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Revista Brasileira de Plantas Medicinais

Print version ISSN 1516-0572

Rev. bras. plantas med. vol.14 no.2 Botucatu  2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-05722012000200004 

Análise fitoquímica e atividade antimicobacteriana de extratos metanólicos de Jacaranda cuspidifolia Mart. (Bignoniaceae)

 

Phytochemical analysis and antimycobacterial activity of methanol extracts from Jacaranda cuspidifolia Mart. (Bignoniaceae)

 

 

Arruda, A.L.A.I,*; Souza, D.G.I; Vieira, C.J.B.I; Oliveira, R.F.I; Pavan, F.R.II; Fujimura, C.Q.L.II; Resende, U.M.III; Castilho, R.O.IV

IUniversidade Católica Dom Bosco (UCDB), Curso de Farmácia, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, CEP: 79002-173, Campo Grande-Brasil  
IIUniversidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Departamento de Ciências Biológicas, CEP: 14801-902, Araraquara-Brasil  
IIIUniversidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Departamento de Biologia, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Caixa Postal 549, CEP: 79070-900, Campo Grande-Brasil 
IVUniversidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Farmácia, Departamento de Produtos Farmacêuticos, CEP: 31270-901, Belo Horizonte-Brasil

 

 


RESUMO

Jacaranda cuspidifolia Mart., conhecida popularmente como "caroba", "jacarandá" ou "bolacheira", é utilizada medicinalmente para o tratamento da sífilis e da gonorréia. A atividade antimicobacteriana dessa espécie foi avaliada em ensaios in vitro com os extratos metanólicos das cascas e folhas, segundo o Método Analítico Alamar Blue (MABA). Os valores de concentração inibitória mínima para os extratos metanólicos das cascas e das folhas de J. cuspidifolia foram iguais a CIM = 250 μg mL-1 para ambos os extratos. A análise fitoquímica, por Cromatografia em Camada Delgada de gel de sílica, dos extratos metanólicos das cascas e folhas revelou a presença de taninos, flavonóides, terpenos, cumarinas e esteróides. A análise dos perfis dos extratos metanólicos por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência de Fase Reversa registrou a presença de compostos fenólicos derivados do verbascosídeo sugerindo a provável responsabilidade pela ação antimicobacteriana.

Palavras-chave: Jacaranda cuspidifolia Mart., Mycobacterium tuberculosis H37RvA, atividade antimicobacteriana, compostos fenólicos, Verbascosídeo


ABSTRACT

Jacaranda cuspidifolia Mart., popularly known as "caroba", "jacaranda" or "bolacheira", is used as medicine for the treatment of syphilis and gonorrhea. The antimycobacterial activity of this species was assessed by means of in vitro assays with methanol extracts of barks and leaves according to the Microplate Alamar Blue Assay (MABA). The minimal inhibitory concentration values for methanol extracts of barks and leaves from J. cuspidifolia were MIC = 250 μg mL-1 for both extracts. Phytochemical analysis, by Thin Layer Chromatography on silica gel, of methanol extracts of barks and leaves revealed the presence of tannins, flavonoids, terpenes, cumarins and steroids. Analysis of the profiles of methanol extracts by High Performance Liquid Chromatography - Reversed Phase recorded the presence of phenolic compounds derivatives of verbascoside, suggesting their probable responsibility for the antimycobacterial action.

Key words: Jacaranda cuspidifolia Mart., Mycobacterium tuberculosis H37RvA,  antimycobacterial activity, phenolic compounds, Verbascoside


 

 

INTRODUÇÃO

A tuberculose é considerada grave problema dentro da saúde pública, voltando a ocupar lugar de destaque entre as principais doenças infectocontagiosas. O aparecimento cada vez mais comum de bacilos resistentes ou multi-resistentes e o surgimento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) tem contribuído para o surgimento, cada vez maior, de novos casos da doença (Souza & Vasconcelos, 2005). Dados da Organização Mundial da Saúde revelam aumento de 8,3 milhões para 9,24 milhões de casos novos da doença, no período de 2000 a 2006 (OMS, 2009).

A descoberta de novas drogas para o tratamento da tuberculose constitui grande desafio, pois as micobactérias são consideradas organismos de crescimento lento, patogênicas e a parede, rica em lipídeos, representam verdadeira proteção contra os agentes agressores (Rando et al., 2002; Arantes et al., 2005).

Plantas constituem uma das principais fontes de metabólitos ativos com ação antimicobacteriana (Okunade et al., 2004; Mcgaw et al., 2008). Diversas substâncias já têm a atividade antimicobacteriana estabelecida, como é o caso dos terpenos (Cantrell et al., 2001; Januário et al., 2002; Arantes et al., 2005); alcalóides (Kanokmedhakul et al., 2002; Newton et al., 2002; Sunthitikainsakul et al., 2003; Gibbons et al., 2003); flavonóides (Fris-Moller et al., 2002; Murillo et al., 2003; Schinkovitz et al., 2003); esteróides e saponinas (Schi et al., 2002; Januário et al., 2002) e fenóis e polifenóis (Asres et al., 2001; Seephonaki et al., 2002).

A família Bignoniaceae é constituída por 120 gêneros e 800 espécies encontradas principalmente na América do Sul e na África. Espécies dessa família têm hábito constituído por árvores, arbustos, subarbustos, lianas e raramente ervas. Muitas destas árvores são conhecidas pelo uso industrial (Tabebuia, Paratecoma, Parmenteiera, Catalpa e Jacaranda) ou como plantas ornamentais (Jacaranda, Catalpa e Sphathodea) (Parker, 2009).

Jacaranda cuspidifolia Mart. pertence a família Bignoniaceae e tribo Tecomae, contém 49 espécies mundiais, sendo 39 destas espécies endêmicas no Brasil (Gachet & Schüly, 2009). É conhecida popularmente como jacarandá, caroba e bolacheira e considerada árvore de médio porte com altura de 3-10 metros, apícola, utilizada na arborização e ornamentação de ruas, principalmente devido a beleza das flores arroxeadas. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis, amplamente dispersas pelo vento, florescendo durante os meses de setembro/dezembro com as plantas totalmente despidas de folhagem velha. Apresenta propriedade inseticida, sendo a raiz usada no tratamento da sarna. É depurativa do sangue e usada em infecções bacterianas, como sífilis e blenorragia. A madeira, casca e folha são usadas no combate à febre (Pott & Pott, 1994; Lorenzi, 2000; Scalon et al., 2006).

Dentre as espécies pertencentes ao gênero Jacaranda apenas 6 foram estudadas sob o ponto de vista fitoquímico. São elas a Jacaranda acutifolia, Jacaranda caucana, Jacaranda copaia, Jacaranda decurrens, Jacaranda mimosifolia e Jacaranda filicifolia e as principais classes de substâncias isoladas foram terpenóides, quinonas, flavonóides, ácidos graxos, cetosídeos e um dímero feniletanóide (Gachet & Schüly, 2009).

O presente trabalho teve como objetivo obter o perfil fitoquímico dos extratos metanólicos das cascas e das folhas de Jacaranda cuspidifolia Mart. e avaliar a atividade antimicobacteriana in vitro desses extratos contra a cepa padrão Mycobacterium tuberculosis H37Rv.

 

MATERIAL E MÉTODO

Material vegetal

A espécie Jacaranda cuspidifolia Mart. foi selecionada de acordo com critérios etnofarmacológicos e as cascas e as folhas foram coletadas em novembro de 2006 numa área de cerrado, em Aquidauana (MS). O material vegetal foi identificado pela botânica Drª Ubirazilda Maria Resende e uma amostra foi depositada no Herbário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (HMS), sob o número 11923.

Preparo dos extratos

Após a coleta, as cascas e as folhas foram dessecadas em estufa de circulação forçada de ar durante três dias na temperatura de 40ºC e depois trituradas em moinho tipo Willey. O material vegetal foi extraído com hexano e metanol p.a. por maceração a frio até o esgotamento e secos em evaporador rotatório. Os rendimentos dos extratos metanólicos das cascas (EMC) e das folhas (EMF) de Jacaranda cuspidifolia Mart. foram de 7,65% e 11,30%, respectivamente.

Análise fitoquímica dos extratos metanólicos das cascas e folhas

A presença de terpenos, alcalóides, flavonóides, cumarinas e esteróides foram avaliados nos extratos metanólicos das cascas (EMC) e folhas (EMF), por Cromatografia em Camada Delgada com gel de sílica, de acordo com Wagner et al. (1984).

Caracterização dos extratos metanólicos (EMC e EMF) por CLAE

Para a cromatografia líquida de alta eficiência, utilizou-se cromatógrafo líquido de alta eficiência Waters®, composto de injetor automático, modelo 2695, com sistema operacional computadorizado com software Empower e detector de arranjos de diodos (DAD), modelo 2996, bomba modelo L-6200ª, integrador modelo C-R4A. Coluna para CLAE ODS C-18 LiChrospher® (125 x 4,0 mm, 5 μm ), Merck e pré-coluna LiChrospher® 100 RP-18 (5 μm). As amostras foram pesadas em frascos de Eppendorf e solubilizadas em metanol grau CLAE, na concentração de 10 mg mL-1 para os extratos metanólicos da casca (EMC) e da folha (EMF) e 1 mg mL-1 para as substâncias de referência. As amostras foram filtradas em millex LCR com membrana PTFE modificada para filtração de solventes orgânicos e aquosos 0,45 μm, 13 mm. Alíquotas de 10 μL das amostras foram injetadas de modo automático a temperatura de 40ºC e  velocidade de fluxo de 1 mL  min-1. A detecção foi realizada em detector de arranjo de diodos a λ 210 nm. Espectros de UV de λ 210 a 400 nm foram obtidos on line para identificação de cada pico. Gradiente linear de H2O (A) e CH3CN (B) foi empregado 0 min 95% de A e 5% B; 60 min 60% de A, 40% de B, seguido de 5 min de gradiente linear de 95% de A e 5% de B. Os solventes utilizados foram grau CLAE (TÉDIA).

Micobactéria empregada

Cultura confluente crescida no meio de Lowestein-Jensen (LJ) da cepa padrão de Mycobacterium tuberculosis H37RvATCC 27294 foi mantida sob refrigeração até o momento do uso. Para o ensaio foi retirada uma alçada que foi semeada no meio de Middlebrook 7H9 com incubação por 10 dias. A cultura foi diluída até a turvação correspondente a turvação do tubo 1 da escala de MacFarland e a partir desta, realizada a diluição de 1:25 que foi empregada como suspensão inoculante.

Determinação da atividade antimico-bacteriana

Para determinar a atividade antimicobac-teriana a partir da solução estoque, os extratos metanólicos das cascas (EMC) e folhas (EMF) de Jacaranda cuspidifolia Mart. foram diluídos para obter concentrações de 4000 a 62,5 μg mL-1. A atividade foi determinada em triplicata utilizando microplacas estéreis de 96 poços (Falcon 3072; Recton Dickinson, Lincoln Park, NJ) e o método do Alamar Blue (MABA), segundo Franzblau et al. (1998). A Concentração Inibitória Mínima (CIM) foi definida como a menor concentração da droga capaz de prevenir a alteração de cor do reagente Alamar Blue (Acccumed International, Westlake, Ohio) de azul para rosa. A cor azul no poço foi interpretada como ausência de crescimento da micobactéria e a cor rosa como de viabilidade e multiplicação bacilar. Isoniazida (0,03 μg mL-1) foi usada como controle.

 

RESULTADO E DISCUSSÃO

A avaliação da atividade antimicobacteriana para os extratos de J. cuspidifolia, mostrou Concentração Inibitória Mínima de 250 μg mL-1 para as cascas e para as folhas. Esse valor foi considerado superior ao da Isoniazida (0,03 μg mL-1) e ao da pirazinamida, um agente antimicobacteriano de primeira linha, que apresenta valor de CIM de 100 μg mL-1 para o M. tuberculosis (Higuchi et al., 2008)

Fluorquinolonas tem apresentado alta eficácia no tratamento da tuberculose, principalmente, aquelas causadas por cepas de micobactérias multi-resistentes. Os valores de Concentração Inibitória Mínima para o ciprofloxacino e ofloxacina foi de 1,0 mg L-1, enquanto que para o levofloxacino e moxifloxacino foram encontrados valores de CIM iguais a 0,5 mg mL-1 (Rodriguez et al., 2001; Díaz et al., 2003).

Muitas plantas são usadas pela população que habitam as áreas do cerrado para o tratamento de infecções causadas por microrganismos, incluindo a tuberculose (Almeida et al., 1998). Em estudos realizados por Pavan et al. (2009) foram avaliados os extratos clorofórmicos e metanólicos de 37 espécies de plantas distribuídas em 17 famílias do Cerrado Brasileiro. Os resultados obtidos demonstraram que os extratos brutos de dezenove plantas foram considerados ativos contra o Micobacterium tuberculosis H37Rv.

Estudo da atividade antimicobacteriana realizados com extratos obtidos da espécie Jacaranda mimosaefolia contra Micobacterium phlei mostraram inibição (Mahran et al.,  1991).

A prospecção fitoquímica dos extratos vegetais de Jacaranda cuspidifolia detectou a presença de taninos, flavonóides, terpenos, cumarinas e esteróides.

Estudos químicos dos constituintes do gênero Jacaranda foram descritos para seis espécies: Jacaranda acitufolia, Jacaranda caucana, Jacaranda copaia, Jacaranda decurrens, Jacaranda filicifolia e Jacaranda mimosifolia. As principais substâncias isoladas destas espécies foram triterpenos, presentes nas seis espécies (Ogura et al., 1976,  1977a, 1977 b; Prakash & Garg, 1980; Ali et al., 1998); quinonas obtidas de Jacaranda caucana (Ogura et al., 1976, 1977a), Jacaranda copaia e Jacaranda mimosifolia (Sauvain et al., 1993); flavonóides isolados de Jacaranda decurrens (Blatt et al., 1998), Jacaranda acitufolia (Ferguson & Lien, 1982), Jacaranda mimosifolia (Subramanian et al., 1973; Moharram & Marzouk, 2007); ácidos graxos isolados de Jacaranda filicifolia e Jacaranda mimosifolia (Chisholm & Hopkins, 1962; Ali et al., 1998) e acetosídeos e feniletanóides isolados de Jacaranda mimosifolia (Moharram & Marzouk, 2007).

De acordo com Copp (2003), os metabólitos secundários considerados como a principal classe promissora de atividade antimicobacteriana são os terpenóides.

Segundo estudos realizados por Higuchi et al. (2008), os principais terpenóides isolados e que apresentaram atividade inibitória do crescimento do Micobacterium foram o lupeol, ácido ursólico e ácido oleanólico. Acido ursólico e o ácido oleanólico também foram isolados de algumas espécies de Jacaranda (Gachet & Schüly, 2009). A presença dessa classe de metabólitos nos extratos metanólicos das cascas e das folhas de Jacaranda cuspidifolia sugerem a provável hipótese que essas substâncias sejam uma das responsáveis pela ação antimicobacteriana desses extratos.

A caracterização dos extratos metanólicos das cascas e das folhas de J. cuspidifolia foi realizada também por CLAE-FR (Figura 1A). A cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) é utilizada em trabalhos de fitoquímica para monitorar as etapas de isolamento, bem como, avaliar a pureza final das substâncias isoladas. Além disso, o perfil cromatográfico obtido por CLAE para tinturas e extratos vegetais, em condições padronizadas, denominadas "impressão digital", revela a constituição qualitativa e permite caracterizar o material analisado. Assim nos perfis cromatográficos dos extratos metanólicos das cascas e folhas de J. cuspidifolia observou-se a presença de substâncias de média polaridade, com predominância de picos em intervalo de 15 a 30 minutos, porém não foram observados picos com intensidades significativas após esse intervalo de tempo.

Os perfis dos extratos metanólicos das cascas e folhas foram semelhantes e mostraram a predominância de 7 picos, com tempos de retenção de 16,45 (1), 16,92 (2), 18,41 (3), 21,78 (4), 23,77 (5), 27,60 (6), 30,51 (7) min. Os espectros de ultravioleta obtidos on line para esses picos indicaram absorção em comprimento de onda de 275,7; 273,3 e 281,6 nm para os picos (1), (2) e (3), respectivamente. Já para os picos (4), (6) e (7) indicaram absorção em comprimento de onda similar e na faixa de 217,8; 250; 290 e 330,4 nm, e na faixa de 217,8; 250; 290 e 326,8 nm para o pico (5).

Estes comprimentos de onda são compatíveis com ariletanóides de cinamoil glicosídeos. O Vebascosídeo foi analisado como composto de referência nas mesmas condições dos extratos (Figura 1B). O cromatograma apresentou pico com tempo de retenção de 21,80 min e espectro no ultravioleta com comprimento de onda máximo de 217,8; 250; 290 e 331,6 nm, demonstrando assim que as principais substâncias presentes nos extratos metanólicos das cascas e folhas de Jacaranda cuspidifolia pertencem a essa classe.

Vários trabalhos têm demonstrado que o verbascosídeo e derivados estão distribuídos em muitas espécies da família Bignoniaceae e exibem várias atividades biológicas (Garcez et al., 2007; Santoro et al., 2008). A atividade antimicrobiana foi comprovada por Ávila et al. (1999) e Rigano et al. (2006). A presença desta classe de metabólitos nos extratos metanólicos das cascas e folhas de Jacaranda cuspidifolia também sugerem a provável hipótese que essas substâncias sejam uma das responsáveis pela ação antimicobacteriana desses extratos.

Os resultados obtidos através deste estudo corroboram com o uso popular de Jacaranda cuspidifolia Mart. no tratamento de infecções causadas por microrganismos e também demonstram a presença de substâncias da classes dos terpenóides e dos ariletanóides de cinamoil glicosídeos como as prováveis substâncias responsáveis pela ação antimicrobiana.

 

AGRADECIMENTO

Os autores agradecem a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento de ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT); Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) pelo apoio financeiro.

 

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Recebido para publicação em 14/04/2010
Aceito para publicação em 24/02/2012

 

 

* analu_arruda@hotmail.com

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