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Revista CEFAC

versão On-line ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.14 no.4 São Paulo jul./ago. 2012 Epub 22-Jul-2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462011005000073 

Comunicação humana e saúde da criança – reflexão sobre promoção da saúde na infância e prevenção de distúrbios fonoaudiológicos

 

 

Bárbara Niegia Garcia de GoulartI; Brasília Maria ChiariII

IFonoaudióloga; Professora Adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS; Doutora em Ciências [Fonoaudiologia] pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP
IIFonoaudióloga; Professora Titular do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP-EPM

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: apresentar considerações sobre as possibilidades de atuação fonoaudiológica para a promoção e manutenção da saúde da criança, bem como parâmetros para a identificação precoce de distúrbios de linguagem, voz, fala e audição na infância.
MÉTODO: estudo transversal com 65 crianças matriculadas no ensino fundamental em escolas públicas, sem histórico de avaliação ou tratamento fonoaudiológico e indicadas pelo núcleo de orientação pedagógica da escola por suspeita de distúrbio fonoaudiológico; juntamente com dados de literatura relacionados à fala, linguagem oral, escrita e fonoaudiologia na promoção da saúde da criança.
RESULTADOS: das 53 crianças efetivamente entrevistadas, 39 (73,6%) eram do sexo masculino. A média de idade foi de 8,8 anos (dp=2,1). Não foi encontrada associação entre gênero e ocorrência de hábitos orais nocivos (RP=1,13; IC 95% 0,36-3,59), tampouco entre ter irmãos e apresentar hábitos orais nocivos (p=0,18). Quando perguntadas sobre sua acuidade auditiva, quatro (4,7%) referiram dificuldades auditivas sem avaliação ou diagnóstico prévio. Todas as crianças foram encaminhadas pela escola para avaliação fonoaudiológica por histórico de dificuldades de aprendizagem de leitura e/ou escrita, bem como distúrbios da comunicação oral percebidos pelos professores; as referidas dificuldades foram confirmadas em 100% dos casos.
CONCLUSÕES: é necessário que ocorra troca de experiências entre educadores e fonoaudiólogos, principalmente objetivando a promoção do desenvolvimento saudável da criança, visando integrá-la melhor ao ambiente escolar, seja em relação à aprendizagem da leitura e escrita, seja para maior efetividade da comunicação oral, altamente demandada na sociedade contemporânea.

Descritores: Desenvolvimento da Linguagem; Epidemiologia; Fonoaudiologia; Saúde da Criança; Fala; Aprendizagem


 

 

INTRODUÇÃO

A comunicação humana apresenta características que podem ser observadas ao longo de toda a vida, incluindo expressões verbais e não-verbais. O domínio das habilidades de comunicação influencia na relação do indivíduo com o meio no qual está inserido, sendo que a maturação das habilidades comunicativas ocorre nos primeiros anos de vida, prioritariamente antes do final da primeira década.

A conjunção de esforços no sentido de aproximar a comunidade escolar do trabalho de promoção e manutenção da saúde da criança vem sendo pauta constante quando do planejamento de ações para promoção da saúde na infância. Na escola os primeiros sinais de distúrbios de comunicação podem ser observados e apontados pelos educadores.

Além disso, diversos estudos indicam estreita relação entre o desenvolvimento saudável da linguagem e a aprendizagem da leitura e escrita, bem como repercussões das dificuldades de fala no rendimento escolar e aprendizagem 1-7.

Desta forma, é imperativo que os diversos profissionais que fazem parte do universo da criança, sejam da área da educação, da saúde ou os próprios cuidadores tenham acesso a conhecimentos estratégicos para que os esforços no sentido de manter ou garantir o restabelecimento da saúde em relação à comunicação sejam preservados.

Este estudo objetiva apresentar considerações sobre a atuação fonoaudiológica para a promoção e manutenção da saúde da criança, bem como aspectos que devem ser considerados para o desenvolvimento saudável e identificação precoce de distúrbios de linguagem, voz, fala e audição na infância, à luz de dados do levantamento realizado em um grupo de crianças com indicação da comunidade escolar para avaliação fonoaudiológica.

 

MÉTODO

Estudo preliminar transversal com 65 crianças regularmente matriculadas no ensino fundamental em escolas públicas da região metropolitana de Porto Alegre (RS), sem histórico prévio de avaliação ou tratamento fonoaudiológico e indicadas pelo núcleo de orientação pedagógica da escola a partir do critério de percepção do professor ou orientador pedagógico de suspeita de alterações fonoaudiológicas.

Todas as crianças foram elegíveis para participar do estudo, somente sendo passíveis de exclusão àquelas que não participassem das atividades.

Foram realizadas entrevistas individuais com cada uma das crianças elegíveis para o estudo, bem como levantamento de dados complementares tais como: idade, número de irmãos, histórico de repetência, número de irmãos, histórico de sintomas relacionados a dificuldades de respiração nasal e alterações do sono, hábitos orais nocivos a partir de consulta aos documentos da criança arquivados na escola, além de avaliação da existência (ou não) de distúrbios fonoaudiológicos a partir da aplicação de avaliação breve de voz por meio de análise perceptivo-auditva e medição de tempos fonatórios da vogal /a/ e relação s/z; rastramento de distúrbios de fala por meio do TERDAF 7 e da linguagem oral e escrita a partir de fala narrativa elicitada por figura, todas realizadas por fonoaudiólogo com experiência clínica de, no mínimo, sete anos.

Os dados são discutidos à luz da literatura, especialmente nos aspectos relacionados à fala, linguagem oral, escrita e Fonoaudiologia na promoção da saúde do escolar.

Este estudo foi analisado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o protocolo número 4.06.03.07.776, em conformidade com das diretrizes da resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, tendo os responsáveis assinado os termos de consentimento relativos ao presente estudo.

Foram verificadas as freqüências das variáveis e sua distribuição na amostra estudada, além do uso de medidas de associação (qui-quadrado ou razão de prevalências e teste exato de Fischer, conforme o caso), bem como seus intervalos de confiança (IC) de 95%.

 

RESULTADOS

Dentre as 60 crianças elegíveis para o estudo, 53 foram efetivamente entrevistadas. Destas, 39 (73,6%) eram do sexo masculino. A média de idade das crianças estudadas foi de 8,8 anos (dp± 2,1). Das 53 crianças efetivamente avaliadas pela equipe de Fonoaudiologia, 37 (71,1%) estavam na 1ª ou 2ª série do ensino fundamental, 13 (25,0%) na 3ª ou 4ª série e duas (3,8%) entre a 5ª e 6ª série, para uma (1,9%) criança não foi possível coletar este dado.

Das 53 crianças, 46 (87%) tinham irmãos ou irmãs, por outro lado, somente 33 (62,3%) moravam no mesmo domicílio que seus pais e irmãos.

Em relação a atividades laborais de seus pais e/ou responsáveis, 16 (30,2%) crianças referiram que pai e mãe trabalham e 20 (37,7%) mencionaram que somente o pai tinha atividades laborais.

Na Tabela 1 estão apresentados dados sobre hábitos e sintomas relacionados às dificuldades de manutenção da respiração nasal, hábitos orais perniciosos e outros sintomas relacionados às alterações das funções sensório-motoras-orais.

Não foi encontrada associação entre gênero e ocorrência de hábitos orais nocivos na amostra estudada (RP=1,13; IC 95% 0,36-3,59), tampouco o teste qui-quadrado demonstrou associação entre ter irmãos e apresentar hábitos orais nocivos (p=0,18).

Quando perguntadas sobre sua acuidade auditiva, 48 (92,3%) crianças referiram escutar bem e quatro (4,7%) referiram dificuldades auditivas sem avaliação especializada ou diagnóstico prévio.

Das 53 crianças, 49 (92,3%) eram destras e quatro (7,7%) canhotas. Quando perguntadas sobre interesse por leitura, 43 (82,7%) das crianças referiram que gostam de ler.

Todas as crianças foram encaminhadas pela escola para avaliação fonoaudiológica por histórico de dificuldades de aprendizagem de leitura e/ou escrita, bem como distúrbios da comunicação oral percebidos pelos professores de sua escola e as referidas dificuldades foram confirmadas em 100% das crianças avaliadas.

Após o levantamento dos distúrbios fonoaudiológicos constatou-se que a maioria das crianças apresentava distúrbios de fala com repercussões na escrita (ou seja, escreviam como falavam), seguidos por dificuldades de leitura / escrita isoladas.

Confirmados os dados de distribuição dos distúrbios fonoaudiológicos no grupo de crianças, estas foram sub-divididas em quatro grupos para desenvolvimento de atividades em grupo duas vezes por semana com 90 minutos de duração por aproximadamente quatro meses com o objetivo de estimular a consciência fonológica e, por conseqüência, proporcionar a melhora da comunicação oral e escrita, mediadas por um estudante de Fonoaudiologia e um estudante de Pedagogia, ambos supervisionados por um fonoaudiólogo e um pedagogo.

Em virtude da inexistência de distúrbios vocais na população pesquisada, somente ações preventivas em relação ao abuso vocal foram desenvolvidas, especialmente atividades para conhecimento e reconhecimento do aparelho fonador e de prevenção de atitudes e potencialmente danosas à saúde vocal.

 

DISCUSSÃO

A atuação fonoaudiológica na promoção da saúde da criança objetiva não somente detectar as alterações da linguagem oral e escrita, mas dar possibilidades para a otimização do desenvolvimento do educando, ou seja, contribuir para que sejam criadas condições favoráveis e eficazes para que as capacidades de cada um possam ser exploradas ao máximo, seja na escola, junto à família ou em outras atividades exercidas pela criança na comunidade.

A escola é um lugar em que a atuação fonoaudiológica é necessariamente relevante 8,9, pois essa inter-relação entre os educadores e o profissional da Fonoaudiologia acaba resultando em benefício não só para a criança, mas para toda a comunidade escolar. Além disso, a escola constitui um ambiente propício para oportunizar atividades de promoção e manutenção da saúde, em virtude do tempo em que a criança fica neste contexto, bem como a riqueza de experiências e oportunidades possíveis no ambiente escolar, conforme citaram diversos autores em contextos variados 9-15. Há que destacar que a atuação interdisciplinar não implica na justaposição de saberes nem tampouco anula a especificidade de cada campo de saber, mas é necessária a abertura dos profissionais para uma atuação coletiva, pois o trabalho do profissional do setor saúde existe e ocorre em virtude das demandas da sociedade e para sanar problemas da comunidade e das pessoas em geral 9,10,16. Neste contexto, o papel da escola no desenvolvimento da linguagem é evidente, já que o contexto escolar proporciona condições fundamentais para a evolução da comunicação e da linguagem, tanto oral como escrita 2,9,17. Freqüentemente são os professores que detectam os problemas de linguagem, visto que a família pode acabar por se habituar às características da comunicação da criança com quem convive, mesmo que conte com balizadores relacionados à comunicação de outras crianças em sua rotina.

Como qualquer outro aspecto do desenvolvimento humano, o desenvolvimento da linguagem caracteriza-se pela variação inter-sujeitos. Falar ou escrever bem não está restrito somente à capacidade de adequar-se às regras da língua, mas usar adequadamente a língua para produzir um efeito de sentido pretendido numa dada situação 18. A oralidade e letramento são concebidos como atividades interativas e complementares no contexto das práticas sociais e culturais 18. Outra questão que merece destaque é a distinção entre os conceitos ligados à alfabetização e ao letramento 19. A alfabetização diz respeito à capacitação do indivíduo para ler e para escrever e o letramento é a apropriação e o uso social da leitura e da escrita 19.

A fala é adquirida em contextos informais do dia-a-dia e nas relações sociais e dialógicas que se instauram desde o momento em que a mãe dá seu primeiro sorriso ao bebê 18. Mais do que a decorrência de uma disposição genética, o aprendizado e o uso de uma língua natural é uma forma de inserção cultural e de socialização 18.

No início do processo de alfabetização a criança que apresenta dificuldades na linguagem oral pode ter problemas para relacionar-se ou integrar-se em seu grupo. Se não conseguem entendê-la, normalmente será alvo de gozações ou de exclusão do grupo, que provavelmente repercutirá no seu rendimento escolar global. Em alguns casos, se a criança apresentar distúrbio de fala (trocas, omissões ou distorções), estas poderão se refletir em sua escrita espontânea.

A maioria das crianças é alfabetizada dentro dos prazos previstos, o que não significa que este seja um processo simples. A escrita é usada em diversos contextos sociais básicos da vida cotidiana, tais como no trabalho, na escola, no dia-a-dia, na família, na vida burocrática, e ainda, em muitas atividades ligadas a vida acadêmica e formação escolar, em paralelo direto com a oralidade 2,6,9,18.

Quanto à comunicação oral, faz parte do escopo profissional da atuação fonoaudiológica o apoio aos professores no sentido do que é a linguagem oral e seu desenvolvimento, bem como seu papel nas diversas situações proporcionadas no ambientes escolar; criação e planejamento de situações de uso da comunicação que sejam estimuladoras para o desenvolvimento da linguagem oral e de seus padrões de pronúncia; criação de situações que possam levar a criança a pensar sobre a linguagem que ela usa, desenvolvendo habilidades metalingüísticas; além de desenvolver habilidades narrativas, como contar e recontar fatos e histórias.

A experiência escolar pode contribuir para diferentes trajetórias de desenvolvimento, tendo impacto sobre as experiências futuras do indivíduo 20. O sucesso escolar entre seis e 12 anos de idade contribui para a resolução satisfatória desta crise, visto que garante à criança um desempenho valorizado pela sociedade 20. Por outro lado, o insucesso acadêmico pode acarretar um senso de não cumprimento da sua tarefa psicossocial de desenvolvimento. São inúmeras as dificuldades possivelmente encontradas durante o processo escolar. Em alguns momentos, algumas destas dificuldades são próprias da faixa etária, outras, no entanto, demonstram que uma ou várias habilidades não foram adquiridas adequadamente e que podem estar afetando o aprendizado da linguagem escrita. Dentre tais dificuldades é possível citar: atenção, percepção/discriminação, memória (auditiva e/ou visual), raciocínio lógico, fala (alteração na articulação de algumas sílabas), a linguagem oral (dificuldades em expressar seus pensamentos, idéias etc.), na leitura / escrita, organização temporal e espacial ou ainda alterações orgânicas como déficit visual, auditivo ou motor, conforme descrito vastamente na literatura nacional e internacional 2-4,6,21-23.

Desta forma, a associação de conhecimentos e experiências de docentes, pais e da equipe de Fonoaudiologia pode trazer importantes contribuições para que o processo de ensino e aprendizagem se desenvolva de forma mais efetiva, principalmente nas séries iniciais, visto que as habilidades lingüísticas, cognitivas e a comunicação oral e escrita são extremamente demandadas nesta etapa da formação do escolar.

 

CONCLUSÃO

Ainda que este manuscrito aborde o desenvolvimento da comunicação oral e escrita trazendo à baila dados de crianças em idade escolar, é imperativo levar em conta que para a aprendizagem da leitura e escrita, os primeiros anos de vida e desenvolvimento da comunicação são fundamentais, requerendo atenção. O desenvolvimento neuropsicomotor saudável, assim como da comunicação oral, predispõe significantemente ao sucesso da aprendizagem da leitura e escrita.

É necessário que ocorra troca de experiências entre educadores e fonoaudiólogos, com o objetivo de promover o desenvolvimento da criança e integrá-la mais efetivamente no ambiente escolar e às demandas em relação à aprendizagem da leitura e escrita, bem como melhora da efetividade da comunicação oral, altamente demandada na sociedade contemporânea.

Além disso, a ocorrência de distúrbios de voz, fala, leitura e/ou escrita estão diretamente relacionados a aspectos sócio-culturais e demográficos, os quais devem ser considerados quando do levantamento de demandas e diagnóstico coletivo de saúde da criança.

 

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Endereço para correspondência
Bárbara N. G. de Goulart
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Av. Ramiro Barcelos, 2600 Bairro Santana
Porto Alegre – RS
CEP: 90035-003
E-mail: bgoulart@ufrgs.br

Recebido em: 09/12/2010
Aceito em: 07/04/2011

 

 

Conflito de interesses: inexistente