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Revista Brasileira de Plantas Medicinais

Print version ISSN 1516-0572

Rev. bras. plantas med. vol.16 no.1 Botucatu Jan./Mar. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-05722014000100020 

REVISÃO

 

Plantas e constituintes químicos empregados em Odontologia: revisão de estudos etnofarmacológicos e de avaliação da atividade antimicrobiana in vitro em patógenos orais

 

Plants and chemical constituents used in dentistry: review of ethnopharmacological and antimicrobial activity studies in oral pathogens

 

 

Vieira, D.R.P.I,*; Amaral, F.M.M.II; Maciel, M.C.G.III; Nascimento, Flávia F.R.F.III; Libério, A.S.IV

IUniversidade Federal do Maranhão, Campus do Bacanga, Av. dos Portugueses s/n, 65085-580, São Luís, Maranhão, Brasil. Autor para correspondência: End: Av. 03, Q-29, nº23. Ipem São Cristóvão. CEP: 65056-020. Fone: (98) 3245-3821
II
Departamento de Farmácia, Universidade Federal do Maranhão, Campus do Bacanga, Av. dos Portugueses s/n, 65085-580, São Luís, Maranhão, Brasil
III
Laboratório de Imunofisiologia, Universidade Federal do Maranhão, Campus do Bacanga, Av. dos Portugueses s/n, 65085-580, São Luís, Maranhão, Brasil
IVDepartamento de Odontologia, Universidade Federal do Maranhão, Campus do Bacanga, Av. dos Portugueses s/n, 65085-580, São Luís, Maranhão, Brasil

 

 


RESUMO

Produtos derivados de plantas podem representar estratégia promissora na odontologia. Desse modo, o objetivo deste trabalho foi levantar na literatura os estudos sobre o uso popular de plantas em afecções orais, bem como os estudos de avaliação da atividade antimicrobiana in vitro de extratos vegetais e compostos isolados sobre patógenos orais, no período de 1996 a 2011. Quarenta e sete famílias botânicas foram referidas, com maior número de citações para Anacardiaceae, sendo Anacardium occidentale L., a espécie mais citada. O levantamento sobre estudos de avaliação antimicrobiana relacionou extratos de sessenta e seis espécies vegetais pertencentes a trinta e oito famílias botânicas, destacando-se Anacardiaceae, com pesquisas realizadas de forma predominante com as folhas, investigadas pelo método de difusão em ágar. Cinquenta e oito substâncias isoladas de plantas foram avaliadas, demonstrando que Terminalia chebula Retz (Combretaceae) representa a espécie vegetal com atividade antimicrobiana in vitro mais significativa, apresentando halo de inibição de 32,97 mm contra Staphylococcus aureus, microrganismo encontrado em infecções orais; enquanto ácido tetra iso-alfa isolada de Humulus lupulus L. (Canabinaceae) apresentou maior halo de inibição para Streptococcus mutans (26,0 mm). Os resultados apresentados devem estimular o desenvolvimento dos estudos de validação na garantia do uso seguro e eficaz de espécies vegetais em odontologia.

Palavras-chave: Plantas medicinais, saúde bucal, infecções orais, in vitro, revisão.


ABSTRACT

Products derived from plants may represent a promising strategy in dentistry. Thus, the objective of this paper is to review studies of the popular use of plants in oral diseases, as well as studies evaluating the in vitro antimicrobial activity of plant extracts and isolated compounds in oral pathogens from 1996 to 2011. Forty-seven botanical families were mentioned, with the highest number of referencesfor Anacardiaceae, and Anacardium occidentale L. was the most mentioned specie. The review of antimicrobial activity studies relatedextracts from sixty-six plant species belonging to thirty-eight botanical families, especially Anacardiaceae, being predominant tests with leaves, investigated by the agar diffusion method. Fifty-eight compounds isolated from plants have been evaluated, showing that Terminalia chebula Retz (Combretaceae) represents the plant species with more meaningful in vitro antimicrobial activity, with inhibition zone of 32.97 mm against Staphylococcus aureus, microorganism found in oral infections, while tetra iso-alpha acid isolated from Humulus lupulus L. (Canabinaceae) showed greater inhibition zone for Streptococcus mutans (26.0 mm). The presented results should encourage the development of validation studies, ensuring the safe and effective use of plant species in dentistry.

Keywords: Medicinal plants; oral health; oral pathogens; in vitro; review.


 

 

INTRODUÇÃO

A diversidade de ecossistemas do planeta, associada aos avanços dos estudos químicos e farmacológicos têm estimulado a pesquisa com espécies vegetais, contribuindo na obtenção de novos produtos farmacologicamente ativos (Gilani & Rahman, 2005; Gurib-Fakim, 2006); demonstrando que o registro de estudos etnobotânicos e etnofarmacológicos é importante para a utilização dos recursos biológicos (Muthu et al., 2006; Agra, et al., 2007b); assumindo papel fundamental na seleção de plantas para pesquisa, quando conduzidos com metodologia apropriada (Elisabetsky, 2004).

Desse modo, levantamentos baseados no conhecimento popular de plantas usadas em afecções orais devem ser realizados, identificando espécies vegetais com potencial para uso comprovado e seguro na odontologia (Santos et al., 2009a).

Dentre os agravos a saúde bucal destaca-se a cárie, doença infecciosa comum de etiologia multifatorial, que resulta do acúmulo de microrganismos formadores da placa dentária ou biofilme bacteriano no interior e sobre pequenas lesões da superfície do esmalte do dente, provocando desmineralização; constituindo um problema de saúde pública, atingindo grande parte da população mundial com consequências na vida social dos pacientes pela função estética e digestiva; sendo comum em áreas periféricas das cidades, influenciada por fatores socioeconômicos, precariedade nas condições de saúde bucal e carente acesso aos serviços de saúde pública (Fejerskov & Kidd, 2007; Araújo et al., 2010).

Placa dentária é um termo que designa um biofilme de diversas comunidades microbiológicas, particularmente Streptococcus orais, contidos numa matriz de polímeros de origem salivar e bacteriana. Streptococcus mutans é um dos patógenos mais relacionados ao desenvolvimento de cárie; o grupo mutans adere à superfície do dente, fermentando carboidratos e liberando ácidos que provocam a desmineralização do esmalte dentário (Nogueira et al., 2007; Babpour, et al., 2009).

A doença periodontal, afecção oral também muito comum, é uma infecção crônica associada a microrganismos anaeróbios que causam danos ao ligamento periodontal e osso alveolar. A etiologia primária se deve à presença da placa bacteriana (biofilme) que se acumula nos tecidos dentários. Essa placa produz endotoxinas (lipopolissacarídeos) e induz a formação de citocinas que são produzidas como resposta imediata do organismo a qualquer tipo de agressão, iniciando-se um processo inflamatório (Souza et al., 2006).

Bactérias do gênero Lactobacillus compreendem um grupo de organismos que tem um papel mais importante na progressão do que na instalação da cárie dental. Eles possuem capacidade acidogênica (produzir ácido) e acidúrica (sobreviver no meio ácido) além de metabolismo oxidativo e fermentativo. As espécies L. casei, L. acidophilus, L. plantarum e L. salivarius são homofermentativas, produzem ácido lático. Embora esses microrganismos não desempenhem papel preponderante como agente etiológico inicial da cárie, os lactobacilos parecem ser invasores secundários em algumas lesões cariosas, contribuindo para a progressão destas, devido a suas caraterísticas acidogênicas (Leites et al., 2006).

Algumas infecções orais podem ser causadas por Staphylococcus aureus, como por exemplo, queilite angular, parotidite e mucosite estafilocócica. Além disso, há evidências que sugerem que os estafilococos podem ser frequentemente isolados da cavidade oral de grupos específicos de pacientes, como crianças, idosos e alguns grupos com doença sistêmica, como os doentes terminais e pacientes com artrite reumatóide. A participação de S. aureus na etiologia da mucosite oral é complicada pela diversidade da flora oral e pelo transporte normal de S. aureus, em alguns grupos de pacientes. No entanto, as altas taxas de S. aureus em pacientes com sintomas da que variam de dor, ardor, eritema e edema da mucosa oral, sugerem que é necessário abordar a possibilidade deste agente desempenhar um papel em doenças da mucosa oral. Isolados de S. aureus são capazes de produzir grande variedade de exotoxinas identificadas em isolados orais (Smith et al., 2003).

A dificuldade do controle de bactérias no biofilme dental, a falta de eficácia dos agentes antimicrobianos, associado aos efeitos adversos despertam a atenção na busca de drogas mais efetivas. Desse modo, algumas plantas têm sido pesquisadas no combate a infecções orais, causadas principalmente por bactérias do biofilme (Melo et al., 2006).

Nesse sentido, o presente trabalho tem por objetivo realizar revisão dos estudos do emprego popular de espécies vegetais em odontologia; bem como dos trabalhos de avaliação da atividade antimicrobiana in vitro de extratos, frações e substâncias isolados de espécies vegetais contra patógenos orais.

 

MÉTODOS

Foram realizados levantamentos nas principais fontes de pesquisa científica (Biological Abstracts, Chemical Abstracts, Medline, Lilacs, Web of Science e Scielo), abrangendo o período de 1996 a 2011.

As referências dos estudos etnofarmacológicos foram analisadas para organização das espécies vegetais por famílias, identificação das partes usadas, preparações e indicações de uso. A revisão dos estudos de atividade antimicrobiana in vitro de extratos vegetais e frações foi organizada por famílias, constando tabela de origem, parte usada, preparação, cepa de microrganismo empregada, modelo experimental e resultado, seguido da referência. As substâncias químicas isoladas de espécies vegetais foram organizadas por ordem alfabética, com identificação da classe química, espécies vegetais de origem, modelo experimental, cepa de microrganismo empregada e resultado, seguido da referência.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Trinta e quatro trabalhos de investigação do uso de espécies vegetais em afecções orais, realizados na Índia, Paquistão, Namíbia, Burkina Faso, Portugal, Estados Unidos, Jamaica, Costa Rica, Colômbia e Brasil (Tabela 1) foram analisados. Nesses estudos foram referidas 47 (quarenta e sete) famílias botânicas, com maior número de citações para Anacardiaceae (16), Compositae (11), Meliaceae (08), Lamiaceae (06), Solanaceae (06) e Zingiberaceae (06). Foram referidas 111 (cento e onze) espécies vegetais, sendo Anacardium occidentale L. (08), Azadirachta indica A. Juss. (05), Zingiber officinale Roscoe (05) e Punica granatum L. (04) as mais citadas.

Diversos países desenvolvidos e em desenvolvimento têm explorado sua biodiversidade natural visando a saúde bucal. Espécies vegetais são usadas na América do Norte, Central e do Sul para dor e condições ulcerativas orais; destacando Piper sp., Capsicum annuum L., Nicotiana tabacum L. e Z. officinale para odontalgia; Arnica montana L., Calendula officinalis L., Salvia officinalis L., Aloe vera L., Allium sativum L. e A. indica como anti-inflamatórias (Colvard et al., 2006).

Na Índia, estudo com 245 (duzentos e quarenta e cinco) curandeiros indicou 35 (trinta e cinco) espécies vegetais locais, para o tratamento doenças orais; destacando Acacia nilotica var. adansonii (Guill.&Perr.) dada indicação de atividade contra várias bactérias orais (Hebbar et al., 2004).

Em Burkina Faso, África ocidental, decocto das folhas de Carica papaya L. e Ipomoea batatas (L.) Lam. são referidas para odontalgia; e sementes de A. nilotica para o tratamento da gengivite (Tapsoba & Deschamps, 2006). Ainda na África, forma peculiar do emprego de espécies vegetais, refere-se à higiene oral por meio de "gravetos de mascar", usados na confecção de escovas dentais, a partir da raiz de Salvadora persica L. e/ou Azadirachta indica A. Juss.; justificando o uso por razões sociais, econômicas e religiosas (Marwat et al., 2009; Muhammad & Lawal, 2010).

No Brasil, a maioria dos estudos do uso popular de plantas em odontologia, tem sido realizada na região nordeste. Gazzaneo et al. (2005), em inquérito realizado em Pernambuco, identificaram Protium heptaphyllum March como espécie mais referida, sendo usada para dor de dente. Em Natal, Rio Grande do Norte, Lima Júnior et al. (2005) referem o emprego de P. granatum, Hura crepitans L., A. occidentale e Malva parviflora L., para cicatrização, odontalgia, afta, inflamação e erupção dentária; enquanto Lima Júnior & Dimenstein (2006) referem Lippia sidoides Cham. no tratamento de afta e abscesso dentário, A. occidentale como cicatrizante e P. granatum para gengivite.

Ainda no nordeste brasileiro, levantamentos realizados no cariri paraibano por Agra et al. indicam Zizyphus cotinifolia Reiss. na higiene oral; Tamarindus indica L., Hyptis suaveolens (L.) Poit., Blainvillea acmella (L.) Philipson e Pilocarpus jaborandi Holmes para odontalgia.

A predominância de espécies vegetais referidas pertencentes à família Anacardiaceae, com ampla distribuição em regiões tropical e subtropical, reflete sua representatividade na flora brasileira, especialmente na região nordeste (Lorenzi, 2005; Barreto, 2006).

Analisando os trabalhos realizados no Brasil, observa-se diversidade das espécies vegetais empregadas em odontologia, predominando A. occidentale e P. granatum, porém não há concordância na indicação popular; dado relevante considerando que a grande extensão territorial do país, junto às diferenças sócio-econômico-culturais da população pode refletir sobre o valor atribuído ao uso de plantas como recurso e/ou indicação terapêutica atribuída a cada espécie (Vendruscolo & Mentz, 2006; Amaral, 2007).

A tabela 1 demonstra que a indicação do uso de plantas mais referida foi odontalgia, seguida de inflamação gengival; sendo também relatado o uso para higiene oral, erupção dentária, cicatrização pós-extração, úlceras orais, sangramento gengival e infecções bucais. O amplo emprego para odontalgia é justificado, considerando que dor é uma das mais importantes consequências da cárie, com impacto negativo na qualidade de vida (Shepherd et al., 1999; Pau et al., 2000; Pau et al., 2003); principalmente na população economicamente desfavorecida (Pau et al., 2003; Bastos et al. 2007).

Folhas, seguida de casca, caule, fruto, semente, flor e/ou raiz são os órgãos mais empregados, dependendo da espécie ou indicação de uso. Em relação ao modo de preparação do material, há predominância da decocção, seguida de infusão e maceração (tabela 1).

O predomínio do uso popular da decocção das folhas em afecções orais é compatível com diversos estudos etnofarmacológicos em outras áreas da saúde humana. Para Gonçalves & Martins (1998), a maior concentração dos princípios ativos está nas folhas, justificando a frequência do uso desse órgão nas preparações. Segundo Castelluci et al. (2000), a predominância do uso das folhas é justificada pela facilidade de colheita e disponibilidade desse órgão durante todas as épocas do ano, na maioria dos biomas.

A predominância da decocção pode refletir o desconhecimento do modo ideal de preparo, considerando os riscos de perdas e/ou alterações pelo aquecimento (Pascarelli et al., 2006).

Embora reconhecendo a contribuição da etnofarmacologia no desenvolvimento de um fitoterápico, não é recomendável o pensamento comum de que o uso popular e tradicional é suficiente para validar espécies vegetais como medicamentos (Elisabetsky, 2004; Lapa et al., 2004). A necessidade de validação de espécies vegetais de uso popular e o reconhecimento de que o controle mecânico-químico do biofilme constitui o principal método preventivo contra cárie e doença periodontal, devem impulsionar a busca por produtos naturais com ação antimicrobiana com desenvolvimento de ensaios in vitro e in vivo, utilizando extratos de plantas, especialmente dado o surgimento de cepas bacterianas resistentes (Carvalho et al., 2009).

A revisão dos trabalhos de atividade antimicrobiana in vitro de extratos vegetais em patógenos orais (tabela 2) indica 66 (sessenta e seis) espécies vegetais, distribuídas em 38 (trinta e oito) famílias, destacando-se Anacardiaceae, seguida de Compositae, Lamiaceae e Myrtaceae. Considerando que Anacardiaceae foi a família mais representativa nos estudos etnofarmacológicos em odontologia, justifica-se maior número de estudos de atividade antimicrobiana com espécies dessa família, sendo A. occidentale, a espécie mais estudada.

Allium sativum L. (Liliaceae) apresentou valores de Concentração Inibitória Mínima (CIM) mais expressivos para S. mutans. Terminalia chebula Retz (Combretaceae) apresentou halo de inibição mais significativo (32,97 mm) contra Staphylococcus aureus (tabela 2), microrganismo frequente em infecções orais. Anogeissus leiocarpus (DC.) Guill. & Perr. (Combretaceae) demonstrou atividade mais expressiva contra Streptococcus mutans, principal patógeno da cárie, com halo de inibição de 29,5 mm.

A fração n-hexânica de raízes de Polygonum cuspidatum Sieb. & Zucc. (Polygonaceae) apresentou maior halo de inibição (16,6 mm) contra Prevotella intermedia; enquanto o extrato aquoso dos frutos de Allium sativum apresentou valor de CIM mais expressivo para P. intermedia e Porphyromonas gingivalis, microrganismos envolvidos na doença periodontal.

Quanto ao método de preparação do material para avaliação da atividade antimicrobiana, a revisão demonstra trabalhos realizados com a mesma espécie vegetal submetida a diferentes preparações, predominando ensaios realizados com extratos etanólicos e/ou aquosos (tabela 2); sugerindo-se, o desenvolvimento de estudos com extratos brutos e frações, seguindo ordem de polaridade crescente dos solventes empregados para screening fitoquímico (Yunes & Calixto, 2001; Simões et al., 2004).

Diversas espécies vegetais têm sido alvo de investigação da atividade microbiológica in vitro em patógenos orais demonstrando potencial antimicrobiano. Extrato etanólico das folhas de Psidium guajava L. inibiu o crescimento de S. aureus, Streptococcus mitis, Streptococcus oralis, Streptococcus mutans e Lactobacillus casei (Santos et al., 2007; Menezes et al., 2004; Prabu et al., 2006). Extrato metanólico de flores de Syzygium aromaticum L. demonstrou atividade contra S. mutans, Actinomyces viscosus, P. gingivalis e P. intermedia (Cai & Wu, 1996). Extrato aquoso dos frutos de S. aromaticum L. também apresentou atividade contra Streptococcus sp. e L. casei (Nogueira et al., 2007).

Extrato hidroalcoólico da casca do caule de Anacardium occidentale L. demonstrou atividade contra S. mitis, S. mutans e S. sanguis (Melo et al., 2006); atividade comprovada por Araújo et al. (2009) com expressivos valores de Concentração Bactericida Mínima (CBM). Entretanto, Santos et al. (2007) com extrato etanólico da casca do caule dessa espécie não constataram atividade contra várias bactérias, inclusive Streptococcus sp.

Punica granatum, referida em estudos de etnofarmacologia (Santos et al., 2009a; Borba & Macedo, 2006; Lima Júnior et al., 2005; Lima Júnior & Dimenstein, 2006), em avaliação com extrato hidroalcoólico dos frutos, apresentou atividade contra S. mitis, S. mutans, S. sanguis, S. sobrinus e L. casei; comprovando que o material interfere no mecanismo de aderência na superfície dentária (Pereira et al., 2006).

Albuquerque et al. (2008), em estudo com extrato metanólico das folhas de Lippia sidoides Cham. comprovaram atividade contra S. mitis, S. mutans, S. sanguinis e S. sobrinus. Girão et al. (2003) já haviam comprovado a eficácia do óleo essencial extraído dessa planta, em ensaio in vivo realizado em cachorros com gengivite.

Considerando a atuação dos óleos essenciais como agentes antimicrobianos, diversos estudos têm sido realizados com espécies vegetais apresentando tais constituintes. Nesse sentido, óleos essenciais obtidos de Lippia sidoides Cham. (Botelho et al., 2007; Albuquerque et al., 2008), Lippia alba (Mill.) N.E. Brown, Mentha pulegium L., Mentha piperita L. (Nogueira et al., 2007) e Casearia sylvestris Sw. (Nogueira et al., 2007; Tavares et al., 2009) demonstraram atividade significativa contra patógenos orais, em especial S. mutans e L. casei.

A tabela 2 apresenta diferentes estudos realizados com mesma espécie vegetal, constatando-se resultados distintos da avaliação da atividade antimicrobiana; comprovando que a atividade biológica pode estar relacionada ao local e período de coleta, idade e parte do vegetal empregada, preparação do material, cepa testada e/ou modelo de ensaio. Assim, justificam-se os resultados obtidos com A. occidentale (Melo et al., 2006; Santos et al., 2007; Araújo et al., 2009), A. sativum (Hebbar et al., 2004; Borba & Macedo, 2006; Colvard et al., 2009), P. guajava (Hebbar et al., 2004; Borba & Macedo, 2006), Arnica montana L. (Koo et al., 2000; Iauk et al., 2002), L. sidoides (Lima Júnior et al., 2005; Albuquerque et al., 2008) e Arctium lappa L. (Pereira et al., 2005; Santos et al., 2007) representando espécies investigadas com diferentes cepas de microrganismos, parte do vegetal empregada, modo de preparação, local de coleta e/ou metodologia de estudo.

A tabela 2 demonstra, ainda, que predominam estudos de atividade biológica realizados com folhas, raízes e casca do caule. Tendo em vista que a abordagem etnofarmacológica é a principal ferramenta na seleção de espécies vegetais para estudos de validação, o predomínio do uso desses órgãos nos ensaios in vitro reflete a influência do emprego popular no delineamento experimental.

Os microrganismos mais testados foram Streptococcus orais (S. mutans, S. mitis, S. salivaris, S. sanguis, S. sobrinus e S. oralis) e Lactobacillus (L. casei e L. acidophilus), formadores do biofilme dental; alguns estudos avaliaram patógenos envolvidos na doença periodontal e em infecções endodônticas, tais como: Porphyromonas gingivalis, Prevotella intermedia, Fusobacterium nucleatum, Enterococcus faecalis, Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Actinobacillusactinomycetemcomitans e Bacillus subtilis. Foram avaliados ainda: Pseudomonas aeruginosa, Pseudomonas fluorescens, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Actinomyces naeslundii, Actinomyces israelii e Actinomyces viscosus, microrganismos também envolvidos nas infecções orais (tabelas 2 e 3).

A predominância de estudos com Streptococcus orais e L. casei é justificada pela representatividade dos mesmos na formação do biofilme. Porém as tabelas 2 e 3 demonstram variação na cepa dos microrganismos empregados para a avaliação biológica de extratos, frações e substâncias isoladas das espécies vegetais. Nesse sentido, há evidências dos diversos fatores que influenciam na virulência, crescimento e desenvolvimento in vitro de microrganismos e consequente sensibilidade ao material em teste (Thompson & Meloni, 1993). A falta de especificação da cepa testada representa variável que dificulta a comparação de estudos futuros com a mesma espécie vegetal e/ou diferentes espécies.

Buscando identificar os princípios ativos responsáveis pela atividade antimicrobiana in vitro, estudos têm sido desenvolvidos com substâncias químicas isoladas de espécies vegetais (tabela 3). Como já referido, considerando as evidências de atuação dos óleos essenciais como antimicrobianos, diversos trabalhos foram desenvolvidos com substâncias isoladas desses constituintes (Botelho et al., 2007; Prabu et al., 2006; Al-Bayati, 2009).

A tabela 3 demonstra que 58 (cinquenta e oito) substâncias químicas foram isoladas de 19 (dezenove) espécies vegetais e submetidas a avaliação da atividade antimicrobiana in vitro; predominando os métodos de microtitulação, diluição e/ou disco-difusão em ágar. As substâncias investigadas pertencem às classes dos fenóis, flavonóides, quinonas, terpenos, cumarinas, ácidos fenólicos e compostos aromáticos policíclicos. Panduratina A, flavonóide isolado de Kaempferia pandurata Roxb. (Zingiberaceae) representa substância com valor de CIM mais expressivo para Streptococcus mutans e S. sanguis (0,001 mg/mL), apresentando resultado similar a clorexidina, agindo na prevenção e diminuição do crescimento de multi-espécies de microrganismos do biofilme (Al-Bayati, 2009); ácido tetra iso-alfa, isolada de Humulus lupulus L. (Canabinaceae) representa substância com maior halo de inibição para Streptococcus mutans (26,0 mm).

Flavonóides isolados de diferentes espécies vegetais apresentaram expressiva atividade contra S. mutans, com valores de halo de inibição variando de 10 a 14 mm (Yim et al., 2010); e valores de CIM variando de 0,001 a 2,5 mg/mL (Cai & Wu, 1996; Yanti et al., 2009).

Oito substâncias isoladas de Syzygium aromaticum L., incluindo polifenóis, terpenos, quinonas e flavonóides, apresentaram atividade contra patógenos orais, com valores de CIM entre 1,2 e 2,5 mg/mL (Cai & Wu, 1996).

Em relação ao método de investigação, as tabelas 2 e 3 demonstram que os estudos apresentam diversas metodologias, predominando difusão em ágar para avaliação da atividade antimicrobiana e microdiluição para determinação da CIM. Ostrosky et al. (2008) indicam que o método mais conhecido de avaliação de atividade antimicrobiana de plantas é a difusão em ágar, enquanto que para determinação da CIM é utilizada a microdiluição.

A revisão dos estudos etnofarmacológicos demonstrou que diversas espécies vegetais, principalmente pertencentes à família Anacardiaceae, são empregadas na prática popular no combate a diversas afecções orais. Tendo em vista que o emprego terapêutico popular deve direcionar a seleção de espécies vegetais para pesquisa, esta revisão demonstrou que diversas espécies vegetais empregadas popularmente com finalidade terapêutica em afecções orais foram submetidas a ensaios de avaliação antimicrobiana in vitro. Os resultados desse trabalho devem estimular a continuidade dos estudos com as espécies vegetais com potencial atividade antimicrobiana contra patógenos orais, visando a busca de novas terapias complementares na odontologia.

 

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Recebido para publicação em 04/04/2012
Aceito para publicação em 11/04/2013

 

 

* E-mail: deniserpvieira@gmail.com

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