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Revista Brasileira de Epidemiologia

Print version ISSN 1415-790XOn-line version ISSN 1980-5497

Rev. bras. epidemiol. vol.8 no.3 São Paulo Sept. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2005000300001 

EDITORIAL

 

 

José da Rocha Carvalheiro

 

 

A Revista Brasileira de Epidemiologia consolida sua nova fase, mantendo-se com a regularidade exigida para sua permanência na base SciELO e com um número rigorosamente regular de artigos submetidos pelo fluxo contínuo e analisados pelo processo de peer review. Conservando as características que a RBE vem exibindo há vários números, não há trabalho de autor solitário, com média de 3,8 autores por artigo; mulheres são 22 (64,7 %) e homens apenas 12 (35,3 %).

São nove artigos, todos nacionais, distribuídos por quatro macro regiões brasileiras. A maioria proveniente do Sudeste, três do Rio de Janeiro, dois de São Paulo, um de Minas Gerais. Os outros três procedem das regiões Nordeste (Ceará), Sul (Rio Grande do Sul) e Centro Oeste (Brasília). Em três desses artigos há uma associação de profissionais da universidade com pessoal de serviços de saúde. Num deles é analisado o risco de infecção tuberculosa em Brasília por universitárias da Universidade de Brasília e da USP de Ribeirão Preto, em associação com profissional do Ministério da Saúde. Noutro, fatores ergonômicos de risco e de proteção no trabalho de enfermagem associam universitários da UERJ e da UFMG a profissionais da Secretaria de Estado da Saúde e do Instituto Estadual de Hemoterapia, ambos do Estado do Rio de Janeiro e outro do Programa de Saúde da Família de Belo Horizonte. Num terceiro, em Ribeirão Preto , professor da USP associa-se a profissional da Secretaria Municipal de Saúde local para analisar a prevalência de hepatite B em gestantes.

Nos demais trabalhos temos grande diversidade temática e metodológica. Uma versão de questionário para atitudes alimentares foi analisada quanto a confiabilidade em estudantes universitárias no Rio de Janeiro. A opinião de idosos a respeito do conceito de qualidade de vida é analisada em Botucatu, São Paulo. Baseando-se no acesso universal a terapia anti retroviral do Programa Nacional de DST/aids, analisa-se a influência de fatores sócio-demográficos, profiláticos e terapêuticos na sobrevida após diagnóstico de aids em coorte aberta no Rio de Janeiro. Um estudo transversal por questionário auto aplicado em bancários de Pelotas, Rio Grande do Sul, analisa distúrbios osteomusculares. A prevalência e os fatores ligados ao uso de anti inflamatórios não esteróides é analisada num estudo transversal de pacientes de um hospital em Belo Horizonte, Minas Gerais. As precárias condições da saúde bucal de idosos institucionalizados são analisadas em Fortaleza, Ceará.

Neste número, além deste Editorial, incluímos outros três Editoriais Especiais, contribuições de ilustres convidados e relacionados com temas igualmente ilustres. Seus títulos bastam para que se tenha uma idéia da importância.

"Perdemos Richard Doll", de Sérgio Koifman, Editor Associado da RBE, é um depoimento em que o homenageado se apresenta em suas feições humanas que tornavam ainda mais notável esse ícone da moderna Epidemiologia. Possivelmente a Revista Brasileira de Epidemiologia ainda venha a ser internacionalmente mencionada por ter publicado em seu segundo número, de 1998, um artigo original de Richard Doll, "Epidemiology of chronic non-infectious disease: current status and future perspective".

"IV Plano Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil", da Coordenadora da Comissão de Epidemiologia da Abrasco, Maria da Glória Teixeira, relata o processo de elaboração desta quarta versão da proposta de trabalho dos epidemiologistas brasileiros para o próximo qüinqüênio. Como no Plano anterior, também este novo aparecerá em número especial da RBE.

"Métodos em estudos de coortes", de Marília Sá Carvalho e Claudia Lopes, ambas da Comissão de Epidemiologia da Abrasco, relatam a realização de seminário metodológico em agosto. Faz mais, prometem a divulgação em futuros números da RBE das contribuições e debates nesse seminário. Prometem mais: anuncia uma linha de questões metodológicas que deverão fazer da RBE um instrumento de avanço nessa importante feição da epidemiologia.

Na seção de Debates publicamos um resumo editado das contribuições até agora recebidas comentando o artigo de Juan Gérvas e Mercedes Pérez Fernándes, publicado no número anterior, 8(2).

Em Noticiário, temos importantes anúncios de Congressos Internacionais que se realizarão no Brasil nos próximos anos, em nossa área de Epidemiologia e Saúde Coletiva, como realizações da Abrasco. E uma interessante polêmica, travada entre a Comissão de Epidemiologia e a "Revista O GLOBO", a respeito de terapia hormonal, climatério e doenças cardiovasculares.

Boa leitura.

 

O Editor.

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