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Revista CEFAC

On-line version ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.14 no.4 São Paulo July/Aug. 2012 Epub Nov 03, 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462011005000122 

Perfil mercadológico do profissional fonoaudiólogo atuante na área de triagem auditiva escolar

 

Market profile of speech therapist professional working in the area of school hearing screening

 

 

Kelly Vasconcelos Chaves MartinsI; Thatyane Pereira CostaII; Marília Fontenele e Silva CâmaraIII

IAcadêmica do Curso de Fonoaudiologia da Universidade de Fortaleza – UNIFOR, Fortaleza, CE, Brasil
IIAcadêmica do Curso de Fonoaudiologia da Universidade de Fortaleza – UNIFOR, Fortaleza, CE, Brasil
IIIFonoaudióloga; Professor Adjunto da Universidade de Fortaleza – UNIFOR – Fortaleza, Ceará, Brasil; Pós-doutora em Estudos da Audição pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: identificar o perfil mercadológico do profissional fonoaudiólogo atuante na área de triagem auditiva escolar na cidade de Fortaleza, determinando o nível de pós-graduação, faixa salarial do profissional, tempo de atuação, nível de satisfação, jornada de trabalho e vinculo empregatício.
MÉTODO: um instrumento de coletas de dados foi aplicado em 6 fonoaudiólogos atuantes na área de triagem auditiva escolar (TAE). Os dados foram submetidos à análise estatística com cruzamento de variáveis.
RESULTADOS: observou – se que dos profissionais entrevistados, 6 (100%) possuíam especialização e nenhum apresentou mestrado ou doutorado. Destes, 5 (83,3%) recebíam de 4 a 6 salários mínimos com carga horária de 30 a 40 horas semanais, com nível de satisfação ótimo.
CONCLUSÃO: tal estudo mostrou média salarial de 4 a 6 salários mínimos e jornada de trabalho de 30 a 40 horas, com 4 profissionais contratados e 2 terceirizados. Todos os fonoaudiólogos apresentaram especialização e o nível de satisfação profissional ótimo foi o mais prevalente.

Descritores: Mercado de Trabalho; Audição; Fonoaudiologia


ABSTRACT

PURPOSE: to identify the market profile of speech therapist professional working in the area of school hearing screening in the city of Fortaleza, determining the postgraduate level, the professional wage range, acting time, level of satisfaction, working hours and employment contract.
METHOD: an instrument of data collection was applied in six speech therapists working in the area of school hearing screening (SHS). Collected data were statistically analyzed with variable crossing.
RESULTS: it was observed that 06 interviewed professionals (100%) had specialization courses, presenting no masters or doctorate degrees. Five (83.3%) received 4 to 6 minimum wages with 30 to 40 hours per week, with great professional satisfaction.
CONCLUSION: this study showed an average wage of 4 to 6 minimum wages and 30 to 40 working hours per week, with 4 contracted professionals and 2 outsourced. All speech therapists had specialization course and the great satisfaction level was the most prevalent.

Keywords: Job Market; Hearing; Speech, Language and Hearing Sciences


 

 

INTRODUÇÃO

Para aprender a falar corretamente é necessário que a criança possua três estruturas funcionando bem: as orelhas, responsáveis pela recepção do estímulo sonoro; o sistema nervoso central, que interpreta, decodifica e associa os estímulos; e os órgãos fonoarticulatórios, responsáveis pela emissão das mensagens . A audição é de suma importância para o desenvolvimento de crianças e adolescentes no que tange à vida escolar e social2. Os problemas auditivos de pequeno porte na primeira infância como as otites médias, trazem prejuízos para o desenvolvimento da fala e dificuldades futuras na fase escolar, algumas destas irreversíveis1.

O sistema nervoso auditivo sofre uma neuromaturação à medida que a orelha interna é estimulada. A falta desta estimulação dificulta a neuromaturação das áreas do sistema nervoso responsáveis pela sensação auditiva, acarretando problemas de ordem de processamento auditivo e consequentemente, da própria linguagem e do aprendizado escolar. Portanto, é emergencial que se diagnostique precocemente a perda auditiva em crianças, para que possa ser feita a intervenção necessária3.

A triagem auditiva escolar (TAE) tem como objetivo avaliar um grande número de indivíduos e detectar precocemente possíveis comprometimentos auditivos com um número máximo de identificações corretas e com um número mínimo de falsos positivos, usando a triagem de tons puros associadas às medidas de imitância acústica. As crianças com audição ou função de orelha média questionável podem ser identificadas rapidamente e serem encaminhadas para avaliação audiológica completa. Um programa de detecção precoce de triagem auditiva em crianças de pré-escola e alfabetização, visa prevenir dificuldades de aquisição da fala e do desenvolvimento da linguagem, uma vez que ambos estão diretamentes ligados a audição1, 3.

Um programa de TAE eficiente não visa dar apenas o diagnóstico, mas também identificar crianças sem sintomas aparentes, que apresentam determinado problema auditivo1. A triagem auditiva só é completa por meio da identificação, confirmação e reabilitação auditiva da criança comprometida4.

Todavia, um grande número de escolas não solicita em sua rotina a realização da TAE. Dentre as que solicitam a triagem, os resultados não são bem interpretados pelos os profissionais da educação devido à falta de uma assessoria especializada no assunto, pois não basta apenas exigir o exame, é necessário correlacioná-lo ao desempenho da criança. É possível realizar as avaliações por meio da implantação de um programa de saúde auditiva na própria escola e a contratação de um fonoaudiólogo3,5. No entanto são poucos os profissionais na cidade de Fortaleza que atuam com TAE, possuindo apenas uma escola com um projeto de prevenção e detecção de perdas auditivas.

Perdas auditivas severas ou profundas são facilmente detectadas, no entanto, diante da alta incidência de infecções de orelha média (otites) nas crianças, frequentemente há o surgimento de perdas parciais (permanentes ou transitórias) de grau leve a moderado, as quais são mais difíceis de diagnosticar. Apesar do acometimento geralmente leve, o déficit auditivo, por menor que seja, é suficiente para acarretar dificuldades no aprendizado. Diante do exposto, o presente trabalho apresenta como justificativa a contração de um fonoaudiólogo nas escolas para a implantação de um programa de TAE que vise a prevenção e a detecção precoce de possíveis perdas auditivas em escolares.

O trabalho tem como objetivo identificar o perfil mercadológico do profissional fonoaudiólogo atuante na área de triagem auditiva escolar na cidade de Fortaleza, determinando o nível de pós-graduação, faixa salarial do profissional, tempo de atuação, nível de satisfação, jornada de trabalho e vinculo empregatício.

 

MÉTODO

Foi realizado um estudo transversal no período de fevereiro a abril de 2010 na cidade de Fortaleza-CE.

A casuística foi constituída de 6 fonoaudiólogos (100%) atuantes na área de triagem auditiva escolar do gênero feminino. A idade variou de 24 a 33 anos. Dos profissionais entrevistados 5 eram graduados no curso de Fonoaudiologia pela Universidade de Fortaleza e 1 pela Universidade Católica de Pernambuco. Com relação ao tempo de graduação, 6 (100%) profissionais estavam graduados entre 0 e 5 anos, todos possuindo especialização, nenhuma com mestrado ou doutorado.

Foram considerados como critérios de inclusão, fonoaudiólogos atuantes na área de triagem auditiva escolar, independente do tempo de atuação e da natureza da empresa; e prestadores de serviços. Como critério de exclusão, a recusa na assinatura do termo de consentimento.

Um instrumento de coleta de dados, constando de perguntas objetivas, foi aplicado aos participantes a fim de abordar o campo profissional de triagem auditiva escolar, como: informações sobre a formação profissional, dados salariais, setor e área de atuação, jornada de trabalho, natureza da empresa, vínculo empregatício, nível de satisfação, investimentos realizados, planejamento de pós – graduação e atualizações, frequência com que se atualiza, necessidade de mercado, dificuldades encontradas, qual o tipo de equipamento e qual exame utilizado para realização da triagem auditiva escolar (Figura 4).

 

 

 

 

 

 

 

 

Após a coleta de dados, os percentuais obtidos mediante as respostas do instrumento foram analisados e posteriormente organizados em gráficos.

Esta pesquisa foi realiza seguindo os preceitos éticos, após o aceite do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Fortaleza sob o Parecer de nº 033/2010, seguindo a Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.

 

RESULTADOS

Observa-se na Figura 1 que há a prevalência de profissionais com especialização e renda salarial de 4 a 6 salários mínimos. Sendo este um dado estatisticamente significante.

Na Figura 2, observa-se que a maioria dos fonoaudiólogos com jornada de trabalho de 30 a 40 horas semanais, recebem de 4 a 6 salários. Sendo um dado estatisticamente relevante.

A análise da relação entre dados salariais e nível de satisfação é apresentada no a Figura 3 no qual se observa que o nível de satisfação ótimo prevalece dependente do ganho salarial.

 

DISCUSSÃO

A TAE é um procedimento reconhecidamente importante para detecção precoce de perdas auditivas3. É sabido da importância da TAE em âmbito escolar, porém, o que se observa na cidade de Fortaleza é que apenas uma escola possui um projeto de TAE e que não há em nenhuma escola pública projetos que visem à prevenção da audição na infância e a detecção de uma possível perda auditiva.

A perda auditiva na infância é um importante problema de saúde pública, tanto pela freqüência como pelos intensos prejuízos lingüísticos, educacionais e psicossociais que pode determinar6. Os dois primeiros anos de vida são o período crucial em que a experiência auditiva pode e deve ter o efeito mais marcante para o processo de maturação do sistema auditivo como um todo, assim como para o desenvolvimento das habilidades de linguagem da criança7,8. No Brasil, dados mostram que o diagnóstico e intervenção de perdas auditivas ocorrem em idade muito tardia9. No entando, com a expansão dos programas de triagem auditiva, consequentemente, o diagnóstico tem sido cada vez mais precoce10,11.

Estudos relatam que cerca de 80% das crianças têm pelo menos um episódio de otite média serosa até os oito anos de idade12 e, apesar de, na sua maioria, causar uma perda leve, é suficiente para dificultar o aprendizado13. Tal aspecto sugere a criação de uma lei que fosse obrigatório um fonoaudiólogo em escolas públicas e que houvesse um projeto de prevenção auditiva, sendo realizada a TAE com os alunos que tivessem ingressando na alfabetização3.

Estudos realizados nos Estados Unidos, onde a triagem auditiva escolar é obrigatória, demonstraram que o índice de dificuldade de aprendizagem é mínimo após a implantação dessa lei, mostrando assim a importância da TAE5 e da presença de fonoaudiólogos no âmbito escolar.

De acordo com os dados coletados, em relação à especialização profissional observou-se que todos os fonoaudiólogos entrevistados possuem especialização, o que corrobora com o estudo realizado em São José dos Campos sobre o perfil fonoaudiológico, pois tal estudo mostrou que 93% dos profissionais possuem especialização14. Alguns estudos apontam que os cursos de especialização apresentam-se como os mais desejados para a atualização de conhecimentos15, 16.

De acordo com dados do Conselho Federal de Fonoaudiologia, o curso de especialização em Audiologia aparece como o mais procurado entre os fonoaudiólogos com 1883 títulos outorgados, seguido de Motricidade Orofacial com 1720 e logo após especialização em Voz com 938 títulos outorgados.17,18

A Figura 1 refere-se à formação acadêmica e dados salariais, na qual todos os 6 (100%) profissionais possuem especialização, 5 (83,3%) com nível salarial de 4 a 6 salários e 1(16,7%) com nível salarial de até 3 salários. De acordo com os dados, o nível salarial independe da formação acadêmica, ou seja, o título de especialista não necessariamente implica no nível de faixa salarial.

Os resultados apresentados no a Figura 2 mostram a relação entre jornada de trabalho e dados salariais. Dos 6 (100%) fonoaudiólogos entrevistados 1 (16,7%) possui uma jornada de trabalho de 10 a 20 horas semanais com renda de até três salários mínimos, 5 (83,3%) recebem de 4 a 6 salários, 1 (16,7%) com carga horária de 20 a 30 horas, e os demais com 30 a 40 horas semanais, sendo 4 (66,6%) profissionais contratados e 2 (33,3%) terceirizados. Tais achados não corroboram com o estudo realizado na cidade de São José dos Campos14 no qual a prevalência de jornada de trabalho é de 10 a 20 horas e a renda é de até 5 salários mínimos.

Segundo dados fornecidos na Convenção Coletiva de Trabalho do ano de 2010, o piso salarial foi estipulado no valor de R$ 1.500,00 por trinta horas semanais para os Fonoaudiólogos do Estado do Ceará; R$ 1.000,00 por 20 horas semanais; R$ 2.000,00 por 40 horas semanais e o valor de R$ 10,00 por hora19.

Vale ressaltar o valor salarial estipulado pelos profissionais foi baseado no salário mínimo, cujo o valor é referente a R$ 510,00 que entrou em vigor em 1° de janeiro de 2010 sob Lei n° 11.944, de 28 de maio de 2009 e estabelece diretrizes para a política de valorização do salário mínimo entre 2011 e 202320.

A Figura 3 apresenta o nível de satisfação dos profissionais ao seu rendimento salarial. Dos 6 (83,3) profissionais fonoaudiólogos, 5 (83,3) apresentam o nível de satisfação ótimo, os mesmos recebem de 4 a 6 salários, e apenas 1 (16,7) apresentou nível de satisfação bom, recebendo até 3 salários. Observou-se nesse estudo que o nível de satisfação está diretamente relacionado ao nível salarial. Em estudo realizado em São José dos Campos14, a média salarial recebida foi de até 10 salários mínimos, sendo que 36% dos pesquisados recebem até 5 salários mínimos. Tais dados revelam que o serviço fonoaudiológico no âmbito escolar ainda não recebe seu devido reconhecimento e valor.

 

CONCLUSÃO

Conclui-se que pode ser traçado um possível perfil do fonoaudiólogo atuante na cidade de Fortaleza-CE. O estudo mostra que a maioria dos profissionais fonoaudiólogos ganha de 4 a 6 salários mínimos com carga horária de 30 a 40 horas semanais. Os profissionais que atuam na área de TAE estão bem satisfeitos com sua atuação relacionada como ótima, entretanto, observando a escassa demanda de profissionais nessa área, há a necessidade da divulgação do importante papel da fonoaudiologia no âmbito escolar.

 

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Endereço para correspondência:
Marília Fontenele e Silva Câmara
Marcos Macêdo, 44 Apt. 800 – Aldeota
Fortaleza – CE – Brasil
CEP: 60150-190
E-mail: marilia@unifor.br

Recebido em: 11/11/2010
Aceito em: 12/05/2011

 

 

Conflito de interesses: inexistente