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Revista Brasileira de Plantas Medicinais

Print version ISSN 1516-0572

Rev. bras. plantas med. vol.15 no.4 supl.1 Botucatu  2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-05722013000500020 

REVISÃO

 

Plantas medicinais no controle de urolitíase

 

Using medicinal plants in the control of urolithiasis

 

 

Cruces, I.LI,*; Patelli, T.H.CII; Tashima, C.M.II; Mello-Peixoto, E.C.TII

IAcadêmica do curso de Graduação em Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP/Bandeirantes).  Email: ilobinha@gmail.com
IICentro de Ciências Agrárias - Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP/Bandeirantes)

 

 


RESUMO

Plantas medicinais têm sido utilizadas mundialmente para o controle de urolitíases na medicina humana. A ocorrência desta afecção tem aumentado em humanos, ruminantes, cães e gatos. Nos animais, fatores patofisiológicos adquiridos, congênitos ou familiares podem estar envolvidos, havendo similaridade ao que se observa em seres humanos. Porém, apesar dos avanços nas pesquisas, o emprego de plantas medicinais na medicina veterinária, ainda é pouco utilizado. Dessa forma, objetivou-se apresentar uma revisão bibliográfica dos resultados do uso de plantas medicinais no controle de urolitíase. As plantas utilizadas são: Ammi visnaga, Bergenia ligulata, Cynodon dactylon, Herniaria hirsuta e Phyllanthus niruri. A atividade antilitogênica foi relacionada às alterações da composição iônica da urina, atividade diurética, inibição de cristalização e agregação de cristais. Destaca-se o uso de Phyllanthus niruri, pela eficácia na prevenção dos urólitos. Extratos de Phyllanthus niruri normalizaram níveis altos de cálcio urinário, desfavorecendo os estágios iniciais de formação dos urólitos. Adicionalmente, foram associados à elevação da filtração glomerular e excreção urinária de ácido úrico sugerindo utilização potencial não só como efeito lítico e preventivo das calculoses, mas também em pacientes hiperuricêmicos e portadores de insuficiência renal. A partir dos resultados relatados, pode-se concluir que os trabalhos apresentados pela literatura atual são capazes de comprovar os efeitos benéficos do uso de plantas medicinais no controle de urolitíase. Entretanto, ainda são escassos os estudos realizados em animais domésticos, predominando ensaios desenvolvidos em roedores.

Palavras-chave: ervas medicinais, Phyllanthus niruri, urina, urólitos.


ABSTRACT

Medicinal plants have been used worldwide in the prevention of urolithiasis. The occurrence of this disease has increased in men, ruminants, dogs and cats. With regard to animals, acquired (congenital or hereditary) pathophysiological factors may be involved, a fact that bears similarity to what has been observed in humans. Yet, despite advances in research, the use of medicinal plants in veterinary medicine remains still underutilized. Thus, the purpose of this study is to conduct a literature review on the use of medicinal plants in the control of urolithiasis. The plants used are: Ammi visnaga, Bergenia ligulata, Cynodon dactylon, Herniaria hirsute and Phyllanthus niruri. Antilithogenic activity was related to changes in the ionic composition of urine, diuretic activity and inhibition of crystallization and aggregation of crystals. It is worth highlighting the use of Phyllanthus niruri due to its efficiency in the prevention of uroliths. Phyllanthus niruri extracts normalized high levels of urinary calcium, inhibiting the formation of uroliths in the initial stages. Additionally, they were associated with a higher glomerular filtration and higher urinary excretion of uric acid. These results suggest a potential use due to its lytic and preventive effect, as well as due to its application to hyperuricemic patients having renal insufficiency. We can conclude that the studies that pertain to the current literature can demonstrate the beneficial effects of using medicinal herbs to control urolithiasis. However, studies conducted in domestic animals remain scant, while tests developed in rodents still predominate.

Keywords: medicinal herbs, Phyllanthus niruri, urine, uroliths.


 

 

INTRODUÇÃO

A urolitíase representa importante preocupação devido à sua alta incidência. Nos Estados Unidos, os gastos médicos excedem 1,5 bilhões anualmente (Kumaran & Patki, 2011), com incidência correspondendo de 0,4 a 2 %. Na Alemanha relatou-se incidência de 0,5 a 1% (Vrabelova et al., 2011). Sua ocorrência tem aumentado em humanos, ruminantes, cães e gatos. Nos animais, fatores patofisiológicos adquiridos, congênitos ou familiares podem estar envolvidos (Osborne et al., 2008a), havendo similaridade ao que se observa em seres humanos (Robinson et al., 2008).

A urolitíase acomete qualquer órgão urinário, principalmente vesícula urinária em cães (Lulich & Osborne, 2008). Em machos ocorrem próximo ao óstio peniano, na transição entre a uretra peniana e pélvica, ou no arco isquiático (Morishin-Filho et al., 2010). A diminuição ou bloqueio do fluxo urinário pode resultar em crise urêmica, mudanças na estrutura do rim, ureter, e insuficiência renal, determinando uma das emergências mais comuns em medicina veterinária (Oyafuso, 2008).

A urina é uma solução supersaturada de sais que em certas condições precipitam formando cristais microscópicos. Esses possibilitam à formação de um núcleo, dando início ao desenvolvimento do urólito (Monferdini & Oliveira, 2009; Woottisin et al., 2011; Yasir & Waqar, 2011). O núcleo pode ser composto de minerais ou estruturas como pêlo, material de sutura, vegetal ou fragmentos de cateter urinário. A partir do núcleo, observa-se a lâmina externa, uma camada de precipitados que envolve o núcleo, e cristais de superfície (Koehler et al., 2008; Ulrich et al., 2008). De acordo com Oyafuso et al. (2010), o núcleo deve ser analisado separadamente, pois sua composição pode sugerir anormalidades subjacentes à formação do urólito.

O entendimento das características físico-químicas da urina e farmacofisiologia do trato urinário são fundamentais para o controle da urolitíase. Fatores como pH urinário, raça, sexo, idade, infecção urinária, dieta, medicações, anormalidades anatômicas e metabólicas, aumentam o risco de precipitação (Oyafuso, 2008), e devem ser considerados para prevenção, diagnóstico precoce e controle de recidivas. Cães de pequeno porte apresentam maior predisposição devido ao pequeno volume urinário (Monferdini & Oliveira, 2009). Cães Dálmatas são propensos ao desenvolvimento de cálculos de urato, devido à deficiência hereditária no metabolismo de acido úrico. Urólitos de estruvita foram correlacionados às infecções do trato urinário em cães, enquanto que em gatos relacionou-se ao excesso de minerais e à supersaturação da urina (Rogers et al., 2011). Urólitos de oxalato de cálcio (CaOx) são frequentes em animais de 8 a 12 anos, enquanto que animais jovens apresentaram mais frequentemente urólitos de estruvita, devido às infecções por bactérias produtoras de urease, as quais estão associadas à deficiência de defesa do trato urinário (Koehler et al., 2008).

O pH alcalino é fator de risco para precipitação de fosfato de cálcio (Tiselius, 2011), já a acidificação promove dissolução, aumento de cálcio livre, e excreção urinária de íons cálcio e fosfato. Entretanto, o aumento de cálcio livre, por outro lado, pode favorecer a precipitação de CaOx. Entre pH de 5.2 - 5.8 verifica-se precipitação de ácido úrico, entre 5.0-6.0 precipitam-se sais de oxalato, e em pH 7 observa-se precipitados de hidroxiapatita. Análises quantitativas de 350.803 urólitos caninos e 94.778 felinos foram realizadas no Minnesota Urolith Center, de 1981 a 2007. Verificou-se que 96% dos urólitos corresponderam aos uratos, e estruvita, cistina, oxalato e fosfato de cálcio, representaram menos de 1% (Osborne et al., 2008b).

Quanto à composição, os urólitos podem ser classificados como simples, com predomínio maior ou igual a 70% de único mineral. Os compostos apresentam minerais distintos em camadas diferentes, e os mistos apresentam camadas com diferentes tipos de minerais sem predominância (Ulrich et al., 2008). Oyafuso et al. (2010) avaliaram quantitativamente a composição mineral de 156 urólitos obtidos de cães, e verificaram ocorrência de 79,5% simples, 18% compostos e 2,5% mistos. Ao contrário dos urólitos simples, o tratamento dos compostos é complexo, dessa forma sua análise é essencial para o estabelecimento do tratamento adequado.

Protocolos de tratamento de urolitíase em cães são semelhantes aos dos seres humanos, sendo intervenção cirúrgica, modificação da dieta e tratamento farmacológico, os procedimentos mais adotados. Entretanto, a dieta pode não ser efetiva, ou ser rejeitada, no caso do animal doméstico. Além disso, nenhum tratamento disponível é isento de efeitos colaterais, sendo frequente as recidivas. Plantas medicinais têm sido utilizadas mundialmente na medicina humana, comprovando-se eficiência na prevenção de recidivas. Entretanto, a sua aplicação na medicina veterinária, ainda é limitada. Dessa forma, objetivou-se apresentar os principais resultados do uso de plantas medicinais no controle de urolitíase.

Principais plantas medicinais com potencial uso no controle de urolitíase

As plantas medicinais são popularmente utilizadas considerando principalmente seu efeito diurético. Entretanto, alteração do pH urinário também foi registrada (Gaybullaev & Kariev, 2012; Kachchhi et al., 2012), e este achado é particularmente importante pelo fato de que o pH da urina é considerado um dos fatores mais importantes associados à litogênese. Embora não haja informações sobre o completo mecanismo de ação dessas plantas, relacionou-se além da ação diurética, ação antibiótica e alterações da composição da urina, como a desagregação de mucoproteínas pela presença de saponinas.

A Bergenia ligulata é utilizada no sul da Ásia, principalmente na Índia e no Paquistão. Bashir & Gilani (2009) estudaram o extrato hidrometanólico de rizoma in vitro e in vivo, nas dosagens de 5 e 10 mg/kg em ratos Wistar. Esses pesquisadores observaram efeito antioxidante, diurético e inibição da agregação de cristais de CaOx, bem como formação de cristais em soluções metaestáveis. Efeitos sobre a inibição da nucleação, e do crescimento de cristais de fosfato de cálcio dihidratado, já haviam sido obersevados por Joshi et al. (2005), ao avaliarem Bergenia ligulata e Tribulus terrestris.

Rubus idaeus é amplamente distribuída nos países mediterrâneos. Ghalayini et al. (2011) avaliaram extrato aquoso a 11,5%, por 12 dias, em ratos com hiperoxalúria induzida por etileno glicol. Esses pesquisadores verificaram redução de oxalato, cálcio e fósforo urinário, aumento da excreção de creatinina, e uma maior deposição de CaOx nos rins dos animais não tratados.

Herniaria hirsuta é comumente utilizada no tratamento de nefrolitíase. Atmani & Khan (2000) verificaram inibição na agregação de cristais e formação de cristais de CaOx de menor tamanho. Utilizando 50 mg/mL por três semanas, em ratos portadores de nefrolitíase induzida por etileno glicol, foi verificado efeito diurético e preventivo contra cálculos de CaOx (Atmani et al. (2004a). Posteriormente, esses resultados também foram observados utilizando-se de 200 a 800 µg/mL (Atmani et al. (2004b). Após incubação por 30 minutos a 1 hora, foi observada uma diminuição progressiva da adesão de cristais, e uma total remoção dos cristais a partir de  400 µg/mL. Os autores sugeriram a presença de substâncias capazes de revestir os cristais de oxalato, bloqueando a adesão destes às células.

Na Índia, a Moringa oleifera Lam. (Moringaceae) é utilizada por sua atividade antiurolítica. Karadi et al. (2006) utilizaram ratos Wistar hiperoxalúricos induzidos por etileno glicol. A administração diária de 200 mg/kg, do extrato da raiz a 1% (m/v), por via oral, reduziu CaOx e o fosfato urinário, além dos níveis séricos de ácido úrico e creatinina.

A Cynodon dactylon é usada no Marrocos como diurético e no tratamento de cálculo renal. O extrato aquoso (250 mg/kg), administrado por duas semanas em ratos portadores de nefrolitíase induzida por etileno glicol, determinou redução de deposição de CaOx e cristalúria caracterizada por cristais de menor tamanho (Atmani et al., 2009).

Woottisin et al. (2011) avaliaram o efeito do extrato aquoso de Orthosiphon grandiflorus, Hibiscus sabdariffa e Phyllanthus amarus sobre cálculos de CaOx, em ratos com hiperoxalúria induzida por ácido glicólico. Foram utilizadas 3,5 mg diárias, por quatro semanas. Os extratos de Hibiscus sabdariffa e Phyllanthus amarus diminuíram a deposição de cristais nos rins. A diminuição da retenção de oxalato no rim e maior excreção na urina foram relacionadas à Hibiscus sabdariffa, enquanto que o efeito de Phyllanthus amarus pareceu depender mais do aumento de citrato urinário; que age diminuindo a concentração de íons de cálcio livre.

O chá dos frutos triturados de Ammi visnaga L. (Khella ) tem sido tradicionalmente usados no Egito. Abdel-Aal et al. (2009) observaram que o extrato de sementes (1 µg de semente seca/mL de água) alterou cristais de CaOx monohidratado para forma dihidratada, e inibiu a nucleação de CaOx em 75 % dos cristais. Vanachayangkul et al. (2010) observaram que os constituintes khellin e visnagin, reduziram a incidência de cristais de CaOx em ratos portadores de cálculo renal induzido por etileno glicol. Os extratos aquosos foram administrados por 14 dias, nas dosagens de 125, 250 e 500 mg/kg por via oral, e propiciaram aumento da excreção de citrato e do pH urinário.

A Boerhaavia diffusa Linn (família Nyctaginaceae), usada na Índia e Brasil (erva tostão) para tratamento da urolitíase, foi avaliada por Pareta et al. (2011). Ratos com hiperoxalúria induzida por etileno glicol, foram tratados com extrato aquoso da raiz (100-200 mg/kg) por 28 dias. Observou-se a prevenção da poliúria, perda de peso, hiperoxalúria, distúrbios da função renal e inibição de deposição de CaOx nos túbulos renais. Complementarmente esses autores registraram inibição dos processos de nucleação e agregação, ao incubarem, a 37 oC por 30 minutos, 2 mL de urina e 0,2 mL de extrato aquoso de Boerhaavia diffusa a 5, 10 e 20 %. Resultados semelhantes também foram registrados por Yasir & Waqar (2011) ao avaliaram os extratos aquosos de Boerhavia diffusa e Bryophyllum pinnatum. As duas plantas reduziam os cristais e promoveram preferencialmente a formação de cristais de CaOx dihidratado em relação ao monohidratado.

Medicamentos formulados pela associação de plantas medicinais, também têm sido utilizados com êxito. Uma fórmula tradicional chinesa (Alisma orientalis, Polyporus umbellatus, Atractylodes macrocephala, Poria cocos e Cinnamomon cássia), denominada Wulingsan (WLS), foi associada à inibição da nucleação, cristalização e agregação do CaOx., em ratos portadores de nefrocalcinose induzida por etileno glicol e tratados (375 e 1125 mg/kg) por quatro semanas (Chen et al., 2007). Tsai et al. (2008) verificaram uma diminuição de cristais de CaOx, utlizando 100 g de WLS.

O extrato composto por Didymocarpus pedicellata com, Saxifraga lingulata, Rubia cordifolia, Cyperus scariosus, Achyranthes aspera, Onosma bracteatum, e Vernonia cineria (Cystone®) é tradicionalmente usado na Índia. Esta formulação é vendida mundialmente pela Himalaya Health Care, e nos Estados Unidos, é comercializada como Uricare® (Kumaran & Patki, 2011). Comprovou-se diminuição da supersaturação da urina e a expulsão de cálculos (Mohanty et al., 2010; Erickson et al., 2011). Karmakar & Patki, (2010) realizaram meta-análise de 50 estudos clínicos envolvendo 3037 pacientes, nos quais os tratamentos variavam de duas semanas a dois anos. Exceto em pacientes pediátricos, o fitoterápico Cystone® foi usado na dose de dois comprimidos, duas vezes ao dia. Registrou-se o desaparecimento de cálculos, alívio sintomático, aumento do volume urinário, redução dos constituintes formadores de urólitos, e leves efeitos colaterais como indigestão, irritação gástrica e flatulência. Demonstrou-se assim, uma eficiência no controle da urolitíase, especialmente de localização ureteral. Adicionalmente, verificou-se uma redução na excreção urinária de oxalato, ácido úrico, cálcio, magnésio e fósforo, com significante aumento do volume urinário.

Os principais resultados da atividade antiurolítica de plantas medicinais, relatados pela literatura foram sumarizados na Tabela 1.

Phyllanthus niruri: principais resultados no controle de urolitíases

Devido ao seu uso difundido em todo Brasil (Marques, 2010), o presente estudo destaca as atividades da Phyllanthus niruri. Esta planta é tradicionalmente usada na medicina popular brasileira, sendo conhecida como "quebra pedra", "erva pombinha" e "arrebenta pedra" (Calixto et al., 1998). Pertencente as Euforbiáceas, este gênero compreende mais de 600 espécies (Mellinger, 2006). Outras espécies como Euphorbia prostrata, E. serpens, Phyllanthus tenellus, Desmodium incanum, Cunila microcephala  e Heimia salicifolia também são conhecidas como quebra-pedra (Aita et al., 2009).

Caracterizada como pequena erva de haste ereta, fina e ramosa, com 10 a 30 cm de altura, apresenta folhas ovais, flores amarelo-esverdeadas e frutos secos (Mellinger, 2006). Possui atividades anti-inflamatória, antifúngica, antiviral, antibacteriana, antioxidante, hepatoprotetora, hipoglicêmica, hipotensiva, analgésica e antilitogênica (Shanbhag et al., 2010). Na Índia é um importante fitoterápico comercializado (Sriarama et al., 2010), sendo exportado na forma de pó para formulações indicadas em problemas hepáticos (Kamble et al., 2008).

P. niruri tem sido avaliada para prevenção e dissolução de cálculos (Barros et al., 2003; Micali et al., 2006; Shanbhag et al., 2010). Por apresentar propriedade uricosúrica, é de grande interesse no controle de hiperuricemia. Este fato é particularmente importante uma vez que 90% dos pacientes são subexcretores de ácido úrico (Murugaiyah & Chan, 2009).

Mais de 50 compostos foram identificados no P. niruri, incluindo alcaloides, flavonoides, lignanas e triterpenos (Calixto et al., 1998). Os alcaloides presentes no gênero Phyllanthus apresentam atividade antiespasmódica, favorecendo o relaxamento do músculo liso (Boim et al., 2010). e a eliminação do cálculo urinário (Calixto et al., 1998). Os triterpenos inibem citotoxicidade induzida pelo CaOx, além de reduzir deposição de cristais renais (Boim et al., 2010). Triterpenos pentacíclicos foram identificados como hepatoprotetores, hipolipidêmicos, antilitogênicos, anticancerígenos e antiinflamatórios (Barros et al., 2006). Malini et al. (2000) observaram que o lupeol, um dos triterpenos, reduziu a formação de cálculos pela diluição de promotores e proteção dos tecidos.

Phyllanthus niruri: experimentação in vitro

Barros et al. (2003) verificaram inibição de P. niruri sobre a cristalização de CaOx. A precipitação foi induzida por oxalato de sódio em urina não filtrada de ratos Wistar e humanos, na presença e ausência de extrato aquoso de P. niruri. O P. niruri não diminuiu o número de cristais, mas induziu redução do tamanho e agregação destes na urina humana. Segundo esses autores, esse efeito pode ter ocorrido devido à interferência nos estágios iniciais da formação de cálculos, representando assim uma forma adjuvante ao tratamento e prevenção da urolitíase.

Murugaiyah e Chan (2009) investigaram o efeito antihiperuricêmico da P. niruri; sobre a inibição da xantina. O extrato metanólico da planta inibiu moderadamente a xantina oxidase, apresentando concentração inibitória (IC50) de 39,39 µg/mL.

Ramsout et al. (2011) avaliaram o efeito do extrato aquoso à 5% (v/v) sobre a cristalização de CaOx em urina sintética e real, incubadas por 2 h a 370C. A cristalização foi monitorada pelas taxas de nucleação, agregação e crescimento de cristais de CaOx, avaliada por microscopia eletrônica de varredura. Na urina sintética ocorreu redução da taxa de crescimento com menores quantidades de cristais agregados, o que não foi observado em relação à urina real. Estes autores sugerem então cautela quando se extrapola os resultados de urina não real para condições clínicas.

Phyllanthus niruri: experimentação in vivo

Freitas et al. (2002) verificaram inibição na formação de cristais ao avaliarem urolitíase induzida por CaOx em ratos tratados com o P. niruri (1,25 mg/mL por 42 dias). Estes autores verificaram que não houve alteração na excreção de cálcio e oxalato. Dessa forma, sugeriram que o P. niruri não interferiu no transporte tubular destas substâncias, sendo a inibição da cristalização independente dos elementos litogênicos. O P. niruri também não interferiu na excreção de citrato e magnésio, indicando que o efeito anti-litogênico não foi mediado por esses inibidores.

O extrato metanólico da planta P. niruri, e seus constituintes lignanas, foram capazes de diminuir acido úrico plasmático de ratos hiperuricêmicos (Murugaiyah & Chan, 2006; Murugaiyah, 2008). Murugaiyah & Chan (2009) demonstraram ainda um efeito anti-hiperuricêmico, ação uricosúrica pela inibição da xantina oxidase. Entretanto, essa inibição foi considerada relativamente fraca (10 mg/kg).

Barros et al. (2006) induziram a formação dos cálculos, por implantação cirúrgica de sementes de CaOx na vesícula urinária de ratos. Os animais foram distribuídos em grupos de acordo o início do tratamento: 20, 30 e 50 dias após implantação dos cálculos. Os cálculos formados após 50 ou 70 dias, foram pesados, fotografados por microscopia e analisados por difração de raios-X e microscopia eletrônica de varredura. Verificou-se um aumento de maciez e redução no número e peso dos cálculos em 75% e 65% (respectivamente), quando comparado aos animais não tratados. Entretanto, o tratamento não evitou o desenvolvimento de cálculos adicionais.

Os mecanismos do efeito antihiperuricêmico do extrato metanólico da P. niruri e das lignanas (fitalina, hipofitalina, filtetralina) isoladas, foram investigados em ratos hiperuricêmicos induzidos experimentalmente (Murugaiyah, 2008; Murugaiyah & Chan, 2009). O P. niruri inibiu a xantina oxidase in vitro, e moderadamente in vivo, enquanto que as lignanas apresentaram fraca inibição. Entretanto, o tratamento intraperitoneal aumentou em 1,69 vezes a excreção de ácido úrico, comparado ao grupo controle, enquanto as lignanas aumentaram em 2,51 vezes a excreção na urina e 11 vezes sua concentração sérica. Esses autores concluíram que o efeito do extrato do P. niruri pode ser devido principalmente à ação uricosúrica e parcialmente pela inibição da xantina oxidase, enquanto que o efeito das lignanas foi atribuído à ação uricosúrica.

Phyllanthus niruri: estudos clínicos

O efeito de P niruri (450 mg) foi avaliado a cada 24 horas, por três meses, sobre os parâmetros bioquímicos do cálcio, ácido úrico, sódio e potássio no sangue, e cálcio, ácido úrico, citrato, magnésio, oxalato, sódio e potássio na urina de pacientes humanos portadores de cálculos de CaOx. Estes pacientes apresentaram 38 ± 8 anos de idade, sendo 39 do sexo masculino e 30 do feminino. Os cálculos renais foram diadnosticados por ultra-sonografia renal e raios-X abdominal (Nishiura et al., 2004). Observou-se o controle da hipercalciúria e leve redução de magnésio na urina, mas a quantidade e tamanho dos cálculos não sofreram qualquer alteração, bem como os parâmetros urinários. Os pesquisadores concluíram que o tempo de estudo relativamente curto e o número pequeno de pacientes podem ter contribuído para os resultados negativos. Consideraram ainda, que a liofilização do extrato também pode ter influenciado negativamente.

Micali et al. (2006), avaliaram 150 pacientes com cálculo renal de 25 mm, compostos por CaOx. Todos foram submetidos de uma a três sessões de litotripsia, por meio de Dornier Lithotriptor S. O extrato de P. niruri (2 mg por dia) foi administrado diariamente por pelo menos 3 meses, em 52% dos pacientes. Os demais foram considerados grupo controle. Os resultados radiográficos e ultrassonográficos não evidenciaram, até 180 dias, qualquer diferença no tamanho dos cálculos.

Quanto à toxicologia, Barros et al. (2006) relataram ausência de toxicidade aguda ou crônica, além de sugerir normalização dos níveis de cálcio e eliminação de urólitos em pessoas hipercalciúricas. Boim et al. (2010) não detectaram efeitos prejudiciais da Phyllanthus niruri sobre os sistemas renal, cardiológico e neurológico em seres humanos. Porém, apesar desses resultados, as plantas medicinais são passíveis de desenvolverem efeitos colaterais indesejáveis. Lin et al. (2012), verificaram tendência hemorrágica em ratos portadores de urolitíase, induzida por etilenoglicol, e tratados por Flos carthami, embora tenha sido demonstrada a inibição de deposição de sais de CaOx. Assim, o desenvolvimento de estudos clínicos determinando a eficácia da associação de plantas medicinais no controle de urolitíases (Saleem et al., 2012) é fator determinante para o avanço das pesquisas nesta área.

Em relação à medicina veterinária são escassos estudos relevantes desenvolvidos em animais domésticos. Trevisan et al. (2009), avaliaram tratamento fitoterápico experimental em ovino acometido por urolitíase obstrutiva pela presença cristais de estruvita (fosfato de amônio magnesiano). Esses autores registraram melhora clínica, com redução dos níveis séricos de creatinina, que foi mensurada durante os sete dias de tratamento. Entretanto, não especificaram as plantas constituintes do medicamento avaliado (DC 300). Um medicamento composto por plantas medicinais, dentre elas a Phyllanthus niruri, é produzido pela VetriScience® Laboratories de Vermont, uma divisão da Food Science Corporation - EUA (VetriScience, 2011). Este produto apresenta indicação contra urolitíases de cães e gatos. Entretanto, não foram encontrados estudos clínicos comprobatórios quanto à sua eficácia. Dessa forma, assim como observado em relação às demais plantas medicinais, estudos envolvendo a Phyllanthus niruri, são predominantemente desenvolvidos em roedores (Tabela 2).

 

CONCLUSÕES

Os trabalhos apresentados pela literatura atual são capazes de comprovar os efeitos benéficos do uso de plantas medicinais como terapia no controle de urolitíase. Destaca-se a eficácia da Phyllanthus niruri, na prevenção dos urólitos. Em relação aos estudos desenvolvidos em animais domésticos, estes ainda são escassos e predominantemente desenvolvidos em animais de laboratório como ratos e camundongos.

 

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Recebido para publicação em 17/12/2011
Aceito para publicação em 20/06/2013

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