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Revista CEFAC

versão On-line ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.14 no.4 São Paulo jul./ago. 2012 Epub 29-Maio-2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462012005000042 

Eletromiografia de superfície do músculo masseter durante a mastigação: uma revisão sistemática

 

 

Gerlane Karla Bezerra Oliveira NascimentoI; Daniele Andrade da CunhaII; Leilane Maria de LimaIII; Klyvia Juliana Rocha de MoraesIV; Leandro de Araújo PernambucoV; Renata Milena Freire Lima RégisVI; Hilton Justino da SilvaVII

IFonoaudióloga da Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil; Mestre em Patologia pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
IIFonoaudióloga; Pesquisadora Institucional da Faculdade Estácio do Recife -Estácio FIR; Doutora em Nutrição pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
IIIFonoaudióloga da Clínica CEFA, Recife, PE, Brasil; Especializanda em Motricidade Orofacial com enfoque em Disfagia - FUNESO
IVFisioterapeuta; Preceptora de Estágio em Fisioterapia Cárdio-respiratória na Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO, Recife, PE, Brasil; Mestre em Patologia pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
VFonoaudiólogo; Professor Assistente I do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, Natal, RN, Brasil; Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
VIFonoaudióloga da clínica CEFA - Recife PE - Brasil; Especialização em Motricidade Orofacial pela Faculdade Integrada do Recife - FIR
VIIFonoaudiólogo; Professor Adjunto I da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, Recife, PE, Brasil; Doutor em Nutrição pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A mastigação, ato complexo controlado pelo sistema nervoso central, é uma das funções mais importantes do Sistema Estomatognático. Durante esse ato a atividade elétrica da musculatura mastigatória pode ser quantificada por meio da eletromiografia de superfície. Com o objetivo de revisar sistematicamente na literatura os métodos e alimentos mais utilizados na EMGS do músculo masseter durante a mastigação, foi realizada uma busca nas bases de dados SciELO-Brasil, Lilacs e Medline/Pubmed no período de setembro a outubro de 2009. Foram incluídos os estudos de base populacional e excluídos os estudos de revisão sem definição metodológica delineada e estudos realizados com crianças, adolescentes e idosos. Foram encontrados 657 artigos no cruzamento dos seguintes descritores e seus correspondentes em inglês: mastigação and eletromiografia and músculo masseter, dos quais 12 deles foram selecionados. Verificou-se que os métodos envolvidos na execução da eletromiografia de superfície do músculo masseter, durante a mastigação, apresentam variações de acordo com cada autor, não havendo padronização de um alimento específico para execução do exame.

Descritores: Músculo Masseter; Eletromiografia; Mastigação


 

 

INTRODUÇÃO

A mastigação é uma das funções mais importantes do Sistema Estomatognático e por isso é objeto de estudo de vários autores. Este ato fisiológico, cuja finalidade é a de fragmentar o alimento em partículas menores, preparando-as para a deglutição e a digestão; é uma função aprendida, diferente da respiração, sucção e deglutição, as quais são inatas e inicialmente controladas de forma reflexa. O processo de aprendizado desta função é iniciado a partir do momento em que surgem os primeiros dentes decíduos, os incisivos inferiores e superiores1.

A função mastigatória depende de um complexo integrado por músculos, ligamentos, estruturas ósseas e dentes, controlado pelo sistema nervoso central. Os músculos envolvidos na mastigação realizam movimentos e posturas que ora aproximam, ora afastam os dentes, ou exacerbam a pressão interoclusal2.

A mandíbula desenvolve vários movimentos (elevação, abaixamento, protrusão, retração, lateralização), influenciados pelos músculos responsáveis pela mastigação. A elevação mandibular é realizada pelo masseter, temporal anterior e pterigóideo medial3.

O masseter possui fibras musculares que ao sofrerem contração projetam a mandíbula para cima promovendo o contato entre as arcadas dentárias. A eficiência da mastigação é garantida pela força exercida na contração desse músculo4.

No final do século XVIII o engenheiro elétrico Luigi Galvani, pronunciou que um músculo esquelético ao ser estimulado eletricamente sofre contração e, por outro lado, produz corrente elétrica quando contraído voluntariamente; o francês Duchenne em meados do século passado foi o primeiro a aplicar eletricidade em músculos esqueléticos intatos. Contudo o mérito pelo desenvolvimento da técnica que promove a captação dos potenciais elétricos gerados no músculo, a eletromiografia, corresponde aos fisiologistas ingleses e norte-americanos Adrian e Bronk e D. Denny-Brown5.

A Eletromiografia de Superfície (EMGS) destina-se ao estudo dos fenômenos bioelétricos que ocorrem nas fibras musculares esqueléticas durante o repouso, o esforço e a contração máxima6. São colocados eletrodos sob a pele que recobre o músculo a ser avaliado, os quais captam a soma da atividade elétrica de todas as fibras musculares ativas. Caracteriza-se por ser um método não invasivo e de fácil execução. O registro eletromiográfico permite observar o comportamento eletrofisiológico de diversos músculos em diferentes condições fisiológicas. A EMGS tem sido largamente usada por Médicos, Fonoaudiólogos, Fisioterapeutas e profissionais em Educação Física para o estudo do movimento humano7.

Na clínica Fonoaudiológica é comum a avaliação da atividade muscular por meio do exame físico por meio de observações, filmagens ou/e palpações. Esta metodologia é necessária no processo de reabilitação orofacial, mas esses dados não são concisos, nem suscetíveis de quantificação, por serem influenciados pela subjetividade do profissional, limitando um registro mais preciso.

Com o desenvolvimento tecnológico, o uso de instrumentos de medição de grande precisão é cada vez mais comum na prática clínica, dentre os quais a eletromiografia se destaca por ser um método disponível no mercado há mais de 40 anos e possuir maior objetividade e precisão para registrar a atividade elétrica de um músculo ou de um grupo muscular8 podendo auxiliar no diagnóstico e terapêutica dos distúrbios motores orofaciais9.

Os métodos aplicados na execução do exame eletromiográfico podem variar de examinador para examinador. Posto isso, o presente estudo teve como objetivo revisar na literatura os métodos e alimentos mais utilizados na EMGS do músculo masseter durante a mastigação.

 

MÉTODO

Foi realizada uma busca eletrônica nas bases de dados SciELO-Brasil, Lilacs e Medline/Pubmed no período de setembro a outubro de 2009.

A pesquisa foi feita por dois autores/avaliadores que discutiram sobre o cruzamento dos seguintes descritores e seus correspondentes em inglês: mastigação and eletromiografia and músculo masseter, todos incluídos no Medical Subject Headings (MeSH). Outra estratégia utilizada foi a busca manual em listas de referência dos artigos identificados e selecionados. As discrepâncias apresentadas pelos autores foram esclarecidas por um terceiro autor/avaliador. A pesquisa não contou com restrição de idiomas. Não foi considerado um limite em relação ao período de publicação, sendo os artigos selecionados posteriormente por critérios de inclusão e exclusão.

Foram excluídos artigos de revisão e com desenho do tipo longitudinal; estudos envolvendo animais; trabalhos cuja população de estudo fosse composta por sujeitos com patologias; pesquisas que utilizassem eletromiografia invasiva; artigos envolvendo outros instrumentos de avaliação; estudos que simulassem situações patológicas ou não fisiológicas; artigos que não avaliem a função de mastigação; artigos estudando a eficácia de medicamentos; artigos estudando fisiologia de manobras terapêuticas ou efeitos de terapias; artigos com a população composta por crianças, adolescentes ou idosos.

Como critérios de inclusão, os artigos que estudavam a atividade elétrica do músculo masseter durante a mastigação de alimentos em adultos jovens foram selecionados. A qualidade metodológica de todos os estudos foi avaliada de forma independente por três revisores e a concordância dessas análises resultou na elaboração da Tabela 1.

Foram encontrados um total de 657 artigos no cruzamento dos descritores mastigação and eletro miografia and músculo masseter nas bases de dados SciELO-Brasil, Lilacs e Medline/Pubmed.

Seguindo os critérios de exclusão e inclusão definidos no método e subtraídas às referências repetidas constantes em mais de uma base de dados, foi selecionado um total de 12 artigos.

Os artigos selecionados foram organizados quanto ao autor, local e ano de publicação; população estudada; métodos utilizados na avaliação eletromiográfica do músculo masseter e resultados encontrados.

 

Figura 1

 

REVISÃO DA LITERATURA

O tratamento estatístico não foi aplicado ao presente estudo devido à heterogeneidade encontrada nos artigos selecionados.

O quantitativo de referências encontradas e selecionadas nas bases de dados para este estudo mostra que 75% delas estavam contidas na Medline/Pubmed, 16,7% na base Lilacs e 8,3% na Scielo-Brasil.

As datas de publicação variaram entre os anos de 1989 e 2009; 2 publicações ocorreram no ano de 1999; entre os anos de 1992-1996 não foram encontradas publicações que obedecessem aos critérios de inclusão propostos nesta pesquisa, assim como nos anos 2007, 2005, 2001 e 1990. Este demonstrativo leva a inferir que no período de 1997 a 2004 ocorreu um aumento de publicações que tratam do tema desse estudo. Este fato pode ter relação com o surgimento de novos equipamentos que possibilitam a realização mais facilitada da eletromiografia.

Durante a seleção dos artigos mediante os critérios de inclusão e exclusão, foi observado que a maioria das publicações descartadas utilizava mastigação de substâncias não alimentares para testar a função mastigatória e a população de estudo mais frequente foi composta por crianças, idosos ou grupos com patologias ou disfunções pré-existentes. Estes fatos podem ter relação com a necessidade científica de caracterizar melhor o desenvolvimento humano bem como as alterações inerentes a determinadas patologias. A pesquisa das características de normalidade para determinadas funções ainda são pouco exploradas.

Com relação às populações que compuseram os estudos selecionados, houve disparidade no número de indivíduos. As amostras variaram entre 10 e 50 sujeitos estudados10, 11 sendo o número médio de indivíduos por pesquisa igual a 24. Quanto ao critério de avaliação das características elétricas de um músculo deve-se considerar certas peculiaridades que variam entre indivíduos. Por este motivo, as comparações dos padrões musculares quando associadas aos achados encontrados em um mesmo indivíduo em diferentes momentos e atividades, pode expressar melhor a realidade de potência elétrica muscular. Acredita-se que esse fato tenha influenciado o número restrito de integrantes entre as amostras referenciadas, uma vez que as comparações não são feitas entre os sujeitos e sim entre os pares de músculos de cada sujeito.

Também foi observada a preferência por estudos com indivíduos do gênero masculino11-15 em 42% dos estudos, enquanto que populações constituídas por ambos os gêneros foram eleitas por 58% dos autores. Nenhum artigo investigou isoladamente os eventos de seus objetivos em grupo de mulheres. O fato de se estudar mais a população masculina pode estar relacionado à quantidade de variáveis hormonais que acometem as mulheres16 e também por ser bastante explorado na literatura que os níveis de atividade muscular femininos são mais baixos quando comparados aos masculinos4.

Quanto ao local de publicação, verificou-se que 50% dos artigos foram publicados em periódicos Europeus10, 12, 14, 15, 17, 18. As demais publicações ocorreram em periódicos Americanos (EUA - 50%; Brasil - 50%)11, 13, 19, 20. Dos 12 artigos selecionados, 9 foram publicados em periódicos internacionais, esse fato nos leva a pensar que há uma preferência por publicações internacionais, possivelmente por existirem mais periódicos desse tipo que abordem com mais especificidade os temas desse estudo, bem como por atingirem maior número de leitores.

Ao analisar os métodos utilizados para avaliação eletromiográfica, foi verificado que todas as referências realizaram a captação do sinal elétrico dos masseteres direito e esquerdo simultaneamente. Não se chegou a um consenso do melhor alimento para o estudo da mastigação. Amendoim11, carne12, gelatina13, e uva passa20 foram eleitos por 4 artigos para a avaliação da mastigação, as demais pesquisas manipularam variadas consistências alimentares em seus testes10, 14, 15, 17-19, 21, 22. O estudo isolado da mastigação foi relatado em 58% das referências11, 12, 14, 15.

A mastigação associada à observação de movimentos mandibulares isolados foi objeto de estudo em 25% dos artigos17, 19, 20. A não padronização do alimento a ser utilizado na pesquisa com mastigação e eletromiografia dificulta a reprodutibilidade fiel das metodologias referenciadas. Talvez por ser a consistência alimentar uma propriedade ainda não controlada por sofrer inúmeras variações (temperatura, viscosidade, entre outros), os estudos citados procuraram categorizar os alimentos de acordo com uma "escala de dureza"10, 14, 15, 17-19, 21, 22, quando testados mais de um tipo alimentar, ou uniformizaram uma consistência para estudo isolado11, 12, 13, 20.

Quanto ao tempo de aquisição dos potenciais elétricos musculares durante a mastigação, houve variação de acordo com cada pesquisador. Em um experimento14 pesquisadores orientaram os sujeitos avaliados a mastigarem carne macia e depois carne dura por um período constante de 7s (cada consistência) ou até o bolo apresentar-se pronto para ser deglutido. Outros pesquisadores9, 19, 20 estipularam a análise eletromiográfica de 15 golpes mastigatórios, bem como observaram os eventos elétricos dos masseteres durante 15 segundos de mastigação de uva passa. Outros autores avaliaram a mastigação em tempo livre11-15, 17. Essa variação do tempo de execução das aquisições eletromiográficas contribuem para o impedimento de comparação entre os estudos. A diversidade nos tempos de mastigação analisados pode não representar fidedignamente a real demanda de atividade elétrica, sendo assim, acredita-se que os estudos envolvendo análises de todo processo mastigatório apresentam resultados mais próximos da real demanda de atividade elétrica muscular.

Quanto aos principais resultados dispostos nas referências, todos os trabalhos relatam que há maiores níveis de atividade elétrica dos masseteres durante a mastigação de alimentos mais duros, por tanto, quanto maior o nível de dureza do alimento maior a atividade elétrica dos massetres no processo mastigatório. O tempo de mastigação e o número de golpes mastigatórios mostraram-se aumentados quando o nível de dureza do alimento aumentava 11-13, 15, 20. Também foi verificado que normalmente é encontrado um músculo com maior atividade elétrica quando comparado ao seu par10, 11, 20, isso implica dizer que não há equilíbrio de atividade elétrica entre os masseteres direito e esquerdo durante a mastigação, ou seja, é comum haver um lado de predomínio mastigatório.

Um artigo20 analisou a atividade elétrica dos masseteres expressa em µV. Esse tipo de análise não apresenta normalização do sinal eletrommiográfico, uma vez que não se obtem um parâmetro de comparação que possa confirmar a demanda estimada de atividade elétrica em uma dada atividade23. Esse fato diminue a confiabilidade dos resultados e não possibilita estimar diferenças de potenciais na execução de tarefas distintas.

 

CONCLUSÃO

Os resultados provenientes do presente estudo revelam que:

1. Os métodos envolvidos na execução da eletromiografia de superfície do músculo masseter, durante a mastigação, apresentam variações de acordo com cada autor, não havendo padronização de um método específico para execução do exame;

2. Não há consenso sobre o melhor alimento a ser utilizado para mastigação durante a avaliação eletromiográfica do masseter.

 

AGRADECIMENTOS

Ao CNPq - Edital MCT/CNPq 14/2009 - Universal - Faixa B.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento
Av. Fagundes Varela, 383 Apt. 302 - Jardim Atlântico
Olinda - PE - Brasi. CEP: 53140-080
E-mail: gerlane_fono@hotmail.com

Recebido em: 07/02/2011
Aceito em: 22/09/2011
Conflito de interesses: inexistente