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Revista de Nutrição

Print version ISSN 1415-5273On-line version ISSN 1678-9865

Rev. Nutr. vol.18 no.6 Campinas Nov./Dec. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S1415-52732005000600008 

COMUNICAÇÃO COMMUNICATION

 

Atuação da equipe multidisciplinar na terapia nutricional de pacientes sob cuidados intensivos

 

The action of a multidisciplinary team in the nutritional care of critically ill patients

 

 

Heitor Pons LeiteI, II , 1; Werther Brunow de CarvalhoI, II; Juliana Fernandez Santana e MenesesIII, IV

IDepartamento de Pediatria, Disciplina de Nutrologia, Universidade Federal de São Paulo. Rua Loefgreen, 1647, 04040-032, São Paulo, SP, Brasil
IIUnidade de Cuidados Intensivos Pediátricos, Hospital São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
IIIEquipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional, Hospital São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
IVMestranda, Disciplina de Nutrologia, Departamento de Pediatria, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil

 

 


RESUMO

Pacientes hospitalizados podem ter necessidades nutricionais especiais em função da desnutrição e dos desequilíbrios metabólicos impostos pelas doenças. A terapia nutricional, principalmente nos estágios críticos das enfermidades, deve ser administrada de modo seguro e eficaz. Vários estudos têm avaliado o papel da equipe multidisciplinar na administração da terapia nutricional. Com o objetivo de identificar os problemas inerentes à administração da terapia nutricional em pacientes hospitalizados e verificar o impacto da atuação de uma equipe multidisciplinar na qualidade dos procedimentos, foi realizada uma revisão que analisou artigos publicados entre 1980 e 2004 sobre o papel da atuação de equipes multidisciplinares no cuidado e na evolução nutricional de pacientes hospitalizados, principalmente os que se encontravam sob cuidados intensivos. Os termos utilizados na pesquisa foram: "multidisciplinary team", "nutritional support", "parente-ral nutrition", "enteral feeding", "critically ill", "intensive care unit","critically ill child". Dos 130 estudos inicialmente identificados, foram selecionados 24, dos quais 14 compararam o padrão de terapia nutricional com e sem a presença da equipe multidisciplinar. Os principais problemas detectados na administração de terapia nutricional em pacientes hospitalizados foram a oferta inadequada de nutrientes, as complicações infecciosas e metabólicas e o uso excessivo de nutrição parenteral. Nos estudos comparativos, a presença da equipe multidisciplinar melhorou o padrão de oferta nutricional, reduziu a incidência de complicações e os custos.

Termos de indexação: apoio nutricional, desnutrição, nutrição enteral, nutrição parenteral, unidade de cuidados intensivos.


ABSTRACT

Hospitalized patients may have special nutrient requirements imposed by a combination of malnutrition and enhanced utilization of nutrients resulting from the disease process. Nutritional support, mainly during critical stages of disease, should be provided safely and effectively. Several studies have evaluated the paper of a multidisciplinary team in the administration of a nutritional therapy. Individually, the majority of these studies are underpowered to evaluate an effect on the quality of nutritional care. With the objective to identify problems inherent to the supply of nutritional support to hospitalized patients and verify the impact of the actions of a multidisciplinary team on the quality of these procedures, we analysed articles that have been published between 1980 and 2004 about the role of the action of multidisciplinary teams in the care and nutritional outcome of hospitalized patients, especially those undergoing intensive care. The terms used for the search were: "multidisciplinary team", "nutritional support", "parenteral nutrition", "enteral feeding", "critically ill", intensive care unit, "critically ill child". Of 130 studies, intially identified, just 24 were selected, of which 14 compared the standard of nutritional therapy with and without the presence of a multidisciplinary team. The inadequate supply of nutrients, infection and metabolic complications and the excessive use of parenteral nutrition were the main problems detected in the supply of nutritional support to hospitalized patients. In the comparative studies, the presence of the multidisciplinary team improved the pattern of nutritional support, and reduced the incidence of complications and the costs.

Indexing terms: nutritional support, malnutrition, enteral nutrition, parenteral nutrition, intensive care unit.


 

 

INTRODUÇÃO

Mesmo com os avanços da terapia nutricional e metabólica nas últimas décadas, a desnutrição continua sendo comum em pacientes hospitalizados, com prevalência variando entre 30% e 65% nos diferentes estudos1-3, e podendo estar presente no momento da admissão hospitalar ou desenvolver-se no decorrer da internação.

Em estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE), observou-se que aproximadamente 30% dos pacientes hospitalizados tornavam-se desnutridos nas primeiras 48 horas de internação. Em três a sete dias esse porcentual aumentava em 15%, chegando a 60% depois de quinze dias de internação2.

Pacientes com infecções graves, traumatismos ou em pós-operatório de grandes cirurgias são particularmente vulneráveis a desenvolver desnutrição. Ingestão diminuída, restrição de oferta hídrica, instabilidade hemodinâmica, diminuição da absorção e interação droga-nutriente3 podem ser situações de risco nutricional1. Além desses fatores, a pouca atenção dos profissionais de saúde ao cuidado nutricional - levando à indicação inadequada, à falta de avaliação nutricional e à monitoração pouco freqüente - é comumente observada e pode contribuir para a desnutrição1-3.

Dada a complexidade dos fatores envolvidos na monitoração do paciente hospitalizado e no tratamento da desnutrição hospitalar, a formação de uma equipe multidisciplinar pode ser fundamental para assegurar atenção adequada aos pacientes hospitalizados4-6. O trabalho conjunto de especialistas com formações distintas permite integrar, harmonizar e complementar os conhecimentos e habilidades dos integrantes da equipe para cumprir o objetivo proposto, que é o de identificar, intervir e acompanhar o tratamento dos distúrbios nutricionais4.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) regulamenta a formação de Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN), obrigatória nos hospitais brasileiros. Essa regulamentação é regida pelas portarias 272 (Regulamento Técnico de Terapia de Nutrição Parenteral) e 337 (Regulamento Técnico de Terapia de Nutrição Enteral). Fazem parte das atribuições da EMTN: definir metas técnico-administrativas, realizar triagem e vigilância nutricional, avaliar o estado nutricional, indicar terapia nutricional e metabólica, assegurar condições ótimas de indicação, prescrição, preparação, armazenamento, transporte, administração e controle dessa terapia; educar e capacitar a equipe; criar protocolos, analisar o custo e o benefício e traçar metas operacionais da EMTN7,8.

Na maioria dos hospitais brasileiros, a EMTN funciona como uma equipe de apoio, ou seja, a equipe assistencial conduz o doente, e a EMTN, por sua vez, estabelece diretrizes gerais e protocolos de conduta nutricional. Em outros hospitais, a EMTN tem atuação clínica avaliando diretamente os doentes mediante solicitação da equipe assistencial.

Em 1991, a ASPEN (Sociedade Americana de Nutrição Enteral e Parenteral) pesquisou 1.680 hospitais nos Estados Unidos, encontrando a presença de EMTN em apenas 29,0% deles. Um estudo realizado em 833 hospitais na Alemanha verificou que 5,6% contavam com a atuação da EMTN de forma satisfatória. No Reino Unido, a EMTN estava presente em 37,3% dos hospitais. No Brasil, a SBNPE, em 1997, pesquisando 232 hospitais dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, observou que apenas 20,0% tinham EMTN formada5.

Ao observar a importância da terapia nutricional em crianças internadas em Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos (UCIP), em 1992, um médico especialista na área iniciou o acompanhamento nutricional dos pacientes gravemente doentes no Hospital São Paulo. A partir de 1993, instituiu-se um programa de educação continuada para residentes e em 2001 foi implantada a equipe multidisciplinar com médicos e nutricionistas para o acompanhamento diário e sistemático da evolução nutricional dos pacientes internados na unidade.

Por meio de revisão criteriosa da literatura, procurou-se identificar os problemas inerentes à administração da terapia nutricional aos pacientes hospitalizados e verificar o impacto da atuação da equipe multidisciplinar na qualidade desse procedimento.

Foram utilizadas as bases de dados Pubmed e Lilacs, para revisão bibliográfica, tendo sido pesquisados estudos publicados de 1980 a 2004 referentes à atuação da equipe multidisciplinar em hospitais e principalmente em pacientes sob cuidados intensivos. Procurou-se identificar estudos que comparassem grupos de pacientes com e sem monitoração de equipe multidisciplinar e os que relatavam a atuação dessa equipe na área clínica. Os termos utilizados para a busca foram: "multidisciplinary team", "nutritional support", "parenteral nutrition", "enteral feeding", "critically ill", "intensive care unit", "critically ill child'.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram identificados inicialmente 130 estudos, dos quais foram selecionados 24 por atenderem aos critérios desta pesquisa. Desses, 14 eram estudos comparativos e somente um foi feito com pacientes pediátricos.

Os estudos comparativos relatando o impacto da EMTN na qualidade da terapia nutricional e metabólica estão nos Anexos 1 e 2.

O suporte nutricional e metabólico adequado, principalmente em pacientes sob cuidados intensivos exige um planejamento que deve incluir avaliação e monitoramento sistemáticos do estado metabólico e nutricional. Contudo, freqüentemente são observadas falhas nesse aspecto. Estudos revelam que, quando não há monitoramento por EMTN a avaliação nutricional é feita em 3% a 7% dos pacientes hospitalizados. Já na presença dessa equipe, a avaliação ocorre em 37% a 68% dos doentes9-11.

Tais pacientes apresentam limitações de ingestão e absorção dos nutrientes, o que os coloca em risco nutricional. Existem métodos para repor ou suplementar as necessidades individuais, porém, quando usados de maneira imprópria, podem levar a complicações metabólicas, infecciosas e mecânicas. Os trabalhos que compararam a administração da terapia nutricional e metabólica, com ou sem a presença de uma equipe multidisciplinar, mostraram diminuição significante de complicações metabólicas9,12-15, redução da incidência de infecção10,12,14-16 e das complicações mecânicas12,14-16.

Além de redução das complicações, alguns estudos mostraram que a presença de equipe multidisciplinar aumentou a freqüência de avaliação nutricional9,10,17,18, proporcionou oferta mais adequada de nutrientes18, indicação mais apropriada de NP19,20 e diminuição de custos9,19-21.

Os estudos que relataram a diminuição do uso de NP e de custos não discriminaram se os pacientes estavam sob cuidados intensivos ou não9,19,20, e não informaram sobre as características clínicas dos pacientes estudados21, impedindo uma melhor conclusão sobre os resultados obtidos.

Para avaliar a eficácia do trabalho multi-disciplinar em um hospital britânico, Newton acompanhou durante um ano a qualidade no cuidado nutricional e a presença de complicações, a partir da formação de uma equipe multi-disciplinar. Nesse período foi observada redução significativa dos custos da NP, assim como de perdas por bolsas desprezadas e diminuição de prescrição inapropriada da TNP. Outro dado relevante deste estudo foi a redução de complicações infecciosas. Provavelmente isso ocorreu devido ao fato da NP ter sido administrada em via exclusiva e também ter sido monitorada por um membro treinado da equipe. Programas de educação continuada foram ministrados, podendo ser esse outro fator que contribuiu para os resultados favoráveis22.

Em estudo retrospectivo e multicêntrico em hospitais alemães, avaliou-se a prevalência e a estrutura da EMTN e verificou-se se havia diferença em relação à terapia nutricional entre os que contavam e os que não contavam com a equipe multidisciplinar. Concluiu-se que há baixa prevalência de EMTN na Alemanha e que nos hospitais que contavam com essas equipes houve redução do tempo de internação, da incidência de complicações, redução de custos, maior uso de nutrição enteral em relação à parenteral e redução da morbidade8.

Embora tenha havido progresso na qualidade da terapia nutricional ao longo do tempo, estudos revelam que a abordagem multidisciplinar tem se restringido principalmente à população adulta. Em crianças, especialmente no período neonatal, há maior necessidade de NP, atraso de crescimento secundário à prematuridade e intolerância à NE, fatores que tornam preocupante a ausência do cuidado multidisciplinar11.

No único estudo pediátrico comparativo levantado, a avaliação do padrão da terapia nutricional e metabólica em pacientes internados na unidade de cuidados intensivos de um hospital-escola detectou deficiências como falta de avaliação nutricional e metabólica, oferta inadequada de macro e micronutrientes e uso preferencial da via parenteral em relação à enteral, sendo na ocasião sugerida a criação de uma equipe multidisciplinar1. Após um programa de educação continuada para os médicos residentes, essas deficiências foram parcialmente solucionadas17, mas ainda assim foi reforçada a necessidade do acompanhamento multiprofissional.

Em que pesem os efeitos benéficos da equipe multidisciplinar na qualidade da terapia nutricional, nem todos os hospitais contam com uma equipe atuante. Estudos em países europeus têm revelado pouca aceitação da EMTN nos hospitais, fato atribuído ao possível aumento dos custos hospitalares2,8. Por outro lado, há evidências recentes que sugerem que a atuação de uma equipe multidisciplinar na nutrição parenteral é um fator de redução de custos hospitalares23.

Outro estudo retrospectivo em adultos que receberam NP durante sete meses comparou a qualidade da NP com e sem a presença de uma EMTN. Os resultados desse estudo revelaram redução significante de complicações por cateter venoso, maior freqüência de avaliação nutricional, uso do balanço nitrogenado e maior número de pacientes com necessidades nutricionais alcançadas10. Não houve diferença para complicações metabólicas e em relação à mortalidade. Alguns desses resultados podem não ser fidedignos, pois os grupos comparados eram heterogêneos do ponto de vista nutricional e, além disso, dizem respeito a pacientes gravemente doentes.

É oportuno ressaltar que a atuação dessa equipe nos hospitais em que a EMTN tem atuação direta no acompanhamento dos doentes, principalmente na área específica de cuidados intensivos, é um fato inovador e requer tempo para adaptação do corpo clínico envolvido no cuidado dos pacientes. Inicialmente podem ocorrer problemas de aceitação da EMTN por parte da própria equipe assistencial, o que pode prejudicar o trabalho e a qualidade da atenção ao doente. Para a atuação ser efetiva, é necessária a convivência harmoniosa entre essa equipe e o corpo clínico e assistencial. Por vezes, a equipe assistencial, responsabilizada pelo acompanhamento diário dos pacientes, pode se sentir insatisfeita frente às mudanças nas rotinas. Esse seria um dos motivos para a não aceitação da EMTN.

A pouca informação sobre nutrição durante a graduação profissional pode acarretar desinteresse por essa área e provavelmente aumentar a chance de indicação inadequada da terapia nutricional. Essa observação pode ser estendida ao nutricionista, que habitualmente não tem experiência com o uso de NP. Há também deficiência quantitativa no quadro de nutricionistas atuando na área clínica, com conseqüente prejuízo na assistência nutricional.

Pesquisa feita pela British Association of Parenteral Enteral Nutrition (BAPEN) em 1996 revelou que apenas 29% dos farmacêuticos têm atuação na área de nutrição clínica. Essa deficiência pode, por sua vez, favorecer o aumento da ocorrência de incompatibilidades droga-nutriente, evento que exige atenção especial, principalmente em pacientes que estão em uso concomitante de diversos medicamentos. A incompatibilidade droga-nutriente pode diminuir a absorção ou até inativar medicamentos24.

Há que se considerar também a pouca ênfase ao trabalho em equipe durante a graduação e pós-graduação; o trabalho em conjunto deveria ser mais explorado ao formar os profissionais que irão para o ensino e para a assistência24,25. Ao perceber a necessidade de profissionais aptos a exercerem a prática clínica, relacionando-a aos avanços da pesquisa, uma universidade americana criou o doutorado em nutrição clínica. O programa de doutorado habilita o pós-graduando a trabalhar na prática clínica juntamente à pesquisa25. Essa estratégia poderia melhorar os modelos assistenciais que priorizam o trabalho em equipe, refletindo no ensino, pesquisa e na assistência em geral.

Embora alguns estudos tenham confirmado a necessidade e os benefícios da presença da EMTN na terapia nutricional de pacientes hospitalizados11,26, as dificuldades na implantação dessa equipe têm sido a falta de informação e de recursos disponíveis, as questões de política hospitalar e a pouca aceitação por parte da equipe assistencial, além das próprias dificuldades relacionadas à gravidade dos pacientes em estado crítico.

Esta revisão da literatura permitiu concluir que há falhas na terapia nutricional de pacientes hospitalizados e que a presença de uma equipe multidisciplinar pode reduzir as deficiências nutricionais, as complicações e os custos.

O processo de implantação dessa equipe deve ser gradual e as dificuldades deverão ser resolvidas pela informação e pela educação continuada em nutrição. As informações devem ser transmitidas e trabalhadas em conjunto com os profissionais das diversas áreas, de modo a favorecer a integração de todos os envolvidos no cuidado do paciente. A aplicação de protocolos, a integração e a colaboração entre os membros da equipe multidisciplinar e a equipe assistencial já existente no serviço na solução dos problemas devem se incorporar à rotina de trabalho, contribuindo assim para a melhoria na qualidade da assistência prestada aos doentes.

 

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Recebido para publicação em 25 de setembro de 2003 e aceito e 23 de agosto de 2004.

 

 

1 Correspondência para/Correspondence to: H.P. LEITE. E-mail: <bri1259@terra.com.br>.

 

 

 

 

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