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Revista de Administração Contemporânea

versão impressa ISSN 1415-6555versão On-line ISSN 1982-7849

Rev. adm. contemp. vol.23 no.4 Curitiba jul./ago. 2019  Epub 15-Ago-2019

http://dx.doi.org/10.1590/1982-7849rac2019190278 

Editorial

Revisão pelos Pares Aberta e Ciência Aberta na Comunidade de Pesquisa em Negócios

Wesley Mendes-Da-Silva1 
http://orcid.org/0000-0002-5500-4872

1Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

É inegável que a revisão pelos pares é a pedra angular da ciência, mas a qualidade e a eficiência do processo editorial dependem de uma estrutura complexa caracterizada por colaboração em grande escala, além de ser sensível a motivações, incentivos e contextos institucionais (Mendes-Da-Silva, 2018). Conforme Nassi-Calò (2017), a revisão por pares, um dos pilares que sustentam a comunicação científica, foi pela primeira vez proposta em 1831 por William Whewell à Royal Society de Londres. Desde então não se tem verificado alterações de maior vulto no processo de revisão de trabalhos para publicação.

Neste editorial, relativo ao quarto número do volume 23 da Revista de Administração Contemporânea (RAC), julguei oportuno abordar a evolução de um assunto que se apresenta sensivelmente relevante para o futuro próximo da revisão de trabalhos científicos no contexto da Ciência Aberta, conforme destaca Ross-Hellauer (2017): Revisão pelos Pares Aberta (Open Peer Review [OPR]).

O advento da OPR coincide com o acontecimento da Ciência Aberta a partir do surgimento de periódicos de acesso aberto, e de abordagens a respeito da forma com que a pesquisa é conduzida e disseminada, julgadas não clássicas. É também caracterizada como um movimento no sentido de maior transparência e participação, e explorando novas formas de colaboração, comunicação e difusão do conhecimento. A OPR vem acontecendo de formas diversas, mas é ainda responsável por uma pequena porcentagem das revisões realizadas. Apesar de mais periódicos adotarem essa abordagem alternativa, ainda não está claro se a intensidade do emprego da OPR está aumentando.

O que é revisão pelos pares aberta?

O termo OPR é relativamente recente, e está compreendido na Ciência Aberta. Suas definições não têm sido ainda apresentadas de maneira precisa ou técnica, havendo também uma considerável área de sobreposição entre elas. Algumas definições de OPR aceitam comentários emitidos por quaisquer leitores, até mesmo os anônimos, enquanto outros tipos buscam limitar os comentários àqueles emitidos por pares com experiência, ou credenciais relevantes no campo (Ross-Hellauer, 2017). Em adição, o significado de OPR pode variar conforme o país, a área de conhecimento, o periódico, e/ou o tempo.

Na visão de Ford (2013), OPR pode ser visto como qualquer mecanismo de revisão acadêmica que fornece a revelação das identidades dos autores e dos revisores uns aos outros, em qualquer momento durante a revisão por pares ou o processo de publicação. Em que pese a ausência de consenso a respeito da definição de OPR, Ford (2013) assume que essa modalidade de revisão consiste em um conjunto de termos que remetem a modelos, adaptáveis de modo a atenderem requisitos de Ciência Aberta, tais como: Identidades abertas, Opiniões e pareceres abertos, Participação aberta, Interação aberta, Manuscritos abertos antes da revisão pelos pares, Comentários abertos à versão final, e Plataformas abertas.

Vantagens da revisão pelos pares aberta

A OPR, conforme modelo adotado pela BMC (https://www.biomedcentral.com/), um publisher de periódicos de acesso aberto, refere-se especificamente a identidades abertas e conteúdo aberto. Ou seja, os autores sabem quem são os revisores e, se o manuscrito for aceito para publicação, os relatórios dos revisores acompanham o artigo publicado. Mais de 70 periódicos da BMC adotaram a POR, facilitando não somente a responsabilização, mas sobretudo o reconhecimento dos revisores. Em paralelo, esse processo pode contribuir para o treinamento de pesquisadores em início de carreira.

A esse respeito, mediante pesquisa publicada em OPR, Drvenica, Bravo, Vejmelka, Dekanski e Nedić (2018) analisaram a opinião de pesquisadores acerca da qualidade e efetividade das contribuições dos revisores. Esses argumentam que novos modelos de revisão de manuscritos submetidos podem induzir a melhores práticas por parte dos revisores, de modo que a qualidade final dos trabalhos possa ser beneficiada. Schmidt, Ross-Hellauer, Edig e Moylan (2018), por sua vez, apontam um rol de considerações acerca de OPR, entre essas, potenciais vantagens desse modo de revisão de trabalhos científicos.

Em síntese, OPR sugere a eliminação do anonimato dos revisores intencionando principalmente o reconhecimento do trabalho desenvolvido por esses, accountability e maior transparência no processo editorial, conforme destacam Schmidt et al. (2018).

Obstáculos para adoção da revisão pelos pares aberta

Entre os obstáculos à disseminação da OPR estão especialmente características típicas dos pesquisadores mediante faixa etária e campo de conhecimento no qual atuam. Nesse sentido Ross-Hellauer, Deppe e Schimidt (2017) conduziram um estudo acerca das impressões que os participantes da comunidade científica possuem a respeito de OPR. Assim, esses pesquisadores consideraram as opiniões de editores, autores e revisores a respeito de OPR. A Figura 1 indica que pesquisadores da área de Química, juntamente com os pesquisadores de Agricultura, seriam os mais propensos (concordam ou concordam fortemente) à colaboração como revisores de trabalhos submetidos em periódicos que publicam a identidade das pessoas que revisaram o artigo.

Fonte: Ross-Hellauer, T., Deppe, A., & Schimidt, B. (2017). Survey on open peer review: Attitudes and experience amongst editors, authors and reviewers. Plos One, 12(2). https://doi.org/10.1371/journal.pone.0189311

Figura 1 Disposição dos Potenciais Revisores à Colaboração com Periódicos que Disponibilizam a Identidade dos Revisores do Artigo Publicado (Por Área de Conhecimento) 

Os pesquisadores de Economia apresentam-se divididos entre concordarem fortemente e discordarem de OPR. Entre aqueles que mais discordam estão os pesquisadores de História, Artes e Arquitetura, juntamente com Economia.

Revisão pelos pares aberta tende a ser o padrão

Publishers e periódicos de elevada audiência em seus respectivos domínios, entre eles: PeerJ, F1000Research, PlosOne, BMJ, e Atmospheric Chemistry & Physics têm adotado OPR, mediante o emprego de diferentes modalidades práticas, conforme detalha Ford (2015). OPR vem conquistando espaço, em que pese os obstáculos aos quais sua adoção tem estado submetida (Ford, 2015; Nassi-Calò, 2017). Entre publishers de relevância internacional, Springer Nature, Wiley, Elsevier têm colaborado em direção à adoção de OPR, e estão participando de um esforço colaborativo com a comunidade acadêmica para aumentar a qualidade, a eficiência e a sustentabilidade da revisão pelos pares.

Em adição, um novo protocolo chamado New Frontiers of Peer Review (PEERE - http://www.peere.org/), intenciona induzir a aplicação de princípios da boa governança ao processo editorial, i.e. aumentar a eficiência, a transparência e accountability da revisão pelos pares, por meio da transdisciplinariedade como amálgama da colaboração entre diferentes áreas (Tennant et al., 2017). O objetivo declarado pelo PEERE, uma iniciativa da European Cooperation in Science Technology (COST - https://www.cost.eu/) é analisar o processo de revisão pelos pares em diferentes áreas do conhecimento e avaliar as implicações de diferentes modelos de revisão pelos pares. No contexto das revistas de acesso aberto, o PeerJ, por exemplo, oferece uma variedade de opções de revisão aberta. Nessa revista, até 2017 aproximadamente 40% dos revisores optavam por identificarem-se.

Se ao menos a revisão aberta apresenta-se algo ainda a ser discutido na comunidade de negócios, inclusive no Brasil, a RAC, por sua vez, a partir desta edição passou a exibir em cada artigo o detalhamento do número de convites realizados aos revisores, até que a decisão editorial tenha sido tomada. Essa informação (apresentada na primeira página de cada artigo), além de outras constantes das últimas páginas dos artigos, é fruto da intenção da RAC no sentido de aumentar paulatina e sensivelmente a transparência não somente do processo editorial, mas também do procedimento de produção da pesquisa publicada, haja vista a política de dados abertos adotada pela RAC desde julho de 2018.

Trabalhos Publicados nesta Edição e Palavras Finais

Nesta edição da RAC trazemos à comunidade seis artigos inéditos, sendo dois deles com dados abertos, além de um Caso para Ensino. Destaco os dois artigos cujos autores dispuseram-se a compartilhar os dados usados na condução do seu trabalho de pesquisa, em linha com a política de dados abertos adotada pela RAC. Além disso, de maneira a oferecer aos autores interessados em aumentar a audiência de seus trabalhos, a RAC começa a publicar trabalhos nos idiomas português e inglês simultaneamente mediante o interesse dos autores em aumentar a audiência de seus trabalhos. O leitor deve notar que um certo conjunto de ajustes na estrutura dos artigos da RAC pode ser notado desde as últimas edições. A intenção da revista é aumentar a transparência do trabalho editorial e da pesquisa publicada. A alteração mais recente vai na primeira página de cada artigo: a exibição do número de revisores que foi necessário convidar até que uma decisão pelo aceite do trabalho fosse tomada.

O primeiro artigo intitulado Sociomaterialidade, Poder e Conexões em Redes de Ação no Organizar do Artesanato, de autoria de Christianne Lobato Ramalho da Silva, atuante em uma instituição sediada em Alagoas, e Alfredo Rodrigues Leite da Silva, atuante no Espírito Santo, propõe-se a compreender o papel da sociomaterialidade e das relações de poder nas conexões em redes de ação no organizing do artesanato sob uma determinada abordagem. Os autores coletaram dados por meio de entrevistas e observação participante. Segundo os autores, os resultados sugerem que a sociomaterialidade do artesanato envolveu transgressões a lugares de poder estabelecidos ou convergências com esses lugares. Como conclusão, os autores argumentam que: (a) enquanto objeto não humano o artesanato revelou-se como um objeto de fronteira, ligando diferentes domínios; (b) enquanto prática o artesanato viabilizou-se por redes de ação nesses domínios, com ações conectadas por relações de poder.

O segundo artigo, cujo título é Custos de Agência e Estrutura de Controle em Empresas Petrolíferas, é de autoria de pesquisadores vinculados a instituições localizadas no Rio de Janeiro: Rafael Pessoa Delgado, e Claudio Henrique da Silveira Barbedo. Os autores defendem que seu estudo se propõe a analisar a influência da participação estatal no controle de empresas petrolíferas listadas em bolsas americanas, sobre os seus custos de agência, levando em consideração características de tais companhias. Os resultados sugerem que empresas com participação estatal tendem a apresentar maiores custos de agência, comparativamente a seus pares privados quando consideramos a eficiência no uso dos ativos.

O terceiro artigo, de autoria de Claudio Testoni Cardozo, Oscar Rudy Kronmeyer Filho, e Guilherme Luis Roehe Vaccaro, atuantes em uma instituição localizada no Rio Grande do Sul, tem como título Continue Inovando: Capacidade Absortiva e o Desempenho de Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação. Nesse trabalho os autores utilizam dados por eles coletados (esses dados encontram-se abertos e disponíveis para livre acesso à comunidade nesta edição da RAC) em um conjunto de 130 empresas. O artigo destaca a capacidade absortiva, a capacidade das empresas na exploração do conhecimento externo. Os autores analisam efeitos da capacidade absortiva sobre o desempenho organizacional de empresas brasileiras de Tecnologia da Informação. Por meio do emprego do procedimento de equações estruturais, os autores trazem evidências que sugerem relações estatisticamente significativas entre as dimensões da capacidade absortiva e desempenho organizacional, indicando que uma característica do mercado tecnológico é traduzida pela capacidade de adaptação, e sugere ainda a influência da capacidade absortiva potencial e realizada no desempenho.

Eduardo H. Diniz, Henrique Pontes Gonçalves de Oliveira, José Eduardo Ricciardi Favaretto, Débora Richter Brólio, atuantes em uma instituição localizada na cidade de São Paulo, são os autores do quarto artigo publicado nesta edição da RAC: Incentivos para Internacionalização são Adequados? Percepção dos Pesquisadores em Administração da Informação. Os autores coletaram, analisaram, e compartilharam com a comunidade nesta edição da RAC, dados relativos a mais de 170 questionários respondidos por pesquisadores atuantes em diversos Programas de Pós-Graduação nas mais importantes instituições do Brasil. Os autores estão interessados nas práticas institucionais que influenciam a inserção internacional de nossos pesquisadores. Os resultados sugerem que, para esses pesquisadores, doutorado no exterior (completo ou sanduíche) é o principal elemento que explica a possibilidade de publicação internacional. O resultado deste estudo, segundo seus autores, também aponta que que os pesquisadores não têm acesso aos mecanismos de incentivo considerados mais relevantes para atingir maior nível de internacionalização.

O quinto artigo desta edição da RAC, intitulado Valor Justo de Ativos Biológicos: Uma Proposta Metodológica Interdisciplinar, é decorrente de parceria entre pesquisadores atuantes em universidade e em empresa: Rafael Todescato Cavalheiro, Régio Marcio Toesca Gimenes, Erlaine Binotto, Carlos Ricardo Fietz - os três primeiros atuantes em uma universidade, e o último na Embrapa, todos no Mato Grosso do Sul. O artigo apresenta-se sob a forma de ensaio, e tem por objetivo propor uma metodologia interdisciplinar de mensuração do fair value de ativos biológicos agrícolas considerando também os fatores agronômicos. Para sustentar a proposta metodológica interdisciplinar, um quadro teórico foi desenvolvido utilizando as lentes disciplinares da contabilidade, economia e agronomia, com enfoque na modelagem agrometeorológica. Os autores trazem ainda uma aplicação no setor sucroenergético para demonstrar o comportamento do modelo proposto.

O sexto, e último, artigo tem como título Ensino-aprendizagem da Sabedoria Prática (Phronesis) em Administração: Uma Revisão Sistemática, as pessoas que compõem a autoria deste artigo possuem vínculo com uma instituição localizada em Santa Catarina. São elas: Maria Clara Figueiredo Dalla Costa Ames e Maurício Custódio Serafim. O trabalho se apresenta sob a forma de uma revisão sistemática cujo foco está na maneira segundo a qual o conceito da phronesis é relacionado à educação, ensino e aprendizagem na área de Administração e de estudos organizacionais. Este artigo é publicado nos idiomas inglês e português, algo que desta edição em diante passa a ser uma opção dos autores de trabalhos publicados pela RAC.

Esta edição é encerrada com um Caso para Ensino de autoria de quatro pesquisadores atuantes em instituições sediadas em Santa Catarina: Ana Paula Pereira dos Passos, Grasiele Cabral Pereira, Renan Junckes, e Helena Wollinger. Atualmente exercida pelo Prof. Victor Almeida, e previamente pela Profa. Anete Alberton, aos quais aproveito para agradecer a abnegação e o zelo denunciados na qualidade dos Casos para Ensino publicados pela RAC nos últimos anos.

A RAC continua empenhada em alcançar padrões editoriais de classe internacional vis a vis condições disponíveis. Neste sentido, nos últimos 12 meses obtivemos avanços merecedores de registro, por exemplo: (a) construção de website completamente renovado, com funções e conteúdos essencialmente renovados; (b) renovação do quadro editorial da RAC, buscando a renovação, e o crescimento da revista; (c) estímulo à inclusão de autores e revisores de outras regiões do Brasil e do exterior, haja vista as chamadas de trabalhos para as edições especiais recentemente divulgadas pela RAC; (d) priorização de políticas editoriais de fronteira, conforme recomendam instituições de reputação, tais como Committee on Publication Ethics (COPE), Council of Science Editors (CSE), e San Francisco Declaration on Research Assessment (DORA), incluindo-se a publicação de trabalhos com dados abertos. Espero que os próximos anos sejam de pleno êxito para a RAC, tendo como intenção final unicamente o benefício da comunidade de pesquisadores e cidadãos interessados em pesquisa de qualidade superior na área de negócios.

Referências

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Tennant, J. P., Dugan, J. M., Graziotin, D., Jacques, D. C., Waldner, F., Mietchen, D., Elkhatib, Y., Collister, L., Pikas, C. K., Crick, T., Masuzzo, P., Caravaggi, A., Berg, D. R., Niemeyer, K. E., Ross-Hellauer, T., Mannheimer, S., Rigling, L., Katz, D. S., Greshake Tzovaras, B., Pacheco-Mendoza, J., Fatima, N., Poblet, M., Isaakidis, M., Irawan, D. E., Renaut, S., Madan, C. R., Matthias, L., Nørgaard Kjær, J., O'Donnell, D. P., Neylon, C., Kearns, S., Selvaraju, M., & Colomb, J. (2017). A multi-disciplinary perspective on emergent and future innovations in peer review. F1000Research Open for Science, 6(1151). https://doi.org/10.12688/f1000research.12037.3Links ]

Editor-chefe da RAC

Autor

Wesley Mendes-Da-Silva Rua Itapeva, 474, 8º andar, 01332-000, São Paulo, SP, Brasil. E-mail: rac.wesley.mendes@gmail.com

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