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Psicologia: Ciência e Profissão

versión impresa ISSN 1414-9893

Psicol. cienc. prof. vol.32 no.1 Brasília  2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932012000100002 

ARTIGOS

 

Psicologia e educação a distância: uma revisão bibliográfica

 

Psychology and distance education: a literature review

 

Psicología Y educación a distancia: una revisión de la literatura

 

 

Cristineide Leandro França,*; Karen Weizenmann da Matta**; Elioenai Dornelles Alves***

Universidade de Brasília

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O presente estudo investigou as contribuições da Psicologia para a educação a distância – EAD. Para isso, realizou-se revisão bibliográfica de publicações nacionais, entre 1999 e 2009, nas bases de dados SciELO, Lilacs, PsycINFO, BVS e Google Acadêmico. Foram selecionados 69 estudos, dos quais se excluíram 15, por não serem compatíveis com a pesquisa. Os resultados evidenciaram nove eixos temáticos: (1) tecnologia educacional a distância com fundamentos psicológicos, (2) afeição, (3) papel do tutor/professor, (4) teorias psicológicas, (5) interatividade, (6) evasão, (7) relatos de experiências, (8) avaliação de treinamento, desenvolvimento e educação a distância e (9) outros. Os temas tecnologia educacional a distância com fundamentos psicológicos e afeição obtiveram maior frequência nas publicações. Neste estudo, registrou-se, também, que, embora em ascensão desde 2006, os anos de maiores publicações da Psicologia na educação a distância foram 2008 e 2009. Sugere-se que estudos futuros ampliem esta pesquisa para incluir bases de dados internacionais.

Palavras-chave: Psicologia, Educação a distância, Tecnologia educacional, Afeição.


ABSTRACT

This study investigated the contributions of Psychology to Distance Learning. A literature review of national publications between 1999 to 2009 was made in the electronic databases SciELO, LILACS, PsycINFO, BVS and Google Scholar. From the 69 studies selected, 15 were excluded because they were not compatible with the research. The results showed nine themes: (1) the distance learning technology with psychological grounding, (2) affection, (3)the role of the tutor/professor, (4) psychological theories, (5) interactivity, (6) dropout, (7) reports of experiences, (8) assessment of distance training, development and education and (9) others. The topics distance education technology with psychological grounding and affection had a larger frequency in the publications. Since 2006, there was an increasing number of publications in psychology distance education, but the years of major publications were from 2008 to 2009. It is suggested that future studies expand this research including international databases.

Keywords: Psychology, Distance education, Educational technology, Affection.


RESUMEN

El presente estudio investigó las contribuciones de la Psicología para la Educación a Distancia – EAD. Para eso, fue realizada una revisión bibliográfica de publicaciones nacionales, entre 1999 y 2009 en las bases de datos SciELO, Lilacs, PsycINFO, BVS y Google Académico. Fueron seleccionados 69 estudios, de los cuales se excluyeron 15, por no ser compatibles con la pesquisa. Los resultados evidenciaron nueve ejes temáticos (1) tecnología educacional la distancia con fundamentos psicológicos; (2) afección; (3) papel del tutor/profesor; (4) teorías psicológicas; (5) interactividad; (6) evasión; (7) relatos de experiencias, (8) evaluación de entrenamiento, desarrollo y educación distancia y (9) otros. Los temas tecnología educacional a distancia con fundamentos psicológicos y afección obtuvieron mayor frecuencia en las publicaciones. En ese estudio se registró, también, que, aunque en ascensión desde 2006, los años de mayores publicaciones de la psicología en la educación a distancia, fueron 2008 y 2009. Se sugiere que estudios futuros amplíen esa pesquisa para incluir bases de datos internacionales.

Palavras clave: Psicología, Educación a distancia, Tecnología educacional, Afección.


 

 

A educação a distância – EAD surge para estimular e disseminar o conhecimento ao construir uma aprendizagem colaborativa e romper características da educação tradicional, entre elas tempo e rigidez física (Formiga, 2009). Entretanto, o processo de aprendizagem em EAD vai além das questões espaço/tempo, pois envolve peculiaridades psicossociais que dificultam ou contribuem para o conhecimento ao englobar as questões afetivas e interativas desse processo. A Psicologia se destaca entre as ciências que contribuem para o desenvolvimento da EAD ao estudar principalmente as considerações psicológicas que influenciam as relações professor/aluno, o fenômeno da interatividade nessa abordagem tecnológica e as teorias educacionais que a fundamentam. Ao abordar as contribuições da Psicologia para a educação a distância, é necessária uma conceituação da EAD em uma perspectiva histórica bem como a análise de como essas ciências se relacionam.

 

Educação a distância: definições e história

A EAD pode ser definida como uma modalidade educacional que ocorre principalmente com professores e alunos fisicamente separados todo o tempo ou grande parte do tempo, mas que se comunicam por meio das tecnologias de informação e de comunicação. Estudiosos clássicos nesse tema (Moore, 1972; Aretio, 1994; Peters, 1994) apontam a EAD como um método de instrução autônomo, de troca e comunicação bidirecional, que apresenta características e comportamentos diferenciados entre professor e aluno. Trata-se de um sistema tecnológico, um modelo industrializado da educação (Peters, 1994), com independência intelectual (Moore, 1972), que utiliza recursos como textos impressos, eletrônicos e mecânicos para facilitar a comunicação e propiciar aprendizagem aos alunos de forma flexível e autônoma.

Na história mundial, o fato que marcou formalmente o surgimento da EAD ocorreu em 1881, quando William R. Harper, fundador e primeiro reitor da Universidade de Chicago, ofereceu um curso de hebreu por correspondência (Santana, Gaspar, Costa, Paiva, Rodrigues, & Alves, 2005). Mas, de acordo com a literatura (Nunes, 2009), em meados de 1728, esse novo método de ensinar a distância já era realizado por Caleb Philips, que enviava lições aos seus alunos para serem publicadas na Gazette de Boston, EUA. Nas décadas seguintes, mais especificamente nos anos 1840, 1880 e 1884, foram oferecidos na Grã-Bretanha, respectivamente, cursos de taquigrafia por correspondência, preparatórios para concursos públicos e cursos de contabilidade, e, em 1991, nos Estados Unidos, curso sobre segurança de minas. Entretanto, a verdadeira ascensão da EAD ocorreu em meados da década de 60 do século XX, iniciando pela Europa e passando depois aos demais continentes, com ações dirigidas à educação secundária e superior (Perry & Rumble, 1987). Atualmente, no cenário mundial, mais de 80 países atendem a milhões de estudantes por meio da EAD.

A supracitada história mundial da EAD é classificada em distintas gerações, de acordo com o desenvolvimento dos meios tecnológicos. A primeira geração foi caracterizada pelo ensino por correspondência e a segunda, pela geração pelos telecursos O paradigma predominante das duas primeiras gerações foi a EAD como modelo industrializado de educação, com base em princípios de racionalização, produção de massa, mecanização e automação (Romiszowski, 2009). A terceira geração é caracterizada pelo modelo tecnológico interativo, como a internet e a videoconferência. No começo do século XXI, surgem discussões sobre o nascimento da quarta e da quinta gerações marcadas pelo uso da inteligência artificial e de realidade virtual (Torres & Fialho, 2009). Os paradigmas predominantes dessas novas gerações consistem em aprendizagem colaborativa e filosofias construtivistas, caracterizadas por autonomia, flexibilização e individuação.

No contexto brasileiro, a EAD teve origem há mais de um século. Essa trajetória teve início no Rio de Janeiro, pouco antes de 1900, por meio de anúncios em jornais de circulação, que ofereciam cursos de datilografia por correspondência. Nas décadas seguintes, com o advento do rádio, da televisão, dos computadores, da internet, da criação de universidade aberta e das legislações aplicáveis à EAD, essa modalidade de ensino tornou-se abrangente e promissora. Na visão de Alves (2009), o contexto histórico da EAD no Brasil dividiu-se em três fases: inicial, intermediária e moderna. As etapas inicial e intermediária foram marcadas positivamente, em 1904, pela instalação das escolas internacionais que ofereciam cursos para as pessoas que buscavam empregos, em 1923, pela criação dos programas populares educativos da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro e, em 1973, no âmbito da educação superior, pela criação de uma base para programas de projeção na Universidade de Brasília. No período mais moderno, registra-se a influência de três organizações que contribuíram de maneira significativa para o desenvolvimento da EAD: a Associação Brasileira de Teleducação – ABT (1971), o Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação – Ipae (1973) e a Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED (1995). Essas organizações são responsáveis pela realização de seminários, encontros, congressos, produções científicas, edições de revistas, implantação de cursos, formulação de políticas e disposições normativas, criação de secretaria no Ministério da Educação e articulação entre instituições e profissionais no País e no exterior. No ranking internacional, o Brasil configurou-se como um dos principais países no desenvolvimento da EAD, principalmente até os anos 70. Após essa década, houve um período de estagnação, com novo crescimento apenas no final do milênio (Alves, 2009).

O cenário atual do ensino a distância assume uma natureza interdisciplinar (Litto, 2009) marcado pela troca de conhecimentos científicos. Nesse campo, as inovações tecnológicas se mostram rápidas e contínuas, consubstanciadas pela inclusão de universidades corporativas, universidades abertas a distância, inclusão digital, novos modelos pedagógicos, como a heutagogia (aprendizagem autodeterminada), redes educacionais abertas, o advento da Web, de televisão digital, do moodle e do móbile learning. Destaca-se, entre as inovações, o amplo uso de diversos métodos de ensino e da aprendizagem on-line, o que se denominou e-learning. As pesquisas sobre e-learning estão relacionadas aos aspectos pedagógicos, à interação homem/computador, à estratégia de e-learning, aos aspectos tecnológicos, à afirmação e ao controle de qualidade, à gestão de sistemas e de recursos, aos aspectos culturais e ao desenvolvimento de habilidades e competências por meio de e-learning. Há necessidade de estudos futuros sobre os seguintes tópicos: uso de tecnologias móveis/ celulares para EAD, montagem e uso eficaz de comunidades de prática on-line, inovações na área de design instrucional, novas formas de controle e avaliação dos resultados da aprendizagem on-line, adaptação dos ambientes de aprendizagem on-line às características individuais dos estudantes e modelos de ensino-aprendizagem adequados à EAD (Romiszowski, 2009).

 

Educação a distância e Psicologia

O papel da Psicologia no ensino a distância fundamenta-se principalmente em contribuições encontradas nos modelos de teorias do desenvolvimento, da aprendizagem, cognitiva, comportamental e socio - construtivista. Destacam-se, nesse campo, os estudos sistemáticos sobre aprendizagem de Pavlov, Watson e Thorndike decorrentes da conexão entre estímulos e resposta, de Skinner, com as modificações do comportamento, e, principalmente, a descoberta do método de instrução programada, Piaget e as concepções genético-evolutivas, nas áreas cognitivas e do desenvolvimento humano, e Vygotsky, com o conceito de zona de desenvolvimento proximal (Filatro, 2009; Bizzo, 2009). É crescente o interesse dos psicólogos em investigar a relação entre fatores psicológicos e tecnologia da informação. A interação homem-computador, o relacionamento pela internet, a interação professor-aluno, a computação afetiva e o ambiente virtual, entre outros, são temas frequentes em estudos da área. Ao revisar a produção científica brasileira em EAD, Santos, Neto J., Araújo, Oliveira, Barbosa e Zander (2007) verificaram que a Psicologia está tendo maior inserção, com foco na análise do comportamento das pessoas envolvidas e atuantes em EAD. Entretanto, ainda são escassos os estudos que analisam a influência da Psicologia na evolução da educação a distância.

Para a Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (ABEP, 2007), a participação da Psicologia nos estudos sobre EAD faz-se premente, haja vista a enorme expansão da EAD em decorrência do incentivo do Governo Federal. As perspectivas (reais ou especulativas) de se aumentar o acesso à educação superior com baixo custo possibilitaram a reflexão sobre o credenciamento de cursos de Psicologia a distância no País. Diante disso, em março de 2007, a ABEP criou oficialmente um Grupo de Trabalho (GT) sobre EAD para discutir a relação dessa modalidade de educação com a Psicologia (ABEP, 2007). Considerando a relevância da questão, o presente estudo buscou responder quais são as contribuições da Psicologia para a EAD. O objetivo geral consiste em analisar as contribuições da Psicologia para a EAD no período de 1999 a 2009, e os específicos são: (1) identificar as contribuições da Psicologia para a EAD e (2) classificá-las em eixos temáticos.

 

Método

Foi realizada uma revisão de literatura das publicações nacionais sobre EAD e Psicologia, entre 1999 a 2009, no SciELO, Lilacs, PsycINFO, BVS e Google Acadêmico. O método consistiu em sintetizar as principais contribuições da Psicologia para a educação a distância em eixos temáticos por meio da análise de conteúdo (Bardin, 2009). Embora alguns estudos abordem no mesmo trabalho a interlocução entre várias temáticas, buscou-se classificar os eixos temáticos conforme o objetivo principal e de maior relevância psicológica para a EAD. Os estudos selecionados incluíram dissertações, teses, artigos científicos e comunicações em congressos. Foram excluídos os textos com enfoque comercial ou de divulgação e os que não apresentavam relação entre a Psicologia e EAD como objeto central da reflexão. Foi realizada uma busca pelas associações das seguintes palavras-chave: Psicologia e educação a distância, estudos da Psicologia em EAD, fatores psicológicos e EAD. Os textos selecionados foram organizados, inicialmente, conforme o ano de publicação, o(os) autor(es), o título e o tipo de publicação. Em seguida, as contribuições da Psicologia para a EAD foram identificadas e classificadas em eixos temáticos, a partir da leitura das publicações.

 

Resultados e discussão

Foram identificados 69 estudos, a partir do ano 1999. Após a análise dos títulos e de seus respectivos resumos, de acordo com os critérios de inclusão e de exclusão, excluíramse 15 textos e utilizaram-se 54 para análise. Excluíram-se 14 textos que não tinham como objetos centrais de investigação a Psicologia e a educação a distância e 01 em que não constava o ano de publicação. A partir da leitura dessas publicações selecionadas, nove eixos temáticos foram construídos: (1) tecnologias educacionais com fundamentos psicológicos, (2) afeição, (3) papel do tutor/ professor, (4) teorias psicológicas, (5) interatividade, (6) evasão, (7) relatos de experiências, (8) avaliação de treinamento, desenvolvimento e educação a distância e (9) outros.

Houve maior número de artigos no eixo temático tecnologias educacionais com fundamentos psicológicos (vide Tabela 1). Essa categoria compreende ferramentas tecnológicas que utilizam conhecimentos psicológicos para facilitar a aprendizagem, como, por exemplo, a computação afetiva, as tecnologias interativas e a utilização de estratégias computacionais. Destaca-se, nessa categoria, a computação afetiva, uma área recente (1990) que traz benefícios à EAD ao relacionar objetos de estudo da Psicologia como processos cognitivos, afetivos e emocionais à interação homem-computador por meio de softwares e hardwares que facilitam o processo ensino-aprendizagem.

No eixo denominado afeição, que obteve o segundo maior número de publicações, os estudos citaram a interferência desses fatores na aprendizagem e o uso de ferramentas tecnológicas como fórum de discussão, mural e bate papo como formas de expressar opiniões, experiências e emoções. Os dados confirmam estudos que enunciam que emoções, sentimentos, experiências sensíveis, medo, raiva e interações empáticas fazem parte das inter-relações no processo de educação a distância (Lopes & Xavier, 2007; Bercht, 2006). Assim, um dos grandes desafios a ser enfrentado pelas instituições provedoras de educação a distância referese mais a questões de ordem socioafetiva do que propriamente a conteúdos ou métodos. Nesse sentido, alguns modelos computacionais definidos como afetivos têm auxiliado no processo de ensinoaprendizagem em EAD.

Nesse segmento, observa-se que as categorias papel do tutor/professor e as teorias psicológicas aplicadas à EAD tiveram a mesma frequência de estudos selecionados. O papel do tutor/ professor refere-se às competências do docente virtual, ou seja, seus conhecimentos, habilidades, atitudes e formas de desenvolver e potencializar as capacidades básicas dos alunos. Para tanto, esse papel requer, além de competências técnicas, didáticas e metodológicas (Andrade, 2007), habilidades de mediação e de sensibilidade do educador para perceber e auxiliar nas dificuldades inerentes ao ambiente virtual como linguagem e interação.

As teorias psicológicas englobam um conjunto de arcabouços teóricos da Psicologia utilizados em EAD, tais como as teorias de Piaget e Vygotsky, a psicanálise, a análise psicodramática e os tipos psicológicos. A teoria construtivista de Piaget e a sociointeracionista de Vygotsky despertam grande interesse dos pesquisadores da área de ensino a distância, Psicologia e computação. O processo de adaptação e equilibração, por meio da assimilação e acomodação de Piaget, e o conceito de zona de desenvolvimento proximal, de Vygotsky, podem ser aplicáveis aos ambientes virtuais, desde que adaptados com a continuação de encontros presenciais, mesmo que esporádicos, e com interatividade contínua (Pereira, Pavanati, Maia, Fialho, Paulista, Schiuber, 2007). Com base na psicanálise, foram estudados aspectos que abordam as questões presença-distância e o de centralização no aluno (Voltolini, 2009). As teorias do psicodrama propõem reflexões sobre a natureza psicossocial na educação a distância, incluindo características como: separação professor-aluno, aprendizagem flexível e comunicação bidirecional (Sá, 2007). A utilização do modelo de personalidade baseada em tipos psicológicos definidos por Cal Gustav Jung contribuiu para a criação de um protótipo de curso a distância com o objetivo de avaliar a melhoria da aprendizagem e auxiliar na identificação do perfil de cada aluno (Passarela, 2007).

A próxima categoria, em ordem decrescente de frequência de publicação, é a interatividade, que envolve estudos sobre as relações, as mediações e as comunicações entre tutor, aluno e material. Moore (como citado em Mattar, 2009) foi um dos precursores nos estudos sobre interatividade em EAD ao abordar três tipos de interação: aluno/ professor, com destaque para o feedback do tutor, sem demora, como forma de auxiliar no aprendizado; aluno/conteúdo, com ênfase no uso das tecnologias modernas como internet, som, vídeo, texto e imagens para facilitar a assimilação do conteúdo, e, por fim, a interação aluno/aluno, caracterizada como aprendizado colaborativo e cooperativo entre os colegas, que desenvolve a motivação, o senso crítico, a sensação de pertencimento e diminui o isolamento.

Em seguida, observam-se as categorias evasão e relatos de experiências, que abordam, respectivamente, o fenômeno de desistência ou de abandono em EAD e as descrições de práticas em EAD. A categoria avaliação em treinamento, desenvolvimento e educação – TD&E a distância inclui a análise da reação, do aprendizado, do comportamento e dos resultados dos atores envolvidos em EAD. Estudos sistemáticos da Psicologia instrucional e organizacional sobre a eficácia das ações educacionais à distância oferecidos em ambientes corporativos e profissionais buscam identificar maneiras de garantir o desempenho no trabalho, a aquisição de conhecimentos, as habilidades e as atitudes por meio de estratégias de TD&E (Zerbini, 2007). Por fim, os temas com baixa frequência para constituir um eixo temático distinto, tais como representações sociais, tensões, análise dos processos cognitivos, fatores socioafetivos, estilos de aprender e atitudes em EAD foram reunidos no eixo temático outros.

 

 

No que se refere ao número de estudos publicados por ano, conforme as bases pesquisadas, a Figura 2 mostra que, entre 1999 e 2000, nenhum artigo foi encontrado; os primeiros artigos localizados são de 2001. De 2002 a 2004, houve uma redução do número de publicações, apenas 01 por ano. Em 2005, ocorreu uma retomada do crescimento, e, a partir de 2006, os números de publicações subiram de forma significativa. Observa-se que 2009 foi o ano com mais publicações que relacionam Psicologia e EAD.

 

 

Considerações finais

O presente estudo conseguiu identificar algumas contribuições da Psicologia para a EAD entre 1999 e 2009. A revisão bibliográfica das bases SciELO, Lilacs, PsycINFO, Biblioteca Virtual de Saúde-BVS e Google Acadêmico demonstrou que o papel da Psicologia junto à EAD encontra relevância não apenas nas contribuições teóricas psicológicas acerca da interação professor-aluno, alunos-colegas e questões afetivas mas também na adequação das ferramentas tecnológicas às subjetividades de cada aluno.

Os resultados encontrados apontam um crescente interesse pela temática Psicologia e EAD nos últimos 10 anos, com a predominância de um número expressivo de textos que abordam as tecnologias educacionais com fundamentos psicológicos, principalmente aqueles relacionados aos estudos sobre a computação afetiva. Os dados permitem concluir que houve predominância de publicações com os temas relacionados a Psicologia e EAD nos quatro últimos anos, principalmente nos anos 2008 e 2009. Esses dados são coerentes com os estudos de Santos et al. (2007), que, ao revisar a produção científica brasileira em EAD, aponta que, a partir de 2006, houve uma inserção dos temas da Psicologia, a qual tem buscado analisar o comportamento das pessoas envolvidas e atuantes em EAD. Nesse sentido, é possível afirmar, assim como Santos et al. (2007), que o aumento de pesquisas em Psicologia em EAD é um aspecto interessante, no qual diferentes visões são lançadas acerca do comportamento das pessoas, de forma a propiciar feedback aos planejadores com vistas a fortalecer a qualidade em EAD. Entretanto, estudos sobre o papel da Psicologia na educação a distância ainda são incipientes, por isso, são recomendados estudos sistemáticos sobre essa temática e a disseminação de ferramentas efetivas nesse campo. Como limitações deste estudo, têmse o número reduzido de bases de dados revisadas e a restrição a publicações em português. Sugere-se, portanto, que estudos futuros revisem outras bases de dados e utilizem referências internacionais com o objetivo de obter uma compreensão mais abrangente das contribuições da Psicologia à educação a distância.

 

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Endereço para correspondência
Cristineide Leandro França
QRSW 07 Bloco A-14 Ap. 306 Sudoeste, Brasília – DF. CEP: 70675.714
E-mail: cristineide@unb.br

Rebido 16/1/2010
1ª Reformulação 23/5/2011
Aprovado 17/6/2011.

 

 

* Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura da Universidade de Brasília- UnB, especialista em Psicopedagogia, graduada e licenciada em Psicologia pelo Centro Universitário de João Pessoa, servidora efetiva da Universidade de Brasíla, UNB-Brasília – DF, Brasil. E-mail: cristineide@unb.br
** Mestre em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília. Psicóloga graduada na Universidade de Brasília, Brasília – DF, Brasil. E-mail: karenwm@gmail.com
*** Doutor em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor do Departamento de Enfermagem da Universidade de Brasília, Brasília – DF. E-mail: elioenai@unb.br