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Revista de Nutrição

Print version ISSN 1415-5273

Rev. Nutr. vol.25 no.6 Campinas Nov./Dec. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1415-52732012000600009 

REVISÃO | REVIEW

 

Baixo peso ao nascer e proficiência motora em crianças: uma revisão sistemática

 

Low birth weight and motor proficiency in children: a systematic review

 

 

Aline Kety Maria de SiqueiraI; Carol Góis LeandroI

IUniversidade Federal de Pernambuco, Centro Acadêmico de Vitória, Núcleo de Educação Física e Ciências do Esporte. R. Alto do Reservatório, s/n., Bela Vista, 55608-680, Vitória de Santo Antão, PE, Brasil. Correspondência para/Correspondence to: AKM SIQUEIRA, E-mail: alinsiq@hotmail.com

 

 


RESUMO

O objetivo deste trabalho foi analisar estudos que associam o baixo peso ao nascer e a proficiência motora em crianças com idade entre um e dez anos. A revisão sistemática da literatura foi realizada em base de dados eletrônica e lista de referência dos artigos publicados. Foram utilizados os seguintes descritores na língua inglesa: "infant low birth weight", "infant very low birth weight", "infant extremely low birth weight", "motor skills", "psychomotor performance", "child development", "human development", "growth & development", "growth" e "fetal development". A análise dos estudos envolveu leitura de títulos, resumos e textos completos. No total, 18 artigos foram lidos na íntegra; apenas dois estudos tiveram delineamento longitudinal; e os demais estudos eram transversais. As crianças avaliadas tinham idade entre 9 meses e 9 anos. Na avaliação do desenvolvimento motor, há ampla utilização de instrumentos já padronizados, que avaliam habilidades motoras grossas e finas de maneira quantitativa.Os resultados dos estudos apontam que crianças nascidas com peso abaixo de 2.500g apresentam algum tipo de deficit motor. As habilidades mais afetadas foram as habilidades motoras finas e o equilíbrio. O peso ao nascer é uma variável que deve ser considerada nos estudos sobre o desenvolvimento de habilidades motoras básicas das crianças.

Termos de indexação: Crescimento e desenvolvimento. Criança. Destreza motora. Peso ao nascer.


ABSTRACT

The main goal of the present study was to review studies that associate low birth weight and motor proficiency in children aged 1 to 10 years. An electronic database and reference lists of the published papers were used for collecting articles and a systematic review of the literature was done. The following keywords were used: "infant low birth weight", "infant very low birth weight", "infant extremely low birth weight", "motor skills", "psychomotor performance", "child development", "human development", "growth & development", "growth" and "fetal development". Study analysis included reading the titles, abstracts and manuscripts. Of a total of 18 papers, only two had a longitudinal design while 16 had a cross-sectional design. The children were aged between 9 months and 9 years. Motor development was assessed by using standardized instruments for assessing fine and gross motor skills in a quantitative way. The studies showed that low birth weight children (weighing less than 2,500g) have some type of motor deficit. The most affected skills were fine motor skills and balance. Birth weight should be considered an important variable in studies on the development of basic motor skills in children.

Indexing terms: Growth and development. Child. Motor skill. Birth weight.


 

 

INTRODUÇÃO

O crescimento fetal é o resultado da interação entre o genoma do próprio feto e do meio ambiente intrauterino. Essa interação parece indicar a existência de uma plasticidade durante o desenvolvimento1-3. No sentido mais estrito, a plasticidade durante o desenvolvimento é entendida como a propriedade de um determinado genótipo produzir diferentes fenótipos em resposta a distintas condições do ambiente4. O feto humano responde à desnutrição, à exposição a hormônios (glicocorticoides)5,6, à ação de fármacos (anti-depressivos)7, à disfunção placentária e a outras influências adversas, alterando a trajetória de seu desenvolvimento e diminuindo o crescimento8.

O reduzido crescimento corporal no nascimento não é visto como causador de consequências a longo termo, mas como marcador de uma resposta adaptativa fetal para uma limitação no ambiente intrauterino, resultando em mudanças nos tecidos e órgãos em desenvolvimento9. As mudanças, necessariamente, não se evidenciam no nascimento, mas podem resultar em respostas perturbadas na vida mais tarde9. Nesse sentido, o baixo peso ao nascer pode ser entendido como marcador de alguma consequência adversa no ambiente fetal8.

A World Health Organization10 classifica as crianças em três categorias quanto ao peso de nascimento: Peso Normal ao Nascer (PNN), com um peso maior que 2.500g; Baixo Peso ao Nascer (BPN), com um peso menor que 2.500g; Muito Baixo Peso ao Nascer (MBPN), com um peso menor que 1500g; Extremo Baixo Peso ao Nascer (EBPN), com um peso menor que 1.000g10. Tomando como base o peso ao nascer, recentes estudos longitudinais têm investigado o deficit motor ao longo do desenvolvimento em crianças nascidas com MBPN, BPN11 e EBPN12. Os resultados mostraram que a permanência dos deficits motores durante a infância pode estar inversamente associada ao peso ao nascer. Por exemplo, Datar & Jacknowitz11 não verificaram permanência dos deficits motores durante o desenvolvimento em crianças que nasceram com MBPN e BPN. Entretanto, Goyen & Lui12 concluíram que as crianças que nasceram com EBPN continuaram apresentando deficits motores entre as avaliações.

O desenvolvimento motor de crianças tem sido avaliado por meio de testes padronizados que são aplicados de acordo com a idade das crianças. O Movement Assessment Battery Children (MABC) avalia habilidades motoras finas e grossas e foi criado com o objetivo de identificar crianças com transtorno do desenvolvimento da coordenação13. O Test of Gross Motor Development (TGMD) é um teste que avalia as habilidades motoras fundamentais das crianças14. Outro teste bastante utilizado é o Körperkoordination Test für Kinder (KTK), que avalia a coordenação corporal de crianças e foi criado com o objetivo de identificar crianças com problemas motores15.

Portanto, sabe-se que existe uma variabilidade entre os instrumentos de avaliação do desenvolvimento motor e a classificação do peso ao nascer. Assim, o objetivo do presente estudo foi analisar os estudos que associam o baixo peso ao nascer e a proficiência motora em crianças com idade entre um e dez anos.

 

MÉTODOS

A busca foi realizada em base de dados eletrônica (Scopus e Science Direct), e a seleção dos descritores utilizados na revisão foi feita mediante consulta aos Descritores de Assunto em Ciências da Saúde da Bireme (DECs), usando termos em português e seus correlatos em inglês. Nas buscas, foram considerados os seguintes descritores: "infant low birth weight", "infant very low birth weight", "infant extremely low birth weight", "motor skills", "psychomotor performance", "child development", "human development", "growth & development", "growth" e "fetal development". Recorreu-se à lógica booleana para realizar a combinação dos descritores e termos utilizados para a localização das publicações. A análise dos estudos envolveu leitura de títulos, resumos e textos completos.

O critério de seleção incluiu publicações com as seguintes características: (a) artigos originais cujo tema é o baixo peso ao nascer da criança, com idade entre um e dez anos, relacionado à sua proficiência motora na infância; (b) artigos publicados entre 1990 e maio de 2011; (c) artigos originais e disponíveis na íntegra; (d) artigos que apresentassem amostra com crianças. Foram incluídos artigos que haviam sido citados nas listas de referências dos artigos selecionados que preencheram os critérios. Artigos com amostra composta por crianças deficientes foram excluídos.

Na avaliação dos artigos, foram observa-dos os seguintes pontos: (1) faixa etária da amostra avaliada; (2) classificação do peso ao nascer (baixo peso; muito baixo peso e extremo baixo peso ao nascer); (3) instrumento utilizado na avaliação do desenvolvimento motor; (4) periódico no qual o artigo foi publicado (conforme o critério Qualis da Capes).

 

RESULTADOS

Mediante o cruzamento dos descritores, foram encontrados 1.294 artigos (Scopus = 691 e Science Direct = 603). A seleção inicial foi realizada por meio da leitura dos títulos e posterior leitura do resumo. Nessa etapa, foram escolhidos 76 artigos que poderiam atender aos critérios de inclusão. Após a avaliação dos resumos, os artigos que preenchiam todos os critérios de inclusão foram lidos na íntegra. Nessa segunda etapa, 15 artigos preencheram os critérios de inclusão estabelecidos. Durante a busca, encontrou-se um artigo publicado no ano de 1989, que foi incluído uma vez que preenchia todos os outros itens do critério de inclusão: totalizaram-se, portanto, 16 artigos. Na avaliação das listas de referências citadas nos artigos, foram localizados mais dois: assim, 18 artigos foram lidos na íntegra.

No Anexo 1, são apresentadas informações gerais sobre os 18 artigos selecionados. Destes, sete foram publicados em periódicos com Qualis "A2" na área de Medicina II16-22. Apenas dois estudos tiveram delineamento longitudinal (Datar & Jacknowitz11; Goyen & Lui12): as crianças avaliadas tinham idade entre nove meses e nove anos; cinco estudos não apresentaram grupo—controle11,12,18,19,23. Com relação ao peso de nascimento investigado, os estudos se concentram mais em crianças que apresentaram extremo baixo peso ao nascer (EBPN <1.000g)16,17,19,20,22,24-26 e muito baixo peso ao nascer (MBPN <1.500g)11,18,20,21,23,27 seguidos pelo baixo peso ao nascer (BPN >1.500g)11,28-31. Apenas dois estudos (Datar & Jacknowitz11; Keller et al.20) realizaram comparações entre as classificações de baixo peso ao nascer e crianças com peso normal ao nascer (PNN >2.500g).

Na avaliação do desenvolvimento motor, há ampla utilização de instrumentos já padronizados que avaliam habilidades motoras grossas e finas de maneira quantitativa (Anexo 2). Apesar de terem usado instrumentos padronizados que avaliam quantitativamente as habilidades motoras, Lee et al.27 e Sommerfelt et al.31 não empregaram os escores padrão por causa da diferença cultural das amostras. Apenas dois estudos (Burns et al.25; Schmidhauser et al.18) utilizaram instrumentos que avaliam as habilidades de forma quantitativa e qualitativa. Já nos estudos de Yliherva et al.30 e Karimi et al.28, foram utilizados questionários que avaliam as habilidades motoras de forma indireta.

Os resultados dos estudos apontam que crianças nascidas com peso abaixo de 2.500g apresentam algum tipo de deficit motor. As habilidades mais afetadas foram as habilidades motoras finas e o equilíbrio. Os estudos longitudinais mostraram divergência nos resultados quanto à permanência do deficit motor ao longo do desenvolvimento. Datar & Jacknowitz11 encontraram que os efeitos do MBPN e BPN desapareceram quando as crianças foram reavaliadas aos dois anos de idade. Já os resultados encontrados por Goyen & Lui12 apontam que as crianças continuam apresentando deficit motor quando reavaliadas aos cinco anos de idade.

 

DISCUSSÃO

O desenvolvimento intrauterino humano é resultante de fatores combinados como gravidez múltipla, funcionamento da placenta no útero, tamanho do corpo, idade e dieta materna9,32. Em respostas aos estímulos ambientais, o feto pode reduzir o crescimento, alterar seu metabolismo, a produção de hormônio, e sensibilidade dos tecidos aos hormônios, que podem levar a alterações nos ajustes fisiológicos e metabólicos9. Hui et al.33 verificaram que quanto menor o peso ao nascer das crianças, maior eram o crescimento na idade de zero a três meses e o índice de massa corporal aos 7 anos de idade, quando comparadas às crianças nascidas com peso normal. Batenburg-Eddes et al.34 verificaram que fetos com menor peso corporal ou com o crescimento assimétrico tinham maior probabilidade de apresentarem deficits no desenvolvimento neuromotor na infância. Portanto, a condição ambiental no início da vida tem impacto significativo em vários aspectos do desenvolvimento fetal32,35,36.

Os resultados dos estudos analisados indicam que as crianças nascidas com baixo peso apresentam deficit motor quando comparadas a crianças nascidas com peso normal. No entanto, poucos estudos fazem comparações entre as classificações de baixo peso ao nascer, a fim de verificar a severidade dos prejuízos causados, em parte, pela presença da variável baixo peso ao nascer. Os estudos que fazem comparações entre as classificações de baixo peso ao nascer indicam que quanto menor o peso ao nascer, maior é o prejuízo no desenvolvimento motor da criança.

Uma restrição metodológica encontrada nos estudos analisados é com relação à variabilidade de instrumento utilizado na avaliação da proficiência motora das crianças. De maneira geral, os estudos utilizam instrumentos já padronizados e não citam a validação dos instrumentos na população investigada, situação que pode comprometer a adequabilidade das tabelas normativas que levam ao cálculo do desempenho motor37. Para a avaliação do desenvolvimento motor é fundamental que o avaliador conheça a dinâmica desse processo, e utilize instrumentos válidos e fidedignos para populações específicas14. Além da avaliação quantitativa do desenvolvimento motor, é importante a realização da avaliação qualitativa dos aspectos gerais do movimento, uma vez que esse tipo de avaliação pode refletir a maturidade e a integridade do sistema nervoso central e pode ajudar no diagnóstico de transtornos de desenvolvimento38.

Outro aspecto importante a considerar é que a idade gestacional pode induzir prematuridade, que por si só é responsável pelo deficit motor. De fato, alguns outros fatores (idade gestacional, milleu hormonal, desnutrição, tabagismo, fármacos) durante a gestação podem também induzir a prematuridade e repercutir em deficit motor ao longo do desenvolvimento1,16,17. Contudo, o presente estudo tem como objetivo focar a relação existente entre o baixo peso ao nascer e o desenvolvimento motor.

Os estudos longitudinais foram controversos quanto à permanência do deficit motor em crianças com baixo peso ao nascer. É possível que o espectro de problemas se altere com o desenvolvimento, e mais estudos longitudinais sejam necessários para se entender esse processo21. É importante distinguir crianças com atrasos motores daquelas com prejuízos permanentes; essa diferença tem implicações para o tratamento e para o prognóstico das crianças com baixo peso ao nascer24. Além do acompanhamento longitudinal da criança, é fundamental o conhecimento da interferência das variáveis biológicas e ambientais sobre o desenvolvimento motor.

Apenas um estudo, de caráter transversal, foi realizado no Brasil com crianças pequenas, com idade de dois anos. A variabilidade dos instrumentos, das populações e da determinação do baixo peso ao nascer dificultam a extrapolação dos resultados para as investigações realizadas no Brasil. Pouco se conhece sobre o desenvolvimento motor de crianças brasileiras nascidas com baixo peso, visto que nenhum levantamento com abrangência nacional foi realizado até o momento.

Diante dos resultados encontrados, conclui-se que quanto menor for o peso ao nascer, maiores serão os deficits provocados nas habilidades motoras básicas das crianças. No entanto, os estudos não abordam a intensidade do dano causado no desenvolvimento motor de acordo com as várias classificações de baixo peso ao nascer. Não está claro, também, se essas crianças apresentam deficits motores permanentes ao longo do desenvolvimento. Portanto, para preencher essas lacunas, é necessário que sejam realizados mais estudos longitudinais e que se utilize mais de um instrumento na avaliação motora de crianças que nascem com baixo peso.

 

COLABORADORES

AKM SIQUEIRA realizou a pesquisa de todos os blocos de conteúdos, a estruturação, a redação e a edição final do manuscrito. CG LEANDRO participou da orientação, da estruturação e da edição final do artigo.

 

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Recebido em: 2/12/2011
Versão final em: 17/7/2012
Aprovado em: 5/9/2012

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