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Revista de Nutrição

Print version ISSN 1415-5273On-line version ISSN 1678-9865

Rev. Nutr. vol.28 no.6 Campinas Nov./Dec. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1415-52732015000600005 

Artigos Originais

Antropometria e composição corporal de recém-nascidos pré-termo na idade gestacional e no peso equivalente ao termo

Anthropometry and body composition of preemies at term age and term age weight

Letícia Duarte Villela1 

Fernanda Valente Mendes Soares1 

Andrea Dunshee de Abranches1 

Saint-Clair GOMES Junior1 

Maria Dalva Barbosa Baker Méio1 

Maria Elisabeth Lopes Moreira1 

1Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, Unidade de Pesquisa Clínica. Av. Rui Barbosa, 716, Bloco 2, Flamengo, 22250-020, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Correspondência para/Correspondence to: MEL MOREIRA. E-mail: <bebeth@iff.fiocruz.br>


RESUMO

OBJETIVO:

Analisar o crescimento e a composição corporal de recém-nascidos pré-termo na idade gestacional corrigida de termo e ao alcançarem um peso entre 3,0 e 3,5 kg.

MÉTODOS:

Estudo longitudinal, realizado no Instituto Fernandes Figueira, Rio de Janeiro, com 39 recém-nascidos pré-termo e que apresentaram muito baixo peso ao nascer. Medidas antropométricas e água corporal total foram avaliadas no primeiro, no sétimo e no dia da recuperação do peso de nascimento, na idade gestacional corrigida do termo e em torno de três semanas de idade gestacional corrigida (correspondente ao tempo de vida para alcançar um peso entre 3,0 e 3,5 kg). O grupo de referência foi constituído por 32 recém-nascidos a termo, adequados para a idade gestacional, avaliados no segundo dia de vida. Considerou-se restrição de crescimento o escore-Z menor do que -2 para peso, comprimento e perímetro cefálico.

RESULTADOS:

Na idade de termo, 71,8% dos recém-nascidos pré-termo apresentaram restrição do crescimento para peso, 61,5% para comprimento e 25,6% para perímetro cefálico. Com três semanas de idade gestacional corrigida, esses recém-nascidos apresentaram a prega cutânea tricipital e a circunferência abdominal estatisticamente maiores que o grupo de referência enquanto o comprimento e a porcentagem de água corporal total foram menores.

CONCLUSÃO:

Os recém-nascidos pré-termo apresentaram perfil antropométrico e de água corporal diferente dos recém--nascidos a termo, sugerindo acúmulo de gordura. Houve recuperação do crescimento entre a idade de termo e três semanas de idade corrigida, sendo mais evidente esse crescimento em relação ao perímetro cefálico e peso.

Palavras-Chave: Antropometria; Composição corporal; Prematuro; Recém-nascido

ABSTRACT

OBJECTIVE:

To analyze growth and body composition of preemies at term gestational age and when they reach a weight of 3.0 to 3.5 kg.

METHODS:

This longitudinal study was conducted at Instituto Fernandes Figueira, Rio de Janeiro, and included 39 preemies with very low birth weight. Anthropometric measurements and bioelectrical impedance analysis were performed in 5 occasions: days 1 and 7 after birth; at birth weight recovery; at term-corrected gestational age; and at around three weeks of corrected gestational age (age needed to reach a weight of 3.0 to 3.5 kg). A reference group comprising 32 term newborns, appropriate for gestational age, was evaluated at day 2 after birth. Growth restriction was defined as a Z-score below -2 for weight, length, and head circumference.

RESULTS:

At term age, 71.8% of the preemies presented growth restriction for weight, 61.5% for length, and 25.6% for head circumference. When the preemies reached three weeks of corrected gestational age, triceps skinfold thickness and abdominal circumference were greater than those of the reference group, and length and percent of total body water were lower.

CONCLUSION:

The anthropometric profile and total body water of preemies were different from those of term newborns, suggesting fat deposition. There was catch up growth between term age and three weeks of corrected gestational age, which was more evident for head circumference and weight.

Key words: Anthropometry; Body composition; Infant, premature; Infant, newborn

INTRODUÇÃO

Os recém-nascidos com idades gesta-cionais e pesos cada vez menores admitidos nas unidades de terapia intensiva e a preocupação com o desenvolvimento nos primeiros anos de vida fazem com que o crescimento pós-natal seja um tema em foco na neonatologia1-3.

O crescimento pós-natal de Recém-Nas-cidos Pré-Termo (RNPT) deve ser semelhante ao que ocorre intraútero, tanto na velocidade de crescimento como na composição corporal4-6. Apesar dessa recomendação, a restrição do cres-cimento pós-natal é uma realidade mundial, e estudos atuais sugerem uma nutrição precoce e agressiva do ponto de vista proteico-calórico como tentativa de evitá-la7-11. Entretanto, existe a preocupação com o crescimento acelerado no pe-ríodo pós-natal, que pode estar associado com o desenvolvimento da síndrome metabólica e doença cardiovascular na vida adulta12-16. Se-gundo Barker17, a alteração permanente no metabolismo corporal pode ter origem nas fases iniciais do desenvolvimento.

Em 2012, foi realizada uma metanálise que incluiu oito estudos e analisou a composição corporal de 733 RNPT e termo. Os autores veri-ficaram que os RNPT alcançaram a idade ges-tacional corrigida do termo com maior porcen-tagem de gordura corporal total e significativa redução da massa livre de gordura18. O melhor entendimento sobre crescimento pós-natal, res-trição e composição corporal pode ser um guia no tratamento nutricional dos RNPT, mas ainda são poucos os estudos que abordam o tema, prin-cipalmente na população brasileira.

O objetivo do estudo foi analisar o cresci-mento e a composição corporal de RNPT na idade gestacional corrigida de termo e com três semanas de idade gestacional corrigida (correspondente ao tempo de vida para os RNPT alcançarem um peso entre 3,0 e 3,5 kg).

MÉTODOS

Trata-se de um estudo longitudinal reali-zado com RNPT de muito baixo peso ao nascer, admitidos na Unidade de Terapia Intensiva Neona-tal do Instituto Nacional em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 2010. Os recém-nascidos a termo, adequados para a idade gestacional, foram incluídos como grupo de referência.

Foi considerado RNPT de muito baixo peso aquele com menos que 37 semanas de idade gestacional e peso menor que 1500 g ao nasci-mento e recém-nascido a termo aquele com a idade gestacional ao nascimento entre 37 e 41 semanas.

Para o cálculo da idade gestacional ao nas-cimento, foi utilizada a data da última mens-truação materna e, em caso desse dado não estar disponível, a ultrassonografia de primeiro trimes-tre ou a avaliação de Ballard, nessa ordem19. A idade gestacional foi corrigida no decorrer do estudo pelo acréscimo de semanas de vida pós--natal, e foi considerada idade gestacional cor-rigida de termo entre 37 e 41 semanas.

Foram excluídos os recém-nascidos com malformação congênita, síndrome genética, in-fecção congênita do grupo Toxoplasmosis, Rubella Cytomegalo Vírus, and Herpes (TORCH, Toxo-plasmose, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes), filhos de mães com vírus da imunodeficiência humana (HIV positivas) e filhos de mães diabé-ticas.

A Figura 1 apresenta o fluxo de seleção dos participantes, de acordo com os critérios de elegibilidade adotados. As variáveis estudadas foram: peso, comprimento, perímetro cefálico, circunferência abdominal, prega cutânea tricipital e porcentagem de água corporal total. Também foi analisada a razão da porcentagem de água corporal total e prega cutânea tricipital, com o objetivo de verificar se a diminuição de água corporal total (%) estava relacionada ao ganho na prega cutânea tricipital.

Os recém-nascidos pré-termo foram ava-liados em 5 momentos: no primeiro dia de vida, no sétimo dia de vida, no dia da recuperação do peso de nascimento, na idade gestacional cor-rigida de termo e posteriormente em torno de três semanas de idade gestacional corrigida (correspondente ao tempo de vida para alcançar um peso entre 3,0 e 3,5 kg, semelhante ao peso do recém-nascido a termo). Os recém-nascidos a termo foram avaliados no segundo dia, após 36 horas de vida, período posterior à maior perda de água do compartimento extracelular20.

Considerando uma confiança de 95%, um poder de 80% e as estimativas do estudo-piloto e de outros estudos publicados, calculou-se uma amostra de 31 recém-nascidos, levando-se em conta as diferenças na água corporal total entre os RNPT e termo21-23.

Para avaliação antropométrica, a aferição do peso foi feita com balança digital Filizola(r) (São Paulo [SP]) com sensibilidade de 5 g. O com-primento foi obtido por uma régua antropo-métrica - idealizada e confeccionada na oficina de precisão da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto -, que apresenta lâminas de acrílico unidas de forma retangular, permitindo encaixe na superfície da incubadora ou berço24. A medida do perímetro cefálico foi obtida por meio de uma fita milimetrada inextensível, que foi ajustada à cabeça do recém-nascido, passando anterior-mente pela região supraorbitária e posteriormente pela proeminência occipital, a fim de se registrar o maior perímetro obtido25. A circunferência abdominal foi realizada com a fita métrica inexten-sível com recém-nascido em decúbito dorsal, na linha da cintura, no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca26. A prega cutânea tricipital foi obtida no ponto médio entre o acrômio e o olecrânio do braço esquerdo por meio do plicô-metro tipo Cescorf(r) (Cescorf Equipamentos Es-portivos Ltda., Porto Alegre, Rio Grande do Sul)27.

Nota: TCLE: Terno de Consetimento Livre e Esclarecido; RN: Recém-Nacidos; IGC: Idade Gestacional Corrigida.

Figura 1. Fluxo de seleção dos participantes de acordo com os critérios de elegibilidade. Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, Rio de Janeiro (RJ), 2010. 

O cálculo do escore-Z do peso, compri-mento e perímetro cefálico para a idade gesta-cional foi realizado por meio da curva de cres-cimento neonatal publicada em 2013 por Fenton & Kim28. Essa curva permite o cálculo do escore-Z para a idade gestacional e sexo, desde 23 se-manas a 50 semanas de idade gestacional cor-rigida e, portanto, é adequada para avaliar o crescimento longitudinalmente.

A bioimpedância elétrica foi utilizada para avaliar a porcentagem de água corporal total dos recém-nascidos por meio do valor da resistência. Essa medida foi realizada por meio do equi-pamento RJL System (RJL SystemInc., Clinton Township, Michigan, Estados Unidos, aparelho Quantum BIA 101Q), que é de baixo custo, não invasivo, portátil e que possibilita o exame na incu-badora ou à beira do leito. O cálculo da água corporal total foi obtido a partir da equação pro-posta por Tang et al.23

Os dados foram inseridos e analisados no softwareStatistical Package for the Social Sciences (SPSS Inc., Chicago, Illinóis, Estados Unidos) 21.0. Foram utilizados a Análise de Variância (Anova) para medidas repetidas para verificação de dife-renças dos RNPT nos diferentes momentos e o teste t para comparação entre os RNPT e termo. Para o tratamento estatístico da razão da por-centagem de água corporal total e prega cutânea tricipital, foi utilizado o teste de Mann-Whitney, pois essas variáveis não apresentaram uma distri-buição normal. Para todas as análises, considerou--se um nível de significância de 0,05.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Fernandes Figueira (CAAE 0292.0.008.000-05), e foi obtido o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado pelos responsáveis antes do início do estudo.

RESULTADOS

Foram elegíveis para o estudo 83 recém--nascidos. Conforme demonstrado no diagrama de fluxo (Figura 1), no momento da comparação por idade, 32 pertenciam ao grupo dos recém--nascidos a termo e 39 ao dos pré-termo. Ao longo do seguimento dos RNPT, houve 7 perdas: 1 por óbito e 6 não compareceram ao ambulatório para avaliação das medidas com três semanas de idade gestacional corrigida.

Os recém-nascidos pré-termo apresenta-ram média ± desvio-padrão do peso ao nascer de 1095 g ±210 e da idade gestacional de 29,7±2,2. No momento do nascimento, quatro RNPT foram classificados como pequenos para a idade gestacional, considerando o peso menor que o percentil 3 da curva de crescimento de Fenton28. Os demais foram classificados como adequados para a idade gestacional. Os RNPT apresentaram, com três semanas de idade gesta-cional corrigida, a média ± desvio-padrão do peso (3122 g ±266) semelhante à dos recém-nascidos a termo, de 3174 g ±226 (Tabela 1). Ao nas-cimento, a média ± desvio-padrão do perímetro cefálico e do comprimento ao nascer dos recém--nascidos a termo foi de 34,6 cm ±0,9 e de 49,6 cm ±1,3, respectivamente.

Na idade gestacional corrigida do termo, 71,8, 61,5 e 25,6% dos RNPT apresentaram o escore-Z para a idade gestacional menor que -2 para o peso, comprimento e perímetro cefálico, respectivamente.

Na análise longitudinal dos RNPT, verifica--se que houve uma redução do escore-Z do peso e comprimento do nascimento até a idade gesta-cional corrigida de termo e um aumento signifi-cativo do escore-Z do perímetro cefálico entre o sétimo dia de vida e a idade gestacional corrigida de termo (p=0,043). A recuperação do peso e do perímetro cefálico foi mais significativa no período compreendido entre a idade gestacional corrigida de termo e três semanas de idade gestacional corrigida (Figura 2). Nesse mesmo período, os RNPT apresentaram um aumento de 64% da prega cutânea tricipital e diminuição da porcen-tagem de água corporal total (Tabela 1).

Ao comparar os resultados encontrados com o grupo de referência, verifica-se que, na idade gestacional corrigida de termo, os RNPT apresentaram valores das variáveis antropomé-tricas significativamente inferiores (p<0,001). Ao alcançarem três semanas de idade gestacional corrigida, a circunferência abdominal e a prega cutânea tricipital apresentaram-se significativa-mente maiores para pesos equivalentes (p<0,001) (Tabela 2).

Tabela 1. Evolução das medidas antropométricas e porcentagem de água corporal total dos recém-nascidos pré-termo. Instituto Na-cional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, Rio de Janeiro (RJ), 2010. 

Recém-nascidos D1 D7 PN IGC termo 3 semanas de IGC
Variáveis M DP M DP M DP M DP M DP
Peso (g) 1095 210 1022 252 1140 234 2154 537 3122 266
Comprimento (cm) 36,7 2,7 37,1 2,7 38,4 2,4 44,1 2,7 48,6 1,4
PC (cm) 26,1 1,8 26,0 2,2 27,5 1,8 32,6 1,7 35,6 1,4
CA (cm) 22,1 1,8 22,0 2,0 23,7 1,8 29,7 2,6 33,5 2,3
PCT (mm) 0,5 0,4 01,0 0,7 01,2 0,7 02,8 1,4 04,6 1,0
ACT (%) 78,9 2,4 75,6 2,0 74,9 2,4 70,5 3,5 65,1 1,6

Nota: D1: Primeiro dia de vida; D7: Sétimo dia de vida; PN: Dia de recuperação do peso de nascimento; M: Média; DP: Desvio-Padrão; IGC: Idade Gestacional Corrigida; PC: Perímetro Cefálico; CA: Circunferência Abdominal; PCT: Prega Cutânea Tricipital; ACT: Água Corporal Total.

Nota: *Comparação realizada apenas nos momentos da Idade Gestacional Corrigida (IGC) de termo e três semanas de IGC. D1: Primeiro dia de vida; D7: Sétimo dia de vida; PN: Dia de recuperação do peso de nascimento.

Figura 2. Evolução do escore-Z de peso, comprimento e perímetro cefálico para a idade gestacional dos recém-nascidos pré-termo. Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, Rio de Janeiro (RJ), 2010. 

Ao analisar a razão entre água corporal total (%) e prega cutânea tricipital, verificou-se que houve uma diferença significativa desta razão entre os RNPT e o grupo de referência, tanto na idade gestacional corrigida de termo como com três semanas de idade gestacional corrigida (Figu-ra 3). Observa-se nos RNPT que, para cada milí-metro de prega cutânea tricipital, têm-se 38 de água corporal na idade gestacional corrigida de termo e 14,9% às três semanas de idade gesta-cional corrigida. O grupo de referência apresentou a razão entre água corporal total (%) e prega cu-tânea tricipital de 19,0%, resultado que demons-tra que, para um mesmo peso, os RNPT com três semanas de idade gestacional corrigida apre-sentam menor razão de água corporal total (%) e prega cutânea tricipital que o grupo de refe-rência.

Tabela 2. Comparação das medidas antropométricas e da porcentagem de água corporal total dos recém-nascidos a termo com os recém-nascidos pré-termo (na IGC de termo e com 3 semanas de IGC). Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, Rio de Janeiro (RJ), 2010. 

Recém-nascidos Pré-termo Termo p-valor
(n=32)
IGC termo (n=39) 3 semanas de IGC (n=32)
Variáveis
M DP M DP M DP IGC termo 3 semanas de IGC
Z peso -2,51 1,2 -1,59 0,9 -0,49 0,5 <0,001 <0,001
Z comprimento -2,35 1,1 -1,91 1,1 -0,50 0,6 <0,001 <0,001
Z PC -1,25 1,1 -0,36 1,0 -0,25 0,7 <0,001 0,621
CA (cm) 29,70 2,6 33,50 2,3 31,60 1,7 0,001 <0,001
PCT (mm) 2,80 1,4 4,60 1,0 3,70 0,5 0,003 <0,001
ACT (%) 70,50 3,5 65,10 1,6 68,00 2,8 0,002 <0,001

Nota: Z peso: escore-Z peso para idade gestacional; Z comprimento: escore-Z comprimento para idade gestacional; Z PC: escore-Z perímetro cefálico para idade gestacional; M: Média; DP: Desvio-Padrão; IGC: Idade Gestacional Corrigida; CA: Circunferência Abdominal; PCT: Prega Cutânea Tricipital; ACT: Água Corporal Total.

Nota: *p-valor<0,001; **p-valor<0,001

Figura 3. Razão da porcentagem de Água Corporal Total (ACT) e Prega Cutânea Tricipital (PCT) nos recém-nascido pré-termo na Idade Gestacional Corrigida (IGC) de termo e com três semanas de IGC. Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, Fernandes Figueira, Rio de Janeiro (RJ), 2010. 

DISCUSSÃO

Este estudo evidencia que muitos RNPT, avaliados com medidas antropométricas e de bioimpedância elétrica, apresentam restrição do crescimento pós-natal e a composição corporal diferente ao alcançarem a idade gestacional corrigida do termo, quando comparados com os que nasceram a termo.

Quanto ao perímetro cefálico, houve recu-peração do crescimento mais acelerada após a idade gestacional corrigida de termo. A melhora do escore-Z do perímetro cefálico para idade foi relatada em estudos prévios, principalmente quando comparado com o escore-Z de peso e comprimento29,30. Diferentemente do peso e do comprimento, que só apresentaram recuperação após a idade do termo, o crescimento do perí-metro cefálico, usado como proxy do crescimento cerebral, iniciou uma recuperação lenta após o sétimo dia de vida, que se acentuou entre a idade gestacional corrigida de termo e três semanas de idade gestacional corrigida. Esse fato talvez indi-que que o crescimento cerebral esteja preservado. A importância desse achado deve-se ao fato de o crescimento pós-natal do perímetro cefálico indi-car um melhor prognóstico em relação ao desen-volvimento cognitivo, apesar da restrição do cres-cimento pós-natal31.

Na comparação realizada quando os RNPT alcançaram o peso que corresponde a 3,0-3,5 kg, verificou-se o aumento da circunferência abdo-minal e da prega cutânea tricipital assim como uma menor porcentagem de água corporal total em relação aos que nasceram a termo, o que pode refletir um aumento na porcentagem da gordura corporal. O estudo de Roggero et al.32 também demonstra que ao alcançarem a idade do termo, os RNPT apresentam menor peso, menor com-primento e menor perímetro cefálico e a compo-sição corporal diferente dos que nasceram a ter-mo, sendo maior a porcentagem de gordura corporal total entre os RNPT. Esses achados são semelhantes aos da metanálise publicada por Johnson et al.18 em 2012, que também verificaram maior porcentagem de gordura corporal entre os RNPT, principalmente às custas de menor massa livre de gordura. Um aumento da massa de gor-dura pode estar associado ao desenvolvimento futuro de doenças crônicas não transmissíveis do adulto, como obesidade, diabetes, hipercoleste-rolemia e hipertensão arterial, que têm sido des-critos em recém-nascidos que sofreram restrição de crescimento33.

A porcentagem de recém-nascidos com restrição do crescimento pós-natal varia entre os hospitais e depende das práticas nutricionais, dentre outros fatores8. Este estudo observou que a restrição do crescimento pós-natal ocorreu em 71% dos RNPT que apresentaram muito baixo peso ao nascer, enquanto ocorreu em 63 e 39% nos estudos de Gianini et al.34 e de Lima et al.35,36.Embleton et al.37 demonstraram que a restrição do crescimento pós-natal está relacionada com a deficiência cumulativa da ingestão proteica e calórica observada até a quinta semana de vida. Simon et al.10 evidenciaram uma associação entre a baixa idade gestacional e a diminuição do escore-Z do peso durante a internação com um maior risco de déficit de massa livre de gordura. Apesar de as avaliações terem sido realizadas em momentos diferentes (alta hospitalar no estudo de Simon et al.10 e na idade gestacional corrigida de termo no nosso estudo), os resultados foram semelhantes, assim como os resultados do estudo de Daly-Wolfe et al.38.

O crescimento pós-natal adequado dos RNPT continua sendo um desafio na neona-tologia. A meta é ainda tentar alcançar extraútero a velocidade de crescimento da vida fetal, preser-vando principalmente o crescimento cerebral4-6,39. Por outro lado, um crescimento acelerado após um período de restrição, fenômeno intitulado como catch-up, aumenta a preocupação com a síndrome metabólica no futuro. Existe sim uma relação entre o catch-up e o desenvolvimento dos RNPT, mas o momento em que a recuperação do crescimento deve ocorrer ainda não está esta-belecido40.

O estudo evidenciou a recuperação do peso entre a idade gestacional corrigida de termo e três semanas de idade gestacional corrigida, principalmente com predomínio de gordura. A maioria dos recém-nascidos desta coorte apresen-tou restrição do crescimento na idade gestacional corrigida do termo e semelhante aos achados de Roggero et al.41: tanto a restrição de crescimento intrauterino como a pós-natal influenciam a velo-cidade de recuperação da massa de gordura corporal. Nesse estudo citado, os RNPT foram divididos em três grupos, e os que nasceram pe-quenos para idade gestacional e os que apresen-taram restrição do crescimento pós-natal apresen-taram um ganho maior de massa de gordura que os sem restrição do crescimento pós-natal. No período pós-natal imediato, os RNPT acumulam mais gordura que os a termo e apresentam a recu-peração da massa de gordura mais precocemente que a recuperação do peso e comprimento33.

Um melhor entendimento sobre o cresci-mento pós-natal dos RNPT, durante a internação e após a alta hospitalar, torna-se necessário devido às implicações na saúde futura desses recém--nascidos42. Futuros estudos que incorporem in-formações nutricionais com o perfil de ganho de peso, perímetro cefálico, comprimento, massa li-vre de gordura e massa de gordura são impor-tantes para determinação da melhor forma de nutrir esses recém-nascidos, proporcionando um melhor crescimento e desenvolvimento sem aumentar o risco de doença metabólica no futuro.

Uma das limitações deste estudo foi não registrar variáveis nutricionais longitudinalmente nos mesmos momentos das avaliações antropo-métricas e de bioimpedância. O seguimento dos recém-nascidos até a idade pré-escolar também seria interessante para permitir a análise de fatores que poderiam estar associados à incidência de sobrepeso e obesidade, ainda com poucos estu-dos a respeito43. Além disso, a bioimpedância elétrica nessa faixa etária não permite a avaliação da massa livre de gordura e massa de gordura, o que torna necessários futuros estudos que utili-zem métodos e técnicas que permitam essa ava-liação.

A curva usada para determinação do es-core-Z para peso, comprimento e perímetro cefálico de Fenton & Kim28 também fornece dados transversais do momento de nascimento, refle-tindo a situação nutricional ao nascer, semelhante à curva de Olsen et al.44 e à curva do estudo de Niklassonet al.45.

CONCLUSÃO

Os recém-nascidos pré-termo apresentam perfil antropométrico e de água corporal diferente dos recém-nascidos a termo, sugerindo acúmulo de gordura. A recuperação do crescimento mais evidente em relação ao perímetro cefálico é um achado importante, pois talvez indique que o crescimento cerebral esteja preservado. Novas pesquisas na área são necessárias para melhor entendimento sobre como esses recém-nascidos crescem fora do útero, quais suas reais neces-sidades nutricionais durante a internação e após a alta hospitalar e como essa situação influencia o desenvolvimento neuropsicomotor.

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Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Processo nº 102.873/2008).

Recebido: 26 de Junho de 2014; Revisado: 13 de Julho de 2015; Aceito: 04 de Agosto de 2015

COLABORADORES LD VILLELA contribuiu para elaboração do pro-jeto, coleta de dados, análise e interpretação dos dados, elaboração do artigo e aprovou a versão final do artigo. FVM SOARES, AD ABRANCHES, SC GOMES JÚNIOR, MDBB MÉIO, MEL MOREIRA contribuíram para elabo-ração do projeto, análise e interpretação dos dados, elaboração do artigo e aprovaram a versão final do artigo.

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