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Revista Brasileira de Plantas Medicinais

Print version ISSN 1516-0572

Rev. bras. plantas med. vol.16 no.3 Botucatu July/Sept. 2014

https://doi.org/10.1590/1983-084X/12_178 

REVISÃO

 

Plantas medicinais no processo de cicatrização de feridas: uma revisão de literatura

 

Medicinal plants in the wound healing process: a literature review

 

 

Piriz, M.A.*; Lima, C.A.B.; Jardim, V.M.R.; Mesquita, M.K.; Souza, A.D.Z.; Heck, R.M

Programa de Pós-graduação em Enfermagem. Faculdade de Enfermagem. Universidade Federal de Pelotas. Rua Gomes Carneiro, nº1, 2º andar, sala 201. Centro, Pelotas, RS, Brasil, 96010-610. Telefone: (53)39211523

 

 


RESUMO

Uma busca foi realizada na literatura, visando sumarizar as pesquisas realizadas e obter informações acerca da utilização de plantas medicinais no processo de cicatrização de feridas. Utilizaram-se os descritores: Plantas Medicinais e Cicatrização de Feridas e seus equivalentes em inglês e espanhol, com o operador booleano "AND" em três bases eletrônicas de dados (PubMed, LILACS e COCHRANE). Foram selecionados 57 artigos para compor a revisão. Os resultados apontam que um total de 52 plantas medicinais e um composto de ervas foram estudados experimentalmente ou clinicamente, quanto aos seus efeitos no auxílio do processo de cicatrização, sendo que a maioria (88,5%) apresentou eficácia. Com isso, verifica-se que a utilização de plantas medicinais trata de importante alternativa no tratamento de feridas, que começa a fazer parte da atenção à saúde brasileira, o que sugere novos estudos de comprovação clínica, custos, e benefícios e a constante atualização acerca das publicações realizadas.

Palavras chave: extratos vegetais, fitoterapia, saúde pública, cicatrização.


ABSTRACT

It was done a literature search aiming to sumarize earlier conducted researches and in order to obtain information on the use of medicinal plants in wound healing process. The descriptors used were as follows: Medicinal Plants and Wound Healing and their equivalents in English and Spanish with the Boolean operator "AND" in three electronic databases (PubMed, LILACS and COCHRANE). Fifty seven articles were chosen to compose the review. The findings from a total of fifty two medicinal plants and one herbal compound that were experimentally or clinically studied in respect to their effects in wound healing process indicate that the majority of them (eighty eight point five per cent) showed efficacy. Thus, it can be seen that the use of medicinal plants is an important alternative in wounds treatment that becomes part of Brazilian health care, suggesting further studies of clinical evidence, costs and benefits and constantly updating on produced publications.

Keywords: plant extracts, phytotherapy, public health, wound healing.


 

 

INTRODUÇÃO

O uso de plantas medicinais pode ser entendido como uma prática que atravessa milênios, estando historicamente presente na sabedoria do senso comum, articulando cultura e saúde, uma vez que estes aspectos não ocorrem isoladamente, mas inseridos em um contexto histórico determinado (Alvim et al, 2006).

Ao longo dos séculos, produtos de origem vegetal constituíram as bases para tratamento de diversas doenças, quer de forma tradicional, devido ao conhecimento das propriedades de determinada planta, que é passado de geração a geração, quer pela utilização de espécies vegetais, como fonte de moléculas ativas (Carvalho & Silveira, 2010).

No processo de cicatrização de feridas, sua utilização não se difere, elas são mencionadas desde a pré-história, quando eram utilizadas plantas e extratos vegetais, na forma de cataplasmas, com o intuito de estancar hemorragias e favorecer a cicatrização, sendo muitas dessas plantas ingeridas, para atuação em via sistêmica (Silva & Mocelin, 2007).

Com isso, pode-se afirmar que a medicina, como conhecemos hoje, só foi possível pelo resgate acerca dos métodos de cura e conhecimentos empíricos utilizados há milhares de anos (Aquino et al, 2007). Assim, atualmente, existem diversos recursos disponíveis para auxiliar no processo de cicatrização e sua aplicação na realização de curativos e técnicas para o tratamento de feridas (Mandelbaum et al, 2003).

Neste sentido, é importante lembrar que o Ministério da Saúde brasileiro, nos últimos anos, busca estimular a inserção das práticas complementares de cuidado no sistema oficial de saúde. Destaca-se a implementação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) (Brasil, 2006a) e a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) (Brasil, 2006b), ambas no ano de 2006, e que visam estimular o acesso às práticas complementares e às plantas medicinais, para o cuidado em saúde, de forma eficaz e segura.

Outras publicações importantes são a Relação Nacional de Plantas Medicinais de interesse ao Sistema Único de Saúde (SUS), lançada em 2009, contendo 71 plantas medicinais que devem ser objeto de pesquisa e implementação dos setores e serviços de saúde públicos brasileiros (Brasil, 2009). Já a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 10, do ano de 2010, lista 66 plantas medicinais com comprovadas ações na saúde humana; dentre estas, várias espécies são indicadas para o processo de cicatrização, o que implica em grande avanço da saúde pública brasileira que começa a valorizar a utilização de novas terapias baseadas nas plantas medicinais, prática tão difundida ao redor do mundo e das gerações.

Considerando a importância de realizar buscas que reafirmem os benefícios e comprovações de eficácia das plantas medicinais, o objetivo deste estudo foi identificar quais plantas medicinais vêm sendo empregadas no processo de cicatrização de feridas ao redor do mundo, e quais estudos têm identificado suas ações.

Caminho metodológico

O presente estudo trata-se de uma análise de dados secundários, por meio de uma revisão sistemática da literatura (Galvão et al, 2004), que objetivou responder à seguinte questão: "Quais plantas medicinais estão sendo pesquisadas para o processo de cicatrização de feridas ao redor do mundo, e quais estudos científicos de comprovação foram realizados nos últimos 20 anos?".

As buscas foram realizadas de maio a junho de 2012, nas bases eletrônicas de dados LILACS, PubMed e COCHRANE, utilizando os descritores previamente consultados no DECs (Descritores em Ciências da Saúde) "Medicinal plants" AND "Wound healing" e seus correspondentes em português, "Plantas medicinais" e "Cicatrização de feridas" e, em espanhol, "Plantas medicinales" Y "Cicatrización de heridas".

Como limite, foi utilizado o período de tempo de 1992 a 2012 (20 anos), na base PubMed; nas demais bases, o ano que ultrapassasse o limite foi utilizado como critério de exclusão. Após nova análise para atualização, realizou-se novamente a busca, incluindo o ano de 2013 como critério de busca.

Foram incluídos, após leitura de títulos e resumos, os artigos que se encaixavam no tema proposto e discutiam plantas medicinais no processo de cicatrização de feridas, por meio de estudos de comprovação, redigidos nas línguas inglesa, portuguesa ou espanhola, enfocando primordialmente estudos experimentais, in vitro ou de cunho clínico randomizado.

Como critérios de exclusão, adotaram-se artigos que não apresentassem nenhum aspecto do tema proposto ou que estivessem redigidos em outras línguas que não as acima citadas ou trouxessem resultados de teses e dissertações, devido ao grande tamanho destas publicações.

 

RESULTADOS ENCONTRADOS

O quadro 1 mostra os resultados encontrados em cada uma das bases de dados pesquisada.

Dessa forma, foram selecionados 46 artigos de estudos científicos com plantas medicinais na cicatrização, para apresentação no presente trabalho, e mais 11 artigos foram acrescentados à busca, devido à sua relevância científica e benefícios para o conhecimento do potencial de plantas nativas brasileiras, totalizando 57 artigos.

A seguir, no quadro 2, apresentam-se os estudos realizados ao redor do mundo, nos últimos 20 anos, e que tiveram por objetivo testar cientificamente o extrato das plantas medicinais, popularmente conhecidas como cicatrizantes, por meio de estudos experimentais e clínicos. Para a classificação do tipo de estudo, utilizou-se a definição de Polit et al. (2004).

Analisando os dados emergentes na presente revisão, e enfatizando o quadro demonstrado, podemos concluir que a maioria dos estudos realizados é experimental, por meio de animais, geralmente ratos, em laboratório, com apenas dois estudos de cunho clínico randomizado.

Nesta pesquisa bibliográfica, os países que merecem destaque por pesquisarem sobre os efeitos de plantas medicinais na cicatrização são o Brasil, com 13 publicações, a Índia com 11, os Estados Unidos com cinco, Cuba com quatro, Turquia com três estudos, China, Peru, Japão e Tailândia com duas publicações, e os demais países citados aparecem com apenas um estudo. Quanto ao período de tempo compreendido nesta revisão, entre os anos de 1993 e 2013, destaca-se o período entre 1994 e 1999, totalizando 21 artigos publicados.

Quando nos referimos ao contexto brasileiro das pesquisas com plantas medicinais, não se pode deixar de mencionar alguns avanços alcançados nas últimas décadas. É o caso do extrato aquoso de Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville, o qual é tradicionalmente utilizado no Brasil como cicatrizante. Estudo clínico com 27 pacientes, conduzido por seis meses, teve por objetivo avaliar a eficácia de um medicamento na forma de pomada, contendo três por cento (3%) de fitocomplexo fenólico de barbatimão na cicatrização de úlceras de decúbito. Durante a realização do estudo, 100% das lesões tratadas com o medicamento, cicatrizaram completamente. Esta planta é base para a produção de um fitoterápico já vendido nas farmácias brasileiras (Minatel et al, 2010).

Estudos sobre a planta Calendula officinalis L., Coronopu didymus (L.) Smith e Aloe Vera (L.) Burm. f., também são realizados no país, contribuindo para a comprovação das ações de reepitelização promovidas pela utilização dos seus extratos (Faleiro et al, 2009; Nitz et al, 2006).

Outra contribuição brasileira importante é a pesquisa realizada com a planta Anacardium occidentale L., sendo o seu efeito avaliado em ratos. A avaliação histopatológica do grupo tratado com POLICAJU demonstrou a presença de tecido de granulação fibrovascular no sexto dia pós-operatório, sugerindo a possível utilização clínica da emulsão, contendo seu polissacarídeo (Schirato et al, 2006).

A planta Crajiru (Arrabidaea chica Verlot.), também vem sendo estudada. Em vista da grande utilização popular, estudos in vitro e in vivo buscaram corroborar as ações cicatrizantes do extrato de suas folhas, obtendo resultados positivos (Jorge et al, 2008; Aro et al, 2013). Esta planta está na relação nacional de espécies medicinais de interesse ao SUS e já conta com um medicamento sendo desenvolvido com alto teor cicatrizante, para ulcerações diabéticas (Brasil, 2009).

Desta forma, um total de 52 plantas medicinais e um composto de ervas foram estudados experimentalmente ou clinicamente, quanto aos seus efeitos no auxílio do processo de cicatrização, algumas delas com mais de um estudo para comprovação. Verificou-se que, destas, 46 apresentaram potencial elevado de cicatrização de feridas, através de experimentação em ao menos um estudo, totalizando 88,5% e podendo ser utilizadas como terapia em processos de cura de feridas e processos inflamatórios.

Apenas seis plantas (11,5%) não tiveram resultados positivos quanto aos seus efeitos cicatrizantes, sendo elas a Aloe vera (L.) Burm. f. associada à nitroglicerina, em um estudo de 1997, o óleo puro de copaíba em seu primeiro teste, em 1998, o óleo essencial de Pinus brutia Ten., Pinus nigra Arn., Pinus sylvestris L., testados em ratos em 2012 e o Ranunculus constantinopolitanus (DC.), em estudo experimental, também em 2012. Considerando que a planta Aloe Vera (L.) Burm. f., foi a mais pesquisada nos últimos 20 anos, com 11 estudos, elucidando seus potenciais cicatrizantes, e com 10 resultados positivos de eficácia.

Com isso, apesar do grande contingente de publicações em nível mundial, observa-se que o Brasil vem desenvolvendo pesquisas importantes para o avanço do conhecimento das propriedades medicinais das plantas utilizadas pela população. Outra constatação é que já existem programas e políticas que estimulam a inserção deste tipo de terapia no SUS, o que demonstra a busca pela oferta de um atendimento humanizado e integral.

Um dos avanços, além da Política Nacional de Plantas Medicinais (Brasil, 2006a) e a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (Brasil, 2006b), trata-se da RDC nº 10, de 2010, que traz uma lista com 66 plantas medicinais que podem ser utilizadas e distribuídas pelos serviços de saúde, elucidando aspectos como dose, preparação e contraindicações. Dentre as plantas citadas, oito delas são indicadas para cicatrização de feridas, com comprovadas ações, sendo que algumas já foram citadas anteriormente no presente estudo. Dentre as principais, destacam-se a Anacardium occidentale L., Caesalpinia ferrea Mart., Casearia sylvestris Sw., Schinus terebinthifolia Raddi, Stryphnodendrom adstrigens (Mart.) Coville, Calendula officinalis L., Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek e Polygonum punctatum Elliott (Brasil, 2010a). Além disso, a planta Schinus terebinthifolius Raddi., com ações cicatrizantes, já é distribuída pelo sistema de saúde brasileiro na forma de medicamento fitoterápico, integrando a lista da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) (Brasil, 2010b).

Com base no exposto, as plantas medicinais tornam-se alternativas de grande relevância para o processo de cicatrização de feridas, que começam a fazer parte da atenção à saúde brasileira, considerando que seu uso seja validado por estudos que afirmem seu potencial cicatrizante, o que sugere novos estudos de comprovação clínica, custos e benefícios, e a constante atualização acerca das publicações realizadas.

 

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Recebido para publicação em 11/12/2012
Aceito para publicação em 24/03/2014

 

 

* Autor correspondente: manuelle.piriz@gmail.com

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