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Revista de Nutrição

Print version ISSN 1415-5273

Rev. Nutr. vol.22 no.5 Campinas Sept./Oct. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1415-52732009000500006 

ORIGINAL ORIGINAL

 

Análise das práticas de alimentação de prematuros em maternidade pública no Rio de Janeiro

 

Analysis of preterm infant feeding practices in a public maternity hospital of Rio de Janeiro, Brazil

 

 

Cristina Ortiz ValeteI; Rosely SichieriII; Daniela Paes Leme PeyneauIII; Lívia Frankenfeld de MendonçaIII

IUniversidade Federal Fluminense, Departamento Materno Infantil. R. Marquês do Paraná, 303, 3º andar, 24303-900, Niterói, RJ, Brasil. Correspondência para/Correspondence to: C.O. VALETE. E-mail: <cristina.ortiz@ig.com.br>
IIUniversidade do Estado do Rio de Janeiro, Instituto de Medicina Social. Niterói, RJ, Brasil
IIIHospital Geral de Bonsucesso, Unidade de Terapia Intensiva Infantil. Bonsucesso, RJ, Brasil

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar as práticas precoces de alimentação e o tipo de dieta de prematuros na alta hospitalar.
MÉTODOS: Estudo descritivo, a partir de uma coorte retrospectiva de dois anos, com 203 prematuros com peso menor que 1 500g, na maternidade do Hospital Geral de Bonsucesso, Rio de Janeiro. Foram avaliadas as seguintes práticas: dias para início de dieta enteral, dias para atingir a dieta enteral plena, dias para início e tempo de uso de nutrição parenteral e o tipo de dieta na alta hospitalar.
RESULTADOS: O tempo médio para início de dieta enteral foi de 6,5 dias (IC95% 6,0-7,2), enquanto para atingir a dieta enteral plena levou-se, em média, 18,9 dias (IC95% 17,6-20,3). A média de dias para início de nutrição parenteral foi de 2,8 dias (IC95% 2,6-3,0) e o tempo de uso de nutrição parenteral foi de 10,8 dias (IC95% 9,7-11,9). As práticas se associaram, sendo encontrada a maior correlação entre dias para atingir dieta plena e dias de uso de nutrição parenteral (Pearson=0,69). Quanto menor o peso de nascimento, maior o tempo para início de dieta enteral, para atingir a dieta enteral plena e de uso de nutrição parenteral. Para o início de nutrição parenteral, não foi observada esta tendência. Na alta, o tipo de dieta mais freqüente foi o aleitamento complementado (61,6%), seguido da alimentação artificial (26,1%) e do aleitamento materno exclusivo (12,3%).
CONCLUSÃO: Este estudo revelou que há demora em iniciar a alimentação de prematuros. A proporção total de aleitamento na alta foi de 74%. Esforços merecem ser envidados para alimentar precocemente e promover o aleitamento materno nestes pacientes.

Termos de indexação: Alimentação. Grupos de risco. Prematuro.


ABSTRACT

OBJECTIVE: This study analyzed the early feeding practices and the type of diet at discharge of preterm infants.
METHODS: This descriptive, retrospective two-year cohort study included 203 preterm infants (weight< 1 500g) from the Bonsucesso General Hospital, Rio de Janeiro. The following practices were analyzed: days to start enteral feeding, days to achieve full enteral feeding, days to start and duration of parenteral nutrition and also, type of diet at discharge.
RESULTS: The mean time to start enteral feeding was 6.5 days (CI 95% 6.0-7.2); to achieve full enteral feeding, 18.9 days (CI 95% 17.6-20.3); to start parenteral nutrition, 2.8 days (CI 95% 2.6-3.0). Parenteral nutrition lasted 10.8 days (CI 95% 9.7-11.9). The feeding practices were associated and the highest correlation occurred between days to achieve full enteral feeding and duration of parenteral nutrition (Pearson=0.69). The length of time to start enteral feeding, achieve full enteral feeding and use of parenteral nutrition increases with decreasing birth weight. This trend was not observed for time to start parenteral nutrition. At discharge, the most common feeding practices were mixed feeding (61.6%) followed by formula feeding (26.1%) and exclusive breastfeeding (12.3%).
CONCLUSION: This study showed that there is a delay in starting to feed preterm infants. Total breastfeeding proportion at discharge was 74.0%. Efforts are necessary to start feeding these patients sooner and promote breastfeeding.

Indexing terms: Feeding. Risk groups. Infant, premature.


 

 

INTRODUÇÃO

A nutrição de prematuros e em especial daqueles de menor peso ao nascer tem sido objeto de muitos estudos. Este interesse advém do fato de o período neonatal representar uma fase crítica para o crescimento e desenvolvimento do ser humano e a nutrição nesta fase poder ter repercussões ao longo da vida adulta1-3.

O crescimento do prematuro é particularmente vulnerável, sendo este determinado geneticamente e modulado por fatores ambientais, emocionais, nutricionais e hormonais. O suporte nutricional precoce de prematuros é essencial para melhorar a sobrevida, reduzir o catabolismo e promover o crescimento destes4. A orientação alimentar de prematuros é razoavelmente bem estabelecida na literatura internacional e preconiza o uso precoce de nutrição parenteral e de dieta enteral mínima. A estratégia é iniciar nutrição parenteral nas primeiras horas de vida, associada à pequena quantidade de dieta enteral ainda no primeiro ou segundo dia. Contudo, mesmo nos países desenvolvidos há descrição de que na prática, a adesão aos protocolos clínicos está longe do ideal5.

Assim, o objetivo deste trabalho foi analisar as práticas precoces de alimentação e o tipo de dieta na alta hospitalar de recém-nascidos prematuros com peso de nascimento <1 500g em unidade pública de alto risco no Rio de Janeiro.

 

MÉTODOS

Este é um estudo descritivo cujos dados fazem parte de um estudo de coorte que avaliou retrospectivamente os recém-nascidos prematuros com peso menor que 1 500g, nascidos no período de junho de 2002 a junho de 2004 em maternidade do Hospital Geral de Bonsucesso, Rio de Janeiro. Foram incluídas todas as crianças com peso ao nascer menor que 1 500g e idade gestacional menor que 37 semanas. Os critérios de exclusão foram: presença de malformações congênitas graves, óbito no primeiro dia de vida ou infecções congênitas confirmadas laboratorialmente.

A população do estudo compreendeu 203 recém-nascidos. Os dados foram coletados de prontuário por duas pediatras treinadas. A idade gestacional foi estimada pelo método modificado de Ballard6. A classificação do recém-nascido, segundo o peso de nascimento e a idade gestacional, foi definida segundo Alexander et al.7. A gravidade inicial de cada paciente foi avaliada pelo Clinical Risk Index for Babies-CRIB8 e pelo Apgar de 5º minuto. Foram registradas as seguintes morbidades: sepse (manifestações clínicas associadas à hemocultura e/ou líquor positivos), enterocolite necrosante (critérios de Bell) et al.9, displasia broncopulmonar (critérios do National Institute of Childhood Health and Development) e persistência do canal arterial (diagnóstico clínico e ecocardiográfico).

A rotina de alimentação da Unidade Neonatal preconiza o início precoce de dieta enteral (nas primeiras 72 horas de vida) e sua progressão diária não ultrapassa 20mL/kg/dia. A preferência é o leite cru e, na ausência deste, fórmula láctea para prematuro. O início da dieta parenteral é recomendado nas primeiras horas de vida. A Unidade não dispõe de Banco de Leite Humano.

Foram avaliadas as seguintes práticas de alimentação: dias para início de dieta enteral, dias para atingir a dieta enteral plena (100kcal/kg/dia), dias para início e tempo de uso de nutrição parenteral. O tipo de dieta na alta hospitalar foi caracterizado da seguinte forma: aleitamento materno exclusivo, alimentação artificial e aleitamento materno complementado, segundo a nomenclatura da Organização Mundial de Saúde (OMS)10.

Foram calculadas proporções, médias e respectivos Intervalos de Confiança (IC) de 95% ou Desvio-Padrão (DP). Para diferenças entre médias foi aplicado o teste t de Student e para diferenças de proporções, o teste do Qui-quadrado. Foi utilizada como recurso estatístico a Análise de Variância (ANOVA), com cálculo da estatística F, para avaliar diferenças entre mais de duas médias; a correlação entre as práticas foi considerada segundo o coeficiente de Pearson. O valor considerado para significância estatística foi de p<0,05. O programa Stata versão 8.0 (Stata Corporation; Texas, EUA, 2003) foi utilizado para as análises estatísticas.

Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Geral de Bonsucesso (Parecer 18/04).

 

RESULTADOS

Trinta e dois por cento da amostra (65/203) foi representada por recém-nascidos de extremo baixo peso ao nascer (<1000g) e 56% nasceram de parto cesáreo (113/203). O tempo médio de internação foi de 59 dias (DP=32,1). O peso de nascimento das meninas foi maior que o dos meninos (Tabela 1).

A distribuição das práticas de alimentação analisadas encontra-se na Tabela 2. Aplicando o coeficiente de correlação de Pearson, observou-se que as seguintes práticas se correlacionaram: dias para atingir dieta plena e dias de uso de nutrição parenteral (p=0,69), dias para início de dieta enteral e dias para atingir dieta plena (p=0,60), dias para início de dieta enteral e dias de uso de nutrição parenteral (p=0,58).

 

 

As práticas de alimentação por grupos de peso de nascimento (0-de 501 a 749g; 1-de 750 a 999g; 2-de 1 000 a 1 249g; 3-de 1 250 a 1 499g) revelaram que, quanto menor o peso de nascimento, maior o tempo para o início da alimentação, exceto para o início de nutrição parenteral (Figura 1). A avaliação das práticas de alimentação pela ANOVA evidenciou que as diferenças entre os grupos foram as seguintes: dias para início de dieta enteral (F=6,28; p<0,001), dias para atingir dieta plena (F=11,0; p<0,001), dias para início de nutrição parenteral (F=0,53; p=0,662), dias de uso de nutrição parenteral (F =11,89; p<0,001).

As morbidades investigadas, quando pre sentes, associaram-se a valores médios maiores das práticas de alimentação, exceto para dias de início de nutrição parenteral. Não foi observada diferença em dias para início de dieta enteral entre crianças pequenas ou adequadas para a idade gestacional (Tabela 3).

Na alta hospitalar o tipo de dieta mais freqüente foi o aleitamento complementado, que correspondeu a 61,6% (125/203), seguido da alimentação artificial, 26,1% (53/203) e do aleitamento materno exclusivo, sendo este menos freqüente, 12,3% (25/203). A distribuição deste tipo de dieta por grupos de peso de nascimento pode ser observada na Tabela 4.

 

DISCUSSÃO

Observou-se que as práticas de alimentação estudadas apresentaram valores de tendência acima do recomendado pela literatura5. O estudo colaborativo de Kuzma-O'Reilly11, em 2003, evidenciou que, na prática, recém-nascidos prematuros com peso de 750 a 1 000g, internados em unidades de terapia intensiva, recebiam a primeira dieta enteral aos 10 dias e atingiam dieta enteral plena aos 25 dias de vida. No presente estudo os prematuros foram alimentados por volta do sexto dia e atingiram dieta enteral plena aos 19 dias. Este resultado aproxima-se mais do valor preconizado, embora possa melhorar12. Diferenças na gravidade dos pacientes poderiam explicar o melhor resultado do presente estudo.

A correlação observada entre as práticas de alimentação representa um resultado esperado e relatado na literatura13-15; na medida em que o tempo para início de dieta enteral aumenta, mais tempo é necessário para atingir a dieta enteral plena. Como a progressão da dieta enteral segue uma velocidade máxima de incremento diário, isto pode explicar esta correlação. Quanto maior o tempo para atingir a dieta enteral plena, maior é o tempo de uso de nutrição parenteral. Esta correlação se justifica, uma vez que a nutrição parenteral somente é suspensa na medida em que a dieta enteral progride bem.

Ao analisar as práticas de alimentação segundo o peso de nascimento, observou-se que quanto menor o peso do prematuro, maior o tempo de espera para o início da alimentação enteral, para atingir a dieta plena e de uso de nutrição parenteral. Estes resultados estão de acordo com a literatura, embora a meta fosse um início mais precoce16. Para o início da nutrição parenteral, esta tendência não foi observada, revelando pouca variação entre os grupos de peso. Isto revelou que esta prática foi iniciada o quanto antes para todas as crianças com indicação, independentemente do peso12.

Neste estudo, não houve diferença no tempo para o início da dieta enteral entre crianças pequenas e adequadas para a idade gestacional. Isto revela o abandono de uma prática antiga de retardar o início da dieta para estas crianças, em virtude do possível risco de enterocolite necrosante17. Este risco tem sido, ao longo dos anos, o argumento para o atraso no início da alimentação destas crianças, embora não haja evidência que sustente esta prática. De fato, esta doença pode ocorrer mesmo em crianças em jejum, alimentadas por via parenteral18.

Ao longo da internação, diferentes tipos de dieta podem ser administrados aos prematuros. A dificuldade em manter o aleitamento destes tem sido descrita19. No presente estudo esta dificuldade foi ainda maior, pela ausência de uma unidade Canguru e de Banco de Leite Humano. Contudo, foi observado que, na alta hospitalar, mais da metade dos prematuros encontrava-se em aleitamento complementado. Tendo em vista que manter a lactação nestas situações de risco é bastante trabalhoso, há dois anos foram sugeridos 10 passos para a promoção e proteção do aleitamento para crianças vulneráveis20. Vale ressaltar que, na Unidade em estudo, as puérperas são orientadas sobre a importância do leite humano.

Quando se compara o tipo de dieta na alta hospitalar por grupo de peso de nascimento, observa-se que, para todas as faixas de peso, cerca de 70% das crianças ainda encontravam-se em aleitamento, sendo que esta proporção foi de 80% na faixa de 1 250 a 1 499g. Este resultado está de acordo com literatura publicada na década de 8017. Contudo, estudo recente, realizado no Nairóbi, mostrou que é possível alcançar taxas um pouco mais elevadas, mesmo em recém-nascidos de muito baixo peso21.

Este estudo vem contribuir para um maior conhecimento acerca da alimentação de prematuros e revelou que há demora em iniciar a alimentação destes pacientes, na unidade em estudo. Esforços merecem ser envidados para reduzir paulatinamente esta demora. Além disso, a construção de protocolos nutricionais e a constituição de equipe de suporte nutricional têm sido sugeridas pela literatura11. A criação de um Banco de Leite Humano e de uma Unidade Canguru poderiam aumentar sobremaneira as taxas de aleitamento materno na alta.

COLABORADORES

C.O. VALETE participou de todos os estágios de confecção deste artigo, desde a concepção, a revisão da literatura até a redação e a revisão final do original. D.P.L. PEYNEAU e L.F de MENDONÇA colaboraram com a coleta, a montagem do banco de dados, a análise estatística e a leitura do original. R. SICHIERI colaborou com a concepção, a análise estatística e a leitura do original.

 

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Recebido em: 10/10/2007
Versão final reapresentada em: 16/7/2008
Aprovado em: 8/10/2008

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