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Revista Brasileira de Epidemiologia

Print version ISSN 1415-790XOn-line version ISSN 1980-5497

Rev. bras. epidemiol. vol.21  supl.1 São Paulo  2018  Epub Nov 29, 2018

http://dx.doi.org/10.1590/1980-549720180001.supl.1 

EDITORIAL

Editorial PeNSE 2015

Elisete DuarteI 

Márcia FurquimII 

ISecretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde - Brasília (DF), Brasil.

IIFaculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo - São Paulo (SP), Brasil.

Os inquéritos são uma importante estratégia ao monitoramento da saúde na adolescência, especialmente se realizados nas escolas, considerando que, no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), a taxa de escolarização nessa faixa etária é acima de 90%, independentemente da condição socioeconômica das famílias1.

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) é um inquérito que foi feito pela primeira vez em 2009 com escolares adolescentes. Desde então, já foram realizadas outras duas edições (2012 e 2015). A PeNSE consiste no resultado da parceria entre o Ministério da Saúde (MS) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o apoio do Ministério da Educação (MEC). A população-alvo são estudantes do 9º ano do ensino fundamental, e, em 2015, foram incluídos alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, com o intuito de que a pesquisa se tornasse representativa de escolares de 13 a 17 anos. Os resultados da última edição da PeNSE são o foco do presente número temático, que tambem inclui análises de outros dois inquéritos nacionais: o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, o Vigitel, que foi a fonte de dados utilizada em artigo sobre a posse de planos de saúde; e a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), a qual forneceu dados para o esudo sobre a hipertensão arterial.

As análises dos dados da PeNSE possibilitam o conhecimento de como vivem e se comportam os adolescentes, o que é de grande importância para a formulação de políticas públicas e para o planejamento de ações em saúde pública. Os adolescentes passam por relevantes mudanças biológicas, cognitivas, emocionais e sociais. Nessa fase da vida, confome apesentado nos trabalhos que compõem este número temático, ocorre a experimentação de novos comportamentos e vivências, e algumas dessas experiências são fatores de risco para a saúde, como o uso de tabaco industrializado e outras formas de apresentação que vêm se tornando comuns, como o narguilé, além do consumo de álcool, do uso de drogas, da alimentação inadequada, do sedentarismo, entre outros. Esses fatores de risco estão associados ao desenvolvimento da maioria das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), de asma, de violências, de doenças sexualmete transmissíveis (DSTs), explorados no presente volume, bem como agravos. Fora isso, a realização da PeNSE em 2015 permitiu analisar a mudança nos indicadores ao longo do tempo, como o caso do uso de preservativos, que caiu no período de 2009 a 2015 entre os adolesentes.

Os artigos aqui apresentados representam a variedade de possibilidades de análise e produção de conhecimentos sobre saúde dos adolescentes que a PeNSE oferece. Esperamos que esta coletânea de artigos possa auxiliar leitores e gestores no conhecimento da situação de saúde dos adolescentes, preenchendo lacunas que faltavam e na condução de suas responsabilidades, de forma a reduzir as iniquidades em saúde presentes na sociedade brasileira.

REFERÊNCIA

1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Síntese de Indicadores. 2ª ed. IBGE: Rio de Janeiro; 2013 [acessado e 31 ago. 2018]. Disponível em: Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv94414.pdfLinks ]

Autora correspondente: Elisete Duarte. Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, Brasília, DF, Brasil. E-mail: elisete.duarte@saude.gov.br

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