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Revista Brasileira de Plantas Medicinais

Print version ISSN 1516-0572

Rev. bras. plantas med. vol.13 no.3 Botucatu  2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-05722011000300017 

REVISÃO

 

Comprovação do efeito antioxidante de plantas medicinais utilizadas no tratamento do Diabetes mellitus em animais: artigo de atualização

 

Evidence of the antioxidant effect of medicinal plants used in the treatment of Diabetes mellitus in animals: an update

 

 

Dallaqua, B.; Damasceno, D.C.*

Laboratório de Pesquisa Experimental de Ginecologia e Obstetrícia, Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de Medicina de Botucatu - Unesp, Distrito de Rubião Júnior, s/n, CEP: 18603-970, Botucatu-Brasil

 

 


RESUMO

Diabetes mellitus (DM) é uma síndrome de etiologia múltipla caracterizada por hiperglicemia crônica. Esta hiperglicemia induz o aumento na produção de espécies reativas de oxigênio (ERO) e diminuição das defesas antioxidantes. Devido às complicações causadas pelo diabete, muitos indivíduos optam por terapias alternativas à base de plantas medicinais para amenizar seus efeitos. Sendo assim, nesta revisão de literatura, foram analisados e descritos diversos trabalhos experimentais com a utilização de animais diabéticos para comprovar os efeitos antioxidantes de algumas dessas plantas e verificar se os títulos e resumos disponibilizados nos artigos são compatíveis aos objetivos de nossa busca.

Palavras-chave: diabete, plantas, antioxidantes, ratos


ABSTRACT

Diabetes mellitus (DM) is a syndrome of multiple etiology characterized by chronic hyperglycemia. This hyperglycemia induces increased production of reactive oxygen species (ROS) and decreased antioxidant defenses. Due to complications caused by diabetes, a large number of people have chosen medicinal plant-based alternative therapies to alleviate its effects. Thus, in this literature review, several experimental studies with the use of diabetic animals were analyzed to demonstrate the antioxidant effects of these plants and to verify if the titles and abstracts provided in the papers are compatible with the aims of our search.

Keywords: diabetes, plant, antioxidant, rats


 

 

Diversas drogas são utilizadas para o controle dos níveis glicêmicos em portadores de Diabetes mellitus (DM), entretanto o perfeito controle é raramente alcançado (Damasceno et al., 2004; Takaku et al., 2006). DM é uma desordem crônica causada pela falta de produção de insulina pelas células beta (b)-pancreáticas ou pelo defeito nos receptores de insulina nas células-alvo, resultando em doença metabólica hiperglicêmica (American Diabetes Association - ADA, 2009). DM é situação clínica frequente, acomete em torno de 7% da população. Cerca de 50% dos portadores de diabete desconhecem o diagnóstico (Takaku et al., 2006; ADA, 2009). A deficiênca de insulina resulta em níveis elevados de glicose sanguínea, que, por sua vez, pode causar danos em vários sistemas do organismo (Leahy, 2005), alterando o metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas (ADA, 2009). A síndrome diabética pode apresentar-se com sintomas característicos, tais como sede, poliúria, visão turva, perda de peso e polifagia e, nas formas mais graves, pode ocorrer cetoacidose, que, na ausência de tratamento eficaz, ocasiona hálito acético, coma e morte (Davidson, 2001).

DM pode ser classificado em tipo 1 (DM1), tipo 2 (DM2) e gestacional. DM1 é a forma auto-imune, resulta da destruição das células β-pancreáticas por mecanismo mediado por células. No DM2, os indivíduos afetados apresentam resistência à insulina, em combinação com deficiência relativa (não absoluta) da secreção de insulina (Davidson, 2001; ADA, 2009). DM gestacional é caracterizado pelo quadro de intolerância à glicose, com primeira identificação na gravidez e pode persistir após o parto evoluindo para DM2 (Buchanan et al., 2005; 2007).

A hiperglicemia crônica no diabete provoca glicação de proteínas que, por sua vez, leva a complicações secundárias que afetam olhos, rins, nervos e artérias (Sharma & Misra, 1993). A síndrome diabética está relacionada à formação de radicais livres, que são espécies reativas de oxigênio (ERO) formadas através da redução de um ou dois elétrons de oxigênio (O2) (Eriksson & Born, 1993; Reece et al., 1998; Zhao & Reece, 2005; Damasceno et al., 2006; Cimen, 2008). Em situações de estresse, nosso organismo gera desequilíbrio entre os agentes oxidantes e antioxidantes para se proteger, resultando no quadro de estresse oxidativo (Halliwell & Gutteridge, 1999; Damasceno et al., 2002).

A fonte primária para formação de ERO é o aumento do influxo de piruvato e oxigênio na mitocôndria e aumento na produção de ERO (principalmente superóxido) em processos oxidativos na cadeia de transporte de elétrons (Yang et al., 1997). O radical superóxido passa para outros compartimentos da mitocôndria e citosol promovendo a formação de peróxido de hidrogênio e radical hidroxil que causará alterações na mitocôndria (Yang et al., 1995), acarretando lipoperoxidação (Wentzel et al., 1999) e danos no DNA (Lee et al., 1999).

A primeira linha de defesa contra os danos oxidativos são os antioxidantes endógenos enzimáticos, o superóxido dismutase (SOD), a catalase e o sistema de glutationas, dentre elas, glutationa redutase (GSH-Rd) e glutationa peroxidase (GSH-Px). Há também os antioxidantes não-enzimáticos que são lipossolúveis (tocoferois, carotenos, quinonas e bilirrubinas) e hidrossolúveis (ácido ascórbico, ácido úrico e proteínas ligadas a metais) (Halliwell & Gutteridge, 1999; Damasceno et al., 2002).

Embora a produção de ERO sob condições hiperglicêmicas não seja demonstrada diretamente, o estresse oxidativo é identificado por métodos indiretos, como pela peroxidação fosfolipídica, redução nos níveis intracelulares de enzimas antioxidantes (SOD, Catalase e GSH-Px) e depleção da capacidade antioxidante do meio hiperglicêmico (Trocino et al., 1995; Cederberg & Eriksson, 1997). ERO pode ser prejudicial para as células porque reagem com ácidos graxos insaturados que são encontrados nas membranas plasmáticas, produzindo peróxidos lipídicos que leva à diminuição da fluidez da membrana (Kaplan et al., 1995) e à formação de aldeídos reativos, que podem reagir com macromoléculas (Gutteridg & Halliwell, 1990; Mattson, 1998). ERO também pode reagir diretamente com proteínas, resultando em ligações cruzadas de colágeno com o DNA, causando danos em suas bases e açúcares (Imlay & Linn 1988; Elgawish et al., 1996).

Estudos realizados em humanos para explorar os mecanismos responsáveis pelas alterações causadas pelo diabete são limitados não somente por razões éticas, mas também pela multiplicidade de variáveis não controladas, como hábitos alimentares, fatores socioeconômicos, nutrição e fatores genéticos. Desta forma, existe a necessidade de reproduzir modelos experimentais para mimetizar a síndrome diabética (López-Soldado & Herrera, 2003; Souza et al., 2009; Sinzato et al., 2009). Para isso, são utilizadas drogas β-citotóxicas como streptozotocin (STZ) e aloxana. A aloxana induz a formação de ERO resultando em necrose das células β-pancreáticas (Lenzel, 2008), sendo assim, esta droga além de lesar o pâncreas prejudica outros tecidos, pois não apresenta especificidade somente às células β-pancreáticas. A aloxana vem sendo menos empregada pelos pesquisadores em função de efeitos adversos e a pouca margem de segurança entre a dose letal e a dose eficaz para obtenção do quadro diabético (Iessi et al., 2007). Já, o STZ inibe a síntese de pró-insulina nas células β-pancreáticas e também induz alquilação do DNA, resultando em fragmentação e consequente morte da célula b (Lenzel, 2008). Desta forma, STZ não causa dano em outros tecidos do organismo (Iessi et al., 2007), com isso mostra ser mais eficaz para indução do modelo de diabete experimental.

Frente aos conhecimentos adquiridos sobre a formação de ERO e os antioxidantes presentes em nosso organismo para se defender contra os insultos oxidativos (estresse oxidativo exacerbado), diversos pesquisadores têm investigado substâncias com efeito antioxidante.

Atualmente, mais de 800 tipos de plantas são utilizados no tratamento do DM (Saxena et al., 2004) e a maioria destas apresentam amplo espectro na clínica. Sendo assim, há necessidade em se explorar o campo da fitomedicina para fornecer terapias alternativas para tratamento da síndrome diabética (Yeh et al., 2003; Suba et al., 2004).

Apesar do grande interesse no desenvolvimento de novas drogas para prevenir complicações associadas a esta doença, a comunidade científica tem interesse em avaliar o estado do produto natural isolado em estudos experimentais, sendo que alguns deles já foram testados em seres humanos (Liu et al., 2004; Vuksan & Sievenpiper, 2005; Johnson et al., 2006; Jung et al., 2006; Matsui et al., 2006). Suplementos naturais são amplamente utilizados em todo o mundo para tratar o diabete (Liu et al., 2004). No entanto, a maioria dos produtos naturais é consumida de forma indiscriminada e grande parte deles não foi testada ou não teve efeito confirmado.

Desta forma, este estudo tem como objetivo apresentar uma atualização bibliográfica das plantas medicinais utilizadas para o tratamento do DM e que apresentaram atividade antioxidante.

Foi realizada revisão de literatura referente ao período de 1992 a 2009 (17 anos) no site do database do National Center of Biotechnology Information (NCBI- PUB MED). Para busca dos artigos, foram empregados os unitermos Plant and antioxidant and diabetes and rats e foram encontrados 313 artigos.

Após leitura e análise dos títulos e resumos, do total de 313 artigos encontrados, 134 (42,8%) eram coerentes quanto ao título e resultados; 87 (27,8%) apresentaram título e resultados não adequados à investigação; 53 (16,9%) tinham título adequado e resultados não pertinentes e 39 (12,5%) apresentaram título não compatível à pesquisa e resultados coerentes.

A Tabela 1 mostra os resultados com relação às plantas mais conhecidas que apresentaram atividade antioxidante confirmada cientificamente dentre os artigos analisados.

 

 

Frente esta revisão de literatura, pode ser verificado que diferentes formas de preparo dos produtos naturais podem levar a efeitos similares como mostrado nos trabalhos realizados com extrato metanólico (250 e 500 mg Kg-1) (Rajani et al., 2008), sumo (0,4g 100 g) (El-Demerdash et al., 2005) e o óleo de Allium sativum (10 mg Kg-1) (Anwar & Meki, 2003), que observaram elevação nas atividades das enzimas antioxidantes.

Da mesma forma, estudos realizados com Allium cepa (cebola), utilizando diferentes preparações, mostraram que animais diabéticos tratados com o sumo (El-Demerdash et al., 2005) apresentam diminuição na concentração de TBARS e aumento das atividades das enzimas antioxidantes no plasma, fígado, cérebro e rim. Ao serem tratados com o composto isolado de Allium cepa (Kumari & Augusti, 2002) também se observou aumento de enzimas antioxidantes, mas somente no plasma.

Camellia sinensis, conhecida popularmente como chá verde, vem despertando interesse em todo mundo. Diferentes artigos de diversos países confirmaram seu potencial antioxidante, dentre eles Juskiewicz et al. (2008), pesquisadores da Polônia, observaram aumento nas atividades de GSH-Px e de SOD no soro e diminuição na concentração do marcador de lipoperoxidação (TBARS) no rim de ratos diabéticos. Babu et al. (2006), da Índia, trataram ratos diabéticos e comprovaram redução de TBARS e aumento na atividade de GSH no coração. Nos EUA, Mustata et al. (2005) evidenciaram aumento nos níveis de GSH e diminuição de hidroperóxidos no soro de animais diabéticos. Sabu et al. (2002), pesquisadores da Índia, também mostraram que várias doses de Camellia sinensis aumentaram as atividades das enzimas antioxidantes SOD e GSH e redução das concentrações dos marcadores de lipoperoxidação em animais diabéticos.

Pesquisas realizadas com diferentes tipos de extratos de Andrographis paniculata mostraram que o extrato etanólico (Zhang & Tan, 2000) e o extrato aquoso (Dandu & Inamdar, 2009) das folhas desta planta apresentaram aumento nas atividades de SOD e CAT, mas não apresentaram efeito significativo sobre a atividade de GSH-Px em ratos diabéticos.

O extrato aquoso de Annona squamosa exerceu efeito antioxidante em animais diabéticos onde observaram aumento das atividades de CAT, SOD e GSH e diminuição nas concentrações de marcadores de lipoperoxidação (Panda & Kar, 2007; Gupta et al., 2008).

Experimentos realizados com diferentes preparações de Aegle marmelos para verificar o possível efeito antioxidante desta planta em diferentes tecidos evidenciaram que o extrato metanólico diminuiu a concentração de TBARS no soro e fígado e aumentou as atividades das enzimas antioxidantes CAT e GSH-Px no fígado de animais diabéticos (Sabu & Kuttan, 2004). Kamalakkannan & Stanley (2003), ao tratarem animais diabéticos com extrato aquoso da mesma planta, mostraram aumento das mesmas enzimas antioxidantes no pâncreas e coração.

Embora, muitos trabalhos sejam realizados para verificar os efeitos antioxidantes de plantas medicinais em animais de laboratório, diversos pesquisadores não concluem os mesmos efeitos nos animais em comparação aos obtidos na população em geral. Isto pode ser devido à diferença de sensibilidade existente entre as espécies, tipo de preparo com as plantas, dose e via de administração utilizadas.

Além disso, cabe ressaltar que os resumos não descrevem de forma satisfatória os resultados obtidos para esclarecimento do artigo como um todo, dificultando a busca por artigos coerentes à pesquisa. Desta forma, este artigo de atualização confirmou a necessidade de se redigir títulos e resumos adequados ao estudo para viabilizar a busca de informações.

 

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Recebido para publicação em 10/12/2009
Aceito para publicação em 05/01/2011

 

 

* damasceno@fmb.unesp.br

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