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Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial

On-line version ISSN 1980-5500

Rev. Dent. Press Ortodon. Ortop. Facial vol.14 no.1 Maringá Jan./Feb. 2009

https://doi.org/10.1590/S1415-54192009000100011 

ARTIGO INÉDITO

 

Avaliação do Índice de Remanescente Adesivo utilizando braquetes com e sem tratamento na base e a interação com três sistemas de colagem

 

Evaluation of Adhesive Remnant Index using conventional mesh bases and sandblasted orthodontic bracket bases and three bonding systems

 

 

Lilian Maria Brisque PignattaI; Isabel Cristina Prado Torres LugatoII; Francisco Antonio BertozIII; Eduardo César Almada SantosIV

IDoutoranda em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Araçatuba - UNESP. Mestre e especialista em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Araçatuba - UNESP
IIMestre em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Araçatuba - UNESP
IIIProfessor titular da disciplina de Ortodontia do Departamento de Odontologia Infantil e Social da Faculdade de Odontologia de Araçatuba - UNESP. Professor do programa de pós-graduação em Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Araçatuba - UNESP
IVProfessor adjunto da disciplina de Ortodontia do departamento de Odontologia Infantil e Social da Faculdade de Odontologia de Araçatuba - UNESP. Professor do programa de pós-graduação em Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Araçatuba - UNESP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: avaliar o Índice de Remanescente Adesivo (IRA) em dentes bovinos após a descolagem de braquetes com e sem tratamento na base.
METODOLOGIA: foram utilizados três sistemas de colagem ortodôntica para os dois padrões de base. Os dentes bovinos foram divididos em seis grupos de 40, de acordo com a base do braquete e o sistema de colagem. Vinte e quatro horas após a colagem foram realizados os testes de compressão em uma máquina de ensaios. A avaliação do IRA foi realizada em um estereomicroscópio por três examinadores calibrados. Foi utilizado o teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, seguido do método de Dunn, para fazer as comparações múltiplas entre todos os grupos.
RESULTADOS E CONCLUSÕES: observou-se que o tratamento das bases dos braquetes com óxido de alumínio não foi determinante para o aumento da adesividade entre o braquete e o adesivo. O grupo em que se utilizou braquetes com tratamento na base e adesivo TXT (3M-Unitek) + Transbond Plus SEP (3M-Unitek) apresentou a maior parte das fraturas na interface dente-adesivo (escore 4).

Palavras-chave: Ortodontia. Esmalte dentário. Adesivos.


ABSTRACT

AIM: To assess the Adhesive Remnant Index (ARI) in bovine teeth after debonding mesh bases and sandblasted orthodontic bracket bases.
METHODS: Were used three bonding systems for the two standards of base. The bovine teeth were divided into 6 groups of 40, according to the bracket base and to the bonding system. Twenty four hours after bonding they had been carried through shear bond strength tests in a universal testing machine. The assessment of ARI was performed in a stereomicroscopy by three calibrated examiners. It was used the non-parametric Kruskall-Wallis test, followed by Dunn's method, to do the multiple comparisons among all groups.
RESULTS AND CONCLUSIONS: It was observed that the aluminum oxide sandblasting bracket bases was not determinative to the increase of the adhesiveness between bracket and adhesive. The group where it was used sandblasted orthodontic bracket bases and bonding system TXT (3M-Unitek) + Transbond Plus SEP (3M-Unitek) presented the majority of the failures at the teeth-adhesive interface (score 4).

Key words: Orthodontics. Dental enamel. Adhesives.


 

 

INTRODUÇÃO

Com o advento da técnica do condicionamento ácido, por Buonocore7, ocorreu uma considerável evolução na Odontologia. Esse fato também permitiu avanços tecnológicos na Ortodontia, pois, associada à melhoria das propriedades dos sistemas resinosos, a colagem direta de braquetes passou a ser o procedimento de escolha24.

Sadler25, em 1958, publicou o primeiro artigo sobre a técnica de colagem direta de braquetes ortodônticos sobre a superfície do esmalte dentário sem a necessidade de bandagem em todos os dentes. Isto promoveu um aumento no número de estudos envolvendo materiais de colagem biologicamente compatíveis ao meio bucal e que garantam maior estabilidade dente-adesivo-braquete2,8.

O objetivo é obter-se um material de colagem com força de união suficiente entre dente, resina e braquete para suportar as cargas mastigatórias, as forças ortodônticas e os fluidos do meio bucal19.

Porém, grande importância deve ser dada à preservação da superfície do esmalte ao término do tratamento ortodôntico, mantendo o mesmo grau de rugosidade ou lisura de um dente não tratado11.

Com a introdução da colagem direta, evidenciou-se também uma preocupação com a relação entre os braquetes e as forças de adesão adequadas. Keizer, Ten Cate e Arends12, ao estudarem a união dente-resina-braquete, observaram que o local da fratura, responsável pela queda dos braquetes, ocorria normalmente na interface resina-braquete.

Desde então, busca-se uma forma de aumentar a adesão braquete-resina14,17,26,27. Modificações já foram introduzidas nos braquetes metálicos, tanto na redução de seu tamanho quanto alterações em sua base16, consideradas variáveis que influenciam diretamente na permanência intacta da superfície fragilizada. Uma dessas modificações constitui-se no pré-tratamento das bases com jateamento16,18, silanização18, aplicação de camada de sílica18, micro-condicionamento16 ou aplicação de promotores de adesão18.

Encontram-se disponíveis no mercado braquetes com bases tratadas industrialmente visando esta melhoria da retenção9. Porém, esse aumento na adesividade não apresenta um consenso na literatura9,10.

Para avaliação dos sistemas de colagem, podem ser realizados testes mecânicos - como ensaios de compressão ou tração -, reproduzindo as falhas de adesão que ocorrem mais freqüentemente na clínica8; verificação da superfície do esmalte com microscopia eletrônica de varredura20; análise do comportamento dos materiais por meio de estudos clínicos longitudinais; e a utilização do Índice de Remanescente Adesivo (IRA)1,3,5,22,29.

Pelo IRA pode-se avaliar os locais onde ocorreram as falhas na adesão e quantificar o remanescente adesivo que permanece no dente e/ou braquete1. É um sistema que permite a análise estatística e comparações com outros estudos, facilitando a padronização dos testes de força de adesão in vitro1,22. A fragilidade da ligação na adesão pode estar na superfície do dente, no braquete ou dentro das camadas do adesivo. As fraturas adesivas ocorrem na interface adesivo-braquete ou adesivo-esmalte e as fraturas coesivas ocorrem no interior do material adesivo22,23.

Diante do exposto, objetiva-se avaliar o Índice de Remanescente Adesivo em dentes bovinos utilizando braquetes com e sem tratamento na base e três sistemas de colagem ortodôntica.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Para o estudo in vitro foram utilizados 240 incisivos permanentes bovinos, armazenados em solução aquosa de Timol a 0,1%, para inibir o crescimento bacteriano em temperatura ambiente21. Foram selecionados apenas dentes intactos tanto na superfície vestibular como lingual, sem trincas causadas pela pressão do extrator e/ou fórceps. Para verificar a existência de trincas no esmalte foi realizada a transiluminação da face vestibular dos dentes com luz de fibra óptica30.

Os acessórios utilizados para a colagem foram 120 braquetes de aço inoxidável para incisivo central superior (Kirium line - Abzil, São José do Rio Preto/SP, Brasil) com bases em malha convencional e 120 braquetes de aço inoxidável para incisivo central superior (Kirium line -Abzil) com bases em malha fina pré-tratadas industrialmente com jateamento de óxido de alumínio. A superfície média da base dos braquetes foi de 13mm2, como determinado pelo fabricante.

Os três sistemas de colagem ortodôntica utilizados foram: sistema A - kit adesivo TransbondTM XT convencional (3M - Unitek, St. Paul, Mn, EUA); sistema B -adesivo autocondicionante TransbondTM Plus Self Etching Primer com resina fotopolimerizável TransbondTM XT (3M - Unitek, St. Paul, Mn, EUA); e sistema C - cimento de ionômero de vidro resinoso Fuji Ortho LC em cápsulas (GC Corp., Tokyo, Japan). O protocolo de colagem para cada sistema está especificado no quadro 1.

Os espécimes foram divididos em seis grupos de quarenta dentes, segundo o tipo de base do braquete e o material de colagem utilizado. A distribuição da amostra pode ser observada no quadro 2.

 

 

Após a colagem dos acessórios ortodônticos, os espécimes foram mantidos em água deionizada por um período de 24 horas. O teste destrutivo foi realizado numa Máquina Universal de Ensaios DL 3000 (EMIC, São José dos Pinhais/PR, Brasil) utilizando célula de carga de 200Kgf (quilograma-força) e velocidade de 1mm/min em direção gengivo-incisal.

Posteriormente à descolagem dos braquetes, os grupos foram examinados após uma semana em um estereomicroscópio Technival 2 (Carl Zeiss, Zena, Alemanha) com aumento de 25x por três examinadores calibrados (Ex1, Ex2 e Ex3) para avaliar o local da falha adesiva e a presença de adesivo residual. Os espécimes foram codificados e os examinadores não tinham conhecimento de qual material estava sendo avaliado no momento da observação. Utilizando a porcentagem de resina aderida ao esmalte, os escores do Índice de Remanescente Adesivo (IRA) descrito por Bishara e Trulove4 foram avaliados em cada espécime: escore 1 - todo adesivo no dente, escore 2 - mais de 90% de adesivo no dente, escore 3 - mais de 10% e menos de 90% de adesivo no dente, escore 4 - menos de 10% de adesivo no dente, escore 5 - nenhum adesivo no dente.

 

ANÁLISE ESTATÍSTICA

Para determinar as diferenças estatísticas entre os grupos após a descolagem, foi utilizado o teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis, seguido do método de Dunn, para fazer as comparações dos grupos experimentais. Verificou-se a concordância entre os examinadores utilizando o índice de kappa (k), cuja interpretação, segundo Landis e Koch13, está demonstrada no quadro 3.

 

 

RESULTADOS

Observou-se que o nível de concordância para o teste interexaminadores obteve um índice de kappa com valores considerados de substancial a quase perfeito (Tab. 1). Os resultados obtidos pelos examinadores foram avaliados pela freqüência dos dados segundo o Índice de Remanescente Adesivo (IRA) determinado por Bishara e Trulove4.

 

 

O teste de Kruskal-Wallis (Tab. 2) revelou que houve diferença estatisticamente significante entre os grupos (p < 0,001). O método de Dunn (Tab. 3) verificou que o grupo 4 teve diferença estatística significante em 5% entre o grupo 1 e o grupo 6. Também houve diferença entre o grupo 2 e grupo 1.

 

 

 

 

Na gráfico 1, os resultados do IRA para o grupo 1 demonstraram um maior número de espécimes entre os escores 3 e 2. Os grupos 2, 3 e 4 se apresentaram entre os escores 3 e 4. Para os grupos 5 e 6, a maior porcentagem de espécimes apresentouse no escore 3.

 

 

DISCUSSÃO

A colagem direta de braquetes ortodônticos tem melhorado a prática clínica na Ortodontia. Constantes modificações são feitas nos materiais de colagem2,8 e nas bases dos braquetes16,28 para aumentar as forças de adesão visando à otimização dos resultados e o ganho de tempo clínico.

Contudo, o aumento da adesão dificulta a remoção dos acessórios no término do tratamento, podendo ocasionar trincas e fraturas na superfície dentária3,29; e o que se almeja é a preservação do esmalte o mais próximo de seu estado original, com mínima perda durante a colagem, descolagem e polimento coronário11.

Para isso, as fraturas na interface braquete-adesivo ou no interior do adesivo, permanecendo o material de colagem aderido ao dente, são favoráveis para evitar prejuízos ao esmalte, pois o resíduo pode ser removido com instrumentos rotatórios adequados, de forma mais segura3,15,29.

Pela sua objetividade e praticidade na forma de analisar, considera-se eficaz o IRA proposto por Bishara e Trulove4 quando o objetivo é a avaliação dos sistemas de colagem por meio da verificação do local da falha de união e da quantidade de adesivo remanescente aderido no dente e braquete.

Os resultados da estatística de kappa para a verificação do nível de concordância entre os examinadores foi de substancial a quase perfeito, denotando a fidedignidade do método de avaliação pelo IRA.

O teste de Kruskal-Wallis demonstrou que existem pelo menos dois grupos diferentes entre si e o método de Dunn, ao realizar comparações entre os grupos, verificou que o grupo 4 (braquetes com bases tratadas e sistema de colagem TXT, 3M-Unitek + Transbond Plus SEP, 3M-Unitek) diferiu do grupo 1 (braquetes sem tratamento nas bases e sistema de colagem TXT, 3M-Unitek) e do grupo 6 (braquetes com bases tratadas e sistema de colagem Fuji Ortho LC, GC Corp.), pois permaneceu mais adesivo no braquete, sugerindo uma fraca adesividade do material de colagem ao dente ou maior retenção ao braquete.

Houve também diferenças estatisticamente significantes entre o grupo 2 (braquetes bases tratadas e sistema de colagem TXT, 3M-Unitek) e o grupo 1 (braquetes sem tratamento nas bases e sistema de colagem TXT, 3M-Unitek), demonstrando haver maior retenção na malha do braquete com jateamento de óxido de alumínio quando utilizou-se o mesmo material de colagem.

No grupo 1, observou-se escores 3 (42,5%) e 2 (27,5%), corroborando os resultados encontrados por Bishara et al.5,6, Owens Jr. e Miller22, que verificaram a tendência de permanecer mais adesivo aderido ao dente em relação à base do braquete.

Nos grupos 2 e 4, em que as bases dos braquetes foram tratadas com óxido de alumínio, o IRA revelou que a falha adesiva ocorreu com maior freqüência na interface dente-adesivo, pois os es-cores para estes grupos foram 3 e 4.

O grupo 3 - colado com TXT (3M-Unitek) + Transbond Plus SEP (3M-Unitek) com braquetes sem bases tratadas - apresentou 40% dos espécimes no escore 4 e 30% no escore 3, sugerindo neste estudo uma menor adesividade do material de colagem ao dente, o que diferiu dos resultados encontrados por Bishara et al.5, que se apresentaram predominantemente no escore 3.

Nos grupos 5 e 6, que utilizaram o material de colagem Fuji Ortho LC (GC Corp.), não foram observadas diferenças na falha de união em relação às bases dos braquetes com e sem tratamento, pois ambos obtiveram escore 3, denotando a ausência de tendência do remanescente adesivo permanecer, em sua maior parte, no dente ou no braquete. Yamada, Hayakawa e Kasai29 observaram que a utilização desse material para a colagem de braquetes sem bases tratadas resultou em uma falha de união na interface dente-adesivo, opondo-se também aos resultados de Owens Jr. e Miller22, em que a falha ocorreu na interface braquete-adesivo.

 

CONCLUSÃO

O tratamento das bases dos braquetes com óxido de alumínio não foi determinante para o aumento da adesividade entre o braquete e o adesivo.

O grupo TXT (3M - Unitek) + Transbond Plus SEP (3M - Unitek) e braquetes com bases tratadas apresentou a fratura na interface dente-adesivo, ou seja, maior prevalência de material de colagem aderido ao braquete (escore 4).

 

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Endereço para correspondência
Lilian Maria Brisque Pignatta
Rua Oscar Rodrigues Alves, 625, ap. 102
CEP: 16.015-030 - Vila Mendonça - Araçatuba/SP
E-mail: lipignatta@hotmail.com

Enviado em: janeiro de 2007
Revisado e aceito: julho de 2007

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