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Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental

Print version ISSN 1415-4714

Rev. latinoam. psicopatol. fundam. vol.12 no.1 São Paulo Mar. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1415-47142009000100014 

MEDICINA DA ALMA
ARTIGO

 

A subversão das paixões na primeira modernidade: entre psicopatologia e sabedoria*

 

La subversión de las pasiones en la primera modernidad: entre psicopatología y sabiduría

 

La subversion des passions dans la première modernité: entre la psychopathologie et la sagesse

 

Subversion of the passions during the first modernity: between psychopathology and wisdom

 

 

Paulo José Carvalho da Silva

 

 


RESUMO

Este artigo focaliza o caráter violento e subversivo das paixões da alma a partir da leitura de fontes médicas e filosóficas da primeira modernidade que examinam a natureza e a manifestação das paixões. Conclui-se que na época discutia-se as relações entre as psicopatologias e a violência do pathos, o que problematizava a noção que identificava saúde psíquica e sabedoria.

Palavras-chave: Paixão, saúde psíquica, história da psicopatologia


RESUMEN

Este artículo enfoca el carácter violento de las pasiones del alma a partir de la lectura de fuentes médicas y filosóficas de la primera modernidad que examinan la naturaleza y la manifestación de las pasiones. Se concluye que en la época se discutían las relaciones entre las psicopatologías y la violencia del Pathos, lo que problematizaba la noción que identificaba salud psíquica y sabiduría.

Palabras claves: Pasión, salud psíquica, historia de la psicopatología


RÉSUMÉ

Cet article porte sur le caractère violent et subversif des passions de l'âme et est basé sur la lecture de sources médicales et philosophiques de la première modernité qui examinent la nature et la manifestation des passions. Nous concluons qu'à cette époque, on discutait les rapports entre les psychopathologies et la violence du pathos, ce qui problématisait la notion qu'identifiait santé psychique et sagesse.

Mots clés: Passion, santé psychique, histoire de la psychopathologie


ABSTRACT

The main issue in this article is the violent and subversive nature of the passions of the soul according to early modern documents that examine their nature and manifestations. The conclusion is that there was an ongoing discussion on the relationships between psychopathology and the violence of the pathos. This raised problems regarding the notion that there is a tie between mental health and wisdom.

Key words: Passion, mental health, history of psychopathology


 

 

Na primeira modernidade, o debate filosófico sobre a definição da natureza das paixões da alma enfatizava seu caráter violento e perturbador. Muitos pensadores sustentavam que a paixão é um perigoso elemento da natureza humana com enorme potencial subversivo e ameaçador. Filósofos das mais variadas tradições declaravam que as paixões são capazes de corromper governos, arruinar sociedades ou até mesmo provocar a morte. A paixão era, portanto, um problema da ordem da ética, política, estética, retórica, psicologia, medicina e teologia (James, 1997). Em particular, no campo da medicina da alma, pode-se afirmar que os médicos estavam, no mínimo, muito atentos ao impacto das paixões no frágil equilíbrio das qualidades corporais e funções psíquicas, minando constantemente o exercício do ideal de harmonia, ordem e sabedoria, tão importante na cultura renascentista, em busca de uma suposta excelência grega antiga perdida.

Este trabalho analisa alguns exemplos dessas reflexões desenvolvidas tanto no âmbito filosófico quanto na clínica médica do passado. Trata-se de resultados parciais de uma pesquisa histórica sobre ideias a respeito das dores da alma difundidas no Brasil colonial. A ideia de furor e as íntimas e complexas relações entre a ira, a tristeza e o amor são os fios condutores para a comparação entre as diferentes fontes luso-brasileiras e europeias analisadas, com especial destaque para o discurso sobre as paixões do pensador francês Pierre Charron (1541-1603), em sua obra De la sagesse (1601), que conciliava noções estoicas e posturas céticas (Moreau, 1999; Talon-Hugon, 2002).

Desde a Antiguidade até o início da Idade Moderna, entendia-se por paixão os diferentes tipos de movimentos experimentados na alma e no corpo, mais conhecidos como emoções ou afetos: amor, ódio, medo, ira, esperança, tristeza etc. Por seu caráter perturbador e doloroso, algumas dessas paixões eram consideradas dores da alma, como a tristeza, o medo e mesmo os conflitos gerados com a ira.

Nas reflexões filosóficas antigas sobre as relações entre sabedoria e saúde psíquica, há várias considerações sobre a força avassaladora da cólera e das outras paixões, em especial, na doutrina sobre as paixões, desenvolvida por diferentes gerações de estoicos, por serem essencialmente contra essas perturbações da alma. Para Cícero (106-43 a.C.), a cólera serve apenas ao gladiador e, mesmo assim, com certa reserva. O verdadeiro herói deve ser corajoso sem frenesi ou perda da inteligência e do controle de si. Inclusive, sempre no Livro IV do Tusculanas, ele afirma que não há nada tão próximo à loucura do que a cólera. O problema maior é justamente deixar-se levar por um movimento que não tem a origem na razão, como se houvesse um outro em si mesmo, algo inadmissível para o sábio estoico. A paz e a saúde da alma dependem do julgamento correto dos objetos da realidade e do consequente domínio de si.

Sêneca (4 a.C-65) dedicou uma de suas primeiras obras ao tema da paixão mais violenta. No De Ira, ele precisa que embora todas as paixões sejam capazes de excitar excessivamente a alma humana de modo a embriagá-la, a selvageria da cólera tem a especificidade de custar caro ao gênero humano. Sob a influência desses impulsos cegos e desregrados, ocorrem massacres, devastações de cidades inteiras, parricídios, entre outros crimes.

Um grande leitor de Sêneca, o décimo primeiro rei português Dom Duarte I (1391-1438), no Leal Conselheiro, analisa que a ira, conhecida pelos portugueses de então como "sanha", cega os olhos da alma e domina o juízo, levando ao combate e à vingança. Contudo, ela pode ser útil quando aliada ao desejo de justiça, especialmente no caso dos fracos de coração, desleixados e preguiçosos. O rei-filósofo adverte sobre os perigos morais de se deixar subjugar pelas paixões. No entanto, pondera que o ódio poderia ter um emprego útil na medida em que incita à ação.

O filósofo jesuíta Manoel de Góis (1593), autor de comentários à filosofia de Aristóteles que serviram de base para o ensino jesuítico na Europa e no Brasil, afirma que a dor também pode advir das perturbações e conflitos gerados por paixões desregradas, que agem como os quatro ventos:

(...) assim como estes perturbam o mar com tempestade, assim aquelas perturbam o espírito com movimentos turbulentos, o que alguém expressou desse modo: A esperança levanta os animosos, o medo expulsa as vagas do alto cume. Por isso a furibunda voluptuosidade abala o espírito. Daí a dor: as ondas ou os abatidos pelas ondas redobram o alto clamor. A razão escondida em negras nuvens nem desfere raios nem dirige os barcos. (Góis, 1593, p. 203)

Mesmo o oratoriano Jean-François Senault (1599/1604-1672), que defende no De l'usage des passions, publicado em 1641, que há uma saída positiva para todas as paixões, considera a cólera a mais selvagem e irracional de todas elas. Retomando Sêneca, ele afirma que a cólera perturba a alma, altera a cor da pele, modifica a circulação do sangue, produz faíscas nos olhos, põe ameaças na boca, arma os braços de tudo que encontra por perto, leva a sociedade à ruína. Além de tudo isso, a cólera é contagiosa. Senault (1641) escreve que ela se dissemina entre as pessoas e, ainda pior, tiraniza as outras paixões. Em suas palavras: "Ela incita todas as outras paixões quando reina na alma, e é tão absoluta em sua tirania que converte o amor em ódio e a piedade em furor" (p. 292, trad. nossa). É o que explica o caso de amantes que cometem crimes terríveis para vingar uma injúria imaginária ou de grandes avarentos que desperdiçam fortunas num ímpeto de raiva.

Esse calor violento da cólera também preocupava os médicos do período. O famoso médico romano Paolo Zacchia (1655) afirma que a ira fomenta o calor das vísceras e a profusão dos humores viciosos porque aquece o corpo de modo excessivo e intempestivo. Aliás, ele aconselha a não passar ao ato durante o acesso de cólera. O que pode ser tentado distraindo-se o pensamento com outra coisa até se restabelecer o poder sobre si. Para ele, sobretudo a cólera, mas também o medo e a tristeza perturbam a natureza, alteram o apetite e o sono.

Por outro lado, estimular a cólera podia ser um remédio contra a apatia. Entre outros, o médico francês Nicolas Abraham Sieur de la Framboisière (1560-1636), por exemplo, recomendava o estímulo moderado dessa paixão para aqueles que sofriam de uma condição fria e úmida. Esse era justamente o caso dos chamados fleumáticos, cuja disposição psíquica era caracterizada pela falta de vontade, insensibilidade e letargia. Conforme La Framboisière (1600), um pouco de cólera poderia esquentar o sangue e restabelecer o calor natural dos fleumáticos patológicos.

Na época, afirmava-se, de modo geral, que a moderação determinaria a diferença entre remédio e veneno. Mesmo porque excesso e loucura formam uma parceria célebre, conhecida desde longa data. Isso não apenas na literatura médica. Os poetas sempre souberam que o furor arrasta corpo e alma abismo abaixo. Da Itália renascentista, nada melhor que o Orlando Furioso (1532) do poeta Ludovico Ariosto (1474-1533) para ilustrar essa face do pathos, isto é, como a paixão desmesurada pode jogar à lama um homem suposto sensato. O guerreiro Orlando deixa o exército de Carlos Magno e parte em uma busca enlouquecedora por Angélica, a bela princesa oriental:

131. Que sem cessar ele arremessa ao fundo,/ Da fonte, outrora limpa e cristalina,/ Troncos, pedras, folhagem, barro imundo/ E para sempre as águas arruína./ Exausto e a transpirar, ao iracundo./ O poderoso fôlego termina./ Antes do ódio, da cólera e da ira;/ Ele cai, ergue o olhar ao céu, suspira./ 132. Cansado cai, e aflito, no relvado,/ Fita os olhos nas nuvens, e emudece./ Sem dormir, sem comer, fica parado./ Enquanto o sol três vezes sobe e desce./ A dor aguda o deixa exasperado./ E tanto vai crescendo que o enlouquece./ Ao quarto dia, o furor dele se apossa./ Couraça e malha em fúria ele destroça. (Canto XXIII, 2003, p. 255-256)

Paixão e violência podem se manifestar em diversas formas de furor que, inclusive, não se enquadram facilmente nas categorias diagnósticas contemporâneas, como é o caso da chamada dança de São Vitor. Trata-se de pessoas que começavam a dançar freneticamente para aliviar suas dores da alma e do corpo. Essa dança podia tornar-se incontrolável, causando ferimentos graves e até a morte, e, pior, era altamente contagiosa, conforme relatos de várias partes do norte da Europa, dos séculos XIV, XV e XVI. Em especial, houve uma explosão da dança de São Vitor em Strasbourg, em julho de 1518. Relata-se que esse surto de mania de dança teria começado com uma mulher, por volta do dia 14 de julho de 1518, e em quatro dias, 34 homens e mulheres já tinham sido contaminados. Outros relatos mencionam centenas de pessoas acometidas por essa exaustiva e incontrolável compulsão por dançar até a inconsciência (Midelfort, 1999, p. 33).

É menos evidente, mas, por outro lado, a melancolia também envolve paixão e violência, mesmo que de modo mais silencioso do que na mania. O conhecido pensador da melancolia, o inglês Robert Burton (1577-1640), afirma que no melancólico: "a tortura e o extremo de sua miséria o atormentam, a tal ponto que ele não pode mais encontrar prazer na vida, e é forçado a usar de violência para si mesmo, na tentativa de libertar-se das insuportáveis dores presentes" (Burton, 1638, p. 214). Suas inquietudes, pesares, suspeitas, angústias e descontentamentos têm a potência de uma manada de cavalos selvagens. As almas perturbadas pela melancolia ficam tomadas de tal modo que não têm descanso, não dormem e não se alimentam. Experimentam uma intolerável, indizível, contínua e violenta dor da alma. No Brasil, padre Antônio Vieira (1608-1696) afirma que os venenos da paixão da tristeza podem ser tão perturbadores que, além de embotar os sentidos da visão, do paladar e do tato e debilitar o corpo de modo geral, confundem o juízo e levam à morte (Carvalho da Silva, 2000; 2006b).

Por sua vez, a dor de amor pode ser tão violenta a ponto de, não apenas confundir as faculdades intelectuais e enlouquecer, como também rebelar-se contra o princípio vital. A esse respeito, não canso de citar o caso relatado pelo médico romano Alessandro Petrônio (1592) de uma jovem romana que se entrega à tristeza ao ter seu amor por um jovem impedido pela família. Ao revê-lo, por recomendação médica, ela experimenta tão violenta alegria que falece (Carvalho da Silva, 2006a; 2008).

Aliás, mesmo o lado positivo e estimulante do amor guarda uma proximidade perigosa com a paixão menos ajuizada de todas, a ira. Manoel de Góis, apesar de afirmar que o fervor do amor se dá com certa doçura e o fervor da ira caracteriza-se pela amargura, diferenciando as duas paixões, considera a hipótese de que, em termos de efeitos corporais perturbadores, ambas estão muito próximas por sua natureza quente:

O amor tem, da parte do corpo, uma comoção semelhante à da ira, visto que, não só ferve o sangue e o calor nos que amam, mas também nos que se iram. Ora estas alterações da parte do corpo são como matérias das paixões que, a seu modo, argúem a diferença delas. Portanto o ato de amar parece não se distinguir do ato de irar-se. (Góis, 1593, p. 179)

Quando, numa relação amorosa, a melancolia junta-se à cólera, o resultado é o desespero, como afirmava o médico francês Jacques Ferrand (1575-1623). Lê-se em seu polêmico De la maladie d'amour ou mélancholie érotique:

Mas se o bilioso ama um colérico, é mais uma servidão do que amor, tanto ele é sujeito a turbulências e cóleras, não obstante a sua semelhança de compleição. (...) Mas se elas (melancólicas) se apegam ao colérico, é mais uma peste do que amor, o que acaba frequentemente em desespero. (Ferrand, 1623, p. 74, trad. nossa)

Esse caráter perturbador e conflituoso das paixões da alma opõe-se frontalmente à ideia, bastante difundida na época, que identificava sabedoria e saúde psíquica. Por exemplo, o filósofo Pierre Charron entendia sabedoria como uma espécie de manejo regrado da alma, com equilíbrio e proporção, ou seja, uma harmonia suave dos julgamentos, vontades e hábitos, enfim; a saúde constante da alma. Ora, todos os exemplos aqui relatados apontam para a desproporção, a desordem e, sobretudo, a falta de unidade entre julgamento, vontade e hábito.

Charron, retomando a doutrina das paixões dos estoicos antigos, ressalta o quanto as paixões dependem de um julgamento ou opinião sobre os objetos de desejo ou de repulsa. Por um lado, isso demonstraria a essência não natural e irracional das paixões, o que as tornaria incompatíveis, ao mesmo tempo, com o ideal de saúde (entendida como estado natural) e de sabedoria (entendida como estado racional). Por outro lado, determinar a origem da paixão na opinião indicaria a possibilidade do próprio tratamento do sofrimento e dos tormentos da alma. Trata-se exatamente da identificação de onde pode operar a filósofo enquanto terapeuta da alma: nem na realidade do objeto, nem no afeto ele mesmo, mas na ilusão que sustenta e alimenta os movimentos e os estados da alma.

Embora comprometido com o ideal de domínio da afetividade pela razão, o discurso de Charron acaba por enfatizar a dimensão do problema econômico e político que todas as paixões da alma implicam, não apenas a cólera e o furor. Problema econômico no sentido da gerência das suas forças, já que ele admite que o sofrimento advenha do excesso. As forças das paixões podem ser desmesuradas para com a capacidade da própria alma de suportá-las, administrá-las e exprimi-las por meio de palavras e lágrimas. Além disso, ele afirma que uma vez concentradas, no sentido de reprimidas, elas se tornam violentas e, portanto, fonte de sofrimento e dor. Problema político no sentido do caráter subversivo da paixão para com a ordem das instâncias governantes da vida psíquica. Mais precisamente, ele fala de funções da alma que se deixam iludir ou corromper pela paixão e rebelam-se contra a razão suposta soberana. Essa analogia, na realidade, não é uma invenção do autor. É um lugar-comum da cultura da época, fundamentado numa noção analógica entre a ideia de hierarquia social e de governo e a ideia de funções coordenadas da alma, com raízes platônicas e desenvolvimentos medievais (Massimi & Silva, 2001).

De qualquer forma, a caracterização que Charron faz da natureza das paixões é mais um exemplo da maneira como, no campo da medicina da alma moderna, tratar as paixões era também tratar o outro em si mesmo.

 

Referências

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Recebido/Received: 9.2.2009 / 2.9.2009
Aceito/Accepted: 9.2.2009 / 2.9.2009

 

 

Citação/Citation: Carvalho da Silva, P.J. A subversão das paixões na primeira modernidade: entre psicopatologia e sabedoria. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, São Paulo, v. 12, n. 1, p. 209-217, mar. 2009.
Editor do artigo/Editor: Prof. Dr. Paulo José Carvalho da Silva.
Copyright: © 2009 Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental/University Association for Research in Fundamental Psychopathology. Este é um artigo de livre acesso, que permite uso irrestrito, distribuição e reprodução em qualquer meio, desde que o autor e a fonte sejam citados/This is an open-access article, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited.
Financiamento/Funding: Pesquisa financiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp/Research funded by the Fundation for Research Support of the State of Sao Paulo.
Conflito de interesses: O autor declara que não há conflito de interesses/The author declares that has no conflict of interest.
* Pesquisa realizada com apoio da Fapesp. Este artigo é um desenvolvimento do trabalho apresentado no III Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e IX Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental, Niterói, RJ, setembro de 2008.

 

 

PAULO JOSÉ CARVALHO DA SILVA
Psicólogo, psicanalista, mestre em História da Ciência pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP; doutor em Psicologia pela Universidade de São Paulo – USP (Ribeirão Preto, SP, Brasil); professor doutor da Faculdade de Psicologia da PUC-SP (São Paulo, SP, Brasil); membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental (São Paulo, SP, Brasil).
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