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Psicologia: Ciência e Profissão

Print version ISSN 1414-9893

Psicol. cienc. prof. vol.31 no.1 Brasília  2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932011000100013 

ARTIGOS

 

Avaliação de uma proposta de prevenção do vazio existencial com adolescentes

 

Evaluation of a proposal for the prevention of the existential void in adolescents

 

Evaluación de una propuesta de prevención del vacío existencial con adolescentes

 

 

Thiago Antonio Avellar de Aquino*, I; Joilson Pereira da Silva**, II; Ana Thaís Belém de Figueirêdo***, III; Érica Tailane Silva Dourado****, III; Estefânia Coeli Santos de Farias*****, III

I Universidade Federal da Paraíba
II Universidade Federal de Sergipe
III Universidade Estadual da Paraíba

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O objetivo do presente trabalho foi validar uma proposta de prevenção do vazio existencial em um grupo de estudantes adolescentes. Participaram deste estudo 33 estudantes que estavam no segundo ano do ensino médio, sendo 11 do sexo masculino e 22 feminino, com idade média de 16,5 anos e amplitude de 14 a 18. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos. Assim, foi constituído um grupo experimental e um grupo controle. Os adolescentes do grupo experimental participaram de um programa de intervenção denominado prevenção do vazio existencial, com o objetivo de aumentar a sensação de sentido de vida. No primeiro encontro, foi aplicado o pré-teste (Pil-test) tanto para o grupo experimental quanto para o grupo controle, e, ao término, foi aplicado o pós-test para os dois grupos. Para a análise dos dados, utilizou-se o Test t de student para medidas repetidas. Os resultados sugerem que a intervenção promoveu o desenvolvimento da sensação de sentido de vida, pois foi constatado um aumento do nível de realização existencial bem como a regressão dos níveis de desespero e de vazio existencial dos participantes do grupo experimental.

Palavras-chave: Logoterapia, Adolescentes, Motivação, Existencialismo, Prevenção.


ABSTRACT

The aim of this paper was to validate a preventive proposal of existential void in a group of high school students. 33 sophomore students participated in this study, 11 boys and 22 girls with average of 16.5 years old and amplitud of 14 and 18 years. The participants were distributed randomly in two groups. This way one experimental and one control group were constituted. The adolescents from the experimental group participated in an intervention program denominated prevention of existential void with the aim of increasing the sense of life sensation. In the first moment a pre-test (PIL test) was applied on both groups and, in the end, a post-test was also applied. For the data analysis, a T-student Test was used for repeated measures. The results suggest that the intervention promoted the development of the sense of life sensation, because the progression of existential realization level was noticed, as well as the regression of despair and existential void levels of the experimental group participants.

Keywords: Logotherapy, Adolescents, Motivation, Existentialism, Prevention.


RESUMEN

El objetivo del presente trabajo fue validar una propuesta de prevención del vacío existencial en un grupo de estudiantes adolescentes. Participaron en este estudio 33 estudiantes que estaban en el segundo año de la enseñanza media, siendo 11 del sexo masculino y 22 del femenino, con edad media de 16,5 años y amplitud de 14 a 18. Los participantes fueron distribuidos aleatoriamente en dos grupos. Así, fue constituido un grupo experimental y un grupo de control. Los adolescentes del grupo experimental participaron en un programa de intervención denominado prevención del vacío existencial, con el objetivo de aumentar la sensación de sentido de vida. En el primer encuentro, fue aplicado el pre-teste (Pil-test) tanto para el grupo experimental como para el grupo de control, y, al término, fue aplicado el pos-test para los dos grupos. Para el análisis de los datos, fue utilizado el Test t de student para medidas repetidas. Los resultados sugieren que la intervención promovió el desarrollo de la sensación de sentido de vida, pues fue constatado un aumento del nivel de realización existencial así como la regresión de los niveles de desespero y de vacío existencial de los participantes del grupo experimental.

Palavras clave: Logoterapia, Adolescentes, Motivación, Existencialismo, Prevención.


 

 

O presente estudo teve como objetivo validar uma proposta de prevenção do vazio existencial em um grupo de estudantes adolescentes. Nesse sentido, teve o intuito de fomentar uma sensibilização no que se refere à busca de sentido e, por conseguinte, prevenir a sensação de falta de sentido na vida, tendo por base a teoria da logoterapia e a análise existencial de Viktor Emil Frankl. O artigo se justifica na medida em que discorre acerca de um fenômeno típico da adolescência: a preocupação com um sentido para a vida. Tal inquietação, quando não encontra uma resposta, pode ocasionar o sentimento de que a vida não possui valor (Frankl, 2003a, 2005), pois, como assevera Frankl (1990), “na realidade, mais e mais pacientes nos procuram por sofrerem um vazio interior que tenho descrito de vazio existencial” (p. 14). O presente estudo, portanto, é considerado relevante para o desenvolvimento de programas preventivos junto aos adolescentes, e pode contribuir com o aumento da sua qualidade de vida e bem-estar psicológico.

 

Logoterapia e análise existencial

A logoterapia é uma aplicação da analise existencial, elaborada pelo escritor e psiquiatra vienense Viktor Emil Frankl (1905/1997). Esse autor concebeu a modalidade de psicoterapia por via do sentido da existência humana já na década de 30, e, por ocasião da II Guerra Mundial, validou pessoalmente suas concepções teóricas nos campos de extermínio nazista como prisioneiro comum, registrando-as, após a sua libertação, em seu livro Ein Psychologerlebt das Konzentrationslage (Um Psicólogo no Campo de Concentração). O temo logoterapia deriva de logos, que significa sentido, e o termo terapia (θepαneia), cura ou cuidado, sendo a cura efetivada através do sentido da existência humana bem como da busca de significado pelo próprio homem (Xausa, 1986; Frankl, 1995).

Frankl foi discípulo de Freud, Adler, Pötzl, Schwartz, Geslermann e Allers, passando sua relação com Freud da admiração à contestação; já o seu vínculo com Adler foi interrompido quando Frankl foi expulso da Sociedade Adleriana, ao tentar explicar a neurose como uma necessidade profunda de significado. Nessa mesma época, por volta de 1926, utilizou pela primeira vez o termo logoterapia, ao expressar questionamentos sobre o sentido da vida em uma conferência proferida em Viena. Nos anos seguintes, Frankl se dedicou a construir centros de consultas para os jovens que necessitavam de ajuda psicológica e moral e a neles trabalhar, objetivando reduzir os altos índices de suicídio na Áustria, com o apoio de alguns psicoterapeutas renomados (Frankl, 1995).

O fundador da logoterapia travou uma luta contra o niilismo – negação dos valores e da liberdade do homem –, o pandeterminismo, que concebe que o homem não teria nenhuma liberdade, e contra o reducionismo biopsíquico, que reduz o ser humano a nada mais que um produto do psicofísico. Com o intuito de construir uma teoria que trouxesse um embasamento mais humano para a psicoterapia, Frankl fundamentou sua teoria em três correntes filosóficas – a fenomenologia, o existencialismo e o personalismo (Xausa, 1986).

A terapia do logos é uma abordagem que procura adentrar em um campo mais amplo que abarque completamente o íntimo do ser humano bem como o mundo que o circunda (Lukas, 1986), ou seja, sua própria realidade, na qual o homem busca razões para agir e encontrar sentido nas diversas circunstâncias de sua vida (Xausa, 1986).

Isaac Newton, certa vez, afirmou:

“Se consegui enxergar mais longe, é porque procurei ver acima dos ombros dos gigantes” (1959, p. 416). Essa imagem foi mais tarde retomada no século XX por Viktor Frankl quando concebeu a logoterapia. Frankl também teria subido nos ombros de seus mestres, Freud e Adler, para enxergar que o ser humano possui mais do que uma vontade de prazer e uma vontade de poder (Frankl, 2003a). Dessa forma, o autor em foco descobre no ser humano uma vontade de sentido, considerado uma atração do ser humano para com os valores. Essa preocupação é concebida como autêntica, e não como epifenômeno. Logo, segundo o existencialismo frankliano, a busca de sentido é o centro gravitacional da existência humana bem como o principal fator de proteção à saúde da dimensão psicofísica (Frankl, 1978).

No giro de uma psicologia associacionista e pandeterminista para uma psicologia humanista, Frankl (2003a) redescobre uma vontade livre. Para esse teórico, o ser humano não é livre de condições, mas livre para se posicionar perante os fatores determinantes da existência, pois, afinal, o homem também é influenciado por forças ambientais, biológicas e psicológicas, mas, de forma antagônica, pode vir a se posicionar perante sua condição no mundo. Para Frankl (2005), o ser humano não apenas reage aos contingentes internos e externos, mas responde a eles, e, ao escolher dar uma resposta à vida, torna-se responsável pelo que vai ser no momento seguinte. Dessa forma, a liberdade e a responsabilidade constituem as duas características essenciais dos fenômenos humanos (Frankl, 1978).

Por esse motivo, dentre as virtudes humanas, o senso de responsabilidade constituiria a essência da existência. A vida é concebida, nessa perspectiva, como uma tarefa ou um dever, no qual cada ser humano é confrontado com uma ação específica no mundo, pela qual ele se torna único e insubstituível (Frankl, 2003a). O fato de que o homem possui a consciência de suas possibilidades de vir-a-ser no mundo e de que o mesmo se encontra inserido na contingência da temporalidade pode gerar angústia diante da sua finitude. Destarte, a dinâmica da temporalidade se torna a mola propulsora das escolhas do ser humano e a consciência da morte faz surgir a vontade de encontrar um sentido para a existência.

Tendo em vista as questões da consciência e da responsabilidade como constitutivas da estrutura ôntica, Frankl (2003a) lança mão de três objetivos da sua escola de psicoterapia: restabelecer no paciente sua capacidade de amar, de trabalhar e de suportar o sofrimento. Concomitantemente, três são as vias pelas quais o homem pode encontrar significados na vida: vivenciando, criando e enfrentando o sofrimento inevitável.

Quando o homo humanus vivencia algo ou alguém, transcende a si mesmo e se expressa por meio da contemplação estética ou do encontro com um tu, que se manifesta como outro ser que transcende a sua esfera pessoal (Frankl, 2003a). Não só na contemplação e no encontro o ente encontra sentido, mas também quando cria uma obra e a entrega ao mundo. Ao compor uma obra científica ou artística, ao lapidar uma pedra bruta, ao dar cores a uma tela, a pessoa expressa uma capacidade especificamente humana, a de encontrar sentido em uma obra criativa, transcendendo a sua esfera para algo no mundo (Frankl, 2003a).

Outro momento em que a vida pode configurar um sentido é quanto transforma um sofrimento em uma realização humana. Para Frankl, é uma característica especificamente humana transformar um sofrimento em uma realização, o que constitui um dos valores mais elevados, segundo a analítica existencial desse autor (Frankl, 2003b; 2003c). Nesse caso, o ente se distancia de si mesmo, isto é, do psicofísico – onde reside a dor e o sofrimento – e se posiciona livremente.

Por tanto, o sentido pode emergir nos mementos vivenciais, no encontro entre um eu e um tu, concretizado por meio dos valores de experiência – Homo-Amans. O sentido também pode ser encontrado naquilo que o ser humano faz, por meio de uma criação, de uma produção, realizando valores criativos – Homo-Faber, e ainda, nas situações de sofrimento, em que, mesmo diante da dor, tem-se a possibilidade e a liberdade de se posicionar, de tomar uma atitude perante os condicionamentos ao realizar valores atitudinais – Homo-Patiens (Fizzotti, 1998; Xausa, 1986).

 

Logoterapia e prevenção

Frankl (2005) concebe que, atualmente, o fenômeno de massa que caracteriza a juventude é o vazio existencial ocasionado pela impossibilidade de atender a motivação primária do ser humano: a vontade de sentido. Esse mal-estar de nossa civilização se manifesta através do tédio e da sensação de que a vida não tem sentido. Na dimensão societal, apresenta-se através dos seguintes sintomas: drogadição, agressão e suicídio.

O psiquiatra Viktor Frankl, através de suas experiências clínicas, estabeleceu uma nova categoria nosológica: o vazio existencial. No que diz respeito à etiologia desse transtorno, Frankl (2005) afirma que o homem moderno não sabe mais o que quer e o que deve fazer de sua existência devido à perda dos instintos e da tradição. Dessa forma, o ser humano renuncia à sua autenticidade e unicidade para seguir o que os outros fazem ou ordenam, tornando-se um joguete das forças ambientais. Estima-se que cerca de 20% das neuroses são provocadas pelo sentimento de falta de sentido (Frankl, 2003c). Assim, tornase necessário intervir de forma preventiva no sentido de imunizar essa enfermidade entre os jovens. Para tanto, a logoterapia é a abordagem adequada para o tratamento de transtornos existenciais relacionados com a frustração do sentido de vida, podendo também ser útil nas intervenções preventivas. Frankl (2003a) não propõe apenas um método terapêutico para combater o vazio existencial e pôr em movimento a busca de significados, mas constitui também uma estratégia preventiva contra a frustração existencial. Dessa forma, já em 1927, ainda como estudante de Medicina, esse teórico fundou os postos de aconselhamento para a juventude objetivando reduzir os altos índices de suicídio na Europa Central, constatando, em 1930, que não havia sido registrada nenhuma tentativa de suicídio em Viena (Frankl, 1995).

A prevenção, segundo Pacciolla (1993), deve objetivar a promoção e a educação da saúde. Esse mesmo autor concebe ainda que a prevenção do vazio existencial deve constar de uma estratégia de ação que possa evitar as consequências psicofísicas, com alguns elementos fundamentais como: a apresentação de modelos de seres humanos que conseguiram dar um significado à vida, a educação para os valores e para a responsabilidade e o desenvolvimento da capacidade prospectiva do adolescente para programar o seu futuro de forma realística.

Em várias fases da vida humana, as pessoas podem apresentar sentimentos de desesperança por motivos internos (dificuldade na percepção de um sentido) ou externos (perda de valores, espírito da época); sendo assim, aumentar a sensação de sentido e de valor da vida constitui um fator de prevenção de crises, ou, como advoga Ortiz (2006),

Hacer prevención es generar un clima lleno de condiciones para que sea posible, un clima en que a través del encuentro existencial de experiencias, el educando y el preventor aprenden y fomentan sus capacidades, tomando posición y decisión frente a su participación y continua construcción (p. 167)

Para Frankl (2003b), a educação deveria ter um papel fundamental na apreensão axiológica. Segundo esse autor,

Vivemos na era da sensação de falta de sentido. Nesta nossa época, a educação deve procurar não só transmitir conhecimento, mas também aguçar a consciência, para que a pessoa receba uma percepção suficientemente apurada, que capte a exigência inerente a cada situação individual (p. 70)

Entretanto, a educação pode estar causando e reforçando o vazio existencial quando apresenta um modelo reducionista, em que os fenômenos especificamente humanos são relegados a um plano inferior (Frank, 2003b). Por outro lado, a educação que leva em consideração a consciência ajuda os jovens a se confrontarem com uma tarefa significativa, o que os imuniza contra o narcisismo e a autorrealização excessiva (Frankl, 1987). Conclui-se, portanto, que a educação, bem como a prevenção do vazio existencial na juventude, poderá ajudar o jovem a atravessar sua crise existencial. Para tanto, é necessário colocar em movimento a busca de significado da vida apelando para os aspectos especificamente humanos.

Nessa perspectiva, a leitura pode ser uma via para a descoberta de valores quando a mesma põe em movimento a busca do sentido da vida. Para tanto, os textos selecionados para a prática dialógica devem sempre evocar uma visão positiva e realista do mundo, com o intuito de ocasionar efeitos profiláticos. De acordo com Lukas (2002), a leitura pode ter um poder curativo, mas o seu efeito é imprevisível. Assim, a autora sugere que não se pode prescrever uma leitura como se prescreve um medicamento. A condição necessária é que “a pessoa esteja aberta à sua mensagem num momento de particular receptividade para que ela possa exercer seu poder de cura. E nesse caso podem acontecer coisas surpreendentes: começam a brotar fontes de uma vida cheia de sentido” (p.76).

 

Logoterapia e grupo

Tendo em vista que o presente trabalho de prevenção do vácuo existencial tem como característica a realização em grupo, cabe, neste momento, tecer uma breve reflexão a respeito daquilo que a logoterapia conceitua sobre o processo de intervenção grupal. Embora pouco se tenha escrito sobre essa prática na abordagem da logoterapia, Frankl faz algumas referências em seus livros quando afirma que:

Um grupo de encontro adequadamente concebido pode com certeza oferecer um contexto de assistência mútua para a discussão do sentido da vida. O grupo de encontro pensado corretamente não apenas favorece a auto-expressão de cada participante mas também promove sua autotranscendência ( 2005, p. 70)

Destarte, a logoterapia em grupo considera uma condição necessária a reintrodução do logos nos grupos de encontro. Segundo Fabry, (1990) cada participante pode, espontaneamente, partilhar a sua procura de sentido, embora os membros do grupo devam ser desencorajados a resolver problemas dos outros, pois ninguém pode apontar qual seria o sentido. Entretanto, os participantes podem compartilhar as experiências de vida, como demonstra Fabry:

Os participantes podem dizer: ‘Sim, uma vez eu passei por uma situação semelhante e fiz tal e tal coisa'. A decisão fica a critério do paciente; os outros membros do grupo simplesmente ajudam o paciente a encontrar alternativas (1990, p. 181)

Constata-se que a logoterapia pode ser aplicada em grupo, o que facilita a descoberta de significados e oferece mudança de percepção na interpretação dos fatos da realidade a fim de tornar consciente o sentido não manifesto das situações vividas. Dessa forma, no grupo, o participante é estimulado, com os demais, a expor suas experiências vividas para, assim, gerar discussões que fomentem a busca do sentido vital, o que Frankl chamou de hiperdiscussão, que, por si só, fortalece e instiga o homem a preencher o vazio de sentido (Frankl, 2005).

 

Objetivo e hipótese

Tendo em vista as considerações supracitadas, o presente trabalho objetivou avaliar uma proposta de prevenção do vazio existencial direcionada para os adolescentes, considerando que é nesse período que eclode a questão do sentido da vida, junto à maturação cognitiva. A hipótese que direcionou esta pesquisa é a de que os adolescentes que participarem de discussões acerca de temas existenciais apresentarão maiores escores de realização existencial e menores escores de vazio e desespero existencial após o programa de intervenção quando comparados aos adolescentes do grupo controle.

 

Método

Descrição do programa

Os participantes foram submetidos a um programa de intervenção denominado prevenção do vazio existencial na adolescência com o objetivo de aumentar a sensação de sentido da vida. Mais precisamente, esse workshop proporcionou aos participantes a reflexão sobre questões existenciais e a definição de seu projeto de vida.

Na tentativa de transpor a linguagem filosófica da logoterapia para uma compreensão ontológica mais acessível, foram utilizados fábulas, parábolas, metáforas, poemas e dilemas concernentes aos temas propostos pela logoterapia. Por meio destes, pôde-se refletir acerca do sentido na vida e do sofrimento suportado com bravura, a partir de exemplos criativos que apresentam uma imagem positiva do homem e do mundo. Segundo Ferreira (1975), parábola significa uma “narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de origem superior”, enquanto a fábula seria uma “narração alegórica cujas personagens são, por via de regra, animais, e que encerra uma lição moral” (p. 1032)

Para operacionalizar a intervenção, os pesquisadores tiveram o papel de mediador das discussões, adotando uma postura parecida com a do filósofo Sócrates, qual seja, um parteiro que irá ajudar a dar à luz o sentido por meio de perguntas. Alguns exemplos de perguntas socráticas são: “Que ocorreria se...?”, “Qual poderia ser...?”, “Qual deveria ser...?”, que exploram, assim, as áreas de liberdade dos adolescentes e seus possíveis valores no intuito de mobilizar a busca interior de sentido. Em decorrência, quando o diálogo socrático foi aplicado no grupo, tornou-se um multiálogo (Fabry, 1990). Mais especificamente, a intervenção foi baseada em quatro princípios-guias:

­ A construção de um espaço onde os participantes pudessem compartilhar suas experiências e estabelecer maior estreitamento das relações de amizade;

­ O redirecionamento das pessoas para a descoberta da dignidade incondicional como ser humano, bem como proporcionar a descoberta de opções mais significativas;

­ A reflexão dos adolescentes sobre o ser e o vir-a-ser;

­ O desenvolvimento de atitudes para a vivência de valores, pois só na consumação dos valores o ser humano realiza-se como pessoa existencial.

Nessa perspectiva, utilizou-se o espaço da sala de aula, que era disposta em um único círculo para melhor visualização e participação de todos os adolescentes do grupo. Os encontros ocorreram inicialmente com a apresentação da temática do dia; posteriormente, verificou-se a leitura de um texto, seguida de uma reflexão em grupo e da redação dos pensamentos e/ou experiências, e, em seguida, a discussão coletiva.

 

Instrumento para avaliação da intervenção

Teste de Propósito de Vida. Esse instrumento pretende aferir o construto sentido de vida em suas graduações: o grau de vazio existencial bem como o nível de realização de sentido na vida. O teste foi originalmente elaborado por James C. Crumbaugh e Leonard T. Maholich (1964), e apresenta, inicialmente, uma estrutura unifatorial. Posteriormente, foi revisado por Harlow, Newcomb e Bentler (1987), constituindo a versão Pil-Test-R. Dessa forma, na sua origem, o instrumento contém vinte itens dispostos em uma escala de sete pontos com os extremos 1= discordo totalmente e 7= concordo totalmente. Em um estudo realizado com uma amostra de brasileiros, Aquino et al, (2009) adaptou e validou esse instrumento elaborando uma versão reduzida com onze itens. Utilizando essa mesma versão em estudo também realizado no Brasil, pôdese contatar que o instrumento apresenta bons parâmetros psicométricos e que se constitui satisfatoriamente de três fatores independentes, quais sejam: desespero existencial, Alfa de Cronbach (a) de 0,65; realização existencial, Alfa de Cronbach (a) de 0,75, e vazio existencial, Alfa de Cronbach (a) de 0,78 (Aquino et al. 2009).

 

Participantes

O estudo foi realizado em uma escola pública de Campina Grande (PB), e os participantes foram selecionados por conveniência, ou seja, por compartilharem a mesma sala de aula e estarem disponíveis para o programa de intervenção. O critério de inclusão para participar do programa foi o nível de escolaridade, a capacidade de realizar uma compreensão de texto e de abstrair. Na ocasião, todos estavam cursando o segundo ano da escola média. Inicialmente, a amostra total foi constituída por 33 estudantes, em sua maioria do sexo feminino (66,7%), sendo a média de idade de 16,5 anos e a amplitude, de 14 a 18 anos.

Um sorteio definiu a formação de dois grupos, um grupo controle e um grupo experimental, garantindo-se, com esse procedimento, o princípio da aleatoriedade. Uma condição necessária para a participação do estudo foi a autorização dos pais ou responsáveis por meio de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. No entanto, quatro participantes do grupo experimental foram excluídos do estudo uma vez que não compareceram à realização do pós-teste. Assim, o grupo experimental foi constituído por 15 adolescentes que participaram da intervenção, enquanto o grupo controle foi formado por 18 adolescentes que não foram submetidos a nenhum tratamento.

 

Delineamento

O delineamento da pesquisa foi de préteste- pós-teste com grupo controle não equivalente (Tabela 2). Segundo Cozby (2003), esse tipo de delineamento quase-experimental é utilizado para avaliar a eficácia de programas interventivos. Embora tenha sido utilizado um processo de randomização para dividir os grupos, o grupo experimental apresentou maior nível de desespero existencial do que o grupo controle, t (28,3) = 2,97; p < 0,01; por esse motivo, os grupos foram considerados não equivalentes.

O tratamento experimental foi realizado em 15 intervenções, que ocorreram duas vezes por semana, por três pesquisadoras que tinham recebido formação em logoterapia e análise existencial e que faziam estágio curricular em Psicologia clínica. Os encontros tiveram uma duração média de 45 minutos. No primeiro encontro, foi aplicado o pré-teste (PIL-Test-R) tanto para o grupo experimental quanto para o grupo controle. A intervenção foi realizada apenas no grupo experimental, e, após o seu término, foi aplicado o pós-teste para os dois grupos. Para a análise dos dados, utilizou-se o Teste t de Student para medidas repetidas.

 

Procedimentos

Procedimentos éticos

A presente pesquisa seguiu todas as recomendações da Resolução nº 196/96, que regulamenta a pesquisa com seres humanos e que foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual da Paraíba sob o protocolo nº 0231.0.133.000-07. Por se tratar de amostra constituída exclusivamente por adolescentes, os pais assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido autorizando os filhos a participar do estudo em foco.

 

Procedimentos para a intervenção

A intervenção do grupo experimental foi elaborada tendo por fundamento a concepção antropológica da logoterapia e a análise existencial de Viktor Frankl (2003a). Para tanto, utilizou-se de fábulas e parábolas provenientes da literatura baseadas em uma relação dialógica, sobretudo no diálogo socrático. De forma sintética, os procedimentos da intervenção estão descritos na Tabela 1.

 

 

De forma geral, as atividades foram realizadas em grupos operativos. Inicialmente, os pesquisadores instruíam os adolescentes e, em seguida, distribuíam o material (textos com perguntas para reflexão), que deveria ser trabalhado em grupos de três ou quatro pessoas. No final, todos compartilhavam suas respostas e eram estimulados a fazer um paralelo com a situação existencial em que se encontravam no momento presente.

 

Resultados e discussão

Este estudo objetivou identificar os possíveis efeitos de um programa de prevenção do vazio existencial em estudantes do ensino médio. Os resultados sugerem que a intervenção promoveu o desenvolvimento da sensação de sentido de vida, pois foi constatada uma progressão do nível de realização existencial bem como a regressão dos níveis de desespero existencial e de vazio existencial dos participantes do grupo experimental. A Tabela 3 apresenta os resultados das médias e desvios-padrão do desespero existencial, da realização existencial e do vazio existencial dos dois grupos, o controle e o experimental.

 

 

Observa-se que, no fator desespero existencial, ocorreu uma diferença significativa entre os escores médios do pré-teste e pós-teste apenas para o grupo experimental, t (14) = 5,52; p < 0,0001, o que sugere uma diminuição do nível de desespero no grupo que sofreu a intervenção. O desespero existencial caracteriza-se pela ausência da percepção do sentido nas situações existenciais bem como pela ausência de possibilidades futuras, ou seja, do seu vir-a-ser. Nessa perspectiva, os participantes do grupo experimental demonstraram, após as intervenções, um aumento significativo da sensação de sentido na vida bem como uma diminuição do desespero existencial.

Esse sentimento surge principalmente na juventude, é manifestado pelo tédio e pode acometer pessoas que estejam em boa situação econômica, social e profissional, mas que sofrem a falta de uma missão vital, de uma realização em que a sua contribuição seja única e que, por isso, os torne insubstituíveis (Frankl, 2003c). A Figura 1 demonstra o decréscimo do nível de desespero existencial no grupo experimental, enquanto o do grupo controle se manteve constante. Os itens representantes desse fator são Se eu pudesse escolher, nunca teria nascido e Quanto ao suicídio, tenho pensado seriamente a seu respeito como uma saída.

 

 

Já para o fator realização existencial, verifica-se um aumento significativo entre as médias tanto do grupo experimental, t (14) = 2,90; p < 0,01, quanto do grupo controle, t (17) = 2,06; p < 0,05. Os dois grupos, portanto, aumentaram a sensação de sentido de vida, como pode ser constatado na Figura 2. Os itens representativos são: Tenho na vida metas e objetivos muito claros, A vida para mim parece sempre empolgante e Todo dia é constantemente novo.

 

 

Este resultado pode ser explicado quando Frankl (2003a) considera que o sentido não pode ser dado e sim, encontrado; desse modo, o ser humano encontra sentidos na relação com o mundo, e não nas elucubrações filosóficas. Assim, apenas a discussão acerca de questões existenciais não promove, por si só, o aumento da sensação de sentido, pois este só é atingido na consumação dos valores existenciais (vivenciais, criativos e atitudinais). É importante ressaltar que o aumento do nível de sensação do sentido na vida pode constituir um fator de proteção contra vários transtornos existenciais, tais como a drogadição, a agressão e o suicídio.

Por fim, o fator vazio existencial apresentou diferenças significativas entre as duas medidas apenas para o grupo experimental t (14) = 4,13; p < 0,001, como pode ser observado na Figura 3. Esse fator é representado pelos seguintes itens: Quanto a alcançar metas, não tenho feito nenhum progresso, Minha experiência pessoal é inteiramente sem sentido ou propósito, e Minha vida é vazia, preenchida só com desespero.

 

 

Uma possível explicação para a diminuição do nível de vazio existencial no grupo experimental pode ser decorrente da mobilização da capacidade prospectiva dos adolescentes e das discussões de estratégias de enfrentamentos de dificuldades existenciais. Ora, a finalidade última das intervenções foi a construção de um projeto de vida pessoal, o que, de certa forma, estabelece metas e direções para a vida dos adolescentes investigados. Assim, esses resultados são corroborados pela análise existencial de Frankl, quando o autor observa um efeito terapêutico na mobilização da busca de um sentido para a vida (Frankl, 2003a).

De forma geral, constata-se que o delineamento utilizado permitiu inferir que a intervenção foi responsável pelas mudanças verificadas no pós-teste apenas dos fatores desespero existencial e vazio existencial (Figuras 1 e 3). No que concerne a realização existencial, observou-se que tanto o grupo controle quanto o grupo experimental obtiveram aumento nas suas pontuações no pósteste, como sugere a Figura 2. Esses resultados atestam uma provável eficácia da proposta de intervenção em grupo utilizando os pressupostos da logoterapia.

No que se refere aos estudos prévios, em uma revisão da literatura, pôde-se constatar que a aplicação dos conceitos de Frankl em grupos de prevenção é praticamente escassa. Entretanto, trabalhos semelhantes são descritos por Kroeff e Lacasta Reverté (2007), que trabalharam usando a biblioterapia com idosos que perderam seus cônjuges vitimados pelo câncer, empregando os fundamentos e os conceitos antropológicos da logoterapia. Luna (1999), com base na mesma concepção, criou os círculos de diálogo existencial, que tinham por finalidade a prevenção frente aos problemas que podem advir por falta de comunicação existencial e do consumo de substâncias psicoativas. Já Bretones (1998) relata, em sua obra A Logoterapia É Óbvia, a experiência com grupos de reflexão para autotranscendência, que tem por finalidade ampliar a consciência da liberdade e da responsabilidade dos participantes.

Lukas (1992), por sua vez, desenvolveu a perspectiva de grupo na logoterapia denominando-a grupos de derreflexão, formados por pacientes que foram atendidos na psicoterapia individual. A regra fundamental desse tipo de grupo era que os participantes devessem discutir apenas os aspectos positivos da existência humana. Fundamentado na mesma perspectiva, García Pintos (1999) demonstra a aplicação da logoterapia utilizando o livro como recurso terapêutico. Sobre essa possibilidade, Fabry (1990) comenta que “a literatura secular é farta em histórias apropriadas – que vão desde a busca de Fausto por um significado até a busca de Hamlet por justiça e a busca de Dom Quixote por amor” (p. 205).

Embora os resultados dessas aplicações pareçam, de forma geral, satisfatórios, carecem de uma comprovação científica mais acurada. Nesse sentido, estudos experimentais podem ser realizados no sentido de aferir de forma mais precisa a eficácia dessas intervenções, proporcionando novas reflexões acerca das práticas preventivas que utilizam os fundamentos da logoterapia e a análise existencial.

 

Considerações finais

O presente estudo objetivou validar uma intervenção preventiva do vazio existencial com adolescentes. Considera-se que tenha sido uma contribuição significativa da aplicação de uma teoria clínica, a logoterapia e a análise existencial, em uma situação de grupo, tendo sido feita a adaptação de sua linguagem filosófica por meio da narratividade. Dessa maneira, o estudo proporcionou uma discussão entre os adolescentes sobre temas existenciais através de fábulas, poemas, parábolas, metáforas e dilemas que possibilitou a reflexão de temas do seu próprio cotidiano, culminando na construção de um projeto de vida.

Em geral, na adolescência, os jovens podem apresentar sentimentos de desesperança por falta de perspectivas para o futuro, e considera-se que, por meio das discussões em grupo, os estudantes tenham podido ampliar e reformular suas visões sobre a vida e sobre o mundo. A discussão sobre o sentido na vida, bem como a consciência de uma perspectiva de futuro, pode constituir fator de prevenção do vazio existencial, ajudando esses jovens a descobrir novos significados.

Nesse sentido, observou-se, por meio da intervenção, que os adolescentes do grupo experimental puderam articular a leitura às experiências vividas, o que lhes forneceu novas estratégias de enfrentamento perante as dificuldades no quotidiano. Como afirma Ortiz (2006), o grupo de prevenção “invita a centrarse en los recursos personales y en como la persona puede enfrentar sus próprias dificultades” (p. 23).

Ainda se faz relevante a reflexão sobre o método empregado no estudo, uma vez que poderia parecer paradoxal uma pesquisa de cunho experimental orientada por uma abordagem existencial. Como o método fenomenológico constitui uma perspectiva mais descritiva, as abordagens baseadas nessa visão limitam-se apenas aos estudos clínicos em consultórios. Entretanto, com o surgimento de novas demandas, torna-se imprescindível avaliar programas de cunho preventivo procurando confirmar os seus achados de forma mais rigorosa. Assim, foi possível associar um método clínico ao método experimental em uma experiência comunitária.

Os resultados permitiram argumentar a favor da adequabilidade e da eficácia da intervenção do ponto de vista de temas e técnicas escolhidos bem como das condições relativas ao processo grupal, utilizando a logoterapia e a análise existencial como referencial teórico. Recomenda-se que novos estudos possam, no futuro, aprimorar o método aqui proposto. Sugere-se ainda a verificação do impacto da intervenção bem como a manutenção dos benefícios alcançados ao longo do tempo.

 

 

Referências

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Endereço para correspondência
Thiago Antonio Avellar de Aquino
Rua Mário Batista Júnior, N. 75, Apt. 301 – Miramar
João Pessoa – PB - Brasil - CEP: 58043-130
E-mail: logosvitae@ig.com.br

Rebido 23/12/2009
1ª Reformolaçãoo 14/10/2010
Aprovado 29/10/2010

 

 

* Doutor em Psicologia Social (UFPB), Professor do Departamento de Ciências das Religiões (UFPB) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências das Religiões (UFPB), Paraíba – PB – Brasil. E-mail: logosvitae@ig.com.br
** Doutor Em Psicologia Social (Universidade Complutense de Madri), Professor Adjunto da Universidade Federal de Sergipe, Departamento de Educação (Campus Alberto Carvalho), e como Professor colaborador do Mestrado em Psicologia Social (UFS), Paraíba – PB – Brasil. E-mail: joilsonp@hotmail.com
*** Graduada em Psicologia pela Universidade Estadual da Paraíba e especialista em Saúde Mental pela Faculdade Leão Sampaio, Psicóloga do Hospital Regional de Cajazeiras, Paraíba – PB – Brasil. E-mail: anathaisbf@hotmail.com
**** Graduada em psicologia pela Universidade Estadual da Paraíba, Psicóloga do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) de Candeias (BA) e Jussara (BA), Bahia – BA – Brasil. E-mail: ericatailane@hotmail.com
***** Graduada Psicologia pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB, Especialista em Saúde Mental pela Faculdades Integradas de Patos - FIP-PB, Graduada em Engenheira Química pela Universidade Federal da Paraíba e Especialista em Recursos Hídricos (UFPB), Psicóloga Clínica, Paraíba – PB – Brasil. E-mail: estefaniacsf2@yahoo.com.br

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