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Revista Brasileira de Epidemiologia

Print version ISSN 1415-790X

Rev. bras. epidemiol. vol.13 no.3 São Paulo Sept. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2010000300008 

ARTIGO ESPECIAL

 

Nível de atividade física de crianças e adolescentes órfãos por aids

 

 

Cláudia Renata dos Santos Barros; Eliana Miura Zucchi; Ivan França Junior

Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo - USP

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Estimar o nível de atividade física em crianças e adolescentes órfãos por aids, segundo características sociodemográficas e relativas à orfandade.
MÉTODOS: Inquérito populacional realizado no município de São Paulo, SP, entre 2006 e 2007, com 235 crianças e adolescentes de 7 a 14 anos. As crianças foram classificadas como ativas e sedentárias com o ponto de corte em 300 minutos por semana de atividade física. Todas as variáveis foram comparadas entre os dois grupos e entre os sexos.
RESULTADOS: Foi observada prevalência de 42% de sedentarismo. A maioria das crianças e adolescentes apresentou locomoção e brincadeiras infantis como principais atividades físicas. Quanto ao nível de atividade física foi observada diferença significativa entre os sexos (p < 0,001). Os meninos eram mais ativos e brincavam mais na rua do que as meninas.
CONCLUSÕES: Há alta magnitude de prevalência de sedentarismo entre crianças e adolescentes órfãos por aids, sendo maior entre as meninas.

Palavras-chave: Órfãos. Aids. Atividade física. Sedentarismo. Crianças. Brincadeiras.


 

 

Introdução

No Brasil, uma das consequências da heterossexualização da epidemia de aids nos últimos dez anos foi o aumento da proporção de crianças filhas de pessoas vivendo com HIV. Considerando-se a baixa probabilidade de transmissão vertical1, sobretudo se a gestação tiver acompanhamento pré-natal, a maioria dessas crianças não é soropositiva para o HIV. Algumas destas crianças podem ficar órfãs em decorrência da morte de um ou ambos os pais pela aids. Estudos mostram que a orfandade por aids pode vir acompanhada de impactos negativos, afetando a saúde2.

Na literatura, os estudos sobre a saúde de órfãos em consequência da aids são majoritariamente relacionados à saúde mental (estresse, baixa auto-estima e depressão)3,4 e aos aspectos nutricionais (prevalência de desnutrição)5. Entretanto, não há estudos sobre o nível de atividade física entre crianças órfãs devido à aids.

Para a boa saúde e o bom desenvolvimento6-8 de crianças e jovens é recomendável prática regular de atividade física, definida como "qualquer movimento corporal, produzido pelos músculos esqueléticos, que resulte em gasto energético maior que os níveis de repouso"9.

Apesar da contribuição da atividade física na saúde e na qualidade de vida de crianças e adolescentes, tem-se observado alta prevalência de sedentarismo10,11, principalmente entre as meninas, crianças com menor grau de escolaridade e com baixo nível econômico.12

Assim, neste estudo estimamos o nível de atividade física destas crianças e examinamos suas diferenças segundo as características sociodemográficas e aquelas relativas à orfandade.

 

Material e Método

Sujeitos

Uma amostra probabilística foi construída para este estudo transversal de base populacional.

A seleção amostral por conglomerados com tamanho diferentes foi feita a partir da base de dados do Sistema de Informação de falecimento por aids do município de São Paulo (PROAIM), no período de 2000 a 2004. O sorteio foi feito em dois estágios com partilha proporcional ao tamanho, totalizando 124 unidades primárias da amostragem (UPAs) no primeiro estágio e, no segundo estágio, 40 endereços.

A amostra final equiprobabilística foi composta de 2.081 endereços de pessoas falecidas, sendo localizados 88% deles. Após as visitas domiciliares, foram identificadas 50,3% (918) residências elegíveis para o estudo (pessoas falecidas que deixaram filho). Dentre os endereços localizados, eram elegíveis 436 (47,5%) crianças e adolescentes de 7 a 14 anos completos e residentes na cidade de São Paulo. Deste total, foram efetivadas 291 (66%) entrevistas sociodemográficas Os principais motivos das perdas em relação ao total foram: 73 (16,6%) por movimentação geográfica; 45 (10,3%) recusas, 25 (5,7) não localizados após 3 visitas e 2 (0,4%) sem segurança no local.

A maioria das crianças e adolescentes (242 (83,2%)) que participaram das entrevistas sociodemográficas foram também submetidas à avaliação física. O número de cuidadores que não autorizou as avaliações nas crianças foi baixo (3%).

Para que a alta perda não afetasse a representatividade do estudo interferindo nas possíveis inferências, foram calculados pesos por meio log-linear de Poisson, para o ajuste da distribuição dos respondentes para a população total do estudo, denominado peso de não resposta. O peso foi construído a partir de uma ou mais variáveis disponíveis para os respondentes e não respondentes, e que estivessem correlacionadas com as variáveis investigadas. As covariáveis utilizadas neste ajuste foram: região, estado civil, idade do falecido, sexo e categoria de exposição13-15.

A amostra final para o presente estudo foi composta por 235 (83%) crianças e adolescentes que participaram também de avaliação física e tinham informações suficientes para determinação dos pesos para correção amostral.

A maioria das crianças e adolescentes tinha idade entre 10 e 13 anos, era constituída de órfãos paternos, soronegativos para o HIV, e com cor de pele não branca. A maior parte era cuidada por um dos pais sobreviventes, mais frequentemente pela mãe, vivia em famílias com maior escore econômico e que tinham renda per capita abaixo de R$ 380,00. Quarenta por cento dos cuidadores tinham até 4 anos de estudo (Tabela 1).

Foram realizadas entrevistas face a face com os cuidadores ou pais das crianças, utilizando-se dois questionários estruturados: um contendo as informações sobre as características sociodemográficas e o outro, validado para adolescentes16, com as informações sobre a prática de atividade física e o tempo inativo.

Variáveis Independentes

Características sociodemográficas das crianças

As características sociodemográficas foram: sexo, idade, cor de pele, tipo de orfandade, tipo de cuidador, condição sorológica para o HIV.

A institucionalização não foi considerada na análise, pois apenas 5 (2%) crianças estavam em abrigos. Na condição sorológica para o HIV, 12 (5%) crianças eram soropositivas, 53 (22,%) não haviam sido testadas, 7 (3%) não sabiam se haviam sido testadas e 1 (0,4%) não sabia o resultado do teste. Deste modo, foram categorizadas em 3 grupos: "soropositivas para o HIV", "soronegativas para o HIV" e "condição sorológica ignorada".

Características sociodemográficas dos pais e/ou cuidadores

As variáveis relativas às características sociodemográficas dos pais ou cuidadores foram: escore econômico calculado por meio da soma dos bens (televisão, rádio, vídeo cassete entre outros) e escolaridade do cuidador, sendo o total de pontos categorizado em tercil; renda familiar per capita com o corte em R$ 380,00 (salário mínimo - ano de referência 2005); e escolaridade.

Variáveis relativas à participação em brincadeiras no lazer

Quanto às brincadeiras no lazer, apenas 4 (1,6%) crianças e adolescentes não brincavam. Do total de crianças e adolescentes que brincavam foi analisado o local, a companhia e a frequência com que brincavam.

Inatividade física

Na análise de tempo inativo16, foram considerados aqueles assistindo televisão, jogando vídeo game e usando o computador com frequência.

Variável dependente - Atividade Física

Na avaliação da atividade física, variável dependente, também foi utilizado o questionário de atividade física habitual validado para adolescentes16.

Após cálculo do escore semanal de atividade física (valor mediano), as crianças foram classificadas em "sedentárias", quando praticavam menos de 300 minutos por semana de atividade física; e "ativas", com 300 minutos ou mais17.

A linguagem do instrumento foi adaptada para o(a) cuidador(a) responder a respeito das crianças e adolescentes. Jogos e brincadeiras infantis que constavam no compêndio de atividade física18 e eram praticados com frequência foram considerados na estimativa do nível de atividade física.

As entrevistas foram realizadas por profissionais treinados e precedidas por consentimento, por escrito, dos cuidadores.

Análise de dados

A análise descritiva foi apresentada por meio de proporções. O teste de hipótese utilizado foi o qui-quadrado, com nível de significância de 5% e poder de teste de 80%. Para realização destas análises foi utilizado o bloco SVY do programa Stata 10.0.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Não há conflito de interesse dos autores.

 

Resultados

Observou-se que mais da metade das crianças e adolescentes praticava no mínimo 300 minutos por semana de atividade física. Dentre estes, preponderaram os meninos. Não houve diferenças no nível de atividade física segundo as demais variáveis analisadas (Tabela 2).

A maioria (74%) das crianças e adolescentes relatou prática de atividade física fora da escola e (84%) também tinham atividade de locomoção. Quanto ao tipo de atividade física praticada, 49% participavam de jogos e brincadeiras infantis, restando 51% que frequentavam atividades esportivas orientadas, sendo as mais citadas: futebol, vôlei, natação, artes marciais e iniciação esportiva.

Com relação às brincadeiras praticadas no lazer verificou-se que apenas 1,7% das crianças e adolescentes não brincavam. Dentre as crianças que brincavam com frequência, a maioria brincava diariamente com outras crianças na própria casa ou em casa de amigos. Quando estratificada por sexo, uma maior proporção de meninos brincava na rua ou em lugares públicos. Companhia e frequência não apresentaram diferenças estatisticamente significativas por sexo (Tabela 3).

Na Tabela 4 observa-se que a maioria das crianças assistia menos de 4 horas diárias de televisão, não jogava vídeo game e usava computador com frequência. O uso de vídeo game foi mais frequente entre os meninos, não havendo diferença entre os sexos para uso do computador e tempo assistido TV.

 

Discussão

A prevalência de sedentarismo observada no presente estudo foi mais baixa do que a encontrada entre crianças de 10 a 12 anos de Pelotas, RS (58,2%)19. Entretanto, é similar a estudos realizados em Pelotas e em Lages, SC, com jovens de 15 a 18 anos e de 10 e 17 anos, apresentando, respectivamente, 39%20 e 40%12 de sedentarismo. É importante ressaltar que nestes estudos foram utilizados diferentes inquéritos para investigação do nível de atividade física. As questões sobre atividade física, lazer e o tempo inativo foram adaptadas de acordo com as diversas culturas e houve divergência nos pontos de corte para determinar o sedentarismo11,17,20. Tais divergências nas metodologias utilizadas não permitem estabelecer uma correspondência direta entre os diversos grupos de crianças e adolescentes estudados. Entretanto, apesar das diferenças metodológicas entre os estudos, foi possível observar que, dentre os órfãos em consequência da aids, o sedentarismo é um problema de grande magnitude, assim como tem sido documentado entre crianças e adolescentes da população geral.

A orfandade por aids parece não produzir diferenças no nível de atividade física. Ser portador de HIV/Aids é que tem se mostrado como fator importante na restrição à prática de atividade física21.

Coerentemente, como há poucos soropositivos para o HIV na população estudada, o sedentarismo equivale à população geral. Além disso, na relação entre o sedentarismo é a orfandade, chama atenção o fato de a perda de pai, mãe ou ambos não estar associada à inatividade física. É possível que as famílias substitutas mantenham comportamento equivalente para engajar crianças e adolescentes em atividades físicas22.

O sedentarismo observado entre as crianças e os adolescentes órfãos pode ser explicado pelo baixo nível econômico similar aos escolares abordados em outros estudos. Há relação inversa entre a prática de atividade física e o nível econômico6,11,12,23. As precárias condições de moradia, associadas à insegurança social e à priorização do transporte, dificultam a o uso de ruas ou praças públicas por crianças e adolescentes. Além disso, a distância do local de moradia de centros esportivos gratuitos e parques pode inibir a participação das crianças em atividade física24.

A maior prevalência de sedentarismo observada entre as meninas órfãs coincide com outros estudos que mostraram meninos como sendo mais ativos12,25,26. Esta diferença entre os sexos ocorre em diferentes faixas etárias. Gomes e col.19 observaram meninos mais ativos quando avaliaram adolescentes acima de 12 anos por meio de inquérito domiciliar. Montgomery e col.26 também encontraram meninos com idade média de 5,4 anos mais ativos ao avaliarem crianças de pré-escola e primeiro ano.

Estas diferenças estão articuladas com a cultura de gênero. Os meninos, em sua maioria, preferem participar de brincadeiras e jogos em grupos do mesmo sexo, prevalecendo a prática de futebol e corrida. Já as meninas têm maior participação em atividades em grupos mistos: no entanto, participam em uma posição de submissão, além de, algumas vezes, preferirem ficar observando os meninos jogarem27,28. As meninas tendem a se envolver com brincadeiras que se assemelham com atividades desenvolvidas por suas mães ou cuidadoras. Dentre elas, estão as brincadeiras de casinha e cuidar de bebê que, na maioria das vezes, são realizadas sentadas ou com pouca movimentação, resultando em atividades de baixo gasto energético.

O tempo despendido assistindo televisão, jogando vídeo game ou usando o computador apresenta uma relação negativa com o nível de atividade física dos adolescentes26,29. Esta relação não foi observada entre as crianças órfãs por aids, pois a maioria assistia pouco televisão e não usava computador. Apesar da baixa renda, apenas 5 (2,3%) relataram não ter televisão. Assim, sugerimos que estas crianças em seu tempo livre possuem outras atividades, como, por exemplo, relacionadas à responsabilidade de cuidados com a casa em função da orfandade.

O presente estudo apresentou limitação relativa à dificuldade em encontrar crianças e adolescentes órfãos devido à aids, o que gerou uma perda de 26%. Foram observadas no banco de dados do PROAIM lacunas nos endereços das pessoas falecidas, sendo alguns inexistentes ou incorretos. Esta falha do banco pode ser atribuída, além de erros de digitação, à informação incorreta fornecida por pessoas portadoras de aids por medo de discriminação em seus locais de moradia.

Entretanto, após o ajuste para correção das perdas, observou-se homogeneidade intra-conglomerados com o valor do DEFF maior que 1, exceto no tempo despendido assistindo televisão. Verificou-se ainda que, com exceção do uso de computador e a variável referente à companhia na brincadeira, os intervalos de confianças foram ajustados com a inclusão dos pesos, melhorando a precisão das estimativas (Tabela 5) .

Deste modo, podemos concluir que no sedentarismo em órfãos em decorrência da aids não portadores de HIV/Aids operam os mesmos fatores que nas crianças e adolescentes da população geral. Os resultados mostram que a prática de atividade física das crianças órfãs reflete mais as desigualdades de gênero e socioeconômicas do que propriamente condições relacionadas à epidemia de HIV.

 

Referências

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Correspondência:
Ivan França Junior
Departamento de Saúde Materno-Infantil
Faculdade de Saúde Pública
Universidade de São Paulo
Av. Dr. Arnaldo, 715 - 2º andar - sala 218, Cerqueira César
São Paulo, SP CEP 01246-904
E-mail: ifjunior@usp.br

Recebido em: 30/11/09
Versão final reapresentada em: 29/06/10
Aprovado em: 12/07/10
Financiamento: FAPESP (03/10883-5) e Apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (CAPES) sob a forma de bolsa de estudo de mestrado.