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Revista CEFAC

versión On-line ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC v.10 n.2 São Paulo  2008

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462008000200003 

LINGUAGEM
ARTIGO ORIGINAL

 

Relação entre Consciência Fonológica e os Níveis de Escrita de escolares da 1ª série do Ensino Fundamental de escola pública do Município de Porto Real – RJ

 

Relation between phonological awareness and the writing levels concerning first grade students of the Elementary Education in a public school of Porto Real Municipal District

 

 

Bruna EttoreI; Ana Soraya Campos MangueiraII; Bianca Deschamps Gonçalves DiasIII; Julianna Barroso TeixeiraIV; Kátia NemrV

IFonoaudióloga; Prefeitura Municipal de Porto Real; Prefeitura Municipal de Barra Mansa; Especialista em Linguagem
IIFonoaudióloga; Psicopedagoga; Consultório Ana Soraya; Especialista em Linguagem
IIIFonoaudióloga; Prefeitura Municipal de Vassouras; Especialista em Linguagem
IVFonoaudióloga; Hospital Estadual Teixeira Brandão; Especialista em Linguagem
VFonoaudióloga; Professora Concursada pela Universidade de São Paulo; Doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: comparar o nível de Consciência Fonológica com os níveis de escrita dos escolares de 1ª série do Ensino Fundamental da rede pública do Município de Porto Real.
MÉTODOS: foram avaliados 30 escolares de 1ª série, de ambos os sexos, idade entre sete e 11 anos, avaliados individualmente através da aplicação da prova de Consciência Fonológica (Capovilla&Capovilla) e de um autoditado de cinco gravuras.
RESULTADO: o grupo silábico-alfabético/ alfabético apresentou melhor desempenho em 6 provas do teste em relação ao grupo de nível pré-silábico/ silábico.
CONCLUSÃO: a partir dos resultados obtidos, concluiu-se que há relação significante entre as habilidades de Consciência Fonológica e os Níveis de Escrita dos escolares de 1ª série do Ensino Fundamental da rede pública do Município de Porto Real.

Descritores: Linguagem; Conscientização; Educação


ABSTRACT

PURPOSE: to compare the level of phonological awareness with the writing levels concerning first grade students of the elementary education of a public school of Porto Real Municipal District.
METHODS: thirty first grade students of both genders, between seven and eleven-year old, were assessed individually through a phonological awareness test (Capovilla and Capovilla) and through a writing test consisting of five pictures.
RESULTS: the syllabic-alphabetic/alphabetic group showed a better performance in six tasks of the test than the presyllabic/syllabic group.
CONCLUSION: from the achieved results the outcome is that, there is a significant relation between the abilities of phonological awareness and the writing levels of first grade students of the elementary education in a public school of Porto Real Municipal District.

Keywords: Language; Awareness; Education


 

 

INTRODUÇÃO

Os estudos sobre a importância da consciência fonológica começam a ser abordados na década de 70 e, desde então, têm-se mostrado fundamentais para a compreensão da aquisição da leitura e da escrita 1.

A consciência fonológica é a habilidade que o ser humano tem em refletir e manipular de forma consciente os sons que compõem as palavras que ouvimos e falamos 2. Essa habilidade é desenvolvida gradualmente, conforme a criança experimenta situações lúdicas – como cantigas de roda, jogos de rima e identificação de sons iniciais de palavras) e é instruída formalmente em atividades grafo-fonêmicas 3. Alguns pesquisadores que se dedicaram à investigação da consciência fonológica adotam a noção de níveis, reconhecendo que é um processo contínuo que se desenvolve na seguinte escala: nível de sílaba, nível das unidades intra-silábicas e nível de fonemas 4.

A escrita é uma das formas superiores de linguagem, pois requer a capacidade de conservar a idéia que tem em mente, ordenando-a numa determinada seqüência e relação 5. A criança, mesmo que pequena, sente a necessidade de escrever, de expressar seu pensamento, o que pode ser diferenciado das tentativas de desenhar 6. Atualmente, a criança é exposta à uma grande quantidade de estímulos gráficos, tanto visuais quanto auditivos. O contato com um adulto próximo, pai ou responsável, e a entrada cada vez mais cedo na escola permitem que seja despertado na criança o interesse por esta forma de linguagem 6. A criança, então, passa a diferenciar o desenho da forma escrita usual, passando por um processo dividido em quatro hipóteses de escrita 7.

A primeira hipótese é denominada de pré-silábica e consiste no período em que a criança registra suas idéias com traços, sem se preocupar com a correspondência sonora do que foi proposto, tendo uma escrita indiferente 7-9. Na segunda delas, denominada hipótese silábica, a criança tenta estabelecer relações entre o contexto sonoro e seu registro, utilizando uma letra para representar uma sílaba. Não quer dizer, no entanto, que a representação silábica contenha o valor sonoro convencional, a fonetização da escrita. Além disso, a criança percebe que para escrever coisas diferentes precisa usar letras diferentes 9. Neste período, a criança vai desenvolvendo a capacidade de ler palavras regulares, mas não tem habilidade suficiente para ler palavras irregulares ou desconhecidas. É nesta fase que a criança começa a fazer a relação da fala com a escrita, apoiando-se na oralidade.

Na terceira hipótese, a silábico-alfabética, é introduzida a noção de fonetização da escrita – período em que a criança descobre que a sílaba não é mais considerada como a menor unidade sonora e que ela pode ser segmentada em fonemas 10. Isso se deve ao fato da criança dominar um maior número de letras e ser capaz de fazer a correspondência grafema-fonema. Na quarta e última hipótese, a alfabética, a criança dá início a uma escrita mais regular, que é regida por princípios alfabéticos. A compreender que a representação gráfica corresponde a valores sonoros, o processo de escrita torna-se mais analítico e automático 7.

Uma das formas mais aprimoradas da comunicação humana é a escrita. Isso porque ela não é a transcrição direta e fiel do pensamento. A criança precisa dominar o código gráfico por completo, tanto no aspecto ortográfico quanto no domínio gramatical, não podendo se esquecer do contexto comunicativo. Alguns estudos têm demonstrado que há um longo caminho a percorrer até que a criança perceba que a escrita não representa diretamente os significados, mas sim os significantes verbais a eles associados 11.

A aquisição e o bom desenvolvimento da linguagem escrita requerem, entre outros fatores, a capacidade de consciência fonológica 12,13, podendo esta ser um pré-requisito, um facilitador ou uma conseqüência da aprendizagem da leitura e da escrita 14.

A pesquisa descrita a seguir tem como objetivo comparar o nível de consciência fonológica e de escrita dos escolares da 1ª série do Ensino Fundamental, da rede pública do Município de Porto Real, no Rio de Janeiro.

 

MÉTODOS

Foram avaliados trinta escolares da 1ª série do Ensino Fundamental da Escola Pública do Município de Porto Real. Devido aos critérios de exclusão (repetência, perda auditiva e distúrbios de linguagem), seis crianças entre nove e 11 anos, não puderam ser consideradas. Das 24 crianças restantes, nove eram do sexo masculino e 15 do sexo feminino, com idades variando entre sete e oito anos, sendo que 16 tinham sete anos. Cada criança foi avaliada individualmente, em um único encontro, de cerca de 30 minutos, variando de acordo com o ritmo de cada uma.

A avaliação e a coleta de dados foram feitas no período de 26 de outubro a 23 de novembro de 2005. Todos os indivíduos da amostra foram submetidos a duas etapas de avaliações.

No primeiro momento, foi aplicada a prova de consciência fonológica, de Capovilla e Capovilla 15, composta por dez sub-testes, cada um contendo quatro itens, apresentados a seguir: 1) síntese silábica, na qual a criança deve unir sílabas faladas pelo aplicador, dizendo que palavra resulta da união; 2) síntese fonêmica, na qual a criança deve unir os fonemas falados pelo aplicador; 3) rima, na qual se deve julgar, dentre três palavras, quais são as duas que terminam com o mesmo som; 4) aliteração, na qual deve-se julgar, também dentre três palavras, quais são as duas que começam com o mesmo som; 5) segmentação silábica, na qual deve-se separar uma palavra falada pelo aplicador nas suas sílabas componentes; 6) segmentação fonêmica, na qual deve-se separar uma palavra falada pelo aplicador nos seus fonemas componentes; 7) manipulação silábica, na qual a criança deve adicionar e subtrair sílabas de palavras dizendo qual foi formada; 8) manipulação fonêmica, na qual a criança deve adicionar ou subtrair fonemas de palavras dizendo qual foi formada; 9) transposição silábica, na qual deve-se inverter as sílabas das palavras dizendo qual a palavra formada; e 10) transposição fonêmica, na qual deve-se inverter os fonemas das palavras dizendo qual a palavra formada.

A aplicação de cada tarefa foi precedida por dois exemplos iniciais em que o examinado explicava à criança o que devia ser feito. As explicações e ordens dadas às crianças para a execução de cada tarefa seguiram estritamente as recomendações dos autores.

Na segunda etapa, foi aplicada a prova de verificação do nível de escrita (pré-silábica, silábica, silábica-alfabética e alfabética, segundo Emília Ferreiro) 16. Foram apresentadas cinco gravuras (ônibus, barco, telefone, caminhão e rádio) e cada criança deveria escrever o nome correspondente.

O projeto de pesquisa foi avaliado e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do CEFAC – Saúde e Educação, sob o nº 131/05, tendo sido considerada sem risco e com necessidade do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Os dados foram analisados do ponto de vista qualitativo e quantitativo, e apresentados em freqüência absoluta e relativa. A análise estatística foi realizada pelo teste não-paramétrico de Mann-Whitney, pois os aspectos de consciência fonológica (em %) não apresentaram distribuição normal (distribuição Gaussiana) devido à dispersão dos dados e a falta de simetria da distribuição. O critério de determinação de significância adotado foi o nível de 5%, ou seja, quando o valor de p do teste estatístico for menor ou igual a 0,05, então existe significância estatística.

 

RESULTADOS

Observa-se na Tabela 1 o perfil geral das 24 crianças da turma da 1ª série. Nove (37,5%) eram do sexo masculino e 15 (62,5%) do sexo feminino, variando entre sete e oito anos, sendo que 16 (66,7%) tinham sete anos. A Tabela 1 mostra também que os aspectos fonêmicos da Consciência Fonológica apresentaram um grau mais alto de dificuldade em relação aos aspectos silábicos.

 

 

Na amostra em estudo, a turma apresentou, em valores medianos, percentuais dos aspectos de síntese silábica, aliteração, segmentação silábica e manipulação silábica relativamente altos (100%), diferente dos aspectos de síntese fonêmica, segmentação fonêmica, manipulação fonêmica e transposição fonêmica, relativamente baixos (< 40%). Porém, os aspectos de rima e transposição silábica apresentaram percentuais relativamente moderados (70% a 90%).

Na Tabela 2, o nível de escrita foi subdividido em dois grupos: grupo 1, pré-silábico/silábico, com oito crianças (33,3%); grupo 2, silábico-alfabético e alfabético, com 16 crianças (66,7%). O grupo 2 apresentou, em seis aspectos da Consciência Fonológica, um desempenho significativamente maior que o grupo 1.

 

 

DISCUSSÃO

Através da análise dos resultados, foi observado que os aspectos fonêmicos (síntese, segmentação, manipulação e transposição fonêmica) da consciência fonológica apresentaram um grau mais alto de dificuldade em relação aos aspectos silábicos (síntese e segmentação silábica). Diante deste resultado, fica evidente que a consciência silábica é adquirida antes da consciência fonêmica. Isso se justifica pelo fato das sílabas serem unidades que requerem menor esforço analítico 12,17,18, uma vez que correspondem, grosseiramente, aos gestos articulatórios, enquanto que os segmentos fonéticos e fonêmicos requerem um alto grau de analiticidade 19. Estes dados foram analisados sem considerar o grau de escrita. De acordo com uma pesquisa realizada em 1999, aos seis anos de idade a criança já possui consciência da formação silábica, sendo esta habilidade independente da escolarização 17. A consciência fonológica obedece à uma hierarquia de complexidade, sendo a rima e a segmentação as tarefas menos complexas dessa escala 13.

Na análise da escrita versus consciência fonológica – que é a base do presente estudo –, foi necessária a divisão em dois subgrupos: o primeiro grupo é o pré-silábico/silábico; o segundo grupo, o silábico-alfabético/alfabético. Conforme comprova-do através dos resultados o grupo 2 apresentou em seis aspectos do teste de Consciência fonológica (rima, aliteração, síntese fonêmica, manipulação silábica, manipulação fonêmica e transposição silábica), um desempenho significativamente maior do que o grupo 1.

A grande maioria dos estudos relaciona o desenvolvimento das habilidades metafonológicas à aquisição da escrita. Aponta-se a importância da capacidade de análise da palavra falada e a configuração dos fonemas para o bom desenvolvimento da ortografia. Ou seja, a aptidão para separar a cadeia da fala em partes menores (os fonemas) e a capacidade para reconhecê-los, diferenciá-los e seqüenciá-los na ordem em que se apresentam é essencial para a aquisição da leitura e da escrita 16.

A habilidade para lidar com as palavras no sentido de segmentá-las em sílabas e fonemas tem sido apontada como um aspecto crucial para se entender a aquisição da escrita e suas dificuldades. Alguns níveis de consciência fonológica são desenvolvidos espontaneamente. Entretanto, os conhecimentos mais elaborados têm sido considerados como dependentes dos próprios avanços que a criança realiza em termos da alfabetização 10.

Estudos das últimas décadas apresentam concepções divergentes sobre esta relação. Alguns afirmam que a consciência fonológica proporciona a aquisição da escrita 20-22 – como em pesquisa realizada nos Estados Unidos, em 2005. Ela mostra, que crianças que compreendem que os sons da língua representam as letras usadas na leitura e na escrita aprendem a ler mais facilmente do que aquelas que não compreendem 23. A consciência fonológica, considerada um fator crítico na constituição de bons e maus leitores, conjugada ao método de alfabetização e ao tipo de ortografia, exerce múltiplas influências no processo de aquisição da escrita 24.

Outros apontam que, ao adquirir o código escrito, desenvolvem a consciência fonológica. A instrução formal no sistema alfabético é muito importante para o desenvolvimento de alguns níveis de consciência fonológica considerados mais complexos, como é o caso da análise e síntese fonêmica, transposição fonêmica 25-28. A alfabetização influencia os níveis mais altos do processamento da fala, ou seja, as capacidades metafonológicas que levam o indivíduo a reconhecer e manipular os segmentos da fala só se desenvolvem pelo aprendizado efetivo da leitura em sistema alfabético 29. Trabalhos recentes argumentam que, embora algum nível de desenvolvimento metalingüístico (conhecimento implícito) seja necessário para que se aprenda a ler e a escrever, é a experiência formal da alfabetização promovida pela escola que vai permitir o desenvolvimento verdadeiramente metalingüístico (conhecimento explícito) 30,31.

 

 

 

 

A segmentação fonêmica depende da aquisição da leitura e de quanto a criança foi estimulada na associação grafema-fonema. A transposição fonêmica requer um bom domínio do código gráfico, já que inverter a posição das letras nas palavras pode mudar o fonema que elas representam. A criança deve aplicar, então, as regras fonotáticas da língua para encontrar a nova palavra formada. Estas duas tarefas estão entre as mais difíceis para as crianças em fase inicial de alfabetização 32.

Pesquisas atuais, no entanto, afirmam que a consciência fonológica e a aquisição da escrita se misturam de forma mutua 20-22,33-36, como mostra um estudo realizado em 2005, que indica uma relação de reciprocidade. Ou seja, assim como as habilidades metalingüísticas são importantes para a aquisição e o desenvolvimento da leitura e da escrita, o ensino destas últimas favorece o desenvolvimento da consciência fonológica 3. Dessa forma, embora não se possa negar que a própria situação de ensino/aprendizagem da linguagem escrita leva os aprendizes a focarem sua atenção no aspecto sonoro e segmental da linguagem oral, principalmente no que se refere à identificação e manipulação dos fonemas, é possível supor também que o nível de consciência fonológica adquirido anteriormente a esse processo de instrução formal, sobretudo no que se refere às sílabas e outras unidades supra-segmentares, pode desempenhar um papel facilitador para o processo de alfabetização 37.

Outra pesquisa, realizada em 2004, mostrou que crianças nas fases pré-silábica apresentavam baixo grau de consciência fonológica, enquanto que crianças dos níveis silábico e silábico-alfabético tiveram melhor desempenho nas provas, e as alfabéticas demonstraram domínio na execução das mesmas. Esta pesquisa permitiu concluir que o maior grau de consciência fonológica ocorreu nas crianças alfabetizadas e que a consciência fonológica é uma habilidade de suma importância na aquisição do letramento, não ocorrendo unicamente, nem isoladamente, mas sim interligada às outras habilidades e evoluindo com o processo de aprendizagem 1. Os resultados da presente pesquisa mostram exatamente esta relação da consciência fonológica com os níveis de escrita, onde o grupo 2 (silábico-alfabético/alfabético) saiu-se melhor em seis aspectos do teste.

A estimulação da consciência fonológica facilita o processo de aquisição da linguagem escrita. É, porém, uma habilidade que se desenvolve concomitantemente ao processo de alfabetização 38.

Autores mostram também que tanto a idade quanto a escolaridade influenciam no desenvolvimento da consciência fonológica, ou seja, os dois fatores contribuem para o desenvolvimento de competências metafonológicas 26,39. No entanto, o efeito da escolaridade foi maior que o da idade, o que reforça a noção de que a instrução de leitura é um fator essencial para o desenvolvimento completo da consciência fonológica 39.

O processo de aprendizagem não é o mesmo para todas as crianças e o fracasso ou sucesso relaciona-se com fatores individuais, os quais por sua vez, dependem das influências ambientais ou socioeconômicas e culturais. Mas esta aprendizagem não depende, simplesmente, de habilidades individuais. Ela está submetida também, e em alto grau, a condições sociais e educacionais, que podem, se não forem suficientemente favoráveis e apropriadas, torná-la analfabeta ou oferecer-lhe um domínio muito precário da língua escrita 40,41.

 

CONCLUSÃO

Concluiu-se, portanto, que existe relação entre consciência fonológica e os níveis de escrita dos escolares da 1ª série do Ensino Fundamental da rede pública do Município de Porto Real. Ou seja, crianças com nível de escrita mais alto (silábico-alfabético/alfabético) apresentaram melhor desempenho nos testes de consciência fonológica.

 

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Recebido em: 06/07/2007
Aceito em: 14/02/2008