado, como é a vacinação, pois já é sabido que as mulheres possuem maior probabilidade de adotar medidas de cuidados com o corpo e com a própria saúde do que os homens. A política nacional de atenção integral à saúde do homem19 tem como um dos eixos norteadores as medidas de cuidado específicas para prevenção de doenças infecciosas, tais como a imunização para hepatite B.

Neste estudo, observou-se que menos da metade dos homens trabalhadores estiveram vacinados para hepatite B, com prevalência mais baixa do que as mulheres. Portanto é um elemento adicional que deve ser considerado no processo de sensibilização voltado para maior cobertura vacinal, com destaque a ações específicas para o seu incentivo entre os homens. Faz-se necessária a investigação de outros aspectos relacionados à saúde do homem, para que os principais entraves para efetivação da recente política sejam evidenciados e para que sejam levantadas discussões relevantes.

A vacinação estava associada à escolaridade, o que reforça questões de iniquidades entre os trabalhadores do setor saúde. Apesar dos esforços promovidos mediante campanhas, ainda são desiguais o acesso a esse serviço e o nível de informação entre as ocupações em saúde. Estudo realizado com professores universitários de cursos da área de saúde identificou prevalência de vacinação completa nesse grupo de 87,0%. Esse alto valor entre os professores pode ser devido às campanhas realizadas dentro da universidade16. Assunção et al.2 apontam que comportamentos de autoproteção dependem de fatores educacionais.

A formação profissional e o conhecimento relativo à vacinação contra hepatite B são determinantes de vacinação entre profissionais mais jovens, o que pode refletir maior conhecimento não apenas sobre medidas de proteção individual e coletiva, mas, sobretudo, com relação à importância da imunização20.

Trabalhadores com vínculos permanentes apresentaram prevalência de vacinação maior do que os trabalhadores temporários. Silva et al.21 apontaram como o vínculo precário influencia na deterioração da saúde do trabalhador, como a ausência de estabilidade no emprego e a rotatividade podem desmotivar os trabalhadores frente às questões de cuidados com a própria saúde. Garcia e Facchini14, com estudo mais recente, reforçaram que a estabilidade e as melhores condições de trabalho favorecem a manutenção do bem-estar do trabalhador. Tomasi et al.22, ao estudarem o ambiente físico de trabalho, identificaram que 46,0% dos trabalhadores consideraram suas condições inadequadas e um terço encontrava-se insatisfeito com sua saúde. Esse desgaste pode advir da lógica central de produtividade, presente também no setor saúde, sem a correspondente melhoria das condições de trabalho.

A utilização de EPI esteve associada com a vacinação para hepatite B. Isso pode se dar devido à alta percepção que o trabalhador tem de que pode se deparar com situações de risco, o que o faz estar mais preocupado com a sua saúde imunológica. No entanto, são necessários mais esforços na apresentação das formas de contaminação para todos os trabalhadores, independente da atividade que execute no setor saúde.

No estudo de Guilarde et al.23, 78% dos acidentes identificados envolviam agulhas com lúmen e 22% ocorreram durante o manuseio do lixo, ou dispensador de perfuro cortante, e a maioria dos profissionais que se envolveram com acidentes usava EPI. Além disso, esses autores ainda evidenciaram que 30% daqueles que se acidentaram relataram não ter feito o esquema completo de vacinação contra a hepatite B.

A exposição a material biológico esteve associada à vacinação para hepatite B. Os trabalhadores constantemente expostos também podem ser fonte de infecção para outros. Takayanagi et al.24 apontam que, dentre os fatores associados à vacinação, está a maior vulnerabilidade à exposição de fluidos corporais, que podem ser fonte de doenças.

Os achados apresentados neste estudo, apesar de serem de caráter local, configuraram-se em resultados que se assemelham com aqueles nacionais, o que evidencia o modo de vida de muitos trabalhadores que estão expostos a doenças com proteção garantida e gratuita, devido à política nacional de imunização. São necessários esforços para que se corrija esse desacerto entre aquilo que se espera dos trabalhadores do setor saúde, dos mediadores da atenção e cuidado e o contexto que se tem acompanhado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É necessário que a vigilância em saúde do trabalhador seja um elemento estruturado no SUS. Para isso, é imprescindível que suas ações estejam inseridas no cotidiano das equipes de saúde como condição obrigatória para a construção da integralidade na atenção25. A vacinação completa, somada à comprovação sorológica dos profissionais da saúde, é uma avaliação imprescindível na prevenção da transmissão ocupacional da hepatite B e indica a possibilidade de se alargar as intervenções de prevenção e de proteção.

Aqueles indivíduos que não estão imunes à doença devem ser informados que são susceptíveis ao VHB até que tenham a comprovação imunológica de que estão protegidos. Questões relacionadas à biossegurança nos currículos acadêmicos podem colaborar para incorporação de atitudes mais positivas frente à adesão à vacinação e à manutenção do estado vacinal. Apesar da universalização da imunização, muitos trabalhadores estão com esquemas aquém dos mínimos necessários para garantia de proteção contra doenças imunopreveníveis.

Este estudo, por ser de caráter transversal, está susceptível à ocorrência de vieses, como o do trabalhador saudável, tendo em vista a ausência dos trabalhadores doentes nos pontos de coleta de dados e as possíveis falsas respostas, as quais tendem a ser informadas quando reconhecidas como desejáveis. Sabe-se da possível ocorrência do viés de memória, no momento do resgate de questões sobre o número de doses e a completude do esquema vacinal. Contou-se com dificuldades operacionais para avaliação dos marcadores de resposta vacinal (realização de Anti-HBs) e do relato verbal, o qual pode ter sido superestimado.

Apesar das limitações encontradas para realização deste estudo, a cada dia fica mais evidente o conhecimento de diferentes espaços de trabalho do setor saúde, considerando que a maioria dos trabalhadores está com a vacinação para hepatite B aquém daquelas mínimas necessárias para a própria prevenção e para a proteção da coletividade. Enfrentar as barreiras relacionadas ao ato de imunizar-se ainda é uma tarefa que demanda um compromisso contínuo da área de vigilância em saúde do trabalhador, para que se assegure o caráter real de proteção a esse grupo.

Trabalho realizado na cidade de Santo Antônio de Jesus (BA), Brasil

Fonte de financiamento: PPSUS e CNPq.

REFERÊNCIAS

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Recebido: 27 de Fevereiro de 2015; Aceito: 05 de Março de 2015

Endereço para correspondência: Fernanda de Oliveira Souza – Avenida Transnordestina, s/n, Módulo 6 – Novo Horizonte – CEP: 44036-900 – Feira de Santana (BA), Brasil – Email: nandaolisouza@gmail.com

Conflito de interesses: nada a declarar.

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