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Revista Brasileira de Epidemiologia

Print version ISSN 1415-790XOn-line version ISSN 1980-5497

Rev. bras. epidemiol. vol.22  supl.2 Rio de Janeiro  2019  Epub Oct 07, 2019

http://dx.doi.org/10.1590/1980-549720190005.supl.2 

ARTIGO ORIGINAL

Prevalência de colesterol total e frações alterados na população adulta brasileira: Pesquisa Nacional de Saúde

Deborah Carvalho MaltaI 
http://orcid.org/0000-0002-8214-5734

Celia Landman SzwarcwaldII 
http://orcid.org/0000-0002-7798-2095

Ísis Eloah MachadoIII 
http://orcid.org/0000-0002-4678-2074

Cimar Azeredo PereiraIV 

André Willian FigueiredoIV 

Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de SáIII 
http://orcid.org/0000-0002-0122-2727

Gustavo Velasquez-MelendezI 
http://orcid.org/0000-0001-8349-5042

Filipe Malta dos SantosV 
http://orcid.org/0000-0002-0522-0374

Paulo Borges de Souza JuniorII 
http://orcid.org/0000-0002-8142-4790

Sheila Rizzato StopaVI 
http://orcid.org/0000-0001-8847-665X

Luiz Gastão RosenfeldVII  *

IDepartamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública, Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais- Belo Horizonte (MG), Brasil.

IIInstituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz - Rio de Janeiro (RJ), Brasil.

IIIPrograma de Pós-graduação em Enfermagem, Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais - Belo Horizonte (MG), Brasil.

IVDiretoria de Pesquisas, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Rio de Janeiro (RJ), Brasil.

VSecretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte - Belo Horizonte (MG), Brasil.

VIDiretoria de doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, Ministério da Saúde - Brasília, Brasil.

VIICentro de Hematologia de São Paulo - São Paulo (SP), Brasil.


RESUMO:

Objetivo:

Analisar as prevalências dos níveis de colesterol total e frações alterados na população brasileira, segundo dados bioquímicos da Pesquisa Nacional de Saúde.

Métodos:

Estudo descritivo, utilizando dados laboratoriais da Pesquisa Nacional de Saúde coletados entre os anos de 2014 e 2015. Foram analisados exames de colesterol total e frações e calculadas prevalências populacionais de valores alterados segundo variáveis sociodemográficas. Consideraram-se os seguintes pontos de corte: colesterol total ≥ 200mg/dL; lipoproteínas de baixa densidade (LDL) ≥ 130mg/dL e lipoproteínas de alta densidade (HDL) < 40mg/dL.

Resultados:

Aprevalência de colesterol total ≥ 200mg/dL na população foi de 32,7%, mais elevada em mulheres (35,1%). A prevalência de HDL alterado foi de 31,8%, sendo de 42,8% no sexo masculino e 22,0% no feminino. LDL≥ 130mg/dL foi observado em 18,6%, com prevalência mais elevada em mulheres (19,9%). População com idade de 45 anos ou mais e com baixa escolaridade apresentou maiores prevalências de colesterol com alterações.

Conclusão:

Valores de colesterol total e frações alterados foram frequentes na população brasileira, especialmente entre mulheres, idosos e pessoas de baixa escolaridade. Esses resultados poderão orientar as ações de controle e prevenção, como alimentação saudável, atividade física e tratamento, visando à prevenção de doenças coronarianas.

Palavras-chave: Colesterol; HDL-colesterol; LDL-colesterol; Doenças cardiovasculares; Inquéritos epidemiológicos; Testes laboratoriais

ABSTRACT:

Objective:

To analyze the prevalence of altered total cholesterol and fractions levels in the Brazilian population, according to biochemical data from the National Health Survey.

Methods:

A descriptive study, using data from the National Health Survey, collected between 2014 and 2015. Total cholesterol and fractions were analyzed and population prevalences of altered values according to socio-demographic variables were calculated. The cutoff points considered were: total cholesterol ≥ 200mg/dl; low-density lipoprotein LDL ≥ 130mg/dL and high-density lipoprotein HDL < 40mg/dL.

Results:

The prevalence of total cholesterol ≥200mg/dL in the population was 32.7%, and higher in women (35.1%). The prevalence of altered HDL was 31.8%, 22.0% in females and 42.8% in males. LDL ≥ 130mg/dL was found in 18.6% and was higher in women (19.9%). The population aged 45 years old and older and those with low levels of education presented a higher prevalence of altered cholesterol.

Conclusion:

Altered values of total cholesterol and fractions were frequent in the Brazilian population, especially among women, the elderly and people with low levels of education. These results may guide control and preventative actions such as healthy eating, physical activity and treatment, all of which aim to prevent coronary diseases.

Keywords: Cholesterol; Cholesterol, HDL; Cholesterol, LDL; Cardiovascular diseases; Health surveys; Laboratory test

INTRODUÇÃO

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são as principais causas de morbimortalidade no mundo. Entre essas doenças, as cardiovasculares (DCV) destacam-se pela sua magnitude, associação com incapacidade e mortes prematuras1. No Brasil, cerca de um terço das mortes ocorre pelas DCV, sendo também as causas de gasto mais expressivas com assistência médica2.

O colesterol é um dos lípides biologicamente mais relevantes, precursor dos hormônios esteroidais, ácidos biliares e vitamina D. Como um constituinte das membranas celulares, o colesterol atua na sua fluidez e na regulação metabólica3. As lipoproteínas permitem o transporte dos lípides no meio aquoso plasmático e podem ser classificadas de acordo com sua densidade, como as lipoproteínas de baixa densidade (LDL, do inglês low density ­lipoprotein) e de alta densidade (HDL, do inglês highdensity lipoprotein)3.

Na década de 1960, estudos na coorte de Framingham Heart apresentaram evidências de que valores elevados de colesterol sérico aumentariam o risco de infarto do miocárdio nos anos subsequentes do estudo4. Posteriormente, outras pesquisas confirmaram associações entre níveis altos de colesterol e o aumento do risco para doenças cardíacas e acidente vascular cerebral 5,6.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde destacam que níveis elevados de colesterol sérico causam cerca de 2,6milhões de mortes e 29,7milhões de anos de vida perdidos por morte prematura e incapacidades5.

Ensaios clínicos, metanálises e consensos clínicos demonstram que o controle das dislipidemias está associado a importantes benefícios na redução de eventos e mortalidade cardiovascular. O mais conhecido, Adult Treatment Panel III(ATP III), de 2001, tem orientado os países na definição dos pontos de corte e alvos terapêuticos para os níveis de colesterol a depender do risco de um incidente cardiovascular7.

Estudos subsequentes de diferentes países desenvolveram diretrizesque associam níveis de colesterol elevados a risco não só de infarto agudo do miocárdio, mas também de doenças arteriais periféricas e acidentes vasculares encefálicos8, além de apontarem que o melhor preditor de risco cardíaco é o LDL8.

Investigações indicam redução da taxa de DCV quando se diminui o colesterol plasmático, particularmente dos níveis de LDL-colesterol3. Ensaios clínicos com estatinas revelaram que, quanto maior a redução absoluta do LDL, maior a redução das DCV, entretanto ainda não há consenso na literatura sobre o nível desejável de LDL sérico para se obter o benefício 8,9.

Apesar de estabelecidas as evidências na literatura científica acerca da associação entre o colesterol e as doenças coronarianas, os inquéritos populacionais que monitoram as prevalências populacionais de colesterol no Brasil ainda são escassos e, na maioria, utilizam dados autorreferidos10,11. Os resultados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA Brasil), feito entre servidores de universidades federais do país, mostraram maiores prevalências de LDL alterado em homens, negros, idosos e com baixo nivel de escolaridade12.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizou nos anos de 2014 e 2015 coletas de material biológico que incluíram medidas de colesterol e frações13,14, possibilitando, pela primeira vez, análises nacionais sobre a distribuição do colesterol alterado na população brasileira. Portanto, o objetivo deste estudo consistiu em analisar as prevalências dos níveis de colesterol total e frações alterados na população brasileira, segundo dados bioquímicos da PNS.

MÉTODOS

Trata-se de estudo descritivo utilizando dados dos exames laboratoriais da PNS entre os anos de 2014 e 2015. A PNS é uma pesquisa de âmbito nacional e base domiciliar realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mediante parceria com o Ministério da Saúde. A pesquisa utilizou amostra probabilística em três estágios, e foram obtidos registros de entrevistas em 64.348 domicílios. Mais det alhes metodológicos podem ser lidos em outras publicações13,14.

A subamostra de laboratório foi constituída de 8.952 pessoas, e foram excluídas 418amostras por motivos de material suficiente, hemólise, perda da amostra e outros. Assim, totalizaram-se 8.534 exames para a análise atual. O estudo adotou pesos de pós-estratificação segundo sexo, idade, escolaridade e região, visando estabelecer estimativas para a população adulta brasileira14.

Os participantes da pesquisa assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), e posteriormente foram realizadas coletas de sangue periférico a qualquer hora do dia. Destaca-se ainda que o estudo seguiu o protocolo que dispensa o jejum para a medição do colesterol3.

O colesterol total (CT), o LDL e o HDL foram coletados em tubos com gel. ­Aguardaram-se30minutos para a retração do coágulo e posteriormente foi realizada centrifugação e encaminhamento das amostras sob refrigeração de 2 a 8ºC, com controle da temperatura nas diversas etapas. Esses parâmetros foram dosados por método enzimático/colorimétrico automatizado.

As prevalências para cada categoria de níveis de CT e frações foram descritas por intermédio dos seguintes intervalos:

  • CT: < 160mg/dL; ≥ 160 a < 200mg/dL; ≥ 200 a < 220mg/dL; ≥ 220 a < 280mg/dL;e ≥ 280mg/dL.

  • LDL colesterol: < 100mg/dL; ≥ 100 a < 130mg/dL; ≥ 130 a <160mg/dL; ≥ 160 a < 190mg/dL; e ≥ 190mg/dL.

  • HDL colesterol: < 25mg/dL; ≥ 25 a < 30mg/dL; ≥ 30 a < 40mg/dL; ≥ 40 a < 50mg/dL;> 50mg/dL.

  • Relação CT/HDL: < 4,0.

Foram calculadas as médias dos níveis de colesterol e a relação CT/HDL para a população geral e segundo faixas etárias (18 a 29 anos; 30 a 44 anos; 45 a 59 anos; 60 anos ou mais).

Realizou-se análise dicotômica (ter ou não colesterol alterado), e foram calculadas as prevalências populacionais de CT e frações alterados, considerando os seguintes pontos de corte: CT ≥ 200mg/dL; LDL ≥ 130mg/dL e níveis de HDL < 40mg/dL, seguindo os parâmetros de tratamento clínico preconizado pela ATPIII7. Estratificaram-se as prevalências por sexo, faixa etária (18 a 29 anos; 30 a 44 anos; 45 a 59 anos; 60 anos ou mais), escolaridade (0 a 8 anos; 9 a 11 anos; 12 ou mais anos de estudo), raça/cor (branca, preta, parda e outras) e regiões do país (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste).

Para estimar as diferenças entre os estratos, foi utilizado o teste χ2 de Pearson. As análises dos dados foram realizadas usando o software Data Analysis and Statistical Software (Stata), versão 14, com base no conjunto de comandos para análise de dados de inquéritos com amostra complexa (survey).

A PNS foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Conselho Nacional de Saúde, Ministério da Saúde. A participação do adulto na pesquisa foi voluntária e a confidencialidade das informações garantida. Os indivíduos selecionados para a pesquisa forneceram o consentimento informado para todos os procedimentos da pesquisa, incluindo a entrevista e a coleta de sangue e urina.

RESULTADOS

A média de CT na população foi de 185mg/dL, sendo de 181,7mg/dL no sexo masculino e 198,7mg/dL no feminino. A média apresentou-se mais elevada com o aumento da idade - na faixa etária de 18 a 29 anos, por exemplo, foi de 169,4mg/dL, atingindo médias mais altas entre 45 e 59 anos.

Em relação ao HDL, a média populacional foi de 46,5mg/dL, sendo de 43mg/dL para o sexo masculino e de 49,6mg/dL para o feminino. Em geral, em todas as faixas de idade os valores de HDL foram semelhantes, em torno de 46,5mg/dL.

Quanto ao LDL, a média populacional foi de 104,7mg/dL, de 102,9mg/dL no sexo masculino e 106,2mg/dL no feminino. Na faixa etária de 18 a 29 anos, a média de LDL foi de 93,1mg/dL, e observaram-se valores mais altos entre 40 e 59 anos (112,2mg/dL).

A relação CT/HDL foi alta na população total (4,3), tanto em homens (4,6) quanto em mulheres (4,0), sendo menor que 4 apenas para população total com idade entre 18 e 29anos e mulheres entre 18 e 44 anos (Tabela 1).

Tabela 1. Média populacional do colesterol total (CT), do colesterol lipoproteína de alta densidade (HDL), do colesterol lipoproteína de baixa densidade (LDL) e da razão CT/HDL segundo sexo e faixa etária. Brasil, Pesquisa Nacional de Saúde 2014-2015. 

Sexo Faixa etária (anos) CT HDL LDL CT/HDL
Média IC95% Média IC95% Média a IC95% Média IC95%

  • Total

  • (n = 8.534)

18-29 169,4 166,9 - 171,9 46,9 46,0 - 47,9 93,1 91,3 - 94,8 3,9 3,8 - 4,0
30-44 185,1 183,2 - 186,9 46,2 45,6 - 46,9 105,2 103,8 - 106,6 4,3 4,2 - 4,4
45-59 195,8 193,9 - 197,7 46,4 45,7 - 47,2 112,2 110,6 - 113,8 4,6 4,5 - 4,6
≥ 60 192,0 189,7 - 194,3 46,3 45,5 - 47,1 109,8 108,0 - 111,6 4,4 4,3 - 4,5
Total 185,0 183,9 - 186,1 46,5 46,1 - 46,9 104,7 103,8 - 105,5 4,3 4,2 - 4,3

  • Masculino

  • (n = 3.551)

18-29 164,9 160,7 - 169,0 43,2 41,9 - 44,5 90,1 87,7 - 92,5 4,1 3,9 - 4,3
30-44 187,5 184,5 - 190,5 43,1 42,2 - 44,0 107,0 104,7 - 109,3 4,7 4,5 - 4,8
45-59 191,7 189,0 - 194,4 43,3 42,1 - 44,4 109,6 107,3 - 111,8 4,8 4,7 - 4,9
≥ 60 183,4 180,1 - 186,7 42,0 41,0 - 43,0 106,0 103,4 - 108,6 4,6 4,5 - 4,8
Total 181,7 179,9 - 183,5 43,0 42,4 - 43,5 102,9 101,6 - 104,2 4,6 4,5 - 4,6

  • Feminino

  • (n = 4.983)

18-29 173,9 171,1 - 176,7 50,6 49,3 - 51,8 96,0 93,6 - 98,3 3,6 3,6 - 3,7
30-44 182,9 180,7 - 185,2 49,0 48,2 - 49,8 103,6 101,9 - 105,4 3,9 3,9 - 4,0
45-59 199,6 196,9 - 202,2 49,3 48,3 - 50,3 114,6 112,4 - 116,8 4,3 4,2 - 4,4
≥ 60 198,6 195,7 - 201,7 49,6 48,5 - 50,8 112,8 110,3 - 115,2 4,3 4,2 - 4,4
Total 198,7 186,6 - 189,3 49,6 49,1 - 50,1 106,3 105,2 - 107,4 4,0 4,0 - 4,1

IC95%: intervalo de confiança de 95%.

Os valores de CT para a população total foram: < 160mg/dL (26,3%), ≥ 160 a < 200mg/dL(41%), ≥ 200 a < 220mg/dL (15,4%), ≥ 220 a < 280mg/dL (15,8%) e ≥ 280mg/dL (1,5%). Parao HDL, os valores foram: < 25mg/dL (2%), ≥ 25 a < 30mg/dL (4,8%), ≥ 30 a < 40mg/dL(25%), ≥ 40 a < 50mg/dL (33,2%) e ≥ 50mg/dL (35,1%). Os valores do LDL foram: <100mg/dL (45,7%), ≥ 100 a < 130mg/dL (35,7%), ≥ 130 a < 160mg/dL (14,1%), ≥ 160 a < 190mg/dL (3,8%) e ≥ 190mg/dL (0,7%). A relação CT/HDL > 4 foi encontrada em 50% da população total (Tabela 2).

Tabela 2. Distribuição dos níveis de colesterol total (CT), colesterol lipoproteína de alta densidade (HDL) e colesterol lipoproteína de baixa densidade (LDL) segundo diferentes pontos de corte. Brasil, Pesquisa Nacional de Saúde 2014-2015. 

Categorias Total Masculino Feminino
% IC95% % IC95% % IC95%
Colesterol Total
< 160 26,3 25,0 27,6 29,7 27,6 31,8 23,2 21,7 24,8
≥ 160 e < 200 41,0 39,6 42,4 40,2 38,1 42,4 41,7 39,9 43,5
≥ 200 e < 220 15,4 14,5 16,5 14,9 13,5 16,5 15,9 14,6 17,2
≥ 220 e < 280 15,8 14,8 16,8 13,9 12,5 15,4 17,4 16,1 18,8
≥ 280 1,5 1,2 1,9 1,2 0,9 1,8 1,8 1,4 2,3
HDL
< 25 2,0 1,6 2,4 3,2 2,6 4,1 0,8 0,6 1,2
≥ 25 e < 30 4,8 4,2 5,5 7,2 6,1 8,5 2,7 2,2 3,2
≥ 30 e < 40 25,0 23,8 26,3 32,4 30,3 34,5 18,5 17,2 20,0
≥ 40 e < 50 33,2 31,8 34,5 33,1 31,0 35,2 33,3 31,6 35,0
≥ 50 35,1 33,7 36,4 24,1 22,3 26,1 44,8 42,9 46,6
LDL
< 100 45,7 44,3 47,2 48,0 45,7 50,2 43,8 42,0 45,6
≥ 100 e < 130 35,7 34,3 37,1 34,9 32,8 37,1 36,4 34,6 38,2
≥ 130 e < 160 14,1 13,2 15,1 13,7 12,3 15,2 14,5 13,3 15,8
≥ 160 e < 190 3,8 3,3 4,4 3,0 2,3 3,8 4,5 3,8 5,3
≥ 190 0,7 0,5 0,9 0,5 0,3 0,8 0,9 0,6 1,3
CT/HDL
≥ 4 50,0 48,6 51,5 58,3 56,1 60,6 42,7 40,9 44,5

IC95%: intervalo de confiança de 95%.

A prevalência na população adulta de CT ≥ 200mg/dL foi de 32,7%, sendo mais elevada em mulheres (35,1%). A prevalência de colesterol elevado foi maior entre aqueles com mais de 45 anos e menor na faixa de escolaridade mais elevada (p < 0,001) (Tabela 3).

Tabela 3. Prevalência populacional de colesterol total ≥ 200mg/dL segundo sexo, faixa etária, escolaridade, raça/cor e região. Brasil, Pesquisa Nacional de Saúde 2014-2015.  

Total Masculino Feminino
% IC95% P % IC95% p % IC95% p
Total 32,7 31,5 - 34,1 30,1 28,2 - 32,1 35,1 33,4 - 36,8 < 0,001
Faixa etária
18 a 29 17,9 15,7 - 20,4 < 0,001 13,9 11,2 - 17,4 < 0,001 21,9 18,7 - 25,5 < 0,001
30 a 44 31,0 28,7 - 33,4 34,9 31,2 - 38,8 27,6 24,9 - 30,5
45 a 59 43,4 40,8 - 46,0 39,4 35,7 - 43,4 47,0 43,5 - 50,5
≥ 60 41,9 39,1 - 44,8 33,5 29,5 - 37,9 48,4 44,7 - 52,2
Escolaridade (anos)
0 a 8 37,1 35,2 - 39,1 < 0,001 31,6 28,9 - 34,5 0,237 42,2 39,6 - 44,8 < 0,001
9 a 11 28,6 25,5 - 32,0 26,6 22,2 - 31,6 30,6 26,4 - 35,2
≥ 12 30,4 28,4 - 32,5 30,0 26,9 - 33,3 30,8 28,3 - 33,4
Cor da pele
Branca 33,9 31,9 - 36,0 0,146 30,8 27,8 - 33,9 0,669 36,6 33,9 - 39,4 0,196
Preta 33,2 29,0 - 37,6 30,0 23,9 - 37,0 36,0 30,5 - 41,8
Parda 31,5 29,8 - 33,3 29,5 26,9 - 32,4 33,4 31,1 - 35,7
Outra 23,3 14,8 - 34,6 19,6 9,7 - 35,4 25,8 14,2 - 42,2
Região
Norte 32,5 30,4 - 34,6 0,195 31,0 27,9 - 34,3 0,376 33,9 31,2 - 36,7 0,291
Nordeste 34,0 32,3 - 35,8 30,2 27,7 - 33,0 37,4 35,1 - 39,8
Sudeste 31,5 29,1 - 34,1 28,7 25,1 - 32,6 34,1 30,9 - 37,4
Sul 34,7 31,7 - 37,8 33,4 28,9 - 38,3 35,8 32,0 - 39,8
Centro-Oeste 31,7 28,7 - 34,8 30,1 25,7 - 34,9 33,0 29,1 - 37,2

IC95%: intervalo de confiança de 95%.

A prevalência de HDL menor que 40mg/dL na população adulta foi de 31,8%, aproximadamente duas vezes maior no sexo masculino (42,8%) quando comparado com o feminino (22%). Os valores de HDL alterados foram menores na população com escolaridade mais elevada. Entre as regiões, o HDL alterado foi menos frequente na Região Sul para população geral e em ambos os sexos (Tabela 4).

Tabela 4. Prevalência populacional de colesterol lipoproteína de alta densidade (HDL) < 40mg/dLsegundo sexo, faixa etária, escolaridade, cor da pele e região. Brasil, Pesquisa Nacional de Saúde 2014-2015. 

Total Masculino Feminino
% IC95% P % IC95% p % IC95% p
Total 31,8 30,5 - 33,1 42,8 40,6 - 45,0 22,0 20,6 - 23,5 < 0,001
Faixa etária
18 a 29 29,1 26,2 - 32,2 0,070 39,7 34,9 - 44,7 0,159 18,7 15,9 - 21,9 0,046
30 a 44 31,8 29,4 - 34,2 41,8 37,9 - 45,7 23,0 20,4 - 25,9
45 a 59 34,1 31,6 - 36,6 44,8 40,9 - 48,8 24,3 21,5 - 27,4
≥ 60 32,4 29,8 - 35,2 46,5 42,1 - 51,1 21,5 18,7 - 24,6
Escolaridade (anos)
0 a 8 33,7 31,8 - 35,7 < 0,001 43,3 40,2 - 46,4 0,006 24,9 22,8 - 27,2 < 0,001
9 a 11 38,5 34,9 - 42,2 50,0 44,3 - 55,6 27,0 22,9 - 31,5
≥ 12 27,8 25,9 - 29,9 39,6 36,2 - 43,2 18,1 16,1 - 20,3
Cor da pele
Branca 31,0 29,0 - 33,1 0,072 43,0 39,7 - 46,5 0,586 20,6 18,4 - 23,0 0,006
Preta 28,5 24,3 - 33,2 41,8 34,5 - 49,4 16,6 12,6 - 21,6
Parda 33,5 31,7 - 35,4 43,0 40,0 - 46,1 24,8 22,8 - 27,0
Outra 24,7 15,8 - 36,5 27,7 15,1 - 45,2 22,7 11,6 - 39,5
Região
Norte 36,6 34,4 - 38,8 < 0,001 47,2 43,7 - 50,7 0,036 26,7 24,2 - 29,4 < 0,001
Nordeste 34,8 33,0 - 36,6 44,3 41,4 - 47,2 26,4 24,3 - 28,6
Sudeste 30,8 28,3 - 33,4 43,1 38,9 - 47,3 20,0 17,4 - 22,9
Sul 26,1 23,3 - 29,0 36,3 31,6 - 41,2 16,8 14,1 - 20,0
Centro-Oeste 34,3 31,1 - 37,6 45,0 39,8 - 50,3 24,7 21,2 - 28,6

IC95%: intervalo de confiança de 95%.

As prevalências de LDL ≥ 130mg/dL foram de 18,6%, mais elevadas em mulheres (19,9%) e entre os indivíduos com 45 anos de idade e mais (p < 0,001). Em relação à escolaridade, foi mais frequente na faixa de zero a oito anos de estudo para população total (21,5%) e entre mulheres (24,9%) (p < 0,001) (Tabela 5).

Tabela 5. Prevalência populacional de colesterol lipoproteína de baixa densidade (LDL) ≥ 130mg/dLsegundo sexo, faixa etária, escolaridade, cor da pele e região. Brasil, Pesquisa Nacional de Saúde 2014-2015.  

Total Masculino Feminino
% IC95% p % IC95% p % IC95% p
Total 18,6 17,5 - 19,7 17,1 15,6 - 18,8 19,9 18,5 - 21,3 0,012
Faixa etária
18 a 29 8,8 7,2 - 10,7 < 0,001 6,6 4,8 - 9,0 < 0,001 11,0 8,7 - 14,0 < 0,001
30 a 44 17,5 15,7 - 19,5 20,2 17,3 - 23,6 15,2 13,0 - 17,6
45 a 59 25,6 23,3 - 27,9 23,2 20,0 - 26,7 27,7 24,7 - 30,9
≥ 60 24,5 22,2 - 27,0 19,5 16,3 - 23,2 28,4 25,1 - 31,9
Escolaridade (anos)
0 a 8 21,5 20,0 - 23,2 < 0,001 17,8 15,7 - 20,1 0,525 24,9 22,8 - 27,2 < 0,001
9 a 11 16,8 14,3 - 19,7 15,2 11,8 - 19,3 18,5 15,0 - 22,6
≥ 12 16,7 15,1 - 18,4 17,2 14,8 - 20,0 16,2 14,2 - 18,4
Cor da pele
Branca 20,1 18,5 - 21,9 0,009 18,8 16,4 - 21,4 0,131 21,3 19,1 - 23,8 0,095
Preta 16,6 13,6 - 20,2 15,2 10,9 - 20,8 17,9 13,9 - 22,7
Parda 17,4 16,1 - 18,8 15,9 13,9 - 18,1 18,8 17,0 - 20,7
Outra 10,1 6,0 - 16,6 8,6 3,6 - 19,1 11,2 5,7 - 20,7
Região
Norte 16,2 14,7 - 17,9 0,136 15,5 13,2 - 18,1 0,355 17,0 14,9 - 19,2 0,195
Nordeste 19,8 18,4 - 21,3 17,5 15,5 - 19,8 21,9 19,9 - 23,9
Sudeste 17,9 16,0 - 19,9 16,1 13,4 - 19,3 19,4 16,8 - 22,2
Sul 20,0 17,6 - 22,6 19,8 16,2 - 24,0 20,1 17,1 - 23,5
Centro-Oeste 17,8 15,4 - 20,4 17,8 14,3 - 21,9 17,8 14,8 - 21,3

IC95%: intervalo de confiança de 95%.

DISCUSSÃO

A coleta de material biológico realizada na PNS e a inclusão do colesterol e frações representam um grande avanço para o Brasil. Este estudo traça, pela primeira vez, o perfil bioquímico de condições clínicas ou pré-clínicas de níveis de CT, LDL, HDL e CT/HDL na população brasileira. Dessa forma, os dados laboratoriais da PNS podem apoiar a identificação do risco cardiovascular da população9.

De acordo com os resultados, mais de um terço da população adulta apresentou CT alto (acima de 200mg/dL), sendo mais elevado em mulheres que em homens, maior entre a população com idade mais avançada e menor na população com mais anos de estudo. O HDL menor que 40mg/dLatingiu um terço dos adultos. A relação CT/HDL ≥ 4 também esteve presente em metade da população brasileira. O LDL acima de 130mg/dL atingiu um quinto da população adulta.

Assim como no Brasil, estudos de bases populacionais realizados em alguns países mostraram elevada prevalência de dislipidemias. Na China, pesquisa feita com definição de pontos de corte com base em diretrizes chinesas considerando níveis LDL ≥ 130mg/dL e níves de HDL semelhantes para homens e mulheres encontraram 33,5% de CT, 0,6% de LDL e 8,8% para HDL alterados15. Na Turquia, utilizando os pontos de corte do ATP III7, 43% das pessoas apresentaram CT > 200mg/dL. A prevalência de níveis elevados de CT, LDL-colesterol e triglicerídeos (TG) aumentaram com a idade16.

No Brasil, estudos realizados no estado de São Paulo seguiram as recomendações da ATP III7 para definição do ponto de corte para os valores de referência para dislipidemias. Foi registrado que a dislipidemia atingiu 61,9% da população, principalmente após os 40anos, na cidade de Ribeirão Preto17. Em São Paulo, níveis desejáveis de CT foram semelhantes entre mulheres (64,7%) e homens (64,9%). Para o LDL, aproximadamente 20% dos homens e das mulheres apresentaram níveis entre130 e 159mg/dL, e foram considerados altos os níveis (≥ 160 mg/dL) em 11,8% dos homens e 13,6% das mulheres. Níveis desejáveis (40mg/dL) de HDL-colesterol foram encontrados em 68% das mulheres e 54,3% dos homens18.

Os dados bioquímicos da PNS diferem dos dados autorreferidos encontrados na Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que identificou 22,6% da população adulta nas capitais brasileiras com colesterol elevado19. Na PNS, utilizando o questionário autorreferido, a prevalência de colesterol elevado foi ainda mais baixa (12,5%)11. Além disso, a PNS também mediu a população que disse nunca ter medido o colesterol nem os TG (14,3%)11. Portanto, os dados bioquímicos aqui descritos identificaram prevalências mais elevadas, cerca de um terço da população, podendo refletir em parte o não acesso aos exames11.

Em relação ao sexo, as estimativas de diagnóstico autorreferido da PNS coincidem com os dados dos exames laboratoriais apresentados neste estudo, sendo mais frequentes em mulheres (15,1%) do que em homens (9,7%)11. Resultados semelhantes também foram encontrados na Vigitel, com prevalências mais elevadas entre mulheres (25,9%) que entre homens (18,8%)19.

O estudo encontrou prevalências mais elevadas entre mulheres, o que é bem documentado na literatura3,20,21. A alta prevalência das dislipidemias nas mulheres é descrita durante a menopausa20, gravidez e uso da pílula anticoncepcional, corticosteroides e anabolizantes, provavelmente em razão da redução do estrogênio21. A hipertrigliceridemia gestacional ocorre para suprir demandas aumentadas de energia da mãe, como precursor de hormônios para a placenta, e para fornecer colesterol e ácidos graxos essenciais ao feto3.

O presente estudo mostra que o CT e o LDL são mais altos com o avanço da idade, com ligeira queda na população de idosos acima de 60 anos. A redução do colesterol em idosos pode ser explicada pela redução do excesso de peso, pela melhoria dos hábitos alimentares ou por comorbidades que podem piorar a absorção de alimentos22.

A Região Sul apresentou menor proporção de HDL alterados, sem diferença em relação às regiões para CT e LDL. Estudos da PNS com dados autorreferidos apontaram prevalências elevadas entre os moradores das macrorregiões Sul e Sudeste do país, o que poderia ser explicado em parte pelo maior acesso aos serviços de saúde e a oportunidades de diagnóstico nessas áreas11.

O estudo afirma que o colesterol alterado é menos frequente na população mais escolarizada, o que também foi encontrado em pesquisas com medidas autorreferidas11. Dadosdo Vigitel apontaram que o diagnóstico de colesterol alto foi mais frequente na população com baixa escolaridade, variando de 29 (zero a oito anos de estudo) para 19,4% (12 anos ou mais)19, podendo ser explicado pelo maior acesso a práticas de prevenção, promoção e assistência na população de maior escolaridade e renda23.

Destaca-se ainda que metade da populaçao adulta tem CT/HDL maior que 4. Estudosepidemiológicos, entre eles o de Framingham, mostram que a razão CT/HDL é inversamente associada à incidência de doença aterosclerótica coronariana24, contudo valores altos de prevalência da relação CT/HDL maior que 4 alertam para predição de eventos cardiovasculares24. Essa relação, neste estudo, mostrou prevalência elevada e por isso a importância de monitorar os níveis de CT e frações como um meio de prevenir doenças cardiovasculares3. A redução em 10% no colesterol sérico em homens com 40 anos de idade foi pertinente à diminuição em 50% de doenças cardiovasculares em um período de cinco anos e em 20% em homens com 70 anos 25,26. Estudos posteriores mostraram diminuição significativa de mortalidade pelo uso de estatinas8.

Investigações revelam que, além dos tratamentos instituídos com as estatinas, dieta e atividade física regular também podem contribuir com a redução do colesterol em idosos, bem como para todas as faixas etárias 3,9. O exercício físico tem importante papel na prevenção e no controle de doença cardiovascular 3,27.

Os dados coletados na PNS também ajudam na definição de valores de referência específicos para a população brasileira e podem influenciar novas definições de risco cardiovascular 3,8, que deve ser estimado com base na análise conjunta de características que aumentam a chance de um indivíduo desenvolver o agravo, como idade, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, eventos cardiovasculares anteriores, entre outros9. Dessa forma, futuros estudos da PNS poderão apoiar a definição e priorização de populações com risco cardiovascular para prevenção, monitoramento e tratamento.

Entre as limitações do estudo, destacam-se as perdas na coleta laboratorial, entretanto o uso de pesos amostrais permite estimativas populacionais adequadas, e a generalização dos dados é relativamente segura para as projeções nacionais e das macrorregiões 15,16. Ospontos de corte adotados foram definidos segundo protocolo3 e poderão variar conforme a revisão de consensos.

CONCLUSÃO

O estudo mostra pela primeira vez no Brasil, a prevalência de níveis séricos de CT, LDL e HDL alterados e aponta que cerca de um terço dos adultos apresentam alterações do colesterol. Esses resultados poderão orientar as ações de controle e prevenção, como alimentação saudável, atividade física e tratamento das doenças coronarianas, que representam a primeira causa de óbito no Brasil e no mundo, além do monitoramento de rotina e das medidas farmacológicas quando indicado.

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Fonte de financiamento: Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde (TED 147/2018).

Recebido: 18 de Dezembro de 2018; Revisado: 28 de Janeiro de 2019; Aceito: 19 de Fevereiro de 2019

Autora correspondente: Deborah Carvalho Malta. Avenida Professor Alfredo Balena, 190, Santa Efigênia, CEP: 30130-100, Belo Horizonte, MG, Brasil. E-mail: dcmalta@uol.com.br

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in memoriam.

Conflito de interesses: nada a declarar

Contribuição dos autores: Todos os autores participaram da concepção e do planejamento do trabalho, da interpretação das evidências, da redação e da revisão das versões preliminares e definitiva.

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