SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.12 número4Efeito in vitro do extrato etanólico das folhas do melão-de-São-Caetano (Momordica charantia L.) sobre ovos e larvas de nematóides gastrintestinais de caprinosInfluência do processamento pós-colheita e armazenamento na composição química da droga vegetal e do óleo essencial de carqueja [Baccharis trimera (Less.) DC.] índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Revista Brasileira de Plantas Medicinais

versão impressa ISSN 1516-0572

Rev. bras. plantas med. vol.12 no.4 Botucatu out./dez. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-05722010000400005 

Abordagem etnobotânica sobre plantas medicinais citadas por populações do entorno de uma unidade de conservação da caatinga do Rio Grande do Norte, Brasil

 

Ethnobotanical approach to medicinal plants mentioned by people from the environs of a caatinga conservation unit in Rio Grande do Norte, Brazil

 

 

Silva, T.S.*; Freire, E.M.X.

Programa Regional de Pós Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, PRODEMA, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Avenida Senador Salgado Filho, s/n, CEP: 59072-970, Natal-Brasil

 

 


RESUMO

As Caatingas, único Bioma exclusivamente brasileiro, têm sofrido grande extrativismo dos recursos, com perdas de diversidade biológica associadas ao fornecimento de madeira e extratos vegetais. As consequências impactantes sobre este Bioma têm levado a busca de estratégias para conservação, como a criação de Unidades de Conservação (UCs), a exemplo da Estação Ecológica do Seridó (ESEC Seridó), localizada no Estado do Rio Grande do Norte, cujas comunidades do entorno mantêm forte relação com esta ESEC. Como o mau uso dos recursos da Caatinga tem sido fortemente associado às necessidades das populações que ali habitam, este trabalho objetivou o estudo da percepção ambiental das comunidades do entorno da ESEC Seridó, focando sobre o conhecimento dessas sobre plantas de uso medicinal. Contabilizaram-se 48 espécies de plantas nativas e 39 exóticas, sendo 31 e 14 com propriedades medicinais, respectivamente. Foi constatado um rico conhecimento dessas comunidades sobre as plantas presentes nessa região, e a riqueza desses resultados são relevantes para futuras estratégias de gestão nesta Unidade de Conservação.

Palavras-chave: percepção ambiental, etnoconhecimento, plantas nativas, plantas exóticas.


ABSTRACT

Caatinga, the only exclusively Brazilian biome, has suffered exploitation of its natural resources, with loss of biodiversity associated with wood and plant extract supply. The resulting impacts on this biome have led to the search for strategies for its conservation like the establishment of Conservation Units (CUs), such as the Ecological Station of Seridó (ESEC Seridó) located in Rio Grande do Norte State. The human communities in ESEC Seridó environs maintain a strong relationship with this conservation unit. Considering that the misuse of caatinga resources has been strongly linked to the needs of its inhabitants, this work aimed to investigate the environmental perception of communities from the environs of ESEC Seridó, focusing on the popular knowledge about plants of medicinal use. This investigation recorded 48 native and 39 exotic species, of which 31 and 14 species, respectively, had medicinal properties. The communities surveyed showed a deep knowledge of the plants found in that region and the wealth of these results is relevant for future management strategies in this Conservation Unit.

Key words: environmental perception, ethno-knowledge, native plants, exotic plants.


 

 

INTRODUÇÃO

A vegetação da Caatinga comumente está associada ao fornecimento de recursos madeireiros e pela obtenção de alguns produtos da natureza. Não se tem vislumbrado alternativa que não seja a proteção total das áreas remanescentes, principalmente quando se considera o uso intenso de algumas espécies que apresentam esparsa distribuição e/ou pequenas populações para se obter a conservação da biodiversidade (Albuquerque & Andrade, 2002). O mau uso dos recursos da Caatinga, Bioma que ocupa mais de 11% do território brasileiro, tem causado danos irreversíveis a este bioma, como o processo de desertificação que já afeta cerca de 15% da área; as consequências de anos de extrativismo predatório são visíveis, com perdas irrecuperáveis da diversidade da flora e fauna (Schober, 2002). Outra prática que leva à perda da biodiversidade é a introdução de espécies exóticas em ambientes com características e cobertura vegetal próprias (Ziller, 2001), como é o caso da Caatinga (Schober, 2002), onde próximo a áreas de preservação as populações cultivam plantas exóticas para as mais diversas finalidades.

Diante do uso e ocupação desordenados, este Bioma que cobre área bastante significativa do território brasileiro, possui a clara necessidade de esforços para o conhecimento e preservação da biodiversidade (Silva et al., 2004). Entre as Unidades de Conservação (UCs) da Caatinga, encontra-se a Estação Ecológica do Seridó - ESEC Seridó, que está ao lado de extensa propriedade agrícola e, em zona de amortecimento, estão várias comunidades que se utilizam dos recursos naturais, particularmente de plantas medicinais.

Segundo Franco (2005), o uso popular de plantas medicinais é uma arte que acompanha o ser humano desde os primórdios da civilização, sendo fundamentada no acúmulo de informações repassadas oralmente.

A percepção ambiental, definida como a tomada de consciência do homem sobre o ambiente no qual ele está inserido, e que vem sendo utilizada como instrumento de gestão em áreas do conhecimento ligadas aos temas educacional, social e ambiental para melhorar a qualidade de vida das pessoas e da natureza (Marin et al., 2003), pode constituir importante instrumento no estudo das plantas medicinais.

Além disso, a percepção ambiental é uma forma de entender as relações do homem com o meio em que está inserido, principalmente em comunidades próximas a áreas de preservação da natureza (Tuan, 1980; Fontana, 2004).

Para conhecer melhor a flora da Caatinga da ESEC Seridó, a partir do conhecimento tradicional do sertanejo sobre recursos naturais (etnoconhecimento), tendo em vista a importância e a necessidade desse tipo de abordagem, e a compreensão das relações das comunidades do entorno de UC's como a ESEC Seridó, propôs-se com este estudo a investigação da percepção ambiental de moradores do entorno da Estação Ecológica do Seridó, especialmente sobre as plantas com usos medicinais, utilizando conceitos da Etnobotânica, que inclui todos os estudos concernentes à relação mútua entre as populações e as plantas (Rodrigues & Carvalho, 2001).

 

MATERIAL E MÉTODO

A Estação Ecológica do Seridó (ESEC Seridó) está situada no município de Serra Negra do Norte - RN, em uma área de Caatinga de 1.166,38 ha, entre 6º35' a 6º40' S e 37º15' a 37º20'W (Figura 1). Foi criada pelo Decreto de lei nº 8.7.222 em 31/05/1982 (Camacho & Baptista, 2005).

 

 

A ESEC Seridó constitui uma área relevante para averiguação de gestão adequada e efetiva preservação da diversidade, uma vez que é objeto de pesquisas sobre diversidade biológica, distribuição geográfica e caracterização dos principais padrões de vegetação preservada na Caatinga do Seridó do Rio Grande do Norte. Além disso, abrigam inúmeras espécies animais, algumas constituindo novos registros e/ou endemismos para a região (Costa, 2006).

Estudo exploratório da ESEC Seridó e do entorno mais imediato foi realizado através de visita a esta UC, para identificar as comunidades a serem entrevistadas. Foram selecionados, moradores do entorno imediato da Estação, com idade acima de 18 anos.

O Instrumento de pesquisa consistiu de entrevista estruturada, em forma de questionário, associada às questões de caracterização dos entrevistados. Este instrumento foi baseado nos princípios da pesquisa em Percepção Ambiental apresentados por Whyte (1978) e Tuan (1980), e os questionamentos eram voltados para as práticas recomendadas para a Etnobotânica, como os observados em Castellucci et al. (2000), Albuquerque & Andrade (2002) e Albuquerque et al. (2008).

Para obter perfil completo da relação dessa população com o uso de plantas medicinais, numa amostra estratificada (Albuquerque et al., 2008) entrevistou-se no mínimo uma pessoa de cada casa existente nas comunidades selecionadas.

As citações vernaculares pelas comunidades foram adaptadas e classificadas para a nomenclatura científica em nível de espécie para as plantas nativas, utilizando-se bibliografias especializadas e informações do herbário da ESEC Seridó.

Os dados foram levantados de setembro de 2007 a maio de 2008, com média de uma visita mensal a cada comunidade, sendo que, foram realizados retornos para novas entrevistas nas casas que porventura foram encontradas fechadas.

As entrevistas foram realizadas através de diálogos. As pessoas eram abordadas uma de cada vez, os questionários respondidos individualmente, e as respostas anotadas pelo pesquisador.

Seguiu-se o sistema de classificação de Cronquist (1988) para identificar as espécies, e através de bibliografia especializada e com a colaboração de pesquisadores com especialização neste Bioma, selecionaram-se quais eram as espécies nativas e exóticas à Caatinga, para comparação entre elas. Esta classificação foi complementada com consulta a especialistas locais e ao herbário da ESEC Seridó, do qual se utilizou o número de coleta de cada espécie nativa da Caatinga da ESEC. Para as plantas exóticas, se chegou a identificação em nível de família, pois, o trabalho não objetivou a coleta de exemplares.

Os resultados das entrevistas realizadas foram então submetidos a análises simples (percentagens) de modo a colocar em relevo as informações obtidas, classificando-as em categorias de respostas que incluíam os usos, o tratamento indicado e a classificação da doença segundo a OMS CID-10 (2000), número de citações, tratamento indicado, parte da planta utilizada e formas de uso.

 

RESULTADO E DISCUSSÃO

O uso medicinal das plantas no entorno da ESEC Seridó constitui um arsenal terapêutico de grande importância, pois estas são utilizadas como fontes medicamentosas em preparações tradicionais de cura nas comunidades através de chás (infusão), garrafadas, sucos e xaropes, produzidos com as espécies nativas e exóticas (Tabelas 1 e 2; Figura 3).

 

 

 

 

Foram identificadas nas 92 entrevistas, 48 (quarenta e oito) espécies nativas nas entrevistas, das quais 31 foram citadas como tendo propriedades medicinais; e para as 39 exóticas à Caatinga identificadas, 14 (quatorze) foram citadas como medicinais (Tabelas 1 e 2).

A jurema foi a planta nativa com maior número de citações (22) para o uso medicinal, sendo indicada para três tratamentos; esta foi seguida pelo cumaru com 21 citações, com indicação para 04 tratamentos; mas foi a catingueira com 19 citações que recebeu o maior número de tratamentos indicados oito no total (Tabela 1). Estudos realizados em áreas de Caatinga (Albuquerque & Andrade, 2001; Silva & Andrade, 2004) também relataram estes vegetais como utilizados na medicina popular. Na ESEC Seridó, a catingueira, de acordo com os entrevistados, é o vegetal mais abundante tanto na mata como nas propriedades das comunidades, durante todo o ano, esta disponibilidade pode justificar neste estudo a maior diversidade de indicações nos tratamentos identificados, plantas de múltiplo uso, são mais citadas e lembradas por diferentes pessoas nas pesquisas (Aquino et al., 2007).

A planta exótica mais citada foi a hortelã, com seis citações para a indicações de dois tratamentos, seguida por caju e limão, ambas com quatro citações, e com respectivamente, dois e um tratamentos indicados (Tabela 2). Estas plantas são citadas em outros estudos sobre plantas medicinais com indicações e modo de uso semelhante (Pereira et al., 2005; Teixeira & Melo, 2006; Negrelle & Fornazzari, 2007) aos constatados nesta pesquisa.

Para o preparo de medicamentos a partir das plantas nativas da Caatinga, foram citadas várias partes das plantas, tais como casca (46%), raiz (27%), resina ou exudato (12%), folha (10%) e fruto (7%). Esses resultados são bastante diferentes dos encontrados para as partes utilizadas das plantas exóticas, pois nestes vegetais a diversidade é menor, e a parte mais utilizada é a folha com 60% da representatividade, seguida pelo fruto com 27%. Não houve citação para o uso medicinal do exudato e raiz para as plantas identificadas como exóticas. Estes resultados são semelhantes aos obtidos por Amorozo (2002) e Franco (2005), os quais relatam as folhas como as partes mais utilizadas no preparo de medicamentos. Segundo Castellucci et al. (2000), isso se deve ao fato destas partes das plantas serem as mais acessíveis; estes mesmos autores informam que as folhas estão presentes nas plantas durante todo o ano (exóticas), exceto em ambientes de Caatinga. O estudo de Albuquerque & Andrade (2002), que pesquisaram em comunidades de Caatinga, destaca o uso das cascas por estas partes estarem disponíveis durante todo o ano, o mesmo não ocorrendo com as folhas, em função da caducifolia na estação seca, o que por sua vez, justifica o fato de a raiz ser a parte mais utilizada nas plantas nativas, além de que plantas de caatinga apresentam cascas mais espessa, quando comparadas com as plantas exóticas citadas.

Para o preparo dos medicamentos, as infusões (chás) são os mais utilizados nas plantas exóticas (62%) e nativas (45%), seguidas por garrafadas e xaropes. Estudos etnobotânicos, como os de Almeida & Albuquerque (2002), Albuquerque & Andrade (2002), Amorozo (2002), Pereira et al. (2005) e Franco (2005) apresentam as infusões como as formas mais representativas no preparo de medicamentos, o que acontece por serem as folhas e cascas, as partes mais utilizadas.

Como nas partes utilizadas, a diversidade de preparo das plantas exóticas é menor que nas plantas nativas, pois estas apresentam maceração e infusão, como formas de uso dessas partes, o que não ocorre com as plantas exóticas (Figura 2). Isto se deve ao fato de as plantas exóticas terem como partes mais utilizadas, as folhas com 60%, que são mais largamente indicadas no preparo de infusões, do que as outras partes da planta (Tabela 2).

Sobre plantas nativas com propriedades medicinais, 27% são utilizadas no tratamento de doenças do aparelho respiratório como gripes, resfriados e sinusites; 22% são para curar inflamações em diversas regiões do organismo e 6%, para as lesões, envenenamento e outras causas externas e, para os sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte, como as dores em geral, as plantas exóticas apresentaram resultados semelhantes às nativas quando se compara os grupos mais representativos, porém, assim como nas partes utilizadas e nas formas de preparo dos remédios essas categorias são menos diversificadas para as plantas exóticas que apresentam tratamentos para apenas sete das 13 categorias apresentadas pelas plantas nativas (Figura 3). Em estudos realizados por Albuquerque & Andrade (2002) e Almeida & Albuquerque (2002), em área de Caatinga, as doenças do aparelho respiratório também aparecem com a maioria das indicações de tratamentos. Estudos em outros Biomas apresentam resultados semelhantes aos obtidos para as plantas exóticas, como os de Amorozo & Gély (1988) e Silva-Almeida & Amorozo (1998).

A percepção ambiental das pessoas sobre essas plantas revela que as nativas são mais utilizadas e mais citadas para uso medicinal do que as plantas exóticas, mesmo essas últimas estando mais disponíveis para as comunidades nas propriedades, porém menos disponíveis no ambiente como um todo. As plantas nativas, também são mais inteiramente aproveitadas do que as plantas exóticas.

O conhecimento sobre plantas medicinais mostrou-se rico, pois muitas foram as espécies citadas pela população, revelando um resgate de costumes que podem constituir uma forma de parceria entre a comunidade local e a científica em prol de melhor conhecimento acerca dos diversos usos e manejos dos recursos pelas populações do entorno de áreas de preservação.

 

AGRADECIMENTO

Às comunidades do entorno da Estação Ecológica do Seridó, pela acolhida e contribuição inestimável à execução deste trabalho. À Professora Doutora Maria Iracema Bezerra Loiola e ao Mestre Alan de Araújo Roque, pela contribuição com a revisão da identificação das espécies vegetais apresentadas nesse trabalho.

 

REFERÊNCIA

ALBUQUERQUE, U.P.; ANDRADE, L.H.C. Conhecimento botânico tradicional e conservação em uma área de caatinga no estado de Pernambuco, Nordeste do Brasil Acta Botanica Brasílica, v.16, n.3, p.273-85, 2002.         [ Links ]

ALBUQUERQUE, U.P.; LUCENA, R.F.P.; CUNHA, L.V.F.C. Métodos e técnicas na pesquisa Etnobotânica. 2.ed. Recife: Comunigraf, 2008. 322p.         [ Links ]

ALMEIDA, C.F.C.B.R.; ALBUQUERQUE, U.P. Uso e conservação de plantas e animais medicinais no estado de Pernambuco (nordeste do Brasil): um estudo de caso. Interciencia, v.27, n.6, p.276-85, 2002.         [ Links ]

AMOROZO, M.C.M. Uso e diversidade de plantas medicinais em Santo Antônio do Leverger, MT, Brasil. Acta Botanica Brasílica, v.16, p.189-203, 2002.         [ Links ]

AMOROZO, M.C.M.; GÉLY, A. Uso de plantas medicinais por caboclos do Baixo Amazonas, Barcarena, PA, Brasil. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, série Botânica, v.4, n.1, p.47-131, 1998.         [ Links ]

AQUINO, F.G.; WALTER, B.M.T.; RIBEIRO. J.F. Espécies vegetais de uso múltiplo em reservas legais de Cerrado - Balsas, MA. Revista Brasileira de Biociências, v.5, n.1, p.147-9, 2007.         [ Links ]

CAMACHO, R.G.V.; BAPTISTA, G.M.M. Análise geográfica computadorizada aplicada à vegetação da caatinga em unidades de conservação do Nordeste: A Estação Ecológica do Seridó-ESEC/RN/Brasil. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO, 12., 2005, Goiânia. Resumo expandido... Goiânia: INPE, 2005.         [ Links ]

CASTELLUCCI, S. et al. Plantas medicinais relatadas pela comunidade residente na Estação Ecológica de Jataí, município de Luís Antonio – SP: uma abordagem etnobotânica. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v.3, n.1, p.51-60, 2000.         [ Links ]

COSTA, T.B.G. Estrutura da comunidade de serpentes de uma área de caatinga do nordeste brasileiro. 2006. 64p. Dissertação (Mestrado – Área de concentração em Desenvolvimento e Meio Ambiente) - PRODEMA, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal.         [ Links ]

CRONQUIST, A. The evolution and classification of flowering plants. 2.ed. Nova York, Bronx, 1988. 555p.         [ Links ]

FONTANA, A. Ao redor da natureza: investigando a percepção ambiental dos moradores do entorno da Estação Biológica de Santa Lúcia, Santa Teresa - ES. 2004. 169p. Dissertação (Mestrado - Área de concentração em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social) - EICOS, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.         [ Links ]

FRANCO, E.A.P. A diversidade etnobotânica no quilombo Olho d'água dos Pires, Esperantina, Piauí, Brasil. 2005. 104p. Dissertação (Mestrado - Área de concentração em Desenvolvimento e Meio Ambiente) - PRODEMA, Universidade Federal de Piauí, Teresina.         [ Links ]

MARIN, A.A.; OLIVEIRA, H.T.; COMAR, V. A educação ambiental num contexto de complexidade do campo teórico da percepção. Interciencia, v.28, n.10, p.616-9, 2003.         [ Links ]

NEGRELLE, R.R.B.; FORNAZZARI, K.R.C. Estudo etnobotânico em duas comunidades rurais (Limeira e Ribeirão Grande) de Guaratuba (Paraná, Brasil). Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v.9, n.2, p.36-54, 2007.         [ Links ]

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE - OMS. CID - 10: Classificação estatística Internacional de doenças e problemas relacionados à saúde. 10.ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. 2000. 354p.         [ Links ]

PEREIRA, C.O. et al. Abordagem etnobotânica de plantas medicinais utilizadas em dermatologia na cidade de João Pessoa-Paraíba, Brasil. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v.7, n.3, p.9-17, 2005.         [ Links ]

RODRIGUES, V.E.G.; CARVALHO, D.A. Levantamento etnobotânico de plantas medicinais no domínio do cerrado na região do alto Rio Grande-Minas Gerais. Ciências Agrotecnicas, v.25, n.1, p.102-23, 2001.         [ Links ]

SCHOBER, J. Caatinga: preservação e uso racional do único bioma exclusivamente nacional. In: Notícias do Brasil. Ciência e Cultura, v.54, n.2, p.6-7, 2002.         [ Links ]

SILVA-ALMEIDA, M.F.; AMOROSO, M.C.M. Medicina popular no Distrito de Ferraz, Município de Rio Claro, Estado de São Paulo. Revista Brasileira de Ecologia, v.2, n.1, p.36-46, 1998.         [ Links ]

SILVA, A.J.R.; ANDRADE, L.H.C. Etnobotânica nordestina: estudo comparativo da relação entre comunidades e vegetação na Zona do Litoral - Mata do Estado de Pernambuco, Brasil. Acta Botanica Brasílica, v.19, n.1, p.45-60, 2004.         [ Links ]

SILVA, M.C.S. et al. Biodiversidade da Caatinga: áreas e ações prioritárias para a conservação. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2004. 382p.         [ Links ]

TEIXEIRA, S.A.; MELO, J.I.M. Plantas medicinais utilizadas no município de Jupi, Pernambuco, Brasil. IHERINGIA, Série Botânica, v.6, n.1-2, p.5-11, 2006.         [ Links ]

TUAN, Y. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do Meio Ambiente. São Paulo: Editora Difel, 1980. 288p.         [ Links ]

WHYTE, A.V.T. La perception de l'environment: lignes directrices méthodologiques pour les études sur le terrain. Paris:UNES-UNESCO, 1978. 134p.         [ Links ]

ZILLER, S.R. Plantas exóticas invasoras: a ameaça da contaminação biológica. Revista Ciência Hoje, v.30, n.178, p.77-9, 2001.         [ Links ]

 

 

Recebido para publicação em 06/10/2008
Aceito para publicação em 19/07/2010

 

 

* thaisebio@gmail.com

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons