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Revista Brasileira de Plantas Medicinais

versão impressa ISSN 1516-0572versão On-line ISSN 1983-084X

Rev. bras. plantas med. vol.17 no.4 supl.3 Botucatu  2015

http://dx.doi.org/10.1590/1983-084x/15_009 

Articles

Plantas medicinais conhecidas por especialistas locais de uma comunidade rural maranhense

Known medicinal plants by local experts in a rural community in Maranhão

L.S VIEIRA1 

R.S. SOUSA2 

J.R. LEMOS3  * 

1Universidade Estadual do Piauí-UESPI, Av. Nossa Senhora de Fátima, s/n, Bairro Nossa Senhora de Fátima, Parnaíba-PI 64202-220.

2Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE, Rua Dom Manuel de Medeiros, s/n Dois Irmãos Recife-PE 52171-900.

3Universidade Federal do Piauí-UFPI/Campus Ministro Reis Velloso, Av. São Sebastião, 2819 Reis Velloso Parnaíba-PI 64.202-020

RESUMO

Este trabalho objetivou realizar o inventário das plantas medicinais de uma comunidade rural maranhense, analisando o valor de uso e a importância relativa das espécies, assim como o consenso dos informantes quanto às doenças tratadas. Foram realizadas 50 entrevistas semiestruturadas utilizando-se o método de amostragem “bola-de-neve” e usou-se a técnica “turnê-guiada” para coletar as espécies citadas. Os especialistas locais citaram 63 espécies pertencentes a 44 famílias, das quais Fabaceae, Apocynaceae, Lamiaceae e Myrtaceae apresentaram o maior número de espécies. A planta que obteve maior valor de uso foi Morinda citrifolia L.. Himatanthus drasticus (Müll.Arg.) Woodson foi a espécie que apresentou maior importância relativa. Dentre os sistemas corporais tratados com os recursos vegetais, os que obtiveram maior consenso entre os informantes foram os relacionados às doenças do estômago, esôfago e duodeno e infecções virais caracterizadas por lesões na pele (ambas com FCI = 0,83). Em virtude da riqueza de conhecimento sobre plantas medicinais em um Estado do Brasil onde o sistema de saúde é bastante precário e onde os estudos de cunho etnobotânico ainda são escassos, sugere-se que novos estudos etnobotânicos sejam realizados afim de evidenciar a dinâmica de conhecimento local e suas implicações ecológicas e sociais.

Palavras-Chave Plantas medicinais; Etnobotânica; Zona rural

ABSTRACT

This study aimed to conduct an inventory of medicinal plants in a rural community in Maranhão, analyzing the use value and the relative importance of species as well as the consensus of the informants about the treated diseases. Fifty semi-structured interviews were conducted using the sampling method “snow-ball” and the technique “guided tour” was employed in order to collect the species mentioned. Local experts mentioned 63 species belonging to 44 families, from which Fabaceae, Apocynaceae, Lamiaceae and Myrtaceae represented the highest number of species. The plant which had the highest use value was the Morinda citrifolia L.. The Himatanthus drasticus (Müll.Arg.) Woodson was the species with the highest relative importance. Among the body systems treated with plant resources, those who had the most consensus among the informants were related to stomach, esophagus and duodenum diseases and viral infections characterized by skin lesions (both ICF = 0.83). Because of the abundance of knowledge about medicinal plants in this state of Brazil, where the health system is quite precarious and where the nature of ethnobotanical studies are still scarce, it is suggested that new ethnobotanical studies are conducted in order to show the dynamics of local knowledge and its ecological and social implications.

Keywords Medicinal plants; Ethnobotany; Rural zone

INTRODUÇÃO

Reconhecido pela sua riqueza biológica e cultural, favorecida pela presença de diferentes biomas e pelo processo histórico de ocupação humana, o Brasil é um dos signatários da Convenção sobre a Diversidade Biológica (Diegues & Arruda, 2001). No estado do Maranhão, essa diversidade biológica encontra-se distribuída principalmente nos biomas Cerrado e Mata dos Cocais (MMA, 2014). O Cerrado ocupa 22% do território brasileiro e é considerado um dos hotspots mundiais devido à sua grande abundância de espécies nativas (MMA, 2014). A Mata de Cocais é considerada uma área de transição, sendo formada por espécies de palmeiras, tais como o babaçu (Orbignya oleifera Burret), a carnaúba (Copernicia prunifera (Mill.) H.E.Moore) e o buriti (Mauritia flexuosa L.f.) (Santos Filho et al., 2013). Além de sua importância biológica, esses biomas possuem também grande importância social, pois diversas comunidades humanas sobrevivem de seus recursos vegetais (Santos Filho et al., 2013; MMA, 2014).

Especificamente para as comunidades rurais, que possuem baixo nível de desenvolvimento socioeconômico, os recursos vegetais exercem um papel extremamente importante no atendimento das necessidades básicas, como o provimento de medicamentos fitoterápicos, por exemplo, sendo esta muitas vezes, a única alternativa para o tratamento de doenças (Cunha & Bortolotto, 2011). Além disso, diversos estudos sobre plantas medicinais revelam que a proximidade das comunidades rurais com a natureza facilita o uso dessas, e que o conhecimento botânico local tem sido preservado ao longo das gerações (Pinto et al., 2006; Roque et al., 2010; Silva et al., 2011).

Estudos sobre plantas medicinais em comunidades rurais da região Nordeste do Brasil são inúmeros Albuquerque & Andrade, 2002; Almeida & Albuquerque, 2002; Oliveira Júnior & Conceição, 2010; Pinto et al., 2006; Roque et al., 2010; Silva et al., 2011; Cordeiro & Félix, 2014; Neto et al., 2014; Silva et al., 2015). No entanto, no estado do Maranhão, eles ainda são escassos. Alguns trabalhos com este mesmo enfoque foram desenvolvidos apenas em comunidades indígenas (Coutinho et al., 2002) e quilombolas Monteles & Pinheiro 2007; Nascimento & Conceição, 2011). Outros trataram sobre a comercialização das plantas medicinais em áreas urbanas (Amaral et al., 2003; Pinho et al., 2012). Há, portanto, uma lacuna sobre o conhecimento e uso de plantas medicinais em comunidades rurais do Estado.

Estudos etnobotânicos em comunidades rurais, e neste caso, aqueles relacionados às plantas medicinais, são importantes por diversas razões. Além de salvaguardarem o repertório cultural de uma sociedade (Oliveira Júnior & Conceição, 2010; Santos et al., 2008) e registrar uma prática que é mantida e transmitida através de gerações (Berkes, 1999), evitando que tais informações sejam perdidas (Alcorn, 1995; Hanazaki, 2004; Gandolfo & Hanazaki, 2011), proporcionam o progresso dos estudos básicos e aplicados, sejam eles fitoquímicos e/ou farmacológicos (Santos et al., 2008) e evidenciam a necessidade de órgãos públicos envolverem tais comunidades na criação de políticas públicas e estratégias de conservação da biodiversidade.

Diante disso, este trabalho tem como objetivo conhecer o repertório local de plantas medicinais de uma comunidade rural maranhense, buscando contribuir com o conhecimento sobre o uso de plantas medicinais no Estado.

MATERIAL E MÉTODOS

Comunidade rural estudada

A comunidade rural São Benedito (3°07’39”S; 42°40’57”W), distrito do município de Tutóia, no estado do Maranhão, localiza-se a 80 km da sede municipal, em uma área contemplada pelo Cerrado e Mata de Cocais (Oliveira & Frota, 2011). Conforme o censo populacional cedido pelas agentes de saúde, na comunidade residem cerca de 500 pessoas que sobrevivem, principalmente, da agricultura de subsistência, sendo a mandioca (Manihot esculenta Crantz.) a espécie mais cultivada para consumo e/ou comercialização. O povoado possui uma escola, porém, não possui posto de saúde.

Coleta de dados

Os 50 especialistas locais em plantas medicinais foram selecionados por meio da técnica “bola-de-neve” (Albuquerque et al., 2014a). Com cada especialista local foi realizada uma entrevista semiestruturada (Albuquerque et al., 2014b). Os entrevistados foram questionados sobre o conhecimento de plantas medicinais, especificamente, foram feitas as seguintes perguntas: 1) Quais as plantas conhecidas e/ou usadas no tratamento de doenças? 2) Quais as partes da planta que são utilizadas, as formas de preparo do medicamento e as enfermidades tratadas.

Todas as plantas citadas nas entrevistas foram coletadas em “turnê-guiada” (Albuquerque et al., 2014b). O material vegetal coletado foi herborizado de acordo com a metodologia usual em botânica (Santos et al., 2014). A identificação das amostras coletadas foi feita por meio da literatura especializada, consulta às amostras tombadas em herbários e a especialistas. As espécies foram depositadas no Herbário “HDelta” da Universidade Federal do Piauí/Campus Ministro Reis Velloso. A lista florística foi ordenada alfabeticamente por família, seguindo a proposta do Angiosperm Phylogeny Group III (APG III, 2009). As sinonímias botânicas foram atualizadas através de consultas à Lista de Espécies da Flora do Brasil (Forzza et al., 2014).

Análise de dados

Inicialmente, os dados foram tabulados no Excel. As enfermidades foram classificadas, utilizando-se a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 10). A Importância Relativa (IR), que permite identificar qual espécie foi indicada para um maior número de sistemas corporais, foi calculada pela fórmula: IR = NSC + NP; em que NSC é obtido por meio da divisão entre o número de sistemas corporais tratados por uma espécie (NSCE) e o número de sistemas corporais tratados pela espécie mais versátil (NSCEV) e NP pela divisão entre o número de propriedades atribuídas a uma espécie (NPE) e o número de propriedades atribuídas à espécie mais versátil (NPEV), sendo o seu valor máximo igual a 2 (Bennett & Prance, 2000).

Para conhecer os sistemas corporais com maior importância relativa local foi calculado o Fator de Consenso dos Informantes (FCI) (Trotter & Logan, 1986). O FCI é dado pela fórmula: FCI = nur-na/nur-1; onde, nur é a soma dos usos registrados por cada informante para uma categoria de doenças do CID 10; e, na é o número de espécies indicadas para cada categoria. O valor máximo do FCI é 1, o que indica haver consenso entre os informantes sobre as plantas medicinais para uma categoria de doença em particular.

Para saber a espécie mais citada pela comunidade foi calculado o Valor de Uso (VU) para cada espécie por meio da seguinte fórmula; VU = ΣUi/n (adaptado de Phillips & Gentry, 1993) em que ΣUi é a soma das citações para cada espécie e n é o número total de informantes. A adaptação da fórmula foi feita porque cada informante foi entrevistado apenas uma única vez.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram citadas 63 espécies pertencentes a 57 gêneros e 44 famílias (Tabela 1). Destas, as que apresentaram maior número de espécies foram Fabaceae (oito), Apocynaceae, Lamiaceae e Myrtaceae (quatro cada), Anacardiaceae e Rubiaceae (três cada). O maior uso de espécies da família Fabaceae também foi registrado em outros estudos com comunidades rurais, em Inhamã- PE (Rodrigues & Andrade, 2014), em Currais- PI (Baptistel et al., 2014) e Milagres- CE (Silva et al., 2015). Oliveira Júnior & Conceição (2010) registraram um número maior de espécies para esta família (16) em estudo com espécies medicinais do Cerrado, na comunidade Brejinho em Caxias, Maranhão. Alguns trabalhos (Pilla et al., 2006; Albertasse et al., 2010; Oliveira & Menini Neto, 2012), apresentam a família Lamiaceae como a mais representativa. O mesmo não ocorre no presente trabalho provavelmente pelo maior uso de espécies nativas (66,6%) pela comunidade estudada, e os representantes da família Lamiaceae, destacam-se quanto ao uso medicinal.

TABELA 1 Espécies medicinais utilizadas pelos especialistas locais da comunidade rural São Benedito,Tutóia, Maranhão, Nordeste do Brasil. Convenções: NV = Nome Vernacular; H = hábito: erv = erva, sub = subarbusto, arb = arbusto, arv = árvore, lia = liana; NC = Número de Coletor de Larissa dos Santos Vieira; S = status: n = nativa, e = exótica; VU = Valor de Uso; IR = importância relativa. 

FAMILIA/ESPÉCIE NV H Local de coleta NC S VU Doenças tratadas IR
ACANTHACEAE
Justicia pectoralis Jacq. anador erv quintal 38 e 0,02 Dor no corpo 0,48
AMARANTACEAE prepreta evr quintal 40 n 0,04 Problemas circulatórios 0,19
Gomphrena sp.
ANACARDIACEAE
Anacardium occidentale L. cajuí arv mata 06 n 0,04 Infecção/ inflamação em geral/anticoagulante
Inflamação em geral
0,26
Spondias sp. cajá-imbú arv quintal 27 n 0,02 0,41
ANONACEAE
Anona muricata L. araticum arv quintal 44 e 0,02 Inflamação em geral 0,41
Anona squamosa L. ata arv quintal 45 e 0,02 Dor de dente 0,19
APOCYNACEAE
Catharanthus roseus (L.) Don boa-noite erv jardim 43 e 0,04 Reumatismo 0,19
Hancornia speciosa Müll.Arg. mangaba arv mata 03 n 0,30 Inflamação urinária/pressão alta/gastrite/ diabetes/ fratura/hematomas 1
Himatanthus drasticus (Müll.Arg.) Woodson janaguba arv mata 02 n 0,40 Inflamação no útero/gastrite/ cicatrização/ câncer/ dor na garganta/ dor de barriga/ indigestão/ gripe/ dor estomacal/ anemia 2
ASPARAGACEAE
Asparagus sp. milindro erv quintal 30 e 0,04 Problemas circulatórios 0,19
ASTERACEAE
Tagetes sp. cravo-de-anjo erv jardim 14 n 0,02 Reumatismo 0,19
Acmella uliginosa (Sw.) Cass. jambú erv quintal 34 n 0,02 Inflamação em geral 0,41
BRASSICACEAE
Brassica oleracea L. couve erv quintal 57 e 0,04 Dor de barriga/ inflamação em geral 0,19
BIGNONIACEAE
Tabebuia sp. caraúba arv mata 16 n 0,02 Tosse/ inflamação na garganta 0,39
BIXACEAE
Bixa orellana L. urucum arv quintal 41 n 0,02 Bronquite 0,19
BORAGNACEAE
Symphytum officinale L. confrei erv quintal 31 e 0,08 Cicatrização/ inflamação das amídalas/ inflamação do útero/ dor no corpo 0,58
CANNACEAE
Canna sp. cana-da-índia erv mata 47 n 0,14 Inflamação nos rins/ inflamação na próstata/ pedra nos rins 0,46
CARYOCARACEAE
Caryocar coriaceum Wittm. pequi arv mata 07 n 0,02 Gripe/ tosse 0,26
COMBRETACEAE
Terminalia catappa L.
Terminalia fagifolia Mart. amêndoa arv jardim 55 e 0,02 Gripe 0,19
tingidor arv mata 04 n 0,18 Inflamção na próstata/ câncer/hematomas 0,39
CONVOLVULACEAE
Ipomoea pes-caprae (L.) R.Br. salsa lia quintal 60 n 0,02 Anemia 0,19
Operculina macrocarpa (L.) Urb. batata-de- purga lia mata 67 n 0,04 Prisão de ventre 0,19
CRASSULACEAE
Bryophyllum pinnatum Salisb. santa-quitéria sub jardim 32 e 0,1 Gastrite/ inflamação no útero e ovários 0,39
EUPHORBIACEAE
Ricinus communis L. mamona arv quintal 65 e 0,04 Verme/ dor de cabeça 0,19
FABACEAE
Bauhinia sp. cipó-de- escada lia mata 64 n 0,02 Dor no corpo 0,19
Bowdichia virgilioides (Vell.) Morong sucupira arv mata 08 n 0,04 Câncer/ dor nas pernas 0,19
Enterolobium contortisiliquum tamborim arv mata 61 n 0,02 Dor no corpo/ inflamação em geral 0,82
Libidibia ferrea Mart. ex Tul. pau-ferro, jucá arv mata 12 n 0,3 Cicatrização/ dor de dente/ corrimento/ alergia/ inflamação no útero/ trombose 1
Hymenaea sp. jatobá-cascudo arv mata 19 n 0,02 Inflamação no útero/ fratura/ dor no corpo/ reumatismo/ úlcera/ gastrite 0,92
Senna occidentalis (L.) Link mangirioba sub mata 13 n 0,08 Cicatrização/ anticoagulante/ cólica/ inflamação no útero 0,66
Mimosa caesalpiniifolia Benth sabiá-do-mato arv mata 61 n 0,02 Cisto no ovário/ hematomas 0,39
Stryphnodendron sp. babatemão arv mata 18 n 0,08 Fratura/ contusões/ cicatrização/ inflamação no útero 0,78
LAMIACEAE
Mentha arvensis L. vick erv quintal 37 e 0,04 Sinusite/ dor no corpo 0,19
Mentha X villosa hortelã erv quintal 33 e 0,26 Gripe/ dor de barriga/ vômito/ convulsão/ verme/ ameba/ cólica/ diarréias/ gastrite 1,39
Ocimum sp. alfavaca, sub quintal 53 e 0,06 Tontura/ dor no corpo/ gripe 0,80
Plectranthus barbatus Andrew favaca boldo sub quintal 35 e 0,14 Indigestão/ dor de barriga/ cólica/ diarréia 0,78
LAURACEAE
Persea americana Mill. abacate arv quintal 56 n 0,02 Dor nos rins 0,19
MALVACEAE
Gossypium hirsutum L. Luehea divaricata Mart. & Zucc. algodão arv quintal 50 n 0,02 Gripe 0,19
açoita-cavalo arv mata 68 n 0,04 Cicatrização/inflamação em geral 0,19
MORACEAE
Brosimum sp. amora arv quintal 26 n 0,06 Anticoagulante/ inflmação em geral 0,19
MYRTACEAE
Campomanesia aromatica (Aubl.) Griseb. guabiraba arv mata 24 n 0,1 Catapora/ febre/ sarampo/ tosse 0,51
Psidium guajava L. goiaba arv quintal 42 n 0,04 Diarréia 0,19
Psidium sp. goiabinha-da- chapada arv mata 23 n 0,02 Inflamação em geral 0,19
Syzygium cumimi (L.) Skeels azeitona arv quintal 49 e 0,02 Gastrite 0,19
NYCTAGINACEAE
Boerhavia difusa L. pega-pinto erv quintal 39 n 0,1 Inflamação do útero 0,19
OLACACEAE
Ximenia americana L. ameixa arv mata 15 n 0,4 Inflamação em geral/ gastrite/ câncer/ cicatrização/ corriento 0,78
OXALIDACEAE
Averrhoa carambola L. carambola arv quintal 46 n 0,04 Dor de barriga/ inflamação em geral/ dor nos rins 0,39
PASSIFLORIACEAE
Passiflora edulis Sims. maracujá lia quintal 28 n 0,02 Pressão alta 0,19
PLANTAGINACEAE
Scoparia dulcis L. vassourinha erv quintal 29 n 0,04 Inflamação na próstata/ pedra nos rins 0,39
POACEAE
Cymbopogon citratus L. (DC.) Stapf capim-limão erv quintal 54 n 0,06 Pressão alta 0,26
PUNICACEAE
Punica granatum L. romã arv quintal 48 e 0,06 Inflamação na garganta 0,39
RUBIACEAE
Alibertia edulis (Rich.) A.Rich. pipoca- de jacú arv mata 22 n 0,02 Reumatismo 0,19
Morinda citrifolia L. noni arv quintal 01 e 0,66 Gastrite/ câncer/ diabetes/ inflamação em geral/ dor de estômago/ dor de cabeça/ pedra nos rins/ cólica/ colesterol/ insuficiência urinária 1,19
RUTACEAE
Citrus aurantium L. laranja arv quintal 66 e 0,02 Pressão alta 0,19
Citrus sp. limão-doce arv quintal 58 e 0,04 Pressão alta/ inflamação em geral 0,1
SIMAROUBACEAE
Simarouba verscicolor A.St.-Hil. paraíba arv mata 20 n 0,02 Micose 0,19
TURNERACEAE
Turnera ulmifolia L. xanana erv quintal 09 e 0,14 Inflamação urinária/ pedra nos rins/ inflamção no útero/ inflamação na próstata 0,53
URTICACEAE
Cecropia glaziovi Snethl. torém, imbaúba arv mata 11 e 0,12 Inflamação em geral/ dor de barriga/a nticoagulante/ pedra nos rins 0,39
VERBENACEAE
Lippia alba (Mill.) N.E.Br. erva-cidreira sub quintal 36 n 0,18 Pressão alta/ diabetes 0,66
Lippia microphylla Cham alecrim erv quintal 63 n 0,08 Sinusite/ gripe/ febre/ catapora/ sarampo 0,73
VOCHYSIACEAE
Qualea parviflora Mart. pau-terra arv mata 17 n 0,02 Gastrite 0,19
ZINGIBERACEAE
Alpinia zerumbet B.L.Burtt & R.M.Sm. jardineira sub quintal 52 e 0,02 Gripe/ micose 0,26

As partes das plantas citadas para preparo dos remédios caseiros foram as folhas (40,49%), casca do caule (22,07%), fruto (14,87%), raiz (12,67%), látex (6,88%), flor e casca da raiz (3,02%). O uso significativo de folhas registrado provavelmente deve-se ao fato da disponibilidade das mesmas durante todo o ano. Outros trabalhos em comunidades rurais também relatam como parte mais usada das plantas com fins medicinais, as folhas (Neto et al., 2014; Rodrigues & Andrade, 2014; Baptistel et al., 2014).

Os modos de preparo mais citados foram a decocção (134), maceração (129), suco (39) e garrafada (34). Para decocção foi constatado o maior uso de folhas (75,37%), para maceração, casca ou entrecasca (37,20%), para o suco, o fruto, e para garrafada, a casca do caule. A decocção também foi o método mais empregado por populações em outras comunidades rurais (Neto et al., 2014; Rodrigues & Andrade, 2014; Baptistel et al., 2014; Cordeiro & Félix, 2014).

As espécies mais versáteis ou com maior IR foram: H. drasticus (IR = 2,00), Mentha x villosa L. (IR = 1,39) e M. citrifolia (IR = 1,19). A espécie H. drasticus é utilizada para problemas relacionados ao sistema digestório como gastrite, inflamações em órgãos do sistema reprodutor feminino e, no tratamento de tumores. Baldauf & Santos (2013), relatam que o látex dessa espécie é conhecido pelo seu potencial anti-inflamatório, o que torna sua coleta, para uso medicinal, frequente nas regiões de Cerrado. Mentha x villosa foi citada para o tratamento de diferentes doenças, principalmente aquelas relacionadas ao sistema respiratório e no tratamento contra parasitas intestinais.

Dentre os 18 sistemas corporais, aqueles que obtiveram maior FCI foram os relacionados à doenças do estômago, esôfago e duodeno e infecções virais caracterizadas por lesões na pele (ambas com FCI = 0,83), doenças do aparelho geniturinário (FCI= 0,78) e doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (FCI= 0,68). O resultado de destaque para doenças do aparelho geniturinário pode estar aliado ao fato do grande número de citações referentes ao sistema reprodutor feminino, como infecções, cólicas e câncer.

As espécies com maior VU foram Morinda citrifolia (VU = 0,66), Ximenia americana e Himatanthus drasticus (ambas com VU = 0,4) e Libidibia ferrea e Hancornia speciosa (ambas com VU = 0,3). Na comunidade estudada, as propriedades curativas atribuídas à M. citrifolia estão relacionadas, principalmente, ao tratamento de câncer. Estudos fitoquímicos e farmacológicos têm comprovado o efeito analgésico (Younos et al., 1990), anticancerígeno (Wang & Su, 2001; Wang et al., 2002; Jayaraman et al., 2008; Taskin et al., 2009), antiviral (Selvam et al., 2010), no sistema imunológico (Palu et al., 2008) e em pacientes com diabetes (Sabitha et al., 2009) desta espécie.

De maneira geral, observou-se que M. citrifolia e H. drasticus são espécies muito importantes no tratamento de enfermidades da comunidade rural estudada, pois foram as plantas que apresentaram o maior número de citações de uso pelos especialistas locais. M. citrifolia mesmo que tenha sido introduzida há pouco tempo na região, foi citada por mais da metade dos entrevistados (60%), o que demonstra haver consenso quanto ao seu uso. H. drasticus possui grande importância local na comunidade porque é utilizada no tratamento de diversas doenças, assim como M. citrifolia. Estudos sobre os efeitos e composição química de M. citrifolia (LV et al., 2011; Satwadhar et al., 2011; West et al., 2011) e H. drasticus (Lucetti et al., 2010; Sousa et al., 2010; França et al., 2011) têm sido cada vez mais frequentes e, relatos de seus usos são cruciais para contribuir com esses estudos.

As populações humanas que ainda vivem próximas à natureza são detentoras de uma gama de conhecimentos importantíssimos para o meio científico, sendo assim, o registro do mesmo é crucial para desvendar todos os recursos que ela nos oferece e assim utilizá-los da melhor maneira possível (Souza & Felfili, 2006; Santos et al., 2008; Gandolfo & Hanazaki, 2011).

Em suma, foi observado que os especialistas locais da comunidade rural estudada possuem um considerável repertório sobre plantas medicinais. Para melhor evidenciar a dinâmica de conhecimento local e suas implicações ecológicas e sociais, recomenda-se que novos estudos etnobotânicos sejam desenvolvidos no Estado.

AGRADECIMENTOS

Aos moradores do povoado São Benedito pela atenção e receptividade demonstradas, contribuindo com a realização desta pesquisa, em especial ao Sr. Raimundo pela ajuda nas coletas botânicas em campo.

REFERÊNCIAS

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Recebido: 16 de Janeiro de 2015; Aceito: 27 de Maio de 2015

*Autor para correspondência: jelemos@ib.usp.br

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