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Revista CEFAC

On-line version ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.13 no.4 São Paulo July/Aug. 2011  Epub May 13, 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462011005000028 

Intervenção precoce em escolares de risco para a dislexia: revisão da literatura

 

Early intervention in students at risk for dyslexia: literature review

 

 

Maíra Anelli MartinsI; Simone Aparecida CapelliniII

IAluna do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista – FFC/UNESP, Marília,SP, Brasil; Bolsista de Apoio Técnico – CNPq
IIFonoaudióloga; Docente do Departamento de Fonoaudiologia e Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista – FFC/UNESP, Marília, SP,Brasil; Doutora e Pós-Doutora em Ciências Médicas pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, FCM/UNICAMP, Campinas, SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

TEMA: intervenção precoce em escolares de risco para a dislexia.
OBJETIVO:
este estudo tem por objetivo geral mapear os artigos publicados sobre intervenção com escolares de risco para dislexia e, como objetivos específicos, analisar descritivamente aspectos específicos dos textos.
CONCLUSÃO:
as publicações na área em relação ao tema não são constantes, porém, os artigos científicos analisados evidenciam a preocupação dos pesquisadores em elaborar, desenvolver e validar instrumentos de avaliações e intervenções que contribuam para a identificação precoce da dislexia.

Descritores: Reabilitação; Dislexia; Leitura; Aprendizagem


ABSTRACT

BACKGROUND: early intervention in students at risk for dyslexia.
PURPOSE: this study aims to map the general articles on intervention with students at risk for dyslexia and specific objectives, descriptively analyzing specific text aspects.
CONCLUSION: there are few published data on this issue; however, the reviewed scientific articles highlight the concern of the researchers to elaborate, develop and validate assessments and interventions that contribute to the early identification of dyslexia.

Keywords: Rehabilitation; Dyslexia; Reading; Learning


 

 

INTRODUÇÃO

A dislexia é caracterizada como um distúrbio específico de aprendizagem de origem neurológica, em que o escolar encontra dificuldade com a fluência correta na leitura e dificuldade na habilidade de decodificação e soletração, resultante de um déficit em componentes da linguagem1.

Ao longo dos anos a dislexia vem sendo estudada sob a perspectiva do diagnóstico e da intervenção2. Estudos têm demonstrado que escolares em situação de risco para a dislexia apresentam falha de processamentos auditivo e visual e que em decorrência dessas falhas o acionamento de mecanismos cognitivos para analisar, sintetizar, manipular, estocar e evocar informações linguísticas encontra-se alterado, prejudicando, assim, a aprendizagem do princípio alfabético de sistemas de escrita3-5.

Por isso, há aproximadamente 30 anos, estudos vêm investigando os resultados da aplicação de programas de intervenção com habilidades cognitivo-linguísticas, com o objetivo de minimizar o impacto das falhas de processamento auditivo, visual e fonológico em escolares que apresentam dificuldades de aprendizagem ou dislexia6-9.

Com a finalidade de iniciar cada vez mais precocemente a identificação da dislexia, estudos apontam para a necessidade de se realizar intervenção precoce nos escolares em fase inicial de alfabetização – pré-escola e 1º e 2º anos escolares – para que os fatores preditivos para o bom desempenho em leitura, como: conhecimento do alfabeto, nomeação automática rápida, repetição de não-palavras e habilidades de consciência fonológica, sejam trabalhados nos escolares que apresentam desempenho abaixo do esperado em relação ao seu grupo-classe, escolares estes denominados na literatura internacional como de risco para a dislexia10-14.

Os primeiros programas de intervenção com crianças de risco para a dislexia descritos na literatura datam da década de 8015-17. Pesquisadores18-22 desenvolveram programas de remediação para o tratamento das dificuldades de leitura por meio do treinamento da consciência fonológica e ensino explícito das regras de correspondência grafofonêmicas. Esses programas são geralmente baseados em atividades fonêmicas, silábicas e suprafonêmicas (rima e aliteração), que têm por objetivo desenvolver habilidades referentes ao processamento fonológico relacionado à leitura e compreensão textual23-26.

Autores mostraram que escolares de risco para a dislexia quando submetidos a programas de intervenção apresentam melhoras significantes em habilidades cognitivo-linguísticas, como na habilidade de percepção dos sons, identificação de letra, de sílabas e de palavras e medidas mais avançadas das habilidades de alfabetização, como, por exemplo, fluência na leitura, vocabulário e compreensão de leitura, diminuindo o fracasso escolar e o número de escolares considerados maus leitores e de risco27-29.

No Brasil ainda são escassas as pesquisas com enfoque na identificação precoce da dislexia e consequentemente na intervenção precoce com estes escolares. Na literatura nacional30-35, os estudos enfocam o desenvolvimento de programas com base fonológica e leitura com escolares já diagnosticados com dislexia ou distúrbio de aprendizagem.

Com base no exposto, este estudo tem por objetivo geral mapear os artigos publicados sobre intervenção com escolares de risco para a dislexia e, como objetivo específico, analisar descritivamente os aspectos específicos dos textos: caracterização geral do texto, aspectos específicos de caracterização do estudo, caracterização da pesquisa e especificação dos dados.

 

MÉTODO

Este estudo caracteriza-se por uma revisão de literatura sistemática, assim como outros tipos de estudo de revisão, trata-se de uma forma de pesquisa que utiliza como fonte de dados a literatura sobre determinado tema36. A base de dados escolhida para a pesquisa de artigos com informações a respeito de métodos de intervenção analisados constitui-se em bancos de dados internacionais ERIC, ScienceDirect, Pubmed, Lilacs, disponíveis em serviços online.

A pesquisa na base de dados iniciou-se com a busca dos seguintes descritores em língua inglesa, combinando dois ou três termos: kindergarteners, reading intervention; at-risk readers; reading instruction; learning disabilities; response to intervention; early intervention. E, em língua portuguesa: programas de intervenção precoce, leitores de risco, intervenção precoce. O período para coleta das informações foi do primeiro semestre de 2005 ao primeiro semestre de 2009.

Os resumos obtidos no banco de dados foram comparados entre si para verificação de superposição de artigos. Posteriormente, os resumos foram analisados para selecionar, ainda preliminarmente, os trabalhos que atendessem aos critérios de inclusão, ou seja, os trabalhos deveriam considerar instrumentos de intervenção apenas com crianças de risco e a faixa etária dos sujeitos dos estudos deveria estar entre 4 e 8 anos de idade.

Nesta fase de coleta de dados, foram selecionados 30 (85,71%) resumos, os quais foram numerados sequencialmente, e uma nova etapa de busca dos artigos completos permitiu chegar à definição final dos textos que efetivamente foram analisados neste estudo, em um total de 17 (48,57%) artigos.

Os artigos completos encontrados foram numerados de acordo com os resumos e uma nova análise foi realizada segundo os critérios de exclusão, isto é, os artigos científicos não deveriam ser de intervenção com escolares que apresentassem comorbidade, apenas deveriam apresentar programas de intervenção com escolares de risco para a dislexia. Além disso, foram excluídos os resumos que não disponibilizaram os artigos científicos na íntegra. Assim, este estudo foi composto por 17 artigos científicos, sendo 16 (94,57%) internacionais e 1 (5,88%) nacional.

Os dados coletados foram analisados por meio de registro em ficha, que continha os seguintes itens: a) caracterização geral do texto: autores, ano, financiamento para a realização da pesquisa e local de pesquisa; b) aspectos específicos de caracterização do estudo: instrumentos utilizados para intervenção de escolares de risco, número e gênero dos participantes, caracterização da amostra (idade e proveniência), caracterização dos sujeitos como grupo único ou experimental/controle; c) caracterização da pesquisa: tipo de pesquisa, tipo de intervenção utilizada e profissional responsável e; d) especificação dos dados: finalidade do uso do instrumento de intervenção, validação e sujeitos como meio de intervenção. As informações coletadas nas fichas de registro foram codificadas numericamente e distribuídas em planilhas de Excel. Os resultados foram analisados e estão descritos em duas tabelas e uma figura.

 

REVISÃO DA LITERATURA

A análise dos resultados considerou 17 artigos, encontrados na base de dados ERIC, ScienceDirect, Pubmed, Lilacs, no período do segundo semestre de 2005 ao segundo semestre de 2009, cujo tema refere-se à intervenções precoces em escolares de risco para a dislexia.

A figura 1 apresenta a distribuição dos artigos de acordo com o ano de publicação, sendo possível observar um maior número de publicações nos anos de 2005 e 2008. Conforme descrito na literatura37-42, ocorreu aumento no número de publicações em 2008 em comparação aos demais anos, corroborando os achados deste estudo, que revelou 6 artigos científicos (35,29%) publicados sobre a temática programas de intervenção com escolares de risco para a dislexia.

 

 

Dos 17 artigos pesquisados, 14 (82,35%) são artigos publicados nos Estados Unidos – EUA, 2 (11,76%) publicados na Europa, sendo um na Holanda e outro no Reino Unido e 1 (5,88%) artigo publicado no Brasil. Destes estudos, apenas 2 (11,76%) artigos não foram financiados por agências governamentais de auxílio à pesquisa40-41.

Com base nesses achados, pode-se considerar que ainda são poucas as pesquisas desenvolvidas com escolares de risco para a dislexia, com a finalidade de identificação e diagnóstico precoce desta condição de origem genético-neurológica. O país que apresenta maior número de artigos publicados é os Estados Unidos, que apresenta como critério diagnóstico para a dislexia a falta de resposta à intervenção14,43-45.

A escassa produção científica com esta temática gera um desconhecimento sobre o perfil do escolar de risco para a dislexia, fazendo com que todos os escolares que apresentem falhas no processo de alfabetização sejam considerados eletivos para o diagnóstico de dislexia, isto associado ao fato de que no Brasil, a alfabetização não é baseada no ensino do princípio alfabético da Língua Portuguesa, o que gera, muitas vezes, diagnósticos incorretos de dislexia ou transtorno de aprendizagem, conforme descrito na literatura nacional46.

A maior parte dos artigos, ou seja, 10 (58,82%) dos 17 artigos selecionados para a composição deste estudo aplicaram apenas 1 programa de intervenção em escolares de risco para dislexia e 7 (41,18%) artigos utilizaram um conjunto de 2 ou mais programas de intervenção para verificar a eficácia da ação terapêutica empregada. Isto mostra que ainda não há um consenso na literatura sobre qual a forma de intervenção mais eficaz para identificar precocemente a dislexia em escolares em fase inicial de alfabetização, conforme descrito na literatura internacional47-49.

Entretanto, o mesmo não ocorre quando a temática se refere à identificação dos sinais de risco para a dislexia em escolares em fase inicial de alfabetização. A literatura internacional50-52 destaca os principais fatores de risco como sendo: fala ininteligível; imaturidade fonológica; redução de léxico; dificuldade em aprender o nome das letras ou os sons do alfabeto; dificuldade para entender instruções, compreender a fala ou material lido; dificuldade para lembrar números, letras em sequência, questões e direções; dificuldade para lembrar sentenças ou estórias; atraso de fala; confusão direita-esquerda, embaixo, em cima, frente-atrás (palavras-conceitos) e dificuldade em processar os sons das palavras.

Com base nos sinais de risco para a dislexia, pesquisadores identificaram cinco componentes essenciais necessários para o sucesso da aprendizagem da leitura em crianças da pré-escola: a consciência fonológica, conhecimento dos fonemas, fluência, vocabulário e compreensão, sendo este o caminho para uma leitura fluente e para a compreensão de textos41.

Assim, os 17 estudos (100%) analisados utilizaram testes de consciência fonológica para a identificação precoce de escolares com sinais da dislexia e como base para a elaboração de estratégias dos programas de intervenção, a rima e a aliteração. Além disso, também foram utilizadas estratégias de nomeação automática rápida, vocabulário, correspondência letra-som e ortografia, aspectos necessários para a aprendizagem da leitura e da escrita em um sistema de escrita com base alfabética.

Os testes citados nos artigos científicos e utilizados para mensurar o fator "risco" foram: Woodcock-Johnson Psychoeducational Test Battertudosy, Dynamic Indicators of Basic Early Literacy Skills (DIBELS) e Peabody Picture Vocabulary Test. No Brasil, o procedimento utilizado foi o Teste para a identificação precoce dos problemas de leitura27,46.

A literatura53-55 descreve que o risco para a dislexia deve ser identificado na faixa etária de 5 a 8 anos de idade. Apesar de neste estudo os artigos científicos apresentarem variabilidade no número de escolares que compuseram as amostras dos estudos (tabela 1), foi possível verificar que 16 (94,08%) das intervenções foram realizadas com escolares em fase inicial de alfabetização (tabela 2). Isto porque o objetivo de se realizar intervenção com escolares de risco para a dislexia é verificar se, após a realização de programas específicos com as habilidades cognitivo-linguísticas necessárias para a alfabetização e aprendizagem do princípio alfabético, os escolares com sinais da dislexia apresentam melhora na aprendizagem da leitura ou se permanecem com as habilidades cognitivo-linguísticas alteradas, o que significaria que estes escolares apresentam realmente uma defasagem e que, por isso, deveriam ser submetidos a avaliações interdisciplinares para a investigação da existência do quadro de dislexia, uma vez que a falta de resposta à intervenção pode ser considerada um critério para este diagnóstico6,10,33.

 

 

 

 

Neste estudo, em 16 artigos (94,08%), os escolares foram provenientes de escolas e em 1 artigo (5,88%) os escolares foram provenientes de escolas pré-primárias privadas e locais de cuidados infantis. Quanto ao delineamento metodológico dos estudos, foram verificadas as intervenções com grupos experimentais e controle em 12 artigos (70,59%) e, em 5 artigos (29,41%) somente com grupos experimentais, o que aponta para a tendência de uso de grupo controle, com o objetivo de controlar as variáveis acadêmicas e sociais durante a realização da intervenção e, assim, melhor detalhar e verificar a eficácia dos programas de intervenção, conforme descrito na literatura internacional22,26-28,41,42,45,47-49,54,55.

Nos artigos científicos analisados, foi identificado que as intervenções foram realizadas com escolares, pais e professores. Em 13 artigos (76,47%) foi utilizada a intervenção apenas com escolares, e em 3 artigos (17,65%) foi utilizada a intervenção com escolares e professores e em apenas 1 artigo (5,88%) foi utilizada a intervenção com escolares, professores e pais.

Este dado é significante, pois é possível observar que a recomendação do "Center for the Improvement of Early " não está sendo seguida para trabalhos com enfoque na melhoria da leitura. Este Centro recomenda 10 princípios básicos para o desenvolvimento da leitura em séries iniciais de alfabetização, sendo um destes princípios o desenvolvimento de programas de intervenção precoce com a leitura que incluem a participação da família e dos professores56-58.

Apenas 3 (17,65%%) artigos deste estudo informaram que as intervenções foram realizadas por fonoaudiólogos, sendo que em 10 (58,82%) as intervenções foram realizadas pelo professor no contexto da sala de aula. Este dado evidencia o quanto é importante a participação do professor tanto na detecção como na intervenção precoce com os sinais da dislexia, partindo-se do pressuposto que este professor está em contato constante com estes escolares e que a sua atuação é fundamental para a melhoria da leitura e a verificação do escolar que apresenta alguma alteração cognitivo-linguística que compromete o seu desempenho em leitura e compreensão da leitura22,27,42,46 .

 

CONCLUSÃO

A partir dos resultados encontrados neste estudo, pode-se concluir que as publicações internacionais sobre o uso de programas de intervenção com escolares que apresentam risco para dislexia vêm tomando considerável importância nos últimos anos. Todavia, os números de publicações brasileiras são extremamente inferiores aos das publicações internacionais, evidenciando a necessidade da continuidade de pesquisas que desenvolvam ou adaptem programas de intervenção utilizados internacionalmente para a realidade brasileira.

Posteriormente à realização do mapeamento dos artigos, pode-se concluir que as publicações na área em relação ao tema não são constantes, porém os artigos científicos analisados evidenciam a preocupação dos pesquisadores em elaborar, desenvolver e validar instrumentos de avaliações e intervenções que contribuam para a identificação precoce da dislexia.

 

AGRADECIMENTOS

Ao CNPq pela concessão da bolsa de apoio técnico à primeira autora e da bolsa de produtividade em pesquisa à segunda autora.

 

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Endereço para correspondência:
Simone Aparecida Capellini
Avenida Hygino Muzzy Filho, 737
Marília – SP
CEP: 17-525-900
E-mail: sacap@uol.com.br

Recebido em: 22/09/2010
Aceito em: 16/11/2010

 

 

Conflito de interesses: inexistente

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