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Revista Brasileira de Plantas Medicinais

Print version ISSN 1516-0572

Rev. bras. plantas med. vol.17 no.1 Botucatu Jan./Mar. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1983-084X/12_072 

Revisão

Levantamento de extratos vegetais com ação anti-Candida no período de 2005-2013

Survey of plant extracts with anti-Candida activity in the 2005-2013 period

C. GIORDANI 1   * 

R. SANTIN 2  

M.B. CLEFF 1  

1Universidade Federal de Pelotas, Faculdade de Veterinária, Campus Universitário S/N, Capão do Leão-RS, CEP 96160-000

2Concórdia-SC, Médica Veterinária Autônoma, seminhavet@yahoo.com.br

RESUMO

Entre as micoses relevantes em saúde pública destaca-se a candidíase, infecção oportunista que acomete o homem e animais. A enfermidade era considerada pouco frequente na medicina veterinária, porém relatos demonstram um aumento considerável, assim como a resistência aos antifúngicos. Com isso, pesquisas têm sido desenvolvidas visando encontrar substâncias bioativas frente ao gênero Candida. Desta forma, objetivou-se reunir dados das bases Scielo e ScienceDirect com informações entre os anos de 2005-2013 referentes à ação anti-Candida de diferentes extratos vegetais. Foi encontrado um total de 78 famílias e 208 espécies de plantas com atividade frente à Candida spp., destacando-se as famílias Asteraceae, Geraniaceae, Myrtaceae, Fabaceae, Lamiaceae, Rubiaceae, Verbenaceae e Anacardiaceae, com extratos diclorometânicos, aquosos, etanólicos, metanólico, frações e subfrações, sendo as folhas a parte vegetal mais utilizada. As plantas descritas apresentaram ação anti-Candida, porém algumas necessitam concentrações muito altas dos extratos com pequena inibição de crescimento/eliminação destas leveduras, ocorrendo variações, principalmente, quanto ao método de avaliação, tipo de extrato, parte vegetal, e procedência dos isolados fúngicos. Chama a atenção a raridade dos estudos com isolados de animais, principalmente de casos clínicos. Por fim, destacam-se as famílias Asteraceae e Geraniaceae que apresentaram maior número de espécies vegetais com atividade, podendo ser uma fonte de investigação frente à Candida spp.

Palavras-Chave: Plantas; leveduras; candidíase

ABSTRACT

Among the relevant mycoses in public health, one that stands out is candidiasis, an opportunistic infection that affects humans and animals. The disease was considered uncommon in veterinary medicine, but reports show a significant increase, as well as resistance, to conventional antifungal agents. Therefore, research has been undertaken aimed at finding bioactive substances from plants that fight against Candida. Thus, the objective of this work was to gather the databases SciELO and ScienceDirect with information between the years 2005 and 2013 concerning the anti-Candida activity of different plant extracts. A total of 78 families and 208 species of plants with activity against Candida spp. was found highlighting the Asteraceae, Geraniaceae, Myrtaceae, Fabaceae, Lamiaceae, Rubiaceae, Verbenaceae and Anacardiaceae families, with dichloromethane, aqueous, ethanol and methanol extracts and fractions and subfractions, being the leaf the most used plant part. The plants described showed anti-Candida activity, but some require very high concentrations of the extracts with little growth inhibition / elimination of these yeasts, with variations related mainly to the method of assessment, type of extract, plant parts and origin of the fungal isolates. The rarity of studies with isolates from animals, mainly clinical cases, draws attention. Finally, we highlight the Asteraceae and Geraniaceae families, which had a greater number of plant species with activity and which may be a source of research against Candida spp.

Key words: Plants; yeasts; candidiasis

INTRODUÇÃO

O termo candidíase corresponde à infecção oportunista superficial ou sistêmica por diferentes espécies de Candida. O gênero é constituído por leveduras com reprodução sexuada e assexuada, com mais de 200 espécies, onde aproximadamente 20 são consideradas patogênicas (Lacaz et al. 2002 ; Meireles & Nascente, 2009). A micose pode ser classificada como primária ou secundária, ocorrendo quando espécies comensais tornam-se patogênicas na dependência de fatores locais e do hospedeiro (Lacaz et al. 2002; Cleff et al. 2007; Brito et al. 2009).

Embora infecções por Candida spp. ainda sejam consideradas pouco frequentes na medicina veterinária, relatos nos últimos anos demonstram aumento na casuística clínica (Brito et al. 2009). Nos animais têm sido descritas infecções de pele (Cleff et al. 2007), ouvido (Duarte et al. 2001; Cruz, 2010), gastrointestinal (Ochiai et al. 2000; Souza & Siqueira, 2003), reprodutiva (Batista et al. 2008), urinária (Langoni et al. 1996), ocular (Santos et al. 2009), respiratória (Franco et al. 2008) e glândula mamária (Costa et al. 2008), e envolvimento em fígado, meninges, coração e peritôneo (Cruz, 2010).

Na terapêutica utiliza-se fármacos poliênicos, alilaminas e azóis. Porém, devido ao potencial patogênico destas leveduras, falta de informações sobre fenótipo, moléculas e sensibilidade das cepas frente aos fármacos, há diversas espécies de Candida com resistência antifúngica estabelecida (Cleff, 2008; Brito et al. 2009). As dificuldades quanto ao tratamento (alto custo, longo tempo de administração, toxicidade e resistência), levaram a uma intensificação das pesquisas científicas com extratos vegetais na tentativa de obter substâncias antifúngicas (Fontenelle, 2005; Brito et al. 2009; Cleff et al. 2010).

As plantas medicinais e seus compostos são fontes de medicamentos para várias enfermidades, porém muitas delas são utilizadas popularmente, ainda sem comprovação científica disponível (Foglio et al. 2006). O uso das plantas foi restrito durante séculos a pequenas comunidades e grupos étnicos, correspondendo a seus únicos recursos terapêuticos, sendo que na última metade do século XX tornou-se uma prática mundialmente difundida (Fontanelle, 2005; Cleff, 2008; Soares, 2008). Mediante esta realidade, prevalece a necessidade de estudos taxonômicos e farmacológicos das plantas, buscando aquelas com atividade medicinal e como fonte de substâncias com potencial terapêutico (Fontanelle, 2005; Soares, 2008).

Devido a grande demanda no uso de plantas medicinais, os estudos na área estão cada vez mais difundidos, especialmente em relação aos testes de sensibilidade em microrganismos de importância em saúde pública, onde têm sido demonstrado diversas atividades para os extratos, entre elas, atividade antimicrobiana (Silveira et al. 2007; Schuch et al. 2008), antiulcerogênica, anticancerígena (Junqueira et al. 2007), anti-inflamatória (Oliveira et al. 2009) e anticoccidiana (Silva, 2007). Com este trabalho, objetivou-se reunir dados das bases Scielo e ScienceDirect com informações entre os anos de 2005 a 2013 referentes à ação anti-Candida de extratos vegetais.

MATERIAL E MÉTODOS

A busca por artigos avaliando extratos vegetais anti-Candida foi realizada através da base de dados Scielo (palavras-chave: Candida, extratos, planta, antifúngica, antimicrobiana), e ScienceDirect (palavras-chave: extracts+plants activity anti-Candida), disponíveis entre os anos de 2005 a 2013. Os trabalhos onde não houve eficácia dos extratos sobre as espécies do gênero Candida não foram incluídos neste artigo.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A existência de milhares de espécies vegetais abre um amplo espaço para a bioprospecção, onde diversas substâncias bioativas podem ser isoladas, caracterizadas e aplicadas (Soares, 2008), onde a síntese destas a partir de vegetais tem sido amplamente relatada (Simões et al. 2003; Arnous et al. 2005). No presente trabalho, foram detectadas 78 famílias e 208 espécies vegetais com ação anti-Candida (Tabela 1).

TABELA 1. Apresentação das espécies vegetais com ação anti-Candida de acordo com a parte vegetal e extrato utilizado encontradas nas bases de dados 

Planta Extrato Parte vegetal Microrganismos sensíveis
Acacia brevispica He F C.a
Acacia erioloba DCM,Aq F,Cc C. a
Acacia tortilis Aq Cc C.a
Acanthospermum australe Mt F C.a
Achillea millefolium Mt F C.a
Acokanthera oppositifolia DCM,Aq F C.a
Agapanthus campanulatus EPe,DCM,Et F,R C.a
Alchemilla diademata Aq TP C.a
Aloe arborenscens DCM F C.a
Aloysia gratissima OE F,I C.a
Aloysia triphylla OE Fo,F,C,R C.k
Anthemis scariosa Mt TP C.a
Antidesma madagascariense He,Met F C.a
Antidesma venosum EPe,DCM,Et F C.a
Aphloia theiformis He,Mt F C.a
Arrabidaea chica DCM F C.a, C.d, C.p, C.t, C.g, C.k, C.l, C.r
Arctium lappa HA,Fr,HG F C.a, Candida sp.
Arctium minus Aq F C.a, C.t, C.gl, C.s, C.k, C.d
Argemone mexicana He PA C.a
Aristea ecklonii DCM,Aq F,Ra C.a
Athrixia phylicoides DCM,Aq F C.a
Baccharis dracunculifolia He Fo,F,Ra C.t, C.gl
Banisteriopsis anisandra Et F C.a
Bauhinia macranthera DCM F C.a
Becium obovatum EPe,DCM,Et R C.a
Bidens segetum Mt F,I C.a
Boerhavia coccinea He PA C.a
Boophane disticha DCM,Aq F C.a
Bridelia micrantha DCM,Aq F,Cc C.a
Bursera graveolens OE Fo,F,C,R C.k
Calendula officinalis HG Fo Candida sp.
Calophyllum brasiliense DCM R,C C.a
Campomanesia eugenioides Aq,HÁ F C.a, C.p, C.t
Cardiospermum halicacabum He PA C.a
Caryophyllus aromaticus OE F C.a, C.k
Cassinopsis ilicifolia Aq,Et,AcE F,Cc C.a
Chenopodium ambrosioides OE,DCM,Aq Fo,F,C,R C.a, C.k
Cissampelos capensi DCM,Aq F C.a
Coddia rudis Aq,AcE,Et F C.a
Conostomium natalensis Aq,Et,AcE F C.a
Cotyledon orbiculata DCM F C.a
Crassula multicava Aq,AcE,Et TP C.a
Crotalaria caudata He F C.a
Croton tenuissimus Cet F C.a
Cucumis hirsutus EPe,DCM,Et F C.a
Curcuma zedoaria Et R C.a
Cymbopogon citratus OE Fo,F,C,R C.a, C.t, C.k
Cyperus textilis EPe,DCM,Et F,R C.a
Dicoma anomala DCM,Aq R C.a
Dilodendron bipinnatum Et Ra C.a
Dioclea grandiflora HA,Fr R C.a
Dioscorea dregeana DCM R C.a
Diospyros lycioides EPe,DCM,Et F,Cc C.a
Diospyros mespiliformis DCM,Aq F C.a
Dissotis princeps EPe,DCM,Et F C.a
Dodonaea angustifolia DCM,Aq F C.a
Echinochloa stagnina Et R C.a
Ekebergia capensis DCM,Aq F,Cc C.a
Elephantorrhiza elephantina DCM,Aq F,Ra,R C.a
Embelia ruminate DCM,Aq F C.a
Endopleura uchi Aq,AcE Cc C.a, C.g, C.t
Ephedra alata Aq,Act C,PA C.a
Erythrina lysistemon DM,Aq F C.a
Erythroxylum laurifolium He,DM,Met F C.a
Eucalyptus camaldulensis DCM,Aq Cc C.a
Eucomis autumnalis Cet,Aq S C.a
Eugenia repanda Clo F C.a
Eugenia uniflora Et F C.k
Ficus natalensis DM,Aq F C.a
Ficus sur DM,Aq Cc,F C.a
Galinsoga ciliata Mt F C.a
Gladiolus dalenii EPe,DCM,Et B C.a
Gochnatia polymorpha DCM F,Ra,Cc C.a
Gonzalagunia rosea DCM,Mt PA C.a
Gunnera perpensa DM,Aq F,R C.a
Halleria lucida DM,Aq F,C C.a
Harpephyllum caffrum DCM,Aq,Et,EPe Cc,F C.a
Haworthia limifolia EPe,DCM,Et F C.a
Hedyosmum racemosum OE Fo,Ft,F,C,R C.k
Helichrysum armenium Mt PA C.a
Helichrysum artvinense Mt PA C.a
Helichrysum graveolens Mt PA C.a
Helichrysum heywoodianum Mt PA C.a
Helichrysum orientale Mt PA C.a
Helichrysum pallasii Mt PA C.a
Helichrysum plicatum Mt PA C.a
Herissantia crispa Et Fo,R C.t, C.a, C.p
Hexachlamys edulis Clo F C.a
Hypoxis hemerocallidea EPe,DCM,Et Aq B,F C.a
Hyssopus officinalis Aq,Mt,AcE PA C.a
Ilex mitis DCM,Aq C,F C.a
Ilex paraguariensis Et F,Ra C.a
Inga uruguensis HA F C.a
Kigelia africana DCM Fr C.a
Lafoensia pacari Et,Fr Cc C.a, C.k, C.t, C.p
Lagynia lasiantha Aq,Et,AcE F C.a
Lannea discolor DCM,Aq F C.a
Lantana fucata Et F C.k
Lantana rugosa DCM,Aq F C.a
Leea indica Et F C.a
Liabum asclepiadeum DCM PA C.a
Lippia alba Clo,Cet,Et F,R C.a
Lippia citriodora OE Fo,F,C,R C.k
Lippia origanoides OE Fo,F,C,R C. k
Luehea paniculata HA,Aq Cc C.a, C.p, C.t
Malva parviflora DCM,Aq F C.a
Malva sylvestris F C.a, C.t, C.s, C.k
Mangifera indica He,Mt F C.a
Matricaria chamomilla OE,Mt F,Fo C.a, C.k
Melia azedarach Met F C.a
Melianthus comosus DCM,Aq F C.a
Mentha longifolia DCM,Aq F C.a
Mentha piperita Mt F C.a, C.d, C.p, C.t, C.g, C.k, C.l, C.r, C.u, C.gl
Merwilla plumbea EPe,DCM,Et,Aq B,F C.a
Michelia champaca Mt F C.a
Mimosa tenuiflora Et Cc C.a
Montanoa sp. DCM,Mt PA C.a
Morinda royoc Et F C.ki
Moringa oleífera He,Mt F C.a
Munnozia senecionidis Mt PA C.a
Myracrodruon urundeuva Cc C.a, C.t, C.k
Myrcianthes cisplatensis HA,Cet,Clo F C.a
Myrcia cucullata Et F C.k
Nectandra acutifolia OE Fo,F,C,R C.k
Nectancha angustifolia HA,Clo F C.a
Opuntia ficus DCM F C.a
Ormocarpum kirkii He R C.a
Origanum libanoticum Mt TP C.a
Origanum vulgare OE F C.a
Pavonia sepium Cet F C.a
Pelargonium betulinum Cet PA C.a
Pelargonium vitifolium Cet PA C.a
Pelargonium capitatum Cet PA C.a
Pelargonium citronellum Cet PA C.a
Pelargonium cordifolium Cet PA C.a
Pelargonium crispum Cet PA C.a
Pelargonium cucullatum Cet PA C.a
Pelargonium glutinosum Cet PA C.a
Pelargonium graveolens Cet PA C.a
Pelargonium tomentosum Cet PA C.a
Pelargonium sublignosum Cet PA C.a
Pelargonium scabrum Cet PA C.a
Pelargonium greytonense Cet PA C.a
Pelargonium hermannifolium Cet PA C.a
Pelargonium hispidum Cet PA C.a
Pelargonium panduriforme Cet PA C.a
Pelargonium papilionaceum Cet PA C.a
Pelargonium pseudoglutinosum Cet PA C.a
Pelargonium quercifolium Cet PA C.a
Pelargonium radens Cet PA C.a
Pelargonium scabroide Cet PA C.a
Pellaea calomelanos DCM,Aq F,R C.a
Pentanisia prunelloides DCM,Aq Cc,R C.a
Persea Americana He,Mt S C.a, C.t, C.p, C.k
Piper regnellii Et,He,DCM,AcE,Fr F,R C.t, C.gl, C.p, C.a, C.k,
Pistia stratiotes Et R C.a
Pittosporum viridiflorum DCM, Aq F C.a
Plectranthus ambroinicus OE F C.k
Plinia cauliflora Et,HC,HA,Fr F C.a, C.p, C.t
Pouteria salicifolia Cet,Clo F C.a
Protea simplex EPe,DCM,Et Cc,F C.a
Psidium guajava F C.a, C.t, C.s, C.k
Pterodon emarginatus Et Cc C.a
Pterogyne nitens Et,HA,AcE,He, Bu R,Ft,Ra,Cc C.a, C.k, C.p
Punica granatum DCM,Mt Ft C.a, C.d, C.p, C.t, C.g, C.k, C.l, C.r, C.u, C.gl
Pyrostegia venusta AcE F C.a
Quercus resinosa Aq F C.a
Quercus grisea Aq F C.a
Rauvolfia caffra DCM F C.a
Rhynchosia sublobata He R C.a
Rosmarinus officinalis OE,Mt,DCM,Br F C.a, C.d, C.p, C.t, C.g, C.k, C.l, C.r
Rothmannia capensis DCM,AQ F C.a
Rubus urticaefolius Et,AcE F,Ft C.a, C.k, C.p
Rumex acetosa Et F,C,Fo C.t, C.a, C.p
Ruprechtia salicifolia HA,Cet F C.a
Ruta graveolens OE F C.a, C.k
Sapindus saponária Aq,Bu,Fr,SFr Ft C.a, C.gl, C.p, C.t
Scadoxus puniceus DCM,Aq R C.a
Schinus terebinthifolius Et,AcE,DCM,Aq,HA F,C,Cc C.a, C.k, C.t, C.gl, C.p
Schistocarpha sinforosi Mt PA C.a
Sclerocaya birrea DCM,Et,EPe F,Ra,Fo C.a
Scutia buxifolia Clo F C.a
Senecio heterotrichius DCM PA C.k
Sesbania sesban He F C.a
Solanum incanum DCM F C.a
Spiranthera odoratissima Et,Fr,OE F C.a
Stryphnodendron adstringens HG Cc Candida sp.
Stryphnodendron obovatum SFr Cc C.a, C.p
Syzygium cumini DCM,Mt,HA F,S C.a, C.d, C.p, C.t, C.g, C.k, C.l, C.r, C.u, C.gl
Swartzia apetala He Cc C.t, C.g, C.l, C.gl, C.ki, C.i,
Tabebuia avellaneade HG,DCM,Mt Cc C.a, C.d, C.p, C.t, C.g, C.k, C.l, C.r, C.u, C.gl
Tagetes lucida OE Fo,F,C,R C.k
Taraxacum officinale Mt F C.a
Terminalia sericea DCM, Aq R C.a
Tetradenia riparia Aq, AcE, Et F C.a
Tulbaghia violacea EPe,DCM,Et, Aq B,F C.a
Trichilia emetic DCM F C.a
Turnera difusa OE Fo,F,C,R C.k
Verbesina nudipes Mt PA C.a
Vernonia natalensis EPe,Et, DCM,Aq F,R C.a
Viscum capense DCM,Aq F C.a
Waltheria indica He PA C.a
Warburgia salutares DCM,Aq F,Cc C.a
Watsonia tabularis EPe,DCM,Et B C.a
Xanthium spinosum Aq,Et,AcE F C.a
Zantedeschia aethiopica DCM,Aq F,Cc C.a
Zanthoxylum americanum Et F,Fr,S,Cc C.a
Zanthoxylum rhoifolium HA,Aq Cc,F C.a

B: Bulbo; C: Caule; Cc: Casca; Fo: Flor; F: Folha; Ft: Fruto; I: Inflorescência; PA: Partes aéreas; R: raiz; Ra: Ramos; S: semente.

EXTRATOS = AcE:Acetato de etila; Act: Acetronila; Aq: Aquoso; Bu: Butanólico; Br: Bruto-fluído supercrítico com CO2; Cet: Cetônico; Clo:Clorofórmico; DCM: Diclorometano; Et: Etanólico; EPe: Éter de petróleo; Fr: Fração; HA: Hidroalcoólico; HC: Hidrocetônico; He: Hexânico; HG: Hidroglicólico; Mt: Metanólico; OE: óleo essencial; SFr:Subfração.

Candida spp = C.a: C. albicans; C.d: C. dubliniensis; C.gl: C. glabrata; C.g: C. guilliermondii; C.i: C. inconspicua; C.k: C. krusei; C.l: C. lusitaniae; C.p: C. parapsilosis; C.r: C. rugosa; C.s: C. stelatoidea; C.t: C. tropicalis; C.u: C. utilis.

As famílias que apresentaram maior número de espécies foram: Asteraceae (n=31/14,9%), Geraniaceae (n=20/9,6%), Myrtaceae (n=12/5,8%), Fabaceae (n=11/5,3%), Lamiaceae (n=8/3,8%), Rubiaceae (n=8/3,8%), Verbenaceae (n=6/2,9%) e Anacardiaceae (n=6/2,9%); e as outras 70 famílias corresponderam a 106 espécies (50,9%).

De certa maneira há um grande número de extratos vegetais com ação anti-Candida, principalmente das plantas pertencentes às famílias Asteraceae e Geraniaceae, porém provavelmente existam muitas outras possibilidades que não foram avaliadas para estas leveduras (Neto & Morais, 2003). A busca por novas opções anti-Candida, se deve a estas leveduras estarem envolvidas em quadros clínicos graves e até fatais em humanos e animais, além da resistência aos antifúngicos disponíveis (Brito et al. 2009). Além disso, pode-se observar poucos estudos que utilizam isolados de animais, sendo quase totalidade das amostras proveniente de casos clínicos humanos e cepas padrões de laboratórios de referência.

As plantas são utilizadas em sua grande maioria em extratos, que são preparações vegetais concentradas, obtidas através de estabilização, secagem ou moagem, e adicionadas a um solvente extrator. O solvente deve ser escolhido por sua seletividade, baixa/ausente toxicidade, estabilidade das substâncias extraídas, pH, e polaridade das Dentre os solventes disponíveis, destacam-se o acetato de etila, acetona, água, clorofórmio, diclorometano, etanol, éter etílico, éter de petróleo, hexano, metanol, metiletilcetona e hidroalcoólico, utilizados para se obter diferentes frações do extrato (Ardisson et al. 2002; Simões et al. 2003). Neste levantamento, 428 extratos vegetais apresentaram ação anti-Candida, entre eles, diclorometânicos, aquosos, etanólicos e metanólicos os mais utilizados, sendo as frações/subfrações presente em minoria dos trabalhos (Tabela 2).

TABELA 2. Extratos encontrados com ação anti-Candida, quanto ao tipo de solvente e partes vegetais 

Tipo de extrato N° / % Parte vegetal N° / %
Diclorometânico 85 / 19,9% Folha 146 / 44,9%
Aquoso 70 / 16,4% Partes aéreas 45 / 13,8%
Etanólico 55 / 12,9% Raiz 39 / 12,0%
Frações/Subfrações 54 / 12,6% Casca 30 / 9,2%
Metanólico 28 / 6,5% Caule 27 / 8,3%
Cetônico 27 / 6,3% Flor 18/ 5,5%
Hexânico 23 / 5,4% Fruto 06 / 1,8%
Óleo essencial 20 / 4,7% Bulbo 05 /1,5%
Éter de petróleo 17 / 4,0% Semente 04 /1,2%
Hidroalcoólico 17 / 4,0% Toda planta 03 / 0,9%
Acetato de etila 16 / 3,7% Inflorescência 02 / 0,6%
Clorofórmico 07 / 1,6%
Hidroglicólico 04 / 0,9%
Butanólico 02 / 0,5%
Acetronila 01 / 0,2%
Bruto CO2 supercrítico 01 / 0,2%
Hidrocetônico 01 / 0,2%
TOTAL 428/100% 325/100%

Recentemente, novos métodos de extração têm sido utilizados, como o uso de CO2 supercrítico, micro-ondas, ultrassom, etc, considerados como processos tecnológicos que resultam em extratos qualitativamente superiores e menos agressivos ao ambiente por praticamente não deixarem resíduos (Simões et al. 2003; Garcia et al. 2012).

As substâncias ativas podem ser encontradas em caule, folhas, raízes, inflorescências, flores, frutos e sementes; mesmo assim, a maioria dos estudos científicos envolve as folhas como principal fonte de extratos (Silva, 2004). O que foi observado no presente levantamento, onde a utilização das folhas corresponde a 44,9% dos trabalhos analisados (Tabela 2), podendo ser resultado da facilidade e disponibilidade de coleta, além de uma boa prática, quando comparado a outras partes vegetais, com relação à preservação das espécies (Castellucci et al. 2000; Jacoby et al. 2002).

Na avaliação de sensibilidade das leveduras frente aos extratos há uma diversidade quanto à metodologia dos testes. Entretanto, a maioria dos estudos segue recomendações do Clinical and Laboratory Standars Insitute (CLSI), norma M27-A3 que avalia a concentração inibitória mínima (CIM) e a concentração fungicida mínima (CFM) das substâncias através da microdiluição em caldo (CLSI, 2008). A difusão em disco tem sido utilizada, seguindo a norma M44-A2, onde avalia-se os halos de inibição das culturas fúngicas (CLSI, 2009). Porém, eventualmente, pesquisadores fazem modificações nas técnicas a fim de obter maior exatidão nos valores de CIM e CFM (Stoppa et al. 2009).

Com relação à atividade de extratos e compostos, Ali et al. (2010) utilizaram o hidroxichavicol isolado a partir de uma fração clorofórmica do extrato aquoso das folhas de Piper betle sobre 124 cepas de fungos (ATCC e casos clínicos), dentre elas, C. albicans, C. glabrata, C. krusei, C. parapsilosis e C. tropicalis, demonstrando ação antifúngica sobre todos microrganismos. Enquanto que Manohar et al. (2001), ao avaliar atividade antifúngica in vitro e in vivo de extratos com compostos isolados, observaram atividade do óleo essencial de Origanum vulgare e de carvacrol, porém ao compará-los, o óleo demonstrou atividade superior, sugerindo ação sinérgica dos compostos.

Com isso, pode-se observar que há interesse da comunidade científica em obter extratos com ação sobre leveduras do gênero Candida, e que existem muitas plantas com potencial de inibição. As plantas descritas apresentaram atividade anti-Candida, porém algumas necessitam concentrações muito altas dos extratos, apresentam baixa inibição de crescimento ou eliminação destas leveduras. As diferenças com relação à atividade dos extratos ocorrem devido a vários fatores, mas principalmente ao método de avaliação, tipo de extrato, parte vegetal e procedência dos isolados fúngicos. Outro aspecto que chama a atenção é a raridade dos estudos utilizando isolados de animais, principalmente de casos clínicos, sendo necessária a intensificação nesta área. Por fim, destacam-se as famílias Asteraceae e Geraniaceae que apresentaram maior número de espécies vegetais com atividade, podendo ser uma fonte de investigação frente à Candida spp.

REFERENCES

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Received: July 02, 2012; Accepted: June 09, 2014

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