SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.15 issue1Determinantes da decisão de manter áreas protegidas em terras privadas: o caso das reservas legais do Estado de São PauloGestão ambiental e interesses corporativos: imagem ambiental ou novas relações com o ambiente? author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Ambiente & Sociedade

On-line version ISSN 1809-4422

Ambient. soc. vol.15 no.1 São Paulo Jan./Apr. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1414-753X2012000100010 

ARTIGOS

 

Desafios ambientais e estratégias para condução da investigação e programas de intervenção social

 

 

Andreilcy Alvino-BorbaI; Abel Mata-LimaII; Herlander Mata-LimaIII

IGeógrafa, Programa de Pós-Graduação em Estudos Regionais e Locais da Universidade da Madeira, Funchal, Portugal. (Doutoranda da Universidade Aberta de Lisboa (Portugal). Colaboradora do CERENA - Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de LIsboa (IST/UTL). Lisboa. Portugal)
IICentro de Tecnologia Biomédica (CTB) da Universidade Politécnica de Madrid (UPM), Madrid, Espanha. (Centro de Tecnologia Biomédica (CTB) da Universidade Politécnica de Madrid (UPM), Madrid, Espanha)
IIIProfessor de Hidráulica, Recursos Hídricos e Ambiente na Universidade da Madeira e Investigador do Centro de Recursos Naturais e Ambiente (CERENA/Decivil), Arquitectura e Georrecursos, Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, Portugal. E-mail: helima@ist.utl.pt (Professor Visitante da Universidade Federal do ABC (UFABC). INvestigador Integrado do CERENA - Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa (IST/UTL). Lisboa. Portugal)

 

 


RESUMO

Este trabalho discute os desafios que se colocam à sociedade contemporânea no âmbito do combate à vulnerabilidade social, realça a importância da abordagem holística dos problemas socioambientais através da integração transversal e simultânea das dimensões social, ambiental e económica da sustentabilidade e exorta para a necessidade do uso combinado de métodos qualitativos e quantitativos como forma de compreender o fenômenos ambientais e sociais e implementar programas de intervenção sustentáveis.

Palavras-chaves: Sustentabilidade Social. Participação. Método Quantitativo. Método Qualitativo.


ABSTRACT

This article discusses challenges concerning contemporary society with respect to social vulnerability. The role of holistic approach to face socio-environmental problems by integration of the sustainability dimensions is also addressed. Finally, an approach that combines qualitative and quantitative methods is recommended as the appropriate way to understand socio-environmental processes, and perform sustainable programmes.

Keywords: Social Sustainability. Stakeholder Participation. Quantitative Method. Qualitative Method.


 

 

Enquadramento Geral

A prevenção e o controlo da exclusão social dos grupos vulneráveis têm merecido uma atenção considerável nos últimos anos devido aos seus significativos impactes1 sociais (EBERT et al., 2011; PRIYA e UTENG, 2009; SILVa, 2008; ROBILA, 2006; CAMPBELL e MCLEAN, 2002; MAGALHÃES, 2001; COMISSÃO EUROPEIA, 2001). Contudo, a capacidade da sociedade para efetivamente controlar os fatores da exclusão social é determinada pela eficiência das políticas e planos de intervenção social (MAZZA, 2005; WADE, 2004; CARREIRA, 1996). As organizações (e.g., públicas, não governamentais) com financiamento e recursos humanos limitados são forçadas a direcionar a atenção (intervenção) para ameaças imediatas (ver, e.g., TSUGUMI, 2006) em detrimento da definição de um plano integrado e estratégico, transversal a toda a sociedade, de longo prazo visando objetivos específicos de elevado alcance. Na Europa, por exemplo, apesar dos esforços (Figura 1a) da União Europeia (e.g., o Parlamento Europeu designou 2010 como o Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social), bem como o empenho individual de cada um dos Estados membros (e.g., Portugal tem aumentado o investimento nas políticas sociais desde 1960 até a atualidade), o financiamento destinado ao apoio social2 tem-se revelado insuficiente.

A Figura 1 revela que as despesas da proteção social têm crescido significativamente na União Europeia (27 países), Portugal e Brasil pois, o ritmo de crescimento das necessidades sociais é elevado (e.g., mais de 17% da população da União Europeia é idosa; em Portugal a população idosa corresponde a 18% da população total; e no Brasil os idosos representam cerca de 7% da população e estima-se que venha a atingir mais de 18% em 2050), razão pela qual importa questionar se as políticas3, planos e programas que têm sido adotados para reduzir a vulnerabilidade social são sustentáveis. Cumpre ressaltar que sustentabilidade4 depende das três seguintes dimensões (HEARN et al., 2011; POPE et al., 2004): econômica, ambiental e social. Nesse contexto, políticas sociais sustentáveis requerem a minimização dos impactes (ou prejuízos) sociais, econômicos e ambientais5 de modo a conferir ao sistema social uma capacidade de resiliência adequada, bem como criar um suporte econômico e social consistente que viabilize a implementação dos planos de ação no domínio da intervenção social. Apesar de existir um amplo reconhecimento de que é imperativo promover uma abordagem holística do problema integrando simultaneamente as três dimensões (ou fatores) de sustentabilidade supramencionadas (MATA-LIMA, 2009; MATA-LIMA e VASCONCELOs, 2006), tal situação requer também uma transversalidade referente à integração setorial que implica o envolvimento (cooperação estratégica) de vários stakeholders6 de diferentes setores da sociedade (e.g., segurança social, proteção civil, ONG, organizações religiosas, empresas privadas com política de responsabilidade social consolidada, universidades, etc.) para aproveitar melhor os recursos existentes e viabilizar melhores resultados. De acordo com Kim (2010), Worley et al. (2010), Proto e Dzurec (2009) e Robila (2010), o envolvimento de múltiplos stakeholders é fundamental para implementação de planos de ação e, também, porque possuem informação e experiência que, quando combinadas, conduzem a melhores soluções (O'FAIRCHEALLAIGH, 2010, p.20-21). Por não ser comum (e muito menos fácil) a promoção do envolvimento e cooperação articulada e eficiente de múltiplos stakeholders no âmbito da concepção e implementação das políticas ou planos (NEWMAN, 2006; MOSAVEL et al. 2005; CARDOSO, 2001), a implementação dos planos de intervenção social não são, geralmente, bem sucedidos (TEIXEIRA, 2010, p. 673; CARDOSO, 2004, p. 45).

Para definir planos estratégicos de intervenção social sustentáveis e de longo prazo, é necessário efetuar um diagnóstico que permita identificar barreiras à implementação das três dimensões de sustentabilidade e desenvolver métodos específicos que viabilizem a integração simultânea das dimensões da sustentabilidade. Apoios sociais e políticos são fulcrais para o sucesso de um programa de intervenção social que vise minimizar a vulnerabilidade social. Tais programas devem incluir a preocupação com o incremento de colaboração entre mútiplos stakeholders que podem contribuir para minimizar as desigualdades sociais evitando, consequentemente, o agravamento das situações de vulnerabilidade e, no limite, a exclusão social.

Este texto apela a integração das três dimensões (ou fatores) da sustentabilidade, no âmbito de estudos e programas de intervenção social na medida em que existe uma interdependência entre tais dimensões, sendo imperativa uma abordagem holística quando se pretende analisar as políticas sociais e os indicadores da vulnerabilidade social. De entre o fatores da sustentabilidade, a vulnerabilidade social e suas implicações negativas (sobretudo a exclusão social) têm merecido grande atenção nos estudos publicados em ciências sociais (e.g., Robila, 2006)7.

Em síntese, apresentam-se alguns dos objetivos inerentes às dimensões de sustentabilidade que devem constar da investigação ou programa de intervenção social (Quadro 1).

 

Recomendações Sobre a Abordagem Metodológica

"It is wrong always, everywhere, and for anyone, to believe anything upon insufficient evidence"
William Clifford (1845-1879)

A seleção da metodologia de investigação deve basear-se essencialmente nos objetivos específicos do estudo (ADAMS e SMITH, 2003). O estudo social enquadra-se na pesquisa aplicada porque responde aos problemas sociais de ordem prática (BAPTISTA, 2001, p.35). Com o intuito de viabilizar uma investigação aplicada e credível no domínio da sustentabilidade social, os investigadores em geral e os Assistentes Sociais em particular devem apoiar-se numa sólida fundamentação teórica (baseada numa profunda pesquisa bibliográfica) e em procedimentos metodológicos alicerçados nas abordagens de pesquisa científica que se descrevem nos parágrafos seguintes.

 

Aquisição de Dados

Apesar dos indicadores de sustentabilidade social serem disponibilizados pelos organismos públicos (nacionais e internacionais), verifica-se que a informação existente é essencialmente agregada (i.e., não descreve as heterogeneidades a escala local) e, por conseguinte, são escassas as possibilidades de adquirir dados sobre as regiões pequenas ou sub-regiões (esta informação é fundamental para analisar as assimetrias espaciais). Esta dificuldade torna-se muito patente quando se propõe realizar estudos sobre as sub-regiões de um Estado (ver, e.g., Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos - www.dieese.org.br; Santos et al. 2010; Trujillano et al., 2005). Nesse contexto, a realização de estudos sobre as sub-regiões (as pequenas regiões que constituem a região principal) ficam condicionados à informação disponibilizada pelos organismos locais que, geralmente, não estão dotados de capacidade (e.g., recursos financeiros e humanos) para implementar um programa de recolha e tratamento de dados que descrevam a variação espacial e temporal dos indicadores sociais, ambientais e econômicos.

 

Métodos Quantitativos

Os métodos quantitativos são mais utilizados nas ciências sociais (SANTOS et al. 2010; SWYGART-HOBAUGH, 2004; ANDRÉS, 2002) e DEMo (1995) sugere que esse método é o mais fácil de ser tratado. Constata-se que a utilização do método quantitativo permite caracterizar a realidade social, em termos espaciais e temporais, através de técnicas estatísticas (e.g., estatística descritiva, teste de significância estatística), servindo de alicerce para o planeamento da melhoria contínua das práticas de inclusão social. Porém, o uso isolado da análise quantitativa não permite avaliar a qualidade dos serviços prestados nem as suas amplitudes sociais, nomeadamente as diversidades sociais e regionais de tratamento ou de acesso aos apoios sociais. Por isso, a utilização combinada de métodos quantitativos e qualitativos possibilita uma descrição mais correta da situação social (HEESCH, 20099; ADAMS e SMITH, 2003; BARRETO, 1996).

 

Métodos Qualitativos

De entre os métodos qualitativos destacam-se os seguintes (ADAMS et al., 2008; HEESCH, 2009; ADAMS e SMITH, 2003): i) entrevista qualitativa - corresponde a um diálogo, direcionado para um conjunto de questões ou assuntos, com o participante; ii) métodos de observação - o investigador limita-se a observar e analisar o contexto in situ, podendo participar nas atividades, sem colocar questões; iii) análise do diário (diary analysis, em inglês) - situação em que os participantes assumem o compromisso de escrever um diário (e.g., registando eventos, perceções, experiências, etc. sobre o objeto de estudo) durante um período predefinido; iv) análise de documentos - baseia-se na análise de registos históricos, atas de reuniões e outras publicações; e v) focus group8 - pode ser definida como uma entrevista de grupo, envolvendo entre 6 e 12 stakeholders (participantes), em que se promove a interação (e.g., através de brainstorming9) para obter informações. Esses métodos não substituem os quantitativos, mas complementam-nos.

O método qualitativo é indutivo (ADAMS et al., 2008) porquanto o investigador recolhe os dados para posteriormente definir padrões/teorias, ao invés de testar uma teoria ou hipótese existente. Deste modo, contribui para a interpretação10 dos significados das representações sociais através de análise dos dados recolhidos (ANDRÉS, 2002, p. 375). Para este efeito, é comum utilizarem-se inquéritos e entrevistas semiabertas, ou seja, que permitem que o participante (e.g., entrevistado ou inquirido) possa fornecer mais informações, referentes à sua percepção sobre o assunto em análise, que não figuram na lista do investigador (e.g., FELDMAN, 1995). Saliente-se que, na investigação qualitativa, o objetivo e conteúdo do inquérito não devem ser estritamente definidos pelo investigador porque é vantajoso incorporar as preocupações, prioridades e perspetivas dos participantes do estudo (ADAMS e SMITH, 2003) de modo a enriquecer a investigação, tornando-a mais abrangente, e ainda motivar os próprios participantes (FELDMAN, 1995).

 

Considerações Finais

Este documento foi redigido com o principal objetivo de exortar para a necessidade de realizar pesquisas que integrem transversalmente as três dimensões (ambiental, social e econômica) da sustentabilidade visto que é uma condição sine qua non, pelo fato de existir uma interdependência entre elas, para definir programas de inclusão social equilibrados e sustentáveis.

Urge adotar a prática de recolha e disponibilização online da informação de forma desagregada (e não agregada como é comum) como forma de viabilizar estudos de caracterização espacial e temporal dos indicadores sociais intrarregionais, permitindo assim a identificação e descrição das assimetrias tanto ao nível inter-regional como ao nível intrarregional.

Importa referir que os métodos qualitativos e quantitativos não se substituem, devendo ser aplicados conjuntamente para melhorar os resultados da investigação, sendo este o procedimento recomendado.

 

Referências Bibliográficas

ADAMS, J., SMITH, T. Qualitative Methods in Radiography Research: a proposed Framework. Radiography, v. 9, p. 193-199, 2003.         [ Links ]

ADAMS, J., BROOM, A., JENNAWAY, M. Qualitative Methods in Chiropractic Research: one framework for future inquiry. Journal of Manipulative and Physiological Therapeutics, v. 31, n. 6, p. 455-460, 2008.         [ Links ]

CAMPBELL, C., MCLEAN, C. Ethnic identities, social capital and health inequalities: factors shaping African-Caribbean participation in local community networks in the UK. Social Science & Medicine, v. 55, n. 4, pp. 643-657, 2002.         [ Links ]

CARDOSO, R. Sustentabilidade, o Desafio das Políticas Sociais no Século 21. São Paulo em Perspectiva, v. 18, n. 2, p. 42-48, 2004.         [ Links ]

CASTRO, J.A. et al. Por que Crescem as Despesas Correntes do Governo Federal? Delimitando o Impacto da Expansão das Políticas Sociais no Período 1995-2005. Carta Social e do Trabalho, n. 7, set/dez. 2007. Disponível em: < http://www.dieese.org.br/esp/previdencia/parte4.pdf>. Acesso: 19 de Maio de 2011.         [ Links ]

CHAN, D.S.K. Combining Qualitative and Quantitative Methods in Assessing Hospital Learning Environments. International Journal of Nursing Studies, v. 38, p. 447-459, 2001.         [ Links ]

EBERT, L., FERGUSON, A., BELLCHAMBERS, H. Working for Socially Disadvantaged Women. Women and Birth, v. 24, p. 85-91, 2011.         [ Links ]

FELDMAN, M. Strategies for Interpreting Qualitative Data. Sage, Thousand Oaks, 1995.         [ Links ]

HEARN, G., FOTH, M., STEVENSON, T. Community Engagement for Sustainable Urban Futures. Futures, v. 43, n. 4, p. 357-360, 2011.         [ Links ]

HEESCH, K. Qualitative methods in physical activity research: An overview. Journal of Science and Medicine in Sport, v. 12, p. 78-79, 2009.         [ Links ]

IPCC. Climate Change 2007: Impacts, Adaptation and Vulnerability. Contribution of Working Group II to the Fourth Assessment Report of the Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC). Cambridge: Cambridge University Press, 2007a.         [ Links ]

IPCC. Climate Change 2007: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Fourth Assessment Report of the Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC). Cambridge: Cambridge University Press, 2007b.         [ Links ]

KIM, T. The Welfare State as An Institutional Process. The Social Science Journal, v. 47, p. 492-507, 2010.         [ Links ]

MAGALHÃES, R. Integração, Exclusão e Solidariedade no Debate Contemporâneo Sobre as Políticas Sociais. Caderno de Saúde Pública, v. 17, n. 3, p. 569-579, 2001.         [ Links ]

MATA-LIMA, H. Aplicação de Ferramentas da Gestão da Qualidade e Ambiente na Resolução de Problemas. Apontamentos da Disciplina de Sustentabilidade e Impactes Ambientais. Funchal: Universidade de Madeira, 2007.         [ Links ]

MATA-LIMA, H., VASCONCELOS, L. Integrating Participation into Decision-Making Process Respecting to Engineering Projects. Ambiente & Sociedade,  v. IX, n. 2, p. 71-82, 2006.         [ Links ]

MATA-LIMA, H. Human-Environment-Society Interactions:  dam projects as a case example. Environmental Quality Management, v. 18, n. 3, p. 71-76, 2009.         [ Links ]

MOSAVEL, M. et al. Community-based Participatory Research (CBPR) in South Africa: Engaging multiple constituents to shape the research question. Social Science & Medicine, v. 61, p. 2577-2587, 2005.         [ Links ]

NEWMAN, P.A. Towards a Science of Community Engagement. The Lancet, v. 367, p. 302, 2006.         [ Links ]

O'FAIRCHEALLAIGH, C. Public Participation and Environmental Impact Assessment : Purposes, implications, and lessons for public policy making. Environmental Impact Assessment Review, v. 30, p. 10-27, 2010.         [ Links ]

POPE, J., ANNANDALE, D., MORRISON-SAUNDERS, A. Conceptualising sustainability assessment. Environmental Impact Assessment Review, v. 24, p. 595-616, 2004.         [ Links ]

PRIYA, T., UTENG, A. Dynamics of transport and social exclusion: Effects of expensive driver's license. Transport Policy, v. 16, n. 3, p. 130-139, 2009.         [ Links ]

PROTO, M.B., DZUREC, L.C. Strategies for successful management and oversight of nurse faculty workforce initiatives: lessons from the field. Journal of Professional Nursing. v. 25, n. 2, p. 87-92, 2009.         [ Links ]

ROBILA, M. Economic pressure and social exclusion in Europe. The Social Science Journal, v. 43, p. 85-97, 2006.         [ Links ]

SANTOS, A.A. et al. A rede de serviços de atenção à saúde do idoso na cidade de Barcelona (Espanha) e na cidade de São Paulo (Brasil). Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 102, p. 365-386, 2010.         [ Links ]

SHEPPARD, S.R.J. et al. (2011). Future Visioning of Local Climate Change: A Framework for community engagement and planning with scenarios and visualisation. Futures, v. 43, p. 400-412, 2011.         [ Links ]

SWYGART-HOBAUGH, A.J. A Citation Analysis of the Quantitative/Qualitative Methods Debate's Reflection in Sociology Research: Implications for Library Collection Development. Library Collections, Acquisitions, & Technical Services, v. 28, p. 180-195, 2004.         [ Links ]

TEIXEIRA, R.V. Uma Crítica da Concepção de Política Social do Banco Mundial na Cena Contemporânea. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n.104, p. 650-680, 2010.         [ Links ]

WADE, R.H. Is Globalization Reducing Poverty and Inequality? World Development, v. 32, n. 4, p. 567-589, 2004.         [ Links ]

WORLD COMMISSION ON ENVIRONMENT AND DEVELOPMENT. Our Common Future. Oxford: Oxford University Press, 1987.         [ Links ]

WORLEY, C.G., FEYERHERM, A.E., KNUDSEN, D. Building a Collaboration Capability for Sustainability: How Gap Inc. Is creating and leveraging a strategic asset. Organizational Dynamics, v. 39, p. 325-334, 2010.         [ Links ]"

 

Notas

1 Impacte - "conjunto de alterações favoráveis e desfavoráveis produzidas em parâmetros (...) sociais, num determinado período de tempo e numa determinada área (situação de referência) (...)" Decreto-Lei n.º 69/2000, de 3 de Maio, Lisboa (Portugal).
2 Ressalta-se o fato de o presidente do FMI (Fundo Monetário Internacional), num encontro mantido no dia 19 de Maio de 2010 com a Presidente Dilma Rousseff, ter enfatizado o Programa Bolsa Família como forma de distribuição de renda, justificando que o crescimento económico deve ocorrer com a inclusão.
3 Políticas - linhas gerais de orientação para atingir um determinado fim; Planos - conjunto de atividades a serem implementadas; Programas - descrição detalhada, incluindo cronograma, do modo como as atividades planeadas serão implementadas.
4 O relatório Brundtland define desenvolvimento sustentável como "(...) desenvolvimento que satisfaz as necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas necessidades [tradução nossa]" (WORLD COMMISSION ON ENVIRONMENT AND DEVELOPMENT, 1987, p.9).
5 Os desafios emergentes resultantes dos cenários de alterações climáticas constituem também um grande desafio para as ciências sociais, em geral, e o serviço social, em particular, na medida em que a ocorrência de fenômenos climáticos extremos (caracterizados por temperaturas muito baixas ou altas, cheias, aluviões, etc.) terão um impacte mais significativo sobre os grupos vulneráveis da sociedade (SHEPPARD et al., 2011, p.401-402; IPCC, 2007a, p.359-363).
6 Partes interessadas numa determinada situação (e.g., organizações governamentais e não governamentais, empresas, universidades, pessoas singulares, etc.).
7 Existem 4 033 artigos sobre "exclusão social" e 1 838 sobre "inclusão social" na base de dados da ScienceDirect.com; 216 e 211 sobre "exclusão social" e "inclusão social", respectivamente, na base de dados scielo.org. Informação consultada no dia 8 de maio de 2011.
8 Focus group "trata-se de um método em que um grupo limitado (de cerca de 10 pessoas), representativo da população a ser estudada, é convidado a discutir um determinado assunto. Existe um facilitador que conduz o debate durante cerca de duas horas. O grupo não tem de chegar necessariamente a uma conclusão, mas o conteúdo do debate é estudado de modo a se perceber as eventuais atitudes e valores relativamente a um determinado assunto" (MATA-LIMA e VASCONCELOS, 2006, p.75).
9 Brainstorming (ou geração de ideias) - é uma técnica de trabalho em equipa que permite, com rapidez e eficiência, que o grupo de partes interessadas reunidas gere, aclare e avalie uma lista considerável de ideias, problemas, temas, processos, entre outros (MATA-LIMA, 2007, p.4).
10 "Qualitative research is 'interpretative' and 'naturalistic' to the extent that the research takes place in real-world settings is conducted in environments comfortable and familiar to the participants" (ADAMS e SMITH, 2003, p.194).

 

 

Submetido em 16/09/2011
Aceito em 15/02/2012