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Ambiente & Sociedade

On-line version ISSN 1809-4422

Ambient. soc. vol.15 no.2 São Paulo May/Aug. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1414-753X2012000200007 

Novos espaços de participação social no contexto do desenvolvimento sustentável - as contribuições da Educomunicação

 

 

Mariann TothI; Frédéric MertensII; Maria de Fátima Rodrigues MakiuchiIII

IMestranda no Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília. Pós graduada em Políticas Sociais e Gestão de ONGs, pela Universidade de Brasília. Máster em Cooperação Internacional, pela Sociedade de Estudos Internacionais, Madrid. Endereço: SCN Quadra 1 Bloco E sala 202 Edificio Central Park, Asa Norte, CEP 70711-903 - Brasilia, DF - Brasil. E-mail: marianntoth@gmail.com
IIProfessor adjunto no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília. Campus Universitário Darcy Ribeiro - L3 Norte / Gleba A, Bloco C, Asa Norte CEP 70910-900 - Brasilia, DF - Brasil
IIIProfessora adjunta da Universidade de Brasília. Campus Universitário Darcy Ribeiro - Instituto de Física - ICC Asa Norte, CEP 70919-970 - Brasilia, DF - Brasil - Caixa-postal: 04455

 

 


RESUMO

Este artigo analisa a contribuição da Educomunicação nos processos de incentivo à participação social em questões socioambientais. O texto apresenta os principais desafios da participação social no contexto do Desenvolvimento Sustentável e analisa as propostas da Educomunicação para a mobilização de indivíduos e coletivos por meio da promoção de relações mais homogêneas de poder; aumento do potencial de expressão; motivação para participação; e formulação de novos espaços de participação. As propostas teóricas são ilustradas com a análise de projetos educomunicativos aplicados no Brasil. Conclui-se que a Educomunicação tem potencial de agregar alternativas significativas aos desafios da participação, principalmente nas dimensões da ampliação da expressão criativa e do fomento de novos espaços de participação.

Palavras-chave: Participação social; desenvolvimento sustentável; Educomunicação; mobilização social.


ABSTRACT

This article analyses the contribution of Educommunication to encourage social participation in environmental issues. The text presents the major challenges of social participation in the context of sustainable development and examines the proposals of Educommunication to mobilize individuals and groups to social participation by promoting homogeneous relations of power, increasing the potential of expression; motivating participation, and formulating new spaces for participation. The theoretical proposals are illustrated with the analysis of projects applied in Brazil. It is concluded that Educommunication has significant potential in promoting alternatives to the challenges of participation, particularly in the dimensions of the amplification of creative expression and the creation of new spaces for participation.

Key words: Social participation; sustainable development; Educommunication, social mobilization


RESUMEN

Este artículo analiza la contribución de los procesos de Educomunicación para fomentar la participación social en cuestiones ambientales. El texto presenta los principales desafíos de la participación social en el contexto del desarrollo sostenible y examina las propuestas de la Educomunicación para movilizar individuos y grupos para la participación social, por el intermedio de la promoción de relaciones más homogéneas de poder, el aumento del potencial de expresión, la motivación para la participación y la formulación de nuevos espacios de participación. Las propuestas teóricas se ilustran con el análisis de proyectos educomunicativos aplicados en Brasil. Se concluye que la Educomunicación tiene potencial para añadir aportes importantes a los retos de la participación, especialmente en las dimensiones de la ampliación de la expresión creativa y de la creación de nuevos espacios de participación.

Palavras clave: Participación social; desarrollo sostenible; Educomunicación; movilización social.


 

 

Introdução

A participação social na proteção dos recursos naturais e culturais é condição essencial para o alcance das mudanças promovidas no âmbito do Desenvolvimento Sustentável (SANTOS, 2005; JACOBI, 2003). Compatibilizar desenvolvimento com sustentabilidade requer a realização de intervenções inovadoras que possam fomentar espaços participativos e dar acesso a novas possibilidades de expressão dos interesses dos diversos segmentos da sociedade.

No entanto, críticos apontam para as falhas dos processos participativos tradicionais, por estes desconsiderarem a heterogeneidade das comunidades trabalhadas (BIGGS, 1989; PITA et al, 2010), por não levarem em conta as relações de poder e de desigualdade que se formam em seu interior (COOKE e KOTHARI, 2001; REDCLIFT, 1995) e por apresentarem limitações em relação à legitimidade, à representatividade e à sustentabilidade dos processos e espaços participativos tradicionais (ANDREWS e VRIES, 2007; CLEAVER, 2001).

Durante a última década, intervenções participativas inovadoras têm sido fomentadas com o intuito de promover novos espaços de participação social. As políticas de fomento ao Desenvolvimento Sustentável têm incorporado intervenções inspiradas em áreas interdisciplinares do conhecimento, como é o caso da Educomunicação. Trata-se de um campo de intervenção social que se fundamenta na reflexão crítica sobre os modelos tradicionais de comunicação, de educação e de envolvimento com as questões sociais, e que contribui para a motivação dos atores sociais envolvidos nas temáticas socioambientais por meio da ampliação do potencial de expressão de seus interesses (SCHAUN, 2002; SOARES, 2004).

O potencial transformador das ações de Educomunicação tem sido demonstrado em estudos empíricos que focam a análise dos processos educativos realizados em espaços de educação formais e informais (CACHEADO, 2007; JUNIOR, 2007; ARANGO, 2011; FERREIRA, 2011; FERNANDEZ et al, 2011; MUCHERONI, 2011). No entanto, até o momento, existe escassa produção acadêmica sobre projetos de Educomunicação realizados em torno de questões socioambientais. Este artigo pretende contribuir para suprir parte desta lacuna por meio da discussão sobre as propostas conceituais da Educomunicação e por meio da análise de suas aplicações práticas em projetos sociais e/ou ambientais realizados no Brasil.

Este texto está estruturado em quatro partes. A primeira apresenta os desafios da participação social no âmbito do Desenvolvimento Sustentável. A segunda apresenta o campo de atuação e as propostas conceituais da Educomunicação. A terceira analisa a aplicação prática das propostas teóricas em projetos educomunicativos realizados no Brasil. A quarta discute os alcances e os desafios dos processos educomunicativos analisados.

 

1. Os desafios da participação social no contexto do Desenvolvimento Sustentável

O Desenvolvimento Sustentável carrega uma multiplicidade de interpretações que têm sido construídas de forma dialógica durante as últimas quatro décadas (NOBRE e AMAZONAS, 2002). Apesar desta diversidade, é considerado um modelo a ser alcançado em nível internacional, pois suas propostas permeiam as esferas social, econômica e ambiental, nas quais procura promover a sustentabilidade (SACHS, 2007). A participação social é elemento indissociável do Desenvolvimento Sustentável, na medida em que promove o compartilhamento de conhecimentos e a negociação das relações de poder (PITA et al, 2010; SCHULTZ et al, 2010; DEMO 1993), facilitando a implementação de ações socioambientais de forma mais custo-efetiva (CAVALCANTI, 1994; REDCLIFT, 1995; MEADOWCROFT, 2003).

No entanto, críticos têm verificado diversos fatores limitadores dos processos de participação social realizados no âmbito do Desenvolvimento Sustentável. Esses fatores são relacionados a quatro aspectos principais relativos às relações de poder desiguais; aos limites da expressão dos interesses; à desmotivação à participação; e aos limites dos espaços tradicionais de participação. O fato de não levar em conta esses fatores pode ocasionar efeitos manipulativos e gerar resultados negativos, como a coopção política das populações vulneráveis (COOKE e KOTHARI, 2001; DEMO, 1993).

A participação social ocorre em diversos estágios hierárquicos, que variam de acordo com o nível de acesso às informações, as relações de poder e a motivação dos atores envolvidos (MERTENS et al, 2005; BIGGS, 1989; PITA et al, 2010; ARNSTEIN, 1969). Devido à diversidade social e educacional dos segmentos representados, a presença de atores externos pode exercer pressão sobre os atores menos favorecidos, enfraquecendo a expressão de suas opiniões e afetando o direcionamento de seus interesses (AGRAWAL, 2001; DEMO, 1993). A exclusão pode ser resultado do acesso não equitativo às informações, ou da falta de domínio das tecnologias tradicionais de comunicação, o que pode inibir os participantes de se pronunciarem de forma efetiva (WENDHAUSEN e CAPONI, 2002; ARNSTEIN, 1969, PITA et al, 2010).

Paralelamente, tem sido observado o crescente desinteresse e a mobilização insuficiente em relação a questões coletivas referentes a assuntos socioambientais (HART, 2000; GAVENTA, 2004). A desmotivação pode ser associada ao rechaço às práticas políticas tradicionais (JUNIOR e SAMPAIO, 2008); às dificuldades para criar canais de influência sobre a tomada de decisões; às fracas tradições associativas (BANDEIRA, 1999); e ao uso da passividade como forma de resistência (REDCLIFT, 1995). Apesar de a participação ser associada à responsabilidade social e à racionalidade econômica, não existe um modelo conceitual sólido que explique as motivações da participação dos indivíduos, pois ela depende de fatores culturais, políticos e sociais (MARTELETO e SILVA, 2004), além de aspectos psicológicos e motivacionais (CLEAVER, 2001).

Os projetos realizados no âmbito do desenvolvimento participativo tendem a supervalorizar os espaços de participação formais, fomentados por agentes externos (CLEAVER, 2001). No entanto, uma vez que a participação tem sido desmotivada nos espaços políticos tradicionais, espaços informais como redes sociais, ações de mobilização comunitária local e espaços virtuais podem ampliar as arenas políticas e alcançar a mobilização mais genuína da comunidade (BUTLER e PRINCESWAL, 2010; LOUREIRO et al, 2008).

Portanto, apesar da complexidade que apresenta, a participação social continua sendo elemento estratégico na promoção do Desenvolvimento Sustentável. As políticas de fomento ao Desenvolvimento Sustentável têm trabalhado com o intuito de promover novos espaços de participação social, de forma a incorporar intervenções inspiradas em áreas interdisciplinares do conhecimento, como é o caso da Educomunicação (MEADOWCROFT, 2003; REDCLIFT, 1995; BREUER, 2002). A interface entre os campos da Educação e Comunicação e sustentabilidade proposta pela Educomunicação pretende promover uma reflexão crítica acerca dos modelos tradicionais de comunicação, participação social e envolvimento com as questões socioambientais, o que oferece possibilidades de promoção do envolvimento da população nas questões relacionadas à sustentabilidade (MARTIRANI, 2008; SHAUN, 2002; SOARES, 2004).

Nas próximas sessões, será apresentado o campo da Educomunicação, suas propostas conceituais e os logros e desafios alcançados em projetos educomunicativos realizados com a intenção de promover a participação social em questões socioambientais.

 

2. Educomunicação - um campo de intervenção social crítica

A Educomunicação é um campo de intervenção social que tem como objetivo o fortalecimento de ecossistemas comunicativos, isto é, espaços de expressão nos quais educadores, comunicadores e agentes sociais discutem problemas sociais e ambientais por meio do uso de recursos tecnológicos e de linguagens presentes nas relações da vida cotidiana (SOARES, 2009; SCHAUN, 2002).

A Educomunicação atua em cinco áreas de intervenção: análise das possibilidades das novas tecnologias em formas de aprendizagem dentro dos espaços educativos; análise crítica dos impactos da mídia na sociedade; ampliação das possibilidades de expressão comunicativa; assessoria aos sistemas educativos na gestão da comunicação; e reflexão epistemológica sobre as potencialidades da interface entre Comunicação e Educação (SOARES, 2009; VOLPI e PALAZZO, 2010).

A Educomunicação nasceu no âmbito dos movimentos populares da América Latina, e seus conceitos resultam da experiência prática de educadores-comunicadores populares como Paulo Freire, Martín-Barbero e Mário Kaplún, que veem na relação entre Comunicação e Educação o surgimento de um campo de atuação crítica e transformadora (SOARES, 2000). As ações desenvolvidas no âmbito da Educomunicação configuram-se em um debate político vinculado à cidadania, liberdade de expressão e interculturalidade, que considera a educação para os meios de comunicação uma estratégia promotora da justiça social, baseada no diálogo (PERUZZO, 2011; KAPLÚN, 1999).

Ao longo da última década, vem se formando nos países do hemisfério sul uma "utopia educomunicativa" que atua na recepção qualificada das informações, na educação popular, na articulação para a mudança social e no reconhecimento da Educomunicação como direito de todos (SOARES, 2009). O Brasil tem realizado importantes avanços no sentido de implementar os postulados desta "utopia". As estratégias de desenvolvimento e de fortalecimento das ações de Educomunicação têm sido apoiadas por uma ampla rede de organizações sociais e governamentais nacionais e internacionais. A Educomunicação foi escolhida pelo Ministério da Educação como um dos macrocampos do projeto Ensino Médio Inovador (BRASIL, 2005), e a Educomunicação Socioambiental é reconhecida oficialmente como componente pedagógico dos processos comunicativos associados à Educação Ambiental no âmbito do Programa Nacional de Educação Ambiental (BRASIL, 2008).

A aplicação da Educomunicação se dá predominantemente no âmbito de atividades socioeducativas. Uma série de reflexões acadêmicas trata de sua aplicação no espaço da educação formal, e analisa a utilização dos meios de comunicação de massa na sala de aula como recurso didático para o aprendizado e a formação cidadã (FERNANDEZ et al, 2011; ARANGO, 2011; FERREIRA, 2011; MUCHERONI, 2011). A Educomunicação também tem sido analisada com relação ao uso das novas tecnologias no âmbito educacional (VIANA, 2011; FURTADO e OLIVEIRA, 2011; GOTTLIEB, 2002). Suas possibilidades de atuação transcendem os muros da educação formal, e são realizadas a partir de uma perspectiva crítica da comunicação e da democracia (SOARES, 2009; PERUZZO, 2007).

 

3. Contribuições da Educomunicação aos desafios da participação social

Com o intuito de refletir sobre a aplicação prática das propostas da Educomunicação, neste artigo são analisados quatro projetos educomunicativos realizados no Brasil: o Educom.radio (JUNIOR, 2007; ALMEIDA, 2010); o Mudando sua Escola, Mudando sua Comunidade, Melhorando o Mundo! (VOLPI e PALAZZO, 2010); a Agência Uga-Uga de Comunicação (CACHEADO, 2007); e o Projeto Cerrado em Pauta (CERRADO EM PAUTA, 2010a). Os projetos selecionados ilustram as contribuições e as limitações dos processos de Educomunicação para os principais desafios da participação social no contexto do Desenvolvimento Sustentável. O Quadro 1 apresenta as principais informações sobre os projetos analisados, e resume seu local de execução, duração, parceiros, público atendido e objetivos.

 

 

3.1 As contribuições da Educomunicação para a promoção de relações de poder mais homogêneas

A Educomunicação vem se consolidando como campo de atuação social baseado em processos de construção coletiva que propõe a revisão crítica dos modelos de intervenção impostos a partir de referências externas. Ela tem como premissa central atuar na promoção da horizontalidade da gestão comunicacional (BRASIL, 2008), que pretende alcançar a partir de práticas pedagógicas colaborativas. No caso dos projetos de Educomunicação realizados no Brasil, é comum observar atividades que visam à promoção de relações mais horizontais entre atores com diversos níveis de poder (ALMEIDA, 2010; JUNIOR, 2007). As ações realizadas nesse sentido se voltam a uma abordagem sistêmica das relações humanas, incentivando a construção de ecossistemas comunicativos (CERRADO EM PAUTA, 2010a).

Os projetos analisados neste trabalho indicam que a Educomunicação tem uma ação direta na percepção crítica das relações desiguais de poder, e atua no sentido de minimizar as diferenças sociais que estas ocasionam. No projeto Educom.radio, implementado em escolas do Mato Grosso, o processo de elaboração das informações interferiu nas relações sociais tradicionais de uma comunidade xavante, e promoveu o acesso a conhecimentos políticos, ambientais e direitos sociais. As alunas, que antes não podiam se expressar de forma aberta devido a uma série de fatores culturais, tornaram-se protagonistas do processo de comunicação local por meio do gradual domínio das tecnologias de comunicação e do acesso às informações sobre seu contexto socioambiental (ALMEIDA, 2010).

A metodologia educomunicativa de trabalho do Projeto Cerrado em Pauta implicou no fortalecimento de coletivos artísticos, educativos e culturais locais como instâncias decisórias do processo de formação. A Agência Uga-Uga reconheceu os adolescentes como produtores de mensagens e, desta forma, fomentou a comunicação horizontal entre jovens e professores.

Apesar da promoção de relações de poder mais horizontais, no entanto, foi relatada, em geral, relativa dificuldade para sustentar as mudanças estruturais promovidas pelos projetos após as formações iniciais, principalmente nos ambientes escolares. Em muitos casos, a manutenção de novas relações de poder mais igualitárias foi dificultada pela resistência dos professores e dos dirigentes ao fomento da autonomia dos jovens.

3.2 As contribuições da Educomunicação para a ampliação da expressão

A Educomunicação problematiza a atuação dos indivíduos como produtores e receptores dos bens culturais e comunicacionais nas comunidades, por meio de ações de valorização de sua identidade social e cultural (CACHEADO, 2007; SARTORI e MARTINI, 2008; SHAUN, 2002). Ela promove conhecimentos sobre diversos recursos de comunicação, de forma que esses sejam aliados aos processos de ensino (FERREIRA, 2011; FEILITZEN, 1999; FERNANDEZ et al, 2011; GELVEZ, 2011). Para isso, utiliza linguagens artísticas como grafite, design, radionovela, teatro, poesia e rádio virtual, além de formas de expressão vinculadas a manifestações culturais como cordel ou hip-hop. Assim, uma de suas principais áreas de intervenção é o aumento da expressão comunicativa em processos educativos e em espaços de interação humana. O uso das novas tecnologias pela Educomunicação também tem potencializado as inovações pedagógicas, pois incentiva novas configurações de atuação e interação baseadas na heterogeneidade e na interatividade.

No caso dos projetos analisados, a mediação tecnológica no âmbito da Educomunicação implementada em escolas atuou no sentido de aprimorar a expressão comunicativa dos alunos por ampliar possíveis interfaces pelas quais os conteúdos comunicacionais podem ser apresentados (JUNIOR, 2007). A melhoria da expressividade dos atores envolvidos foi observada tanto no ambiente escolar quanto em ambientes de educação informal (CACHEADO, 2007; VOLPI e PALAZZO, 2010).

No entanto, apesar da possibilidade de verificar as contribuições da Educomunicação em relação à ampliação da expressividade dos atores sociais, aumento da autoestima, ampliação do vocabulário e desenvolvimento de competências de trabalho de equipe (JUNIOR, 2007), ainda há poucas metodologias sólidas que comprovem o aumento do potencial de expressão dos atores que participam dos processos educomunicativos.

3.3 As contribuições da Educomunicação para a motivação à participação social

A Educomunicação visa a fortalecer a vivência do senso comunitário, o que possibilita resgatar a interlocução política de grupos excluídos. Os canais interativos de mídia utilizados pela Educomunicação permitem que o público se torne produtor das informações, dando valor à sua opinião, o que pode contribuir para a mobilização à participação (FERREIRA, 2011). Por possibilitar a atuação em um espaço de produção de mensagens, a partir do uso de técnicas e da arte-cultura, a Educomunicação facilita a criação e espaços de expressão de acordo com interesses e domínio das técnicas específicas de cada um. Desta forma, o envolvimento dos atores pode ser facilitado de acordo com suas vontades e habilidades, facilitando o caráter voluntário de sua adesão, característica fundamental da mobilização social (WERNECK e TORO, 1996).

No projeto Educom.radio, a produção de mensagens baseada no diálogo aumentou o interesse na participação no projeto (JUNIOR, 2007; ALMEIDA, 2010). O projeto Mudando sua Escola, Mudando sua Comunidade, Melhorando o Mundo! trabalhou com o direito à livre expressão junto à fluência comunicativa, o que permitiu o empoderamento e a capacidade crítica dos alunos, que passaram a ser mais proativos, participativos e avaliadores do espaço escolar (VOLPI e PALAZZO, 2010). No caso da Agência Uga-Uga, os conteúdos de mobilização e de participação juvenil das oficinas formativas promoveram maior autonomia dos jovens por meio de processos de mobilização (CACHEADO, 2007). No Cerrado em Pauta, as formas expressivas aliadas à arte agregaram um número considerável de jovens que se mostraram dispostos a se tornarem multiplicadores na formação de outros jovens (CERRADO EM PAUTA, 2010c).

No entanto, em geral, têm surgido desafios com relação à mobilização continuada dos atores, principalmente depois que os gestores externos terminam seus contratos e acabam os auxílios financeiros.

3.4 As contribuições da Educomunicação para a criação de espaços inovadores de participação social

O locus de ação principal da Educomunicação é formado por ecossistemas comunicativos, isto é, pelo conjunto de linguagens e representações presentes nas relações da vida cotidiana, mediadas por meios de comunicação, empresas, movimentos populares e organizações não governamentais (SOARES, 2004). O ecossistema comunicativo é formado por espaços onde dialogam e discutem os problemas sociais e ambientais usando, sempre que possível, recursos tecnológicos para potencializar e ampliar essas relações via conexão às redes de informação (SARTORI e MARTINI, 2008). Assim, a Educomunicação constrói novos lugares de participação da cidadania (SHAUN, 2002) em espaços alternativos e interativos (GOMES, 2005) que disponibilizam possibilidades inovadoras de acesso à informação, de expressão e de interação na sociedade (ANDRADE, 2006).

A possibilidade de atingir uma ampla gama de atores em tempo real por meio do uso das novas tecnologias permite à Educomunicação promover ações concretas de democracia e participação. O meio digital pode ser um espaço ideal de promoção de participação, na medida em que gera uma "bidirecionalidade" no processo de comunicação, o que contribui para reconhecer o protagonismo dos cidadãos frente a assuntos que lhes dizem respeito, além de contar com a participação voluntária dos mesmos (FERREIRA, 2011). Além de produzir conteúdo comunicacional, a Educomunicação fomenta também acontecimentos em torno da questão socioambiental, como eventos e mobilizações sociais, compartilhados por instituições de diversas naturezas (PERUZZO, 2002).

A relação entre novas tecnologias e formação de novos espaços de participação social foi verificada nos projetos analisados. No projeto Cerrado em Pauta, foram fortalecidos grupos de jovens que produziram informação por meio do uso das novas tecnologias, além de eventos de mobilização social e a formação de uma rede crítica em torno da questão socioambiental. A Agência Uga-Uga promoveu ações que mobilizaram os jovens a transcenderem os espaços formais nos quais o projeto foi idealizado (CACHEADO, 2007). O Mudando sua Escola, Mudando sua Comunidade, Melhorando o Mundo! estabeleceu uma rede de comunicação local e sensibilizou a comunidade escolar para o uso de ferramentas de comunicação para a reflexão sobre a realidade da escola e o domínio de novas práticas no processo de ensino/aprendizagem.

Apesar de todo seu potencial, tal como exposto, os espaços informais de participação também apresentam desafios. O uso das novas tecnologias por si só não significa maior engajamento social, pois muitos jovens com acesso às informações sobre os encontros permaneceram desinteressados. Ao mesmo tempo, a divulgação das ações via web mostrou-se limitada, devido ao acesso parcial à Internet.

 

4. Considerações sobre os projetos analisados

O Quadro 2 apresenta o resumo dos principais resultados e limitações encontrados nos projetos de Educomunicação analisados. Os projetos aplicaram de forma semelhante os conceitos principais da Educomunicação, o que demonstra relativa solidez epistemológica do campo da Educomunicação que vem se fortalecendo na última década. Apesar da diversidade quanto ao contexto de sua implementação e à sua duração no tempo, os projetos têm conseguido criar interfaces de debate entre comunicação, educação e participação social, com destaque especial para a formação de emissores de informação críticos e o uso das mídias comunicativas para a mobilização social.

A análise indica que a Educomunicação tem uma ação direta na percepção crítica das relações desiguais de poder e atua no sentido de minimizar as diferenças sociais que estas ocasionam. Os processos educomunicativos promovem maior horizontalidade nos processos de comunicação, na medida em que facilitam o acesso a novas tecnologias e informações. Os projetos, em geral, promovem o empoderamento e a capacidade crítica dos atores envolvidos, que passam a ser mais proativos, participativos e avaliadores do espaço que habitam. Contribuem também para a melhoria da expressividade dos atores envolvidos, tanto nas escolas, quanto em ambientes de educação informal.

A produção de mensagens baseada no diálogo aumenta o interesse dos atores pela participação o que possibilita o aprimoramento de sua expressão comunicativa. No entanto, apesar de a participação social ser percebida como um direito social, os atores precisam de formação mais ampla sobre como e por que exercerem esse direito. As relações de poder observadas no ambiente escolar, em geral, seguem modelos tradicionais, baseados em valores lineares e autoritários que não levam em conta a diversidade e a complexidade locais.

Os projetos de Educomunicação normalmente são desenvolvidos por meio da aplicação de metodologias de intervenção social como pesquisa-ação, o que apresenta desafios para encontrar equilíbrio entre a autonomia dos participantes e a orientação e coordenação externas. Uma vez que os projetos atendem um segmento de população mais vulnerável, a continuidade das ações fica comprometida, na medida em que os financiamentos ou a remuneração acaba.

Em relação aos limites da expressão na participação social, a Educomunicação amplia modalidades de expressão por meio do uso de linguagens artísticas, meios de comunicação comunitários e interfaces tecnológicas. Apesar da promoção de processos com todo esse potencial, são poucos os relatos que identificam de forma clara a melhoria efetiva das maneiras de expressão dos atores. Teriam eles melhorado suas notas em português? Teriam diminuído os atritos decorrentes de falhas de comunicação entre instâncias antagônicas? Têm sido mais frequentes as interações via e-mail ou via oral com os professores ou entre eles? A criação de metodologias para demonstrar as transformações alcançadas seria de grande valor pra avançar na sistematização das práticas da Educomunicação.

Com relação à motivação para a participação social, a Educomunicação tem contribuições significativas na medida em que valoriza as problemáticas e as identidades locais e forma um público crítico tanto na recepção de mensagens quanto na sua emissão. No entanto, foram verificadas a falta de conhecimento das problemáticas locais sociais e ambientais por parte do público atendido e uma dificuldade em manter os atores mobilizados, apesar da crescente utilização de ferramentas virtuais e à distância, como a Internet. Outro elemento desafiador dos processos de Educomunicação é encontrar maneiras de integrar as práticas artísticas e culturais com as mídias comunicativas e expressivas como forma de ação sobre a gestão do território onde se vive e se atua.

Por fim, em relação aos novos espaços de participação social, pode-se afirmar que a Educomunicação promove com sucesso ecossistemas comunicacionais amplos por meio da utilização de mídias sociais e comunitárias, associações culturais e o uso da Internet. No entanto, a Comunicação e a Educação muitas vezes ainda são vistas como campos conflitantes, embora tenham uma relação íntima e dialógica, como Freire postulou há tanto tempo. Ainda existe resistência ao uso de novas tecnologias na Educação, o que decorre de fatores relacionados à falta de familiaridade com ferramentas e linguagens inovadoras por parte dos educadores, à desconfiança e a problemas de gestão, de infraestrutura e de segurança.

Ao mesmo tempo, existe certo risco de supervalorizar as interfaces tecnológicas em detrimento da interação presencial, principalmente por parte dos financiadores externos dos projetos. Pelo que as análises dos projetos indicam, os espaços virtuais ampliados pelas ferramentas tecnológicas estão cada vez mais à disposição da população, mas sua utilização para fins de ampliação da democracia depende de diversos fatores tecnológicos, culturais, sociais e políticos.

Tudo isso reforça que o uso das novas tecnologias promovidas pela Educomunicação não garante engajamento social continuado e que os novos espaços de participação, principalmente os virtuais, apesar de oferecerem potenciais espaços de expressão e participação, não devem substituir os espaços tradicionais e principalmente o acompanhamento presencial das ações. Também é essencial que lideranças internas sejam fortalecidas nos grupos sociais trabalhados, e que essas lideranças consigam desenvolver maior autonomia nos processos decisórios e de captação de recursos. Esses são pré-requisitos para alcançar a independência da presença continuada dos agentes externos que, aos olhos dos grupos comunitários, continuam sendo os principais atores que têm condições de captar recursos, aglutinar esforços e fomentar ações participativas locais.

 

Conclusão

Os processos participativos realizados no contexto do Desenvolvimento Sustentável apresentam desafios decorrentes de conflitos em torno das questões socioambientais, relacionados às relações desiguais de poder e à diversidade de seus interesses. Este artigo destacou quatro fatores limitantes da participação social no contexto do Desenvolvimento Sustentável: as relações de poder desiguais; os limites da expressão; a desmotivação; e os limites dos espaços tradicionais de participação. Como alternativa de promoção da participação social, o artigo apresentou o potencial das intervenções realizadas no âmbito da Educomunicação.

Para verificar os resultados alcançados das práticas implementadas no âmbito da promoção à participação social, foram analisadas quatro intervenções educomunicativas realizadas no Brasil. De acordo com os casos analisados, a Educomunicação confirma seu potencial para a ampliação do acesso aos canais de expressão e a criação de novos espaços de participação social. As novas tecnologias por meio das quais a Educomunicação atua potencializam a criatividade e a expressão da população, e permitem a promoção de novos espaços de interação.

Os meios de comunicação popular, onde a Educomunicação atua de forma predominante, ampliam o espectro da participação política, incrementando-a a partir da participação em nível local, das organizações populares, e contribuindo para o processo de democratização e ampliação da conquista de direitos de cidadania. Os canais informais de comunicação possibilitaram a promoção de interfaces entre cultura, meio ambiente e comunicação. No entanto, a ampliação de oportunidades de expressão por si só não garante a mobilização continuada dos atores se não for reforçada com intervenções presenciais e motivadoras.

A maior horizontalidade nas relações promovida pela Educomunicação contribui para a redução das diferenças entre os níveis desiguais de participação; por outro lado, as oportunidades de maior expressão possibilitam o aumento no potencial de participação. Isto reforça que a Educomunicação e a promoção da participação social são intrinsecamente vinculadas. Pode-se concluir que a Educomunicação é um campo com potencial de criar espaços alternativos de participação, democratizar o acesso à informação e os espaços de pronunciamento.

No entanto, existe um campo vasto a ser explorado pela academia no que tange ao desenho e à análise de aplicações práticas das propostas educomunicativas, para que a participação social seja promovida de forma eficaz e continuada no âmbito das ações de Desenvolvimento Sustentável. É essencial desenvolver e aplicar metodologias sólidas que comprovem o aumento do coeficiente expressivo dos atores sociais para que a Educomunicação ganhe mais legitimidade e possa expandir sua atuação.

 

Referências

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Submetido em 14/05/12
Aceito em 09/08/12