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Escola Anna Nery

versão impressa ISSN 1414-8145

Esc. Anna Nery v.11 n.3 Rio de Janeiro set. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1414-81452007000300002 

FAC-SÍMILE

 


Apresentação

 

 

Antonio José de Almeida Filho; Lúcia Helena Silva Corrêa Lourenço; Fernando Ramos Porto

 

 

O artigo "Conferência Nacional de Proteção à Infância: fins e organização de associações de proteção higiênica à infância", publicado em 1933 pelo médico Gastão de Figueiredo, da Inspetoria de Higiene Infantil, defendia que a proteção à criança tinha por escopo principal assegurar o seu pleno desenvolvimento e, ao mesmo tempo, combater a alta mortalidade infantil. Para tanto, essa autoridade considerava necessária a colaboração permanente da sociedade, pois, do contrário, estaria o médico responsável por transmitir diretamente às mães, de forma acessível, os conselhos cabíveis, de modo a transformá-los em uma prática incorporada cotidianamente. O autor avalia o êxito dessas intervenções médicas através da observância do aumento da freqüência das mães analfabetas, ou com instrução rudimentar, aos consultórios de higiene infantil, dentre as quais estavam também aquelas que procuravam obter algum recurso que as auxiliassem no sustento dos filhos. Embora o autor evoque detalhadamente o papel do médico e da sociedade no combate ao elevado índice de mortalidade infantil, parece que o mesmo desconsidera a contribuição fundamental da enfermeira para essa função, pois discretamente menciona "a felicidade de dispor do concurso eficiente do serviço de enfermeiras de Saúde Pública", no Distrito Federal (Rio de Janeiro). No entanto, é sabido que a Escola de Enfermeiras do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP) formava enfermeiras com proficiência na promoção da saúde e na prevenção de doenças, da qual fazia parte o treinamento de habilidades voltadas para o cuidado da criança. A criação de uma Associação de Lactários com bases científicas contribuiu para reduzir o impacto dos danos observados à infância, conforme assinala o autor. Nesse movimento de incentivo aos lactários, destacamos também o empreendimento da então diretora da Escola de Enfermeiras do DNSP, Rachel Haddock Lobo, que criou um lactário no Hospital São Francisco de Assis. Portanto, a enfermeira também contribuiu, juntamente com o médico, com medidas educativas e outras intervenções, no sentido de combater a alta incidência de mortalidade infantil no Rio de Janeiro. O reconhecimento da participação da enfermeira nessa missão deveria ampliar a justa visibilidade à Enfermagem enquanto profissão fundamental também na política de proteção à saúde infantil.