SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.36 issue2“Do you Feel Sorry for Him? Then Take him into Your Home!” Analysis of Speeches in Favor of Reducing the Legal Age for Criminal Responsibility in a Social NetworkPsychology Service at SAMU: Field of Practice in Development author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Psicologia: Ciência e Profissão

Print version ISSN 1414-9893On-line version ISSN 1982-3703

Psicol. cienc. prof. vol.36 no.2 Brasília Apr./June 2016

http://dx.doi.org/10.1590/1982-3703000822014 

Artigo

Produção Científica sobre o Teste Desenho da Figura Humana entre 2002 e 2012

Scientific Production about Teste Desenho da Figura Humana between 2002 and 2012

Producción Científica en la Teste Desenho da Figura Humana entre 2002 y 2012

Adriana Cristina Boulhoça Suehiro1 

Taiane de Souza Benfica2 

Nemeia Aiêxa Cardim3 

1Docente da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Santo Antônio de Jesus – BA. Brasil. E-mail: dricbs@yahoo.com.br

2Graduada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Santo Antônio de Jesus – BA. Brasil. E-mail: tai_benfica@hotmail.com

3Graduada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Santo Antônio de Jesus – BA. Brasil. E-mail: aiexacardim@hotmail.com

Resumo

O presente estudo investigou a produção científica sobre o Teste Desenho da Figura Humana, entre os anos de 2002 e 2012. Foram focalizados 14 periódicos, nos quais se analisaram 39 artigos com base em alguns critérios estabelecidos por Witter e outros considerados relevantes pela autora. Os dados evidenciaram um aumento das publicações a partir de 2006, sendo o ano de 2006 o mais profícuo. Observou-se que o relato de pesquisa foi a forma mais utilizada e que Sudeste foi a região que mais publicou nesse período. Houve ainda a predominância da autoria múltipla e feminina, bem como de pesquisas aplicadas aos contextos escolar e clínico. O sistema de avaliação mais utilizado foi o Koppitz, representando 28,2% da amostra. Verificou-se, ainda, que os tipos de evidência mais frequentes foram: validade de construto convergente-discriminante e precisão entre avaliadores. Tais resultados evidenciam a necessidade de estudos que busquem sanar as lacunas aqui detectadas.

Palavras-Chave: Produção científica; Bibliometria; DFH

Abstract

The present study investigated the scientific production of the Teste Desenho da Figura Humana, between the years 2002 and 2012. Fourteen journals were used, in which we analyzed 39 articles based on some criteria established by Witter and others deemed relevant by the author. The data showed an increase of publications since 2006, the year 2006 being the most profitable. The research report was the most used form and southeast, region had published more in that period. There was still the predominance of multiple and feminine authorship and researches applied to clinical and academic contexts. The evaluation system more used was Koppitz, representing 28.2% of the sample. There was also evidence that the most frequent types were convergent-discriminant construct validity and reliability among raters. These results highlight the need for studies that seek to address the gaps identified here.

Key words: Scientific production; Bibliometric; DFH

Resumen

El presente estudio investigó la literatura científica sobre la Teste Desenho da Figura Humana, entre los años 2002 y 2012. 14 publicaciones se han centrado, en el que se analizaron 39 artículos basados en algunos criterios establecidos por Witter y otros que se consideren pertinentes por el autor. Los datos mostraron un aumento de las publicaciones a partir de 2006, el año 2006 es el más prolífico. Se observó que en el informe de investigación fue la más utilizada y la región sureste, que fue publicado en este período. También hubo un predominio de la autoría múltiple y la mujer, así como la investigación aplicada a los contextos clínicos y académicos. El sistema de evaluación utilizado fue más Koppitz, que representa 28,2% de la muestra. También hubo pruebas de que los tipos más frecuentes fueron la validez de constructo convergente, discriminante y precisión entre evaluadores. Estos resultados ponen de manifiesto la necesidad de realizar estudios que tratan de abordar las deficiencias identificadas aquí.

Palabras-clave: Producción científica; Bibliometría; DFH

Introdução

O desenho é uma das formas de comunicação mais antigas da humanidade. Considerado como uma linguagem básica e universal capaz de retratar os sentimentos, emoções e ações do ser humano, passou a ser utilizado também como uma importante ferramenta do processo de avaliação psicológica (Arteche, & Bandeira, 2006; Bandeira, Costa, & Arteche, 2008; Bartholomeu, 2006; Hammer, 1991; Sisto, 2005; Wechsler, 1996; 2003). Sob essa perspectiva, o Desenho da Figura Humana (DFH) tem sido apontado nas pesquisas brasileiras como um dos instrumentos mais conhecidos e utilizados pelos profissionais e estudantes de Psicologia (Alves, 2002; Hutz, & Bandeira, 1993; Noronha, Oliveira, & Beraldo, 2003; Vendramini, & Noronha, 2002).

Considerando que a figura humana é a temática preferencial nos desenhos de crianças até os dez anos de idade, diversos estudos foram realizados buscando-se descrever suas etapas de desenvolvimento (Burt, 1921; Chaparède, 1907; Cooke, 1985; Cox, 1995; Lamprecht, 1906). No entanto, foram as pesquisas de Goodenough (1926) que mostraram ser possível utilizar o desenho das crianças de forma objetiva em processos de avaliação psicológica e fizeram com que o estudo da figura humana se vinculasse aos trabalhos psicométricos da inteligência. A autora defendia que, ao desenhar, uma criança expressa não aquilo que vê, mas o que conhece sobre a pessoa humana. Dessa forma, o desenho expressa o repertório conceitual da criança muito mais que sua capacidade artística, retratando uma medida de sua inteligência. A evolução observada no desenho está, portanto, relacionada a processos mentais como a associação, memória de detalhes, discriminação, orientação espacial, análise, abstração, coordenação viso-motora, dentre outras.

Desde as contribuições de Goodenough, em 1926, com base no desenho da figura de um homem, diversos sistemas de avaliação surgiram, quais sejam, Goodenough-Harris, Machover, Koppitz, Naglieri, Wechsler (baseado em Harris, Koppitz e Naglieri) e Sisto (fundamentado em Goodenough). Esses sistemas de avaliação podem ser classificados, de acordo com Arteche e Bandeira (2006), em três grandes grupos em função do tipo de avaliação realizada. O primeiro grupo seria composto pelos sistemas que compreendem o desenho como uma medida do desenvolvimento cognitivo infantil, como o de Goodenough (1926), Koppitz (1984) (indicadores desenvolvimentais), Sisto (2005) e Wechsler (2003). O segundo integra os sistemas que concebem o desenho como uma medida projetiva, como expressão de aspectos inconscientes da personalidade, como o de Machover (1949) e, por fim, o último é composto pelos sistemas de interpretação que propõem uma avaliação dos aspectos emocionais com base em uma análise empírica, como os trabalhos de Koppitz (1984) (itens emocionais) e Naglieri (Naglieri, McNeish, & Bardos, 1991).

No Brasil, os sistemas de avaliação aprovados para uso profissional pelo Conselho Federal de Psicologia que, por meio das Resoluções no 025/2001 (CFP, 2001) e no 002/2003 (CFP, 2003), regulamentou o uso, a elaboração e a comercialização dos testes psicológicos no país são os sistemas Wechsler e Sisto, ambos utilizados como uma medida do desenvolvimento cognitivo infantil (Noronha, & Vendramini, 2003; Sisto, Sbardelini, & Primi, 2001). Nesse contexto, embora os estudos de validade, precisão e padronização sejam requisitos imprescindíveis, a análise da produção científica brasileira a esse respeito tem indicado que, apesar dos avanços importantes verificados na última década na área, refletidos no aumento das publicações e dos produtos qualificados aprovados pelo Sistema de Avaliação dos Testes Psicológicos (SATEPSI), muitos dos instrumentos comercializados no Brasil ainda necessitam de um incremento em suas metodologias psicométricas em função, não apenas da sua importância para o desenvolvimento de instrumentos e realização de outros estudos na área, mas especialmente para abarcar novas pesquisas com amostras nacionais e de evidências de validade e de precisão (Alves, Schelini, Nascimento, & Domingues, 2010; Noronha, Sbardelini, & Sartori, 2001; Noronha, & Vendramini, 2003; Primi, 2010).

Do mesmo modo, em detrimento do consenso quanto à relevância da análise da produção científica, poucos estudos específicos sobre a produção científica da Psicologia têm sido realizados e registrados na literatura brasileira, quando comparados aos demais tipos de investigação. De maneira geral, as pesquisas que têm se debruçado sobre a produção científica na Psicologia têm revelado, por um lado, que a região Sudeste têm se firmado como o grande berço da produção do país e, por outro, que os manuscritos divulgados, em sua maioria relatos de pesquisa, são escritos predominantemente por mulheres e em sistema de coautoria (Aguiar Netto, 1988; Cunha, Suehiro, Oliveira, Pacanaro, & Santos, 2009; Matos, 1988; Suehiro, Cunha, Oliveira, & Pacanaro, 2007; Suehiro, Cunha, & Santos, 2007; Suehiro, Rueda, Oliveira, & Pacanaro, 2009; Yamamoto, Souza, & Yamamoto, 1999).

Esses resultados têm sido recorrentes nos estudos desenvolvidos em áreas específicas da Psicologia, como no caso da avaliação psicológica, na qual as pesquisas sobre produção científica são ainda mais restritas. Foram localizados apenas cinco estudos desse tipo em periódicos científicos (Oliveira et al., 2007; Souza Filho, Belo, & Gouveia, 2006; Suehiro, Gaino, & Meireles, 2008; 2012; Suehiro & Rueda, 2009), dos quais dois têm como objeto de análise uma técnica específica, o Teste Gestáltico Viso-Motor de Bender. De maneira geral, os estudos que têm focado a produção científica na avaliação psicológica têm evidenciado que, independentemente da ordem classificatória quanto à frequência de utilização de cada um dos instrumentos citados nos estudos, o Teste Desenho da Figura Humana tem figurado entre os instrumentos mais utilizados na área, seja no contexto clínico ou no escolar e educacional.

Já as pesquisas que se detiveram na análise da produção científica de técnicas específicas têm mostrado que, além das características já referidas quando do relato da produção científica em Psicologia, a produção sobre as técnicas estudadas tem revelado que os estudos sobre as qualidades psicométricas dos instrumentos empregados têm sofrido um incremento importante considerando-se a necessidade de que as técnicas e os instrumentos utilizados na avaliação psicológica disponham de estudos que lhes agreguem reconhecimento e credibilidade por parte, tanto da comunidade científica, quanto da população que necessita dos serviços prestados. No entanto, frente à realidade descrita, ainda são incipientes nas pesquisas cujo foco foi a análise do que é divulgado a respeito nos periódicos científicos. O estudo de Suehiro et al. (2012), por exemplo, ao analisar a produção científica sobre o Teste Gestáltico Viso-Motor de Bender, evidencia bem a realidade retratada anteriormente na medida em que identifica que dos 17 relatos de pesquisa localizados de 2001 a 2011, em apenas um a validade não foi foco de análise. Várias das pesquisas recuperadas estudaram mais de um tipo de evidência, sendo a validade de construto convergente-discriminante a mais frequente. Somente um artigo deteve-se especificamente na precisão e, semelhantemente ao observado em relação à validade, vários estudos de precisão focalizaram mais de um tipo de evidência. O tipo com maior ocorrência foi a precisão entre avaliadores e não foi localizada nenhuma pesquisa que tenha se debruçado sobre a padronização do teste.

A análise dos autores permitiu verificar, ainda, que o maior número de publicações foi realizado pelo Periódico ‘Avaliação Psicológica’, o que parece refletir a finalidade da revista, de divulgação do conhecimento de práticas e pesquisas no campo da avaliação psicológica. Ao lado disso, o fato de as publicações datarem do ano de 2003 em diante parece não apenas corroborar as necessidades apontadas pelas Resoluções no 025/2001 e no 002/2003 do Conselho Federal de Psicologia, mas responderem a demanda de construção e do aprimoramento dos instrumentos e procedimentos técnicos empregados na avaliação psicológica.

Diferentemente do observado com relação ao Bender, buscando verificar o cenário em relação ao teste de Cloze, recentemente Suehiro (2013) identificou que dentre os 32 artigos por ela analisados, entre 2002 e 2012, somente quatro buscaram evidências de validade e precisão para a técnica. Trinta e um artigos referiam-se ao contexto escolar e ao ensino fundamental, sendo que apenas dois se voltaram ao ensino médio. Do total de artigos, a maioria se propôs a uma avaliação da relação do Teste de Cloze com outros construtos, associando-o a outros testes, escalas, questionários, entre outros. De acordo com a autora, essa tendência em relação ao contexto no qual a técnica tem sido empregada, às etapas de escolarização focalizadas nos estudos, bem como aos testes, escalas, questionários e demais critérios externos correlacionados com o Cloze já havia sido evidenciada por outros estudos.

Considerando-se o exposto, a despeito do lugar de destaque que o Teste Desenho da Figura Humana tem ocupado na construção da prática profissional dos psicólogos, do quão imprescindíveis são os estudos de padronização, validade e precisão, bem como da importância da análise da produção científica, verificou-se a ausência de pesquisas que tenham investigado esses aspectos em conjunto, em relação ao teste aqui focalizado, nos periódicos científicos, o que identifica uma lacuna a ser suprida dada a relevância da técnica. O único estudo localizado em relação ao Desenho da Figura Humana foi o de Arteche e Bandeira (2006), no qual as autoras discutem, com base em uma revisão da literatura centrada nos sistemas de correção e interpretação do teste, as questões relativas à validade da técnica. A conclusão a que chegaram foi a de que as maiores consistências são encontradas nas escalas evolutivas e que, no caso dos sistemas projetivos, a tentativa de enquadrar uma técnica oriunda da interpretação clínica em formatos psicométricos acaba por deixar de lado informações importantes. Já em relação aos sistemas que utilizam os indicadores emocionais, as autoras sugerem que a dificuldade em encontrar parâmetros psicométricos adequados possa ser superada com a utilização de estatísticas mais atuais. Tendo em vista a realidade descrita, este estudo teve como objetivo investigar a produção científica sobre o Teste Desenho da Figura Humana, entre os anos de 2002 e 2012, a fim de possibilitar uma visão geral do que tem sido produzido no Brasil a respeito da técnica.

Método

Fontes

A amostra do estudo foi composta por 39 artigos encontrados em 14 periódicos, disponibilizados no Scientific Electronic Library Online (SciELO) e nos Periódicos Eletrônicos em Psicologia (PePSIC), que focalizavam o Teste Desenho da Figura Humana entre 2002 e fevereiro de 2012. Para a recuperação desses textos foram considerados, um a um, os termos: “Teste Desenho da Figura Humana”, “Desenho da Figura Humana”, “avaliação psicológica”, “testes psicológicos”, “validade” e “parâmetros psicométricos” no título, resumo ou como palavra-chave.

Procedimentos

Os artigos foram analisados na íntegra com base em alguns critérios estabelecidos por Witter (1999), amplamente difundidos para estudos sobre produção científica, acrescidos de algumas categorias mais específicas para testes consideradas relevantes pelas autoras. Os itens pesquisados foram: (a) a quantidade de artigos publicados por revista e por ano; (b) a distribuição da produção por origem (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste, Norte, parcerias nacionais e internacionais); (c) a natureza da autoria (individual ou múltipla), bem como, o gênero dos autores; (d) a distribuição do tipo de trabalho (relato de pesquisa de campo ou manuscrito teórico); (e) contextos nos quais o instrumento tem sido aplicado e (f) características psicométricas estudadas. O levantamento de todos os dados foi realizado pelos autores da pesquisa, separada e concomitantemente, para dar confiabilidade à avaliação. O índice de concordância ficou acima dos 90%.

Resultados e Discussão

Considerando-se o objetivo do estudo, num primeiro momento verificou-se a quantidade de artigos publicados por periódico e por ano. A Tabela 1 apresenta os resultados desse levantamento.

Tabela 1 Distribuição geral da quantidade de artigos publicados por revista e por ano. 

Periódicos 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Total %
Aletheia 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 2 5,1
Avaliação Psicológica 1 0 0 0 2 0 1 1 1 0 0 6 15,4
Boletim de Psicologia 0 0 0 0 2 0 2 0 0 0 0 4 10,3
Cont. Clínic. 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 2,6
Estudos de Psicologia 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 2 5,1
Psicologia: Ciên e Profis. 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 2,6
Psicologia em Estudo 0 0 0 1 1 0 0 0 1 0 0 3 7,7
Psicologia: Refl. e Crítica 1 0 0 1 0 0 1 0 1 0 0 4 10,3
Psicologia: Teor. e Prát. 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 2 5,1
Psicologia: Teor. e Pesq. 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 2 5,1
Psic. Revista da Vetor Ed. 5 1 0 2 0 0 0 0 0 0 0 8 20,5
Psicopedagogia 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 2,6
Psico-USF 0 0 0 0 2 0 0 0 0 0 0 2 5,1
Temas em Psicologia 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 2,6
Total 8 1 1 5 13 1 4 2 4 0 0 39 100
% 20,5 2,6 2,6 12,8 33,3 2,6 10,3 5,1 10,3 0,0 0,0

Observou-se que, das 14 revistas analisadas, quatro publicaram apenas um artigo sobre o Teste Desenho da Figura Humana nos últimos dez anos. O maior número de publicações foi realizado pelos Periódicos ‘Psicologia: Revista de Psicologia da Vetor Editora’ (n = 8; 20,5%), ‘Avaliação Psicológica’ (n = 6; 15,4%), ‘Boletim de Psicologia’ (n = 4; 10,3%) e ‘Psicologia: Reflexão e Crítica’ (n = 4; 10,3%). Esse resultado indica que revistas que conhecidamente estão ligadas a programas ou instituições nas quais a avaliação psicológica se constitui como um fio condutor, uma linha de pesquisa ou uma finalidade foram as que mais divulgaram práticas e pesquisas originais e atuais nesse campo. Dado também observado, por exemplo, por Cunha et al. (2009). Quanto à frequência de publicação, por ano, verificou-se um incremento no número de artigos publicados a partir de 2006, sendo o ano de 2006 o mais profícuo (n = 13; 33,33%). O aumento no número de publicações especialmente nos últimos três anos de estudo também foi verificado por outras pesquisas como, por exemplo, a de Oliveira et al. (2007), Suehiro (2013), Suehiro et al., (2012), e a de Suehiro e Rueda (2009). Ao lado disso, há que se destacar que, apesar do Desenho da Figura Humana figurar entre as técnicas mais utilizadas, tal qual constatado por diversos estudos de produção científica, a exemplo de outras técnicas como o Bender e o Teste de Cloze, o número de estudos sobre o DFH, no período de dez anos estudado, pode ser considerado ainda pequeno (Suehiro, 2013; Suehiro et al., 2008).

Para avaliar a origem da produção, levantou-se a procedência dos artigos. Para tanto, avaliou-se a região, o país e as parcerias regionais e internacionais realizadas. Faz-se necessário ressaltar, no entanto, que se considerou como “parcerias” os textos elaborados entre pesquisadores de diferentes regiões do Brasil e de países distintos. Quando os estudos foram produzidos por pesquisadores de diferentes instituições, porém da mesma região, foram considerados referentes à região da qual os autores eram provenientes. Os resultados concernentes à região e à natureza da autoria podem ser visualizados na Tabela 2.

Tabela 2 Distribuição da produção por região do país que gerou a publicação e tipo de autoria. 

Região de Origem Frequência % Autoria Individual % Autoria Múltipla %
Centro-Oeste 0 0 0 0 0 0
Nordeste 1 2,6 1 2,6 0 0
Norte 0 0 0 0 0 0
Sul 5 12,8 0 0 5 12,8
Sudeste 29 74,4 6 15,4 23 59,0
Parceria Nacional 2 5,1 0 0 2 5,1
Parceria Internacional 2 5,1 0 0 2 5,1
Total 39 100 7 18,0 32 82,0

Os resultados apontam que a região Sudeste foi a que mais originou publicações nos últimos dez anos, atingindo mais da metade da produção total (n = 29; 74,4%) sobre o DFH. Por outro, evidenciaram que as regiões Centro-Oeste e Norte não contribuíram com nenhuma publicação sobre o assunto nos últimos dez anos. Quanto ao tipo de autoria, individual ou múltipla, verificou-se que os artigos foram escritos, na maioria, por mais de um autor (n = 32; 82,0%), assim como constatado por Oliveira et al. (2007), Souza Filho et al. (2006) e Suehiro et al. (2012). Apesar da maioria dos estudos ser produzida por múltiplos autores, verificou-se que as redes de apoio e pesquisa dos mesmos ainda têm se concentrado em instituições próximas territorialmente. Como pode ser observado na Tabela 2, pouquíssimas pesquisas têm sido realizadas envolvendo multicentros e diferentes regiões do país, o que certamente possibilitaria maior riqueza de dados e generalização dos mesmos.

Ao se considerar a amostra total observou-se que a maior parte dos autores foi do sexo feminino (n = 60; 69,7%), sendo que, dentre os que informaram sua formação, houve predomínio de mestres em Psicologia (n = 7; 11,6%). Os achados com relação à superioridade feminina na autoria dos trabalhos que têm sido divulgados corroboram a hegemonia verificada por diversos estudos a cerca da produção científica no país (Souza Filho et al., 2006; Suehiro, 2013; Suehiro, et al., 2007; 2012; Suehiro, Cunha & Santos, 2007; Yamamoto et al., 1999). Ao lado disso, há que se ressaltar o fato de que desde a sua criação a Psicologia têm se constituído como uma profissão tipicamente feminina, o que faz com que essas constatações pareçam algo natural (Bastos, Gondin, & Rodrigues, 2010; Castro, & Yamamoto, 1998).

No que se refere à análise por tipo de trabalho, buscou-se investigar a modalidade na qual o manuscrito se enquadrava. Para tanto, consideraram-se as categorias relato de pesquisa de campo e manuscrito teórico. Os resultados evidenciaram que a maior parte do material publicado se referia a relatos de pesquisa (N = 36; 92,3%), enquanto os manuscritos teóricos representaram 7,7% do total, corroborando os achados de Oliveira et al. (2007), Souza Filho et al. (2006) e Suehiro e Rueda (2009), entre outros.

Dentre os artigos de relato de pesquisa 14 (35,9%) foram aplicados ao contexto escolar, seis (15,4%) ao contexto clínico, seis (15,4%) ao contexto hospitalar. Esses resultados corroboram os de outros estudos que, apesar de terem analisado outras técnicas, verificaram que o contexto escolar e o clínico são os que apresentam maior número de estudos (Suehiro et al., 2007; Suehiro et al, 2008). Foram encontrados dez tipos diferentes de métodos de avaliação utilizados para a correção do DFH. Dentre eles, o sistema mais utilizado foi o de Koppitz (n = 11; 28,2%) seguido dos sistemas Machover (n = 8; 20,5%) e Van Kolck (n = 6; 15,4%), como pode ser visualizado na Tabela 3.

Tabela 3 Métodos de avaliação utilizados (critérios de correção). 

Método de avaliação f %
Sistema Koppitz 11 28,2
Sistema Van Kolck 6 15,4
Sistema Machover 8 20,5
Sistema Campos 1 2,6
Sistema Wechsler 4 10,2
Sistema Hutz e Antoniazzi 2 5,1
Sistema Souza 1 2,6
Manual de Retondo 1 2,6
Sistema Sisto 1 2,6
Sistema de Alicia Fernandez 1 2,6
Não se aplica 3 7,7
Total 39 100

Chama a atenção o fato de que somente cinco estudos se detiveram na análise dos dois sistemas de interpretação aprovados para uso profissional no Brasil, sendo quatro referentes ao Sistema Wechsler e Apenas um ao sistema Sisto. Em acréscimo, verificou-se que, dos 39 artigos recuperados, 12 (n = 29,27%) se detiveram ao estudo da validade e da precisão, parâmetros importantes que agregam cientificidade ao Desenho da Figura Humana. A característica mais estudada foi a validade (n = 10), sendo que a validade de construto convergente-discriminante apresentou maior representatividade, compreendendo 30% da amostra total de pesquisas que focalizaram a validade (n = 3), seguida da validade de construto por mudanças desenvolvimentais e da de critério por grupos extremos (n = 2; 20% cada). Em relação à precisão, não foram localizadas pesquisas específicas. O único estudo recuperado trazia esses dados aliados a outros. Os tipos de precisão investigados foram a precisão entre avaliadores e a consistência interna.

Os resultados obtidos com relação aos parâmetros psicométricos estão em consonância com os da pesquisa realizada por Suehiro et al. (2012), na qual a validade de construto convergente-discriminante e a precisão entre avaliadores também foram as evidências mais frequentes. A despeito desses resultados, há que se destacar que os estudos relativos às qualidades psicométricas do DFH ainda são incipientes e necessitam de um incremento a fim de que possam refletir não apenas uma preocupação com a maneira como o teste tem sido avaliado, mas, sobretudo, com sua aplicabilidade para diferentes situações.

Conclusão

O objetivo do presente estudo foi realizar um levantamento dos trabalhos publicados sobre o Teste Desenho da Figura Humana, no período de 2002 a 2012, em duas bases de dados on-line. Isso porque se considerou que o acesso a produções em bases de dados desse tipo tem permitido que haja uma disseminação muito mais rápida do conhecimento produzido nas diversas áreas do conhecimento.

As categorias de análise focalizadas no estudo foram: quantidade de artigos publicados por revista e por ano; distribuição da produção por origem (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste, Norte, parcerias nacionais e internacionais); natureza da autoria (individual ou múltipla), bem como, o gênero e formação dos autores; a distribuição do tipo de trabalho (relato de pesquisa de campo ou manuscrito teórico); contextos nos quais o instrumento tem sido aplicado e características psicométricas estudadas. Embora se tenha empregado categorias amplamente difundidas para estudos desse porte, considera-se que pesquisas com um maior aprofundamento sobre o objetivo dos estudos e as análises realizadas, bem como dos resultados obtidos devem ser realizados. Nesse sentido, considera-se que investigações mais aprofundadas acerca dos parâmetros psicométricos da técnica, bem como das limitações apontadas pelos estudos são aspectos importantes que poderiam ser abarcados por estas pesquisas.

O que se tem observado é que, apesar da relevância dos estudos relativos às qualidades ou parâmetros psicométricos para a garantia do reconhecimento e da credibilidade por parte, tanto da comunidade científica, quanto da população que necessita dos serviços prestados, não há pesquisas que tenham se detido à análise da produção nesse sentido, veiculadas por meio dos periódicos científicos. Os poucos estudos que focalizam as propriedades psicométricas dos instrumentos utilizados ao longo do processo de avaliação na produção científica têm sido publicados com base na análise dos manuais dos testes. No que concerne especificamente ao Desenho da Figura Humana, há que se destacar o fato de que os estudos sobre os parâmetros psicométricos da técnica, veiculados nos periódicos científicos, podem ser considerados ainda incipientes. Ao lado disso, há que se considerar que apenas cinco estudos se detiveram na análise dos dois sistemas de avaliação aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) para uso profissional no Brasil e que os demais sistemas, assim como os atualmente liberados para uso, carecem de evidências de validade e precisão. Novamente, se evidencia a necessidade de estudos que busquem sanar tais lacunas referidas pelos autores dos estudos aqui avaliados. Tendo em vista tal realidade, e a despeito das limitações dessa pesquisa, tais como o foco em apenas duas bases de dados on-line, a quantidade ainda restrita de estudos voltados para a produção científica em avaliação psicológica e que possibilitem maior respaldo para seus achados e, especialmente em relação ao Teste Desenho da Figura Humana, o que possibilitou apenas uma comparação genérica, considera-se que outras investigações como a aqui realizadas são necessárias e extremamente relevantes não apenas em razão das modificações pelas quais a área passou nos últimos anos em consequência de uma série de eventos considerados marcantes para o desenvolvimento desse campo da Psicologia, mas, sobretudo, porque funcionam como um indicativo das lacunas que precisam ser preenchidas, contribuindo assim para a disseminação, a qualidade e progresso do conhecimento produzido nas academias.

Referências

Aguiar Netto, M. C. (1988). A produção do conhecimento psicológico fora do espaço acadêmico. In Conselho Federal de Psicologia (Org.), Quem é o psicólogo brasileiro (pp.123-137). São Paulo, SP: Edicon. [ Links ]

Alves, I. C. B. (2002). Instrumentos disponíveis no Brasil para avaliação da inteligência. In R. Primi (Org.), Temas em avaliação psicológica (pp. 80-102). São Paulo, SP: Casa do Psicólogo. [ Links ]

Alves, I. C.B., Schelini, P., Nascimento, E., & Domingues, S. F. S. (2010). Avaliação intelectual infantil: panorama dos testes utilizados no Brasil. In A. A. A. Santos, F. F. Sisto, E. Boruchovitch, & E. Nascimento (Orgs.), Perspectivas em avaliação psicológica (pp. 13-40). São Paulo, SP: Casa do Psicólogo. [ Links ]

Arteche, A., & Bandeira, D. R. (2006). O desenho da figura humana: revisando mais de um século de controvérsias. Revista Ibero-Americana de Diagnóstico e Avaliação Psicológica - RIDEP, 2(22), 133-155. [ Links ]

Bandeira, D. R., Costa, A., & Arteche, A. (2008). Estudo de validade do DFH como medida de desenvolvimento cognitivo infantil. Psicologia: Reflexão e Crítica, 21(2), 332-337. doi:10.1590/S0102-79722008000200020 [ Links ]

Bartholomeu, D. (2006). Teste Gestáltico viso-motor de Bender e desenho da figura humana: convergências de avaliação? (Dissertação de mestrado). Itatiba, SP: Universidade São Francisco. [ Links ]

Bastos, A. V. B., Gondin, S. M. G., & Rodrigues, A. C. A. (2010). Uma categoria profissional em expansão: quantos somos e onde estamos. In A. V. B. Bastos, & S. M. G. Gondin (Orgs.), O trabalho do psicólogo no Brasil (pp. 32-44). Porto Alegre, RS: Artmed. [ Links ]

Burt, C. (1921). Mental and scholastic tests. London: P.S. King and Son. [ Links ]

Castro, A. E. F., & Yamamoto, O. Y. (1998). A psicologia como profissão feminina: apontamentos para estudo. Estudos de Psicologia (Natal), 3(1), 147-158. doi: 10.1590/S1413-294X1998000100011 [ Links ]

Chaparède, E. (1907). Plans d’experiences collectives sur le dessin des enfantes. Archives de Psychologie, 6, 276-278. [ Links ]

Conselho Federal de Psicologia – CFP. (2001). Resolução nº 025/2001. Define teste psicológico como método de avaliação privativo do psicólogo e regulamenta sua elaboração, comercialização e uso. Recuperado de http://www.pol.org.brLinks ]

Conselho Federal de Psicologia – CFP. (2003). Resolução nº 002/2003. Define e regulamenta o uso, a elaboração e a comercialização de testes psicológicos e revoga a Resolução CFP n° 025/2001. Recuperado de http://www.pol.org.brLinks ]

Cooke, E. (1985). Art teaching and child nature. London Journal of Education, 6, 147-151. [ Links ]

Cox, M. (1995). Desenho da criança. São Paulo, SP: Martins Fontes. [ Links ]

Cunha, N. B., Suehiro, A. C. B., Oliveira, E. Z., Pacanaro, S. V., & Santos, A. A. A. (2009). Produção científica da avaliação da leitura no contexto escolar. Psico, 40(1), 17-23. Recuperado de http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistapsico/article/view/2046/4137Links ]

Goodenough, F. L. (1926). Measurement of intelligence by drawings. New York, NY: World Book Company. [ Links ]

Hammer, E. (1991). Aplicações clínicas dos desenhos projetivos. (E. Nick,Trad.) São Paulo: Casa do Psicólogo. (Original publicado em 1926). [ Links ]

Hutz, C., & Bandeira, D. R. (1993). Tendências contemporâneas no uso de testes: uma análise da literatura brasileira e internacional. Psicologia: Reflexão e Crítica 6(1/2),85-108. [ Links ]

Koppitz, E. M. (1984). El dibujo de la figura humana em los niños. Buenos Aires: Guadalupe. [ Links ]

Lamprecht, K. (1906). Les dessins d’enfants comme source historique. Bulletin de l’Academie Royale de Belgique, Classe dês Lettres, 9/10,457-469. [ Links ]

Machover, K. (1949). Personality projection in the drawing of the human figure: a method of personality investigation. Springfield, IL: Charles C. Thomas. [ Links ]

Matos, M. A. (1988). Produção e formação científica em Psicologia. In Conselho Federal de Psicologia (Org.), Quem é o psicólogo brasileiro (pp.100-122). São Paulo, SP: Edicon. [ Links ]

Naglieri, J., McNeish, T., & Bardos, A. (1991). DAP: SPED – draw a person: screening procedure for emotional disturbance. Austin, TX: Pro. Ed. [ Links ]

Noronha, A. P. P., Oliveira, K. L., & Beraldo, F. N. M. (2003). Instrumentos psicológicos mais conhecidos e utilizados por estudantes e profissionais de Psicologia. [ Links ]

Noronha, A. P. P., Sbardelini, E. T. B., & Sartori, F. A. (2001). Análise da qualidade de testes de inteligência publicados no Brasil. Psico-USF, 6(2), 95-104. [ Links ]

Noronha, A. P. P., & Vendramini, C. M. M. (2003). Parâmetros psicométricos: estudo comparativo entre testes de inteligência e de personalidade. Psicologia: Reflexão e Crítica, 16(1), 177-182. doi:10.1590/S0102-79722003000100018 [ Links ]

Oliveira, K. L., Santos, A. A. A., Noronha, A. P. P., Boruchovitch, E., Cunha, C. A., ..., & Domingues, S. F. S. (2007). Produção científica em avaliação psicológica no contexto escolar. Psicologia Escolar e Educacional, 11(1), 239-251. doi:10.1590/S1413-85572007000200005 [ Links ]

Primi, R. (2010). Avaliação psicológica no Brasil: fundamentos, situação atual e direções para o futuro. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 26(especial), 25-35. doi:10.1590/S0102-37722010000500003 [ Links ]

Sisto, F. (2005). O desenho da figura humana: escala Sisto. São Paulo, SP: Vetor [ Links ]

Sisto, F. F., Sbardelini, E. T. B., & Primi, R. (2001). Contextos e questões da avaliação psicológica. São Paulo, SP: Casa do Psicólogo. [ Links ]

Souza Filho, M. L., Belo, R., & Gouveia, V. V. (2006). Testes psicológicos: análise da produção científica brasileira no período 2000-2004. Psicologia: Ciência e Profissão, 26(3), 478-489. doi:10.1590/S1414-98932006000300011 [ Links ]

Suehiro (2013). Produção científica sobre o teste de Cloze. Psicologia Escolar e Educacional, 17(1), 223-232. [ Links ]

Suehiro, A. C. B., Cunha, N. B., Oliveira, E. Z., & Pacanaro, S. V. (2007). Produção científica da Revista Psico-USF de 1996 a 2006. Psico-USF, 12(1), 327-334. [ Links ]

Suehiro, A. C. B., Cunha, N. B., & Santos, A. A. A. (2007). Avaliação da escrita no contexto escolar entre 1996 e 2005. Revista de Psicologia, 8(1), 61-70. [ Links ]

Suehiro, A. C. B., Gaino, S. B., & Meireles, E. (2008). Produção científica sobre o Teste Gestáltico Viso-Motor de Bender entre 1999 e 2008. Revista de Psicologia, 9(2), 173-181. [ Links ]

Suehiro, A. C. B., Gaino, S. B., & Meireles, E. (2012). Estudo dos parâmetros psicométricos do Teste Gestáltico viso-motor de Bender entre 2001 e 2011. Psico, 43(2), 219-227. Recuperado de http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistapsico/article/view/11699Links ]

Suehiro, A. C. B., & Rueda, F. J. M. (2009). Avaliação psicológica: um estudo da produção científica de 2002 a 2007. Avaliação Psicológica, 8(1), 131-139. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-04712009000100012Links ]

Suehiro, A. C. B., Rueda, F. J. M., Oliveira, E. Z., & Pacanaro, S. V. (2009). Avaliação do autoconceito no contexto escolar: análise das produções em periódicos brasileiros. Psicologia: Ciência e Profissão, 29(1), 18-29. doi:10.1590/S1414-98932009000100003 [ Links ]

Vendramini, C. M. M., & Noronha, A. P. P. (2002). Estudo comparativo entre testes de inteligência e de personalidade. Psico (Porto Alegre), 33(2), 413-426. [ Links ]

Wechsler, S. (1996). O desenho da figura humana: Avaliação do desenvolvimento cognitivo infantil. Campinas, SP: Editorial Psy. [ Links ]

Wechsler, S. (2003). O desenho da Figura Humana: avaliação do desenvolvimento cognitivo de crianças brasileiras. Campinas, SP: LAMP/PUC. [ Links ]

Witter, G. P. (1999). Metaciência e leitura. In G. P. Witter (Org.), Leitura: textos e pesquisas. (pp. 13-22). Campinas, SP: Alínea. [ Links ]

Yamamoto, O. H, Souza, C. C., & Yamamoto, M. E. (1999). A produção científica na psicologia: uma análise dos periódicos brasileiros no período 1990-1997. Psicologia: Reflexão e Crítica, 12(2), 549-565. doi:10.1590/S0102-79721999000200019 [ Links ]

Received: June 02, 2014; Revised: December 16, 2015; Accepted: April 03, 2016

Endereço para envio de correspondência: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Avenida Carlos Amaral, 1015. Cajueiro. CEP: 44570-000. Santo Antônio de Jesus – BA. Brasil.

Creative Commons License  This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.