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Revista Brasileira de Plantas Medicinais

Print version ISSN 1516-0572

Rev. bras. plantas med. vol.15 no.4 supl.1 Botucatu  2013

https://doi.org/10.1590/S1516-05722013000500008 

Levantamento de plantas medicinais nativas da Fazenda Azulão em Dourados-MS

 

Inventory of native medicinal plants on a farm in Dourados-MS

 

 

Bratti, C.I; Vieira, M. C.I; Zárate, N. A. H.I; Oliveira, A. P. A.II; Marafiga, B. G.II; Fernandes, S.S. L.II,*

IFaculdade de Ciências Agrárias, Universidade Federal da Grande Dourados, Rodovia Dourados - Itahum, Km 12, Caixa Postal - 533, 79.804-970, Dourados- Brasil
IIPrograma de Pós-Graduação em Biologia Geral/ Bioprospecção, Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais, Universidade Federal da Grande Dourados, Rodovia Dourados - Itahum, Km 12, Caixa Postal - 533, 79.804-970, Dourados- Brasil

 

 


RESUMO

O presente trabalho teve por objetivo identificar as espécies medicinais nativas em um fragmento de mata situada na Fazenda Azulão, em Dourados/MS, baseando-se no conhecimento popular de mateiros da região, com intuito de gerar subsídios para perpetuar a preservação, a diversidade e variabilidade das espécies, bem como, incentivar populações locais a valorizar e preservar esses recursos naturais, retardando o impacto sobre a biodiversidade. Partes das plantas indicadas como medicinais foram coletadas, as quais foram identificadas mediante literaturas especializadas e por comparações com plantas depositadas no Herbário da Cidade Universitária de Dourados. Foram identificadas 61 espécies distribuídas em 35 famílias e 53 gêneros. As famílias Asteraceae (9), Fabaceae (5) e Piperaceae (4) foram as que apresentaram o maior número de espécies. Dentre as formas de vida encontradas na vegetação nativa do local, as espécies medicinais de hábito arbustivo (39,34%) foram as que apresentaram os maiores valores, seguido pelas herbáceas (27,86%), arbóreas (24,6%), e lianas (8,2%). As partes das plantas mais utilizadas são as folhas, seguidas da raiz e casca. Com base nos resultados obtidos nesse estudo, as indicações da utilização das plantas medicinais podem fornecer subsídios para estudos bioquímicos e farmacológicos, diminuindo os custos e o tempo na extração de princípios ativos, bem como, permitir o fortalecimento do conhecimento cultural da comunidade local, incentivando a preservação ambiental de diversas espécies medicinais utilizadas na região. Novos estudos devem ser conduzidos no Estado do Mato Grosso do Sul, a fim de se garantir o registro de dados mais precisos sobre as espécies medicinais ocorrentes.

Palavras-chave: plantas medicinais, fragmento florestal, cultura regional, Fazenda Azulão.


ABSTRACT

This study aimed to identify the native medicinal species in a forest fragment located at Azulão Farm in Dourados/ MS, based on the popular knowledge of the bushmen of the region, aiming to generate data to perpetuate the preservation, diversity and variability of the species, as well as to encourage local people to value and preserve these natural resources, slowing the impact on biodiversity. Samples of plants indicated as medicinal were collected, and then identified by the specialized literature and by comparison with plants deposited in the Herbarium of the University City of Dourados. We identified 61 species belonging to 35 families and 53 genera.The Asteraceae (9), Fabaceae (5) and Piperaceae (4) showed the largest number of species. Among the life forms found in the local native vegetation, the medicinal species of shrubby habit (39.34%) were the ones that presented the highest values, followed by the herbaceous (27.86%), trees (24.6%), and lianas (8.2%). The most frequently used plant parts are the leaves, followed by the roots and bark. Based on the results of this study, the indications of use of medicinal plants can provide subsidies for biochemical and pharmacological studies, reducing the costs and the time for the extraction of active ingredients, also contributing with the cultural knowledge of the local community, encouraging environmental preservation of many medicinal species used in the region. Further studies should be conducted in the State of Mato Grosso do Sul, in order to ensure the registration of more accurate data on the existing medicinal species.

Keywords: medicinal plants, forest fragment, regional culture; Azulão Farm


 

 

INTRODUÇÃO

No Brasil, assim como em outros países em desenvolvimento, a construção e a transformação da etnobotânica insere-se em um cenário de diversidade cultural e diversidade biológica, onde plantas medicinais com interesse de mercado podem ser potenciais na geração de renda em comunidades, favorecendo assim sustentabilidade ambiental (Oliveira et al., 2009).

Atualmente, o momento tem sido propício e produtivo para pesquisas científicas com envolvimento de conhecimentos locais sobre o uso de plantas e animais medicinais, pois deixou-se para trás a época em que esse saber era subestimado, iniciando hoje uma era de cooperação de saberes (Albuquerque & Hanazaki, 2006).

Apesar da grande participação brasileira, as pesquisas científicas sobre plantas utilizadas por comunidades tradicionais ainda são recentes e pouco documentadas (Pinto et al., 2006), podendo serem perdidas, principalmente pela diminuição da disponibilidade e uso de plantas nativas para fins terapêuticos devido as alterações antrópicas em ambientes naturais, estes que abrigam muitas dessas espécies medicinais (Amoroso, 2002).

Estudos com plantas medicinais devem ser incentivados, pois têm sido uma rica fonte na obtenção de moléculas com potencial para serem exploradas terapeuticamente, e que em virtude da pouca quantidade de espécies em estudo, sabe-se que ainda existe um vasto celeiro de moléculas a serem descobertas (Foglio et al., 2006).

A utilização de plantas medicinais na cura ou alívio de doenças, que para muitos poderia parecer misticismo, feitiçaria ou folclore, torna-se hoje objeto de pesquisas cientificas com validade comprovada diante da fitoquímica e da farmacologia (Martins et al., 2005).

Nesse sentido, além do favorecer o conhecimento de novas espécies em estudos farmacológicos ou fitoquímicos e ajudar a transmitir os conhecimentos tradicionais para as futuras gerações de comunidades, os estudos etnobotânicos podem favorecer a recuperação através do plantio de espécies hoje ameaçadas de extinção (Bueno et al., 2005).

No Estado do Mato Grosso do Sul, especialmente na região sul, poucos estudos registram a ocorrência de espécies medicinais utilizadas na medicina popular, bem como, muitos aspectos da flora medicinal que ainda permanecem desconhecidas (Sangalli & Vieira, 2003; Alves et al., 2008).

Neste sentido, esse trabalho teve por objetivo identificar as espécies medicinais nativas em um fragmento de mata situada na Fazenda Azulão, em Dourados/MS, baseando-se no conhecimento popular de mateiros da região, com intuito de gerar subsídios para perpetuar a preservação, a diversidade e variabilidade das espécies, bem como, incentivar populações locais a valorizar e preservar esses recursos naturais, retardando o impacto sobre a biodiversidade.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O presente estudo foi desenvolvido na Fazenda Azulão, situada na região de Dourados, Mato Grosso do Sul, situada na Rodovia MS 162, Km 22, durante todo ano de 2002, na Latitude Sul 22o12’ 16" e Longitude Oeste 54o 48’ 2", com altitude de 452m. O clima regional é classificado pelo sistema internacional de Köppen como Cwa - Mesotérmico Úmido, caracterizado por apresentar temperatura média anual de 22ºC, com precipitação média anual é de 1400 mm (Alves Sobrinho et al., 1998).

A vegetação é classificada como floresta estacional semidecidual, de acordo com o sistema de classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (Veloso et al., 1991).

As coletas foram realizadas na companhia de três mateiros: a) A.P.M., 60 anos de idade, mateiro residente há 40 anos em Dourados-MS, possuidor de um grande conhecimento sobre espécies nativas de mata que apresentam potencial medicinal e árvores nativas utilizadas pela indústria madeireira onde trabalhou por muito tempo; b) M. V.C., 60 anos de idade, mateiro e raizeiro natural de Rio Brilhante - MS, morador na cidade de Dourados há 20 anos, conhecedor de espécies medicinais desde a infância tanto as formas de utilização como as partes utilizadas para fins terapêuticos, pois faz o cultivo e comercialização na Feira Livre de Dourados; c) J. E. A., 75 anos de idade, natural do Rio Grande do Sul, residente em Dourados há 30 anos e comerciante de diversas espécies medicinais, inclusive algumas raras encontradas nos países vizinhos como Chile, Argentina e Paraguai, mantendo contatos constantes com diversas tribos indígenas da fronteira brasileira.

Foram amostrados em visitas mensais durante o ano de 2002, ramos de espécies férteis indicadas como medicinais. As partes das plantas foram colocadas em sacos de plástico e encaminhadas para o Laboratório de Botânica com o respectivo nome comum e as indicações medicinais conforme as informações dos mateiros.

As espécies foram identificadas mediante consulta a literatura especializada e em comparação com o acervo do herbário DDMS da Universidade Federal da Grande Dourados. As plantas coletadas foram encaminhadas para incorporação no acervo da Universidade Federal da Grande Dourados.

Para apresentação das espécies, considerou-se a classificação da APG III (Angiosperm Phylogeny Group, 2009). A atualização taxonômica e a grafia dos autores foram realizadas mediante consulta ao banco de dados na Lista de Espécies da Flora do Brasil (LEFB, 2013).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O levantamento revelou 61 espécies distribuídas em 35 famílias e 53 gêneros, consideradas medicinais pelas informações obtidas dos mateiros da região (Tabela 1). As famílias Asteraceae (9), Fabaceae (5) e Piperaceae (4) foram as que apresentaram o maior número de espécies, no entanto, cerca de 74,0 % das famílias amostradas, e 89,0% dos gêneros, apresentaram uma única espécie, refletindo uma alta diversidade biológica de espécies medicinais no local.

As famílias Asteraceae e Fabaceae estão entre as famílias mais representativas na maioria dos estudos florísticas sobre plantas medicinais (Amoroso, 2002; Guarin Neto & Moraes, 2003; Carvalho & Rodrigues, 2005; Rodrigues & Carvalho, 2008; Pereira et al., 2009). Estudos revelam que essas famílias além de terem um grande número de espécies, apresentam ampla distribuição geográfica e possuem uma grande capacidade adaptativa a vários locais (Rodrigues & Carvalho, 2008).

Por sua vez, a família Piperaceae, em um levantamento etnobotânico realizado na cidade de Dourados-MS, apresentou uma grande quantidade do gênero Piper sp.na região, sendo que, das famílias identificadas, 10,8% eram de espécies de Piperaceae (Alves et al., 2008).

Dentre as indicações medicinais populares (Tabela 1), as enfermidades em que as plantas são mais utilizadas foram às seguintes: diurético (15), reumatismo (13), depurativo do sangue (12), bronquite (9), cicatrizante (8), diabete (8), doenças venéreas (7), anti-inflamatório (7), tônico (7), ferimentos (7), expectorante (6), febrífugo (6), infecções das vias urinárias (6), inflamação do fígado (6), laxativo (6), pressão alta (6), problemas renais (6), antidiarréico (6), problemas estomacais (5), e analgésico (5).

Alves et al. (2008) em um levantamento etnobotânico de plantas medicinais em fragmentos florestais de Dourados-MS, baseados em informações de mateiros da região, citaram algumas espécies com indicações similares a desse estudo, sendo empregadas em forma de chá no tratamento de inflamações renais (Cecropia pachystachya), gastrites (Croton urucurana), no combate a hipertensão (Sorocea bonplandii), como tônico (Piper aduncum), no tratamento de queimaduras (Piper amalago), como diurético e no tratamento de reumatismos (Smilax brasiliensis).

No Nordeste do Brasil, Agra et al. (2008) em um levantamento das plantas medicinais citou algumas espécies ocorrentes nesse estudo com as mesmas características indicadas pelos mateiros, como Myracrodruon urundeuva no combate de inflamações de ovários, Jacaratia spinosa como vermífugo, Hymenaea courbaril contra tosse e anemia, Senna occidentalis como tônico, Acacia paniculata no tratamento de reumatismos, Guazuma ulmifolia no tratamento de úlceras, Petiveria alliacea como regulador menstrual, podendo ser abortivo.

A ocorrência dessas espécies em distintas regiões demonstra que apesar da distância, essas espécies são amplamente utilizadas e que o conhecimento popular medicinal aparentemente tem sido conservado.

Nesse sentido, algumas indicações mencionadas podem ser consideradas muito importantes para pesquisas fitoquímicas e farmacológicas, pois segundo os dados obtidos, o chá das cascas de capixingui (Croton floribundus) é potencial no tratamento de câncer como leucemia, tumores e sífilis; o chá da folhas e flores de Sálvia-do-mato (Lantana trifolia) é essencial no fortalecimento do cérebro; os chás das folhas de buva (Conyza sp.) e unha-de-gato (Acacia paniculata) são importantes no tratamento de inflamações na próstata; e os chás das folhas de salsaparrilha (Smilax medica), sangra-d’água (Croton urucurana), candiúva (Trema micrantha) e chico-magro (Guazuma ulmifolia) são potenciais no tratamento de doenças venéreas, principalmente sífilis.

Estudos farmacológicos realizados com sangra d’água (Croton urucurana), uma espécie pertencente á mesma família e gênero do capixingui, descrevem a capacidade de cicatrização de feridas e ulcerações, atividades antioxidante, anticâncer e antiinflamatória (Simionatto et al., 2007).

Nesse sentido, o conhecimento popular sobre as propriedades medicinais tende a favorecer o avanço dos estudos químicos e farmacológicos por revelar utilizações ainda não descobertas. Segundo Albuquerque & Hanazaki (2006), investigações etnofarmacológicas e etnobotânicas têm sido a principal abordagem reconhecida por cientistas em todo o mundo, como uma estratégia de seleção de plantas medicinais.

No que se refere às partes da planta medicinal utilizada para fins medicinais, observou-se que 51% utilizam as folhas (Tabela 1). Franco & Barros (2006) em seu estudo numa comunidade quilombola observou que no preparo dos remédios, as partes vegetais mais utilizadas são as folhas com 43,5%. Outros trabalhos evidenciam a utilização das folhas para a preparação de remédios, devido à facilidade de coleta, disponibilidade durante a maior parte do ano (Amoroso, 2002; Pilla et al., 2006; Borges & Peixoto, 2009; Pereira et al., 2009).

Cerca de 18% das espécies amostradas nesse estudo, as indicações apontam para o uso das raízes, um fator preocupante, pois com a retirada dessas plantas do local, estas ficam mais vulneráveis e podem ser escassas pelo seu uso constante, se não houver medidas racionais de manejo e cultivo. Essas espécies, cujas partes utilizadas para o preparo dos medicamentos são raízes, caule ou casca do caule, são mais suscetíveis a extinções, e por muitas vezes os danos causados na planta podem ser irreversíveis levando a planta à morte (Rodrigues & Carvalho, 2001).

Nesse caso, faz-se necessário a adoção de medidas de conservação dessas espécies fora do seu ambiente natural (ex situ), que podem ser via bancos de sementes em temperaturas sub-zero ou conservadas in vitro (Camillo et al.,2009).

Segundo Roque et al. (2010), através de estudos que relacionem as potencialidades dos recursos vegetais disponíveis a uma determinada comunidade, pode-se traçar planos de recuperação e de conservação para a área estudada, onde a otimização dos usos originais atribuídos podem complementar a renda da população e ao mesmo tempo ampliarem as perspectivas das gerações futuras ao usufruírem destes recursos, pois quando se une o natural e o cultural, obtêm-se espécies de maior valor simbólico, facilitando a luta pela sua conservação.

Com as informações obtidas pelos mateiros, observou-se que uma mesma planta é usada pra combater diferentes patologias, onde o hábito predominante das espécies medicinais foi arbustivo (39,34%), seguido pelas herbáceas (27,86%), arbóreas (24,6%), e lianas (8,2%), conforme mostra na Tabela 1.

Entre as plantas medicinais arbustivas, se destaca Clavija nutans, conhecida como Chá-de-bugre, considerada uma espécie quase ameaçada; outra espécie amplamente conhecida é a Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) que apresenta-se presumivelmente extinta, conforme o anexo da Resolução SMA 08, de 31/01/2008 (Brasil, 2013) que dispõe de uma lista das espécies ameaçadas para o estado de São Paulo. Tal fato pode estar relacionado à multiplicidade de uso destas espécies, sendo indicadas como: diurético, emagrecedor, antitérmico, depurativo, cicatrizante, febrífugo, no tratamento de afecções cutâneas, em problemas renais, urinários e dores na coluna.

No grupo das espécies arbóreas, aroeira (Myracrodruon urundeuva) está incluída na "Lista Oficial da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção" na instrução normativa n.6, de 23 de setembro de 2008 que as define como aquelas com alto risco de desaparecimento na natureza em futuro próximo (Brasil, 2008). Segundo as indicações mencionadas nesse estudo, a casca a aroeira é a única parte da planta a ser utilizada na forma de chá, que com extração continua pode na maioria das vezes levá-la a morte. Roque et al. (2010) também afirmaram essa possibilidade, pois na comunidade de Laginhas, município de Caicó-RN, constataram que muitos moradores praticam a retirada das cascas de aroeira.

Com base nos resultados obtidos nesse estudo, as indicações da utilização das plantas medicinais podem fornecer subsídios para estudos bioquímicos e farmacológicos, diminuindo os custos e o tempo na extração de princípios ativos, bem como, permitir o fortalecimento do conhecimento cultural da comunidade local, incentivando a preservação ambiental de diversas espécies medicinais utilizadas na região.

Cabe ressaltar que novos estudos devem ser conduzidos no Estado do Mato Grosso do Sul, a fim de se garantir o registro de dados mais precisos sobre as espécies medicinais ocorrentes.

 

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Recebido para publicação em 14/08/2011
Aceito para publicação em 26/07/2013

 

 

* shaline_sefara@hotmail.com

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