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Revista CEFAC

On-line version ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.13 no.3 São Paulo May/June 2011  Epub June 25, 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462010005000066 

Relação entre gravidade do desvio fonológico e fatores familiares

 

Relationship among severity of phonological disorders and familial factors

 

 

Karina Carlesso PagliarinI; Ana Rita BrancalioniII; Márcia Keske-SoaresIII; Ana Paula Ramos de SouzaIV

IFonoaudióloga; Professora do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS; Mestre em Distúrbios da Comunicação Humana
IIFonoaudióloga; Bolsista CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior); Mestranda em Distúrbios da Comunicação Humana na Universidade Federal de Santa Maria
IIIFonoaudióloga; Professora do Curso de Fonoaudiologia e do Mestrado em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS; Doutora em Lingüística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
IVFonoaudióloga; Professora do Curso de Fonoaudiologia e do Mestrado em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS; Doutora em Linguística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: analisar a relação entre os fatores familiares e as diferentes gravidades.
MÉTODOS: foram analisadas entrevistas iniciais, realizadas com base em um protocolo padronizado que incluía questões referentes à história gestacional, a antecedentes patológicos familiares e ao relacionamento familiar de 152 crianças com desvio fonológico, com idades entre 4:0 a 8:0 anos. Os fatores familiares investigados foram: gravidez não planejada; dependência (de um dos pais e/ou ambos) de álcool e/ou drogas; distúrbios de fala, linguagem, e/ou audição apresentados por pais e/ou familiares de primeiro grau; distúrbios psicológicos apresentados pelos pais; pais separados; pai ausente e perda de parentes próximos. Em seguida, a gravidade do desvio fonológico foi calculada segundo o Percentual de Consoantes Corretas-Revisado e, classificada em quatro grupos: desvio leve (n=49), leve-moderado (n=67), moderado-grave (n=24), grave (n=12). Por fim, os dados foram tabulados e submetidos a tratamento estatístico, utilizando o teste Exato de Fisher, considerando-se p<0,05.
RESULTADOS: verificou-se um predomínio do grupo com grau moderado-grave para os aspectos gravidez não planejada, dependência de álcool e/ou drogas, e presença de distúrbios de fala, linguagem e/ou audição em familiares, pais separados, pais ausentes e perda de parentes. Contudo essa diferença não foi estatisticamente significante. Para o aspecto distúrbios psicológicos, houve predomínio para o grupo de grau leve com diferença estatisticamente significante.
CONCLUSÃO: os aspectos familiares estudados parecem não ter relação direta com a gravidade do desvio fonológico, com exceção de distúrbios psicológicos. Contudo, a investigação de aspectos familiares em crianças com desvio fonológico não deixa de ser importante para conduzir melhor o tratamento.

Descritores: Crianças; Fala; Distúrbios da fala; Relações Familiares


ABSTRACT

PURPOSE: to analyze the relationship among the familial factors and the different severities of phonological disorder.
METHODS: we analyzed initial interviews that were carried out through standardized protocol that included questions regarding pregnancy history, family pathological history and family relationship of 152 children with phonological disorder, ages 4:0 to 8:0-year old. The familial factors investigated were: unplanned pregnancy; dependency (one of the parents and/or both) on alcohol and/or drugs; speech, language and hearing disorders (shown by the parents and/or first-degree relatives); psychological disorders (shown by the parents); separated parents; father absence and loss of close relatives. Then, the severity of phonological disorder was calculated according to the Percentage of Correct Consonants and classified in four groups: mild (n=49), mild-moderate (n=67), moderate-severe (n= 24), severe (n=12). Finally, data were tabulated and submitted to statistical treatment using the Fisher Exact Test, considering p <0.05.
RESULTS: we verified predominance of the group with moderate-severe disorder as for the aspects of unplanned pregnancy, dependency on alcohol and/or drugs, speech language and/or hearing disorders in relatives, separated parents, absent parents and loss of relatives. However, this difference was not statistically significant. For the psychological disorders aspect, there was a predominance of the mild group with a statistically significant difference.
CONCLUSION: the familial aspects studied seem not to have direct relationship with the severity of phonological disorder, except for the psychological disorders. However, the investigation of familial aspects in children with phonological disorder is important to better conduct the treatment.

Keywords: Children; Speech; Speech Disorders; Family Relations


 

 

INTRODUÇÃO

A partir da idade de 4 anos a maioria das crianças possui seu sistema fonológico completo, porém, há algumas crianças que apresentam alterações de fala que persistem além dessa idade, isto é, têm dificuldades em organizar o sistema de sons de sua língua. Tais crianças não apresentam fatores orgânicos identificáveis (deficiência auditiva e anormalidades anatômicas e funcionais) que possam interferir em sua fala, o que caracteriza o desvio fonológico 1.

Na prática clínica, observa-se que a inteligibilidade de fala e a gravidade do desvio fonológico não comprometem da mesma maneira todas as crianças. Assim, tanto a gravidade como a inteligibilidade de fala apresentam-se em graus variados nos desvios fonológicos 2-7.

Uma forma bastante citada na literatura para classificar a gravidade do desvio fonológico é o Percentual de Consoantes Corretas - PCC 8, medida que expressa a porcentagem de sons consonantais produzidos corretamente numa amostra de fala espontânea. O índice do PCC é obtido pela divisão do número de consoantes produzidas corretamente pelo número total de consoantes produzidas na amostra, multiplicado por cem. A partir desse cálculo, o desvio fonológico pode ser classificado em quatro graus de gravidade: leve (85 a 100%); leve-moderado (65 a 85%); moderado-grave (50 a 65%) e grave (<50%). Outras maneiras de se calcular a gravidade são descritas na literatura3,9, porém a mais utilizada em pesquisas nacionais e internacionais é o PCC.

A etiologia do desvio fonológico é desconhecida, embora haja diversos trabalhos apresentando possíveis fatores influentes, tais como: sexo, idade10, otites, alterações respiratórias11,12 e, principalmente, o núcleo familiar13-19.

Além disso, fatores psicossociais, como baixo nível educacional dos pais, distúrbios psiquiátricos, paternidade precoce, famílias incompletas ou com graves problemas de relacionamento, são apontados como fatores de risco para problemas no desenvolvimento da linguagem e da fala20. Ainda, resultados de um estudo21 sugerem haver uma base familial nos desvios fonológicos graves.

Considerando tais estudos e a importância de investigar os aspectos familiares em crianças com desvio fonológico para conduzir melhor o tratamento, este trabalho teve como objetivo analisar a relação entre os fatores familiares e as diferentes gravidades do desvio fonológico.

 

MÉTODOS

Esta pesquisa é de caráter transversal, exploratória e do tipo quantitativa. Foram analisadas as entrevistas iniciais de 152 crianças com desvio fonológico que faziam parte do banco de dados de um projeto de pesquisa. Os sujeitos eram de ambos os sexos, com idades entre 4:0 e 8:0 anos, e não haviam recebido tratamento fonoaudiológico anterior.

As entrevistas iniciais analisadas haviam sido realizadas com os responsáveis pelas crianças, por meio de protocolo específico, que compreende questões referentes à: história gestacional (gravidez, parto, condições do recém-nascido); alimentação; desenvolvimento psicomotor; má formação esquelética ou problema no desenvolvimento da dentição; qualidade do sono; controle de esfíncteres; desenvolvimento da linguagem; sexualidade (p.e. se a criança já demonstrou curiosidade sexual) escolaridade; características pessoais da criança (p.e. extrovertido, tímido), e atividades diárias; antecedentes fisiopatológicos (p.e. sarampo, rubéola, varíola); antecedentes patológicos familiares (doenças infecto-contagiosas da mãe durante a gravidez, transtornos emocionais, transtornos neurológicos, problemas de vias aéreas superiores, dificuldades de aprendizagem, trocas na fala, gagueira, demora para início da fala, alcoolismo, uso de drogas, fumo e consanguinidade) e, por fim, relacionamento familiar. O protocolo, em anexo, é composto por respostas abertas e fechadas.

Após a realização da anamnese, as crianças foram submetidas a uma série de avaliações para confirmar o diagnóstico de desvio fonológico. Foram avaliados os seguintes aspectos: linguagem (por meio de narração e conversa espontânea, utilizando uma sequência lógica de cinco fatos sobre o tema "aniversário"), fonológica, exame articulatório, sistema estomatognático, discriminação auditiva e vocabulário. Também foram realizados exames complementares (otorrinolaringológico, audiológico e neurológico).

Os dados da fala foram obtidos por meio da nomeação espontânea das figuras que compõe o instrumento de Avaliação Fonológica da Criança - AFC22, a qual foi gravada e, posteriormente, transcrita foneticamente. Em seguida, foi realizada a análise contrastiva, com o objetivo de estabelecer o sistema fonológico da criança e, por último, calculado o Percentual de Consoantes Corretas - Revisado (PCC-R) 9. Para a classificação dos graus de desvio fonológico seguiram-se os índices estabelecidos em um estudo 8 que classifica o desvio em leve (86 a 100%); leve-moderado (66 a 85%); moderado-grave (51 a 65%); e grave (< 50%).

Como critérios de inclusão, o protocolo da entrevista inicial deveria estar completamente respondido e a criança apresentar alteração apenas na avaliação fonológica. Dos 209 sujeitos pertencentes ao banco de dados, apenas 152 preencheram tais critérios.

Nesta pesquisa, os fatores familiares investigados por meio do protocolo para fins de análise foram: gravidez não planejada; dependência de álcool e/ou drogas; distúrbios de fala, linguagem e audição; distúrbios psicológicos diagnosticados em familiares próximos; pais separados; pai ausente e perda de parentes próximos.

Os dados coletados pertencem a um projeto devidamente registrado e aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) sob número 052/04. Os responsáveis pelas crianças assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, autorizando a participação na pesquisa e posterior publicação dos resultados.

Para verificar a relação entre os aspectos familiares com as diferentes gravidades do desvio fonológico, os dados foram tabulados e submetidos a tratamento estatístico, utilizando o teste de Associação Qui-Quadrado e quando verificada diferença estatisticamente significante complementado pela Análise de Resíduos Ajustados. O nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05).

 

RESULTADOS

Os resultados obtidos na Tabela 1 referem-se às frequências dos fatores familiares relatados na amostra. Verifica-se que gravidez não planejada apresentou maior ocorrência (49,34%), seguida de distúrbios de fala, linguagem e/ou audição (38,82%), dependência de álcool e/ou drogas (23,03%) e pais separados (18,42%). Já as frequências mais baixas foram observadas para perda de parentes (3,95%), seguida de distúrbios psicológicos (9,87%) e pais ausentes (15,79%). Importante destacar que para todos os aspectos investigados, com exceção de gravidez não planejada, houve diferença estatisticamente significativa.

Na Figura 1 é apresentada a distribuição da gravidade do desvio fonológico, segundo o número de fatores familiares relatados na amostra. Verificase que em 41 casos (28,86%) não houve nenhum aspecto familiar relatado. Ainda os graus leve e grave obtiveram o maior percentual de crianças que não apresentaram nenhum fator familiar (32,65% e 33,33%, respectivamente), enquanto que os graus leve-moderado e moderado-grave obtiveram o maior percentual de crianças que apresentaram mais de três aspectos familiares (25,37% e 37,50%, respectivamenteConvém ressaltar que não houve diferença estatística.

A Figura 2 compara a frequência dos fatores familiares nos diferentes graus do desvio fonológico. Observa-se que, no que diz respeito ao aspecto gravidez não planejada, houve ocorrência em todos os graus de desvio fonológico, sendo maior para o grau moderado-grave (66,67%), porém não houve diferença estatisticamente significante.

Quanto ao aspecto dependência de álcool e/ou drogas, observa-se ocorrência em todos os graus de desvio fonológico, sendo maior para o grau moderado-grave (33,33%), porém esta diferença não foi estatisticamente significante.

No que se refere aos antecedentes familiares com distúrbios de fala, linguagem e/ou audição, verifica-se maior percentual para o grau moderadograve (50%), porém, não houve diferença estatisticamente significante

Os resultados referentes à presença de distúrbios psicológicos mostram associação estatisticamente significante com a gravidade do desvio. Além disso, observa-se associação positiva entre o fator familiar distúrbios psicológicos e o grau leve e associação negativa deste fator com o grau leve-moderado. Tais achados permitem afirmar que o fator familiar distúrbios psicológicos ocorre com maior frequencia no desvio Leve.

Quando a distribuição entre pais separados e pais ausentes foi comparada segundo a gravidade do desvio fonológico, observou-se que ambas foram mais representativas para o grau moderado-grave (29,17% e 20,83%, respectivamente), apesar de não haver diferença estatisticamente significante.

No que se refere à perda de parentes, foram poucos os casos registrados, sendo que o grupo do desvio fonológico grave não registrou nenhum caso. Ainda, o maior percentual foi verificado para o grau moderado-grave (8,33%). No entanto, não houve diferença estatisticamente significante.

 

DISCUSSÃO

A qualidade das relações afetivas familiares desempenha um importante papel no desenvolvimento da linguagem, sendo a separação parental, desentendimento crônico, alcoolismo, doença crônica de um genitor, casais incompletos (p.e. mãe solteira) e óbito fatores de risco para que ocorra um distúrbio no desenvolvimento lingüístico23. Apesar de esses fatores apontarem para uma relação com a linguagem, os achados deste estudo não são suficientes e específicos para afirmar que a questão familiar seja um agravante para a gravidade do desvio fonológico.

Os achados desta pesquisa, quanto à presença de distúrbios de fala, linguagem e/ou audição, concordam com outras já realizadas14,16, as quais referem que é comum em crianças com alteração de fala ou de linguagem observar a presença de antecedentes familiares de risco. Nesse sentido, as influências parentais e os antecedentes fisiopatológicos são apontados como importantes no desenvolvimento da linguagem e distúrbios da articulação24.

O percentual encontrado neste estudo (38,82%) assemelha-se ao verificado na literatura13, em que os autores sugerem que crianças provenientes de famílias nas quais há relato de pessoas com alterações de fala e linguagem, durante a infância, diferem de crianças provenientes de famílias nas quais não foram encontradas tais alterações de habilidades de produção fala. O estudo mostra que 20% a 40% dos sujeitos com distúrbio de fala e linguagem possuem casos desses distúrbios na família.

Em outro estudo16, as autoras concluíram que existem fatores que indicam que o histórico de transtorno de fala e linguagem no núcleo familial está associado ao transtorno fonológico da criança e que tendo um controle sobre a história do desvio pode-se saber se a criança tem possibilidade de tê-lo ou não. Apesar da referida importância dos aspectos familiares, não há evidências de quais fatores ambientais ou genéticos seriam determinantes na geração dos desvios fonológicos21. De modo similar a esses estudos, não foram evidenciados fatores estatisticamente relevantes na geração do desvio fonológico, a partir dos resultados encontrados na presente pesquisa.

Um estudo recente19 teve como objetivo comparar a evolução terapêutica de dois irmãos com desvio fonológico com alterações semelhantes, tratados individualmente, e verificou que um dos aspectos limitantes para o tratamento foi o fator ambiental, o qual dificultou a aquisição dos fonemas trabalhados, uma vez fora do contexto de terapia, o padrão fonológico alterado era reforçado entre os irmãos. As autoras concluíram que talvez seria mais eficaz se ambos fossem tratados conjuntamente para supressão do desvio.

Comparando a presença de distúrbios de fala, linguagem e/ou audição, nos diferentes graus de desvio fonológico, os achados do presente estudo não são suficientes para afirmar que tais fatores têm influência sobre a gravidade do desvio fonológico. Apenas a associação entre problemas psicológicos e desvio fonológico leve apresentou-se relevante estatisticamente. Uma hipótese, com base nesse dado, é que crianças com desvios fonológicos leves estejam prolongando a fase final de aquisição fonológica por demandas psicológicas geradas no contexto familiar.

Essa hipótese ganha força quando se sabe que as alterações de fala mais comuns nesse grupo são relacionadas à aquisição do tepe e de estruturas silábicas complexas como o onset complexo, aquisições características da etapa final da aquisição fonológica. Por outro lado, estudos do desenvolvimento infantil, em especial os realizados por Winnicott25, demonstram que há crianças que resistem em ultrapassar a fase da dependência relativa para a da independência das figuras parentais, e, em geral, este fato relaciona-se a aspectos psicológicos presentes no histórico familiar. Tal dependência relativa pode ser manifestada sintomaticamente pela detenção em uma etapa fonológica anterior à idade cronológica. No entanto, tais aspectos deverão sofrer maior investigação em estudos de coorte.

Estudos23,26 apontam o alcoolismo parental como um fator de risco que pode trazer prejuízos para o desenvolvimento infantil. Porém não foi encontrado nenhum estudo que correlacione o desvio fonológico com o alcoolismo parental. Tal correlação não se evidenciou nos resultados desta pesquisa.

 

CONCLUSÃO

Diante do exposto, podemos concluir que os aspectos familiares estudados parecem não ter relação direta com a gravidade do desvio fonológico, com exceção de distúrbios psicológicos nas crianças com desvio fonológico leve.

Há, no entanto, a necessidade de tais desvios serem investigados a partir de um acompanhamento longitudinal dos sujeitos, pois os familiares, quando citam algum fator possivelmente relevante, muitas vezes não possuem um diagnóstico sobre o mesmo.

De um modo geral, esta pesquisa empreendeu uma primeira aproximação do tema indicando caminhos a serem mais bem explorados, pois, mesmo sem haver uma relação causal entre desvio fonológico e aspectos familiares, esses aspectos podem, ao menos, estar alimentando a permanência do desvio fonológico quando incidem em condições psicológicas presentes no ambiente familiar, como sinalizou o resultado para o desvio fonológico de grau leve.

 

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Endereço para correspondência:
Karina Carlesso Pagliarin
Rua Coronel Scherer, 09
São Pedro do Sul - RS CEP: 97400-000
E-mail: karinap_fono@yahoo.com.br

Recebido em : 14/07/2009
Aceito em: 14/04/2010
Conflito de interesses: inexistente

 

 


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