SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.11 issue1Vocal sympton and its probable cause: data colleting in a populationSinging voice and the constitution of mother/baby relationship author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Revista CEFAC

Print version ISSN 1516-1846On-line version ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.11 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462009000100016 

ARTIGO ORIGINAL
VOZ

 

Frequência fundamental da voz de crianças

 

Fundamental frequency of children's voice

 

 

Júnia Novaes BragaI; Domingos Sávio Ferreira de OliveiraII; Tania Maria Marinho SampaioIII

IFonoaudióloga; Clínica Cliserv, Belo Horizonte, MG; Mestre em Fonoaudiologia pela Universidade Veiga de Almeida
IIFonoaudiólogo; Diretor-Presidente Clínica da Voz, Niterói, RJ; Professor Adjunto da Universidade Veiga de Almeida, UVA, Rio de Janeiro, RJ e da Universidade do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ; Doutor em Lingüística/Fonética Experimental pela Universidade Federal Fluminense
IIIFilósofa; Professora Adjunto da Universidade Veiga de Almeida, UVA, Rio de Janeiro, RJ; Doutora em Filosofia pela Universidade Federal Fluminense

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: determinar a frequência fundamental (Fo) da voz de 50 meninos e 50 meninas, nascidos e residentes em Belo Horizonte na faixa etária de seis a oito anos.
MÉTODOS: foram selecionadas crianças de ambos os sexos da cidade de Belo Horizonte. O protocolo de gravação das vozes foi realizado a partir da digitalização da vogal sustentada [
ε] em tom e intensidade adequada, com duração de três segundos, e em ambiente silencioso. Utilizou-se o programa de Análise de Voz Voxmetria®.
RESULTADOS: os achados mostraram a média total da frequência fundamental em 249,71 Hz, a diminuição significante nos valores de F0 com o aumento da idade nos dois sexos, e diferenças significantes de F0 entre os sexos comparando os sexos e as idades das crianças.
CONCLUSÃO: a frequência fundamental da voz de crianças na faixa etária estudada apresentou média de 249,71 Hz.

Descritores: Criança; Laringe; Qualidade da Voz; Acústica da Fala


ABSTRACT

PURPOSE: to determine the fundamental frequency (Fo) for the voice of 50 boys and 50 girls born and living in Belo Horizonte, whose ages range from 6 to 8 years.
METHODS: both genders were chosen from Belo Horizonte city. The process of voice recording was done by using digital sustained vowel [
ε] within proper tone and intensity, lasting three seconds, in a silent surrounding. We used Voice Analysis Voxmetria® software, best indicated to extract fundamental frequency (F0), main objective of this research.
RESULTS: the findings showed the average of fundamental frequency being equal to 249.71 Hz, a meaningful decrease in Fo values as the age increases in both genders, and greater differences in F0 between genders.
CONCLUSION: the average fundamental frequency of children's voice between 6 to 8-year-old is 249.71 Hz.

Keywords: Child; Larynx; Voice Quality; Speech Acoustics


 

 

INTRODUÇÃO

A voz é uma das formas de comunicação com o exterior, sendo exclusiva dos seres humanos. Possui características próprias que variam de acordo com o sexo, pessoa e faixa etária, além de refletir o estado e o comportamento laríngeo, caracterizando o que se chama de qualidade vocal 1-4.

Pouco se conhece a respeito da produção da voz na infância, etapa esta em que inúmeras transformações ocorrem na laringe de ordem anatômica, morfológica e histológica. Este órgão sofre diversas modificações principalmente nos primeiros anos de vida. Por isso torna-se instigante e desafiador analisar a voz da criança, a cada ano de vida, pois este corresponde a diversas fases de desenvolvimento 1,4-7.

Para aprofundamento dos estudos da voz, faz-se necessário o entendimento da fisiologia e da acústica fonatória normais e, para descrever as características de uma voz, vários procedimentos são utilizados, como as avaliações perceptivo-auditiva e acústica. A avaliação perceptivo-auditiva é subjetiva, considerada soberana e muito utilizada na prática clínica 3,4,8-10. A avaliação acústica não é uma realidade na clínica fonoaudiológica, mas vem contribuindo bastante para a determinação de parâmetros de normalidade por ser uma avaliação objetiva, que possibilita o armazenamento de dados para posteriores comparações 3,11-14.

Dentre os vários parâmetros vocais acústicos que podem ser obtidos através de programas ou equipamentos específicos, a frequência fundamental (Fo) se destaca como um dos mais importantes. Corresponde ao número de ciclos que as pregas vocais fazem em um segundo, e sua extração tem se mostrado o parâmetro mais resistente aos diversos sistemas de análise acústica. Os fatores de determinação da frequência fundamental e sua variação em extensão vocal são representados pelo comprimento natural das pregas vocais, pelo alongamento, pela massa em vibração e pela tensão envolvida 11,15-18. A análise dos parâmetros vocais de frequência fundamental é de grande importância para o estudo do desenvolvimento da voz em função da idade 4,11,15,16.

O conhecimento da voz na infância ainda é escasso. Com a utilização do laboratório de voz na extração da frequência fundamental das crianças com vozes normais pode-se estabelecer um padrão de voz específico à criança, o que auxiliaria na normatização de um modelo de comportamento vocal adequado à infância 15-17,19.

O objetivo do presente trabalho foi determinar a frequência fundamental (F0) da voz de 50 meninos e 50 meninas nascidos e residentes em Belo Horizonte, na faixa etária de seis a oito anos.

 

MÉTODOS

Participaram deste estudo 100 crianças, 50 meninos e 50 meninas com idade variando de seis a oito anos, estudantes do ensino fundamental da Escola Estadual Presidente Antônio Carlos, localizada na região sul, nascidos e residentes na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Da amostra inicial de 150 crianças foram excluídas 50, sendo 30 por apresentarem um ou mais dos critérios de exclusão durante a avaliação (Figura 1) e 20 pela disfonia em grau moderado, segundo a escala RASAT. As crianças que apresentaram grau leve de rouquidão e soprosidade foram incluídas por se considerar tais características comuns em crianças 7,10,13.

 

 

O procedimento consistiu na gravação do nome do participante, idade, vogal sustentada [ε] três vezes consecutivas, com uma pequena pausa entre elas. Em seguida, foi gravada a fala encadeada a partir da contagem dos números de zero a dez. Orientou-se que as crianças emitissem os referidos sons em frequência, intensidade e qualidade vocal mais natural e confortável possível.

As amostras vocais foram capturadas utilizando o programa Voxmetria, microfone unidirecional da marca Shure SM 58, fixado a um tripé ajustado à altura da criança, formando um ângulo de aproximadamente 45 graus e com 5 cm de distância da boca. As gravações das amostras vocais foram capturadas diretamente no computador em ambiente silente. Com o material obtido foram realizadas duas análises: perceptivo-auditiva e acústica.

A análise perceptivo-auditiva foi realizada por 3 fonoaudiólogas experientes utilizando a escala RASAT, com consenso entre os juízes. Para a análise acústica foi utilizada emissão vocal de três segundos, eliminando-se o início e o fim da emissão, devido às instabilidades inerentes a estes períodos.

Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Veiga de Almeida sob o número resolução 96/08.

A análise descritiva para a frequência fundamental foi realizada por meio de medidas de tendência central (média e mediana) e de variabilidade (desvio padrão, valores mínimo e máximo). Esses resultados são apresentados para a amostra total, para cada sexo, para cada idade (6, 7 ou 8 anos) e também para as interações entre o sexo e a idade. A comparação dos grupos é feita graficamente através de boxplots.

A normalidade da distribuição da frequência fundamental foi verificada através do teste de Shapiro-Wilk com um nível de significância de 5%. Como não se observou uma distribuição normal na frequência fundamental, utilizou-se o intervalo de confiança pelo método dos percentis. O intervalo pelo método de Gauss é apresentado apenas para uma possível comparação com outros resultados descritos na literatura. Para verificar se existe diferença entre as observações nos grupos com 6, 7 ou 8 anos de idade, em cada sexo, foi utilizado o teste não-paramétrico de Kruskal Wallis.

 

RESULTADOS

A Tabela 1 apresenta as estatísticas descritivas para a frequência fundamental (Hz) para a amostra total, e de acordo com o sexo e a idade das crianças avaliadas.

 

 

Realizou-se comparação de F0 por sexo, feita através do teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis (Tabela 2). Em ambos os sexos, o resultado foi significante (valor p<0,05) e assim observou-se que há diferença significante na frequência fundamental aos seis, sete ou oito anos de idade, com um nível de significância de 5%.

 

 

Ao se comparar F0 entre as idades estudadas, através do teste não-paramétrico de Mann-Whitney, observou-se diferenças consideradas significantes na frequência fundamental aos seis, sete ou oito anos de idade, quando comparadas duas a duas em cada sexo, com um nível de significância de 5% (Tabela 3).

 

 

Comparando ainda Fo entre meninos e meninas, independente da idade, observou-se que há diferenças significantes (p=0,000) entre os resultados, com um nível de significância de 5%.

Os resultados dos intervalos obtidos por cada um dos dois métodos para determinação de limites de normalidade são apresentados nas Tabelas 4 e 5. Qualquer generalização desses resultados deve ser feita com cuidado, pois há um pequeno número de indivíduos para se determinar uma faixa de normalidade para a população.

 

 

 

 

DISCUSSÃO

A análise acústica trata-se de um método não invasivo que propõe a avaliar vozes normais e disfônicas. Porém, seus resultados ainda não podem ser generalizados devido à falta de normatização das medidas 2,5,13-15. Dentre os estudos realizados, na tentativa de estabelecer a normatização de medidas acústicas para vozes infantis, podem-se destacar alguns 9,15,19-21.

No presente estudo, a média da frequência fundamental de 249,71 Hz das 100 crianças dos sexos feminino e masculino de 6 a 8 anos de Belo Horizonte, coincide com os dados disponíveis na literatura estudada. Num estudo realizado em 1997 com crianças de ambos os sexos, de seis a 10 anos, a média da F0 encontrada foi de 250,05 Hz 21. Outros autores encontraram o valor de referência de normalidade acima de 250 Hz 12,15. Em uma pesquisa 10 verificou média de F0 igual a 237 Hz, sendo o valor inferior a esta pesquisa e àqueles relatados anteriormente.

A faixa etária analisada no trabalho foi escolhida para que não houvesse qualquer interferência nos parâmetros vocais causados pela muda vocal e por representar um período que não há diferença significante na laringe da criança entre os sexos 1,6,7,13.

A frequência fundamental é uma das medidas mais importantes da análise acústica e tem relação direta com o comprimento, tensão, rigidez e massa das pregas vocais e estas com a pressão subglótica 2,4,16,17. Neste estudo, as médias da frequência fundamental encontradas nas faixas etárias de seis, sete e oito anos foram de 263,65 Hz, 250,55 Hz e 235,77 Hz respectivamente, percebendo uma diminuição significativa nos valores. Este achado está de acordo com a literatura, pois a maioria dos autores concorda que quanto maior a idade, menor o valor na média da frequência fundamental para ambos os sexos (Figura 2), pois à medida que a criança cresce as estruturas do trato vocal também crescem e, consequentemente, as pregas vocais aumentam seu comprimento e massa, diminuindo a frequência fundamental 1,10,21,22. Essa diminuição da F0 é bem perceptível se observar as extremidades das faixas-etárias de oito anos e de seis anos 5,17,21,22 (Tabela 1). As justificativas mais relatadas para a diminuição da F0 são as mudanças anatômicas e fisiológicas nas próprias estruturas laríngeas, decorrente do desenvolvimento normal, e a maturação do sistema nervoso, possibilitando maior controle laríngeo. Este fato justifica em parte as observações deste estudo.

 

 

Algo que chama atenção é a comparação das médias de F0 em ambos os sexos de acordo com a idade e entre os sexos independente da idade (Figuras 3 e 4). Neste estudo, observa-se diferença gradativa com queda da frequência fundamental aos seis, sete e oito anos nos dois sexos, e diferenças significantes de F0 comparando um com outro. Encontra-se na literatura consultada apenas um estudo 23 concordando com a significância quanto à idade e ao sexo.

 

 

 

 

A média da frequência fundamental das crianças do sexo masculino encontrada 10 foi superior aos valores da média da frequência fundamental das crianças de sexo feminino, concordando com os achados: nesse estudo citado anteriormente o valor encontrado da média de frequência fundamental foi de 241,96 Hz no sexo masculino e de 233,04 Hz no feminino, apresentando uma diferença de 8,92 Hz no valor da média de F0. Outros autores não compartilham deste achado, pois não encontraram diferenças significantes da média da frequência fundamental entre meninos e meninas 22.

A Figura 4 é uma amostra comparativa da frequência fundamental de acordo com a idade e com o sexo. Os resultados revelam diferenças bastante significantes quando confrontados o sexo e a idade juntos. Observa-se, por exemplo, que o menino apresenta uma frequência fundamental mais elevada se comparada à menina. A queda em ambos é esperada, regular e equidistante, sendo um pouco mais evidente no menino na idade de seis a oito anos (Tabela 1). Discordando dos achados 22 não foram encontradas diferenças significativas de F0 entre os sexos ou comparando os sexos e as idades das crianças estudadas.

Numa proposta de investigar características acústicas da voz na criança quase pré-adolescente em relação ao sexo e à idade 23 revelaram que as diferenças de frequência fundamental entre crianças do sexo masculino e feminino surgem na idade de 7 anos, e essa frequência fundamental diminui significantemente apenas nas crianças do sexo masculino, entre a idade de cinco a 10 anos. Neste estudo observa-se esta diminuição em ambos os sexos. Estes achados são curiosos ao comparar à literatura, pois se sabe que o desenvolvimento anatômico da laringe na infância é semelhante até a pré-adolescência, o que influencia a qualidade da voz. Em geral, não há diferenças significativas entre as vozes de meninos e meninas, isto é, não se percebe diferenças de tonalidade 9,13,17,22.

De acordo com a literatura, isso ocorre porque até a puberdade a laringe apresenta as mesmas dimensões tanto no menino quanto na menina 1,4,13. Por isso nessa faixa etária nem sempre é possível diferenciar o sexo de uma criança ouvindo apenas a voz, sobretudo em relação aos meninos. A diferença só será marcante e bem definida a partir da puberdade.

No estudo realizado, encontrou-se valores distintos de F0 nos dois sexos. Este achado pode ser explicado com base em fatos orgânicos, devido ao ritmo diferente de amadurecimento sexual para meninos e meninas ou comportamentais, pois meninos utilizam atividades lúdicas e desportivas bastante energéticas que geram hipertensão cervical provocando, como consequência, contração muscular excessiva dos músculos da fonação. Esta contração influencia a qualidade vocal caracterizando a voz com um pitch mais agudo.

Não se encontram na literatura estudos que expliquem o fato da F0 ser mais elevada no menino. Considerando que a amostra deste estudo é pequena, este fato requer, naturalmente, maiores investigações. A velocidade com que as mudanças orgânicas e fisiológicas ocorrem nas crianças suscita novos conhecimentos e pesquisas sobre o desenvolvimento da voz infantil, pois as mudanças que influenciarão a voz e o crescimento da laringe ocorrem de modo desigual e desordenado, sobretudo no menino, acarretando características vocais bastante específicas, influenciando a frequência fundamental. Assim, este estudo revela achados interessantes que instiga a continuar pesquisando o universo infantil.

A amostra pesquisada é uma contribuição efetiva para a determinação da frequência fundamental da criança brasileira, em especial, de Belo Horizonte e este estudo é um estímulo para novas pesquisas e para maior entendimento da voz na infância, embora essa amostra seja referente a 100 crianças na faixa etária de seis a oito anos.

 

CONCLUSÃO

A média da frequência fundamental das 100 crianças dos sexos feminino e masculino de seis a oito anos nascidas e residentes em Belo Horizonte é de 249,71 Hz, e esta diminui significantemente à medida em que aumenta a idade.

No sexo masculino, aos seis anos, a média da frequência fundamental apresenta valor em Hz superior à média encontrada para meninas, e diminui significantemente nas idades de sete e oito anos. No sexo feminino, observou-se a queda da média da F0, porém, menos significante se comparada ao menino.

Os resultados deste estudo reúnem dados relevantes para trabalhar a voz infantil de maneira mais profunda e segura, contribuindo para a padronização da frequência fundamental desta população.

 

REFERÊNCIAS

1. Lima LRS, Campelo VES, Nita LM, Imamura R, Tsuji DH, Sennes LU. Peculiaridades da laringe infantil. Vox Brasilis. 2005; 11(13):12-4.         [ Links ]

2. Melo ECM, Lemos M, Ximenes JA, Sennes LU, Saldiva PHN, Tsuji DH. Distribution of collagen in the lamina propria of the human vocal fold. Laryngoscope. 2003; 113(12):2187-91.         [ Links ]

3. Bele IV. Reliability in perceptual analysis of voice quality. J Voice. 2005; 19(4):555-73.         [ Links ]

4. Hirano S, Bless DM, del Rio AM, Connor NP, Ford CN. Therapeutic potential of growth factors for aging voice. Laryngoscope. 2004; 114(12):2161-7.         [ Links ]

5. Ximenes Filho JA, Melo ECM, Carneiro CG, Tsuji DH, Sennes LU. Correlação entre a altura e as dimensões das pregas vocais. Rev Bras Otorrinolaringol. 2003; 69(3):371-4.         [ Links ]

6. Santos MAO, Moura JMP, Duprat AC, Costa HO, Azevedo BB. A interferência da muda vocal nas lesões estruturais das pregas vocais. Rev Bras Otorrinolaringol. 2007; 73(2):226-30.         [ Links ]

7. Martins RHG, Trindade SHK. A criança disfônica: diagnóstico, tratamento e evolução clínica. Rev Bras Otorrinolaringol. 2003; 69(6):801-6.         [ Links ]

8. Pinho S, Pontes P. Escala de avaliação perceptiva da fonte glótica: RASAT. Vox Brasilis. 2002; 8(3):11-3.         [ Links ]

9. Sader RM, Hanayama EM. Considerações teóricas sobre a abordagem acústica da voz infantil. Rev CEFAC. 2004; 6(3):312-8.         [ Links ]

10. Vanzella TH. Normatização dos parâmetros acústicos vocais em crianças em idade Escolar. [dissertação] Ribeirão Preto (SP): Universidade de São Paulo; 2006.         [ Links ]

11. Araújo SA, Grellet M, Pereira JC. Normatização de medidas acústicas da voz normal. Rev Bras Otorrinolaringol. 2002; 68(4):540-4.         [ Links ]

12. Honorof DN, Whalen DH. Perception of pitch location within a speaker's F0 range. J Acoust Soc Am. 2005; 117(4 Pt1):2193-200.         [ Links ]

13. Freitas MR, Weckx LLM, Pontes PA. Disfonia na infância. Rev Bras Otorrinolaringol. 2000; 66(3):257-64.         [ Links ]

14. Nemr K, Amar A, Abrahão M, Leite GCA, Kohler J, Santos A, Correa LAC. Análise comparativa entre avaliação fonoaudiológica perceptivo-auditiva, análise acústica e laringoscopias indiretas para avaliação vocal em população com queixa vocal. Rev Bras Otorrinolaringol. 2005; 71(1):13-7.         [ Links ]

15. Jotz GP, Cervantes O, Settani FAP, Angelis EC. Acoustic measures for the detection of hoarseness in children. Arq Int Otorrinolaringol. 2006; 10(1):14-20.         [ Links ]

16. Dejonckere PH, Wieneke GH, Bloemenkamp D, Lebacq J. F0: perturbation and FO/ loudness dynamics in voices of normal children, with and without education in singing. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 1996; 35(2):107-15.         [ Links ]

17. Marinho JS, Borges AN, Ramos SM, Silvestre KR. Frequência fundamental de crianças de 5-6 anos antes e depois do intervalo escolar. Estudos Vida e Saúde. 2003; 30(7):1763-78.         [ Links ]

18. McAllister A, Sederholm E, Sundberg J. Perceptual and acoustic analysis of vocal registers in 10-year-old children. Logoped Phoniatr Vocol. 2000; 25(2):63-71.         [ Links ]

19. Campisi P, Tewfik TL, Manoukian J, Schloss MD, Pelland-Blais E, Sadeghi N. Computer-assisted voice analysis: establishing a pediatric database. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 2002; 128(2):156-60.         [ Links ]

20. Hufnagle J. Acoustic analysis of fundamental frequencies of voices of children with and without vocal nodules. Percept Mot Skills. 1982; 55(2):427-32.         [ Links ]

21. Steffen N, Moschetti MB, Wolff C, Dossin L, Oussale M, Keil DT. Frequência fundamental de 131 crianças de 06 a 10 anos estudantes de Porto Alegre relacionada com idade, peso, estatura física e superfície corporal. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 1997; 1:22-8.         [ Links ]

22. Navas DM. Análise computadorizada de freqüência fundamental e suas variaçöes em altura (jitter) e intensidade (shimmer) de vozes de crianças da cidade de Säo Paulo. Pró-Fono. 1989; 1(1):17-22.         [ Links ]

23. Fairbanks G. An acoustical comparison of vocal pitch in seven- and eight-year-old children. Child Dev. 1950; 21(2):121-9.         [ Links ]

24. Hasek CS, Singh S, Murry T. Acoustic attributes of preadolescent voices. J Acoust Soc Am. 1980; 68(5):1262-5.         [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Junia Novaes Braga
Rua Correias, 365 ap. 600
Belo Horizonte – MG – CEP: 30315-340
E-mail: jbraga@terra.com.br

Recebido em: 15/03/2008
Aceito em: 03/11/2008

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License